Esquadra - 2

Por Gabriel Silva Castro
Graduando de Direito na Universidade Católica de Salvador (UCSAL)

Introdução

O presente trabalho propõe uma reflexão crítico-analítica acerca do dimensionamento estratégico e da composição material da esquadra da Marinha do Brasil (MB), avaliando as limitações operacionais da Força frente às crescentes demandas de soberania no Atlântico Sul. Para além de uma abordagem estritamente militar, a presente investigação busca compreender o desenvolvimento do Poder Naval sob a ótica da sua viabilidade prática, sopesando os complexos fatores políticos, socioeconômicos e culturais que historicamente moldaram — e, por vezes, limitaram — o orçamento e o reaparelhamento das Forças Armadas no período pós-redemocratização.

O problema central de pesquisa estrutura-se na evidente assimetria entre a vastidão das águas jurisdicionais brasileiras — expressa no conceito estratégico e jurídico da “Amazônia Azul” e adensada pelas recentes e massivas descobertas de hidrocarbonetos na Margem Equatorial — e o acelerado processo de obsolescência e desincorporação de meios navais de primeira linha (escoltas, submarinos e vetores aéreos táticos). Diante desse gargalo geopolítico e logístico, o estudo justifica-se pela necessidade premente de pautar o debate de Defesa Nacional não sob premissas utópicas, mas a partir de soluções pragmáticas de curto e médio prazo, exequíveis dentro da realidade fiscal do país.

Para tanto, este estudo estrutura-se em duas vertentes complementares. Primeiramente, realiza-se um diagnóstico quantitativo e qualitativo do atual inventário da esquadra, contrastando-o com o cenário de ameaças e o histórico de engajamento estratégico nacional. Em um segundo momento, articulam-se propostas concretas de reestruturação doutrinária, descentralização espacial da frota (por meio da criação de uma Segunda Esquadra nas regiões Norte/Nordeste) e otimização de recursos de pessoal. Por fim, o trabalho ingressa na esfera do Direito Constitucional e Financeiro, analisando as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) n.º 55/2023 e n.º 17/2022 como os mecanismos de engenharia jurídica essenciais para conferir estabilidade, blindagem e previsibilidade plurianual aos investimentos estratégicos necessários à salvaguarda da soberania brasileira em suas águas jurisdicionais.

1. O Cenário Atual

Atualmente, a esquadra brasileira conta com 24 meios navais. Desse total, apenas 14 possuem, de fato, capacidade ofensiva e, dentre estes, somente 8 atuam como meios de escolta. Uma análise preliminar evidencia a insuficiência dessa força para a salvaguarda do litoral brasileiro em cenários de guerra declarada ou em ações de defesa operacional. O desafio ganha escala ao projetá-lo sobre a geografia nacional: a costa brasileira possui 7.367 km de extensão em linha reta que, ao contabilizar reentrâncias e saliências (como baías e recortes), totaliza 10.959 km, configurando o 13º maior litoral do mundo (ALBUQUERQUE, 2017).

A atual força de escolta (composta por fragatas e corvetas) é estruturada da seguinte forma:

  • 1 Fragata Classe Tamandaré (em fase final de testes e próxima da incorporação, com outras 3 unidades em construção);
  • 5 Fragatas Classe Niterói (incorporadas em meados da década de 1970 e próximas do descomissionamento);
  • 1 Fragata Classe Greenhalgh (também oriunda da década de 1970);
  • 1 Corveta Classe Barroso (incorporada em 2008).

Para fins comparativos, em 2003 a Marinha do Brasil (MB) dispunha de 14 meios de escolta — incluindo 4 corvetas da Classe Inhaúma, 6 fragatas da Classe Niterói e 4 fragatas da Classe Greenhalgh —, o que representava quase o dobro do inventário atual. Diante do descomissionamento iminente das unidades das classes Niterói e Greenhalgh, previsto para até 2030, constata-se que o recebimento das 4 fragatas programadas da Classe Tamandaré será insuficiente para suprir a lacuna operacional deixada (MARINHA DO BRASIL, 2020).

O cenário na Força de Submarinos revela um panorama semelhante. Hoje, a MB opera 4 navios: 1 da Classe Tupi, 1 da Classe Tikuna e 2 da Classe Riachuelo (com outros 2 em construção). Embora o planejamento teórico aponte para uma frota de 6 submarinos no curto prazo, a realidade factual — marcada pelo processo já iniciado de desincorporação de unidades da Classe Tupi — indica que a desativação iminente dos meios remanescentes das classes Tupi e Tikuna reduzirá a força efetiva a apenas 4 submarinos da Classe Riachuelo (ROCHA, 2022).

Soma-se a isso o desafio estratégico da Marinha do Brasil dispor de apenas uma esquadra, sediada no Rio de Janeiro. Essa centralização geográfica impõe severas restrições logísticas, resultando no deslocamento tardio e no desgaste desnecessário da frota diante de uma eventual necessidade de ação defensiva na Foz do Amazonas — considerada um dos cenários operacionais mais prováveis de crise (SOUZA, 2018).

Esse gargalo estratégico evidenciou-se historicamente na chamada “Guerra da Lagosta”, na década de 1960. Durante o auge das tensões, a esquadra francesa, baseada no litoral do Senegal (na costa oeste africana), e a esquadra brasileira, sediada em território fluminense, encontravam-se praticamente à mesma distância náutica do teatro de operações no litoral norte/nordeste do Brasil.

A aviação de asa fixa da Força Aeronaval constitui outra frente de profunda preocupação. Atualmente, o Brasil figura como o último operador militar do Douglas A-4 Skyhawk no mundo, um caça de ataque emblemático projetado nos anos 1950 e consolidado na década de 1960. Adquiridas de segunda mão junto ao Kuwait no final dos anos 1990, as 23 unidades originais tinham como propósito inicial compor o grupo aéreo embarcado do Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais e, posteriormente, do Navio-Aeródromo (NAe) São Paulo (GALANTE, 2020).

Entretanto, as recorrentes falhas estruturais e técnicas do porta-aviões limitaram drasticamente a atividade aérea a bordo, resultando no subsequente descomissionamento e afundamento do navio em 2023. Passados quase trinta anos da aquisição dos jatos (localmente designados como AF-1), restam menos de cinco aeronaves em condições operativas no inventário, cuja sobrevida é assegurada por um programa de modernização parcial. No horizonte estratégico da Força, não há qualquer previsão orçamentária ou doutrinária para a aquisição de um novo navio-aeródromo ou de vetores modernos capazes de substituir os antigos A-4, colocando em xeque o futuro da aviação de combate embarcada na Marinha (FLORES, 2002).

2. A Marinha “Viável”

A gênese desse panorama de obsolescência reside, em grande medida, no contingenciamento orçamentário e no relativo descaso político direcionado às Forças

Armadas durante o período pós-redemocratização — reflexo, inclusive, de um sentimento de revanchismo político herdado do período ditatorial (FUCILLE, 2006). Diante disso, o debate deve centrar-se em soluções pragmáticas de curto e médio prazo para reverter o esvaziamento operacional da Marinha do Brasil.

2.1 Reestruturação da Força de Escolta

Fragata Tamandaré – F200

No curto prazo, a prioridade máxima da MB deve ser a conclusão do primeiro lote de 4 unidades da Classe Tamandaré. Paralelamente, torna-se estratégico negociar um segundo lote de 10 unidades. Como a construção ocorre em território nacional, a continuidade do programa preserva a cadeia de suprimentos e o parque industrial já mobilizados, evitando o pesado ônus financeiro de uma desmobilização e posterior retomada do setor (MARINHA DO BRASIL, 2020).

Para acelerar esse processo de reestruturação, o ideal seria avaliar a construção paralela de parte dessas unidades em estaleiros alemães, acelerando a entrega dos meios à esquadra.

FREMM Alpino – F594

Complementarmente, a MB poderia buscar uma compra de oportunidade de duas fragatas pesadas da classe FREMM (Fregata Europea Multi-Missione) junto à Itália. O modelo de negócios seguiria o exemplo recente da Marinha Helênica (Grécia), que adquiriu duas embarcações operacionais da Marinha Italiana com opção de compra para mais duas (formato 2+2).

Com esse arranjo, a Força de Escolta brasileira passaria a contar com cerca de 14 fragatas leves (aproximadamente 3.500 toneladas) e 2 fragatas pesadas (6.700 toneladas), garantindo estabilidade operacional para os próximos 30 anos.

2.2 Expansão da Força de Submarinos e Capacidade Anfíbia

Submarino Riachuelo S40

A Força de Submarinos também demanda atenção urgente. Sugere-se a expansão do PROSUB para elevar o inventário final de 4 para 8 unidades de propulsão convencional (Classe Riachuelo), além de estabelecer a meta de 2 unidades de propulsão nuclear (ROCHA, 2022). Essa ampliação justifica-se pelo duplo papel estratégico do vetor: a negação do uso do mar ao inimigo em tempos de guerra e a dissuasão por meio de patrulhas de longa duração em tempos de paz (BRASIL, 2008).

