NDM Oiapoque G350 - 2

Ex-HMS Bulwark já exibe o indicativo brasileiro G350 enquanto passa pelos últimos trabalhos de revitalização antes da transferência à Marinha do Brasil

Novas fotografias feitas pela Gemzies Photography mostram o futuro Navio-Doca Multipropósito NDM Oiapoque (G350) atracado na Base Naval de Devonport, em Plymouth, no Reino Unido, onde recebe os ajustes necessários antes de ser entregue à Marinha do Brasil.

As imagens, registradas em 24 de julho de 2026, revelam o antigo HMS Bulwark já com o indicativo de costado G350, marcando visualmente sua transição da Marinha Real Britânica para a Esquadra brasileira. O navio permanece em Devonport enquanto são concluídos os trabalhos de revitalização, certificação e preparação de seus sistemas.

A transferência deverá ocorrer com o navio na condição denominada pela Marinha como “Ready to Sail”, ou seja, pronto para navegar e operar. O Relatório de Gestão de 2025 da Força estabelece como referência a entrega do NDM Oiapoque até o final de 2026.

Revitalização prepara navio para a Esquadra brasileira

O processo realizado em Plymouth envolve a preparação de equipamentos, sistemas de bordo e instalações, além da adaptação do navio aos procedimentos operacionais da Marinha do Brasil.

Durante uma visita ao navio, em fevereiro, a Marinha informou que a revitalização abrangia áreas fundamentais como o passadiço, o Centro de Operações de Combate, o convoo, a doca alagável, os compartimentos destinados às operações anfíbias e os espaços de habitabilidade.

Também estão sendo realizados trabalhos para integrar a tecnologia britânica aos procedimentos brasileiros e preparar a tripulação responsável pela operação e manutenção do meio.

O Ministério da Defesa britânico informou em junho que o processo de regeneração do antigo HMS Bulwark deveria ser concluído ao longo de 2026. O navio havia passado vários anos em períodos de prontidão reduzida e manutenção antes de ser retirado do serviço da Royal Navy e vendido ao Brasil.

Compra foi assinada em setembro de 2025

A Marinha do Brasil assinou o contrato de aquisição do HMS Bulwark em 10 de setembro de 2025, durante a feira Defence & Security Equipment International — DSEI UK, realizada em Londres.

O acordo foi formalizado após a assinatura de uma carta de intenções entre Brasil e Reino Unido durante a LAAD Defence & Security, realizada no Rio de Janeiro em abril daquele ano. O navio recebeu posteriormente o nome Oiapoque, em homenagem ao rio que marca parte da fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.

O indicativo G350 diferencia o navio de seu antigo número de amura britânico, L15. A aplicação das novas marcações em Devonport representa uma das etapas mais visíveis do processo de transferência.

Segundo maior navio de guerra do Brasil

HMS Ocean (Atual NAM Atlântico) e o HMS Bulwark (futuro NDM Oiapoque)

Com 176 metros de comprimento e deslocamento de aproximadamente 18.500 toneladas, o NDM Oiapoque será o segundo maior navio de guerra da Marinha do Brasil, atrás apenas do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico (A140).

A embarcação pode atingir velocidade próxima de 18 nós, equivalente a cerca de 34 km/h. Sua tripulação poderá chegar a aproximadamente 290 militares, com capacidade adicional para acomodar cerca de 700 combatentes, dependendo da missão.

O navio possui uma doca interna alagável, por meio da qual pode lançar e recolher embarcações de desembarque. Essa característica permite transportar tropas, veículos, equipamentos e suprimentos diretamente para regiões costeiras, mesmo quando não existe infraestrutura portuária disponível.

Seu convoo foi projetado para operar simultaneamente até dois helicópteros de grande porte. Embora não tenha um hangar convencional, o Oiapoque dispõe de instalações para apoiar operações aéreas, movimentação de cargas, evacuação aeromédica e desembarque de pessoal.

Operações anfíbias e ajuda humanitária

A incorporação do Oiapoque ampliará a capacidade brasileira de conduzir operações anfíbias, projeção de poder, transporte estratégico e presença naval. O navio poderá funcionar como plataforma de comando e apoio logístico para forças enviadas a áreas distantes do litoral brasileiro.

A embarcação também foi adquirida com forte ênfase em missões humanitárias e resposta a desastres. Sua capacidade de transportar ambulâncias, veículos de engenharia, hospitais de campanha, alimentos, medicamentos e embarcações auxiliares permitirá organizar operações de socorro em regiões atingidas por enchentes, deslizamentos ou outros eventos extremos.

