F-35C com LRASM: a nova combinação de furtividade e ataque antinavio de longo alcance
F-35C com LRASM
A Lockheed Martin anunciou a conclusão da primeira fase de integração do míssil antinavio de longo alcance LRASM ao caça embarcado F-35C da Marinha dos Estados Unidos, marcando um passo importante para ampliar a capacidade de ataque marítimo de longo alcance da aviação naval americana.
O Long Range Anti-Ship Missile, conhecido pela sigla LRASM, é um míssil antinavio guiado de precisão desenvolvido para atingir navios inimigos fora do alcance das defesas embarcadas adversárias. A arma foi desenvolvida a partir de trabalhos conduzidos pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) e deriva do míssil Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM), já comprovado em combate.
Com cerca de 4,2 metros de comprimento, velocidade de aproximadamente Mach 0,8, ogiva de 1.000 libras e alcance estimado em cerca de 500 milhas náuticas, o LRASM foi concebido para operações de ataque naval em ambientes altamente contestados. Sua principal vantagem é permitir que aeronaves lançadoras ataquem alvos de superfície a grande distância, reduzindo a exposição aos sistemas de defesa inimigos.
O míssil possui capacidade de navegação semiautônoma até a área do alvo e sistemas embarcados de busca e identificação que permitem adquirir alvos de forma independente, mesmo sem depender exclusivamente de GPS. Também foi projetado para empregar contracontramedidas, aumentando sua capacidade de sobreviver contra sistemas ativos de defesa de navios inimigos.
A integração ao F-35C representa um avanço estratégico para a Marinha dos EUA. A versão embarcada do caça de quinta geração foi desenvolvida para operar a partir de porta-aviões, com asas maiores, trem de pouso reforçado e maior capacidade de operação em ambiente naval. Ao receber o LRASM, o F-35C passa a caminhar para uma função ainda mais relevante em missões de ataque marítimo de longo alcance.
Segundo a Lockheed Martin, o anúncio é resultado de uma série de voos de teste iniciados em setembro de 2024 e concluídos em abril de 2026. A fase inicial teve como objetivo validar o comportamento da aeronave transportando o míssil externamente, incluindo aspectos de cargas aerodinâmicas, flutter e qualidades de voo ao longo do envelope de operação.
Sean Jackson, vice-presidente de Desenvolvimento do F-35 na Lockheed Martin, afirmou que a integração do LRASM ao F-35 de quinta geração é mais um exemplo de como a empresa vem ampliando as capacidades operacionais da aeronave, em conjunto com investimentos das Forças Armadas dos Estados Unidos e de parceiros aliados.
A combinação entre o F-35C e o LRASM pode oferecer à Marinha dos EUA uma capacidade de ataque antinavio mais discreta, precisa e de longo alcance. O F-35C pode atuar como plataforma de sensores avançados, coletando e compartilhando dados em rede, enquanto o LRASM permite atacar navios de alto valor a partir de distâncias seguras.
Essa integração é particularmente relevante no contexto do Indo-Pacífico, onde a Marinha dos EUA busca ampliar sua capacidade de operar contra forças navais adversárias protegidas por redes de defesa aérea, mísseis antinavio, sensores costeiros e sistemas de negação de área. Em um cenário desse tipo, a capacidade de lançar armas de longo alcance a partir de caças embarcados aumenta a flexibilidade operacional dos grupos de porta-aviões.
O LRASM já está associado a outras plataformas americanas e aliadas. Entre os meios configurados ou em processo de integração para empregar o míssil estão o F-35B, as duas versões do F/A-18 Super Hornet, a aeronave de patrulha marítima Boeing P-8 Poseidon e o bombardeiro B-1B Lancer. A Real Força Aérea Australiana também opera o LRASM em seus F/A-18F Super Hornet.

A entrada do F-35C nesse ecossistema amplia a lista de plataformas capazes de empregar a arma e reforça o conceito de ataque marítimo distribuído. Em vez de concentrar a capacidade antinavio apenas em navios de superfície ou bombardeiros, os Estados Unidos passam a distribuir essa função entre aeronaves embarcadas, aeronaves de patrulha e bombardeiros de longo alcance.
Do ponto de vista tático, a integração do LRASM ao F-35C poderá permitir que a aviação embarcada atue contra navios de superfície sem precisar se aproximar das defesas inimigas. O caça pode utilizar seus sensores e sua conectividade para apoiar a designação de alvos, enquanto o míssil realiza a fase final do ataque com alto grau de autonomia.
