Reino Unido condena aproximação ‘insegura e não profissional’ de avião russo ao HMS Prince of Wales
Londres – O governo britânico condenou a atuação de uma aeronave de patrulha marítima russa Tu-142 Bear-F que se aproximou do porta-aviões HMS Prince of Wales, navio-capitânia da Royal Navy, durante operações da OTAN no Mar da Noruega. Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, a aeronave russa voou “desnecessariamente perto” do grupo-tarefa britânico, lançou múltiplas sonoboias nas proximidades do porta-aviões e não respondeu às chamadas feitas em frequências internacionais de segurança.
O incidente ocorreu na quinta-feira, 2 de julho de 2026, em águas internacionais no Mar da Noruega, enquanto o Carrier Strike Group britânico operava no High North no âmbito da Operation Firecrest. Dois caças F-35B Lightning II, embarcados no HMS Prince of Wales, foram acionados para interceptar e escoltar o Tu-142 até que a aeronave deixasse a área.
De acordo com a Reuters, o Ministério da Defesa britânico classificou a ação como “unsafe and unprofessional”, destacando que o Bear-F passou em baixa altitude e lançou grande número de sonoboias próximas ao porta-aviões. Esses dispositivos são sensores acústicos descartáveis usados para detectar e rastrear submarinos, mas também podem coletar dados de assinatura acústica de navios de superfície e formações navais.

F-35B em missão de policiamento aéreo da OTAN
O episódio ocorreu em um momento simbólico para a aviação naval britânica. O HMS Prince of Wales lidera um grupo de ataque composto, entre outros meios, pelo destróier Type 45 HMS Duncan e pelo navio-tanque RFA Tidespring, em missão de segurança no Atlântico Norte e no Ártico. Segundo o governo britânico, esta é a primeira vez que missões de policiamento aéreo da OTAN são conduzidas por caças F-35 a partir de um porta-aviões europeu.
O porta-aviões está operando ao largo da Islândia sob comando da OTAN, com os F-35 britânicos patrulhando os céus da região em apoio à defesa aérea aliada. A missão ocorre em um contexto de aumento da atividade russa no Atlântico Norte, no Ártico e na chamada lacuna GIUK — área estratégica entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido.
Visita ministerial a bordo
Pouco antes da divulgação do incidente, o secretário de Defesa britânico, Dan Jarvis, e a ministra das Relações Exteriores da Islândia, Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, visitaram o HMS Prince of Wales durante sua missão no Atlântico Norte. Jarvis afirmou que deslocamentos desse tipo fortalecem a dissuasão e a defesa da OTAN, acrescentando que o Reino Unido pretende investir £298 bilhões nos próximos quatro anos para reforçar prontidão, equipamentos e tecnologia militar.
A chanceler islandesa declarou que a presença do grupo de ataque britânico representa uma demonstração clara do reforço da OTAN em uma região estrategicamente importante, marcada por crescente competição militar e mudanças ambientais que ampliam a acessibilidade do Ártico.
Reino Unido assume funções ampliadas na OTAN
A presença do HMS Prince of Wales no High North coincide com a ampliação do papel britânico dentro da estrutura de reação rápida da OTAN. Em 1º de julho, as Forças de Operações Especiais do Reino Unido assumiram a liderança do comando de operações especiais da Allied Reaction Force. Ao mesmo tempo, Londres também assumiu o comando do componente marítimo da força, com o HMS Queen Elizabeth previsto para servir como quartel-general flutuante ainda este ano.
A operação também se insere na estratégia britânica de proteger cabos submarinos, oleodutos, gasodutos e outras infraestruturas críticas no Atlântico Norte. Em fevereiro, o Ministério da Defesa já havia anunciado a Operation Firecrest como uma resposta ao crescimento da atividade naval russa, citando um aumento de 30% na presença de embarcações russas ameaçando águas britânicas nos dois anos anteriores.■

FOTOS: MOD UK





Se fosse ao contrário os Jatos Russo já teriam despejado descarga das turbinas encima do bombardeiro. Ou até lançado gasolina…. OTAN é muito fraca …
Não respondeu a altura ….
Fornecer misseis de cruzeiro para Ucrânia eles não acharam inseguro?
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Sempre que um avião russo ou chinês é interceptado a nota oficial diz que eles foram não profissionais e representaram risco de acidentes. Isso faz parte do controle da narrativa. A OTAN precisa ter o monopólio moral da guerra.
Olha, eu me lembro de um caso com os J-20 chineses que disseram que os mesmos foram profissionais. Acho que deles não costumam falar isso.
Tem um pouco de narrativa aí com certeza, mas acho que os russos são meio sem noção mesmo. Existe um vídeo no YT de um navio militar russo se aproximando de um dos EUA e é bem bizarro.
Não. A maioria das vezes a notícia é apenas sobre a interceptação. Mas quando fazem algo diferente e/ou realmente inseguro, a notícia fica desse jeito.
Deu rasante igual ao Pete Maverick sobre a torre de controle do PA? Derrubou o café do Almirante?
Muito bem lembrado kkkkkkkkkkkkk.
Agora, se um F-14 passando em PC pela ponte foi uma bela visão, imagina um Tu-142 Bear!
Royal Navy de hoje é nem a sombra do que já foi.
Um CSG deixando um BOMBADEIRO chegar tão perto assim é vergonhoso.
O TU-142 não e a versão de bombardeio e a versão de patrulha naval de longo alcance.
Você não sabe o que fala.
https://kiwifarms.st/attachments/tu-bear-jpg.777991/
Pessoal acha que é só chegar perto que pode abrir fogo. Se eles não atiraram, você não pode atirar. Os países não estão em guerra pra isso.
Ainda bem que eles estão bem tranquilos aqui comentando nesse site e não comandando navios.
Desceu pro play é para brincar.
Parece até piada, mas é só a ironia britânica, eles fazem centenas de voos diários nas fronteiras russas para designar alvos para os “ucranianos” atacarem com os mísseis storshadows e flamingo produzido com suporte dos britânicos. Sem falar da pura pirataria de roubo de petróleo russo em navios apreendidos, a sorte deles é que Putin tem o mesmo defeito do último tsar russo, achar que pode ser aceito na Europa e sonhar com uma integração mesmo com os ataques.
Agora eu não sei se você está falando sério, demonstrando extremo desconhecimento sobre o assunto ou se você está brincando. Bem… talvez você seja novo também, não sei. Mas as ‘centenas de vôos diários’ (impossível, mas ok) nas fronteiras Russas repassando informações para pontaria dos mísseis Ucranianos, vendidos pelos próprio Ingleses não é nada novo. Esse tipo de coisa sempre aconteceu. Vou dar um exemplo clássico. No Vietnã os Soviéticos venderam mísseis antiaéreos para os Vietnamitas, os treinaram no uso desses mísseis e passava informações sobre as aeronaves Americanas para que os Vietnamitas tivessem alerta antecipado de quando as aeronaves… Read more »