Julio_de_Noronha_-_V32

 

A Marinha do Brasil realiza na sexta-feira (19) , na Base Naval do Rio de Janeiro, a Mostra de Desarmamento da Corveta Júlio de Noronha (V32), marcando o encerramento da vida operativa do último navio da classe Inhaúma ainda em serviço. A cerimônia simbolizará o fim de um ciclo importante para a Esquadra brasileira e para a história da construção naval militar no país.

Com a saída de serviço da Júlio de Noronha, a Marinha encerra a operação da classe Inhaúma, composta originalmente por quatro corvetas: Inhaúma (V30), Jaceguai (V31), Júlio de Noronha (V32) e Frontin (V33). Os navios entraram em serviço entre o fim dos anos 1980 e a primeira metade dos anos 1990, representando, à época, um salto tecnológico e industrial para o Brasil.

As quatro corvetas classe Inhaúma operando juntas
As quatro corvetas classe Inhaúma operando juntas nos anos 90

A Corveta Júlio de Noronha foi a terceira unidade da classe. Construída no Estaleiro Verolme, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a embarcação foi incorporada à Marinha em 1992. Ao longo de sua carreira, cumpriu missões de patrulha, escolta, operações navais, exercícios de adestramento, presença marítima e apoio à formação de novas gerações de militares da Esquadra.

O navio homenageia o Almirante Júlio César de Noronha, figura histórica da Marinha Imperial e da Marinha do Brasil, veterano da Guerra do Paraguai e Ministro da Marinha no início do século XX. A V32 foi o segundo navio brasileiro a ostentar esse nome.

A classe Inhaúma nasceu do chamado “Projeto Corveta”, iniciado no fim da década de 1970, em um momento em que a Marinha buscava renovar seus meios de escolta e patrulha oceânica com navios construídos no país. O plano original previa uma série maior, mas apenas quatro unidades foram efetivamente construídas.

As duas primeiras corvetas, Inhaúma e Jaceguai, foram construídas no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. As duas últimas, Júlio de Noronha e Frontin, foram construídas pela Verolme, em Angra dos Reis, com posterior participação do Arsenal de Marinha em etapas de manutenção, modernização e apoio técnico.

Com cerca de 95 metros de comprimento, deslocamento próximo de 2.000 toneladas em plena carga e velocidade máxima da ordem de 27 nós, as corvetas Inhaúma foram concebidas como navios-escolta de emprego geral. Podiam atuar contra ameaças de superfície, aéreas e submarinas, além de operar helicóptero orgânico, ampliar a vigilância marítima e participar de operações de patrulha e controle de área marítima.

Seu armamento original incluía canhão de 114 mm, canhões Bofors de 40 mm, lançadores de mísseis antinavio Exocet e tubos lançadores de torpedos antissubmarino. Para a Marinha, a classe representou a entrada em serviço de escoltas relativamente compactas, mas dotadas de sensores, sistemas de armas e capacidades modernos, para substituir os antigos contratorpedeiros ex-U.S. Navy.

A importância da classe Inhaúma vai além de sua presença operacional. O programa foi um marco para a engenharia naval brasileira por envolver projeto, construção, integração de sistemas e manutenção de navios de combate em estaleiros nacionais. A experiência acumulada no Arsenal de Marinha, na Verolme e em centros técnicos da Marinha ajudou a formar quadros, consolidar processos industriais e desenvolver competências que seriam aproveitadas em programas posteriores.

Corveta Julio de Noronha (V32)

Apesar das dificuldades naturais de um projeto nacional de escolta — incluindo limitações orçamentárias, atrasos, desafios de integração e ajustes de engenharia — a classe Inhaúma funcionou como escola para a indústria naval militar brasileira. Ela abriu caminho para a evolução do conceito que resultaria na Corveta Barroso (V34), projeto derivado e aperfeiçoado, incorporado em 2008.

A Barroso aproveitou lições aprendidas com a classe Inhaúma, incluindo alterações de projeto, melhorias de estabilidade, maior racionalização de sistemas e aperfeiçoamentos operacionais. Nesse sentido, a Inhaúma foi mais do que uma classe de navios: foi uma etapa de maturação da capacidade brasileira de projetar, construir e manter escoltas modernas.

