HMS Prince of Wales

O porta-aviões britânico HMS Prince of Wales permanece atracado em Stavanger, na Noruega, enquanto equipes de engenharia da Royal Navy trabalham para corrigir um defeito técnico identificado durante sua atual missão no Atlântico Norte e no Ártico. O problema deverá levar ao cancelamento da visita planejada do navio a Copenhague, na Dinamarca.

Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, uma “pequena questão técnica” foi detectada durante a primeira escala do porta-aviões em Stavanger, entre 14 e 17 de maio. Após essa parada, o navio suspendeu para participar do exercício de guerra antissubmarino da OTAN Dynamic Mongoose 2026, realizado em águas norueguesas.

Após concluir sua participação no exercício, o HMS Prince of Wales retornou ao porto de Stavanger para que o reparo fosse realizado. A correção deverá levar mais tempo do que inicialmente previsto. De acordo com as informações disponíveis, a tripulação possui capacidade técnica e peças sobressalentes para realizar o trabalho sem assistência externa significativa, mas o acesso à área afetada é difícil, o que torna incerto o prazo exato de conclusão.

Apesar do problema, o navio poderia navegar, caso necessário. A decisão de realizar o reparo agora foi tomada para garantir maior disponibilidade operacional nas próximas etapas do desdobramento.

Fontes ligadas ao tema ressaltam que o defeito atual não deve ser comparado à avaria grave ocorrida em agosto de 2022, quando uma falha no acoplamento de um eixo causou danos significativos ao próprio eixo e à hélice do porta-aviões, obrigando o navio a passar por um longo período de reparos. Desta vez, o problema é descrito como localizado e de menor gravidade.

O episódio ocorre durante a primeira fase da Operação FIRECREST, desdobramento mais amplo no qual o grupo aeronaval britânico deverá operar na região Euro-Atlântica ao longo de 2026. A missão tem como objetivo reforçar a presença do Reino Unido no Atlântico Norte e no Alto Norte, em cooperação com aliados da OTAN e parceiros europeus.

Em comunicado, um porta-voz do Ministério da Defesa afirmou que o HMS Prince of Wales realiza atualmente uma visita ao porto de Stavanger como parte do desdobramento do Carrier Strike Group no Atlântico Norte e no Ártico. Segundo o MoD, a expectativa é que o navio volte ao mar nos próximos dias. O ministério acrescentou que o Reino Unido continua a trabalhar com aliados e parceiros para fortalecer a segurança global e a cooperação em defesa, como demonstrado recentemente no exercício Dynamic Mongoose.

O Dynamic Mongoose é um dos principais exercícios de guerra antissubmarino da OTAN. A edição de 2026 envolveu navios de superfície, submarinos, aeronaves de patrulha marítima e helicópteros especializados, em um cenário voltado à detecção, acompanhamento e neutralização de ameaças submarinas em uma região considerada estratégica para a segurança da Aliança.

A participação britânica foi considerada relevante. Além do HMS Prince of Wales, o destróier HMS Duncan também integrou as atividades, representando um dos maiores envolvimentos da Royal Navy no exercício em anos recentes.

No entanto, o grupo aéreo embarcado no HMS Prince of Wales nesta fase da missão é considerado modesto. Em razão da demanda sobre a frota britânica de F-35B e sobre os meios de asas rotativas empregados em outras operações, o porta-aviões opera atualmente com apenas dois helicópteros Merlin HM2 e dois Wildcat.

Mesmo com a provável ausência do porta-aviões em Copenhague, o HMS Duncan deverá visitar outro porto dinamarquês conforme planejado. Os compromissos de engajamento de defesa da Operação FIRECREST são considerados uma parte importante do esforço britânico de presença e cooperação com aliados no norte da Europa.

