MQ-25A T1 embarca no USS Nimitz e antecipa futuro da ala aérea dos porta-aviões da US Navy
O protótipo MQ-25A T1 Stingray, da Boeing, está a bordo do porta-aviões USS Nimitz (CVN-68) como parte das celebrações dos 250 anos dos Estados Unidos, oferecendo uma imagem simbólica do futuro da aviação embarcada da Marinha dos EUA.
A aeronave não tripulada recebeu uma marca especial “Boeing Backs America”, destacando o apoio da fabricante à aviação dos Estados Unidos durante as comemorações do aniversário nacional. A presença do MQ-25A no convés do Nimitz ocorre em um momento de transição para a aviação naval, marcada pela entrada progressiva de sistemas autônomos e não tripulados nas operações de porta-aviões.
O MQ-25A Stingray foi desenvolvido para ser o primeiro avião não tripulado operacional embarcado da US Navy. Sua missão principal será o reabastecimento aéreo, função hoje realizada por caças F/A-18E/F Super Hornet em configuração “buddy tanker”. Com o Stingray assumindo parte dessa tarefa, mais caças tripulados poderão ser liberados para missões de ataque, defesa aérea, escolta e reconhecimento.
A presença do T1 no USS Nimitz tem valor demonstrativo. O protótipo, pertencente à Boeing, foi usado nos testes iniciais do programa e já realizou missões históricas de reabastecimento em voo com aeronaves embarcadas como o F/A-18 Super Hornet, o E-2D Hawkeye e o F-35C Lightning II. Em 2021, o T1 tornou-se o primeiro avião não tripulado a reabastecer outra aeronave em voo.
Segundo a Boeing, o MQ-25A foi concebido desde o início para operar a partir de porta-aviões, combinando autonomia, capacidade de reabastecimento e integração com a ala aérea embarcada. A aeronave possui envergadura de 75 pés com as asas abertas, reduzida para 31,3 pés com as asas dobradas, e comprimento de 51 pés. O modelo é equipado com um motor Rolls-Royce AE 3007N.
A imagem do Stingray no convoo do Nimitz também chama atenção pelo porte da aeronave. Ao lado de caças tripulados, o MQ-25A deixa claro que não se trata de um pequeno drone tático, mas de uma plataforma de aviação naval de grande porte, projetada para integrar o ciclo operacional de um porta-aviões.
A presença do protótipo ocorre durante o Fleet Exercise 250 (FLEETEX 250), exercício multinacional no Atlântico que reuniu o USS Nimitz e navios de 13 países parceiros e aliados. O treinamento teve como objetivo fortalecer a interoperabilidade, validar procedimentos táticos e demonstrar coesão entre unidades navais, aeronaves e tripulações.
A aparição também antecede a participação do USS Nimitz na International Naval Review 250, em Nova York, programada para julho de 2026. O evento faz parte das comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos e reunirá navios norte-americanos, embarcações da Guarda Costeira e representantes de mais de 50 nações aliadas e parceiras.
Embora o T1 seja um demonstrador, e não uma aeronave de produção entregue à Marinha, sua presença no Nimitz reforça o avanço do programa. Em abril de 2026, a Boeing e a US Navy realizaram com sucesso o primeiro voo de um MQ-25A operacional, um marco importante para a transição do sistema para testes mais avançados e futura integração embarcada.
Para a US Navy, o Stingray representa a porta de entrada para uma nova geração de operações embarcadas com aeronaves não tripuladas, incluindo missões de reabastecimento, vigilância, reconhecimento e cooperação entre plataformas tripuladas e autônomas.
O embarque do MQ-25A T1 no USS Nimitz une simbolismo histórico e visão de futuro. Enquanto o porta-aviões, com cinco décadas de serviço, participa das celebrações do 250º aniversário dos Estados Unidos, o drone da Boeing aponta para a próxima fase da aviação naval: uma ala aérea mais conectada, autônoma e capaz de operar a maiores distâncias.■




Um pequeno reparo no último parágrafo: o ^Nimitz^ não tem ^quase cinco décadas de serviço^, a marca de 50 anos foi conquistada em maio do ano passado estando plenamente ativo na fase inicial de um desdobramento que duraria pouco mais de 8 meses até o fim do ano.
