Caça japonês F-2A lança mísseis antinavio ASM-2 em exercício SINKEX no Mar das Filipinas
Um caça multifuncional F-2A da Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) lançou dois mísseis antinavio da série ASM-2 contra um navio-alvo desativado no Mar das Filipinas, durante um exercício de afundamento com fogo real realizado no âmbito do Valiant Shield 2026.
A ação integrou uma operação multinacional de ataque marítimo coordenado, na qual meios aéreos, de superfície e submarinos atuaram contra o antigo navio de transporte anfíbio USS Juneau (LPD-10), da Marinha dos Estados Unidos, desativado em 2008. Segundo a U.S. Pacific Fleet, o alvo estava a mais de 200 milhas náuticas de Guam e o exercício reuniu diferentes plataformas em ataques coordenados para treinar emprego real de armamentos contra um alvo naval.
O USS Juneau, da classe Austin, entrou em serviço em 1966 e participou da Guerra do Vietnã e da Operação Desert Storm antes de ser retirado de serviço. Para o SINKEX, o navio foi previamente preparado e utilizado como alvo em condições realistas, permitindo às tripulações avaliar efeitos, coordenação e sequenciamento de ataques que não podem ser plenamente reproduzidos em simuladores.
A participação do F-2A japonês tem valor simbólico e operacional. O caça, desenvolvido a partir do F-16, é uma das principais plataformas de ataque marítimo do Japão e foi concebido com forte ênfase em missões antinavio. O disparo de mísseis ASM-2 em um exercício multinacional no Pacífico reforça a capacidade japonesa de contribuir para operações de negação marítima e defesa de arquipélagos em ambiente de alta intensidade.
O ASM-2, também conhecido como Type 93 Air-to-Ship Missile, é um míssil antinavio japonês desenvolvido pela Mitsubishi Heavy Industries para a Força Aérea de Autodefesa. A fabricante descreve o armamento como derivado de tecnologias do míssil superfície-navio Type 88, adaptado para lançamento aéreo.
O emprego do F-2A ocorreu dentro de um SINKEX mais amplo, que incluiu meios dos Estados Unidos, do Japão e da Nova Zelândia. Vídeo divulgado pelo DVIDS informa que, entre os meios aliados participantes, estavam helicópteros marítimos SH-60 da Força Marítima de Autodefesa do Japão e aeronaves F-2 da Força Aérea de Autodefesa do Japão, além de P-8A Poseidon da Real Força Aérea da Nova Zelândia.
VÍDEO: Caça japonês F-2A lança mísseis antinavio ASM-2
Do lado norte-americano, participaram o Carrier Strike Group 5, a ala aérea embarcada do porta-aviões USS George Washington (CVN-73), navios de escolta, aeronaves P-8A Poseidon, E-2D Hawkeye, F-35C, F/A-18E/F, F-15EX, helicópteros MH-60R, bombardeiros B-2 Spirit e sistemas não tripulados. A Pacific Air Forces confirmou que um B-2 lançou um míssil antinavio AGM-158C LRASM contra o USS Juneau no mesmo exercício.
A operação também contou com o emprego de torpedo por um submarino da Força Marítima de Autodefesa do Japão. Imagens divulgadas pela U.S. Pacific Fleet mostram o ataque submarino contra o USS Juneau durante o SINKEX no Mar das Filipinas, em 27 de junho de 2026.
O Valiant Shield 2026 foi conduzido como exercício bienal e multilateral no Pacífico Ocidental, com foco na integração de forças em múltiplos domínios — mar, ar, terra, espaço e ciberespaço. De acordo com a U.S. Navy, a edição deste ano envolveu dez dias de treinamento e incluiu guerra antissubmarino, testes com drones, operações médicas bilaterais, reabastecimento, recarga expedicionária e ataques marítimos coordenados.
O lançamento dos ASM-2 pelo F-2A destaca a crescente centralidade da defesa antinavio para o Japão. Em um cenário regional marcado pela expansão naval chinesa, pela pressão sobre Taiwan e pela disputa em torno das ilhas do sudoeste japonês, a capacidade de empregar mísseis lançados de caças contra alvos de superfície é vista como elemento essencial da postura de dissuasão de Tóquio.