No tocante à projeção de poder sobre terra, a Marinha do Brasil já adquiriu um navio de assalto anfíbio da Classe Albion (HMS Bulwark, futuro NDM Oiapoque) junto à Marinha Real Britânica por meio de compra de oportunidade. Sendo um meio com metade da vida útil e de ampla utilização, ele possui grande versatilidade para operações de desembarque anfíbio e missões aéreas de asa rotativa, complementando perfeitamente a nau capitânia da esquadra, o NAM Atlântico.

Para compor a 2ª Esquadra, será necessária a aquisição futura de mais navios de desembarque anfíbio.

2.3 Fortalecimento da Patrulha Costeira e Oceânica

O NPaOc Araguari e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo ao fundo – Foto via drone: Suboficial Wallace

Pensando no descomissionamento dos navios da Classe Grajaú na próxima década, a ampliação dos meios de patrulha é imperativa. A solução mais viável é dar continuidade à produção nacional dos Navios-Patrulha (NPa) da Classe Macaé, visando atingir uma frota de 20 unidades. Para a patrulha oceânica, recomenda-se a aquisição de mais três unidades da Classe Amazonas (NPaOc), aproveitando que o projeto já é amplamente conhecido, testado e logisticamente integrado à MB (MARINHA DO BRASIL, 2020).

2.4 Reformulação da Doutrina Aeronaval

Sea Gripen da MB na LAAD 2015
Modelo  do Sea Gripen da MB na LAAD 2015

Por fim, no âmbito da Força Aeronaval, a MB deveria abdicar definitivamente da manutenção de caças de asa fixa embarcados. O custo proibitivo de construção e manutenção de um Navio-Aeródromo moderno, somado ao valor de aquisição de um grupo aéreo embarcado atualizado, torna essa ambição financeiramente inviável (FLORES, 2002).

Uma alternativa viável passaria por uma solução conjunta e integrada com a Força Aérea Brasileira (FAB). Atualmente, a FAB também enfrenta restrições estruturais em sua aviação de caça: a substituição gradual dos veteranos F-5M e A-1M (AMX) pelos modernos F-39 Gripen E/F encontra-se limitada ao lote inicial de 36 unidades, quantidade insuficiente para cobrir o hiato operacional e garantir a defesa aeroespacial do país.

Para mitigar esse cenário, o Brasil poderia adotar um modelo de negócios semelhante ao proposto recentemente pela SAAB a outras nações. Essa estratégia envolve a cessão temporária ou aquisição de caças Gripen nas versões C/D (geração anterior, porém altamente operacionais) como um vetor de transição enquanto as unidades da versão E/F são fabricadas e entregues.

Caça Gripen com mísseis antinavio RBS-15

No contexto nacional, o diferencial estratégico ocorreria após o recebimento total dos caças de última geração pela FAB: em vez de devolver as células da versão C/D à Suécia, essas aeronaves seriam transferidas para a Marinha do Brasil. Essa triangulação solucionaria o gargalo logístico que hoje condena o Esquadrão VF-1 (sediado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia) à obsolescência com os remanescentes AF-1 (A-4 Skyhawk), unificando a cadeia de suprimentos, o treinamento de pilotos e a manutenção de motores entre as duas Forças.

Embora o Gripen C/D seja uma plataforma exclusivamente de operação a partir de terra — uma vez que a conversão de um caça convencional para operações embarcadas exige mudanças estruturais profundas e complexas de engenharia —, essa limitação não anula sua utilidade para a MB (SAAB GROUP, 2021). Operando a partir de bases terrestres ao longo do extenso litoral brasileiro, o esquadrão aeronaval reestruturado poderia alinhar entre 12 e 24 unidades do Gripen C/D. Essa frota atuaria na defesa de pontos focais da Amazônia Azul e no apoio tático à esquadra, servindo como uma sólida base doutrinária até que, no longo prazo, as condições orçamentárias permitam a transição para a versão navalizada definitiva do vetor (o projeto Sea Gripen).

2.5 A Criação da 2ª Esquadra

Para solucionar o gargalo logístico e estratégico da centralização naval, torna-se de extrema importância a criação de uma Segunda Esquadra (SOUZA, 2018). Essa nova força deveria ser sediada na Região Nordeste — tendo a Base Naval de Natal (BNN) como forte candidata devido à sua infraestrutura existente e posição geoestratégica — ou na Região Norte, o que demandaria a construção de uma nova base naval nas proximidades do Amapá para dar suporte logístico direto à Foz do Amazonas e permitir o adestramento permanente das tripulações nas complexas condições fluviomarítimas e de severas correntes da Margem Equatorial.

Com a descentralização, os meios navais de primeira linha seriam distribuídos da seguinte forma:

1ª Esquadra (Sede: Niterói/RJ)

  • 1 Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM)
  • 1 Navio Multipropósito
  • 8 Navios de Escolta (Fragatas)
  • 1 Navio-Tanque (NT)
  • 1 Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC)
  • 3 Navios Doca Multipropósito (NDM)

Força de Submarinos (Sede: Itaguaí/RJ):

  • 8 submarinos de propulsão convencional
  • 2 submarinos de propulsão nuclear
  • 1 Navio de Socorro Submarino (NSS)

2ª Esquadra (Sede Proposta: Natal/RN)

  • 2 Navios Multipropósito
  • 8 Navios de Escolta (Fragatas)
  • 1 Navio-Tanque (NT) — Necessária nova aquisição
  • 1 Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) — Necessária nova aquisição
  • 2 Navios Doca Multipropósito (NDM) — Necessária a aquisição de 1 unidade complementar

2.6 Reestruturação do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN)

O Corpo de Fuzileiros Navais possui atualmente um efetivo aproximado de 15 mil militares ativos. Este contingente é considerado sobredimensionado para a realidade geopolítica do Brasil, um país que não possui territórios ultramarinos relevantes e cuja doutrina de defesa não prevê a projeção de poder para a ocupação permanente de territórios estrangeiros (BRASIL, 2020).

Para efeito de comparação, os Royal Marines (Fuzileiros Navais do Reino Unido), uma das forças de elite mais operativas do mundo e com histórico de projeção global, contam com um efetivo de aproximadamente 7 mil a 9 mil militares ativos.

Esse elevado número de pessoal na força brasileira consome uma parcela substancial do orçamento da Marinha com a folha de pagamento de salários e pensões — recursos que poderiam ser redirecionados para o custeio de programas estratégicos e modernização tecnológica. Estima-se que os gastos anuais apenas com os vencimentos do pessoal ativo do CFN aproximem-se dos 900 milhões de reais, excluindo o passivo de inativos e pensionistas (LESKE; SILVA, 2021).

Uma redução gradual e planejada desse efetivo geraria um incremento orçamentário significativo, permitindo maior fôlego financeiro para o investimento em novos vetores, manutenção adequada da frota existente e pesquisa e desenvolvimento no setor de defesa.

3. Qual a necessidade de um investimento desse porte na Marinha?

Historicamente, o poder naval é um dos pilares da soberania e do desenvolvimento das grandes potências. O influente estrategista naval Alfred Thayer Mahan já defendia, no século XIX, que o controle das rotas marítimas é o fator determinante para a prosperidade e a projeção de poder de um país (MAHAN, 1890).

Uma Marinha estruturada cumpre três funções primordiais para um Estado:

  • Garantia do Comércio Exterior (Linhas de Comunicação Marítimas): Cerca de 80% a 90% do comércio global em volume é transportado por vias marítimas. Uma nação sem capacidade de proteger suas rotas de navegação fica vulnerável a bloqueios, pirataria e sanções, o que pode colapsar sua economia em dias.
  • Dissuasão e Negação do Uso do Mar: Em termos militares, uma Marinha forte não serve apenas para atacar, mas para impor respeito. Ela atua de forma dissuasiva (desestimulando agressões estrangeiras) ou através da negação do uso do mar (impedindo que uma força inimiga utilize as águas territoriais do país para projetar poder ou realizar desembarques).
  • Diplomacia Naval: Navios de guerra funcionam como embaixadas flutuantes. A presença de uma frota em águas internacionais ou em portos aliados projeta prestígio político, força e capacidade de coalizão sem a necessidade de disparar um único tiro.

3.1 A Relevância da Marinha no Cenário Brasileiro

No contexto do Brasil, a importância da Marinha do Brasil deixa de ser um conceito teórico e torna-se uma necessidade vital de sobrevivência econômica e territorial (CARVALHO; MARTINS, 2019). Isso se resume em três pilares principais:

O Brasil é um país essencialmente marítimo em sua economia. A chamada Amazônia Azul é uma área de aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados (somando a Zona Econômica Exclusiva e a Plataforma Continental estendida) sobre a qual o Brasil possui direitos de soberania e exploração econômica (BRASIL, 2020).

