Guardas-marinha do Brasil, Myanmar e Tailândia concluem treinamento a bordo de navio da Marinha Chinesa
Qi Jiguang
Ho Chi Minh City, Vietnã – Guardas-marinha estrangeiros embarcados no Grupo-Tarefa 83 da Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLA Navy) concluíram seus programas de treinamento a bordo e desembarcaram para retornar a seus países de origem após a chegada da força naval chinesa ao Vietnã, em 5 de julho.
A formação chinesa é liderada pelo navio de treinamento Qi Jiguang (indicativo visual 83), que chegou a Ho Chi Minh City como parte de uma missão de cruzeiro de instrução e visita ao exterior. Segundo publicação oficial da Marinha chinesa, os militares estrangeiros participantes eram provenientes do Brasil, Myanmar e Tailândia.
Durante a missão, o grupo-tarefa organizou atividades conjuntas entre cadetes chineses e estrangeiros, incluindo treinamentos mistos, palestras especializadas para os alunos internacionais e experiências ligadas à cultura tradicional chinesa. De acordo com a Marinha chinesa, as atividades buscaram promover intercâmbio, aprendizado mútuo e laços de amizade entre os participantes.
A visita ao Vietnã integra uma etapa mais ampla da missão internacional do Grupo-Tarefa 83. De acordo com a agência VietnamPlus, a força naval chinesa chegou a Ho Chi Minh City em 5 de julho para uma visita de boa vontade de cinco dias, voltada ao fortalecimento da cooperação de defesa e do entendimento mútuo entre as Marinhas da China e do Vietnã.
A flotilha é composta pelo navio de treinamento Qi Jiguang e pelo navio-doca de desembarque anfíbio Kunlun Shan (998). O Qi Jiguang, que atua como navio-capitânia do grupo, atracou no Porto de Lotus, enquanto o Kunlun Shan permaneceu fundeado ao largo de Vung Tau por razões técnicas e de segurança.
Durante a escala em Ho Chi Minh City, comandantes e tripulantes chineses têm previsão de participar de atividades protocolares, intercâmbios esportivos, visitas a locais históricos e encontros com autoridades militares e civis vietnamitas. A programação inclui contatos com lideranças da cidade, do Comando da Região Militar 7 e da Região Naval 2 do Vietnã.
A presença de alunos estrangeiros a bordo do Qi Jiguang destaca o papel desse tipo de missão como instrumento de diplomacia naval. Além da formação prática em navegação, rotina de bordo e coordenação em ambiente marítimo, o cruzeiro permite à Marinha chinesa ampliar contatos com futuras gerações de oficiais de países parceiros.
Do ponto de vista estratégico, a participação de guardas-marinha do Brasil, Myanmar e Tailândia realça a iniciativa chinesa de projetar influência por meio de programas de formação, intercâmbio militar e presença naval regular em portos estrangeiros. Para Pequim, missões desse tipo ajudam a apresentar a PLA Navy como uma marinha de alcance global, capaz de combinar treinamento, diplomacia e cooperação internacional.■

É bom intercambiar e conhecer outras marinhas além do OTANistão, enriquece a formação…
Exatamente! Sempre são bem vindos novos aprendizados e treinamentos conjuntos.