A conclusão da primeira fase não significa que o F-35C já esteja plenamente operacional com o LRASM. O programa seguirá com novas etapas de integração, testes e validação antes que a capacidade possa ser incorporada de forma completa à frota. Ainda assim, o marco representa avanço concreto no processo de certificação da arma no caça naval.■
| AGM-158C LRASM – Long Range Anti-Ship Missile | |
|---|---|
| Categoria | Características principais |
| Designação | AGM-158C LRASM |
| Nome | Long Range Anti-Ship Missile |
| Tipo | Míssil antinavio de longo alcance, guiado de precisão e lançado do ar |
| Fabricante | Lockheed Martin |
| Origem do programa | Desenvolvido a partir de programa da DARPA, em cooperação com a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos |
| Família de origem | Derivado do míssil AGM-158 JASSM / JASSM-ER |
| Dimensões e desempenho | |
| Comprimento | Aproximadamente 4,2 m |
| Peso | Cerca de 1.250 kg, conforme estimativas abertas |
| Velocidade | Subsônica alta, em torno de Mach 0,8 |
| Alcance | Mais de 200 milhas náuticas segundo dados públicos; estimativas abertas frequentemente apontam alcance superior |
| Perfil de voo | Voo de cruzeiro de longo alcance com fase terminal em baixa altitude / sea-skimming |
| Propulsão | Motor turbofan, derivado da arquitetura da família JASSM |
| Ogiva e efeito no alvo | |
| Ogiva | Ogiva penetrante de alto explosivo / fragmentação |
| Peso da ogiva | Cerca de 1.000 lb / aproximadamente 450 kg |
| Alvos principais | Navios de superfície de alto valor, incluindo grandes combatentes, navios de escolta e unidades navais fortemente defendidas |
| Finalidade tática | Permitir ataque antinavio a partir de distância segura, fora do alcance direto das defesas inimigas |
| Guiagem, sensores e autonomia | |
| Guiagem | Sistema de navegação e guiagem de precisão com capacidade semiautônoma |
| Dependência de GPS | Projetado para reduzir a dependência de GPS em ambientes de guerra eletrônica |
| Dependência de links externos | Concebido para reduzir a dependência de links de dados, plataformas externas de ISR e apoio contínuo de rede |
| Aquisição de alvo | Sensores embarcados permitem busca, identificação e seleção de alvos na fase terminal |
| Autonomia | Capacidade de navegar semiautonomamente até a área de engajamento e adquirir o alvo de forma independente |
| Ambiente operacional | Projetado para operar em cenários contestados, com ameaças de guerra eletrônica, defesa aérea e negação de área |
| Fontes abertas: Lockheed Martin, DARPA e dados públicos sobre o AGM-158C LRASM | |


A MB tem A-4M com bombas burras que podem ser disparadas com precisão entre 1 e 3 km.
Como nossos pilotos são os melhores do mundo e são corajosos, eles conseguem facilmente se aproximar de fragatas e destroyers inimigos entre 1 e 3 km de distância e disparar as bombas.
Então perde o sentido investir dinheiro em F-35C e LRASM.
Ter um caça furtivo e um míssil antinavio furtivo e de longo alcance é só para pilotos covardes.
Argentina lançou misseis antinavio a partir de caças já em 1982. Brasil foi conseguir isso no final dos anos 80 e mesmo assim a partir de helicópteros. De lá pra cá o Brasil não evoluiu 1 cm nesse campo. AMX e Skyhawk não tinham essa capacidade, ou no caso do AMX, não havia missil antinavio integrado. O Gripen ainda vai esperar sabe-se lá quanto tempo para integrar um míssil nacional. Os P3 podem lançar os Harpoon, porém não é uma aeronave que consiga se aproximar tanto de um alvo bem protegido.
A grana investida na modernização dos A-4 foi para inglês ver.
Passaram uma tinta no avião e colocaram um tela LCD e boa.
A grana foi divida por varias cabeças e esta tudo certo.
Foi um absurdo o avião ser modernização e não receber o armamento principal que era o míssil anti navio.
Foi um escárnio.
O P3 pode lançar. Faria mais sentido ter patrulhas com essa capacidade, até porque não faz o menor sentido usar avião stealth para lançar a 500 milhas
kkk Boa!
Tá ai uma combinação letal que daria/dá muita dor de cabeça pra China, não sei se os chineses tem equivalente ao LSRAM, mas seria muito interessante pra eles ter algo semelhante.