A Júlio de Noronha também teve papel relevante em fases posteriores de modernização e experimentação. O navio passou por longos períodos de manutenção e modernização no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, retornando ao setor operativo após serviços que incluíram atualizações em sistemas de controle, propulsão e monitoramento. Sua permanência em operação por mais tempo do que as demais unidades refletiu tanto a necessidade de manter meios de escolta disponíveis quanto o esforço da Marinha para preservar capacidades até a chegada de novos navios.

A baixa da última Inhaúma ocorre em um momento de transição para a Esquadra. A Marinha do Brasil avança com o Programa Classe Tamandaré, que deverá substituir parte da capacidade de escolta perdida com a retirada de navios mais antigos. As novas fragatas representam uma nova fase da construção naval militar brasileira, agora com participação industrial nacional em parceria com empresas estrangeiras.■

NOTA DA REDAÇÃO: A Marinha do Brasil entrou em contato informando que a baixa do navio ocorrerá na sexta-feira, dia 19 de junho.


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Hilton

Seria bom que ela fosse convertida em navio museu ao invés de se tornar alvo de treinamento. Vamos aguardar!

comenteiro

O Problema é quem vai pagar a manutenção.

Roberto Messa

Turistas

Dalton

Mas antes dos ^turistas^, seria necessário que um ente privado investisse recursos para conversão em museu, encontrar um local adequado como aliás se tentou com o NAe São Paulo para depois tentar recuperar o que foi gasto e lucrar com ^turistas^

Diego

Mesmo raciocínio do SUS

Dr. Mundico

Tenho certeza que ela será mais útil em forma de fogões e geladeiras para o consumidor nacional.
Ou ainda como recife artificial para reprodução de espécies.
Essa conversa de tudo virar museu já deu na canela.

Navarro

Mundico, desde quando o desmanche dos nossos navios, servem para o mercado interno na fabricação de fogões e geladeiras, me diga qual o local/nacional que envia as sobras para serem reaproveitadas, por favor.

Dr. Mundico

A Gerdau, maior metalúrgica nacional, é a líder em reciclagem de metais para re-uso industrial, incluindo chapas, laminados e vergalhões.
Talvez não compense a despesa com remoção e desmanche do navio, atividade cara e demorada.

J R

Poderiam afunda-la em um local adequado para a promoção do turismo, mas com certeza a MB seria contra por conta dos altos segredos militares de sua construção impar!

Alfredo Araujo

Pois é…
Ai… pergunta para a galera “tem q virar museu”, quantas vezes visitaram um museu…
A resposta já sabemos.

João

Olha que interessante. No projeto inicial havia a previsão de um CIWS Phalanx MK-15 de 20 mm

Heli

E zero de misseis antiaéreos. Ou seja, vindo um Exocet da vida, o melhor seria rezar.

Raphael

Deveria virar alvo para exercícios de tiro, torpedos, mísseis e no fim, um lindo recife artificial para o mergulho recreativo e aumento da diversidade de vida marinha no local.

Last edited 28 dias atrás by Raphael
karlbonfim

Alvo de treinamento é um fim “glorioso”!

Last edited 27 dias atrás by karlbonfim
Charles Dickens

Acho no mínimo curioso. Aqui neste blog, com total razão, reclama-se da falta de recursos para a MB. No entanto, vários blogueiros defendem transformar navios desativados em museus, como se isso não fosse drenar recursos escassos, que deveriam ser empregados na modernização da MB.

Marcos

Meu país é o único que afundou um porta avião, meu país é o melhor do mundo….corveta e nada pra quem afunda um porta avião ✈️

Igor

Nem pra museu este lixo serve

Tallguiese

Uruguai batendo na porta da MB, “ou esse navio está disponível?” Se me doarem ele compro mais 6 A-29 de vcs. Topas?

Last edited 28 dias atrás by Tallguiese
TeoB

Seria um baita negócio para ambus! alias se comprarem mais um ou dois ST já está valendo hehe

zehpedro

“ambus” é complicado

Last edited 28 dias atrás by zehpedro
Rinaldo Nery

Irmão do “nimbus”…

Mcruel

Tá que nem eu que estudo inglês pq português eu não ‘perciso’ …

Tomcat4.7

Hauhauhauhauhau!!!Boa!!!

