Marinha do Brasil leva a leilão sete carros de combate SK 105 A2S classificados como sucata ferrosa

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SK-105 CFN

A Marinha do Brasil realizará, em 7 de agosto de 2026, às 10h, um leilão online e presencial para alienação de sete sucatas ferrosas de carros de combate básico Tipo II SK 105 A2S.

O certame terá como leiloeiro oficial João Emílio de Oliveira Filho, registrado na JUCERJA sob o nº 45. A participação será restrita a empresas previamente cadastradas e habilitadas, conforme as exigências do edital.

De acordo com as informações do leilão, o acesso ao certame ocorrerá pelo site do leiloeiro, somente para participantes devidamente credenciados. O processo é conduzido no âmbito da Licitação nº 014/2026, com documentação exigida prevista no item 8 do edital.

O período de credenciamento foi aberto em 20 de maio de 2026 e segue até 3 de julho de 2026. O resultado do credenciamento será divulgado em 17 de julho de 2026. As empresas que desejarem apresentar recurso terão prazo entre 17 e 24 de julho, por meio do e-mail licitacao@emgepron.gov.br.

A documentação de credenciamento deverá ser entregue na sede da EMGEPRON, localizada na Ilha das Cobras, Edifício Almirante Raphael de Azevedo Branco, s/nº, Centro, Rio de Janeiro/RJ, CEP 20180-001.

A participação no leilão é limitada a pessoas jurídicas que atendam integralmente às exigências de capacidade técnica, regularidade ambiental e habilitação jurídica, além da apresentação dos apêndices exigidos para o credenciamento. A EMGEPRON poderá realizar diligências para verificar autenticidade, vigência e regularidade dos documentos apresentados.

A vistoria dos bens é facultativa, mas recomendada para que as empresas possam formular propostas de forma adequada. O agendamento deverá ser solicitado com antecedência mínima de 24 horas pelo e-mail amorim.gabriel@marinha.mil.br, sendo considerado válido somente após confirmação.

Empresas que optarem por não realizar a vistoria deverão apresentar uma Declaração de Pleno Conhecimento, assumindo integralmente os riscos quanto ao estado, localização e condições dos bens. Nesses casos, não serão admitidas alegações posteriores de desconhecimento.

Também foi prevista uma audiência pública presencial no auditório do leiloeiro, em 26 de junho de 2026, às 9h, para esclarecimento de dúvidas sobre o edital.

A alienação dos sete carros de combate SK 105 A2S como sucata ferrosa integra o processo de desfazimento de bens militares sem destinação operacional, observando as exigências legais, técnicas e ambientais aplicáveis ao certame.■



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45 Comentários
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lucas.br

Que dê lugar aos Tulpar.

A C

Está aí uma oportunidade para quem estava pensando em comprar um carro blindado.

amarante

Se todos os foristas participarem dá pra fazer uma guarda compartilhada

Willian

Boa tarde, sei que é o poder naval, mas gostaria de constatar um fato, o acesso tecnológico e metodológico de engenharia e mecânica de hoje em dia, qualquer pessoas com alguns milhões de dolares consegue construir um tank, o unico problema é o canhão, mas em pleno seculo XXI, e se você for dono de uma empresa de defesa, o mesmo se aplica aos barcos e ate a navios como corvetas muito pequenas.

Aéreo

Com 20 anos de atraso

Jota Ká
Last edited 1 mês atrás by Jota Ká
Hilton

Deveriam ser usados como Fumacê no combate ao mosquito da dengue.

cerberosph

Mosquito voa, quem deve combater é a aeronáutica, exceto na fase de larva, ai é a marinha mesmo.

Fábio Mayer

A FAB ptrecisa de um esquadrão anti-mosquito, já! Um punhado de F-35 e uns Mirage 2000 devem dar conta…

deadeye

E um deles, quase morreu na frente kkkkkkk

deadeye

Esse dai foi o pior vexame da MB, substituiu os Cascavei que tinha no CNF por esses veiculos, que já eram obsoletos e com a linha de produção se encerrando.

