Battlefield 6 leva guerra naval à Temporada 4 com Tsuru Reef e porta-aviões operacionais
Atualização “Pacific Front” estreia em 21 de julho com o maior mapa do jogo, novos barcos militares e um sistema de ondas que altera a navegação, a visibilidade e os combates entre mar, terra e ar
A Electronic Arts anunciou que a quarta temporada de Battlefield 6 marcará o retorno do combate naval ao núcleo da franquia. Batizada de Pacific Front, a atualização será lançada em 21 de julho e terá como principal novidade o mapa Tsuru Reef, um extenso arquipélago do Pacífico concebido para confrontos combinados entre infantaria, blindados, aeronaves e embarcações militares.
A Temporada 4 ficará disponível a partir das 12h UTC — 13h em Portugal continental e 9h no horário de Brasília. O pacote será acompanhado pela atualização 1.4.1.0, que também introduzirá mudanças na movimentação dentro da água, na interação entre veículos e superfície marítima, na interface, no áudio e nas ferramentas do modo Portal.
Tsuru Reef será o maior campo de batalha do jogo
A principal atração da temporada será Tsuru Reef, descrito pela EA como o maior mapa de guerra total já criado para Battlefield 6. O cenário supera Railway to Golmud em escala e combina ilhas tropicais, mar aberto, praias, penhascos, vegetação densa, instalações militares e um resort de luxo transformado em zona de combate.
Dentro da narrativa do jogo, o arquipélago abriga uma base estratégica da OTAN administrada em conjunto com a Força Aérea de Autodefesa do Japão. A instalação passa a ser atacada pela organização militar privada Pax Armata, que procura controlar rotas de abastecimento e posições avançadas dos Estados Unidos no Pacífico.
O mapa foi projetado para que o combate naval não funcione como uma atividade isolada. Barcos poderão transportar esquadrões entre ilhas, contornar posições defensivas, apoiar desembarques e atacar veículos ou soldados nas praias, enquanto caças, helicópteros e blindados disputam os mesmos objetivos.
A configuração deverá criar frentes de combate simultâneas. Enquanto parte da equipe tenta controlar o interior das ilhas, outras unidades poderão avançar por canais, águas abertas ou zonas costeiras, explorando rotas que não estariam disponíveis em um mapa predominantemente terrestre.
Porta-aviões passam a integrar a batalha
Tsuru Reef contará com um grande porta-aviões posicionado ao largo do arquipélago. O planejamento divulgado pela EA prevê conveses de voo operacionais tanto no novo mapa quanto na futura versão de Wake Island, permitindo que essas embarcações sejam utilizadas como bases avançadas para a aviação.
A presença dos porta-aviões procura conectar as três dimensões do combate. Aeronaves poderão partir de posições marítimas, barcos disputarão o acesso às ilhas e tropas de infantaria tentarão estabelecer cabeças de praia ou defender instalações localizadas no litoral.
Mais conteúdo relacionado à aviação embarcada será acrescentado em 18 de agosto, quando a temporada receberá uma atualização temática de Top Gun. Essa fase incluirá o modo temporário Carrier Strike, novos jatos, uma expansão de Tsuru Reef e o retorno de Wake Island.
Wake Island é um dos mapas mais conhecidos da história de Battlefield. Sua nova versão preservará o formato característico do atol, mas será adaptada ao ambiente moderno, aos sistemas de destruição e à escala de Battlefield 6. Bases instaladas em porta-aviões deverão enquadrar a disputa nos dois lados da ilha.
Novos barcos ampliam as possibilidades táticas
A estreia de Pacific Front introduzirá dois veículos navais: o RCB-90 Patrol Boat e o 7.7m NSW RHIB.
O RCB-90 será uma embarcação blindada de patrulha, destinada ao combate direto e ao controle de áreas costeiras. A EA descreve o modelo como um “tanque sobre a água”, capaz de pressionar posições inimigas, enfrentar outros veículos e fornecer apoio de fogo durante operações anfíbias.
O barco terá dois lugares e maior proteção, mas deverá ser mais pesado e menos ágil que a alternativa disponível para transporte rápido.
O NSW RHIB será uma lancha leve com capacidade para quatro jogadores e uma metralhadora montada. Sua velocidade permitirá deslocar pequenos grupos, realizar ataques pelos flancos e desembarcar tropas em pontos menos protegidos do litoral.
As duas embarcações poderão atuar de maneira complementar. O RHIB favorecerá mobilidade e infiltração, enquanto o RCB-90 será mais adequado para apoiar ofensivas, disputar estreitos e manter presença diante de fogo inimigo.
Ondas dinâmicas afetarão tiros, sensores e navegação
A Temporada 4 também apresentará um sistema dinâmico de ondas, desenvolvido para tornar o oceano parte ativa do campo de batalha.
