Coreia do Sul anuncia plano para construir seu primeiro submarino de propulsão nuclear
KSS-III Batch I
A Coreia do Sul pretende lançar ao mar seu primeiro submarino de propulsão nuclear construído domesticamente em meados da década de 2030, dentro de uma nova iniciativa estratégica voltada a ampliar a capacidade de dissuasão naval do país diante da ameaça representada pela Coreia do Norte.
O Ministério da Defesa Nacional sul-coreano divulgou detalhes do Projeto Chang Bogo N, programa que marca a entrada formal de Seul no desenvolvimento de submarinos convencionais armados, mas movidos por propulsão nuclear. A primeira unidade deverá ser lançada em meados dos anos 2030, com entrada plena em operação prevista para o fim da mesma década.
Segundo o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, o objetivo do projeto é aumentar a autonomia operacional e a capacidade de sobrevivência da Marinha da República da Coreia, fortalecendo a segurança marítima e elevando o nível de dissuasão, especialmente em relação à Coreia do Norte. O ministro ressaltou que o programa não tem relação com a posse ou o emprego de armas nucleares.
A proposta envolve submarinos de propulsão nuclear armados com armamento convencional. Diferentemente de submarinos balísticos nucleares, cujo papel principal é transportar mísseis nucleares estratégicos, os novos submarinos sul-coreanos deverão ser voltados a missões de vigilância, dissuasão convencional, escolta, guerra antissubmarino, ataque contra alvos navais e apoio à proteção das linhas marítimas.
O projeto foi apresentado como uma “iniciativa estratégica nacional” e será estruturado em quatro eixos principais: projeto da plataforma submarina; desenvolvimento do reator e do sistema de propulsão; aquisição e integração dos equipamentos de bordo; e criação de instalações de apoio para o manuseio de combustível nuclear.
De acordo com o documento oficial, o reator dos futuros submarinos utilizará urânio de baixo enriquecimento e exigirá substituição mínima ou nenhuma do combustível ao longo de sua vida útil. A Coreia do Sul afirma que cumprirá os compromissos internacionais de não proliferação e deverá cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica no desenvolvimento do programa.
As embarcações serão desenvolvidas e construídas inteiramente na Coreia do Sul, como forma de garantir autonomia e estabilidade na aquisição, na manutenção e na sustentação logística. A decisão reforça a ambição sul-coreana de consolidar sua indústria naval militar entre as mais avançadas do mundo.
A Coreia do Sul já acumulou experiência relevante na concepção e construção de submarinos convencionais. O país desenvolveu e colocou em serviço a classe Dosan Ahn Changho, também conhecida como KSS-III, primeiro submarino projetado domesticamente pela indústria sul-coreana. O ROKS Dosan Ahn Changho entrou em serviço em 2021 e representou um salto tecnológico para a Marinha da República da Coreia
Mais recentemente, a Coreia do Sul lançou o ROKS Jang Yeong-sil, submarino da segunda fase do programa KSS-III, com sistema de baterias de íons de lítio para melhorar o desempenho submerso, a autonomia e a eficiência energética. Essa evolução tecnológica é vista por Seul como base fundamental para o salto rumo à propulsão nuclear.
O relatório do Ministério da Defesa afirma que a experiência acumulada no desenvolvimento e construção de submarinos, somada ao domínio tecnológico nacional, fornece a base necessária para projetar e construir submarinos equipados com propulsão nuclear.
O anúncio ocorre em um contexto de crescente preocupação com a modernização militar norte-coreana. Pyongyang vem investindo em mísseis balísticos lançados de submarinos, submarinos modificados e sistemas de longo alcance, aumentando a pressão sobre as capacidades de vigilância, rastreamento e resposta da Coreia do Sul.
Submarinos de propulsão nuclear oferecem vantagens importantes em relação aos convencionais diesel-elétricos. Podem permanecer submersos por períodos muito mais longos, deslocar-se em alta velocidade por grandes distâncias e manter presença persistente em áreas de interesse estratégico. Para Seul, essa capacidade seria particularmente relevante para monitorar submarinos norte-coreanos, operar além da Península Coreana e reforçar a dissuasão em coordenação com os Estados Unidos.
A iniciativa também está ligada à cooperação com Washington. Em janeiro de 2026, os Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram que aprofundariam a colaboração no desenvolvimento de submarinos de propulsão nuclear, dentro de um esforço mais amplo para fortalecer a aliança militar e ampliar o papel sul-coreano na defesa da Península Coreana.
Em 2025, Seul já havia buscado apoio norte-americano para obtenção de combustível nuclear destinado ao futuro submarino, tema sensível em razão do acordo nuclear bilateral entre os dois países, que impõe restrições ao enriquecimento de urânio e ao reprocessamento de combustível usado para fins militares.
A decisão sul-coreana representa um movimento estratégico de grande impacto na Ásia-Pacífico. Até hoje, apenas um grupo restrito de países opera submarinos de propulsão nuclear, incluindo Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Índia. A Austrália também está em processo de obtenção dessa capacidade no âmbito do acordo AUKUS.
