Alemanha cancela programa das fragatas F126 e vai adquirir oito MEKO A-200 DEU
A Alemanha decidiu encerrar o programa das fragatas F126, um dos maiores projetos navais do país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e deverá substituí-lo pela aquisição de oito fragatas MEKO A-200 DEU, construídas pela thyssenkrupp Marine Systems (TKMS).
A decisão representa uma mudança importante na modernização da Marinha Alemã, que buscava substituir capacidades envelhecidas por navios de grande porte, modulares e aptos a longas missões expedicionárias. O programa F126, originalmente conduzido pelo estaleiro holandês Damen Schelde Naval Shipbuilding, enfrentava atrasos, aumento expressivo de custos e riscos técnicos considerados elevados pelo Ministério da Defesa alemão.
Segundo a imprensa internacional, os custos estimados do programa haviam subido de cerca de €10 bilhões para valores próximos de €18 bilhões. A Alemanha já teria desembolsado aproximadamente €2,3 bilhões no projeto antes da decisão de encerrá-lo. A continuidade do F126 passou a ser vista por Berlim como excessivamente arriscada diante da necessidade urgente de reforçar as capacidades navais da Bundeswehr e cumprir compromissos assumidos no âmbito da OTAN.
No lugar das F126, o governo alemão pretende avançar com a compra de oito fragatas MEKO A-200 DEU, uma versão adaptada às necessidades da Marinha Alemã. O pacote é estimado em cerca de €11,6 bilhões e deverá priorizar a rapidez de entrega, a redução de riscos industriais e a adoção de uma plataforma já testada internacionalmente.
A primeira unidade poderá ser entregue a partir de 2029, prazo considerado essencial para evitar uma lacuna de capacidade na área de guerra antissubmarino, uma das prioridades da OTAN no Atlântico Norte, no Mar do Norte e no Báltico diante do aumento da atividade naval russa.

A MEKO A-200 é uma fragata modular de aproximadamente 121 metros de comprimento, deslocamento em torno de 3.950 toneladas e velocidade superior a 29 nós. O projeto é oferecido pela TKMS como uma plataforma multimissão, capaz de atuar em defesa aérea, guerra antissuperfície, guerra antissubmarino, operações de patrulha, interdição marítima, apoio a forças especiais, busca e salvamento e missões humanitárias.
A escolha da MEKO A-200 DEU também fortalece a indústria naval alemã. A TKMS, sediada em Kiel, é um dos principais grupos europeus no setor de submarinos, fragatas e sistemas navais, e deve ganhar protagonismo ainda maior com a substituição do programa F126.
O cancelamento é um revés importante para a Damen e para empresas envolvidas no programa original, além de frustrar tentativas de recuperação do projeto por grupos alemães interessados em assumir sua condução. A decisão também afetou o mercado financeiro, com forte reação nas ações de companhias ligadas à disputa industrial pelo contrato.
Para a Marinha Alemã, a mudança indica uma preferência por uma solução mais rápida, menos arriscada e baseada em um desenho já consolidado, em vez de insistir em uma fragata maior, mais complexa e com cronograma incerto. A medida reflete a nova urgência estratégica de Berlim, que vem ampliando seus investimentos militares desde a invasão russa da Ucrânia e busca reconstruir capacidades críticas de defesa nacional e coletiva.
Se confirmada integralmente, a compra das oito MEKO A-200 DEU marcará uma das principais decisões navais da Alemanha nesta década e poderá redefinir o planejamento de superfície da Deutsche Marine, com foco maior em disponibilidade, guerra antissubmarino e presença operacional no flanco norte da OTAN.■

Qual a diferença entre as MEKO A-200 DEU e as nossas Tamandaré ?
Ela e uma fragata e nossa e uma corveta adaptada para ser uma fragata, ambas são da mesma fabricante, o nossa escancara o jeito brasileiro de ser de sempre, um programa que deveria ser de fragata, virou de corveta por causa do custo e voltou a ser quase de fragata porquê a marinha queria dar pitaco no projeto e acabou com o custo quase igual ao do programa da fragata que era para ter sido!
Perfeita análise. E continuamos sem escoltas apropriadas para o tamanho das nossas águas jurisdicionais. As Tamandaré só serão úteis com um conjunto de outros meios maiores e mais capazes, tornando o inventário de meios navais bem flexível.
Errado.
Navio escolta tem a ver com a missão e não somente com a capacidade do navio. A Tamandaré cumprirá a missão para a qual está capacitada: patrulha e ocupação do mar com dissuasão.