O estado da água poderá alterar a direção e a estabilidade dos barcos, prejudicar a pontaria dos atiradores instalados nas embarcações e criar obstáculos momentâneos à observação. Ondas maiores poderão esconder temporariamente um alvo, interromper a linha de tiro ou criar oportunidades para emboscadas.
As próprias embarcações produzirão esteiras, enquanto explosões submarinas, objetos flutuantes e diferentes calibres de munição interagirão com a superfície. A capacidade de um projétil penetrar na água dependerá de sua potência, limitando disparos contra soldados que estejam mergulhados.
O comportamento será diferente em mar aberto e em águas interiores. No oceano ao redor de Tsuru Reef e Wake Island, ondas agitadas poderão deslocar os veículos e dificultar o uso das armas. Em canais e áreas protegidas, a navegação será mais previsível, mas os barcos ficarão expostos a soldados, lançadores anticarro e veículos posicionados nas margens.
A atualização também procura aperfeiçoar a natação, o retorno à superfície, o uso de paraquedas próximo à água, a visibilidade submersa e o sistema de arrastar e reanimar companheiros em ambientes aquáticos.
Três novas armas chegam no lançamento
Além do conteúdo naval, a primeira fase da temporada adicionará três armas ao arsenal.
A EF88 será um fuzil de assalto em configuração bullpup, voltado para combates a médias e longas distâncias. A BROD 3 será uma carabina com coronha retrátil e maior mobilidade em confrontos próximos. Já a VSSM funcionará como um fuzil de atirador designado, dotado de supressor integrado, munição subsônica e capacidade de disparo automático.
Também serão introduzidos um cano estendido, destinado a aumentar a velocidade dos projéteis em determinadas espingardas, e a mira 1P86 LPVO, com ampliações selecionáveis de 1,5 e 4,5 vezes.
Uma quarta arma, o fuzil de precisão Interdictor, chegará na atualização de agosto associada ao evento Top Gun.
Temporada será dividida em três fases
A primeira etapa, Pacific Front, será lançada em 21 de julho com Tsuru Reef, os dois barcos, o sistema de ondas, as três armas e uma nova temporada do modo Battle Royale ranqueado de REDSEC.
Em 18 de agosto, a atualização Top Gun acrescentará Wake Island, novos jatos, o modo Carrier Strike, a expansão de Tsuru Reef, o Interdictor e modos adicionais para REDSEC.
A última fase, Tidal Strike, está programada para 15 de setembro. Ela deverá introduzir novas ferramentas para o Portal, um evento de coleção com uma faca de mergulho da Royal Navy, chat por proximidade em caráter experimental e o retorno do desafio Phantom Program.
Durante a temporada também serão liberados lobbies personalizados e um modo de espectador com câmeras em primeira pessoa, terceira pessoa e movimento livre. Cada partida poderá reservar quatro posições especificamente para espectadores, recurso voltado especialmente para competições, transmissões e produção de conteúdo.
Retorno às origens da franquia
A guerra naval acompanha Battlefield desde o primeiro título da série, Battlefield 1942, lançado em 2002. Navios, lanchas de desembarque e porta-aviões ajudavam a estabelecer o conceito de batalhas em larga escala, nas quais veículos terrestres, aeronaves e unidades marítimas dividiam o mesmo cenário.
Em jogos posteriores, porém, a presença naval variou consideravelmente. Battlefield 4 apresentou uma das implementações mais amplas, com lanchas de ataque, embarcações leves, tempestades e mapas formados por ilhas. Outros títulos deram maior prioridade ao combate terrestre e aéreo.
Com a Temporada 4, a EA procura devolver o mar ao centro da experiência, não apenas como espaço de deslocamento, mas como ambiente tático capaz de transformar a evolução das partidas.
Tsuru Reef será o teste principal dessa proposta. A combinação de porta-aviões, patrulheiros blindados, lanchas rápidas, caças, helicópteros e ondas dinâmicas pretende recuperar a escala que se tornou uma das marcas da franquia: uma batalha na qual nenhum domínio permanece separado dos demais.■





Se preparem noobs. Amanhã, 21/07, vão começar a levar uma surra do Teixeirão! kkkkkkkkkkkkkkk
Ps: Será que só eu jogo BF6 aqui? Qual dos editores postou? Será que ele joga? Se jogar vai levar uma surra também! kkkkkkkkkkkkkk
Eu jogo 🙂 Prepare-se que vou chegar detonando geral hehehe
Off topic: Foi anunciado hoje a compra de 3 fragatas Fremm EVO, por 3.9mM de euros, num encontro entre Luís Montenegro e Georgia Meloni, em Itália. As entregas estão previstas entre 2029/30