Para a Coreia do Sul, o Chang Bogo N poderá colocar o país em um novo patamar naval, combinando sua forte indústria de construção naval com tecnologias avançadas de propulsão e combate submarino. O desafio, porém, será complexo: além do reator, o programa exigirá domínio de segurança nuclear naval, integração de sistemas, doutrina operacional, infraestrutura de manutenção, treinamento de tripulações e gestão de combustível.
Se o cronograma for cumprido, o primeiro submarino nuclear sul-coreano deverá ser lançado em meados da década de 2030 e entrar em serviço operacional no fim dos anos 2030.■

Gente séria é outra coisa !
O coreanos começarão muito depois, e vão terminar muito antes do Brasil kkkk
Não tenho DÚVIDA disso!
A Coreia do Sul planeja lançar seu primeiro submarino de propulsão nuclear em meados da década de 2030, com a operação e a incorporação à frota militar previstas para o final da década de 2030.
Será que o E.U.A. vai sabotar como tenta com o nosso ALVARO ALBERTO ?
Leia a matéria.
“A iniciativa também está ligada à cooperação com Washington. Em janeiro de 2026, os Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram que aprofundariam a colaboração no desenvolvimento de submarinos de propulsão nuclear, dentro de um esforço mais amplo para fortalecer a aliança militar e ampliar o papel sul-coreano na defesa da Península Coreana.”
Eles já fabricam reatores nucleares há um bom tempo, e nós não. Ganharam uma concorrência e construíram 4 usinas nucleares de nova geração, com os reatores APR 14000, nos Emirados Árabes Unidos. Além disso não há a mínima comparação da capacidade industrial deles -metalurgia fina, química, eletrônica, mecânica….- com a nossa.
Os sul-coreanos não tem armas nucleares (que são mais fáceis de fazer, na prática, do que reatores, inclusive, elas vieram primeiro na história) por uma escolha de estratégia geopolítica. Como é o caso do Japão, Alemanha, etc. Demorar até 2030 no caso deles é só o tempo de construir mesmo porque vai ser uma maquina grande. Como você disse, não tem comparação.
É cada uma que a gente lê por aqui…
Praticamente todo ano o orçamento da Defesa sofre cortes.
Não faz muito tempo que soldados estavam sendo dispensados no meio do expediente porque não havia alimentos suficientes nos quartéis, e ainda aparece alguém falando em intervenção estrangeira nos projetos nacionais.
As Forças Armadas realmente estão sofrendo interferência, mas ela não é estrangeira…
Os EUA não precisam nos sabotar, nós já fazemos isso a muito tempo!
Aqui mesmo, da para perceber que é cheio de SABOTADORES com síndrome de Vira latas
O maior sabotador é o que fala que não é vira lata, mas rouba tanto e é tão incompetente que o país esta estagnado há 20 anos.
É o mesmo grupo que esta no poder há 20 anos e continuamos na M, com uma educação péssima, criminalidade absurda com mais homicídios que em países em guerra e tantos outros problemas.
hahahahhahaha tá de brincadeira. É. A gente não tem o submarino, os foguetes explodem (inclusive o sul-coreano) por “sabotagem”. Quando a Lava Jato descobriu corrupção na EletroNuclear foram os espiões da CIA também treinando o Moro, como diziam, ninguém ali roubava.
O Brasil precisa de alguém sabotando, sem dúvida. Aqui não tem a mínima possibilidade de nada dar errado por pura incompetência.
EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.
Kkkkkkkkkkkkkkkk que piada!
Os sabotadores são os proprios brasileiros, que querem receber tudo já feito pelo outros.
Evidentemente um país de servidão como o Brasil onde as (1) Bets levam 400 bilhões por ano…a grana vai para Grécia, Turquia, Reino Unido, Gibraltar + 200 bilhões apenas em acesso à (2) Internet + 150 bilhões das (3) BigFive + 50 bilhões do (4) TikTok…tem enorme dificuldade para gerar tecnologia e inovação JAC 800 bilhões de reais desses (1+2+3+4) saindo todo ano fazem diferença na economia local como exemplo, se aplicados em autonomia no modesto submarino movido a propulsão nuclear Álvaro Alberto.
Na Coreia do Sul as Bets são proibidas.
Prezado Esteves, o que é JAC?
Tique
Depois do Brasil, agora todo mundo quer ter um Submarino Convecional de Propulsão Nuclear, ai vêm Turquia, Coreia do Sul, Austrália, Coreia do Norte aliada da Rússia, e o Brasil ainda com problemas financeiros, mas a MB sempre esteve certa na decisão de avançar com o PROSUB.
Na verdade o termo – que também é usado pela mídia internacional em inglês – é ^submarino de propulsão nuclear armado convencionalmente^.
.