Leandro Costa

Eu lembro quando esses carros chegaram. Inclusive estive em um evento em homenagem ao dia dos Fuzileiros Navais, vi demonstrações, etc. Eles faziam todo o sentido na época. O problema não eram os carros em si, mas o que sempre acontece por aqui. Em suma, não houve pensamento no substituto, e se houve, ficou pelo caminho. De qualquer forma, como não há uma estratégia unificada entre as Forças (porque não há uma estratégia para o país como um todo), qualquer decisão de compra, tanto na época, quanto hoje em dia, pode não ser a melhor decisão tomada. Vão ter que… Read more »

Rafael Gustavo de Oliveira

Concordo, eu sou até meio radical quanto a estratégia nacional de defesa, o Brasil é um país onde não tem as responsábilidades bem definida, sinceramente para mim toda a parte litoranea deveria ser responsabilidade dos fuzileiros navais, tiraria todas OM do exercito de lá….ou seja, fronteira litoranea CFN e Marinha, fronteira seca Exercito…tem cidade litoranea com OM das 3 forças armadas o que não faz sentido para um modelo economico atual…em caso de necessidade guerra aí o papo muda.

Joao

O posicionamento das OM não obedece esse sentido. O ideal seria a centralização em fortes, porém não há recurso para isso. Além disso, não é qualquer cidade ou região que suporta manter uma ou mais OM, em militares para servir, fornecedores de materiais, de alimentos e até mesmo de moradia para alugar. É mais barato e mais sustentável manter unidades próximas dos grandes centros e desloca-las em caso de conflito para a fronteira q se fizer necessária, do q manter desde já lá. Os Fuzileiros Navais são tropas para projeção de poder em terra e segurança de instalações importantes pra… Read more »

Rafael Gustavo de Oliveira

Não obedece pois não há incentivo Estatal, pelo visto o única coisa que se sustenta (inclusive com apoio logístico) longe dos centros urbanos é o crime organizado né?! se da forma como pensa está bom (para os militares)….nada vai mudar…. Estive recentemente na fronteira, o trabalho da PF e do Exercito por lá é nobre porém ineficaz, todo mundo coloca o custo das forças armadas, mas poucos colocam o custo Estado brasileiro como segurança publica como um todo, se o custo de manter a tropa em fronteira livrar grandes centros urbanos da criminalidade a balança vai equilibrar meu caro….você sabe… Read more »

Joao

Põe o exército americano e chinês todo, e não adianta…
Tem demanda

Acaba com a demanda e o “não dá em nada” pro tráfico, q muda muito.

Além disso, pra atuar na fronteira, além de não precisar, é melhor ainda q não se baseie na fronteira.

Rafael Oliveira

Os EUA não conseguem vigiar a fronteira com o México que é muito menor e com terreno mais fácil se vigiar.
É muita ingenuidade achar que o Brasil conseguiria.
Não tem dinheiro que sustente essa vigilância. Enquanto Tiger gente querendo usar droga, vai ter gente querendo vender.

Alex Barreto Cypriano

Um Kurassier pesa vazio umas 15,5 toneladas. A preço de sucata, 1 ou 2 Reais por quilo, cada vale 15 a 30 mil Reais. O lote com 7, 105 a 210 mil Reais. Já li que pode chegar a 17 Reais o quilo, nalguns casos. Se esse for um desses casos, cada SK-105 A2 valeria uns 263 mil Reais e o lote, 1,845 milhões de Reais. Extraordinariamente caro apenas pra ser refundido (se é que o será) com aço novo…

Joao

Sabe quanto custa a fiação dentro dele? Muitas de ouro?

Alex Barreto Cypriano

E deixaram ouro lá dentro? Que falta de profissionalismo…

Joao

Sabe quanto custa pra tirar?

Falta de conhecimento….

Alex Barreto Cypriano

Não sei quanto custa tirar. Responda: quanto custa?

Camargoer.