Paulo

Será que Julio de Noronha teria uma sobrevida na armada Uruguaia? Teria que passar por reforma creio eu. E revitalizada
no AMRJ. Hoje não há disponibilidade por lá, nem recursos, se for doação. Vai pelada, sem os mísseis exocet e sem torpedos. Se houver algum MAGE de geração mais antiga, MK1 ou MK2 na Júlio, vai ser retirado também. Sem tudo isto serviria basicamente como NPa, e olhe lá.

Fernando XO

Prezado Paulo, a denominação “Mk 2” é para o projeto do MAGE veicular… o equipamento embarcado ainda é “Mk1″… cordial abraço…

Mauricio R.

“Sem tudo isto serviria basicamente como NPa, e olhe lá.”

Opa pera lá, se ainda tem serventia como NPa, então nada de transferir para o Uruguai, não!
Fica aqui!
Empurra água, não empurra, então fica por aqui mesmo.

J R

você tem raiva da marinha do Uruguai? Esse navio é horrível, todo desbalanceado, em alto mar parece que vai adernar, conseguiram corrigir seus defeitos na Barroso, mas sem ufanismo, esse navio tinha que ser aposentado muito antes.

José Gregório

Bicho feio demais, só tinha canhões para defender de ameaças aéreas, o Brasil nem pra WWII estaria bem preparado hoje.

Dagor Dagorath

A bem da verdade, a MB nunca esteve bem na questão de defesa AAW de seus navios. Nos anos 70, em plena era supersônica, as Niterói eram guarnecidas por mísseis Seacat subsônicos.

Moriah

Diferente da Argentina com Sea Dart e Aspide bem antes da MB

Hamom

Então dá uma olhada para o que a China teve que apelar pra reforçar sua
então fraca marinha nos anos 90, durante a crise o estreito de Taiwan,
de lá pra cá, que transformação…

Artilharia terrestre a bordo:
comment image

Last edited 28 dias atrás by Hamom
Heli

São canhões/obuseiros para uso mar-terra. Possuem baixa cadência e elevação para uso antiaéreo.

Fernando Vieira

A ideia de colocar Astros na proa do Atlântico não parece tão ridícula assim né?

Mas guerra é isso aí mesmo: improvise, adapte, supere.

Hamom

Concordo…

Last edited 27 dias atrás by Hamom
Pablo

Exemplos de adaptações nao faltam, se da certo, então nao é ridículo.

Fábio Mayer

Entra uma Tamandaré, sai a Inhaúma.

Isso me permite concluir que quando entrar em serviço a segunda Tamadará, a Rademaker tambpem será desativada.

E depois, chegando às 4 Tamandaré, duas Niterói.

Ou seja, a esquadra, em número, vai continuar a mesma.

Hilton

Também creio que será assim!

Jadir Ávila da Rosa

Uma pergunta: A Fragata Constituição ainda está na ativa?

Dalton

Sim, teve sua baixa postergada poucos anos atrás para auxiliar no treinamento dos submarinos, testar armas, mas não está apta para muito mais, as outras 4 classe Niterói literalmente ^carregam o piano^.

Marcelo

A MB so nao da baixa em mais navios por que nao tem para repor.

Moriah

Por isso, mesmo com a TKMS fazendo as Tamandarés, o Brasil precisa de uma ou duas compras de oportunidade: 4 das 5 T31 inglesas e 2 dos PPA em construção. Tudo chegando antes de 2030 para salvar a frota.

Last edited 24 dias atrás by Moriah
Gabriel Tito

A Rademaker com certeza será a próxima

Paulo

Eu achava que a Rademaker iria rodar antes da Júlio de Noronha. Já havia sofrido incêndios recentes, e seus sistemas vitais estão extremamente desgastados. Mas, concordo que logo que a segunda Tamandaré estiver disponível, ela virará alvo para treinamento.

Joao

O número vai, mas a disponibilidade e capacidade estarão muito maiores.

Fábio Mayer

O problema é que o Brasil tem mares territoriais gigantescos. Não se protege tudo isso apenas com uma esquadra limitada, mesmo que moderna.

Mauricio R.

Um meio não pode estar em 2 lugares ao mesmo tempo.
Aguardar a TKMS colocar um eventual 2º lote de “Tamanduás” no mar, vai tomar quase que uma década inteira.
Assim caso realmente se confirme esse sonhado 2º lote, outros estaleiros além do Brasil Sul deveriam ser envolvidos.
O que também ajudaria a dar capilaridade na ToT recebida.
Desde que as finanças necessárias, estejam disponíveis e em ordem.
Para não se repetirem os mesmos problemas ocorridos com os submarinos, os Gripen, etc, etc, etc…

Joao

O número vai, mas a disponibilidade e capacidade estarão muito maiores.

