Bofors 40Mk4

 

A BAE Systems assinou um contrato para o fornecimento de dois sistemas de canhão naval Bofors 40Mk4 para a Marinha do Brasil, como parte do Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA).

A munição do sistema 40Mk4 é moderna, flexível e multifuncional, sendo capaz de enfrentar uma ampla variedade de ameaças, incluindo drones, mísseis, helicópteros, embarcações de ataque em enxame (swarming boats), navios de superfície e alvos terrestres.

“Continuamos sendo um parceiro de confiança na América Latina, fornecendo capacidades de classe mundial para apoiar o crescimento futuro da região”, afirmou Stefan Löfström, diretor de Marketing e Vendas da BAE Systems Bofors. “Estamos fornecendo soluções de última geração que combinam elevado poder de fogo e a rapidez de resposta exigida pela Marinha do Brasil”, acrescentou Löfström.

O Brasil já opera dezenas de canhões Bofors de 40 mm.

O Bofors 40Mk4 é um sistema de canhão naval compacto e leve, desenvolvido para operações de defesa antiaérea, combate a sistemas aéreos não tripulados (UAS), incluindo drones e guerra de superfície. O sistema permite alternar rapidamente entre diferentes tipos de munição, oferecendo capacidade versátil para o engajamento de ameaças aéreas, terrestres e marítimas.

A munição programável Bofors 3P de 40 mm proporciona ao sistema o mais alto nível de flexibilidade em combate, podendo ser configurada em seis modos distintos de funcionamento para maximizar sua eficácia conforme o tipo de alvo. A combinação do comprovado canhão Bofors de 40 mm com as mais recentes tecnologias em munição resulta em uma plataforma preparada para enfrentar tanto ameaças previstas, quanto desafios inesperados.

O Navio-Patrulha “Maracanã” equipado com o canhão Bofors 40Mk4

Para mais informações:

Sobre a BAE Systems

Na BAE Systems, fornecemos algumas das soluções mais avançadas em defesa, aeroespacial e segurança do mundo. Contamos com uma força de trabalho qualificada de cerca de 110 mil pessoas em mais de 40 países. Em parceria com clientes e parceiros locais, desenvolvemos, projetamos, fabricamos e apoiamos produtos e sistemas que oferecem capacidade militar, protegem a segurança nacional e garantem a proteção de informações e infraestruturas críticas.■




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31 Comentários
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SG R. Ramos

Temos 2 mk4 BOFORS 40mm lotados em dois navios patrulha classe Macaé.
1 montado no NaPa Macau outro no NaPa Maracanã.
O NaPa Mangaratiba e todos os posteriores que forem lançados tbm terão.
O estranho é pq BAE e não Bofors

Alceu

Porque a Bofors pertence à BAE. Simples assim.

SG R. Ramos

Era desconhecido da minha parte, esse conhecimento.
obg

Burgos

Talvez pq a BAE Systems comprou, se associou ou passou ser a ser acionista da empresa e geralmente quando o nome vem na frente é pq é majoritária 👍

deadeye

A BAESystems comprou em 2005, foi incorporação mesmo.

Brito

Aquisição de dois canhãos.BOFORS 40 MK4, 1 para o P-74 Miramar, 5° Npa da clase, e 1 para o P-75 Majé, 6° da classe que iniciará sua construção em dezembro de 2026, como consta no calendário de entregas e marcos operacionais para 2026 da MB, com o Npa Mangaritida P73, 4° da classe, lançado em abril de 2026, sendo apresentado equipado com um canhão do modelo..
🔺https://www.naval.com.br/blog/2026/02/13/marinha-do-brasil-calendario-de-entregas-e-marcos-operacionais-para-2026/
🔺https://www.defesaaereanaval.com.br/cerimonia/marinha-lanca-navio-patrulha-mangaratiba-p-73-com-a-presenca-do-ministro-da-defesa

Santamariense

O Macaé e o Macau, dois primeiros navios da classe, usam versões mais antigas desse canhão. Uma despadronização assim prejudica a logística e a manutenção. O bom seria se adquirissem mais 2, deixando os 6 navios com a mesma versão da arma.

Nunes-Neto

Esse seria o ideal, mas como um NaPa nao usa tanto assim seu canhão de 40mm,deve ser muito raramente, utilizando muito mais os calibres menores, a MB decidiu que nao vale a pena procar agora…

Nunes-Neto

#Trocar, digitar andando dá nisso…

Angus

Sem dúvida a padronização seria o ideal, mas perante tantas necessidades e carências, de uma marinha que está “fritando o toucinho para vender a banha”, acredito que essa aquisição não seja uma das prioridades.