  • Comércio Exterior: Mais de 95% do comércio exterior brasileiro (importações e exportações) trafega por vias marítimas. Commodities agrícolas, minérios e bens manufaturados dependem da segurança dos portos e das rotas no Atlântico Sul (ALBUQUERQUE, 2017).
  • O Novo Horizonte Energético (Margem Equatorial): Historicamente, cerca de 95% do petróleo nacional é extraído de campos offshore focados nas bacias de Campos e Santos (Sudeste). Contudo, a recente confirmação e o início da exploração de gigantescas reservas de hidrocarbonetos na Margem Equatorial Brasileira — uma vasta faixa que se estende do Rio Grande do Norte até o Amapá — mudaram drasticamente o eixo estratégico do país. Essa nova fronteira petrolífera, localizada próxima à Foz do Amazonas, eleva o patamar geopolítico da região. Proteger essa nova infraestrutura crítica contra espionagem, sabotagem, acidentes ambientais ou pressões internacionais torna-se uma prioridade máxima de Defesa Nacional, justificando de forma contundente a necessidade de uma Segunda Esquadra e de meios de patrulha oceânica robustos na região Norte/Nordeste.

O Brasil possui o maior litoral do Atlântico Sul. A Marinha atua como a guardiã dessa região, que é uma rota estratégica global de tráfego de mercadorias. Além disso, a Foz do Amazonas e a região norte do país representam uma fronteira fluviomarítima crítica (MATTOS, 1981). Como a floresta dificulta o acesso terrestre, os rios e o litoral norte são as verdadeiras estradas da região. A presença da Marinha ali é fundamental para:

  • Combater crimes transnacionais (tráfico de drogas e armas);
  • Impedir a pesca ilegal e a biopirataria por frotas estrangeiras;
  • Garantir a soberania nacional em uma área cobiçada internacionalmente por sua biodiversidade e recursos hídricos.

Diferente de marinhas de potências coloniais, a Marinha do Brasil desempenha um papel social profundo no interior do país, especialmente nas regiões Amazônica e Centro-Oeste (Pantanal) através dos Distritos Navais fluviais:

  • Navios de Assistência Hospitalar (NAsH): Conhecidos pelas populações ribeirinhas como “Navios da Esperança”, essas embarcações levam atendimento médico, odontológico e distribuição de medicamentos para comunidades isoladas que não possuem hospais em terra.
  • Busca e Salvamento (SAR): A MB coordena as operações de salvamento de vidas humanas em uma gigantesca área de responsabilidade no mar e nos rios internos, fiscalizando a segurança da navegação civil e comercial.

Para o Brasil, a Marinha não é um artigo de luxo ou um instrumento de agressão; é a blindagem da infraestrutura que sustenta a economia nacional, a garantia de que o Pré-Sal e o comércio exterior continuem funcionando, e o braço do Estado que assegura a soberania e a assistência nas regiões mais isoladas do país (CARVALHO; MARTINS, 2019).

4. Engenharia Financeira e Sustentabilidade Orçamentária: Como Seria Possível?

A viabilidade de uma esquadra desdobrada, a expansão da força de submarinos e a modernização da força aeronaval dependem fundamentalmente de uma profunda reestruturação do modelo de financiamento da Defesa Nacional. Historicamente, os programas estratégicos da Marinha do Brasil sofrem com a instabilidade de recursos decorrente de contingenciamentos (bloqueios orçamentários) e da ausência de uma previsibilidade plurianual (DURANTE, 2019). Para reverter o quadro de obsolescência do poder naval e garantir o custeio dos novos meios propostos, a engenharia financeira da Força deve apoiar-se em duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) de caráter estratégico, atualmente em tramitação no Congresso Nacional.

4.1 A PEC 55/2023 e a Garantia de um Piso Orçamentário Mínimo

A Proposta de Emenda à Constituição nº 55/2023, apresentada no Senado Federal pelo Senador Carlos Portinho, visa estabelecer que o orçamento anual destinado ao Ministério da Defesa corresponda a, no mínimo, 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país (BRASIL, PEC 55/2023).

A adoção desta medida reveste-se de relevância por dois fatores principais:

  • Alinhamento Geopolítico: O índice de 2% do PIB converge com as diretrizes recomendadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para nações que buscam manter capacidades dissuasórias reais, posicionando o Brasil em pé de igualdade com potências médias globais.
  • Prevenção de Contingenciamentos: Ao fixar um patamar constitucional, a Defesa Nacional deixa de ser tratada como despesa discricionária secundária nos momentos de ajuste fiscal, assegurando que as rotinas de manutenção da frota e o funcionamento operacional da esquadra não sejam paralisados por cortes de verba repentinos.

4.2 A PEC 17/2022 e a Blindagem dos Projetos Estratégicos

Enquanto a PEC 55/2023 assegura o custeio geral das Forças Armadas, a Proposta de Emenda à Constituição nº 17/2022 atua diretamente na salvaguarda dos investimentos de capital a longo prazo (BRASIL, PEC 17/2022). A proposta estabelece a criação de um Fundo de Projetos Estratégicos, vedando expressamente o contingenciamento de verbas discricionárias voltadas aos grandes programas de reequipamento militar por um período de dez anos.

A aplicação desta PEC na Marinha do Brasil garante que recursos equivalentes a um valor não inferior a 0,5% do PIB fiquem constitucionalmente blindados. No planejamento naval, essa estabilidade decenal é o único mecanismo capaz de garantir a continuidade ininterrupta de projetos complexos, tais como:

  • O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), incluindo o desenvolvimento do reator do submarino de propulsão nuclear;
  • O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PROTAMANDARÉ), viabilizando as ordens de compra e os cronogramas de entrega física junto aos estaleiros nacionais e parceiros estrangeiros;
  • A aquisição de compras de oportunidade (como a classe FREMM ou os caças Gripen) e a fabricação contínua de navios-patrulha (Macaé e Amazonas).

4.3 Custeio vs. Investimento

A aprovação conjunta das PECs 55/2023 e 17/2022 criaria um ciclo virtuoso de responsabilidade fiscal e modernização militar. Atualmente, a maior parte do orçamento da Marinha é consumida pela folha de pagamento e pelo passivo previdenciário (DURANTE, 2019). Ao estabelecer o piso de 2% do PIB para a Defesa e blindar 0,5% para projetos estratégicos por meio do Fundo decenal, o Estado brasileiro realiza uma distinção clara entre despesas de manutenção e investimentos em tecnologia (BRASIL, 1988).

Somada à reestruturação do Corpo de Fuzileiros Navais proposta anteriormente — que visa enxugar o efetivo ativo e reduzir o gasto anual com salários (LESKE; SILVA, 2021) —, a blindagem constitucional dessas PECs garante que cada bilhão de real arrecadado seja direcionado prioritariamente para colocar navios no mar, modernizar a aviação costeira e guarnecer a Amazônia Azul com meios de combate reais e operacionais pelas próximas décadas.

5. Conclusão

A análise da conjuntura estratégica e operacional da Marinha do Brasil revela que a atual desconexão entre a vastidão da “Amazônia Azul” e a escassez de meios navais não é apenas um desafio logístico, mas uma vulnerabilidade direta à soberania nacional (BRASIL, 2020). A centralização da frota no Sudeste e a obsolescência de blocos vitais de escolta, submarinos e aviação de caça colocam em risco o patrimônio econômico nacional, especialmente diante da nova fronteira geopolítica e energética inaugurada pela Margem Equatorial Brasileira.

Diante desse cenário, as propostas apresentadas neste trabalho desenham uma Marinha não utópica, mas estritamente viável, pautada pelo pragmatismo e pela integração de esforços entre as forças. O redesenho da esquadra através de programas contínuos de construção civil (como a Classe Tamandaré), de compras de oportunidade cirúrgicas no mercado externo (como a Classe FREMM e a Classe Albion) e do compartilhamento doutrinário com a Força Aérea Brasileira (via triangulação do vetor Gripen) prova que a modernização operacional prescinde de ambições financeiramente proibitivas, como a manutenção de dispendiosos navios-aeródromos (FLORES, 2002).

No entanto, nenhuma reestruturação material será perene sem o devido lastro jurídico e financeiro. É nesse ponto que a discussão transcende os quartéis e estaleiros e ingressa nas casas legislativas. A superação do ciclo histórico de obsolescência militar demanda a aprovação urgente de marcos constitucionais que blindem o orçamento de defesa (DURANTE, 2019). A aprovação conjunta das PECs 55/2023 e 17/2022, somada ao enxugamento do Corpo de Fuzileiros Navais (LESKE; SILVA, 2021), oferece a engenharia fiscal perfeita: estabelece-se o piso necessário para as despesas de custeio operacional e garante-se a estabilidade decenal para investimentos de capital.