Comprar navios é “facil”. É no tempo em q pode ser feito.
O descomissionamento já entra a vida útil do material.
Talvez, se as Tamandares tivessem saído mais cedo, veríamos elas navegando juntas, mas fato é, q as Inhaúma, as inglesas e as Niterói já eram pra ter sido substituídas faz tempo.

Raphael

Óia o batch II vindo aí gente…é mentira….hahahahah.

Moriah

Não esqueça dos 40% de decom até 2028…

Aéreo

A maior tristeza é que o projeto das corvetas deveriam ter evoluído para o projeto de uma classe de fragatas nacionais, perde-se o know-how de projeto e tudo volta ao que sempre foi, construção licenciada.

Dr. Mundico

Tá, e qual o problema em construit sob licença?
É a melhor maneira de assimilar tecnologia, desenvolver expertise própria e abrir portas para trocas/parcerias com outros países mais desenvolvidos.

josedasilva

O problema é que licença não é gratuita!
Dono de projeto cobra ROYALTIES e não é pouca coisa!
Tens ideia da fábula que o Brasil pagou nos “Macaé”? Na época o CPN tinha projeto melhor, muito mais moderno e que sairia de graça! Mas diante do “trauma” da instabilidade das “Inhaúma” os chefes navais optaram por pagar aos franceses por um projeto velho.

josedasilva

A concepção inicial era, na realidade, para que as “Inhaúma” fossem o que hoje temos como os “Amazonas”, mas diante da programação de baixas dentre os escoltas e que deixaria a Esquadra desguarnecida, o projeto que já estava concebido teve que ser alterado para que pudessem exercer funções de escoltas. Daí é que vieram todos os problemas decorrentes que sacrificaram a estabilidade e o número de unidades construídas.

Last edited 28 dias atrás by josedasilva
Joao

Eram pra ter sido escoltas de comboios.
Tiveram q navegar com a Esquadra sem ser pra isso tudo.

Rafael Oliveira

Qual o valor dos royalties pagos para fazer a Macaé?

EduardoSP

O problema é pagar para construir son licença, perder o know-how adquirido e, depois de vinte e cinco anos começar tudo de novo.
Projeto Corveta – Classe Tamandaré
Classe Tipo – Classe Riachuelo

Mesmo processo de eterno recomeçar.

E não só na construção militar. Estamos tentando pela quarta vez construir uma indústria naval, sendo que as outras três fracassaram com perdas bilionárias para os cofres públicos.

Uns poucos empresários, políticos e burocratas ganham muito e no final o prejuízo é distribuído para a sociedade.

Alguém tem dúvidas de que será diferente?

Last edited 28 dias atrás by EduardoSP
Aéreo

A Embraer só exporta o KC-390 e os E-Jet´s porque na década de 60 resolveu PROJETAR o Bandeirante. Se ao invés disso tivesse licenciado o projeto de um turboélice de 19 lugares hoje não seria a empresa que é. O problema da construção naval licenciada é que se você quer desenvolver submarino nuclear tem que ter histórico de engenharia de projeto sólido. Então das duas uma, ou caímos na real que somos uma marinha secundária compradora de sistemas ou levamos a sério o desenvolvimento de capacidades de engenharia local (como fizeram Chineses e Coreanos), o que não pode é gastar… Read more »

Dr. Mundico

Infelizmente não temos escala suficiente para justificar um investimento altíssimo em “projetar do zero”.
Para produzir dezenas ou mesmo centenas de aeronaves, como é o caso da Embraer, ainda se justifica.
Mas para produzir três ou qutro fragatas, não vale a pena. Melhor comprar o chassis e desenvolver a carroceria em cima.
Países mais ricos e desenvolvidos tecnologicamente fazem isso, não sei porque com o Brasil seria diferente.

Aéreo

Volto a dizer, se pensássemos assim nos anos 60 não haveria Embraer hoje.

Dr. Mundico

Para você ver como não podemos misturar cenários nem conceitos diferentes.
Com a Embraer deu certo por ter escala.
Para três ou quatro navios, é impraticável.

