Hanwha Ocean é selecionada para programa de destróieres de US$ 5,1 bilhões na Coreia do Sul

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Hanwha-Ocean KDDX

A sul-coreana Hanwha Ocean foi selecionada como licitante preferencial para o programa de destróieres de próxima geração da Marinha da Coreia do Sul, um programa estimado em US$ 5,1 bilhões. A empresa superou sua rival doméstica HD Hyundai Heavy Industries em uma disputa acompanhada de perto pela indústria naval e de defesa do país.

A escolha foi divulgada pela Defense Acquisition Program Administration (DAPA), agência estatal responsável pelas aquisições de defesa da Coreia do Sul. O programa, conhecido como KDDX, prevê o desenvolvimento e a construção de seis destróieres de aproximadamente 6.000 toneladas, equipados com sistema de combate do tipo Aegis, com entrada em serviço planejada até 2030.

Os novos navios deverão substituir unidades mais antigas da frota sul-coreana, cuja retirada está prevista para o fim desta década. O KDDX é considerado um dos principais programas de modernização naval da Coreia do Sul, voltado ao fortalecimento das capacidades de defesa aérea, guerra de superfície, comando e controle e operações marítimas de alta intensidade.

A disputa entre Hanwha Ocean e HD Hyundai Heavy Industries foi marcada por controvérsias. Segundo relatos da imprensa sul-coreana, a Hanwha Ocean venceu por uma diferença de cerca de meio ponto, depois que a HD Hyundai Heavy sofreu uma penalidade de 1,2 ponto relacionada a um caso anterior de vazamento de documentos conceituais e materiais ligados ao projeto KDDX.

O processo de escolha do contratante principal havia sido originalmente previsto para 2024, mas acabou atrasado por dois anos em meio a disputas, questionamentos legais e controvérsias sobre o vazamento de informações confidenciais. A definição da Hanwha Ocean encerra uma etapa importante de incerteza em torno do programa.

Em comunicado, a Hanwha Ocean afirmou que pretende atuar como parceira confiável no fortalecimento das capacidades navais da Coreia do Sul e se comprometeu com a implantação pontual da futura frota KDDX. A empresa também destacou que buscará fortalecer o ecossistema industrial marítimo do país por meio de cooperação com pequenas e médias fornecedoras.

A HD Hyundai Heavy Industries, por sua vez, manifestou desapontamento com o resultado. A empresa afirmou que obteve pontuação significativamente superior na avaliação técnica e informou que pretende solicitar uma reunião de esclarecimento para revisar os detalhes da avaliação e os fundamentos da decisão.

O resultado também teve impacto imediato no mercado financeiro. As ações da Hanwha Ocean subiram 7,85% na Bolsa de Seul na sexta-feira, refletindo a reação positiva dos investidores à vitória no programa. Já os papéis da HD Hyundai Heavy avançaram apenas 0,62%, enquanto o índice KOSPI registrou alta de 4,63%.■


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Alex Barreto Cypriano

Nos últimos três e meio anos o valor da Hanwha em bolsa sul coreana subiu de ~2,0 trilhões de Wons pra ~34,5 trilhões de Wons, um resultado surpreendente pra patuleia mas possivelmente esperado por algum grande acionista ianque… A cotação do Won em Dólar é infinitesimal: cada Dólar vale 1.515 Won. O deslocamento do KDDX informado, 6 mil toneladas (embora se encontre número maior em outra fonte), é o deslocamento leve, uns 75-80% do deslocamento pleno, o que o torna semelhante em dimensões e deslocamento a um Arleigh Burke. De fato, o projeto proposto pela Hanwha é diferente do da… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Alex Barreto Cypriano
Bernardo

Os navios de todo mundo são historicamente mais baratos que os navios americanos (por uma série de razões). Os sul-coreanos são mais baratos em especial (também por uma série de razões). Os “Sejong, o grande” custaram menos sendo maiores (na época). 900 e poucos milhões na época per.

Alex Barreto Cypriano

Sim, Bernardo. Notemos que o DDG-102 USS Sampson, comissionado em 2007, um ano antes do DDG-993 ROKS Sejong the Great, teve um custo total, aa época, de 1 a 1,1 bilhão de dólares. A conversibilidade das moedas pode enganar pois apenas compara valores numéricos e não as especificidades locais na designação e consecução dos produtos comparados – e essas especificidades (a ‘série de razões’) são o núcleo do qual não se deve fugir pra não incorrer nos enganos de sempre nos ‘debates de boa fé’.

Adriano Madureira

Uma BID interessante mas ignorada pelos nossos militares, assim como a BID turca entre outras…

Infelizmente nossos militares são conservadores na hora de diversificar e entrar em conversações com outros players, preferindo o comodismo e ficando restritos a velhos parceiros como franceses,alemães,ingleses, Estadounidenses e italianos.



Bernardo

o que a gente compra do México?

Adriano Madureira

México é América do Norte,estou falando de nossos Hermanos aqui vizinhos…

Adriano Madureira

“o que a gente compra do México?”

Fiz uma pesquisa rápida, e não compramos nada relevante militarmente do méxico…

Pelo contrário, os mexicanos já compraram o EMB 145 AEW&C , compram armas leves para forças policiais e militares, provenientes da brasileira Taurus.

Nossa relação poderia ser melhor com eles

Marcelo Andrade

Tequila serve?