Águas Azuis destaca impacto do Programa Tamandaré no avanço da indústria de defesa em Santa Catarina durante a SC Expo Defense

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PFCT na SC Expo Defense 2026 (1)

A Águas Azuis, sociedade de propósito específico formada pela TKMS, Embraer e Atech para a execução do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), participa da SC Expo Defense, realizada nos dias 21 e 22 de maio na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, reforçando o papel estratégico do programa para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa no Brasil e para o crescimento do setor em Santa Catarina.

De acordo com dados apresentados pela FIESC durante a exposição, Santa Catarina já ocupa a terceira posição entre os estados brasileiros com maior volume de vendas para a indústria de defesa, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2025, as vendas da indústria catarinense ao segmento saltaram 178% em relação a 2024. O avanço está diretamente ligado à expansão de projetos estratégicos no estado, com destaque para o Programa Fragatas Classe Tamandaré, atualmente o maior projeto de defesa em desenvolvimento em Santa Catarina. Desenvolvido em Itajaí, na TKMS Estaleiro Brasil Sul, o programa impulsiona inovação, empregos qualificados e desenvolvimento tecnológico em toda a região.

O PFCT contempla a construção de quatro fragatas para a Marinha do Brasil até 2029 e já se consolidou como o projeto naval mais moderno e inovador em desenvolvimento no país. A primeira embarcação, a Fragata Tamandaré (F200), foi entregue à Marinha do Brasil em abril. A segunda fragata iniciará seus testes de mar no segundo semestre deste ano, enquanto a terceira será lançada em junho. A quarta e última embarcação do programa já está em construção.

A continuidade do Programa é considerada estratégica para preservar as capacidades industriais e tecnológicas desenvolvidas no Brasil ao longo do projeto, além de garantir a manutenção dos empregos qualificados, da cadeia de fornecedores nacionais e da transferência de tecnologia associada ao programa. Em abril deste ano, TKMS, Embraer, Atech e Ministério da Defesa assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para estabelecer as bases de um possível segundo lote de quatro fragatas adicionais para a Marinha do Brasil.

Além de seu papel estratégico para a defesa nacional, o PFCT envolve cerca de 1.000 empresas brasileiras na cadeia de fornecimento, gerando aproximadamente R$ 5 bilhões em conteúdo local e cerca de R$ 500 milhões em impostos. Atualmente, cerca de 2.000 profissionais atuam diretamente na construção das embarcações, enquanto os impactos indiretos e induzidos devem resultar em aproximadamente 23 mil empregos.

“A SC Expo Defense evidencia como projetos estratégicos como o PFCT impulsionam toda a cadeia de defesa nacional”, destaca Fernando Queiroz, CEO da Águas Azuis. “Além do avanço das capacidades operacionais da Marinha do Brasil, o programa movimenta a economia, fortalece fornecedores locais e amplia a competitividade da indústria brasileira.”

“O Programa Fragatas Classe Tamandaré está transformando Santa Catarina em um polo estratégico da indústria de defesa no Brasil, combinando inovação, transferência de tecnologia e geração de empregos qualificados”, afirma Paulo Alvarenga, CEO da TKMS Brasil. “A continuidade do programa é fundamental para preservar as capacidades industriais e tecnológicas desenvolvidas no país ao longo dos últimos anos”, conclui o executivo.■

Fragata Tamandaré

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Nilo

ASMAR no Chile e SIMA no Peru, são estaleiros do Estado que estão absorvendo importantes tecnologias de construção, aqui o estaleiro responsável pela construção é alemão, TKMS Estaleiro Brasil Sul, estamos fortalecendo a indústria naval alemã.

Esteves

Na época pré Tamandaré quais era as notícias vindas da Alemanha, várias delas publicadas aqui como matérias para debate? > estaleiros alemães obsoletos > problemas com a construção naval vide F125, a Baden-Württemberg. A situação foi tão séria que a Marinha Alemã chegou a devolver o navio ao estaleiro > ausência de encomendas militares recorrentes > A TK em processos de retração e cisões nas divisões de aço, elevadores e hidrogênio > construção naval com foco em exportação civil > aversão a “estados” de guerra > desindustrialização Assim como no Japão, a onda de pacifismo e diplomacia passou. A Alemanha… Read more »

Nilo

Estamos em junho do ano, a eleição está logo ali. O pedido não teve resposta, do compromisso faz silêncio. Logo entra em campo: O cai cai, o que nunca ganhou uma copa, o que perdeu de 7×1, o mestre do churrasco e samba, o influencer, o rei do Instagram, o atleta do Pôquer, o Sr. Outdoor de cueca em campo, o comedor de bolacha Maria, o Bulldog de juninhos vai nós trazer a taça, …e assim vamos vivendo de promessa. Corrompemos com nossa burocracia mediatiaca até o mestre dos treinadores mundiais, dinheiro é tudo, o país é de menos e… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Nilo
Esteves

Dr. Fernando voltará de Marte?

Last edited 1 mês atrás by Esteves
Joao

Inúmeras empresas são brasileiras, contratadas pela TKMS.
Estamos crescendo muito!!!
Empresas que conheço pessoalmente deram enorme salto.

Mauricio R.

Essas empresas tem condições de replicar o que forneceram para o projeto da fragata, sem a TKMS pra assessorar?
Por que senão, não tem serventia alguma.

