A primeira fragata de defesa e intervenção (FDI) Amiral Ronarc'h inicia testes no mar - 5

Contrato com a Naval Group prevê quatro navios avançados e representa uma das maiores aquisições militares suecas desde o programa Gripen

A Suécia decidiu adquirir quatro fragatas da classe FDI — Frégate de Défense et d’Intervention, produzidas pela francesa Naval Group, em um acordo estimado em cerca de US$ 4,25 bilhões. A escolha marca uma das maiores compras militares suecas desde os anos 1980 e tem como objetivo reforçar significativamente a capacidade naval do país no Mar Báltico, em meio ao agravamento do ambiente de segurança europeu após a invasão russa da Ucrânia e a entrada da Suécia na OTAN.

Segundo a Reuters, a nova classe de fragatas deverá ampliar a capacidade de defesa aérea da Marinha sueca e melhorar a proteção de rotas militares e civis no Báltico. O primeiro navio deverá ser entregue em 2030, com entregas subsequentes ao ritmo de uma fragata por ano.

A decisão favorece a França em uma concorrência que também envolvia propostas da britânica Babcock, em parceria com a sueca Saab, e da espanhola Navantia. O Financial Times informou que a Naval Group foi escolhida sobretudo pela maturidade do projeto FDI, já em uso pela Marinha Francesa e também selecionado pela Grécia, além da promessa de entrega rápida em comparação com propostas ainda em desenvolvimento.

As fragatas serão incorporadas ao programa sueco conhecido como classe Luleå, concebido para devolver à Marinha Real Sueca uma capacidade oceânica mais robusta e ampliar sua contribuição à defesa coletiva da OTAN. A Suécia vinha avaliando modelos europeus já existentes ou de baixo risco, buscando uma solução capaz de entrar em serviço rapidamente diante da deterioração da segurança no Báltico.

A FDI é uma fragata de nova geração com deslocamento em torno de 4.500 toneladas, projetada para defesa aérea, guerra antissubmarino, guerra de superfície, escolta de forças-tarefa e operações em ambiente de alta ameaça. O modelo francês utiliza arquitetura digital avançada, radar de última geração e mísseis de defesa aérea da família Aster, podendo ser adaptado a requisitos específicos do cliente.

Para Estocolmo, a capacidade de defesa aérea foi um dos fatores centrais. A imprensa sueca destacou que as novas fragatas deverão permitir à Suécia multiplicar sua capacidade antiaérea naval, incluindo a possibilidade de emprego de mísseis Aster 30, capazes de enfrentar ameaças aéreas avançadas e determinados mísseis balísticos.

Apesar da escolha francesa, a indústria sueca deverá participar da configuração final dos navios. Reportagens locais indicam que sistemas nacionais da Saab, como o míssil antinavio RBS 15, o torpedo leve Torped 47, o radar Giraffe 1X e a estação de armas Trackfire, poderão ser integrados às fragatas, preservando parte da base tecnológica nacional no programa.

A Naval Group já havia se movimentado para fortalecer sua presença local. Em fevereiro de 2026, a empresa assinou um memorando de entendimento com o estaleiro sueco Öresund Drydocks, com foco em manutenção, apoio e sustentação das futuras fragatas, caso a proposta francesa fosse selecionada.

A aquisição também aprofunda a cooperação estratégica entre Suécia e França. Os dois países já vinham ampliando laços de defesa, inclusive em áreas como aviação de alerta antecipado, sensores e sistemas navais. Para Paris, a escolha sueca representa uma importante vitória de exportação para a FDI e reforça a posição da Naval Group no mercado europeu de combatentes de superfície.

Do ponto de vista militar, a decisão tem impacto direto na arquitetura de defesa do Báltico. A entrada da Suécia na OTAN transformou o país em peça central da defesa do flanco norte da Aliança, ao lado de Finlândia, Polônia, Alemanha, Dinamarca, Noruega e Estados bálticos. Fragatas com capacidade de defesa aérea de área, guerra antissubmarino e sensores modernos aumentam a capacidade de proteger linhas de comunicação marítima, reforços aliados e infraestrutura crítica na região.

O chefe da Marinha sueca, Johan Norlén, afirmou que os novos navios terão papel essencial para proteger transportes militares e civis no Báltico, região onde a presença russa, a guerra híbrida, a ameaça submarina e a vulnerabilidade de cabos submarinos e rotas energéticas tornaram-se preocupações prioritárias.■




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Iran

Achei que os suecos optariam por um navio britânico, achei que a classe Luleå iria de Type 26 pela capacidade anti-submarina acima da média, justamente a maior ameaça que a Rússia representa na região é submarina, mas de fato a FDI é uma opção bem mais sustentável, e que navio bonito, por algum motivo me lembra uma versão moderna das trirremes da Grécia clássica, pra mim é pau a pau com a Mogami em beleza.

Esteves

Custos.

CODAD é mais simples ou menos caro para manter X CODLOG.

Navio muito bonito.