Para os Estados Unidos e seus aliados, o SINKEX também serviu como demonstração de integração operacional. Ao combinar bombardeiros estratégicos, caças embarcados, aeronaves de patrulha marítima, submarinos, navios de superfície e plataformas aliadas, o exercício simulou um ataque multidomínio contra uma força naval adversária.■

A JMSDF lançou também um Hellfire, a partir de um SH-60, no ex USS Juneau. Um contratorpedeiro da JMSDF lançou um ASM no Juneau, o Type 90. Curioso pra saber o resultado. Vou sentar e esperar que me enviem o relatório…
Neste exercício Sinkex um B-2 dos EUA lançando um míssil antinavio AGM-158C (LRASM) pela primeira vez foi uma novidade.
Mas não é surpresa, afinal os caças F/A-18E/F Super Hornet da Marinha e os bombardeiros B-1B da Força Aérea dos EUA já possuem capacidade de lançamento do LRASM.
E o programa de modernização em curso das Forças Armadas dos EUA prevê integrar o míssil LRASM nos caças F-15E Strike Eagle, F-15EX Eagle II, F-16C/D, no F-35C e na aeronave de patrulha antissubmarino P-8A Poseidon.
Documentos orçamentários também mencionam planos para integrar o míssil no bombardeiro B-52.
Eu defendo que a FAB ou a MB, tanto faz, tenha um esquadrão de caças Gripen capacitados para o lançamento do mísseis antinavio. Neste momento, sabemos que o Gripen opera o RBS, mas a médio prazo seria o Mansup-versão Ar-mar. Acho que os argentinos mostraram qual é a estratégia de defesa contra uma força-tarefa agressora… 1) aviões com mísseis antinavioa (os argentinos usaram com sucesso o exocet) com capacdade de abastecimento aéreo e apoio de aviões com alerta/radar 2) submarinos A Argentina fez excelente uso dos aviões mas foi incapaz de colocar os seus submarinos contra a força-tarefa inglesa. Acho… Read more »
Camargo não há diferença significativa entre as 3 versões do ^Exocet^ o que muda é a plataforma de lançamento e não existe uma versão do ^RBS^ para lançamento por submarino caso houvesse seria como o ^SM 39^.
E o ^Pinguin^ apesar de anti navio é de outra categoria que o ^Exocet^ , um não exclui o outro, complementam-se.
SIm.
O que comentei é que de memória eu lembrava dos Exocet e dos Pinguin… mas creio que a MB deve ter outros, incluindo o Mansup… o inventário da MB de mísseis é amplo
De fato, os Exocet são da mesma famlia… mas a MB tem uma lista enorme de mísseis antinnavio. em algum momento vai ter que organizar este inventários. Sobe o RBS, penso em um esquadrão de Gripen (pode ser da FAB ou da MB, tanto faz) fazendo o mesmo que os Mirage III argentinos fizeram na guerra das Malvinas.. talvez em algum momento no futuro exista um ManSup lançado de aviões.
Pelo que lembro a MB teria ou já tem SM39 para os Scorpenes. Não sei se os Tupis tinham capacidade de lançar misses exocet;
As fragilidades britânicas que permitiram o sucesso dos ataques já não existem mais em nenhuma marinha minimamente atualizada. Se Gripen tentar voar baixo pra encaixar MANSup num costado agressor vai ser abatido a meio caminho, se os defensores não estiverem com sangue nos olhos. Qualquer hangar com Gripen (ou AH-15B e SH-16) é alvo primário e prioritário. O mesmo com doca com Riachuelos ou Tamandarés. E a gente ainda facilita concentrando os meios… De toda forma ASM não é arma infalível – tem um naipe de dispositivos de defesa pra seduzir, confundir, embaralhar ou explodir um incoming ASM. Nem ASM… Read more »
Podemos dispersar meios. O país é enorme, tamanho continental. Imagine procurar um número relativamente limitado de meios que tem capacidade de decolar de pequenos trechos de rodovia, dispersados, podendo decolar de locais individualmente, e serem coordenados contra alvos marítimos quando já estiverem no ar via datalink criptografado, inclusive com ações de decoys.
Aliás, pode-se usar decoys espalhadas por pontos ‘suspeitos’ para justamente fazer ao inimigo crer que toda a frota de Gripens já pode ter sido totalmente eliminada.
