Marinha dos EUA batiza o 81º destróier da classe Arleigh Burke
Futuro USS George M. Neal (DDG 131) pertence à configuração Flight III e receberá o radar AN/SPY-6 e o sistema de combate Aegis Baseline 10
A Marinha dos Estados Unidos realizou, em 11 de julho, o batismo do futuro USS George M. Neal (DDG 131), o 81º destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke. A cerimônia ocorreu nas instalações da divisão Ingalls Shipbuilding, da HII, em Pascagoula, no estado do Mississippi.
O navio é o quarto destróier da configuração Flight III construído pela Ingalls, versão mais avançada da classe que forma a espinha dorsal da força de superfície da US Navy. O casco havia sido lançado ao mar em 1º de abril de 2026 e agora prosseguirá pelas etapas de instalação de equipamentos, ativação dos sistemas, testes e provas de mar antes da entrega à Marinha norte-americana.
Durante a tradicional cerimônia, Kelley Neal Gray, filha do militar homenageado e madrinha do navio, quebrou uma garrafa de vinho espumante contra o casco do destróier.
“Em nome da minha família, expresso minha mais profunda gratidão à Marinha dos Estados Unidos pela incrível honra de dar a este magnífico destróier o nome de meu pai, George Milton Neal”, afirmou Gray.
“Somos eternamente gratos por sua vida de serviço, sacrifício e coragem ser lembrada por meio de um navio que um dia defenderá nossa nação e levará seu legado ao redor do mundo”, acrescentou.
Homenagem a um herói da Guerra da Coreia
O destróier recebeu o nome de George M. Neal, mecânico de aviação de terceira classe da Marinha dos Estados Unidos condecorado com a Navy Cross por suas ações durante a Guerra da Coreia.
Em 1951, Neal servia no Helicopter Utility Squadron One, o HU-1, quando se voluntariou para participar de uma arriscada missão destinada a resgatar um aviador do Corpo de Fuzileiros Navais abatido nas montanhas da Coreia do Norte.
O helicóptero de resgate foi atingido por intenso fogo inimigo e caiu. Neal ajudou os demais tripulantes e o aviador resgatado a permanecerem escondidos das forças norte-coreanas durante nove dias, antes de o grupo ser capturado.
Neal foi mantido como prisioneiro de guerra até 1952, quando foi libertado e retornou aos Estados Unidos juntamente com mais de 320 outros prisioneiros. Por sua coragem durante a missão, recebeu a Navy Cross, segunda mais elevada condecoração por bravura concedida pela Marinha norte-americana.
Configuração Flight III
O USS George M. Neal pertence à configuração Flight III, desenvolvida para ampliar significativamente a capacidade dos destróieres Arleigh Burke diante de ameaças aéreas, balísticas, de superfície e submarinas cada vez mais sofisticadas.
Sua principal inovação é o radar AN/SPY-6(V)1 Air and Missile Defense Radar, formado por conjuntos eletronicamente varridos e capaz de detectar e acompanhar simultaneamente um número elevado de alvos. O sistema oferece maior sensibilidade e capacidade de discriminação em comparação com os radares SPY-1 instalados nas versões anteriores da classe.
O radar será integrado ao sistema de combate Aegis Baseline 10, permitindo ao navio participar de missões de defesa aérea de área, defesa contra mísseis balísticos, guerra antissubmarino, ataque a alvos de superfície e proteção de grupos de porta-aviões.
Para acomodar os novos sensores e sistemas eletrônicos, os navios Flight III receberam modificações no projeto, incluindo maior capacidade de geração elétrica, refrigeração e distribuição de energia.
William Toti, que desempenha interinamente as funções de subsecretário da Marinha, afirmou que o batismo representa mais um passo na construção da força naval de que os Estados Unidos necessitam.
“Os destróieres Flight III são essenciais para a segurança da nossa nação, e temos orgulho de receber cada navio construído pela qualificada força de trabalho da Ingalls”, declarou.
O presidente e CEO da HII, Chris Kastner, classificou o DDG 131 como um navio fundamental para a futura capacidade de combate da US Navy.
“Quando for entregue, o DDG 131 será o mais poderoso combatente de superfície do mundo. Ele estará pronto”, afirmou o executivo, atribuindo a capacidade do navio ao investimento continuado dos Estados Unidos em sua indústria naval.
A Ingalls Shipbuilding já entregou 36 destróieres da classe Arleigh Burke à Marinha dos Estados Unidos. Além do George M. Neal, o estaleiro trabalha nos futuros USS Jeremiah Denton (DDG 129), USS Sam Nunn (DDG 133), USS Thad Cochran (DDG 135) e USS John F. Lehman (DDG 137), todos pertencentes à configuração Flight III.■





Como curiosidade, parece que abandonaram a “âncora” lateral, ficando com apenas uma.
O último classe Arleigh Burke a ter a ‘ancora’ de bombordo foi o USS Michael Murphy, DDG-112.
Só para contextualizar Alex o ^DDG 112^ seria o último da classe e houve mesmo por um curto espaço de tempo dúvida de que os últimos 4 ^109 a 112^ seriam construídos dada a esperança que muitos ^Zumwalt^ seriam construídos. . Com apenas 3 Zumwalt autorizados foi necessária a reabertura da linha de produção da classe Arleigh Burke não a toa há um intervalo de 5 anos entre a incorporação do ^DDG 112^ em 2012 e a incorporação do ^DDG 113^ em 2017 cuja diferença mais notável foi a ausência do corte a bombordo para a âncora secundária que você… Read more »
Esse navio tem mais poder de fogo do que toda a marinha do Brasil.