A China tem o AKF98A que tem alcance estimado entre 500 e 1000 km e uma ogiva estimada entre 400 e 500 kg e peso total de cerca de 1.000 kg. Ele é subsônico e furtivo e também carregado em pilones externos, assim como o LRASM americano. Os chineses estão desenvolvendo um novo que é um pouco menor e cabe nas baias internas dos caças furtivos chineses (J-20 e J-35). Na internet circula informações que este míssil terá ou tem cerca de 1.300 km de alcance, é subsônico, furtivo e não aumenta RCS do caça, pois é carregado internamente nas… Read more »
A China tem o AKF98A que tem alcance estimado entre 500 e 1000 km e uma ogiva estimada entre 400 e 500 kg e peso total de cerca de 1.000 kg. Ele é subsônico e furtivo e também carregado em pilones externos, assim como o LRASM americano. O AKF98A é usado contra alvos terrestres, ele não é um míssil otimizado pra ser empregado como antinavio. Os chineses estão desenvolvendo um novo que é um pouco menor e cabe nas baias internas dos caças furtivos chineses (J-20 e J-35). Na internet circula informações que este míssil terá ou tem cerca de… Read more »
Não considero equivalente porque os dois grandes pontos do LRASM ter o RCS extremamente baixo, e ter a capacidade de localizar alvos de modo 100% autônomo.
Qual a diferença entre um F18, F35 ou P3 lançar a 500 milha?
Nem tanto!!!!
Tanto o conflito da Ucrânia quanto do Irã demonstram que a capacidade de sobrevivência de mísseis subsônicos, mesmo os LO/VLO são baixos contra adversários de mesmo nível.
O Irã abateu inúmeros JASSM, enquanto a Ucrânia abateu inúmeros mísseis de cruzeiro russos como o Kh-101.
Nossa o supra sumo, o super trunfo, ninguém tem um caça capaz de entregar um míssil de longo alcance e furtivo, país nenhum produz um míssil antinavio de longo alcance e furtivo. Rsrsr
Baseado em NAe, torna o F-35C — que tem maior alcance que o ^B^ – diferenciado.
Sim
A China produz o AKF98A com 500 a 1000 km e furtivo. Pelo tamanho do míssil também é carregado em pilone externo igual o LRASM americano.
A Rússia produz o KH-69 que apesar de ter um alcance um pouco menor, na faixa de +300 ou +400 km, ele é menor e cabe nas baias internas do Su-57. Também é um míssil furtivo.
Chegaremos a concluir o desenvolvimento do nosso míssil anti navio de longo alcance, subsônico e furtivo? Está difícil.
O alcance estimado não é um fato ou fator absoluto. Nunca foi. Não é um mega missel de cruzeiro de toneladas. Jamais terão a falácia mágica do botão mágico da velocidade da luz. Entendam. Tudo é mídia e propaganda que na prática, com um missel como esse que mal alcança Mach 1, 2 ou 3. Antes de entrar no território, já é abatido pelas contra medidas…
Esse ai que foi abatido na guerra do iran pelos iranianos sancionados a várias décadas.
Já pode colocar na fuselagem o adesivo de abate pelos iranianos.
O LRASM não foi usado contra o Irã, então não pode ter sido abatido. Se o sr. se refere ao caça F-35C, estes foram usados mas nenhum foi abatido. O que houve foi um F-35A da USAF que sofreu danos de estilhaços de um sistema antiaéreos de curto alcance. Mesmo assim o piloto conseguiu retornar e pousou em uma base aérea de um país aliado. Isto mostrou que em ambientes com muit9s sistemas antiaéreos, mesmo caças furtivos estão sujeitos à danos e de serem derrubados. Mas não teve abate. A furtividade e os sensores do F-35 ainda mostraram que eles… Read more »
Contra o Irã foi o JASSM. Usaram na venezuela tbm contra o quartel dos cubanos e algumas posições de radar.
Em breve veremos alguns aqui bem perto, no Chile.
O tempo e custo para esse avião lançar 4 míssil, pode se disparar 400 drones
Cada país tem suas necessidades próprias para China e EUA por exemplo é importante ter aviões e mísseis como estes e também ^drones^, para outros justifica mais investir em meios mais baratos e/ou de curto alcance.
.
Um não exclui o outro complentam-se.
e?
Se de fato concretizado o F-35A – o ^C^ é utilizado apenas pela US Navy e USMC – será uma resposta a projetada modernização da Força Aérea do Peru.