O HMS Prince of Wales realizou anteriormente um desdobramento global de aproximadamente 40 mil milhas sem incidentes relevantes, enquanto o HMS Queen Elizabeth completou viagem semelhante em 2021. Para a Royal Navy, a correção preventiva em Stavanger busca preservar a disponibilidade futura do porta-aviões e manter a continuidade da Operação FIRECREST ao longo de 2026.■



Redes Sociais

A Trilogia Forças de Defesa também está presente nas redes sociais. Para comentar e discutir as matérias com os editores e outros leitores, entre no nosso grupo no WhatsApp e no Facebook. Para correções, críticas e sugestões de pauta, contate os editores: redacao@fordefesa.com.br.
Subscribe
Notify of
guest

25 Comentários
oldest
newest most voted
Santos

kkkkkkkkkkkkk

RedFox

E o Velho Charles segue na ativa!

Heli

Esse vai parar na marinha australiana num futuro breve.

Rafael Lopes

Eu acho meio difícil, os australianos tem 2 canberra, que eu acho que pode levar os f35B, pelo menos essa a intenção dos espanhóis

Burgos

Já estou começando a duvidar dessas “novas tecnologias “ que quebram a toa 🤔
O Prince of Wales já não é a 1ª vez 😰

Piassarollo

Esse navio já nasceu bichado! Kkkk

Macgarem

A classe de navios Neymar

Last edited 2 meses atrás by Macgarem
BraZil

É incrível como o poderio naval britânico foi sendo corroído de dentro para fora, nos últimos 30 anos e os súditos pagadores de impostos, continuam votando errado e apoiando pautas e figuras que não fortalecem em nada os interesses do estado inglês. Alguém acha que esses dois PA permaneceram em uso por mais de 05 anos? creio que não. Pobre RN…

Comenteiro

O império britãnico só é bom enquanto dura a grana das colonia.

Santamariense

Não seria “britânico”?
“das colonia”? Não seria “das colônias”?

Last edited 2 meses atrás by Santamariense
Comenteiro

Fala isso pro teclado do celular, esse traidor.

Santamariense

Hehehe…boa!

Comenteiro

E como não tem como editar as respostas, ficou assim. Se eu pudesse, apagava pra não ter passado vergonha. Mas ainda sustento a opinião.

BraZil

Comenteiro, meu querido. Vc perde seu precioso tempo se justificando para os chatos de plantão, que para terem uma falsa sensação de superioridade, vivem de corrigir os outros? Faz isso “naum”. Eu, uma única vez, corrigi um colega, O Esteves e da forma mais educada que pude, pois sei que todos tem seus problemas e pressas e muitas vezes digitam no calor da hora, seja no ônibus, na rua, com medo de lhe tomarem o celular, no banheiro se espremendo etc. Vê se eu me incomodo de sair um ou outro caractere errado no que eu digitei. O que importa… Read more »

Santamariense

Permaneceram? Não seria permanecerão??

Fábio CDC

Seria o “F-35” dos mares? Mas como dá bronca!

Wagner Figueiredo

Seminovo e com problema crônico de peugeot? A MB quer!!!

GOES

Aquele típico Marea Turbo 2.0 20V que vire e mexe faz uma visitinha na Oficina da esquina

Fernando Vieira

Mas é bom já irmos nos inteirando dos defeitos e características dessa embarcação porque ela vai acabar aqui na Marinha do Brasil.

Patriota

O porta aviões HMS Nutella of Wales é afinal um legítimo navio fofo!
Há braços

Jjj

Velho problema da economia manteiga x canhões, na linguagem moderna bem estar social, populismo, contra gastos em defesa. Acho hoje muito difícil a gra Bretanha volte a ter uma marinha poderosa, pois remuneração, para o padrão de lá é baixa e os jovens não vêem as forças armadas britânicas como opção de carreira

Comenteiro

Sem império colonial fica difícil.

Glaucus Lima

Como este projeto dá problema!

Rodrigo Maçolla

Normal problemas acontecem não ? mas é preciso ter cacife para operar tal tipo de meio

Jabulani Teimoso

Prevejo um destino semelhante ao seu predecessor na 2ª Guerra.