O lançamento da Fragata Cunha Moreira

 

Cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; navio deverá ser entregue à Marinha do Brasil em 2028

A Marinha do Brasil realizou nesta sexta-feira, 26 de junho, a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata “Cunha Moreira” (F202), terceira unidade da Classe Tamandaré, no estaleiro TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina.

A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de autoridades civis e militares e de profissionais envolvidos diretamente na construção da embarcação.

A F202 integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), considerado um dos principais projetos navais em andamento no Brasil. A iniciativa busca renovar a capacidade de escolta da Marinha, fortalecer a Base Industrial de Defesa e ampliar a capacidade nacional de projetar, construir, integrar, manter e modernizar navios militares complexos.

Durante a cerimônia, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou o significado estratégico do lançamento.

“O lançamento da Fragata Cunha Moreira representa consolidação da disposição nacional em construir meios eficientes a serem empregados em áreas marítimas de interesse. O programa traduz-se em desenvolvimento e domínio de tecnologias críticas, fortalecimento da Base Industrial de Defesa, geração de empregos e capacitação de mão de obra altamente qualificada”, afirmou.

Terceira fragata da classe

A Cunha Moreira será mais um meio de superfície destinado à proteção da Amazônia Azul, área marítima de interesse estratégico para o Brasil, que reúne rotas comerciais, recursos energéticos, pesca, biodiversidade e infraestruturas essenciais.

O navio se junta às duas primeiras unidades da classe: a Fragata “Tamandaré” (F200), já incorporada à Marinha do Brasil, e a Fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201), que deverá iniciar em breve seus testes de aceitação no mar.

A construção da Cunha Moreira começou em novembro de 2024, com o corte da primeira chapa de aço. A montagem dos blocos teve início em junho de 2025, durante a cerimônia de batimento de quilha. A previsão é que a embarcação passe pela Mostra de Armamento e seja entregue à Marinha do Brasil em 2028.

Um programa estratégico para a indústria naval brasileira

Fragata Tamandaré – F200

O Programa Fragatas Classe Tamandaré é conduzido por meio de parceria entre a Marinha do Brasil e a SPE Águas Azuis, formada por TKMS, Embraer e Atech, com gerenciamento da EMGEPRON.

O PFCT está incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), no eixo de Inovação para a Indústria de Defesa. Segundo a Marinha, essa inclusão permite ampliar investimentos, incentivar a nacionalização de sistemas avançados e capacitar empresas brasileiras para atuar em produção, manutenção e modernização ao longo de todo o ciclo de vida dos navios.

A expectativa é que o programa gere cerca de 23 mil empregos até 2029, incluindo aproximadamente 2 mil empregos diretos, 6 mil indiretos na cadeia de suprimentos e 15 mil induzidos em setores como hospedagem, alimentação e serviços.

A Marinha informa ainda que o programa envolve mais de 1.000 fornecedores em todo o Brasil, incluindo empresas da cadeia naval, eletrônica, aço e tecnologia da informação. O conteúdo local é estimado em cerca de R$ 4,8 bilhões, considerando insumos, sistemas de fabricação, transferência de tecnologia e agregação de valor à indústria nacional.

Características da Classe Tamandaré

Fragata Tamandaré – F200

As fragatas da Classe Tamandaré têm 107,2 metros de comprimento, 15,95 metros de boca, 20,2 metros de pontal e deslocamento de cerca de 3.500 toneladas.

Os navios terão autonomia de 5.500 milhas náuticas, velocidade máxima de 25 nós e tripulação estimada em 143 militares por unidade.

Entre os sistemas previstos estão radares multifuncionais, sonar de profundidade, sistema de mísseis antinavio, canhões navais de última geração, hangar para helicóptero e convoo com sistema de pouso automático.

O projeto utiliza módulos de produção com blocos pré-fabricados, permitindo montagem mais célere e integração progressiva dos sistemas embarcados.

Homenagem a Cunha Moreira

A F202 homenageia Luís da Cunha Moreira, o Visconde de Cabo Frio, primeiro brasileiro nato a exercer o cargo de Ministro da Marinha do Brasil.

Nascido em Salvador, na Bahia, em 1º de outubro de 1777, Cunha Moreira comandou, em 1808, o brigue “Infante Dom Pedro” durante a conquista da Guiana Francesa, no contexto da aliança entre Portugal e Reino Unido contra a França de Napoleão Bonaparte.