A doca alagável possibilitará que pessoal e suprimentos sejam desembarcados sem depender de cais em condições normais de operação. Os helicópteros poderão realizar reconhecimento, transporte de equipes, resgate e evacuação de feridos.

Oiapoque reforçará núcleo anfíbio da Marinha

Quando chegar ao Brasil, o NDM Oiapoque deverá operar ao lado do NAM Atlântico, do NDM Bahia e do Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia.

O novo navio acrescentará à Esquadra uma plataforma especialmente projetada para comandar e sustentar operações anfíbias de grande porte. Seu centro de comando, a capacidade de transportar tropas e veículos e a possibilidade de operar simultaneamente embarcações de desembarque e helicópteros ampliarão as opções disponíveis para a Marinha.

As fotografias feitas em Devonport mostram que a transformação externa do antigo HMS Bulwark já está avançada. Com o indicativo G350 aplicado ao casco, o navio começa a assumir definitivamente a identidade brasileira enquanto aguarda a conclusão dos trabalhos, os testes e a preparação para atravessar o Atlântico.■

FOTOS: Gemzies Photography




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59 Comentários
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Fabricio

Navio lindo ótima aquisição para gloriosa MB!!! E que venham as wave precisamos muito de navios reabastecedores

Marcelo

A MB nao podia ter perdido a oportunidades de comprar o navio tanque Rfa wave rule .
Agora é torce que futuramente a MB compre Hms Albion.
O problema orçamentario inviabiliza a aquisição desses meios $$.

Marcelo Andrade

Gente, já viram o tamanho dos wave? São navios muito grandes para a MB

FERNANDO

Bonito, seja bem vindo.
A gente fica feliz, mas, triste ao mesmo tempo.
Talvez daqui a um tempo, nao teremos mais onde comprar navios a preço de bananas.

Palpiteiro

Muito bom

ChinEs

A decisão mais acertada da MB

Souto

Boa noite o navio Oiapoque vem com algum armamento?

Eduardo

Tem alguns canhões, vai lá na imagem interna mostrando cada seção do navio

Fabio

Nove canhão de 300 milímetros na proa e outros 45 canhões 105 milímetros espalhados para defesa e mais 18 mísseis semelhante o Russo Sarmat

Jorge Roberto Araujo

O comediante foi detectado. Kkk

Dom Lazier

300 milímetro? Oloco é um cruzador.

Santamariense

Ele foi irônico….

Marco antonio

Aí ele se chamaria botafogo😃

Rinaldo Nery

Quais seriam essas “operações anfibias de grande porte”? Alguém dê um exemplo possível. Qual cenário?

Leandro Costa

Vamos desembarcar em Guam para retomar a ilha junto com os US Marines após a tomada repentina pela China. Depois disso talvez tenhamos que nos preparar para operações na costa Taiwanesa. Ou… Vamos desembarcar nas Falklands para expulsar os pescadores Chineses que tomaram as ilhas e estão obrigando a população à jogarem Mahjong. Algo assim. Mas acho que vai servir para apoiar quaisquer operações que paz que o Brasil se meta. É um excelente navio, só realmente nunca o achei necessário, já que temos Atlântico e Bahia na função. Precisamos é de navios de apoio logístico e abastecimento, isso sem… Read more »

Santamariense

Exatamente!!!!

Rawicz

Tenho a sensação que a Marinha opta por este tipo de navio justamente pela flexibilidade que apresenta. Nao obviamente para fazer o papel de patrulha, mas permite ser, alem do papel anfíbio, um navio logístico para um apoio de mais longo prazo, já que só temos o Gastão Motta e o Wave pareceu ser grande demais para a “urgência da emergência dos meios da MB” Com o Oiapoque a Marinha ganha uma ampla capacidade de transporte, que permite transferencia de combustível, uma grande area para armamazenamento de gêneros, munição entre outros sem necessariamente ter uma nave especialmente para isto. Óbvio… Read more »

deadeye

Eu apoio desembarcar na provincia Cisplatina, para tomar o que é nosso (contém ironia)

Palpiteiro

O litro da gasolina lá está 12 reais. Custo de vida similar a Europa. Ninguém quer ir pra lá pelo alto custo.

Fábio Mayer

Arrisca a gente anexar aquela coisa, e os nossos preços ficarem iguais aos deles!

Marco antonio

Perfeito.