Só espero que se confirme esse segundo lote da Tamandaré e aconteça um terceiro, talvez, com maior deslocamento.
Sonhar não paga taxa, ainda.
Terceiro lote eu não acredito sinceramente. Esse segundo já vai ser difícil sair. Vide os os cortes atuais de orçamento. País sério investe em tecnologia e defesa. País deitado eternamente em berço esplêndido empurra com a barriga e toma um cervejinha.
Eu também estou achando que esse segundo lote vai ser só conversa.
Tem que escolher se quer subnuc ou esse lote
Não vai vir é nada…
Com o Congresso que temos, chantageando 60 bilhões esse ano em emendas, não acho difícil ser apenas conversa. Só como curiosidade, em 2016 a chantagem era de 5 bilhões. A Dilma não comprou a ideia e aí inventaram as pedaladas fiscais…..
A incapacidade desta Presidente (apenas mais uma dentre inúmeras) em trabalhar sua articulação política, confundindo este cargo democrático com um cargo ditatorial, gerou essa bizarrice chamada “Orcamento Impositivo”.
Bom, o que esperar de um Presidente ex-guerrilheiro, que jamais tinha sido eleita para outro cargo público. E que se dizia Mestre e Doutora, e precisou se retratar uma vez que, por não ter escrito nem defendido suas teses, não possui tais títulos.
Um líder com capacidade zero de liderança.
Notoriamente comprador de congressos, vide o Mensalão e Petrolão, que hoje em dia usa e abusa do orçamento secreto, que antes dizia era imoral, sinceramente, o Brasil NUNCA vai ser nada nunca.
Com a bandidagem que se encontra no poder é mais fácil venderem os que foram entregues
2º lote = 1 unidade…
Calma que as taxads ainda chegarão…Taxads para sonhar, está atrás de taxads de uso de calçada pública e absorção de luz solar na rua, praia etc…
Não esqueça da taxa do ar que respiramos já que estão nessa de carbono zero e bla bla bla.
Esse navio tem mais poder que a marinha do Brasil inteira, mesmo contando as 4 Tamandare do 1o lote, contando com mais 4 de um segundo lote e contando com mais 4 de um terceiro lote. 12 Tamandare teriam juntas um total de 48 MANSUP + 144 CAMM. Um ÚNICO Arleigh Burke flight III pode abrigar 144 ESSM em 36 células e 60 Tomahawk block 5 nas outras 60 células ou un mix de 30 Tomahawk block 5 + 30 SM-6 (que funciona como míssil antiaéreo de área e também como míssil antinavio hipersonico). Ainda ficaria uma diferença abismal de… Read more »
Força Us Navy
Olha ai, temos um patriota.
81° destroier… o Faz tudo da marinha.
E o mais curioso, ainda que seja a 4 atualização, é um design da década de 80, não tem design stealth, já tentaram criar novas classes e não adianta, segue sendo a espinha dorçal e aonde chega impõe respeito.
Que classe.
Curiosamente eu acho que a Marinha Americana não credita que o design stealth no mar ajude muito, basta ver como esse navio tem penduricalos !!!!!!!!
Um design stealth realmente deve diminuir a assinatura de uma embarcação. Mas acredito que não deva ser tão eficiente quanto numa aeronave. Á agua é uma superfície bastante reflexiva para ondas de radar. Além de multiplicar a direção dos sinais, pode ser detectado pela falta do ruído padrão da superfície do mar. Acredito também que o RAM deve sofre bastante com a maresia. Mas o que realmente deve contar é que uma embarcação como a classe Arleight Burke é carregada de sensores e radares. Impossível ser invisível e ser uma central das mais diferentes emissões de rádio. É preciso levar… Read more »
DorSal*
Faltou combinar com.os iranianos. A mais de mil.km da costa . Acho que não querem contato .
Nossa marinha está bem próximo a marinha americana, no próximo governo Lula ela passa.
Com certeza!
Seremos uma potência mundial em pouquíssimos anos.
Veja porque:
https://www.youtube.com/@Constru%C3%A7%C3%B5eseMegaObrasYT
😂😂😂😂…quando eu abri o link e vi os títulos dos vídeos, achei que era zoação…mas, o cara acredita nas bobagens que fala!! O nível de alienação desses doentes é impressionante!!
Mega fábrica de porta aviões! Kkkkkkk
Impressionante demais a unidade de ar-condicionado ser de 200 ton. Deve dar de sobra.
Será que esse já tem alguma medida específica contra drones, como o uso do sistema APKWS ou algo equivalente?
Off Topic: nem uma palavra sobre a estréia de USVs (3 Corsair da Saronic, cada com 450 kg de explosivo) da US Navy atacando um minisub Ghadir e instalações de manutenção de navios no porto de Bandar Abbas? Foi um pequeno grande feito…
Uma pergunta . Os flight 3 são maiores em comprimento?
O comprimento é o mesmo dos Flight IIA há porém, uma ligeira maior largura do terço final até a popa e a boreste adiante do hangar há uma área que foi fechada e estas modificações são responsáveis por um deslocamento de cerca de 200 toneladas a mais.
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São pequenas as diferenças externas, porém internamente as diferenças são mais significativas.
Valeu Dalton!