China e Rússia iniciam exercício naval ‘Joint Sea 2026’ em Qingdao
Varyag
Qingdao, China – As Marinhas da China e da Rússia iniciaram nesta segunda-feira, 6 de julho, o exercício naval “Joint Sea 2026” em um porto militar de Qingdao, na província de Shandong, no leste da China. A atividade faz parte do calendário anual de cooperação militar entre os dois países e será realizada em águas e espaço aéreo próximos à cidade costeira chinesa até 13 de julho.
Segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa, foi estabelecido um comando conjunto composto por forças-tarefa das duas Marinhas. O exercício será dividido em três fases: concentração das forças, planejamento em porto e operações no mar. A fase de reunião dos meios foi concluída no domingo, 5 de julho, com a chegada dos navios russos a Qingdao.
Após a cerimônia de abertura, as duas forças realizaram treinamentos de coordenação de comando e tática. O comando conjunto também discutiu os principais temas da fase naval, que incluirá reconhecimento conjunto, defesa aérea e antimíssil, operações de ataque marítimo e emprego real de armamentos.
A força russa destacada para o “Joint Sea 2026” inclui o cruzador de mísseis Varyag, a fragata Surovy, o submarino Ufa e o navio de salvamento Igor Belousov. Pelo lado chinês, participam os contratorpedeiros Kaifeng e Anshan, a fragata Wuhu, o navio de apoio logístico Kekexilihu, o navio de resgate submarino Yangchenghu e um submarino, além de helicópteros embarcados e fuzileiros navais.
De acordo com o Ministério da Defesa da China, o exercício tem como objetivo “responder conjuntamente a desafios de segurança” e contribuir para a manutenção da paz e da estabilidade regional. Após a conclusão das manobras, parte das forças chinesas e russas deverá seguir para áreas do Oceano Pacífico para a realização de uma patrulha marítima conjunta.

O Kremlin também procurou minimizar interpretações de ameaça. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que as manobras “não são dirigidas contra ninguém” e que a cooperação naval entre Moscou e Pequim contribui para a previsibilidade e a segurança regional. O contra-almirante russo Sergei Sinko declarou, durante a abertura do exercício, que a atividade levará a cooperação naval bilateral a um novo patamar e tem caráter defensivo.
Apesar das declarações oficiais, o exercício ocorre em um momento de crescente atividade naval chinesa no Pacífico Ocidental. Autoridades de Taiwan afirmaram nesta segunda-feira que acompanham uma tendência de aumento dos movimentos navais chineses durante o período de maior concentração de exercícios militares, entre julho e setembro. Segundo Taipé, China e Rússia buscam desenvolver operações capazes de desafiar a estratégia de negação e defesa liderada pelos Estados Unidos e seus aliados na chamada Primeira Cadeia de Ilhas, que se estende do Japão às Filipinas, passando por Taiwan.

Do ponto de vista estratégico, o “Joint Sea 2026” reforça a consolidação da parceria militar sino-russa no domínio marítimo. A presença de meios de superfície, submarinos, navios de apoio, resgate submarino, helicópteros e fuzileiros navais indica uma manobra voltada não apenas à demonstração política, mas também ao aperfeiçoamento da interoperabilidade em cenários de guerra naval moderna.
A escolha de Qingdao, importante base naval chinesa no Mar Amarelo, também tem valor simbólico e operacional. A região permite treinamento próximo à Península Coreana, ao Mar do Japão, ao Mar da China Oriental e às rotas de acesso ao Pacífico Ocidental, áreas de crescente competição estratégica entre China, Rússia, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Taiwan.■


A Rússia, com raríssimas exceções, com os mesmos navios dos exercícios conjuntos de 30-40 anos atrás. Mas é isso, dinheiro não cai do céu.
Depois da guerra da Ucrania a Russia não assuta ninguém mais.
Essa velharias hoje são vistas como alvos para drones mandar para o fundo do mar.
Só o Navio Varyag tem 37 anos. O Surovy tem 3 anos, Ufa 4 anos e o Igor Belousov 11 anos