Senado dos EUA quer manter desenvolvimento do destróier DDG(X) em paralelo ao battleship classe Trump
Concepção do DDG(X)
O Comitê de Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos quer que a Marinha americana continue desenvolvendo o futuro destróier DDG(X), mesmo com o avanço do novo programa de encouraçados classe Trump, conhecido como BBG(X).
Segundo a linguagem explicativa que acompanha a versão do painel para o projeto de lei de política de defesa do ano fiscal de 2027, os senadores avaliam que a Marinha precisa manter o DDG(X) como sucessor planejado dos destróieres Arleigh Burke Flight III e, sobretudo, como plataforma destinada a substituir os navios mais antigos da classe DDG-51 quando estes começarem a deixar a frota na década de 2030.
O ponto central da preocupação do Senado é financeiro e operacional. De acordo com o relatório, as estimativas iniciais de custo unitário do BBG(X) variam entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões. Nesse patamar, a Marinha não teria condições de substituir os destróieres DDG-51 que serão retirados de serviço por encouraçados BBG(X) na proporção de um para um.
“O projeto e a construção do BBG(X) não devem suplantar o importante trabalho que precisa continuar no DDG(X)”, afirma o relatório do Comitê de Serviços Armados do Senado.
A Marinha dos EUA planeja solicitar a compra do primeiro encouraçado no orçamento do ano fiscal de 2028, que será apresentado na próxima primavera. A projeção orçamentária de cinco anos do Pentágono prevê que o serviço naval buscará US$ 17 bilhões em recursos de aquisição para o programa BBG(X) no ano fiscal de 2028.
Apesar da prioridade política dada ao novo encouraçado, os senadores querem que a Marinha mantenha o cronograma do DDG(X) estabelecido no ano anterior. A proposta orçamentária do ano fiscal de 2026 já havia solicitado recursos de pesquisa e desenvolvimento para trabalhos preliminares de projeto do DDG(X), enquanto a Marinha ainda avaliava o caminho de aquisição do programa.
O DDG(X) foi planejado como um novo grande combatente de superfície, com um casco diferente dos Arleigh Burke atuais. Oficiais da Marinha argumentam que os destróieres Flight III da classe Arleigh Burke já apresentam margens limitadas de espaço, peso, energia elétrica e refrigeração, o que reduz sua capacidade de receber sistemas futuros.
Essas mesmas limitações foram usadas por autoridades navais para justificar a necessidade de um navio de superfície ainda maior, o BBG(X), desde que a administração Trump anunciou, em dezembro, a intenção de construir um encouraçado pela primeira vez desde a década de 1940.

Ainda assim, o plano de construção naval de 30 anos divulgado em maio para o ano fiscal de 2027 deixou claro que o BBG(X) “não é um substituto de destróier”. Segundo o documento, prosseguir com o DDG(X) obrigaria a Marinha a fazer escolhas e compensações de capacidade, mas o novo destróier continuaria sendo necessário para atender à renovação da frota de combatentes de superfície.
Na minuta do National Defense Authorization Act de 2027, o Comitê de Serviços Armados do Senado não impôs restrições ao programa BBG(X). No entanto, o painel optou por não autorizar US$ 1 bilhão em recursos de aquisição antecipada que a Marinha havia solicitado para o encouraçado.
Um funcionário da maioria no Senado afirmou a jornalistas que o comitê considerou cedo demais para liberar esse tipo de financiamento ao programa.
Além de defender a continuidade do DDG(X), o SASC também quer que a Marinha firme um novo contrato plurianual para continuar comprando destróieres Arleigh Burke Flight III enquanto desenvolve simultaneamente o DDG(X) e o BBG(X).
“O comitê apoia a necessidade de um novo contrato plurianual a partir do ano fiscal de 2028 e orienta o secretário da Marinha a planejar tal contrato no ano fiscal de 2028 para até 15 navios”, diz o texto.
O atual contrato plurianual para destróieres termina no ano fiscal de 2027. Caso a recomendação seja mantida, a Marinha continuaria recebendo novos Arleigh Burke enquanto trabalha nos dois programas de próxima geração.