Jabulani Teimoso

Uma vez eu conversando com um entusiasta naval como eu, ele propôs que a Marinha adquira um navio tanque da Petrobrás, por exemplo, e use essa embarcação como navio logístico ou no melhor caso faça um projeto do zero. Não precisa ser como os Wave ou os dos EUA, muito grandes pra nossa realidade, uma embarcação com 180 x 32 mts tá ótima.

Santamariense

Nem a MB sabe…

Pedro

Desfile naval, baile de formatura…dá para fazer lindos jantares para os comandantes da Marinha….rs

Marco antonio

É 0 melhor rega bofe das forças armadas 👀🤣

joao victor

A Marinha Brasileira tem entre 10 e 15 embarcações prontinhas para serem desativadas, incluindo toda a classe Niterói. Ela chega como uma bela embarcação para reforçar a patrulha do Brasil. Agora, a capacidade de combate dela é muito baixa.

Leandro Costa

Que patrulha?

joao victor

doutrina da marinha.

Leandro Costa

Não se usa navio de desembarque anfíbio para patrulha. Para patrulha, se utiliza navios de patrulha.

Fernando Vieira

Imagina mandar esse monstro pra pegar playboy de lancha que tá pescando perto demais de plataforma de petróleo.

joao victor

De fato, não. Para isso ele tem lanchas menores e helicópteros. Ele vai ser usado para tudo, dificilmente para desembarque. O Brasil sequer tem meios para escolta, nem a necessidade de navios desse meio.
O que temos é falta e necessidade de qualquer meio, já que temos quase 15 navios em idade para desativação a classe Niterói inteira.

Leandro Costa

As lanchas menores e helicópteros são para desembarque de tropas e movimento de suprimentos. Não para patrulha.

Não temos falta e necessidade de qualquer meio. Na minha opinião não tínhamos mais a necessidade de navios de desembarque anfíbio, como no caso do Oiapoque, justamente porque temos necessidade de mais navios patrulha e de combate.

Não adianta trocarmos maçãs por peras. Não são a mesma coisa.

Dalton

Como curiosidade Leandro, os navios anfíbios da US Navy e também o NAe baseados no Japão costumam ser enviados duas vezes por ano no que ^eles^ chamam de patrulhas de cerca de 3 meses cada uma , ^Spring^, ^Summer^, ^Fall Patrol^ dependendo da época do ano, gosto de comparar a rotina anual daqueles meios com os da nossa marinha. . Talvez o termo patrulha confunda-se em algum momento com projeção de poder afinal os navios estarão atentos a irregularidades em áreas de importância mais afastadas. . Independente disso, segundo o Almirante Olsen um ^navio de desembarque^ será retirado até 2028… Read more »

Piassarollo

De fato nobre Dalton, o Almirante Sabóia está com os dias contados.

Beto

Será que ainda chega em 2026 no Brasil?

Leandro Costa

Leia a matéria.

Sara

li e tb continuo com a mesma dúvida. inclusive tem um comentario dizendo que só em 2027, então pelo visto ngm sabe

Leandro Costa

“O Relatório de Gestão de 2025 da Força estabelece como referência a entrega do NDM Oiapoque até o final de 2026.”

Tenho pitacos.

7 de Setembro
Regata da Escola Naval (2º final de semana de outubro)
Dia do Marinheiro (13 de Dezembro)

Moriah

Ele e o Atlântico nem caberiam no cais da Cap. de Santos. Mas, espero vê-lo por aqui.

Moriah

Não caberiam juntos, eu quis dizer.

josedasilva

Em todos os governos há cortes todos os anos, mas pra comprar velharia de oportunidade o $$$ sempre aparece, e do nada!
Esta é a repetição do, já manjado, BARATO agora que SAI CARO no longo prazo!
Incrível ver uma massa de entusiastas que batem palmas na compra de lixo dos outros!

Alberto Pacheco

Orgulho de ter ser servido a Marinha do Brasil 1979, Na fragata Liberal , parabéns a gloriosa Marinha do Brasil.

Alexandre

Nossa que legal. Voce deve ter servido com o meu pai, ele serviu na Constituiçao (F-42), ele foi na tripulaçao que foi fazer os treinamentoas e teste em 1978 e traze-la da Inglaterra. Moramos la nessa epoca…

Neto

Meio novo e com grande capacidade de transporte marítimo, incluindo helicópteros. . Será um excelente backup para o Atlântico quando o Atlântico estiver docado. . Gosto bastante de navios de convés continuo, como o Atlântico. Principalmente pela possibilidade de lançar drones que isso proporciona. . Ao ver o Oiapoque, que possui um bom convés para aeronaves mas não possui um Hangar pra elas, fica em falta isso. . Torço que a marinha consiga não apenas manter doutrinas com o Bahia, o Atlântico e o Oiapoque. Mas que consiga produzir um bom documento de requisitos que possa gerar nossa futura (25… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Neto
Carlos Sinésio

Boa proposta. Mas sendo um pouco mais otimista, seriam mais 4 subs Riachuelo, e além das 4 FCT adicionais partiria para mais 4 de maior porte. E devemos contratar sim dois navios ApLog/Tanque de porte médio, com projeto e construção nacionais.