Em última análise, salvaguardar o litoral brasileiro e suas riquezas fluviais e marítimas é um dever impositivo do Estado e uma premissa para o desenvolvimento nacional (CARVALHO; MARTINS, 2019). Investir no reequilíbrio de forças da Marinha do Brasil através de planejamento descentralizado (Segunda Esquadra) e segurança jurídica orçamentária é, em suma, garantir que o país disponha de uma força verdadeiramente dissuasória, capaz de converter o texto frio da Constituição Federal em segurança real e concreta sobre cada quilômetro quadrado de nossas águas jurisdicionais.■

Referências Bibliográficas

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  • BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Presidente da República, 1988.
  • BRASIL. Ministério da Defesa. Estratégia Nacional de Defesa (END). Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008. Brasília, DF: Ministério da Defesa, 2008.
  • BRASIL. Ministério da Defesa. Política Nacional de Defesa (PND) e Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN). Brasília, DF: Ministério da Defesa, 2020.
  • BRASIL. Congresso Nacional. Senado Federal. Proposta de Emenda à Constituição nº 55, de 2023. Institui o piso orçamentário para o Ministério da Defesa equivalente a 2% do PIB. Autor: Senador Carlos Portinho. Brasília, DF, 2023.
  • BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Proposta de Emenda à Constituição nº 17, de 2022. Dispõe sobre a proibição de contingenciamento de recursos para projetos estratégicos de defesa e institui o Fundo Decenal. Brasília, DF, 2022.
  • CARVALHO, Vinicius de Souza; MARTINS, Eliane M. Octaviano. Direito Marítimo e das Forças Navais: a proteção jurídica da Amazônia Azul. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2019.
  • DURANTE, Alessander de Andrade. Contingenciamento orçamentário na Defesa Nacional: reflexos no reaparelhamento das Forças Armadas no período pós-redemocratização. Revista de Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 89-114, abr. 2019.
  • FLORES, Mário César. Reflexões sobre o Poder Naval e a segurança do Atlântico Sul. São Paulo: USP, 2002.
  • FUCILLE, Luís Alexandre. O reaparelhamento das Forças Armadas no Brasil sob a Nova República: entraves orçamentários ou falta de prioridade política? Contexto Internacional, Rio de Janeiro, v. 28, n. 1, p. 185-223, 2006.
  • GALANTE, Alexandre. Matérias sobre a Aviação de Asa Fixa da Marinha do Brasil. Site Poder Naval.
  • LESKE, Albert Charles; SILVA, Cristiano R. O custo de pessoal nas Forças Armadas brasileiras e o impacto na capacidade de investimento. Anais do Encontro Nacional de Economia da Defesa (ENED), v. 9, p. 201-218, 2021.
  • MAHAN, Alfred Thayer. The Influence of Sea Power upon History, 1660–1783. Boston:
  • Little, Brown & Co, 1890 (Edição traduzida: A Influência do Poder Naval sobre a História. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2012).
  • MARINHA DO BRASIL. Plano Estratégico da Marinha (PEM 2040). Brasília, DF: Estado-Maior da Armada, 2020.
  • MATTOS, Carlos de Meira. Geopolítica e as Forças Armadas. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 1981.
  • ROCHA, Antônio Jorge Ramalho. O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e a autonomia tecnológica do Brasil. Estratégia e Defesa, v. 12, n. 3, p. 74-91, 2022.
  • SAAB GROUP. The Gripen Maritime: operational capabilities from land and sea bases. Estocolmo: Saab Technical Publications, 2021.
  • SOUZA, José Augusto Abreu de. O desdobramento da esquadra e a criação da Segunda Esquadra: uma necessidade estratégica. Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, v. 138, n. 07/09, p. 45-63, 2018.



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Gabriel BR

12 Fragatas leves classe Tamandaré + 5 submarinos classe Riachuelo + 1 SNBR Álvaro Alberto + 2 navios multipropósito Classe Mistral + 30 navios de patrulha Oceânica + satélites de vigilância para Amazônia Azul + Força de 24 Caças Rafale M posicionados na costa.

Cristiano ciclope

12 escoltas Tamandaré
2 Mistral
2 navios tanques
12 submarinos convencionais
12 navios patrulhas se for para ter aviões na Marinha

Gabriel BR

O Brasil nunca operou esse tanto de submarinos ( 12 submarinos) e nem sei se existe infra e pessoal para isso.

Cristiano ciclope

Por um curto período de tempo, tivemos 10 submarinos, na época do recebimento da classe Oberon, ainda tínhamos 7 submarinos de fabricação americana, acho que os últimos convencionais que eles fabricaram.

Franz A. Neeracher

Os últimos submarinos convencionais que os EUA construíram, foram os da Classe Barbel….finais dos anos 50.

Os que a MB recebeu eram sobras da II Guerra Mundial….Classes Gato, Balao e Tench.

Last edited 2 meses atrás by Franz A. Neeracher
Felipe

A base de submarinos que construimos junto com a França foi planejada para operar até 10 submarinos .

Fernando Vieira

É muito engraçado uma das principais críticas à Marinha ser o excesso de pessoal e ao mesmo tempo não ter pessoal para sua atividade fim.

Eu entendo a crítica, ninguém está doido, um submarinista é muito diferente de um dentista, mas seria interessante remanejar o pessoal. Do tipo “fulano, você foi transferido para a força de submarinos. Seu treinamento em Itaguaí começa semana que vem” “Mas eu não quero” “então você pode solicitar sua baixa”.

Willian

As forças armadas do Brasil foram desenhadas para enfrentar a propria população em uma revolta, não um inimigo externo. Ate porque se realmente fosse para enfretar um inimigo externo ja teriamos a tão famigerada segunda frota em natal

Last edited 2 meses atrás by Willian
Joao

Não polua…

Joao

Sério?
Boa ideia…. Podemos fazer uns Kursk da vida!!!

Parabéns !!!!

Adriano Madureira

Um número razoável, mas uns radares OTH e e baterias de mísseis antinavio seriam bons para complementar…

Joao

A Esquadra protege nossas Linhas de Comunicações Marítimas. O litoral são as forças distritais, Exército e FAB.

Nosso CFN não é só a Brigada Anfíbia, mas as forças fluviais, segurança de instalações marítimas importantes e Serviço de Polícia.

Temos um importantíssimo território fora do continente. Fernando de Noronha.

Construir uma Força tem de ser por base em:
1) suas missões
2) capacidades necessárias
3) possíveis ameaças
4) quanto de $$ possuo

Dentre outras…

Tomcat4.8

8 escoltas Tamandaré’s
4 escoltas pesadas com base na Meko A-200
6 SBR
3 SNBR
2 navios tanque
2 navios multipropósito
8 NapaOc 1200t
24 Napa 500t
bateria de mísseis na costa(Astros com Mansup)
Radares OTH fechanto doda costa
12 Gripen E/F para uso baseados em terra

Delfim

Acrescente dezenas de drones de longo alcance e aeronaves ASW.

YUFERFLLO

As macaé já tem uma classe sucessora em seu inicio para produção

Last edited 2 meses atrás by YUFERFLLO
Fernando XO

Essa questão precisa ser abordada com base no Planejamento baseado em Capacidades para resultar no dimensionamento da Força Naval, o que é alcançado pelo Plano de Configuração de Força…

Piassarollo

Esquece submarino nuclear e esquece aviação naval. Aí já dá pra sonhar.

Dr. Mundico

Lembrando que projeções econômicas indicam que aproximadamente 1/3 das nossas exportações agrícolas e minerais dar-se-ão por portos existentes no Arco Norte até o fim desta década.
Acrescente-se o uso de hidrovias na região amazônica, aumentando o número de portos e terminais ao longo dos rios.
O Nordeste também tem aumentado o seu modal marítimo e ferroviário com a ampliação de portos na região, ao lado de portos-secos em várias cidades do interior.
Toda essa estrutura de escoamento e transporte precisará ser vigiada e protegida contra ações de pirataria e tráfico.

Willian

Os japoneses fabricam um hidroavião excelente o ShinMaywa US-2, acho que em alumas areas grandes do rio amazonas e a foz do rio e costa norte eles seriam excelentes.

Piassarollo

4/5 navios anfíbios, 8 Tamandaré, 8 Riachuelo, 2/4 fragatas pesadas e novos patrulhas. Um sonho bem possível de ser realizado.

Joao

Mais sóbrio

Carlos

Ainda é pouco. Lembro que no final da década de 1980, chegamos a 18 contratorpedeiros e 12 submarinos, além do NA Minas Gerais.

Carlos

*década de 1970

Dalton

Carlos chegou-se a 10 submarinos 7 ^Guppy^ e 3 ^Oberon^ no fim de 1977 , mas na realidade apenas 8 já que 2 ^Guppy^ foram retirados já no início de 1978, então nunca se teve 10 de fato muito menos 12 e submarinos avançados como o ^Scorpene^ são mais custosos que os ^IKL^ segundo a própria marinha. . Quanto aos ^18 contratorpedeiros^ de fato se teve 18 ^escoltas^ porém 4 fragatas adquiridas dos EUA em 1989 foram chamadas aqui de ^contratorpedeiros^ os demais 14 navios compreendiam 8 antigos contratorpedeiros do fim da II Guerra em que pese terem sido modernizados… Read more »

lucena

Observando alguns prováveis inimigos que pode atacar o Brasil via por mar ….este usaria táticas de sabotagem e infiltração em portos , em plataformas de petróleo e pirateando navios mercantes em aguas territorial brasileira ou navios mercantes brasileiro. . A marinha do Brasil deve está preparada para todo tipo de cenário de guerra, mas infelizmente ainda não está a altura pelo tamanho da costa brasileira pelos meios que ele possui atualmente. . Mas tem uma brecha de oportunidade que o acaso está dando …o grande inimigo que para mim não é hipotético…está muito ocupado em muitas fretes de guerra que… Read more »

Vander

Tem que esquecer esse lance é submarino nuclear e investir esse dinheiro em mais submarinos convencionais. E poderia ter uma lei reservando digamos 5% dos royalties do petróleo exclusivamente para investimento estratégico da marinha.