Aéreo

Originalmente eram 12 navios.
A questão é combinar a demanda interna e possuir capacidade de engenharia para atender a mercados externos. Foi assim com a Embraer.
Igualmente foi assim com a Engesa e com a Avibras. Em todos os 3 casos houve o aproveitamento destas duas variáveis. Demanda interna com nichos de mercado externo.
Porem, qualquer que seja o cenário é preciso ter capacidade própria de engenharia e este é o grande problema da indústria naval brasileira.
Mas o debate é longo, paro por aqui.

Last edited 27 dias atrás by Aéreo
Piassarollo

O plano inicial era pra 16 navios. Com o tempo e a redução de dinheiro, foram diminuindo a quantidade até chegar nas quatro que conseguiram construir.

Fernando Vieira

Isso não lembra o KC-390?
A sorte da Embraer é que o avião praticamente se vende sozinho e conseguiu uma boa carteira de exportação.

Piassarollo

O KC-390 já nasceu vencedor, já as pequenas Inhaúmas, apresentaram problemas praticamente insolúveis. Apesar dos pesares, eu gostava da classe Inhaúma.

Palpiteiro

O KC já nasceu sendo pensado para o mercado global. Possuir mercado suficiente para amortizar o projeto.

Palpiteiro

A sorte da Embraer é que o governo pagou o projeto.

Palpiteiro

Sim. A demanda de bandeirantes foi a justificativa, e logo em seguida começaram a produzir sob licença o Xavante. E o que garante continuidade é o mercado civil.

Mauricio R.

“…porque na década de 60 resolveu PROJETAR o Bandeirante.”

A Embraer nem existia, o IPD 6504, que viria a ser o Bandeirante, foi projetado, construído e feito voar pelo IPD/PAR no CTA.
A Embraer só passou a existir por decreto, a partir de 19/08/1969.
Infelizmente perdemos a oportunidade de termos um análogo, do que décadas depois seria o “Brasília”.
Chamou-se Niess/Corsini NC 1, foi concebido como um bimotor metálico de seção circular para até 27 pax.
Teria trem de pouso triciclo, asas baixas reforçadas por montantes, motorização Bastan IV e capacidade de operar em pistas curtas e não preparadas.

J L

Concordo plenamente. Deveríamos pegar um projeto já qualificado e construir por aqui, se bem que quando fomos construir simples patrulhas de 500tn não deu totalmente certo.

Mauricio R.

Construindo sob licença, não se faz outra coisa.
Só se faz aquilo e pronto.
Não se desenvolve expertise além do que houve a ToT, não capacita completamente a indústria.
Sem o licenciador, não se constrói outro meio similar.

Pablo

Problema e que paga para ter o “conhecimento” que nao e usado.
Os submarinos que a MB deu baixa, se nao me engano, teve transferência de tecnologia. Depois veio as Riachelos com transferência de tecnologia de novo.

Henrique A

Os japoneses fabricaram seu primeiro encouraçado de uma classe desenvolvida na Inglaterra.

Nenhum país atrasado faz o “catch-up” sozinho ele precisa de cooperação e ToT dos mais desenvolvidos.

Ricardo Pinto

Classe Kongo ?

Hamom

Classe Klingon…

Marcelo

Kah pla!! Rs

Ricardo Pinto

Do’Ha’ yu’ jangbe’, Kah pla!!

Hamom
Dalton

Cruzador de Batalha na verdade e que duas décadas depois seriam reclassificados como encouraçados classe Kongo, mesmo assim, apesar de um aumento na proteção tecnicamente ainda eram cruzadores de batalha.

A6MZero

Os japoneses eram grandes clientes dos ingleses durante décadas as classes Asahi, a Fuji e Shukishima todas foram construídos por estaleiros ingleses na virada do século XIX pra XX.

Silva

Ainda que não fosse fragatas, custo estimado da Barroso e 240 milhões deveria ter feito pelo mais 3 ou 4 em sequencia após 2008 para substituir as 4 com problemas de estabilidade no mar.

Henrique A

A Barroso era um projeto ruim, não é por nada que a MB escolheu as Meko.

Wilson Look

Não é nada disso, a Barroso é simplismente um projeto obsoleto frente aos desafios e necessidades atuais.
Para os anos 90 seria uma escolta adequada.

