Tamandaré F200 em Santos

Imagens aéreas registram a passagem da F200 pelo canal do maior complexo portuário da América Latina, em uma das primeiras comissões do mais novo navio-escolta da Marinha do Brasil

Imagens feitas por drone de Roberto Smera registraram a chegada da Fragata Tamandaré (F200) ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O navio, incorporado à Esquadra brasileira em abril deste ano, navegou pelo canal de acesso ao complexo portuário acompanhado por embarcações de apoio, proporcionando uma visão privilegiada de suas linhas furtivas e dos novos sistemas instalados a bordo.

A F200 chegou a Santos na sexta-feira, 17 de julho, integrando o grupo de meios mobilizados para a Operação ADEREX 2026, principal exercício periódico de adestramento da Esquadra. A operação busca manter elevado o nível de prontidão de navios, aeronaves, submarinos e unidades de Fuzileiros Navais.

Além da Tamandaré, estiveram atracados no Porto de Santos o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico (A140), as fragatas Defensora (F41) e União (F45), o Navio-Patrulha Oceânico Apa (P121) e o submarino Tikuna (S34). O NAM Atlântico foi aberto à visitação pública no domingo, 19 de julho, no Complexo Naval do Porto de Santos.

Uma das primeiras comissões da F200

A presença em Santos ocorre menos de três meses depois da incorporação oficial da Fragata Tamandaré à Esquadra, realizada em 24 de abril, na Base Naval do Rio de Janeiro.

A cerimônia marcou a transferência do navio para o setor operativo da Marinha e o início de sua vida militar ativa. A F200 é a primeira unidade de um lote inicial de quatro fragatas destinado à renovação do núcleo da força de superfície brasileira.

Sua participação na ADEREX representa uma etapa importante no processo de integração do navio às operações da Esquadra. Em exercícios dessa natureza, as tripulações treinam procedimentos de defesa aérea, guerra antissubmarino, combate de superfície, comunicações, manobras táticas e proteção de unidades de maior valor.

Construída no Brasil

A Fragata Tamandaré foi construída no TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina, pela Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, formada pela TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech. O programa é administrado pela Empresa Gerencial de Projetos Navais — Emgepron.

A construção começou em 2022, com o corte da primeira chapa de aço. O navio foi lançado ao mar em agosto de 2024 e realizou seus testes de aceitação entre agosto e dezembro de 2025. Depois de concluir a fase industrial, a fragata chegou ao Rio de Janeiro em 16 de março de 2026, após uma viagem de aproximadamente 765 quilômetros desde Itajaí.

O projeto envolveu transferência de tecnologia, treinamento de profissionais brasileiros e participação de fornecedores nacionais. Segundo a Marinha, cerca de 1.585 trabalhadores atuaram diretamente na construção da F200, enquanto o programa completo deverá gerar aproximadamente 23 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Renovação da Esquadra

Com deslocamento aproximado de 3.500 toneladas, convoo e hangar para helicópteros, a Tamandaré foi projetada para enfrentar simultaneamente ameaças aéreas, de superfície e submarinas.

Seu sistema de gerenciamento de combate integra os dados provenientes dos radares, sonares, equipamentos eletro-ópticos e sensores de guerra eletrônica, fornecendo à tripulação uma visão consolidada do cenário tático.

O armamento inclui mísseis antinavio, entre eles o brasileiro MANSUP, mísseis antiaéreos de lançamento vertical, torpedos, um canhão principal de 76 mm, um canhão de 30 mm e metralhadoras pesadas para defesa aproximada.




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TeoB

Confesso que os primeiros 10 segundo do vídeo ela me lembrou as Inhaúma.

PY3TO - Rudi'

Você se refere a estabilidade dela?

TeoB

tuchê!

737-800RJ

Eu admito qualquer crítica às Tamandarés… Só não aceito que digam que ela é feia!

Camargoer.

É um navio bonito e o vídeo ficou bom.

GBento

Esse vídeo ficou espetacular!

Camargoer.

Pois é… os militares não sabem fazer vídeos instituicionais bons. O certo é contratar uma agẽncia que faça o trabalhao para ter qualidade;

JCuritiba

Ela é uma embarcação com linhas elegantes, mas tenho a impressão de ser pouco armada.

Camargoer.

De novo… ela é tão armada quando qualquaer outra fragada da classe dela.. um canhão principal na proa, um canhã secundário sobre o hangar… 2 lançadores tripos de torpedos leves, um de cada lado, lançadores de misseis anti-navio até 8 (repara que a F200 só tinha 2 casulos de mísses antinavio) e mísseis de lançamento vertical… no caso, as FCT possuem 12.. poderiam ser mais mas havia um teto de quanto gastar com o o projeto… o nvaio é novo, moderno, sensores no estado da arte…, 12 ou 24 VLS praticamente não importa

737-800RJ

Camargoer, de 12 pra 24 mísseis — já que o modelo escolhido só suporta um míssil por canister –, há uma diferença considerável. Num ataque de saturação em que vários mísseis antinavio (às vezes com drones na brincadeira para confundir ainda mais as defesas) chegam quase que ao mesmo tempo na direção da embarcação, esses mísseis a mais significam maior capacidade de sobrevivência, inclusive para o comboio.

Camargoer.

737, è preciso lembrar que o edital era para corvetas dfe US$ 500 milhões, permitindo oferecer navios maiores desde que o custo estivesse nestra faixa. Os alemães entenderam o contexto da MB que havia cancelado o Prosuper e ofereceram as FCT. Por isso são 12 ao invés de 25 misseis… se fossem 24 míssesi, o preço seria maior e a MB reria optados pelas corvetas de 2.5 mil ton masi parecidas com a Barrroso do que com as Niteroi. Foram 12 VLS e um sistema de propulsao mais simples e robusto. FIco curioso com o que mais foi feito nas… Read more »

TeoB

Com certeza não faz diferença… só tem que combinar bem antes de receber um ataque pq só tem 12 nisseis… se vir um ataque com 13 já da ruim.