Felipe

Discordo , já gastamos muito com sub nuclear , conclui logo ! A mesma coisa Angra 3, já gastou muito então conclui de uma vez .

EduardoSP

O problema de concluir Angra 3 é que o custo da energia que será produzida por ela é algumas vezes superior ao de outras fontes de energia.
E aí? Quem vai pagar, por década uma energia supercara?

Raphael

Não faltam excelentes argumentos ou grandes oportunidades, falta vontade política. Nem esquerda, nem direita, tão pouco o centrão, querem fazer o necessario à defesa da nossa soberania.

Willian

As FAs ja recebem mais do aue o suficiente, eles que ficaram gananciosos e gostam de salarios gordos, gente que nunca fez nada alem de talvez o haiti e o rio de janeiro

Joao

Salários??????
1) Isso não vem da decisão militar…
2) mudanças nas Leis de Remuneração dos Militares, que geravam economia em gastos com salários, resultou em uma coisa: diminuição do orçamento….

Os governos, pcp as 5 Adm de um mesmo viés, não tem interesse NENHUM em defesa. Só narrativa midiática.

Mexeram ou investiram a muito custo, quando já não se tinha saída.

Simples assim.

E as 4 Adm anteriores, IDEM.

Skyhawk

Se eu mandasse na marinha, já cancelava o sub nuclear porque ele praticamente destruiu ou vai destruir a operacionalidade da marinha. Bota o pessoal da área nuclear a esse conhecimento que já temos para desenvolver os mini reatores nucleares que serão mais úteis que um submarino nuclear que será mais barulhento que o dos chineses que desenvolvem por décadas e ainda patinam nessa área.  Eu começaria com o arroz com feijão e investiria forte em meios de patrulha e depois partiria para mais unidades da FCT. Temos que ter presença no mar e saber o que ocorre em nosso território,… Read more »

Deadeye

Esse projeto nem deveria ter começado. O Álvaro Alberto custou o equivalente a uns 4 Scorpene convencionais.

Felipe

Submarino nuclear é a única coisa pra dissuadir grandes potências , mesmo sem armas nucleares. Nem 100 Gripen teriam o mesmo efeito .

Heli

O problema é ter apenas 1, pois que tem 1 pode não ter nenhum disponível.

Gabriel

Estudo interessante e bem inteligente. Esquece submarino nuclear, foca nos diesel elétrico com parceria com os japoneses que estão fazendo um grande trabalho nas tecnologias de baterias de lítio + aip. Quanto a escolta de superfície uma parceria com estaleiros alemães para um entrega rápida de escoltas de 3.500 t me parece o correto no curto prazo para sairmos da zona de alerta de patrulhamento ostensivo, quantos aos demais patrulhas deixaria de lado tonelagem menores e investiria na derivação da classe Amazonas, que foi vendida como corveta classe khareef a Omã, a princípio somente armamento low, mas com possibilidade de… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Gabriel
Carlos Pietro

O foco da MB, têm que ser drones navais de ataque e reconhecimento e submarinos, convencionais e nucleares.

Emmanuel

Excelente matéria.
Mas no mundo real nada disso vai acontecer.
Será um segundo lote de Tamandaré, no caso, mais quatro unidade, e acabou.
A MB vai enrolar a corda no pescoço com esse submarino nuclear e daqui 10 anos teremos 12 navios de combate, sendo 8 fragatas leves e quatro submarinos.
O resto estará enterrado num subnuc que terá nascido natimorto. E o será porque terá uma tecnologia ultrapassada num meio que sugará até a última moeda do orçamento da MB.

Felipe

O Álvaro Alberto terá os mesmos sistemas da classe Riachuelo , só será maior em tamanho pra ter a propulsão nuclear. Não sei onde estará obsoleto. Um país sério jamais atrasaria tanto um projeto fundamental como esse .

Iran

Triste realidade! No caminhar atual ficaremos com 8 FCTs e com sorte teremos talvez uns 6 Scorpénes e 1 Álvaro Alberto, a única coisa que pode reverter esse cenário são os 2% do PIB em Defesa. As Forças Armadas não farão grande reformas orçamentárias com a verba que tem atualmente.

Luís Henrique

Primeiro temos que avaliar se a Tamandare tem poder de combate suficiente para um combate de média ou alta intensidade. O que eu suspeito fortemente que não tem. 14 Tamandare é um bom quantitativo mas acho que fica devendo muito em poder de combate. Eu apostaria em um segundo lote de +4 Tamandare, porém Block 2 com 8 MANSUP e no mínimo 24 CAMM-ER. Em seguida uma modernização nas 4 Tamandare do 1o lote para o mesmo poder de fogo. Em seguida uma fragata mais pesada e equipada como a FREMM é uma boa pedida. Idealmente deveria vir com 32… Read more »

Joao

Escreveu muito…
Observe TODOS os combates navais depois da IIGM, e verá q a Tamandaré está muito bem, pcp pras possibilidades q pode enfrentar. Além disso, tem espaço de sobra pra aumentar suas capacidades.

Luís Henrique

A Alemanha acabou de encomendar 4 Fragatas Especializadas em guerra contra submarinos, as Meko 200 DEU. Curiosamente, além dos 2 sistemas RAM com 42 mísseis antiaéreos para autodefesa, a marinha alemã exigiu um lançador MK-41 com 32 células. A Marinha Alemã não pretende usar Tomahawk, nem SM-2, nem SM-6 e muito menos SM-3 nestes navios. O foco será o ESSM Block 2. O ESSM cabe 4 por célula no VLS-41 Ou seja, com 32 células cada Fragata Meko 200 DEU poderá carregar 128 mísseis ESSM + 42 mísseis RAM. Se o sr. acha que o poder de fogo da Tamandare… Read more »

Joao

Nossas Tamandares tem espaço para aumentar sua capacidade de quantidade de mísseis.

A Alemanha, por sua localização geográfica e seus compromissos com a OTAN, pode ser empregada exatamente agora.

Seria bom q já fosse a Tamandaré abarrotada de mais coisas? Sim, seria… mas qual a urgência, considerando o baixo nível de ameaças, improbabilidade de ocorrências e principalmente $$$ disponível.

Se nossa Política Nacional de Defesa fosse mais empenhada em nos metermos em mais problemas pelo mundo, bkz, mas estamos amarrados em dissuasão pra nos defendermos.

Felipe

De fato pelo espaço disponível a Tamandaré poderia levar mais mísseis antinavio e antiaereos, mas ainda lamento que tenham padronizado elas como tendo 2 lançadores duplos para Exocet e mansup. No mínimo deveriam ter 2 quádruplos para 8 mísseis.

Last edited 2 meses atrás by Felipe
Iran

Não tem como adicionar mais lançadores pra Mansup?

Iran

Concordo que no momento atual é melhor manter os 12 CAMM e 4 Mansup por motivos orçamentários, mas só por isso, porque em lugar nenhum isso seria suficiente pra uma guerra de intensidade moderna.

Cristiano ciclope

O texto tem propostas de gasto elevado e meios ultrapassados, o quê demonstra o que o texto sobre o TCU do força terrestre já diz e muitos aqui criticaram! Proproe o uso de navios de desembarque de carros de combate, um meio este que acho que nem existe mais nas principais marinhas, que usam navios de desembarque anfíbio e multi-proposito, aliás de nada vale tantos navios anfíbios sem a cobertura aérea de um PÁ se for para desembarque de MBTs do sul no nordeste e melhor o trás aporte por terra, a não ser quê o objetivo e desembarque de… Read more »

Joao

O que o texto do TCU tem com um pesquisador da Bahia?

Iran

O interessante dos porta-helicopteros/anfíbios é a mega capacidade anti-submarina que eles conseguem projetar com os helis.

Willian

Sinceramente, faltou mais funcionalidade e escancarar a realidade, os oficias são burros, devem ser demitidos, e substituídos por gente com algum cerebro no lugar desse oficialato inutil, mas como não vamos fazer isso de imediato ao menos devemos , demitam metade do contingente da marinha, metade do contingente da força aerea, e 30% do contingente do exercito, abolir o alistamento obrigatório que na pratica e uma versão moderna de escravidão, demitam 80% de todos os generais e seus equivalentes, nas tres forças, proibam aumento de salarios por 50 anos nas FAs, reduzam o salario de todos os oficiais das FAs,… Read more »

Joao

Hahaahahahahaahahahahah

Caaaaaalma chucrute….