Nilo

…..A experiência acumulada no Arsenal de Marinha, na Verolme e em centros técnicos da Marinha ajudou a formar quadros, consolidar processos industriais…
Sério? A evolução nestas décadas é a construção do Classe Macaé.

Henrique A

Que era um projeto originalmente francês.
A gente paga muito caro pra manter uma estrutura que só aperta parafuso e ainda assim deixa muito a desejar.

Nilo

As nota da a MB muitas das vezes faz-me rir,, …..a gloriosa M. Carioca….

Éder Costa

Ao meu ver, o maior erro de contrução das Inhaumas foi sem dúvida essa rebaixamento que fizeram na proa do navio. O que os engenheiros estavam pensando queando fizeram isso?? Por que não seguiram com a mesma linha da parte central do navio… Isso teria resolvido tanta coisa, desde de a parte estética do navio, deixando ele muito mais bonito, aumentaria o volume interno e até as condições marinheiras do navio, com uma proa mais alta e redesenhada. Outra coisa que me deixa encucado é por que de colocarem um torre é canhão tão pesado em um navio pequeno? Eu… Read more »

josedasilva

Sabendo-se de todos os bastidores envolvendo o projeto, algo contado por engenheiros da época, compreende-se bem o que se passou. Era pra ser um navio muito mais leve e bem menos armado. Mas sucessivos atrasos na obra (limites orçamentários), cumulados com a concomitante baixa dos “bico finos” levou chefes da época decidirem por incorporar armamentos e sensores compatíveis com as “Niterói”, quando o projeto já estava pronto. O casco não foi idealizado para comportar todo o peso extra daqueles armamentos e sensores e refazer o casco custaria tempo e dinheiro e a MB não tinham ambos! No fim os subterfúgios… Read more »

Ricardo Pinto

Se esta proa fosse uns 10m mais longa sera que resolvia o problema de mar grosso ?

josedasilva

E foi exatamente isso que foi feito no projeto da proa da “Barroso”. Os vincos laterais idênticos aos das “Niterói” vieram junto para garantir ainda mais que menos água embarcasse em mar grosso. Caso exemplar da evolução a partir do aprendizado adquirido na classe anterior.

Jean

É mais ou menos por aí, uns 10 metros a mais de comprimento total, e as “bochechas” da classe Niterói (o que foi feito na Barroso). E de qualquer forma, o canhão principal deveria ser o Bofors 57 mm.

Salomon

Acompanhei a construção desse buque desde o início e tudo o que se falava é que seriam relativamente leves, rápidos e armamento idem. Aí tudo mudou, alguns iluminados trocaram o armamento e outras coisas, mudando, e muito, o desempenho do navio. Posso garantir que ela e a Frontin foram muito bem feitas, a meu ver, pela nata da engenharia naval civil e militar da época.Alguns engenheiros e técnicos foram para Singapura.

Jean

O ideal teria sido uma versão barata da classe Niterói. Mesmo casco, propulsão CODAD, e basicamente os sensores e armamento das Inhaúmas (talvez com um lançador Sadral adicional).

Jean

Bom sobre o canhão 114 mm, até onde sei não era o plano da MB, que tinha em mente usar um Bofors 57 mm a gente da ponte e um Phalanx na popa. No fim saiu o mais errado possível, pois o MK-8 não tem capacidade AAW, o convoo é o menor do mundo a operar helicópteros do porte do Lynx (muita sorte não termos tido um acidente ali). Este deveria ter sido entendido até o limite da popa. Mesmo que isso prejudicasse a operação dos botes. Vemos em oposição ao excesso de peso num navio pequeno, desproporção, a elegância… Read more »

TeoB

Na verdade a indústria nacional fez o que podia na época e depois nasceu a Corveta Barroso, nessa o pecado foi só no AAW, mas o que não intendo de verdade foi parar a produção… ela já foi construída em prazo de égua, mas foi, daí acertadas as questões de estabilidade, manutenção tranquila para nosso orçamento, bem armada com a exceção do defesa aérea como citei, e simplesmente não fizeram mais nada! poderia ter saído 4 escoltas desse projeto! mas não foi enfiado dinheiro no NAE SP e comprando fragata usada até o osso…@#$%# Se tivessem levado 20 anos para… Read more »

Dalton

As fragatas compradas de segunda mão não estavam ^usadas até o osso^ especialmente as 4 adquiridas do Reino Unido em meados da década de 1990 – das quais a ^Rademaker^ é a única representante – anos antes da aquisição do ^São Paulo^.