Sua trajetória atravessou a transição do Brasil Colônia para o Brasil independente. Cunha Moreira teve papel relevante na formação da Primeira Esquadra do Brasil e foi figura importante no processo de consolidação da Independência Política Brasileira.

Renovação da esquadra

O lançamento da Cunha Moreira representa mais um avanço concreto na renovação dos meios de superfície da Marinha do Brasil. A Classe Tamandaré deverá ampliar a capacidade da Força Naval em missões de patrulha, escolta, proteção de áreas marítimas, monitoramento, defesa de tráfego marítimo e apoio a operações navais em águas jurisdicionais brasileiras.

Com três navios em diferentes fases de incorporação, testes e construção avançada, o programa entra em uma etapa decisiva para consolidar a nova geração de escoltas brasileiras.

FONTE: Marinha do Brasil




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Burgos

Publicação em D.O nada ainda?!🤷‍♂️
Das 4 complementares anunciada pelo Governo.🥴

Alexandre Galante

Calma, combatente! só depois das eleições.

Camargoer.

Pois é. Ha duas definiçõs importantes. 1) segundo lote de mais 4 FCT e 2) aditivo de mais 20 Gripen. São duas coisas que já estão definidas mas serão assinados apenas após o resultado da eleição, o que é uma boa decisão. Ainda que sejam projetos de Estado, vale a pena que sejam assinados por governos recem eleitos ao invés de governos em fim de mandato. Os valores envolvidos são elevados. O segundo lote de FCT deve custar R$ 12 bilhões…. e os 20 Gripens algo em torno de R$ 5~6 bilhões. Tem gente doida que iria questionar os contratos… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Camargoer.
Burgos

A questão já não é mais Governo, parece que 6 meses antes das eleições o Governo atual não pode assinar mais nada e no caso aí já tá chegando o prazo e como vc mesmo falou aí (só ano que vem) e ainda assim depois de aprovar o orçamento anual do novo Governo ou não 🥴
Traduzindo essa “faxina” aí só deve pelo visto ser assinada no segundo semestre (se for assinada)🤦‍♂️
Vc foi muito generoso dizendo que poderia ser assinado no 1º semestre

Camargoer.

Olá Burgos Nada impede que um governo assine um contrato no periodo final. O que acontece é aquele pessoal doido que questiona contratos em fim de governo e coloca tido no MPF. Estou excluindo os casos nos quais governos corruptos assinam contratos corruptos na última semana… isso é outra conversa O problema é que são documentos complexos que precisam do envolvimento da equipe técnica e dos ministros. Com uma mudança de governo por causa de eleições, o mais adequado é esperar montar a nova equipe. Senão o trabalhao é o dobro. Nos dois casos, a lei orçamentária não afeta porque… Read more »

Deadeye

Isso é mito, não existe essa limitação legal abrangente. Pelo princípio da continuidade do serviço publico pode sim licitar ou assinar contratos. O que é vedado são gastos em propagandas 3 meses antes do pleito ou aprovação de emendas ou fundos e repasses da União ou repasse de emendas.

O que não pode são licitações para novas obras, mas para compras ou licitações de serviços pode sim.

O que causa a confusão é que no ano de eleição a administração pública é vedada dar anistia ou renúncia fiscal.

Last edited 2 meses atrás by Deadeye
ln(0)

Seis meses antes da eleição também não pode nomear ninguém que passou em concurso publico.

Deadeye

Sim. Porem licitar não sendo obras pode sim. Por que senão a administração para de funcionar, já que por exemplo contratos de “meio” (coleta de lixo e conservação) geralmente são anuais ou renovados a cada 2 anos.

Heli

Sonho com mais um lote de Riachuelos

Camargoer.

Creio que a MB ficará com os 4 Scorpenes. Depois deles serão apenas os SBN.

Moriah

Eles devem estar confiantes de que a Argentina vai contratar pelo menos 3 Scorpenes da França via ICN. Se isso não rolar, cabeças rolarão… (com trocadilhos, é claro)

Last edited 2 meses atrás by Moriah
Camargoer.

tenho dúvidas sobre os Scorpenes argentinos mas certeza sobre os 4 Riachuelos da MB.

Quem tem capacidade de operar um submarino nuclear não precisa de submarino convencional

comparando . você sonha com um segundo lote de Riachuelo . pelo mesmo valor, eu prefiro um SBN adicional.

