Três marinheiros indianos morrem após ataque dos EUA contra petroleiro no Golfo de Omã
Três marinheiros indianos morreram após um ataque dos Estados Unidos deixar inoperante o petroleiro MT Settebello, de bandeira de Palau, no Golfo de Omã. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a embarcação transportava petróleo bruto iraniano e teria ignorado ordens antes de ser atingida.
De acordo com as informações disponíveis, 21 tripulantes foram resgatados após o ataque. A morte dos três marinheiros amplia a gravidade da crise marítima em torno da aplicação do bloqueio norte-americano contra navios associados ao comércio de petróleo iraniano.
O governo da Índia convocou o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Nova Délhi para protestar contra o episódio. A reação indiana manifesta a preocupação com a segurança de seus nacionais empregados na navegação comercial internacional, especialmente em rotas afetadas pela escalada militar entre Washington e Teerã.
O caso do MT Settebello é o segundo incidente em uma semana envolvendo um petroleiro de bandeira de Palau e tripulação indiana atingido por forças norte-americanas. O primeiro foi o MT Marivex, também atacado durante ações de fiscalização do bloqueio. Nesse caso, todos os tripulantes sobreviveram.
A sucessão de incidentes mostra que a aplicação do bloqueio deixou de ser uma disputa restrita entre Estados Unidos e Irã e passou a envolver diretamente embarcações comerciais, bandeiras de conveniência e tripulações de terceiros países. A frota mundial de petroleiros depende amplamente de registros internacionais e de marinheiros indianos, filipinos e chineses, o que aumenta o risco humano em operações militares contra navios considerados não cooperativos.
Para o setor marítimo, o ataque ao MT Settebello acrescenta uma nova camada de risco às rotas ligadas ao Golfo Pérsico. Os prêmios de seguro de guerra, que já eram pressionados pela instabilidade no Estreito de Hormuz, podem se estender com mais intensidade ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Armadores, afretadores e seguradoras tendem agora a reavaliar custos, coberturas e responsabilidades em qualquer operação considerada próxima ao comércio iraniano.
O episódio também pode afetar a disponibilidade de tripulações. Com a morte de marinheiros de um terceiro país, sindicatos, empresas de gestão de tripulação e trabalhadores marítimos podem resistir a embarques em navios destinados a rotas do Golfo ou a operações consideradas de alto risco.
A crise expõe ainda o desafio operacional de distinguir embarcações comerciais, navios ligados à chamada “frota sombra” e petroleiros que operam sob estruturas complexas de propriedade, bandeira e fretamento. Em um ambiente de bloqueio militar, essa ambiguidade pode transformar cascos não cooperativos em alvos e colocar tripulações civis no centro de uma disputa geopolítica.
Até o momento, segundo os relatos disponíveis, o CENTCOM sustenta que o MT Settebello foi alvo por transportar petróleo iraniano e desobedecer ordens. Já a reação da Índia indica que o custo político do bloqueio poderá crescer à medida que cidadãos de países terceiros sejam mortos ou feridos.■

Só mais danos colaterais numa guerra que nem deveria ter começado.
Sei não…
Poderiam ter abordado o navio como fizeram próximo da Venezuela. A tropa desembarcava e inutilizaria algum(ns) equipamentos fundamentais para a continuidade da navegação do cargueiro.
Ou no limite, faria a apreensão das pessoas fundamentais para a continuidade da navegação (capitão, imediato, chefe de máquinas, operador de radar, timoneiro…).
Enfim, devem ter uma lista das empresas e países e navios sobre os quais não farão nada, e outros com bandeira de “Ninguemlândia” prestando serviços para “beltranolândia”, que serão pegos como exemplos a quem desafia as ordens da USNavy.
Bvr , meu caro amigo , você está certo . Bandeira de Ninguemlandia e essa tal de Bandeira de Conveniência .Remunera bem os marítimos internacionais pacote de Dólares na mão pago a bordo. A anos atrás ouvia dizer que pagava mais que a mais rica companhia de navegacao nacional. Mas quando a Matriz começa a capengar por problemas administrativos, cadê o Armador ? Sumiu !! Escafedeu- se !! O barco fica no porto de descarga por longa temporada e tripulacao aguardando orientacao do pais do Armador, ponha ai uma temporada talvez de 11 meses no cais ou doca. E brabeza… Read more »
Concordo plenamente BVR. Creio que o midiatismo é a razão mais provável para esse tipo de ataque, em detrimento de uma abordagem, por exemplo, coisa que é tão treinada mundo afora e os Americanos fariam sem dificuldade, resta saber se outros fatores impediram o desembarque de um grupo de Seals de um helicóptero ou de uma embarcação, diretamente no navio; talvez análises indicando falta de segurança, por exemplo. Aguardemos.
EUA atacando navios em águas internacionais, totalmente fora da lei e se tornando um desordeiro global atrapalhando a vida de todos…
Já matarem mais de duzentas pessoas em ataques no Caribe e no Pacífico.
Dizem que todos eram contrabandistas, mas só um ingênuo ou um tolo acreditaria no que o governo Trump fala
Provavelmente pescadores usando lanchas com 3 motores de 250hp cada, kkkk, militante é um ser cego.
Nem todos os barcos eram assim amigo, outra coisa, se a Cia sabia que o barco era criminoso, sabiam da rota, de onde veio e para onde ia, podiam ter feito 3 coisas, prender todo mundo na origem, prender no meio do caminho, ou prender quando o navio chegasse nos EUA; mas não, não dá audiência como imagens de ataques com mísseis!
E as drogas continuam entrando pelo meo jeito que sempre entraram, pelo aeroporto em voos comerciais ou em contêineres de navios!
Erro de cálculo?