A posição do Senado evidencia a tensão entre ambição tecnológica, custo e planejamento de frota. O BBG(X) aparece como uma plataforma de grande porte e alto custo, enquanto o DDG(X) é visto como peça necessária para substituir a espinha dorsal atual da frota de combatentes de superfície.
Na prática, os legisladores querem evitar que o novo encouraçado absorva recursos e atenção a ponto de comprometer o desenvolvimento do futuro destróier. Para o comitê, a Marinha precisa dos dois programas, mas com papéis distintos: o BBG(X) como grande combatente de superfície de nova geração e o DDG(X) como sucessor direto dos Arleigh Burke que deixarão o serviço nas próximas décadas.■

Sábia decisão 👍
Para mim o DDG(X) fosse substituir os Ticonderogas, pelo deslocamento e pelas dimensões para mim está mais com cara de Cruzador do que Destroyer.
Mas o senado americanos está certo em continuar com o projeto desse navio. E melhor ter varias unidades pesadas, do que concentrar todo poder de fogo em um navio apenas.
Mas esse é o plano. O DDG(X) vem pra substituir tanto os Ticonderoga quanto os Arleigh Burke, visto que ambos os navios tem dimensões parecidas. Acredito que a Marinha Americana só chama os Ticonderoga de cruzadores pela função dele, não pelo tamanho já que ele é pouca coisa maior que um Arleigh Burke. Assim, o DDG(X) que é maior que os dois vai acabar substituindo ambas as classes. Eu achava até que a Marinha americana iria sair com um “CG(X)” porque os chineses estão construindo monstros marinhos. Mas aí chutaram o balde e foram logo para os encouraçados (se é… Read more »
Em 1975 os EUA reclassificaram várias classes como cruzadores a exemplo do que faziam soviéticos muitas vezes navios menores que um ^Arleigh Burke^. . Com o fim da Guerra Fria o termo ^cruzador^perdeu sentido mas os ^Ticonderogas^ continuaram assim chamados. . Como só restou 3 ^Ticonderogas^ válidos a função principal de coordenação da defesa AA de um ^NAe^ passou para alguns ^Arleigh Burkes IIA^ que passaram a ser comandados por um ^Capitao de Mar e Guerra^ com um staff a bordo enquanto os demais continuam comandados por um ^Capitão de Fragata^. . Todos os da versão III serão comandados por… Read more »
Como detalhe, tb vale a pena mencionar que os DDG da versão IIA como os DDG 81, 87, 121 ou 123 que tem sido usados como “substitutos” dos CG da classe Ticonderoga em um CSG, tb são comandados por um Capitão de Mar e Guerra no lugar do tradicional Capitão de Fragata……coisa recente!!
Salvo engano Franz, o primeiro a ser comandado por um ^CMG^ foi o ^DDG 81^ em 2023 destacado para o ^CVN 78^então recente realmente.
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Os outros 3 que citou respectivamente foram destacados para os ^CVNs^ 77, 72 e 68 e o DDG 86 baseado no Japão poderá assumir o papel do ^Ticonderoga^ lá baseado a partir do ano que vem quando este der baixa.
Não foi bem assim; por ordem de acontecimento:
CVN 68 com o DDG 123
CVN 78 com o DDG 81
CVN 72 com o DDG 121
CVN 77 com o DDG 87
Na comissão do CVN 78 em 2023/2024 ele estava acompanhado do CG 60.
Franz, estava referindo-me ao primeiro que passou a ser comandado por um ^Captain^ que aparentemente foi o ^81^ em 2023 os demais tiveram a troca de comando em 2024.
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O ^86^ ainda nem teve oportunidade pois há o ^Ticonderoga^ baseado no Japão ao menos até o próximo ano e é bom ter uma redundância caso um fique indisponível, então é possível que um segundo ^FIIA^ seja igualmente capacitado em breve.
Sim, eu te entendí….mas em 2023, o DDG 81 não estava destacado ao CVN 78….