ALTAIR IGNEZ DE SOUZA

ai e que não vai sair mesmo, só promessa.

Nunes-Neto

Poderia publicar antes para garantir.

Gerson Carvalho

Em breve mais 4 054 D

Moriah

Num universo paralelo, possivelmente.

Renan

Brasil precisa destinar 20 bilhões de dólares em aquisições ano a ano em compras de produtos nacionais
Ou nunca terá soberania

Adriano Madureira

Podemos muito bem destinar royalties do petróleo e da mineração para a defesa, basta querer! Decidir não é difícil, basta ter vontade política, mas enquanto a vontade política for aumentar salário de deputados e senadores, cota parlamentar, fundo partidário e emendas parlamentares, continuaremos na mesma palhaçada. Oque o Brasil economizaria se metade dessa casta superior diminuísse: Esse bando de vereadores de cidades onde Judas perdeu as botas, municípios do tamanho de um ovo, que vivem do Fundo de participação dos municípios. Aqui no meu estado, o prefeito do menor dos 167 municípios do RN,teve seu salário base para o quadriênio… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Adriano Madureira
Sergio

Paarabéns pelo post Adriano Madureira, pura verdade. O que me assusta é o número de negativações em seu post.

Adriano Madureira

Sérgio, algo que me causa horror, que me deixa inconformado, é essa farra de emancipação política, onde todo oportunista luta para que um distrito ganhe status de município… Há necessidade disso?! Todos sabemos que quando nasce um município ou estado, ele já nasce endividado. O custo para criar um novo estado no Brasil varia de R$ 832 milhões a R$ 1,2 bilhão por ano em gastos fixos com a nova estrutura administrativa (como Assembleia Legislativa, secretarias e Tribunal de Justiça). Só o plebiscito inicial que permite a consulta da população custa dezenas de milhões de reais. E atualmente nesse Circo,… Read more »

Moriah

É muito dinheiro se perdendo e não tendo o uso devido. Ou seja, somos um país rico vivendo como pobre.

Adriano Madureira

Off-Topic: “Se” esta declaração for verdade e não passar de algo eleitoreiro, será algo muito bem vindo. E como ele diz que conversa com seus comandantes, ao menos pode haver um fio de esperança sobre o tema defesa. Lula diz que vai ampliar gastos em defesa porque ‘está cheio de maluco no mundo’: ‘Não quero guerra nem ser pego de surpresa’Presidente defendeu um projeto estratégico para as Forças Armadas e afirmou que área será uma das prioridades em seu programa de governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o Brasil precisará ampliar os investimentos em… Read more »

Saldanha da Gama

Esta declaraçãoi é para o próximo governo dele, que não fez no atual contingenciando agudamente as Forças Armadas?
Vai sim…. vai sim…. kkk kkk kkk Os incautos adoram!

Cristiano ciclope

Ele tinha que cortar para ficar na lei de responsabilidade fiscal como todos cobram, ou corta o financiamento agrícola, saude e segurança pública ou corta nas forças armadas,nenhum governo até o do Bolsonaro, corta investimento nas forças armadas!

Camargoer.

Olá Cris

Pois é.

A lei do arcabouço fiscal determina que quando o deficit primário previsto será maior que 0,25% do PIB, o governo deve promover um corte ou adiamento das despesas até que a receita volte a crescer.

Não tem conversa

Adriano Madureira

Até onde vi, ele foi o presidente oque menos contingenciou as forças armadas… Bolsonaro contingenciou 44% do orçamento. Os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff foram os que registraram os maiores investimentos brutos históricos nas Forças Armadas, mas também os que impuseram os maiores cortes quando somados os anos. No entanto, se o foco for na proporção de contingenciamento dentro de um único mandato, a gestão de Michel Temer e os primeiros anos da gestão de Jair Bolsonaro se destacam por reter perto de metade do orçamento discricionário (verbas não obrigatórias) da pasta O governo de Dilma Rousseff não… Read more »

Camargoer.

Sou um grande crítico do Bolsonaro, mas cada presidente administrou o orçamento com uma lei fiscal de diferente. Bolsonaro teve que seguir a loucura que foi o teto dos gastos. Lula segue a lei do arcabouço.