As Meko A200 DEU são Fragatas especializadas em guerra contra submarinos. Outras Meko A200 exportadas foram mais baratas, essas devem incluir uma eletrônica mais nova e super moderna, bem como muito armamentos e até um pacote logístico inicial, afinal serão 11,6 bi e euros, o que coloca o valor de cada uma em cera e 1,45 bi de euros ou U$ 1,65 bi cada. As nossas Tamandare custaram cerca de U$ 550 mi cada e até mesmo o segundo lote de +4 deve ficar no mesmo patamar, entre U 550 mi e U$ 600 mi cada. Nem por isso deixam… Read more »
Perdeu uma grande oportunidade de ficar quieto.
Veja no site deles, TKMS.
https://www.tkmsgroup.com/surface-vessels/frigates
MEKO A-100 da qual deriva nossa Tamandaré é a versão mais compacta e econômica das fragatas alemãs. Desloca 3.500 toneladas.
MEKO A-200 tradicional: imediatamente acima com equilíbrio entre tamanho, alcance e capacidades. Desloca 4.000 toneladas.
MEKO A-200 DEU será adaptada aos requisitos alemães com eletrônica e sistemas diferentes. Sem diferença de deslocamento para a versão original.
A diferença de deslocamento entre a A-200 tradicional e a A-200 DEU é pequena. O que muda são sensores, sistemas de combate e requisitos da Marinha Alemã.
Esteves stellte klar.
A Meko A100 desloca menos de 3 mil toneladas. A Tamandaré é uma Meko A100 bombada, mais pesada, mais comprida, e larga.
A nossaTamandaré e uma Corveta a Meko A200 é uma Fragata
Errado.
As duas são fragatas. A Tamandaré está adaptada às necessidades e orçamento da MB.
Então a classa Istif turca com 3100ton é uma coverta?
Liste corvertas com o deslocamento da Tamandaré…
Esse papinho já cansou. A Barroso já era uma corveta “grande”, o que dizer da Tamandaré.
25.06.26 – quinta-feira – btarde, desculpe-me da intromissão, porém, como sabemos a 1a F126, ja estava em construção, sendo assim, irão terminar; ou todo o projeto cancelado???? Obrigado Vovozao
Provavelmente o que já estava feito será desmontado.
Compra de nois, compra de nois!!! Rsrsrs
Nois não fabrica navio alemão. Quem constrói navio alemão no Brasil é o estaleiro alemão TKMS Estaleiro Brasil Sul.
Sábia decisão, escolheram pelo certo em vez de ir para o duvidoso 😏
Os cofres Públicos e os pagadores de impostos agradecem pelo gerenciamento público de aquisição para o País 👍⚓️
Descobriram que nesse caso menos é mais.
Problema é que “queimaram” quase 3 bi antes de chegar a essa conclusão.
EU processaria o estaleiro diante de tantas falhas.
Seriam os maiores navios de guerra desde os encouraçados Nassau da 1ª Guerra, ou a Alemanha não tem Euros o suficiente ou a “pressão histórica” deu as caras.
Acredito que a questão alemã não seja a falta de euros, mas de tempo.
Quem tem vizinhos como o Putin não pode ser dar ao luxo de aguardar indefidamente por um projeto.
Os alemães construíram navios bem maiores que o ^Nassau^ que também combateram na Primeira Guerra e estes foram superados pelo Bismarck e Tirpitz da Segunda Guerra.
Pq será que não escolheram as versões A-300 ou A-400 ?
Se a ideia é redução de risco então a escolha da A-200 acaba fazendo mais sentido.
A A-300 ainda é um projeto de papel, sem nenhuma unidade construida.
A A-400 teve problemas iniciais(que foram resolvidos depois, mas isso mancha um pouco a imagem do projeto).
Outro projeto que também não foi escolhido foi a A-210, uma A-200 com a proa redesenhada e que também não tem nenhuma unidade construída.
Outro ponto é o tipo de missão que querem, com o foco na arena antisubmarino a A-200 é uma das melhores existente atualmente.
É uma notícia boa para nós. Mais unidades Meko, mais componentes(os que forem comuns) a disposição. Talvez até, possamos repensar, e construir no Brasil, alguns desses navios no futuro.
Agora já se sabe o valor do contrato da Meko A200 DEU: 6,3 bilhões de euros. 1 bi a mais que o originalmente planejado. Isso tudo para 4 navios, devendo o segundo lote custar 5,3 bi.
https://www.tkmsgroup.com/fileadmin/website/news-and-press/2026/07_july/
não consegui anexar a imagem