Então sim, tem como fazer em casos extremos.
Faz aqueles caças infláveis que a Ucrânia fez.
Nada diferente do que os aliados fizeram para enganar os alemães na segunda guerra.
Mas dispersar os meios só é necessário em caso de crise. Não vai acontecer algo como Pearl Harbor que foi um ataque surpresa. E as crises escalam antes disso. Deixar tudo dispersado em tempo de paz é gastar dinheiro a toa, agora se a coisa complicar, aí sim.
Exatamente. Não faz o menor sentido fazer isso no dia a dia. Em exercícios, OK, mas operacionalmente em tempos de paz é loucura.
Esses cacas vendem no Alibaba. Tem pra pronta entrega e ainda fazem customizados sob encomenda.
Olá Alex. Pois é … fica cada vez mais difícil sustentar uma defesa. Se por uma lado o litoral brasileiro é imenso, o que torna impossivel sustentar uma linha de defesa contínua, também é verdade que qualquer força-tareda agressora jamais consegiuria bloquear todo o litoral, sendo obrigada a focar em regiões críticas, como a foz o Amazonas, a Baia de Guananabara ou o a região em torno de Santos ou Paranaguá. Nós não temos as condições que o Irã teve, por exemplo, de estrangular o comércio de petróleio e fechar um estreito de interesse global até porque nossa costa é… Read more »
Tb acho! Se tivessemos dinheiro… A marinha deveria ter seu esquadrão com Rafale M ou Gripen se não for operar embarcado mesmo no futuro próximo (que é o que tudo indica). Também existe a oportunidade de compra do kwait, mais uma vez, com seus hornets que pouco voaram (li uma vez em um fórum gringo, então não sei se é confiável). São 33 F-18 C/D por lá. E eles já compraram o Super hornet e Eurofighter.
Para mim tanto faz quem pode operar um esquadrão de Gripens para ataque naval… eu até acho que faz mais sentido que isso seja uma tareda da FAB.
Não há razão para que as forças armadas brasileiras operem 2 tipos de caças….
1982.
A Guerra nas Malvinas foi em 1982.
A doutrina mudou muito nesses 40 e tantos anos.
Sim, mas o Atlãntico Sul continua imenso… e a costa brasileira continua imensa… Todo conflito precisa de uma contextualização… estou supondo que por alguma crise, uma superpotẽncia (EU ou China) ou uma potẽncia média (França, Inglatera, Índia…) decidam impor um bloqueio naval em uma regiao estratégica do Brasil (Foz do Amazonas, Guanabar, Vitória, Santos, Paranaguá) com meio de pressão… a estratégia de defesa óbvia é obrigar estra força tarefa a ficar o mais distânte possível do litoral e envolvida sob uma constrante ameaça de ataque de mísseis antinavio vindos de caças navais ou de submarinos ou de ambos, em ataques… Read more »
A ameaça não vem de potência média ou pequena. Quem nos ameaça é EUA e, futuramente, China.
O F-2 japonês é incrível.
“Um caça multifuncional F-2A da Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) lançou dois mísseis antinavio da série ASM-2…” Força Aérea. Marinha navega. Quando Marinha tem porta-aviões para assegurar supremacia aérea, Marinha tem avião orgânico. A MB poderia ter patrulha naval integrada, compartilhando informações, identificando, coordenando e respondendo. Mas…no Brasil cada cabeça tem uma sentença. Míssil Exocet, dizia Fausto Fawcett, é mais poderoso que o míssil Penguin. Maior alcance. Ogiva maior. Um míssil não exclui o outro míssil. São perfis diferentes. Tá muito frio. Tem muita chuva. Tem vento constante. Eu olho pra Serra, vejo nuvens. Eu olho pro céu… Read more »
Já que a FAB quer mandar na asa fixa, por que não compraram RBS-15 para apoiar a MB? gostaria de ver o futuro MARSUP integrado ao Gripen também.
RBS-15 não vão comprar, é muito mais provável o Mansup ar-superfície mesmo, porque ou vai ser o RBS-15 ou mansup os dois duvido muito, então é melhor o mansup mesmo porque dá mais dinheiro para nossas empresas e já que temos acesso ao código fonte e não precisamos pagar um extra para colocar o mansup é a melhor opção
Pois é…