Moriah

Estão propondo também o uso do pacote Bofors, com torre stealth de 57 mm (Mk3 ou 4, não lembro) e 40 mm, possivelmente estilo Trinity.

Heli

Bem mais simples, porem mais barulhento e na função ASW isso conta.

GeneralSofá

Quando vejo esse navio só consigo pensar em um ferro de passar roupa.

Moriah

kkkk ele me lembra os dreanoughts e as primeiras belonaves de aço do século XX

GBento

Igualzinho o meu Black & Decker. kkkkkkkkk

Gainete

Coitada da Rússia, não é páreo nem pra Ucrânia, quiçá pra OTAN. 😏

Lyw

Mas ela tá lutando contra a OTAN na guerra contra a Ucrânia… Ou a Ucrânia não recebe armamento, dinheiro e informações preciosas direto dos satélites de países da Aliança?

Iran

Nessa lógica ntão os EUA perdeu pra URSS no Vietnã e não pros vietnamitas, o mesmo valeria agr pro Irã, “perderam” pra China e Rússia, não pra Tehran… Creio que essa visão não faz sentido, até por desmerecer a resistência dos povos envolvidos, se não fosse pela virtude ucraniana e vietnamita, por exemplo, ambos teriam colapsado mesmo com grandes recursos, o que importa mais do que recursos é a valentia, vide Iêmen e Afeganistão. E se tem alguém realmente lutando contra mais de um inimigo é Ucrânia, que além dos russos enfrentaram diretamente uma força expedicionária norte coreana, e agora… Read more »

Kornet

Sem contar os “voluntários ” que lutam pela Ucrânia, tem até traficantes.
Se o Irã recebesse a mesma ajuda ,a coisa ia ser bem feia para os EUA e Israel.
Cada um enxerga,o que quer ver.

Leandro Costa

Essa ladainha repetida mil vezes não vai se tornar realidade.

Marcelo

O que já morreu de soldado polonês,americano, francês ,britânico e alemão na Ucrânia não está no gibi.
A Rússia está lutando na Ucrânia contra 35 membros da OTAN.

Mig

Não morreu soldado chines africano cubano coreano? Essa da russia está lutando sozinha é coisa de fanboy.

Alberto

A ucrania já perdeu nos primeiros meses, é um campo aberto agora da OTAN para despejar equipamentos e os ucraniados são o recheio para virarem carne moída nessa guerra de desgaste contra a Russia

Last edited 4 meses atrás by Alberto
Jabulani Teimoso

O curioso é que os projetistas tão resgatando aquela proa “ao contrário” dos navios de guerra do começo do século XX, alguém pode explicar a diferença?

Lyw

Acredito que para contrabalancear ou distribuir melhor o peso. Aquele bulbo de proa “queixudo” passa a ter, além das funções de hidrodinâmica e alojamento de sonar, uma função estabilizadora, elevando a flutuabilidade e diminuindo o cabeceio que uma proa estreita e leve em relação ao resto do navio teria.

Esteves

Essa proa a qual você se refere é a proa de aríete ou ram bow. Usavam para abalroar o navio inimigo no século XIX e início do XX.

A FDI usa sensores sofisticados como o radar de painéis fixos. Precisa de uma plataforma estável para combate:

> proa relativamente reta e alongada
> ângulo inclinado para reduzir radar
> casco desenhado para “cortar” melhor as ondas
> borda alta para manter boa navegabilidade

Modinha francesa.

Leandro Costa

Ótima para abalroamento.

Mas o motivo, de verdade, é redução do RCS.

Macgarem

Gostei do visual hehe

Moriah

O Naval Group chegou a oferecer para a MB, mas obviamente agora com a Tamandaré Batch II ou Flight II (como Tom Clancy, prefiro alusivamente o primeiro termo), a MB agora só tem olhos para 6.000 toneladas. Nesse caso, cabem apenas T31 e PPA para uma realidade bem brazuca, a qual é de baixa intensidade.

Luís Henrique

Fremm Evo italiana também é candidata.

Iran

Sou a favor por já ser um projeto bem maduro

Moriah

E um navio bem mais complexo, acho que o BR perdeu a chance lá atrás, a geopolítica mudou e os custos também. Seria o mesmo que apostar na T26. Acho a Fremm show de bola, mas temos que mirar a realidade.

Luís Henrique

A Itália encomendou DUAS Fremm Evo por 1,5 bi de euros.
Contratos de exportação das Fragatas Type 26 colocam o preço dela na faixa de U$ 1,8 bi CADA.

Acho que a FREMM evo é bem mais complexa que as Tamandare mas bem menos cara que as Type 26.

Marcos

O que seria essa Tamandaré Batch II?

Abner

Uma evolução das 4 primeiras unidades da Tamandaré.

Moriah

Segundo o Caiafa, o segundo lote já terá mudança no Leonardo 76, em versão para munição Dardo.

Emerson

O Brasil poderia desenvolver destróiers de 6 ou 7 mil toneladas em cima dessa classe, ela é muito avançada e modular.