Camargoer.

Ja respondi ao 737 a razão de ser 12 ao invés de 24… porque espaço tem.

Atirador

Não é uma economia tão grande assim para justificar

Wilson Look

Se de fato houvesse interesse político em se ter uma marinha forte, concordaria com você.

Mas como não é o caso, o programa só esta andando no ritmo em que está por causa da capitalização dos recursos usados para o pagamento.

Camargoer.

Acho que todo mundo que já constriuu ou reformoi uma casa já passou por este dilema… a peça unitária nem é cara, mas a soma de pequenas coisa fica uma fortuna

joao victor

Baita navio, lindo. Uma pena que tenha armamento de corveta e seja tão mal armado, apesar de todo o potencial. Possui apenas 4 MANSUP no centro, porém há espaço físico para algo em torno de 16 mísseis.

Camargoer.

Possui espaço para até 8 mísseis antinavio… se você prestar atenção no vídeo verá que ela está com apenas 2 misses em um lançados duplo. O outro vazoi

joao victor

Sim, ela vai ter 4 MANSUP, com 2 lançadores duplos. No vídeo, o outro ainda não está instalado.
O valor desse navio e o nível de armamento são, no mínimo, broxantes. Era melhor ter pego um segundo lote dos Riachuelos.

Camargoer.

Ela pode levar até 8 mísseis usando dois carregadores quádrupulos… ou 4 mísses usando dois carregadores duplos ou usar um carregador simples

No caso do vídeo, o navio está com 2 misseis em um carregador duplo de um lado e nada no outro lado….. coisas da MB,

Não vai ter segundo lote de Riachuelo… o foco agora é o SBN

Burgos

Belas imagens 👍
Que venham as outras 4 💪⚓️
Quanto a estabilidade da embarcação fiquem tranquilos, elas possuem elementos estabilizadores que visa dirimir o movimento de banda para o sistema de tiro poder “treckar” o alvo com maior precisão em relação a mira

Alex Barreto Cypriano

Dizem que tem, além do passivo bilge keel (eu acho que são pequenos pra um vaso de 3.500 toneladas), os ativos fin stabilizers retráteis e tanques de lastro antirolagem. Deviam estar inativos pra economizar vai Deus saber o quê ou porque não são necessários pra uma simples visita doméstica. Deixa rolar, fazer nana-nene…

Burgos

Boa noite Alex; Eles podem ser usados tanto para tiro como para poder dar mais estabilidade proporcionando mais conforto para tripulação para realizar os serviços necessários a bordo (um principal que não para a bordo é o rancho/cozinha). Me lembro que quando voltando para casa na F42 da UNIFIL III no Mediterrâneo o mar estava bastante agitado e estávamos com várias fainas a bordo, uma delas era de munição 🥴 O OF de quarto pediu permissão ao comando para alimentar os estabilizadores que foi autorizado de imediato. E o pessoal da cozinha agradeceu, é claro 👍 Para isso é necessário… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Baita relato, Burgos. Obrigado 👍👍

Valmir daitx

Muito top, só não sei porquê economizaram na ostentação de nossa bandeira nacional, quase imperceptível! Mas tratando-se de quem comanda dá pra entender!

Marcelo Andrade

Belas imagens. A bichona é bonita

Jabulani Teimoso

Felizmente consegui passar o fim de semana em Santos e ver a frota entrando no porto e tirei umas fotos, só não deu pra visitar o Atlântico no pier da Capitania pois tinha compromisso.
Tá faltando um submarino classe Riachuelo ir a Santos, só ficam na costa do RJ.

Dalton

Tanto o ^Riachuelo^ quanto o mais recente ^Humaita^ já visitaram o Nordeste por exemplo.

Last edited 1 mês atrás by daltonl
Tomcat4.8

Bonita pra kawaka !!! Que venhão mais 8 e depois mais 4, maiores , com base na Meko 200.

Glaucus Lima

Duas perguntas: 1) Se não me falha a memória o sistema antiaéreo pode ser substituídos por um com 3 mísseis em cada casulo (mesmo sistema e míssil) porque espaço tem, sem modificações estruturais ou de grande monta. Confirma? 2) Vai ter um helicóptero orgânico ou será aquele que melhor se destina ao tipo de missão (guardada a capacidade de receber modelos que possam ser operados pelo navio)?

Claudio Moraes

Esse balanço dela para os lados é normal? Sou leigo nesse assunto.

Alex Barreto Cypriano

Gente, gente! Os EUA nos copiam, desesperados pra resolver seu gargalo aquisitivo: acabaram de implementar PAE (Portfolio Aquisition Executive) Maritime (pois existirão outras mais), uma EmGeProN deles. Aqui, ó: https://news.usni.org/2026/07/20/new-navy-pae-maritime-shipbuilding-office-reaches-ioc Kkkk, mal sabem o rolo que é isso. Vão aprender… Mas eles já sabem, lá no fundo, que é o fim: um vice-almirante ianque aposentado (David Lewis) en passant deu o melhor diagnóstico – numa época de revolução técnica/tecnológica, a marinha que aprende as lições e se adapta mais e melhor, sobrevive. A que se apegar ao passado, como a MB costuma fazer (lembremos das mini-Niterois…) vai se afundar em… Read more »

Bigliazzi

Que legal! Uma bela aquisição.