O ^Sao Paulo^ não apenas substituiria o ^Minas^ mas principalmente seria um paliativo por 15 anos até a construção de um novo estar bem encaminhada, fez todo sentido na época.
.

Wellington S.

A Guiné equatorial e a Namíbia se interessaram na corveta tipo barroso , não sei se a Marinha do Brasil e a emgeprom fizeram corvetas para esses países.

Wellington S.

Correção: Emgepron *

Rafael Oliveira

Não fizeram. Ninguém se interessou de verdade. Nem a MB, tanto que não encomendou mais nenhuma da nova classe.

cipinha

Pelo que escutei falar eles não souberam vender e com isso o interesse morreu

Piassarollo

existiu o plano de construir uma segunda unidade da Barroso, mas como sempre, não houve dinheiro disponível para continuar. Uma pena, hoje estaríamos com duas unidades da Barroso plenamente operacionais. A Barroso mostrou ser um navio bem equilibrado, em que pese a falta de um melhor armamento AAE.

GeneralSofá

O projeto dos Scorpène foi escolhido em detrimento do TIKUNA, para beneficiar a Odebrecht, que era a única empresa que a DCNS aceitava ser parceira na construção dos submarinos. A pior decisão da MB foi o confusão que arrumaram no São Paulo, a segunda foi os Scorpène/PROSUB.

Célio Douglas

Que isso… Eu era supervisor HN… Dela….

Yamamoto

Só uma correção, a Mostra de Desarmamento será na quinta-feira.

Cristiano Salles (Taubaté-SP)

A marinha brasileira está certa…, por mais que nos incomode perder um meio naval numa marinha deficitária…

Ela têm que focar na corveta bombada ou fragata compacta “Tamandaré”, simplificar a cadeia logística de peças e baratear a manutenção…

Ainda mais que aumentou o pedido de compra das Tamandarés…, têm que fazer isso mesmo…

Desativar os meios que já estão ficando obsoletos e focar nas Tamandarés e submarinos

Abraço a todos…

Burgos

Agora todo o ano teremos um festival de baixas a medida que as FCTS forem entrando em seu ciclo operativo.

Marc. R

Na. Fila. De. Scrap…
Temos.
F 42 constituicao…estive. a. Bordo…sem. condicoes. De. Reparos….ta. bem. Estragada. Mesmo…com. gerador. De. Energia. Externo.
F 49. rademaker…Com. 2. Incendios…no. curriculo…nao. vai. Mais. Pra. Lugar. Nenhum….

Wilson França

Que raio de gramática é essa cheia de pontos e reticências?

Fernando Vieira

O comentário veio por telégrafo.

Santamariense

Kkkkkkkkkkkk

Guizmo

Hahahahahhahaha

Santamariense

Deve ser gago…

Ricardo Pinto

Comando de voz, talvez ?

Wagner Figueiredo

Relaxa..as murassame irão vir….rsrsts

Emmanuel

Classe de navio que a MB deveria ter investido. Baratos, que podem ser bem armados e ajudariam as fragatas a cumprir a tarefa de defesa.
Mas a MB precisa de ToT infinito e navio de maior deslocamento. As vezes o feijão com arroz faz mais sentido que um prato mais elaborado.

Nunes-Neto

No final cada Inhaúma saiu no mesmo preço de1 Niterói, fora o custo Brasil, viu-se que a tonelagem menor não influenciava tanto no preço e sim os armamentos e sistemas que eram os mesmos.

Alex Barreto Cypriano

Não sei se, no caso da MB (cujos navios são sempre com capacidades mínimas), a proporção seria 1/2 a 1/2 entre o navio em si (casco, propulsão, geração elétrica, sistemas auxiliares, mobiliário) e seus armamentos (reparos, lançadores, excluído os custos das munições, torpedos, mísseis e iscas) e eletrônicos (sensores, comunicações, sistema de combate, computadores, ECM, etc). Mas é por aí: construir o navio, a plataforma, é só metade do problema – a outra metade é tudo aquilo que faz o navio apto a cumprir seu leque de missões militares.

Paulo R A Pereira

Agora, ao invés de afundá-la, deveriam rebocá-la para algum lugar, para virar navio “escola”, para aperfeiçoamento e qualificação dos militares das escolas(tanto Oficial quanto Praça). Lógico, mantendo alguns equipamentos. Isso sim seria profissionalismo.

