EUA e Irã chegam a acordo preliminar para reabrir o Estreito de Ormuz e avançar em negociações nucleares

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Os Estados Unidos e o Irã alcançaram um acordo de princípio que poderá abrir caminho para o fim das hostilidades no Oriente Médio, incluindo a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz e compromissos iniciais relacionados ao programa nuclear iraniano. A informação foi divulgada neste domingo por uma alta autoridade do governo norte-americano, que ressaltou, contudo, que o entendimento ainda não foi formalmente assinado e depende da aprovação final do presidente Donald Trump e do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Hosseini Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto em ataque conjunto dos EUA e Israel em 28.2.2026.

Segundo a autoridade, o acordo prevê a retomada da navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta para o transporte de petróleo e gás natural. O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, tornou-se um dos principais focos da recente guerra regional, iniciada no final de fevereiro após ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos.

Outro elemento central das negociações envolve o destino do urânio altamente enriquecido acumulado pelo Irã. De acordo com Washington, Teerã aceitou, em princípio, eliminar ou transferir esse material, embora os mecanismos exatos para sua destinação ainda estejam sendo negociados. O presidente Trump tem defendido que os Estados Unidos assumam a custódia do estoque como parte de sua estratégia para limitar permanentemente as capacidades nucleares iranianas.

Apesar do anúncio norte-americano, autoridades iranianas ainda não confirmaram oficialmente os termos apresentados por Washington. Fontes ligadas ao governo de Teerã indicaram que o eventual acordo se limitaria, nesta fase, à criação de uma estrutura de negociações que trataria das questões nucleares ao longo dos próximos 30 a 60 dias.

As divergências de interpretação entre os dois lados evidenciam que as negociações permanecem delicadas. Enquanto representantes americanos apresentam o entendimento como um passo significativo rumo à estabilização regional, fontes iranianas afirmam que os detalhes mais sensíveis ainda serão objeto de futuras rodadas de diálogo.

Segundo autoridades dos Estados Unidos, temas considerados fundamentais por Washington, como o programa iraniano de mísseis balísticos e eventuais limitações de longo prazo ao enriquecimento de urânio, não fazem parte do acordo preliminar e deverão ser discutidos em etapas posteriores. Em negociações anteriores, os americanos chegaram a defender restrições com duração mínima de vinte anos.

Trump afirmou neste domingo, por meio das redes sociais, que orientou sua equipe negociadora a não acelerar excessivamente as conversações, embora tenha declarado no dia anterior que um entendimento inicial estava “amplamente negociado”. Caso o acordo seja formalizado, os Estados Unidos poderão suspender o bloqueio naval imposto aos portos iranianos, medida utilizada para pressionar Teerã a restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz.

A possível normalização ocorre após meses de conflito que provocaram milhares de mortes, elevaram significativamente os preços internacionais da energia e ampliaram as preocupações com a estabilidade do comércio marítimo global. Para a Casa Branca, um acordo com o Irã representaria uma oportunidade de encerrar uma guerra que gerou custos políticos e econômicos crescentes, além de enfrentar crescente desgaste junto à opinião pública norte-americana.

Analistas avaliam que, mesmo que seja confirmado, o entendimento deverá representar apenas o início de um processo diplomático complexo. As questões relacionadas ao programa nuclear iraniano, aos arsenais de mísseis e ao equilíbrio estratégico no Golfo Pérsico permanecem sem solução definitiva e deverão continuar no centro das negociações entre Washington e Teerã nos próximos meses.■




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Fabio Araujo

Acredite quem quiser, a IRGC vai barrar qualquer acordo que entregue o urânio, os negociadores iranianos sabem que dificilmente vão conseguir cumprir o acordo sem que a IRGC concorde!

Sergio Machado

Os negociadores iranianos também sabem que os EUA não cumprirão qualquer acordo.
Se forem espertos, mentem que não farão qualquer bomba e vida que segue.

Adriano Madureira

“Outro elemento central das negociações envolve o destino do urânio altamente enriquecido acumulado pelo Irã.
De acordo com Washington, Teerã aceitou, em princípio, eliminar ou transferir esse material, embora os mecanismos exatos para sua destinação ainda estejam sendo negociados. O presidente Trump tem defendido que os Estados Unidos assumam a custódia do estoque como parte de sua estratégia para limitar permanentemente as capacidades nucleares iranianas”.

Nossa eles não querem nada…Somente a custódia! Se fosse o Irã, entregaria para a Índia, Paquistão ou outro player mais confiável e de melhor reputação…

Fábio Melo

Ali Khamenei? O sujeito foi morto logo no início do conflito em uma ação conjunta entre EUA e Israel.

Neto

Haverá quem, depois desse atropelo todo, parabenizará Trump por uma vitória, depois de qualquer acordo?

Last edited 3 meses atrás by Neto
Angus

Pronto, acabou com a semana daqueles que torcem pela caos!

JHF

Todo mundo sabe que ele mente para manter o preço do petróleo abaixo de 100/barril e toda a imprensa faz de conta que realmente se tem algum avanço bilateral nas conversas. Tá ficando ridículo repetir a mesma fale news toda manhã de segunda, ser corrigido pelos Iranianos sobre donde está o mundo real, e depois voltar atrás ou falar algo diferente em geral uma bravata.

JHF

Fake News*

Sergio Machado

Se o Irã cometer o erro em entregar qualquer material físsil será atacado em um prazo bem menor, até porque será alvo de qualquer forma. Com ou com sem acordo, será atacado novamente por ser a pedra no caminho do expansionismo territorial israelita no OM.
Tudo é teatro. Importa jogar o jogo e ganhar tempo.
Única maneira de evitar qualquer ataque dos EUA/Israel é dissuasão nuclear.