Nimitz velho de guerra !!!
Ainda dá um caldo !!
Hehe
Só será descomissionado ano que vem mesmo né nobre Dalton?
Os reatores estão ^vazios^ e a Ala Aérea já passou para o USS Ronald Reagan (CVN 76) resta agora terminar o ano qualificando/ requalificando aviadores em mais umas poucas saídas para o mar , então virão as festas de fim de ano e depois a inativação. . Fato curioso é que navios de propulsão nuclear são ^inativados^ durante uma grande cerimônia que corresponde a cerimônia de descomissionamento dos demais navios porém como parte da tripulação ajudará na longa fase de inativação haverá no futuro uma cerimônia de descomissionamento mais simples. . O ^Enterprise^ foi inativado em dezembro de 2012 depois… Read more »
Grande Dalton!!! Sempre com fatos e curiosidades
Quando o Nimitz for descomissionado, será uma excelente compra de oportunidade para a MB.
Entendo a ironia, mas há quem aposte em outro NAe de propulsão nuclear porém bem menor e teoricamente mais adequado as necessidades da marinha brasileira o francês ^Charles de Gaulle^ que será inativado em 12 anos com a mesma idade que o ^Foch^ (São Paulo) foi. . A semelhança termina aí pois o ^Foch^ ao menos era capaz de navegar e futuras manutenções poderiam ser feitas aqui enquanto os reatores do ^Charles de Gaulle^ estarão exauridos e embora possível uma última revitalização e ^reabastecimento^ feitos na França seria caro, garantiria talvez outros 10 anos de uso isto havendo estaleiro e… Read more »
Me chama atenção o tamanho desse Stingray…..parece ser maior do que o SH ao lado
A primeira foto engana, repare nas seguintes e verá que é um pouco menor que o ^SH^ com exceção da envergadura das asas o que será contornado pelo fato delas serem dobráveis.
180 milhões de dólares um MQ-25A, o T (!) 1. Causou um certo falatório, mero efeito da normalização em progresso (amanhã, ninguém mais reclama). Ao ser produzido em maiores números, seu custo pode diminuir, ou não – aquele já seria o custo com linha quente – vai saber… Se lê por aí que ao menos 60% da ala aérea de um CVN será unmanned, ou seja, ao menos 36 aeronaves (asa fixa e/ou rotativa?), sobrando umas 24 aeronaves tripuladas. Se der certo, por quê não 100% da ala aérea? Convenhamos, as habilidades top gun de aviadores navais são dispensáveis e… Read more »
Importante ressaltar que quase 33% das missões dos F-18 são de reabastecimento em voo. Vai aliviar bastante o desgaste e disponibilidade da frota.
E vale ressaltar que o MQ-25 deverá poder levar até 2 mísseis LRASMs com até 1000 km de alcance.
Somados aos pelo menos uns 2000 km de alcance do próprio MQ-25 e a USN terá uma “lança” de pelo menos 3000 km.
Quando estiver operacional a capacidade de reconhecimento radar em órbita cobrindo todo o globo , essa opção de armas será bem interessante.
Eu já vi um documentário sobre quando embarcaram uma aeronave não tripulada em um porta aviões da Marinha dos EUA e ele não acabava bem. A aeronave ficava meio doida, baixou todas as músicas da internet e se virou contra seu esquadrão…
Uma pena o drone de ataque X-47B não ter evoluído para a operacionalidade.
Esse drone teria fornecido à USN a capacidade de atacar alvos a 2500 km com 2 t de bombas JDAMs.
E ainda podia ser reabastecido em voo ampliando mais esse alcance.
Eu acho que ouvi falar desse documentário, mas felizmente nunca vi ou fiquei exposto a tal catástrofe.
A melhor parte é quando eles mostram os trajes de banho das pilotos de caça da Marinha dos EUA.