Em 2023, o CVN 78 CSG era constituído de:
CG 60
DDG 61, 74 e o 116
Tipo da coisa que interessa apenas a nós dois😀 o ^DDG 81^ como você sabe não estava disponível em 2023 para o ^Ford^ pois havia recém saído de um período de revitalização eventualmente substituindo o ^CG 60^ na função dentro do ^CSG^.
Os grupos de ataque de porta aviões são comandados por almirantes, correto? Onde fica o almirante? No Nae ou no cruzador?
No NAe Fernando há até um convés na ^ilha^ para uso dele e do seu staff, prática antiga na US Navy favorecida pelo grande tamanho das ^ilhas^ em contraste com os NAes japoneses como na batalha de Midway, o livro Shattered Sword^ descreve bem a dificuldade de comando e planejamento ao se estar em uma ^ilha^ minúscula especialmente sob ataque.
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Há quem queira mudar isso, talvez um futuro combatente de superfície maior que um ^Ticonderoga^, ^Arleigh Burke III^, mas por enquanto o maior espaço oferecido por um NAe não tem preço.
Eu lembro de visitar o USS Intrepid e ele tinha a ponte do almirante e a ponte do capitão. Mas como ele é um navio museu e muitas vezes o comando é exercido do cruzador, achei que algo poderia ter mudado ao longo dos anos.
Só o doidin sair que esse projeto de Battleship vai direto pra lixeira. Nem o Rúbio ou o Vance (caso se elejam posteriormente) vão ser malucos de continuar essa bizarrice do Laranjão.
Quanto mais eu olho e pesquiso sobre estes BBX , mais eu vejo um Cruzador pesado gigante do que um BB em si.
Alias um BB na era moderna, não faz sentido algum ha ha ha os CV´s já provaram isto na WW2
Mesmo que este ^BBG^ saia do papel não deverá ser confundido com os encouraçados da US Navy que adotavam as letras ^BB^ para ^Battleship^.
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Será quando muito trazer de volta uma tradição na classificação adicionando a letra ^G^, poderia trazer de volta o ^CB^ ou ^grande cruzador^ como o ^Alaska^de 1944 e igualmente adicionar o ^G^, ^CBG^.
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Um navio deste tamanho comportaria os sensores e armamentos impensáveis para navios como um ^Zumwalt^ já relativamente grande em um deslocamento carregado de + 15.000 toneladas.
No primeiro segundo que o Trump sair da casa branca, esse BBG(x) é cancelado, o de desculpa para cancelar deve estar até pronta.
Os EUA já perderam a guerra dos números contra a China. Querer focar agora apenas em qualidade é suicídio.
Não é o que pretendem fazer, daí as modestas fragatas e navios não tripulados a caminho.
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O ^BBG^ por mais grotesco que pareça faz sentido, umas poucas unidades que terão sob sua responsabilidade um ^ Grupo de Ação de Superfície ^ sendo defendido por navios menores, mas igualmente os defendendo também com sua maior capacidade em sensores e armas.
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Se viáveis financeiramente aí é outra coisa.
Os EUA estão perdidinhos ou fechados em copas: perdidinhos pois a alteração do cenário de ameaça (uma ficção permissiva ao militarismo voluntarista) e as experiências recentes demonstraram que a US Navy navega mas não decide. A era da hegemonia consuetidinaria acabou e os novos contestadores estão cheios de astúcia e recursos. CSGs, destacamentos de destroieres, ARGs tudo isso já não evita conflito convencional nem garante vitória contra opositor bem fincado em terra com capacidades A2AD nem muito menos contra um dotado de marinha semelhante (pois a vida de um marinheiro ou fuzileiro ianque é, como devia ser, preciosa pra ser… Read more »
So acho um desperdício um navio desse porte com apenas um ” canhão”,!!! Pelo menos uns dois😊, ficaria lindo e mais poder de fogo( ahhh mais tem míssil etc) tô nem ai!!! Rsrs
No sonho de um encouração megalomaníaco e egocêntrico, vamos continuar com a realidade;