Dalton

Seria o oposto de profissionalismo manter um navio antigo e obsoleto atracado ocupando espaço necessitando pessoal a bordo para serviços básicos, manter a integralidade contra inundação, incêndio, quando há outros meios mais eficientes para ^instrução^. . Escolas Aprendiz de marinheiro, Colégio naval, Academia Naval, Navio Escola, Avisos Instrução isto é ^profissionalismo^ além dos cursos que serão ministrados para serviço a bordo do navio específico onde mais será ensinado. . A marinha Argentina mantém um ^velho^ submarino atracado para treinamento, porque não tem mais submarinos operacionais e vários anos ainda se passarão até voltar a ter, então faz sentido, fora isso… Read more »

Piassarollo

Só como curiosidade, depois da II guerra mundial, dezenas de submarinos americanos foram desativados e espalhados pelo país, para serem usados como navios de instrução. Claro, era outra época e as necessidades também.

Dalton

Sim piassa e com o advento do submarino de propulsão nuclear 2 inativados foram convertidos em ^Moored Training Ships^ recentemente substituídos na função por 2 Los Angeles inativados uns 10 anos atrás que garantirão outras décadas de uso.
.
Mas estas conversões exigiram muito dinheiro e tempo e são consideradas necessárias para treinamento em reatores e propulsão diferente do que a marinha Argentina foi obrigada a fazer mantendo um submarino atracado para não se perder de vista o que é um submarino apesar de submarinistas argentinos ainda treinarem com marinhas que os possuem triste situação dos hermanos.

Dr. Mundico

Nada mais inviável. Manter uma sucata parada no porto requer manutenção e vigilância. Melhor mandar para as profundezas.

Vitor Botafogo

A Marinha insistiu em manter elas como corvetas, deveriam ter convertido para Navio de Patrulha Offshore com Maior alcance.
Isso poderia ser uma oportunidade para o Uruguai.

Henrique A

Elas devem estar muito gastas.

josedasilva

Não é tanto pelo uso, mas a falta crônica de dinheiro na execução tempestiva do plano de manutenção. Uma delas, acredite, foi dado baixa prematuramente só porque não trocavam os anodos de sacrifício dentro dos prazos limites. Na sana de economizar as custas das Forças Armadas, o Brasil acaba sendo perdulário!

Dalton

O Uruguai desistiu de comprar 2 ^OPV^ novos e conforme noticiado aqui estuda a aquisição de 3 classe River revitalizados que serão retirados de serviço em breve da Royal Navy.
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A corveta brasileira necessitaria passar por um período de revitalização para estender a vida útil se é que seria viável e mesmo degradada ainda assim seria mais cara de operar e manter que um navio específico para patrulha oceânica e a situação da marinha uruguaia não permite correr riscos com incertezas e meios inadequados.

Piassarollo

Pelo que sei, a o Reino Unido possui oito navios patrulha oceânicos, 5 River novos e os três mais velhos. Os novos estão se revezando em patrulhas nas colônias inglesas mundo afora, ficando estes três mais velhos restritos às águas domésticas. Acredito que vai demorar um pouco até estes navios estarem disponíveis, creio eu.

Dalton

Oi piassa…a matéria aqui no ^PN^ cita como 2028 a baixa dos 3 justificando já tratativas e análises para está futura ou não aquisição mas seriam ideais para o Uruguai.

Piassarollo

Bom, espero que se concretize, gosto muito da Armada do Uruguai. Será um ótimo incremento na patrulha naval dos hermanos. abraços do sul.

Marco antonio

E assim vamos ,Menou um nas fileiras, damos baixa mais rápido do que recrutamos.

Moriah

2028 chegando… T31 e PPA, please! Tamandaré não dará conta…

cipinha

Não seria possível manter como OPV?

Essas corvetas ainda tinham salvação, ou ao menos mitigação dos problemas se tivessem trocado esse canhão principal por um 76mm e modificação em mastros

Carlos Eduardo Oliveira

O projeto inicial era para serem 12 corvetas dessa classe, mas ficaram só em 4 mesmo.
Entrei na Inhaúma em 2011 e o navio estava só o bagaço.
Parecia um queijo suíço.
O CT Mariz e Barros em final de carreira, estava em melhor estado.