Santamariense

Te entendo plenamente. Meu comentário foi mais no sentido de que, mesmo sendo uma pequena frota de 6 unidades, não se consegue manter uma padronização completa.

Marcelo Freitas

Não viaja.
Não vai desativar o canhão por causa de padronização.
Um canhão desse mesmo versão antiga custa uma nota preta.

Jean

Sim, era 5 milhões de dólares na época do Modfrag (2005) – versão MK-III

Santamariense

Onde eu falei em desativar? …”não viaja”. usando um vocabulário desses, quantos anos tu tens? 12?

Last edited 2 meses atrás by Santamariense
Jean

Mas a munição é a mesma. Acho que o que muda é que as versões mais antigas tinham movimentos por pressão hidráulica e os mais novos, por motores elétricos. Isso baixa o peso do sistema, relevante se for montado sobre o hangar, mas na posição A em frente a ponte, não faz diferença. Temos na prática 04 Trinity MK-III da Niterói (baixada) e da Constituição (em vias de) para serem utilizados.

Santamariense

Esse 4 canhões serão uma boa disponibilidade para meios futuros.

Cristiano ciclope

Colocaria nas futuras patrulhas fluviais!

Fábio Mayer

Legal é saber que haverá o P-75 Majé, eu imaginava que a classe acabaria no Miramar.

Ícaro Luiz Gomes

Acho excelente a tentativa de padronização e automação dos canhões principais dos NPa.

Gostaria que houvesse o mesmo caminho para o armamento tubo secundários/metralhadoras. Temos uma boa solução nacional que poderia ser a opção.

Rafael Lopes

Não era para esses canhões serem fabricados no Brasil? A ares fabrica/monta algo do tipo, me lembro de uma matéria falando sobre isso, só não tenho certeza se é os bofors ou o oto melara

ln(0)

Que eu me lembre ela fabrica uma metralhadora de 12mm, acho que 40mm ainda não.

Jean

São sistemas sofisticados, não tem escala que justifique. Não é simples como um canhão de um blindado Cascavel.

Se fosse desenvolver um sistema assim, deveria ser compartilhado com a FAB e EB para utilização em baterias AAW terrestres, de forma a criar uma escala de mais de 100 unidades para começar a se tornar viável…

Rafael Oliveira

A Ares fabrica só a torre UT30BR que usa um canhão americano. Uma fábrica de canhões precisa ter uma demanda. Vai desenvolver o produto, adquirir maquinário e treinar funcionários para fabricar 10 canhões? 20 canhões? Infelizmente é isso que a MB compraria. Se juntasse o EB e a FAB talvez chegássemos em 100 canhões diluídos em muitos anos. Não vale a pena. O que o EB e a MB deveriam estimular a fabricação nacional é de uma metralhadora .50, pois há necessidade centenas ao longo dos anos, chegando a milhares. É uma arma com um ótimo custo-benefício numa guerra. A… Read more »

Jean

Pessoal não consigo entender porque não vão utilizando os Bofors Trinity MK-III da classe Niterói conforme estes navios vão dando baixa. Uma boa revisão e são perfeitos para os Navios Patrulha como a Classe Macaé.

Se não me engano custavam $ 5 milhões de dólares cada em 2005, hoje deve ser muito mais. É um sistema com capacidade CIWS antimíssil, ou seja até sobredimensionados para estes navios.

Os RTB-30X da Niterói correspondente pode fazer o controle de fogo junto a alça EOS-400.

Jean

RTN-30X

Jean

Será que o Seasnake foi escolhido para as Fragatas Tamandaré por ser mais leve? Ou tem um desempenho superior?

Carlos Campos

acho que por ser menor e mais leve

Santamariense

Creio que seja por conta da cadência do Seasnake (1.110 tiros por minuto) frente ao Bofors (340 tiros por minutos). A quantidade de disparos provoca uma saturação muito maior sobre o alvo, o que compensa muito a diferença de calibre (menor, frente ao Bofors). Mas, como eu disse, é o que eu penso.

Heli

Para enfrentar a nova realidade que são os drones, ele parece ser bem melhor que o Phalanx devido ao melhor manejo do uso da munição.

Renato

O helicóptero AH1 Wildcat, considerado o mais moderno do Reino Unido, foi aposentado após apenas 12 anos de serviço