Os militares vão trabalhar 90 hrs por semana ganhando menos ainda, pra vc ficar se lambuzando com equipamentos nas garagens??!!!

Hahahahahahaha bilu bilu teteia…

Willian

Que trabalhem 1 mil horas por mês, não me importa, um monte de gente encostada inutil. So lixo e sucata.

Joao

Já sei… já sei…. Entendi….

Ou é galho, ou é broken heart…

Santamariense

Calma….respira… hehehehe

Santamariense

Que amontoado de sandices.

Bardini

Sendo chato… . “Soma-se a isso o desafio estratégico da Marinha do Brasil dispor de apenas uma esquadra, sediada no Rio de Janeiro. Essa centralização geográfica impõe severas restrições logísticas, resultando no deslocamento tardio e no desgaste desnecessário da frota diante de uma eventual necessidade de ação defensiva na Foz do Amazonas” . É quase uma certeza de que nenhum inimigo vai sair de dentro de um “portal mágico”, para agredir nosso Brasilzão a troco de nada. É necessário existir um contexto, que culminaria em uma escalada de tensões e para isto, existem ferramentas para ler o tal contexto e… Read more »

Fernando XO

Prezado Bardini, vc trouxe bons pontos… louvo a iniciativa, mas concordo que o artigo necessita de revisão e aprimoramento, pois não há argumentos que sustentem a proposta de aquisição de meios e a redução do CFN… cordial abraço…

Esteves

Retoricamente ficou bom.

art

Exato, o orçamento funciona assim se você corta em pessoal, no proximo ano vem menos verba no orçamento, não vai sobrar dinheiro para investimento, ele vai pro orçamento e será usado de acordo com a vontade do governo. A discussão é valida como fomento ao tema defesa, vale uma revisão. abraços a todos
Se investisse 2% em defesa e não 0.9 talvez tivesse mais dinheiro para investimentos…pessoal não vai aumentar, pelo contrário corte de 10%.

Last edited 2 meses atrás by art
Joao

Simples assim.

Santamariense

Concordo integralmente.

Adriano Madureira

Eu acho que quanto a navios, 4-5 classe Tamandaré por região, poderiam ser adequados(não o ideal…) Talvez esse meu número possa ser exagerado da minha parte. A região nordeste possui o maior litoral do país, estendendo-se por mais de 3.000 km e cobrindo 9 estados litorâneos. A Região Sul do Brasil tem uma área total de 576.774 km².e soma aproximadamente 1.488 km de extensão O litoral da Região Sudeste possui aproximadamente 1.660 km de extensão, composta por três dos quatro estados da região (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo), Apesar que nesse caso, acho que a tarefa não… Read more »

Willian

Abandonem esse submarino nuclear por favor, é inutil, moramos no brasil, eu não quero ter 37 anos e ver no jornal, “alvaro alberto explode devido a reatores defeitusos e contamina a toda a costa do rio de janeiro e são paulo” ou algo sensacionalista desse tipo. PS tenho 19 anos. Foquem em reatores nucleares modulares.

Eduardo

Já foi longe demais para abandonar o Projeto do subnuclear ; a curva de aprendizagem é MT alta e trás tecnologias que não se comprar em nenhum lugar do mundo ; deve sim Dar uma Injeção financeira sim , e se possível Injetar de forma Rápida com Urgência e Pararem com as atuais situações de corte orçamentário fazendo com que o Projeto se Mantenha Vegetativo ! E essa situação vegetativa se torna Mais caro o projeto na sua plena execução.

Joao

Pensei q fosse 13….

Santamariense

Tá explicado…19 anos…tu deves ser o mesmo Willian que escreveu uma groselhas acima.

Alex Barreto Cypriano

A solução pro desarmamento naval brasileiro é gestar um acordo naval mundial (chamemo-lo, provisoriamente, Tratado Naval do Eixo Lago Paranoá Baia da Guanabara) onde todos se desarmem como nós. Pronto, resolvido: todos igualmente desarmados, e não precisariamos mais enterrar dinheiro na BID ou em algum surto construtivo naval.

Esteves

Pois é.

Também acho esse jeito o único jeito.

Esteves

Um trabalho incipiente. O autor propõe reduzir os custos e aumentar as fontes de receitas. Assim, seria possível contar com mais meios navais. A Marinha viável seria uma Marinha com mais navios. Bota mais 10 Tamandarés e 2 FREMM. O contrato de construção das Tamandaré saiu de uma premissa ou de um modelo dito e tido como sustentável. Partindo de uma capitalização, seria possível mercantilizar por leasing ou arrendar navios. A MB pagaria pelo uso ou pela operação/manutenção a quantia de 36 bilhões de reais em 25 anos. Os navios não seriam de ninguém. Talvez de Jesus. Antes de completar… Read more »

Alex Barreto Cypriano

O papel aceita tudo…

Antonio Ferreira

Cara, tu critica mas onde está teu artigo “sério”? Faça-me o favor.
O artigo é um ponto de partida para uma discussão “séria”. No meu humilde entendimento um bom ponto de partida vinda de um jovem estudante de graduação preocupado com a Marinha do Brasil.
Só isso e não tem a pretensão de esgotar o assunto.

Undergound

O tamanho da esquadra, não sei, mas em primeiro é necessário acabar com esse negócio de “Amazônia” Azul. Segundo: o dinheiro gasto e que será gasto no nababesco PróSub, seria suficiente para modernizar toda a frota de superfície da MB.

ASantana

Muito bom o texto do estudante de direto. Boas fontas e muito bem escrito.

Talvez uma expansão pudesse ser feita no item 3, incluíndo cenários com possíveis adversários. Essa marinha é para combater pirataria e crimes transacionais dentro da amazonia azul?
Promover a dissuassão contra os EUA, contra nossos vizinhos da Am Latina, contra a invasão de navios de pesca chineses…?

Para o combate de crimes transnácionais ou dissuassão contra novos vizinhos, me parece muita coisa. Para ser dissuassão contra as duas grandes potências, parece pouco.

Last edited 2 meses atrás by ASantana
Gabriel Castro

Obrigado !

Rodrigo Silveira

Blz, só falta combinar com o alemão…

Ouvinte

Boa provocação!
Vale a leitura do novo Plano de Investimento em defesa do Reino Unido: https://assets.publishing.service.gov.uk/media/6a44e989167a99cf0018da38/The_Defence_Investment_Plan.pdf
Importantes mudanças com foco em guerra híbrida, navios híbridos, mísseis e interceptadores de baixo custo, cybersegurança e IA vis-a-vis o cancelamento do program de destróieres e fragatas pesadas.
Elevar eficiência e otimizar custos, é a nova tendência das grandes forças armadas
Rússia perdeu mais de 1/3 da frota do Mar Negro.
Mundo mudou. E o Brasil continua com conceitos da segunda metade do século XX.

Ricardo

Quanta baboseira. Números baseados em quê? Vozes da cabeça do estudante de direito? Pelo amor dos deuses, ainda chama isso de “viável”. Planejamento de força demanda análise do ambiente, prospecção de cenários futuros, identificação de ameaças, definição de uma estratégia para lidar com elas e, aí sim, chegar ao dimensionamento da força que se precisa. Qualquer coisa muito diferente disso é viagem na maionese (no caso do estudante), amadorismo (no caso dos “entusiastas”) ou irresponsabilidade (no caso de profissionais). Melhor seria discutir aqui que tipo de estratégia CONJUNTA de defesa o Brasil deveria adotar. Alguém?

JOÃO BATISTA MATTOS

Se reduzirmos o pessoal/folha de pagamento da marinha em 15%, sem a redução do orçamento, temos dinheiro para pagar pelas duas esquadras, a aviação naval e os satélites, sem grandes sacrifícios.

Jose Luiz Esposito

Muitas vezes quando tenho oportunidade de comentar das necessidades brasileiras dou ênfase a Submarinos e Forca Aeronaval baseada em TERRA de longo raio de Ação, com Mísseis Antinavios de longo alcance , Patrulheiroz ASW , nada de PAs , e uma Forca de Sbmarinos numerosa, com cerca de 30 unidades . Essa semana soube que o 1o Sub Nuclear tem um prazo msis Alingado , então a construção de Subs deveria ser Dividida em Dois , Programa Nuclear e Programa Convencional em PARALELO , nesse Período ate o qo Sub Nuclar , poderemos construir no mínimo.mais 10 Subs Convencionais .… Read more »

Jose Luiz Esposito

Voltei para desculpar me por algum erro abaixo , esqueci de corrigir possíveis erros ortográficos.

