Marinha dos EUA reativa Esquadrão de Submarinos 3 na Austrália Ocidental para apoiar operações do AUKUS

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Submarino da Marinha dos EUA na Austrália

A Marinha dos Estados Unidos reativou o Submarine Squadron 3 (CSS-3) na Austrália Ocidental, criando um elemento avançado de comando para apoiar as futuras operações de submarinos nucleares no âmbito do acordo AUKUS. A medida foi anunciada em 10 de junho de 2026 pelo Commander, Submarine Force, U.S. Pacific Fleet, por meio do DVIDS.

O novo CSS-3 passará a operar a partir da base naval HMAS Stirling, instalação da Marinha Real Australiana localizada na Austrália Ocidental. O esquadrão havia operado anteriormente em Pearl Harbor, no Havaí, e foi desativado em fevereiro de 2012. Sua reativação agora ocorre para apoiar a Submarine Rotational Force-West (SRF-West), componente central do Pilar 1 do AUKUS.

Segundo o comunicado, o pessoal do CSS-3 será integrado aos seus correspondentes da Marinha Real Australiana para estabelecer as bases de manutenção, logística e apoio operacional aos submarinos norte-americanos e britânicos que operarão rotativamente em HMAS Stirling. As rotações de submarinos nucleares de ataque dos Estados Unidos e do Reino Unido a partir da base australiana estão previstas para começar em 2027.

A criação desse comando avançado fortalece a dissuasão submarina aliada no Indo-Pacífico, ao proporcionar uma base de apoio mais resiliente e próxima de corredores marítimos estratégicos. A localização de HMAS Stirling, voltada para o Oceano Índico e com acesso ao Sudeste Asiático, amplia o alcance operacional dos submarinos aliados e reduz a dependência de bases mais distantes no Pacífico.

O comandante da Força de Submarinos da Frota do Pacífico dos EUA, contra-almirante Chris Cavanaugh, afirmou que a presença de um esquadrão adicional de submarinos avançados no Indo-Pacífico amplia a presença, a agilidade e a capacidade de resposta da força em diferentes tipos de operação. Segundo ele, o CSS-3 permitirá que submarinos e tripulações respondam rapidamente em apoio à missão conjunta dos Estados Unidos de dissuasão regional.

A reativação do CSS-3 ocorre após a criação da Naval Support Activity Stirling, estrutura destinada a fornecer serviços e apoio a militares, civis, contratados e familiares norte-americanos vinculados à SRF-West. A Marinha dos EUA também prevê que o Pearl Harbor Naval Shipyard and Intermediate Maintenance Facility estabeleça, em meados de 2026, um destacamento de manutenção e logística na Austrália Ocidental para executar manutenção de nível intermediário nos submarinos norte-americanos atribuídos à força rotacional.

O programa também tem uma dimensão industrial e de capacitação australiana. De acordo com a Marinha dos EUA, cerca de 20 mantenedores civis australianos e 25 mergulhadores e militares da Marinha Real Australiana já concluíram treinamento no Pearl Harbor Naval Shipyard, enquanto mais de 230 profissionais permanecem em instrução no Havaí.

A reativação do CSS-3 transforma o AUKUS de um plano voltado apenas à futura aquisição de submarinos em uma rede operacional em construção. Antes mesmo de a Austrália receber seus próprios submarinos de propulsão nuclear e armamento convencional, o país passa a desenvolver experiência prática em sustentação, manutenção e apoio a submarinos nucleares aliados.■


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4 Comentários
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Rafael Lopes

Tenho quase certeza que esse AUKUS não vai sair nada, foi só uma desculpa para os americanos conseguirem criar uma base naval para receber meios nucleares

Dalton

Não, os EUA tem um esquadrão de submarinos e toda a infraestrutura no território de Guam e se houvesse muita necessidade o Japão onde está baseado um NAe nuclear poderia ter um esquadrão de submarinos lá também.
.
O ^AUKUS^ tem como objetivo principal os submarinos nucleares para a Austrália , mas nao será limitado a eles e já existe uma grande parceria entre ambas as nações que será significativamente ampliada.

Moriah

Mudou a lei australiana que impedia navios nucleares de atracar em portos nacionais… O objetivo alcançado, a Austrália é vital para evitar movimentos chineses ao sul da Indonésia e Pacífico Sul.

Dalton

Complementando, até onde sei a Austrália nunca proibiu o que havia e continua havendo é restringir visitas de ^navios nucleares^ a base de Stirling onde monitoramento de níveis de radiação também são feitos. . Submarinos americanos tem visitado esta base a décadas, mas de forma rara pois a Austrália encontra-se ^fora da rota^, mais comum são visitas ao Japão, Coréia do Sul Filipinas, etc . Com o ^AUKUS^ as visitas estão tornando-se mais frequentes principalmente nesta fase inicial do acordo onde muito conhecimento está sendo repassado. . Os EUA não possuem submarinos suficientes então a Austrália quando tiver seus próprios… Read more »