E a Austrália viu a necessidade de ter ^SSNs^ (classificação anglo saxônica), antes mesmo do Brasil como até revistas antigas que tenho mencionaram, não porque o Brasil terá.
.
Tem a dependência da propulsão diesel que precisa de superação. Tem a quantidade de navios que não somos capazes de produzir…atomicamente podemos operar 5 ou 6 se um dia esse problema dos orçamentos for resolvido.
Tem a inovação. O IPEN nasceu em 1959 para construir reatores nucleares.
Tem muita paciência.
India must fast track its project 77 ssn
SSN por causa da Coreia do Norte? Ok, eu também acredito em papai Noel e coelhinho da Páscoa. Trata-se de um negócio, de dinheiro, e as consequências do eterno si vis pacem para bellum nunca incomodam as elites que prometem em breve ser, como na aspiração de Cecil Rhodes, interplanetárias. E tem consequência, sim: a menos percebida será a multiplicação de plataformas de vigilância submarina e seus sensores ativos, aqueles que enlouquecem e matam mamíferos marinhos. Nos anos 1990, o GAO questionava o por quê da USNavy ainda procurar adquirir os T-AGOS pensados pra ameaça submarina soviética (submarinos de propulsão… Read more »
Negócios.
A polarização não acontece somente com a Coréia do Norte. Existem outras ameaças contra os Sul Coreanos além da histórica inimizade com japoneses, chineses, russos…
Movimento por combustão de diesel ainda vai. As máquinas são muito grandes e relativamente custam menos JAC os investimentos foram amortizados. A indústria tem que gerar emprego.
Mas…sair por aí de submarino atômico é um fetiche do cinema e dos seriados.
Dizem que o fascismo (o de todas as eras) é uma progressiva dessensibilização sobre o infortúnio alheio. Quem não sente nada pelo outro é psicopata, doente da psique (não da memória, da inteligência ou da razão). Isso é um tipo de insanidade dinâmica, um sair de si: Verruckt. O progressivo na insanidade, a agudlzação e incremento na autonomia das ideias fora do lugar, leva ao desastre – como no toboágua Verruckt. O mundo precisa de unverruckt. Onde se pode adquirir?
Sai antes do nosso com certeza, esses caras até pulam a parte da maquete, não são de brincadeira não.
Nós já temos o sino do nosso e eles não, estamos em vantagem. 😅
Temos bastante oficiais também para operar o submarino, kkkk
Aquela cerimônia pomposa de inauguração do sino foi o ápice da vergonha alheia.
A Guerra do Ópio não terminou. Ela apenas mudou de foco.
400 bilhões das Bets + 400 bilhões das drogas que alimentam os produtores na AS = em torno de 1 trilhao de reais todo ano.
Trump não quer diminuir as drogas. Trump quer preservar mercados.
Com 1 trilhao abastecendo a economia nacional…
Se ele quisesse diminuir as drogas, bastaria embargar a venda de NaOH para a Colômbia, que importa 80% desse produto, usado no refino da coca, dos USA.
Alguém tem dúvida que vai ficar pronto 20 anos antes do submarino nuclear brasileiro?
Resultado de estratégia correta, persistência e constância na execução.
Eles também começaram comprando IKL 209, como nós.
Vai ficar pronto antes do que o submarino da MB
Vai ficar pronto primeiro que o nosso…iniciamos na década de 70…
A MB deveria buscar recursos para a construção de um quinto submarino convencional, aplicando nesse baterias de ion/lítio, já que alguns países estão migrando para essa tecnologia.
O Ministério da Defesa sofreu um bloqueio de R$ 4,4 bilhões em seu orçamento, conforme decreto publicado pelo governo federal em maio de 2026. A medida fez parte de uma contenção geral de R$ 23,7 bilhões nas contas públicas para o cumprimento das regras fiscais vigentes.
Li sobre esse assunto alguns anos atrás. Haviam informações de que os coreanos poderiam combinar reator nuclear com baterias de lítio para silenciar o submarino, ou seja, ativar as baterias em momentos oportunos para aumentar a furtividade. Sobre o reator nuclear, dizem os rumores que o projeto está finalizado, faltando construir e testar (possivelmente será baseado em tecnologia russa obtido após a queda da União Soviética. Aliás, já existe um reator modular de pequeno porte chamado SMART que os coreanos construíram com assistência russa). Acredito que um dos usos desse submarino será a patrulha da rota polar que está surgindo… Read more »
Matéria interessante sobre este projeto por um dos principais comentadores sobre defesa na Coreia (Tem que habilitar a tradução simultânea).
https://youtu.be/Ay32ed5Hbb8?si=Vj_JoPOZd0Pt93ea
Será que nossos garbosos militares são tão obtusos e indiferentes para sequer observar com atenção o desenvolvimento e momento ascendente da Coréia do Sul e os produtos de sua BID?!
As vezes acho que o comodismo impera em nossas forças armadas, que preferem continuar sendo clientes de produtos FMS “grátis” e de antigos parceiros europeus a sair de dentro da bolha protetora.