Japão e Indonésia iniciam discussões sobre possível transferência de destróieres classe Asagiri
Japão e Indonésia concordaram em iniciar discussões em nível de trabalho sobre a possível transferência de destróieres usados da classe Asagiri, pertencentes à Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF), para a Marinha da Indonésia.
A iniciativa marca mais um passo na expansão da política japonesa de exportação de equipamentos de defesa e evidencia a tentativa de Tóquio de adaptar sua cooperação naval às necessidades específicas de parceiros regionais no Indo-Pacífico.
Os navios da classe Asagiri são destróieres de emprego geral construídos para a JMSDF entre as décadas de 1980 e 1990. Projetados como escoltas multimissão, esses meios desempenharam por mais de três décadas funções de defesa antissubmarino, guerra antissuperfície, escolta de grupos navais e patrulha marítima.
A possível transferência ocorre em um momento em que o Japão busca ampliar sua cooperação de defesa com países do Sudeste Asiático, em especial diante do aumento das tensões marítimas e da necessidade de maior presença naval em áreas estratégicas da região.
Para a Indonésia, arquipélago com vastas áreas marítimas e rotas de navegação críticas, a incorporação de destróieres usados poderia representar um reforço relevante para missões de vigilância, patrulha, defesa de áreas marítimas, escolta e guerra antissubmarino.
A negociação também reflete uma mudança gradual na postura japonesa em relação à transferência de equipamentos militares. Durante décadas, o Japão manteve restrições severas à exportação de material de defesa. Nos últimos anos, porém, Tóquio passou a flexibilizar sua política, buscando fortalecer parcerias com países alinhados em torno da segurança marítima e da estabilidade regional.
A classe Asagiri possui cerca de 137 metros de comprimento, boca de aproximadamente 14,6 metros e deslocamento carregado em torno de 4.900 toneladas. Os navios são equipados com turbinas a gás em configuração COGAG, podendo alcançar velocidade próxima de 30 nós.
Em sua configuração original, os destróieres contam com canhão naval de 76 mm, sistemas de defesa aproximada, mísseis antinavio Harpoon, mísseis antiaéreos Sea Sparrow, lançador ASROC para guerra antissubmarino, tubos lança-torpedos e capacidade para operar helicóptero embarcado SH-60.
Embora sejam navios veteranos, os Asagiri ainda podem oferecer valor operacional para marinhas que buscam ampliar rapidamente sua presença naval com meios de maior porte, desde que acompanhados de pacotes adequados de manutenção, treinamento, sobressalentes e modernização.
As discussões entre Japão e Indonésia deverão avaliar aspectos técnicos e operacionais da transferência, incluindo estado das unidades disponíveis, custos de revitalização, treinamento de tripulações, manutenção, integração logística e eventual adaptação dos sistemas às necessidades da Marinha indonésia.
Caso avance, a transferência dos Asagiri poderá representar uma das iniciativas mais visíveis da nova fase da cooperação de defesa entre Tóquio e Jacarta, além de reforçar o papel do Japão como fornecedor de capacidades navais para parceiros do Indo-Pacífico.■
| Característica | Dados |
|---|---|
| Classe | Asagiri |
| Tipo | Destróier de emprego geral / escolta multimissão |
| Operador original | Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF) |
| Início de serviço | 1988, com a entrada em serviço do JS Asagiri (DD-151) |
| Número de unidades construídas | 8 navios |
| Unidades da classe | JS Asagiri (DD-151), JS Yamagiri (DD-152), JS Yugiri (DD-153), JS Amagiri (DD-154), JS Hamagiri (DD-155), JS Setogiri (DD-156), JS Sawagiri (DD-157) e JS Umigiri (DD-158) |
| Dimensões e deslocamento | |
| Comprimento | 137 m |
| Boca | 14,6 m |
| Calado | 4,5 m |
| Deslocamento padrão | 3.500 toneladas |
| Deslocamento carregado | 4.900 toneladas |
| Propulsão e desempenho | |
| Propulsão | COGAG, com 4 turbinas a gás Kawasaki/Rolls-Royce Spey SM-1A, dois eixos e hélices de passo controlável |
| Potência | 54.000 shp |
| Velocidade máxima | 30 nós |
| Autonomia / alcance | 8.000 milhas náuticas a 14 nós |
| Tripulação | 220 militares |
| Armamentos | |
| Canhão principal | 1 canhão Oto Melara de 76 mm/62 calibres |
| Mísseis antinavio | 2 lançadores Mk 141 para até 8 mísseis RGM-84 Harpoon |
| Mísseis antiaéreos | 1 lançador Mk 29 para até 8 mísseis RIM-7 Sea Sparrow |
| Armamento antissubmarino | 1 lançador Type 74/Mk 16 para foguetes antissubmarino RUR-5 ASROC |
| Torpedos | 2 lançadores triplos Type 68/HOS-302A de 324 mm para torpedos Mk 46 |
| Defesa aproximada | 2 sistemas Mk 15 Phalanx CIWS, adicionados posteriormente |
| Sensores e sistemas | |
| Sistema de direção de combate | OYQ-6/OYQ-7 Combat Direction System, com Link-11 |
| Radar de busca aérea | OPS-14 ou OPS-24, conforme o lote e modernizações |
| Radar de busca de superfície | OPS-28 |
| Sonar de casco | OQS-4A |
| Sonar rebocado | OQR-1 |
| Guerra eletrônica | NOLR-8 intercept, OLT-3 jammer e lançadores de despistadores Mk 36 SRBOC |
| Aviação embarcada | |
| Helicóptero | Convés de voo e hangar para 1 helicóptero SH-60J/K Seahawk |



Se levarem, vai ser uma ótima aquisição como as Abukumas estão inteiras também as Asagiri.
Só que poderiam colocar outro lançador no lugar do Asroc algo mais atual só isso, de resto cumpririam bem a missão de patrulhamento e fiscalização das águas territoriais da Indonésia
Ainda mais agora que a Indonésia vai receber o porta aviões (0800) da Itália. Serve até quem sabe para serem parte da escolta.
https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:US:dfafcd7a-abb3-4b27-8052-093bd336050b
Imagino que não seja nada fácil manter essas turbinas Marine Spey a essa altura do campeonato.
A Marinha da Indonésia tem 2 fragatas Type 31 em construção em estaleiro nacional equipadas predominantemente com sensores e armas dos turcos, e há previsão de assinar +2 unidades. Além disso, também assinou com a Turquia a aquisição de 2 fragatas da Classe Istambul.
Recentemente adquiriu 2 fragatas PPA Light+ da Marinha Italiana, e tem 2 fravetas da holandesa Damen incorporadas a menos de 10anos.
Não tem sentido nem lógica ir atrás de navios com +35anos de vida, com uma rota logística completamente diferente do q eles tem hj no inventário.
4 pra Indonésia e 4 pra nós…