Willian

Parece que meu comentario maior não foi enviado ou não foi aprovado. Independente disso, vamos aos fatos, construam 12 tamandares, abandone de vez os caças, comprem hidro avioes ShinMaywa US-2 do Japão, inclusive a fabricante deste esta para aposentar sua linha de montagem devido a falta de rentabilidade, e construam corvetas de 1mil e 200 toneladas e 77 metros de comprimento, corvetas com canhão de 76 ou 57 mm, duas ou quatro defesas de ponto nas laterias do navio para barcos kamikaze e drones aereos, alem dos radares e dois conjuntos duplos ou quadruplos para misseis antinavio, com calado de… Read more »

Marcelo

Se o governo liberasse 5 bilhões para a marinha agora não faria cócega pela quantidade de navios que a MB precisa repor.
+ 4 fragata Tamandaré
+ 2 navio patrulha oceânica
+ 4 navio patrulha
+ 2 navios tanque
+ 1 navio desembarque Hms albion
+ 1 porta helicóptero Mistral
+ 6 navios caça minas
+ 30 blindados fuzileiros
10 baterias defesa costeira astros
1 navio hospital.

Santamariense

“+ 1 navio desembarque Hms albion”

Pra que??? Acabaram de comprar um. Pra que outro, se além deste tem também o Bahia?

“+ 1 porta helicóptero Mistral”

E o Atlântico? Por acaso já tem baixa programada desse navio?

“+ 30 blindados fuzileiros”

Quais? De qual tipo?

“1 navio hospital.”

Para uso na esquadra ou nos DN? Para a esquadra, o Oiapoque e o Bahia tem muito boa capacidade de atendimento médico, creio que o Atlântico também tenha. Para os Distritos Navais, em especial na Amazônia, existem vários navios hospitais.

Esteves

Festival de insensatez.

Adriano Madureira

Para quê gastar grana em um porta helicóptero Mistral se poderíamos tentar construir uma variante melhorada do Ex-HMS ocean?! Para quê adquirir produtos europeus a grandes custos?! Certamente um Navio-Hospital poderíamos construir aqui, Os navios-hospital da Marinha americana, como o USNS Comfort e o USNS Mercy, são navios que possuem sua base estrutural original em petroleiros.  Essas embarcações foram convertidas a partir de superpetroleiros construídos na década de 1970 para abrigar amplos hospitais flutuantes com 1.000 leitos e centros cirúrgicos lógico que não precisaríamos de um Monstrengo com Mil Leitos, mas as vezes acredito que a impossibilidade de termos certos meios… Read more »

Marcos

O texto aborda questões para meios efetivos para uma suposta defesa estrategica do Brasil, para guerras convencionais. Se não há dinheiro para adquirir, que dirá manter em operação mais meios propostos. Então a solução é fazer mais com menos… Tenho 3 considerações a fazer: 1 – A guerra na Ucrania nos mostra que o uso de drones aereos e navais se tornaram excenciais para sua defesa. 2 – A guera no Irã nos mostra que drones, lanchas lança misseis, misseis em grande quantidade são mais efetivos do que os meios tradicionais empregados no passado. 3 – Voce ja viu algum… Read more »

Saldanha da Gama

Até o dia que amigo vira inimigo…

Esteves

Virou.

Iran

O problema é que drone lancha não patrulha águas azuis

Vlademir Baltazar

Tinham que comprar pelo menos 6 navios com pouco uso pelo menos 10 anos. E continuar a construção da classe tamandaré.

Santamariense

“Tinham que comprar pelo menos 6 navios com pouco uso pelo menos 10 anos…”

Navios de qual tipo? Fragatas, corvetas? Se forem desse tipo e com esse tempo de uso, simplesmente não existem disponíveis no mercado. Quem tem, usa e não quer vender.

Esteves

Mais…mais…mais.

Se mais é solução, deveríamos construir e comprar mais 30. Ou 40.

Santamariense

Pois é…

Thiago Vieira Zaché

No Sudeste as principais bacias petrolíferas que precisam ser protegidas são a de Campos e do ES, as dias maiores produtoras.

naval762

“Para efeito de comparação, os Royal Marines (Fuzileiros Navais do Reino Unido), uma das forças de elite mais operativas do mundo e com histórico de projeção global, contam com um efetivo de aproximadamente 7 mil a 9 mil militares ativos.”
Comparar o CFN brasileiro com os Royal Marines… esse cara não sabe do que falando.

Joao

Comparações entre forças são muitíssimo perigosas
Normalmente, da em coisa estapafurdia…

Esteves

Pois é.

Até Esteves é capaz de mostrar uma solução fatal para a MB. Basta aumentar as quantidades e reduzir aquilo que não contribui para o resultado operativo militar naval.

Debruçar sobre estatísticas e histórias comparando com outras…o vizinho de 7 anos também faz e faz melhor.

Quero conhecer as integrações, cooperação, espaço, comandos, IA, coordenação com FAB e EB, radares, sistemas, natividade, aliados, ameaças, oportunidades e depois…depois lerei essa conversinha de mais navios.

Conta de somar Esteves faz desde os 3. Esteves tá chegando nos 100 e sabe que sabe quanto é 4 + 4.

Quero inovação. Advogado…putz!

Rubens Sommer Junior

O problema não é sonhar e sim o pesadelo dos recursos que nunca chegam. Aqui tudo fica pra amanhã.

Esteves

Pergunta pro advogado. Uma perguntinha.

Quanto custaria para a MB integrar-se e operar em regime de cooperação com o EB e FAB, considerando que obrigatoriamente seríamos obrigados a operar embaixo de um guarda-chuvas OTAN, EUA ou indígenas.

Quanto custaria uma tenda Ocidental?

E aí advogado?

Gabriel Castro

Caro Sr Esteves, tudo bem com o Sr? Espero que sim, sinto muito que meu artigo não tenha lhe deixado satisfeito, mas agradeço profundamente pelo feedback para que eu melhore, ainda sou muito inexperiente em diversos assuntos e conto com seus comentários para me levar a um melhor caminho kkk Minha resposta gira em torno do seguinte: Caso operássemos sob o guarda-chuva OTAN /EUA, o orçamento de defesa brasileiro teria que saltar de aproximadamente R$ 120 bilhões para R$ 220 bilhões a R$ 240 bilhões anuais para alcançar os padrões minimos de 2% do PIB (OTAN) A MB também precisaria… Read more »

Esteves

Caro, Vamos por partes. Venho aqui provocar. Não tenho competência para iluminar. Procuro o argumento mais sensato, mais lógico e mais racional. Marinha de Guerra precisa de quantidades e isso é óbvio até em Santa Maria. Mas, as guerras passadas não obrigam a repetir erros e acertos. Em 1982 travaram a guerra que deu fama ao Exocet. Em 2026 a MB ainda testa o seu pra chamar de meu…míssil pra afundar navios sem considerar décadas de evolução das contramedidas. Sou analítico. Após a “redemocratização” ainda não definimos a função da Defesa porque, claro, vide história recente, tem fantasma de farda… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Esteves
Eduardo Dias borges

Atualmente drinks de vigilância e de ataque, custariam mais barato e funcionais,claro não esquecendo dos meios navegações.

Esteves

Drinks…tipo desses que vendem nas praias?

Gleyson

O jeito é tomar um drink e torcer para ninguém atacar a gente

Eduardo Dias borges

Drones

Eduardo Dias borges

E não esqueçamos dos satélites próprios pra real soberania, não temos satélites próprios,usamos dos gringos o que. nos torna extremamente vulneráveis

Hans Maia

A discussão não deveria ser apenas ‘quantos navios o Brasil precisa’, mas sim ‘qual ecossistema naval o país precisa construir’. Uma Marinha viável para proteger a Amazônia Azul depende de três pilares: presença permanente, capacidade de resposta e sustentabilidade orçamentária. Isso passa por concluir programas já iniciados, como as Fragatas Classe Tamandaré e o submarino de propulsão nuclear, investir em uma futura classe de fragatas de maior porte para defesa aérea, ampliar a frota de navios-patrulha oceânicos e acelerar sistemas de consciência situacional marítima, como o SisGAAz, integrando satélites, radares, drones e comunicações em rede. � Wikipédia · 1 Paralelamente,… Read more »

Esteves

Antes de defender algo que sequer é unânime e pode ser contestado (ZEE), é necessário e urgente ocupar.

Ocupar com atividade econômica como mineração, extração, patrulhamento, presença e pow.

Amazonia Azul é semântica. Novela em preto e branco.

Esteves

Nossas reservas ou 300 bilhões de dólares seria uma estimativa plausível para valorar os comentários narcisistas de um programa nacional de cerca de 30 anos (a China levou 40 anos) que inclua não apenas comprar meios, mas mantê-los plenamente operacionais, modernizados e abastecidos com “doutrinas” para proteger nossa navegação de cabotagem…ao menos isso. Somente com aquisição…as tonterias aqui postas exigiriam de 100 a 150 bilhões de dólares ou 50% das nossas reservas, dependendo do padrão tecnológico possível ou disponível. Aviso aos tolos. Guerra não precisa de escalada. Guerra no Iraque escalou? No Irã? Nas Malvinas? Na Ucrânia? Internamente poderíamos reviver… Read more »

Pecatoribus

O artigo não menciona nossa marinha de “águas marrons”. Temos muitos rios navegáveis e proteger essas rotas de tráfego ilícito de armas, drogas e contrabando é fundamental. Temos 5 navios patrulha bem antigos na região amazônica e 1 velho monitor e uns poucos pequenos navios de patrulha costeira adaptados ao uso fluvial no Pantanal. Isto é muito pouco para o desafio que temos pela frente diariamente.