Nilo

A MB têm uma mentalidade focada nas soluções em que poderá dar continuidade ao projeto dando prioridade a indústria naval alemã, os Chile e o Peru faz transferência de tecnologias e também deu prioridade a Estaleiro Nacional, o Chile e o Peru escolhe e se concentra em situações desafiadoras, vc escolhe gratidão a um copo meio cheio, os alemães te agradecem.

Hamom

Para as capacidades do Brasil atual, as fragatas Tamandaré estão de bom tamanho. É comum desejar e pensar que se o MB tivesse alguns Arleygh Burkes ou talvez uns Type 52D…estaríamos “bem servidos”, só que a “realidade operacional” destes navios pode estar além das capacidades financeiras e tecnológicas do Brasil. Capacidades financeiras porque os destroier citados são muitos caros de operar e serem mantidos operacionais. E é preciso possuir certas capacidades tecnológicas para utilizar todo potencial destes navios. As capacidades de combate de longo alcance destes destróiers só podem ser plenamente aproveitadas dentro de um sistema que conte com o… Read more »

ChinEs

O ideal é dominar a cadeia de suprimentos , dominar todas as tecnologias empregadas nesses navios, e ir incrementando a tonelagem , sair de uma fragata de 3500 Toneladas para as 5500 Toneladas, devagar , dominar cada avanço , abosorver e nacionalizar todos os componentes criticos… Sair da propulsão CODAD (diesel and diesel) para turbinas com gás CODLOG, construir uma frota robusta de 20 navios… bem a medida das finanças da MB.

Nilo

O ideal antes de tudo, previsibilidade, um “orçamento” que pode ser deduzido com base em planejamento anterior. Isso, a MB não tem.

Last edited 1 mês atrás by Nilo
Esteves

Não tem porque sabe muito bem que dentro da caixa tem conforto.

joao victor

Eu acho engraçado que falam maravilhas do projeto Tamandaré, como se outros projetos não tivessem todo esse ganho de mão de obra, impostos, pessoas empregadas etc. Se esse projeto não tiver continuidade e o preço do navio não for diluído, estaremos falando das fragatas mais caras e mal armadas do planeta.
Porém, ainda acho que, dependendo do valor do 2º lote, isso vai mostrar o fracasso e a falsidade da transferência de tecnologia. Porque o valor final importa. Não dá para pagar 550 milhões em cada Tamandaré enquanto seus concorrentes diretos custam 1/3 desse valor.

Esteves

O valor de qualquer contrato aparece quando ele é assinado. Dizer que outro navio ou outra construção corresponde a 1/3 da Tamandaré é vago de vagalume que está em extinção.

Trazer a construção naval militar alemã para cá tem custo. Evidentemente está no preço.

A transferência de tecnologia é assunto morto. Aprendemos como fazem. Negociar além disso é copiar os chineses que pagaram caro para compreender e fazer.

Nosso eterno problema é conseguir. Seguir à partir de um ponto. Continuar.

Esse nosso país é assim: tema de bar.

Last edited 1 mês atrás by Esteves
joao victor

Assim como no projeto Gripen, você sabe que nenhum sistema crítico da Tamandaré será transferido, certo? Você falar em transferência como um ganho real, como se o Brasil não soubesse soldar e construir navios, é complicado. E sim, um navio com capacidade parecida com a Tamandaré, como a classe Steregushchiy, tem custo de 120–200 milhões. Agora, se o 2º lote sair mais caro que 350–400 milhões por navio, o projeto vai se mostrar um fracasso. Enquanto o Brasil não fizer reformas econômicas e não construir navios competitivos, é besteira construir localmente. Sai mais barato comprar pronto de fora. Até porque… Read more »

Mauricio R.

Continuar com as Tamandaré significa continuar com a TKMS.
Mantemos a reserva de mercado e não ganhamos nada com isso.
Idem os submarinos com o Naval Group.

joao victor

No projeto do Prosub, o Brasil ainda ganha a propriedade intelectual do submarino nuclear. Na Tamandaré, “ganhamos” conhecimento de como soldar o casco, kkkk. É ridículo isso.

Yamamoto

A transferência de tecnologia no PFCT se deu com o CMS e o IPMS, com a Atlas e L3Harris, respectivamente, transferindo o código-fonte desses sistemas para a empresa brasileira Atech.

Hamom

É outro sistema, mas só pra citar; o custo de aquisição para a *marinha chinesa de 1 destroier Type 52D (com 7.500 t de deslocamento) gira em torno deste mesmo valor de US$ 550 milhões (segundo avaliações surgidas em mídias abertas, não é oficial…)

* Para exportação o valor subiria para algo avaliado entre 800 milhões e 1 bilhão

“O preço de exportação de uma fragata FREMM nova construída na Europa, varia de $750 milhões a €850 milhões por unidade, dependendo do pacote de armas e sensores”

Last edited 1 mês atrás by Hamom
Angus

Show!!!

Agora, onde está o contrato assinado para mais 4?

Mauricio R.

Sobrou algum know how, know why das Inhaúmas e da Barroso na MB?

Mauricio R.

OFF TOPIC, mas nem tanto:
E depois da Austrália, a Coréia do Sul também pretende construir seus próprios submarinos nucleares:

(https://www.navalnews.com/naval-news/2026/05/south-korea-unveils-historic-plan-to-build-first-nuclear-powered-submarine/)