Marinha da Grécia realiza exercício com mísseis antinavio no Mar Jônico e afunda dois alvos

Exercício envolveu fragatas, lanchas rápidas, navios de vigilância, unidades de guerra antissubmarino, helicópteros navais e meios da Força Aérea Grega

A Marinha Helênica realizou, na terça-feira, 23 de junho, uma série de lançamentos de treinamento demísseis guiados na região sul do Mar Jônico, em uma demonstração de prontidão operacional e capacidade de emprego coordenado de diferentes meios navais e aéreos.

A atividade foi acompanhada pelo chefe do Estado-Maior da Defesa Nacional da Grécia, general Dimitrios Houpis; pelo chefe do Estado-Maior da Marinha Helênica, vice-almirante Dimitrios-Eleftherios Katara; e pelo comandante da Frota, vice-almirante Christos Sasiakos.

Segundo as informações divulgadas, os lançamentos envolveram unidades de diferentes comandos da Marinha Helênica, incluindo fragatas, lanchas rápidas, navios de vigilância e meios de guerra antissubmarino, além de helicópteros da Aviação Naval e aeronaves da Força Aérea Grega.

Durante o exercício, foi testado com sucesso um número significativo e variado de mísseis guiados da Marinha Helênica. Os disparos ocorreram em cenários considerados complexos e exigentes, com o objetivo de avaliar a capacidade de combate das unidades participantes e verificar a confiabilidade dos sistemas de armas em condições operacionais realistas.

A fase final da atividade resultou no afundamento de dois alvos, demonstrando a efetividade dos engajamentos e o nível de coordenação entre os meios empregados.

O exercício integra o programa anual de treinamento operacional das unidades do Comando da Frota Helênica. A finalidade é elevar a prontidão, testar procedimentos de combate, aperfeiçoar a integração entre plataformas e confirmar o desempenho dos armamentos embarcados.

Para a Grécia, os lançamentos no Mar Jônico também têm valor estratégico. A Marinha Helênica opera em um ambiente marítimo sensível, marcado pela necessidade de controlar áreas no Mar Egeu, no Mediterrâneo Oriental e nas rotas de acesso ao Jônico. Nesse contexto, a capacidade de empregar mísseis antinavio, sistemas de defesa aérea naval, helicópteros e meios de apoio aéreo de forma integrada é considerada essencial para a dissuasão e para a defesa das linhas marítimas do país.

A realização de exercícios com tiro real permite validar não apenas os sistemas de armas, mas também a cadeia de comando, os sensores, os procedimentos de identificação de alvos e a capacidade de atuação conjunta entre Marinha e Força Aérea.

Com a conclusão dos disparos e o afundamento dos dois alvos, a Marinha Helênica enviou a mensagem de que mantém elevado grau de adestramento e disponibilidade para operar em cenários de alta intensidade no ambiente marítimo do Mediterrâneo.■



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5 Comentários
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deadeye

Que inveja

Angus

Nada como um bom vídeo, para ninguém ter dúvida que os mísseis atingiram os alvos (fica a dica Marinha do Brasil).

Emmanuel

Daqui a pouco a marinha da Turquia faz uma coisa parecida.

Marcelo Freitas

A Marinha de Guerra Angolana confirmou a compra do míssil de cruzeiro antinavio MANSUP, fabricado pela empresa brasileira SIATT. O míssil equipará as três corvetas Combattante BR71 Mk II encomendadas por Angola e fabricadas pela francesa CMN NAVAL.

SG R. Ramos

Nas fotos, parece Harpoon e Exocet.