Esteves

“Qual seria uma Marinha viável para o Brasil proteger a Amazônia Azul?”
Leia a matéria e presta atenção nos mapas. Águas doces, fronteiras molhadas, águas internas é outra história. Outra conversa.

Marinha de águas marrons é Marinha Costeira. É Marinha que não navega em oceanos distantes. Fica restrita aos limites legais de um litoral próximo lembrando que ZEE não é reconhecida como limite legal e precisa ter atividade econômica do país postulante.

Raulp89

Para os submarinos tenho uma proposta:
Uma ou duas novas unidades, para além das 4 contratadas, da classe Riachuelo. Mas, com uma diferença importante: equipados com baterias de lítio, com maior capacidade de autonomia para os submarinos. Não fabricamos as baterias em si, mas temos total capacidade de projetar todo o banco, inclusive fornecer os conversores.

Esteves

O Riachuelo é um submarino derivado do Scorpene francês. Propriedade francesa.

Um Scorpene utilizando baterias de lítio custaria…mais 100 milhões de euros por submarino.

Heli

Tudo isso, Esteves? Não fazia ideia de que tal adaptação seria tão cara. Acho que para um lote de mais 4 unidades valeria a pena. Aí,qua do os 4 iniciais fossem fazer sua manutenção de meia vida, incoporariam esse upgrade.
Desligando o modo dream.

art

Existe uma inconsistência, se a força diminuir o efetivo o governo não manda mais recursos ele corta. Infelizmente é assim, não vai sobrar mais dinheiro, mais vai mandar menos dinheiro, infelizmente é assim que o orçamento faz. Não existe isso de ecomizar o pessoal e sobrar mais dinheiro para investimento em compras, o dinheiro vai pro orçamento federal que usará ao seu bel prazer, como auxilios, bolsas, emendas ou outra coisa.
As forças estão diminuindo em 10% o efetivo (ele já está diminuindo) esse dinheiro da economia é cortado, não vem a mais.

Last edited 2 meses atrás by art
joao victor

Primeiro passo seria fazer uma reforma administrativa e diminuir os gastos com salários, pensões etc. de 80% do orçamento para 40%, e somente depois disso aumentar o orçamento para 2% do PIB. O segundo passo é doutrinário. Não dá para ter uma Marinha de guerra com doutrina de patrulha. Outro passo é a criação de uma Guarda Costeira com orçamento próprio. A próxima reforma é rever os atuais meios da Marinha. O Riachuelo, sem AIP e sem baterias de lítio, não tem capacidade para uma guerra de alta intensidade. A Tamandaré, com essa configuração atual, muito menos. A Tamandaré, na… Read more »

Joao

Se o orçamento passar pra 2% do PIB, já irá passar pra 40%…. Salários não são porcentagem do orçamento, tem um custo fixo.

Doutrina de Patrulha????

Já temos Guarda Costeira. São os meios distritais, nossos NaPaOc etc

A Marinha russa???? Q tá tomando pau da Ucrânia, q mal marinha tem???

joao victor

Sim, doutrina de patrulha. Tamandaré e Riachuelo são navios, em sua essência, de patrulha. Não servem para guerra de alta intensidade. Alemanha e Reino Unido possuem 2% do PIB em defesa e gastam cerca de 23% a 30% do orçamento com salários, pensões e aposentadorias. O Brasil tem 1,1% do PIB em defesa e gasta 80% do orçamento com salários etc. Aumentando para 2%, o Brasil precisaria gastar, no máximo, na faixa de 30%, pois precisamos cortar pensão de filha de militar, altos salários etc. Antes que falem do efetivo, o Brasil possui 360 mil homens. Porém, desse efetivo, 80… Read more »

Iran

Posso estar errado, mas acho que a Rússia não pode tirar os navios deles do Mar Negro por conta dos tratados com a Turquia sobre passagem de navios de guerra pelo Bósforo.

joao victor

Dá para evacuar as corvetas usando os rios da Rússia. Agora, navios maiores realmente não têm como.

Augusto Cesar

Falar em diminuir os efetivos deixa os milicos doidos.

15 mil fuzileiros navais, quando praticamente não temos navios? Esse pais realmente não é para amadores

Jabulani Teimoso

O Brasil é como um proprietário de uma residência que sofreu invasão e roubo, só depois que aconteceu um sinistro que vai tomar providências de segurança e encher as portas de cadeados, ou seja, só depois que o Brasil levar um “sacode” que vão comprar navios, aviões, tanques, foguetes, lasers, canivetes…
Eu não sei como o Brasil conseguiu se manter unido como um país até hoje, porque até os movimentos separatistas aqui na história foram fracassados como o resto da população é até hoje.
E podem dar dislike a vontade.

Iran

Teria sido melhor se a França tivesse dado um sustinho na gente na Guerra da Lagosta, nada sério com mortes etc, mas que fosse o suficientemente sério para que o Brasil acordasse pra vida.

Cristiano ciclope

Uma marinha estrangeira em nossas águas sem autorização com objetivo de forçar o país a fazer o quê eles queriam não foi o suficiente!
Não adianta jogar bomba na cabeça de moradora de favela, sendo honesto ou não, os políticos só vai se preocupar se uma bomba cair no jardim da mansão deles, ainda mais se for em Brasília!

Cristiano GR

Vou repetir o que eu sempre digo nesses debates sobre reaparelhamento e “falta de dinheiro” para a defesa: Dinheiro para reequipar a Marinha e atualizar, totalmente, tem. O problema é que esse desgoverno socialista é uma máquina de consumir dinheiro do contribuinte. Antes dele, no governo que fez o Brasil apresentar crescimento econômico durante a pandemia, feito que nenhum outro país conseguiu, não houve grande investimento nas FAs porque no segundo ano de governo já havia começado o combate a pandemia e o dinheiro que o governo tinha foi usado nessa função, direto na saúde, na ajuda aos estados, foram… Read more »

Saldanha da Gama

Se me permite?
E deixou estatais com superavit…

Argos

Mas… O “povo” quer vale-gás e bolsa-família. O resto é… resto, não importa. Um país que tem que pagar bolsa para estudante terminar o ensino médio está fadado ao fracasso. Assisti um vídeo da revista Asas que fala da evolução chinesa. O Cláudio fala de investimento em educação, engenharia, espionagem industrial, compra de projetos interessantes que não foram adiante e muito mais. Mas o mais importante de tudo isso é ter pessoas que saibam lidar com toda essa informação. Voltando ao PRIMEIRO item mencionado: educação! Sem isso, nada mais tem valor, de nada vale ToT e outras coisas. Tem que… Read more »

Iran

Acho que o tal “pé de meia” dos estudantes de ensino médio é um dos principais símbolos do fracasso do Brasil como estado-nação funcional.

Last edited 1 mês atrás by Iran
Cristiano ciclope

Culpa do estado que tem que pagar os estudantes para sair das esquinas vendendo bala para estudar, culpa dos pais desses alunos que se não for obrigado não coloca os filhos na escola ou culpa da nossa desigualdade social em que a maioria dos estudantes só vai para a escola para ter o quê comer?

Cristiano ciclope

Engraçado, reclama das bolsas governamentais de ajuda para a população mais carente e de incentivo para estudantes e usa o exemplo do crescimento chinês, um país comunista onde saúde e educação são de graça!

Augusto Cesar

Pois é ne? Mas o problema foram as joias né?

Carvalho2008

Que o Lole também ganhou, aliás ele mesmo afirmou ter 2 a 4 conteineres de presentes doados….e a pgr foi obrigada assim a no final de tudo, a declarar que era normal e regulamentar os presentes tanto de um quanto de outro…
Só a imprensa nao sabia….e alguns fazem questão de esquecer e se fazer de desentendidos…

Cristiano ciclope

Existem os presentes pessoais e os presentes de estado, um presidente pode ganhar um navio de presentes pessoais e vender tudo mas não pode vender uma moeda de um presente de estado que se não for para ficar no palácio do planalto para os próximos presidentes, deve ficar no museu, o problema das jóias foi que eram presentes de estado, e foram vendidas de uma forma clandestina para sonegar impostos, isso por quem deveria dar o exemplo de cumprimento da lei!

carvalho2008

pois então..a joia era pessoal…e portanto, conforme a PGR se viu obrigada a admitir…não havia ilegalidade…

Cristiano ciclope

Cara o problema não e do atual governo que aliás e o que mais gastou em defesa, nos amos em que esteve no poder, o governo anterior só investiu em privilégios das altas patentes; o problema são os próprios militares que ainda estão com uma visão ultrapassada da geopolítica e da guerra, pode multiplicar por 10 o orçamento que ele vai continuar mal gasto, vai tudo para gastos com pessoal, aumento salarial, cursos no exteriores, aumento de um contingente já superdimensionado e pouco em armas e equipamentos; vai ter uma guerra e veremos nosso exército lutando com poucos tanques médios… Read more »