A emenda constitucional do teto dos gastos foi uma. das maiores loucuras que já vi ser defendida como regra fiscal. Um absurdo esférico. Curiosamente. promulgada em 2016, jamais foi cumprida .. a pandemia serviu apenas para enterrar de vez.

Pedro

depois de 20 anos vc ainda cair nas narrativas eleitorais e populistas desse senhor kkk

Moriah

Off-Topic: o XLUUV da Global Market da Ucrânia impressiona… Esperemos por vasos russos afundando do nada no Báltico? Com 2.000 mn de alcance, jamais, mas um caminhão com contêiner de 40 pés pode levar o brinquedo até qualquer lugar na Polônia ou Alemanha

Plínio Jr

Deste atual desgoverno, só acredito após contrato assinado e tudo entregue, fora isto, muito discurso…e só….

Koprowski

Realmente, na teoria, bonito…já na prática, contingências e cortes…

Felipe

Isso, e se o Rachadinha ganhar com certeza vai cancelar as novas 4 Tamandaré e os 20 Gripen adicionais para comprar sucata usada dos EUA superfaturados.

Alex Barreto Cypriano

Orçamento existe, o que não existe é Defesa. E a própria BID é uma ficção sazonal: de vinte em vinte anos ela floresce um pouquinho, sob muito subsídio e contrato de pai pra filho, concomitante aos surtos construtivos, a coqueluche em nação periférica, dependente e atrasada. Ou alguém tem a ilusão de que Tamandarés (agora orçadas em 3 bilhões de Reais, 600 milhões de dólares) e Gripens (o 4,5 por 150 milhões de dólares ou quatro Gripens custando o mesmo que uma Tamandaré) seguram alguma coisa? E as novidades vão ter que carregar o piano por mais vinte-trinta anos. Elas… Read more »

Leandro Costa

Culpa nossa. Não há empresário no Mundo que abra uma empresa para fazer caridade. Sem encomendas, sem uma escala, sem investimento. Aí a BID desacelera ao fim de toda nova encomenda. Nunca expande. Só cumpre o contrato vigente. Quando cumpre. Encarar Defesa, infraestrutura, educação, são programas de Estado, mas sempre encarados como de governo. E assim, ficamos e continuaremos à ficar, ao sabor de quem quer que sente na cadeira de mandatário e nas cadeiras do congresso. Sinceramente não vejo isso mudando. E quando fomos pegos de calças curtas (de novo), vai ser cobrado, pelo povo, sobre o por quê… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Culpa nossa, sim, mas não toda ou nem em grande parte: foi Napoleão quem inventou a necessidade de força militar permanente preparada pro próximo conflito. Desde o século XIX o mundo viu infinitas toneladas de aço moldados em sempre novos e mais eficazes dispositivos de guerra; ‘gerações’ inteiras destes nunca viram a guerra antes de serem substituídos e desmantelados mas serviram, dizem, como dissuasão. Pra manter este espetáculo fez-se necessário, mais que tecnologia e técnica, dinheiro, muito dinheiro – e não faltou financista nem industrialista pra manter a toada, ao menos no centro orgânico do sistema capitalista. Na periferia, a… Read more »

Leandro Costa

“não faltou financista nem industrialista pra manter a toada, ao menos no centro orgânico do sistema capitalista.” A ex-URSS, Coréia do Norte, Vietnã e Cuba agradecem a lembrança, ou falta dela. Mesmo que tenha mencionado a China, ela adota basicamente o capitalismo ‘com rédeas curtas’ mesmo sendo comunista. Eles foram os comunas que ‘aprenderam’ à jogar. Observaram bem o desmoronamento Soviético. Mas falou, e falou e falou e falou e periferou e periferou e não cravou. A culpa é nossa sim. Somos uma democracia representativa. Votamos mal. E quando votamos não cobramos dos eleitos o que prometeram. Nem ao menos… Read more »

Alex Barreto Cypriano

A culpa é do modo capitalista de administração de sociedades. Deixemos as personificacoes/personalizações acusadoras pros romances – o capitalismo é mortalmente sério, especialmente quando ri de tudo e de si mesmo. Vou te contar um segredo: a China, capitalista desde Xiaoping a Jinping, hoje usa os mesmos truques que os EUA usaram pra convencer o mundo da sua prosperidade e solvência no início do XX: grandes espetáculos, grandes construções. Outros, Inglaterra e França (lembram de Hausmann?) , antes, e Alemanha, depois, fizeram o mesmo. Aconteceu na Rússia depois da queda do muro, e a descida ao inferno não parou ali.… Read more »

Leandro Costa

Modo capitalista de administração de sociedades…

Vulgo: “não tenho nada de prático para falar, então vou inventar algo bonitinho, mas que não significa absolutamente nada.”