Rafael Cordeiro

Não virá em 2026. Ouvi dizer que está com problemas nos motores e que a manutenção só ficará pronta em Janeiro/Fevereiro de 2027.

Last edited 1 mês atrás by Rafael Cordeiro
BrunoFN

Otimo,é uma bela nave e ainda na esperança do seu irmão Albion…. junto ao Atlantico e o Bahia sao aquisições pragmáticas como essa que fazem toda a diferença … o custo dos 3 nao daria para compra sequer um novo navio do tipo .. apesar dos criticos sequer conhecer o minimo ja o criticam por criticar .. sao os mesmo que foram contra ao Atlantico etc ,um multiplicador de forças

Gilberto Pereira de Sousa

Estive por quase dez anos na força de transporte NDCC Garcia D’Ávila, pedi baixa 1979, minha maior escola de vida, fora, em entrevistas a oportunidades, sempre sai vitorioso ao relatar parte de minhas experiências, fui um estudioso dos meios e classes dos navios militares à época, até o presente ainda tenho interesses pelo que acontece na nossa Marinha. É uma aquisição de oportunidade que o almirantado decidem por óbvias carências dos recursos que são negados ao programa de renovação, nunca cumprido ao que é decidido, esse custo e essa classe são de grande valor, as embarcações inglesas são robustas e… Read more »

Legendary

Belo alvo. Mais uma banheira. Ralo do dinheiro público que nunca cumprirá o propósito de defesa. Salão de festa flutuante.

Beto

Alguém pode me explicar pq o Wave não foi adquirido? Afinal o interesse inicial não era por ele?

Dalton

Tem matéria aqui no ^Naval^ sobre o assunto mas basicamente a proposta de compra de uma empresa privada britânica teve mais vantagens pois ambos serão revitalizados e prestarão serviços relevantes pelos próximos vinte anos para marinhas aliadas que necessitem deles eventualmente até a própria Royal Navy.

EduardoSP

Comprou porque estava à venda.
Qual uso será dado a ele e sua utilidade serão avaliadas depois.
Pessoalmente acho desnecessário diante de tantas outras carências da MB e da disponibilidade de meios similares.
Mas pelo menos dá para colocar nele mil dos quase 80 mil militares da marinha. Se comprasse uma corveta daria para embarcar só uns 150.

Alex Barreto Cypriano

Off-topic: já deram uma olhada nos vídeos do SinkEx dos Ex USS Peleliu e USS Mobile Bay? Aqui, ó:
https://news.usni.org/2026/07/23/video-decommissioned-uss-mobile-bay-uss-peleliu-sunk-in-rimpac-drills
Neste, onde se exibe o ataque de um USV ao Peleliu, dá pra ver enormes buracos no casco de bombordo e uma perfuração menor na linha d’água a boreste do classe Tarawa. Aqui, ó:
https://youtu.be/yt68UXMCQcg?is=DlhbOXmb8MG5uLkf

Fabio

A MB tem mais sorte que juízo, aparece umas oportunidades que ninguém acredita, tipo essas, é como a mina mais bonita da festa te intimando.

pgusmao

Ótimo navio, uma pena que terá como destino ficar docado no RJ, com algumas saídas uma vez ao ano e exercícios na Baía de Guanabara. Infelizmente, essa é a realidade da MB, digo marinha carioca.

Roosevelt

Interessante, “Sua tripulação poderá chegar a aproximadamente 290 militares”. Só isso? menos que um destroyer? Sei não viu?

Fábio De Souza

Ótima noticia a MB .

Mauricio R.

Escrevi um tempo atrás que a MB deveria juntar o convôo corrido do NAM Atlântico, a doca alagável do NDM Bahia.
Vamos a uma atualização.
Agora a MB deve juntar o convoo corrido do NAM Atlântico, a doca alagável do NDM Oiapoque.

Lucas hp

Tem alguma chance de receber armamentos antiaéreos melhores no Brasil?