Chile lança ao mar o LPD-93 ‘Magallanes’, primeiro navio anfíbio multipropósito de nova geração
Construído pela ASMAR em Talcahuano, o navio marca um avanço importante no plano chileno de construção naval e ampliará as capacidades logísticas, anfíbias e humanitárias da Armada do Chile
A Armada do Chile realizou, em 18 de junho, o lançamento ao mar do futuro navio de transporte anfíbio multipropósito Magallanes (LPD-93), primeira unidade de uma nova geração de meios navais projetados para ampliar a capacidade logística, anfíbia e de apoio a emergências do país.
A cerimônia ocorreu nas instalações da Astilleros y Maestranzas de la Armada (ASMAR), em Talcahuano, e marcou um dos principais marcos recentes do Plan Nacional Continuo de Construcción Naval, iniciativa destinada a garantir a renovação gradual da esquadra chilena e fortalecer a indústria naval nacional.
O Magallanes é a primeira unidade do projeto Escotillón IV, concebido para dotar a Armada do Chile de navios capazes de executar missões de transporte estratégico, apoio logístico, assistência humanitária, resposta a catástrofes, evacuação de pessoas, operações anfíbias e apoio a forças conjuntas e combinadas.
Após a botadura, o navio entrará em nova fase de construção a flote, com alistamento, instalação de equipamentos, integração de sistemas e provas operacionais antes de sua incorporação ao serviço ativo, prevista para 2027.
Construção nacional em Talcahuano
A construção do LPD-93 representa um avanço relevante para a capacidade industrial chilena. O navio foi construído pela ASMAR em Talcahuano, consolidando o papel do estaleiro estatal como centro estratégico de construção, reparo e modernização naval no Pacífico Sul.
O programa busca preservar conhecimento técnico, formar mão de obra especializada, ativar cadeias nacionais de fornecedores e ampliar a autonomia industrial do Chile em projetos navais de alta complexidade.
A nova unidade também dá continuidade a uma sequência de programas realizados pela ASMAR, incluindo patrulheiros oceânicos, o navio científico AGS Cabo de Hornos e o quebra-gelo Almirante Viel, reforçando a posição do Chile como um dos países latino-americanos com maior capacidade de construção naval militar.
Projeto baseado no VARD 7 411
O Magallanes é baseado no projeto VARD 7 411, adaptado às necessidades operacionais da Armada do Chile. O navio tem cerca de 110 metros de comprimento, 21,8 metros de boca, calado de projeto de 5,8 metros e velocidade de aproximadamente 18 nós.
A configuração LPD permite transportar pessoal, veículos, carga, embarcações de desembarque, helicópteros e botes de resgate. A presença de doca alagável amplia a capacidade de operar meios anfíbios e embarcações auxiliares, tornando o navio uma plataforma flexível para operações militares e civis.
O projeto foi concebido para atuar em diferentes ambientes, incluindo o Pacífico, áreas austrais e operações de apoio a regiões isoladas. Entre suas missões previstas estão apoio logístico, busca e salvamento, transporte de tropas e material, assistência humanitária e resposta a desastres naturais.
Reforço para um país marítimo
Para a Armada do Chile, o novo LPD ampliará a capacidade de presença do Estado em um país com extensa costa, territórios insulares, responsabilidades antárticas e forte dependência marítima.
A futura entrada em serviço do Magallanes deverá aumentar a capacidade chilena de projetar meios navais e logísticos para áreas distantes, apoiar comunidades isoladas, responder a emergências naturais e sustentar operações combinadas com outras forças.
O navio também terá importância para missões de apoio à população civil, especialmente em um país sujeito a terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, incêndios florestais e eventos climáticos extremos.
Primeiro de uma série
O Magallanes é o primeiro navio de uma série planejada dentro do programa Escotillón IV. A primeira fase contempla duas unidades, enquanto o plano geral prevê até quatro navios multipropósito.
A segunda unidade, que deverá receber o nome Rapa Nui, já iniciou etapas de construção e deverá seguir o mesmo conceito operacional, ampliando gradualmente a capacidade anfíbia e logística da Armada do Chile.
Com a lançamento do LPD-93 Magallanes, o Chile dá um passo importante na modernização de sua esquadra e na consolidação de uma política naval de longo prazo baseada em construção nacional, autonomia industrial e capacidade de resposta a desafios militares, humanitários e estratégicos no Pacífico Sul.■
FOTO: Armada do Chile / ASMAR



Muito bom!!!! Sou muito favorável a esse tipo de navio pelas suas capacidades multi-propósitos.
Se depender dos nossos militares, desista! São como aqueles ricos,que estão Insolventes mas adoram manter as aparências, comprando “lasanha de rico” para aparentar ter um Status que não tem mais…
Jamais comprariam um produto de nossos hermanos Sul-americanos, por mais que estes realmente fossem interessantes…
Mas vivem tentando empurrar A-29,KC-390,Marruá,Guarani para “nuestros Vecinos”
Projeto interessante para ser um navio escola
Tem aproximadamente 8 mil t de deslocamento
Esses cinco estrelas só se preocupam com churrasco e cerveja. E tem que ser no rio de janeiro
Os boas vida não saem do RJ nem a Pau…
Navio bonito, só achei a Proa dele pequena, poderiam ter reservado um espaço maior para a defesa do navio…
Como o navio A-833- HNLMS Karel Doorman, que por um tempo foi cogitado na Marinha do Brasil, mas na época o Brasil estava igual a arroz de terceira e não deu nada…