E assista “Banhos.” Não é um filme recente, mas é um excelente filme Chinês que consegue ser engraçado e um pouco emocionante.

Alex Barreto Cypriano

Grato pela dica de filme, Leandro. Se me permite, recomendo My Land, de Fan Jian:
https://youtu.be/sEIV-os3GaI?is=MUSDBSy2HG0D_qUv
Ou The Land Of Many Palaces, de Song Ting e Adam Smith:
https://youtu.be/WsUvKVu9ghc?is=ZixrDx6gfd_s7hoJ

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Cristiano ciclope

O cerne da questão e escala, de fato não adianta construir uma fábrica para produzir só por 4 anos e acabou a encomenda, mas no caso do gripen ele trouxa para a Embraer conhecimentos que ela não tinha e pode replicar não demais produtos civis e militares que ela vende para o exterior, na indústria naval já e complicado,se não tiver demanda do estado ela perde a razão de ser se o estaleiro não funcionar para a indústria civil ou exportar! Eu achava que as patrulhas navais devem ser fabricadas aqui mesmo no brasil são simples e podem ter escala… Read more »

Henrique A

A economia brasileira está eternamente presa em ciclos de boom e bust assim não há continuidade para que projetos de longo prazo se concretizem.

Jabulani Teimoso

O curioso é que a Tamandaré faz a sua primeira visita a Santos, meu irmão que mora lá me contou, queria saber se terá visitação pública, eu até iria lá pra ver.

MMerlin

Com a renovação, caso ocorra (e todos torcemos para se confirmar) a MB deve avançar sobre a nacionalização de outras partes do projeto. Essa nacionalização deve abranger estruturas físicas eletrônicas como consoles e meios de transmissão. Também as novas fragatas devem receber o CMS da Atech, que foi a escolhida para receber o ToT deste software. A versão nacional é provavelmente possui customizações em relação ao ANAVAEO da Atlas. Já li em outros artigos que a MB tem.como intenção adicionar um ToT e nacionalização total do LBTS da classe. Isso daria mais liberdade para a MB poder testar e integrar… Read more »

EduardoSP

Bacana essa “camuflagem” da Tamandaré que aparece na quarta foto.

Aposto que deve ter sido aplicada para aumentar o efeito ‘stealth” da belonave…rsrsrsr

Nunes-Neto

Não, foi pintada por que ali é a saida de gazes dos motores, ficaria suja rapidamente, então foi pintada de preto por causa disso

Burgos

Ele sabe, acompanha na trilogia já faz tempo e essa pintura já foi discutida diversas vezes no blog.
Alguns acharam feia, outros esquisitos pq tira a o estilo da embarcação outros ficaram indiferentes em relação a pintura.
Infelizmente não dá para agradar todos, mas viabilizando o custo (pq se não tivesse a pintura a MB gastaria rios de dinheiro pra lavar/pintar o costado do navio).
Sou favorável de viabilizar a coisa 👍

joao victor

O custo da Tamandaré no primeiro lote é até justificável: transferência de tecnologia, compra e modernização do estaleiro, etc. Agora, se o segundo lote vier com o mesmo preço do primeiro, o projeto vai se mostrar um grande fracasso.
Hoje, a Tamandaré é a fragata mais cara e mal armada do planeta. Precisamos de novos lotes para diluir isso.

Camargoer.

Creio que o segundo lote terá ganhios de produtuvidade visto a curva de aprendizado. Serão navios fabricados em menos tempo e com menos pessoas

Harpia

Seria mais bonito, interessante e lógico, que a fragata se chamasse Visconde de Cabo Frio, já que o título foi recebido em virtude de sua contribuição a Marinha e ao Brasil. E ainda, geralmente o nome do título se sobrepunha ao nome de origem.