Olá Alex.

Eu acho que existe pouco coisa que dá para recuperar algum valor. Se for tirar todo o cobre dos cabos, deve somar um ou dois quilogramas. Vai tudo para sucata mesmo.

Rafael Oliveira

Talvez desperte interesse de colecionadores se for possível deixar minimamente apresentável (mesmo que seja incapaz de rodar).

Está para inaugurar o Bravura Park em Santa Catarina focado em veículos e “atividades ” militares. Talvez tenham interesse no SK-105.

Joao

Qual o problema da fumaça em marcha lenta?
Frescura

Dagor Dagorath

Aquela fumaça negra oriunda de combustão aumenta muito a assinatura térmica do veículo. Em um conflito seria um facilitador enorme para a detecção pelo inimigo.

Adriano

Não esqueça de incluir em sua tese qual o empecílho de acoplar uma impressora a urna eletrônica, grato.

Dalton

EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.

Osvaldo Marcilio Junior

Já passou da hora do Corpo de Fuzileiros Navais substituir seus Carros de Combate…ADSUMUS!!

Jan

Boa noite! Existe algum substituto em vista?

Camargoer.

Boa pergunta.

A MB compra pequenas quantodades de veículos para o CFN, quase sempre dispensando licitação.

Quais seriam os carros de combate que serviriam para o CFN hoje?

José Gregório

A MB só tinha 7 carros????? Meu Deus, que miséria!!!!!

Leandro Costa

Eram 18, salvo engano.

Koprowski

17 + 1

Adriano Madureira

18?! Que miséria! Só de saber desse número me dá vergonha…



deadeye

Foram canabalizados com o tempo, a linha de produção fechou em 2001 e achar peças de resposição é dificil.

willhorv

O mundo se armando…a passos largos…notícias de investimentos em todas as áreas militares…milhares de empregos sendo gerados…novas tecnologias sendo apresentadas, e a notícia de nossas FAAs é um leilão de sucatas…triste.

Retrato de um país que o que tem beira a algo obsoleto, o que é bom se tem muito pouco, e o rombo do ralo administrativo e sua incompetência é gigantesca!

Para um país deste porte….muita coisa está, continua e pelo visto vai continuar errado.

Lamento muito isto.

Marcelo Freitas

Isso não deveria ser anunciado.
Chega a ser patético.

Esteves

50 anos. Um veículo de 50 anos.

A MB ainda tem Opala?

Saldanha da Gama

Se tiver, pelo menos a correia não é banhada a óleo…

Camargoer.

Talvez Dodge Dart… automático.

BVR

Alguns para servirem de alvo para empresas da BID e outros para as próprias forças.

RDX

Em 2001 fazia todo sentido comprar o SK-105. 25 anos atrás o CFN empregava basicamente blindados AAV-7 e M113, ambos sobre lagartas. Logo, o ideal era comprar um blindado sobre lagarta, armado com canhão com boa capacidade anticarro e compatível com os meios de desembarque da MB. O único blindado com tais características disponível no mercado era o SK-105. Anos depois o CFN comprou o Piranha IIIC e mais recentemente o JLTV, ambos sobre rodas. Desnecessário dizer que o blindado perfeito para substituir o SK-105 é o Centauro II.

Adriano Madureira

Como não tenho grana suficiente para tal luxo, eu compraria as rodas de apoio para fazer uns banquinhos…

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Cosmo

Para qual doutrina serviram esses carros de combate no CFN? Será que ninguém na MB estuda sério no nível da liderança estratégica? É sempre essa conversa de “oportunidade” na hora de comprar. Não existe um cérebro que consegue mais ou menos prever para onde vai o rumo da guerra? A MB, das três Forças, parece ser a que mais chega atrasada em termos do que está acontecendo no mundo militar. Adquirem meios que estão a ponto de serem superados e que, inclusive, deveriam antes de mais nada serem produzidos no Brasil. Sim, esses veículos austríacos eram bons, mas eram bons… Read more »