Alex Barreto Cypriano

O Irã mostrou pra todos como segurar a máquina de guerra ianque: tomar vantagem natural e apostar em assimetrias e descentralização. Comemorar a aquisição de equipamento convencional de genética OTAN nessa época de descarrilamento da ordem internacional e ‘rogueficacao’ da potência hegemonica é como não saber com que roupa ir ao baile (os militares daqui nunca se importaram, mesmo, com capacidades reais – basta administrar a subalternidade solícita com o grande irmão e os primos europeus). Os próprios ianques tentam entender pra poder imitar ao piparote que agora estão levando, e, aqui, mais canhões e munições virtualmente inúteis pra dissuasão… Read more »

Camargoer.

Ola Alex O Irã tem a vantagem estratégica de trancar o estreito de Ormuz, além de impor problemas aos vizinhos estratégicos dos EUA. Eu acho que não dá para reproduzir a estratégia de defesa do Irã ao Brasil. O Atlântico Sul é aberto. e somo nós que possuimos ao mesno 3 regiões sensíveis que podem sofre bloqueio naval.. 1) foz do Amazonas, 2) Baia de Guanabara e 3) Porto de SAntos. Nossa melhor defesa, acredito, é adotar um modelo similar ao que a Argentina usou na Guerra das Malvinas: manter esquadrões de ataque naval que possam atuar a partir de… Read more »

Henrique A

A ameaças vem das fronteiras e das periferias dos centros urbanos e não do mar.

Alex Barreto Cypriano

A ameaça vem do núcleo compulsivo e imediatista do capitalismo financeirizado em crise terminal: austeridade fiscal, privatização, desregulação/precarização do trabalho e rentismo não vêm com imigração /contrabando ou nasce nos espaços econômica e socialmente segregados ou degradados…

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano

Oi, mestre Camargoer. Se a MB tiver que encarar, usando o que tem (de Skyhawks e Seahawks, passando por Scorpenes até Tamandarés), uma força agressora ela vai pro fundo antes mesmo de esboçar qualquer ação – porque guerra naval é assim, quem atira pra matar primeiro, e acerta, ganha. É preciso desenvolver e adquirir meios A2AD pra manter agressores a distância. Não temos esses meios.

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Camargoer.

Voce tem razão.

As forças armadas brasileiras são despreparadas, mal equipadas, destreinadas, anacrônicas e perdulárias

MInha análise é sobre qual a estratégia de defesa viável para o país em caso de uma agressão, como por exemplo um bloqueio naval.

Hoje, o país está desprotegido

Fabio

Tem gente falando em segundo lote, tem confirmação do início da quarta fragata? Com o corte no orçamento do MD, pouco provável o projeto até agora só está andando com dinheiro empenhado na Engepron em 2021.

Camargoer.

O presidende anunciou que haverá um segundo lote (sem dizer se serão 2 ou 4) mas que isso só será tratado pelo governo que for eleito em outubro O que ocorreu com o orçamento é a determinação na lei do arcabouço fiscal para interromper ou adiar gastos quanto o deficit primários previsto se aproximar de 0,25% do PIB. Isso obriga o governso adiar os gastos até a receita tributária reduzir o deficit primário É uma regra burra porque obriga adiar gastos contratados, como o financiamnto do Fx2 e do Prosub. Para isso, foi aprovada uma lei que permite preservar gastos… Read more »

Alex Barreto Cypriano

O presidente Lula é, como todo político, um mitomaniaco: daí dizer que a capitalização feita a EmGeProN já entre 2017 e 2019 está no escopo do Novo PAC. Acredita quem quiser, política é assim mesmo.

Camargoer.

Olá Alex

O arcabouço fiscal foi a lei possível para sair da PEC do Teto. Parte do Congresso acredita que o problema fiscal são gastos públicos, ainda que esta mesma parte parece defender as emendas parlamentares.

AInda assim, é uma lei burra porque é incapaz de distinguir a natureza dos gastos. O fato de um programa civil ou militar estar no novo PAC não evita que precise ser contingenciado em função da lei do arcabouço, por isso os militares pedidram aquela lei de isenção (que faz sentido fiscal e estratégico)

Alex Barreto Cypriano

A EmGeProN foi capitalizada entre 2017 e 2019 com 10 bilhões de Reais, dinheiro imediatamente aplicado pra retornos financeiros que o protegeriam de desvalorizacoes inflacionárias… Se foi bem aplicado, o retorno seria bem maior que mera correção monetária. O diabo é que tem que pagar imposto sobre a renda financeira auferida, o que minora o retorno e reduz a proteção ou incremento da quantia.