Relatório da Marinha revela avanços no PROSUB e nas fragatas Tamandaré, mas alerta para restrições orçamentárias
A fragata Jerônimo Albuquerque (F201), lançada ao mar em 2025
Balanço de 2025 registra entrega do submarino Tonelero, lançamento do Almirante Karam, preparação do NDM Oiapoque e expansão da vigilância marítima, enquanto falta de previsibilidade financeira ameaça cronogramas e prontidão operacional
A Marinha do Brasil avançou em 2025 na renovação de sua Esquadra, na construção de submarinos, no desenvolvimento da propulsão nuclear e na ampliação da capacidade de vigilância da Amazônia Azul. Os resultados foram alcançados, entretanto, sob severas restrições orçamentárias, que obrigaram a Força a reprogramar despesas, adiar metas e concentrar recursos nos projetos considerados prioritários.
O quadro é apresentado no Relatório de Gestão 2025 do Comando da Marinha, publicado em março de 2026. Com 333 páginas, o documento reúne informações sobre operações militares, projetos estratégicos, atendimento à população, segurança da navegação, gestão de pessoal e execução financeira.
O relatório retrata uma instituição responsável por uma área marítima de aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados, além de uma região de busca e salvamento superior a 14,1 milhões de quilômetros quadrados e de uma malha hidroviária com cerca de 63 mil quilômetros de rios navegáveis.
A relevância econômica desse espaço é igualmente expressiva: aproximadamente 95% do comércio exterior brasileiro circula por via marítima, enquanto 99% das comunicações internacionais do país dependem dos cabos submarinos distribuídos ao longo do litoral.
PROSUB entrega o Tonelero e lança o Almirante Karam

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos — PROSUB — concentrou alguns dos principais marcos alcançados pela Marinha durante o ano.
O submarino Tonelero (S42) realizou sua primeira imersão dinâmica em janeiro de 2025, a primeira imersão em profundidade em março e um lançamento de armas em julho. Em 26 de novembro, a embarcação foi formalmente entregue ao setor operativo.
Na mesma data, a Marinha lançou ao mar o submarino Almirante Karam (S43), quarta unidade convencional da classe Riachuelo. O navio havia concluído o embarque de suas baterias em junho e recebido a primeira carga completa no mês seguinte.
O PROSUB prevê a construção no Brasil de quatro submarinos convencionais derivados do projeto francês Scorpène, a implantação de uma infraestrutura industrial e de apoio em Itaguaí e, como objetivo de maior complexidade, a obtenção do primeiro Submarino Nuclear Convencionalmente Armado — SNCA brasileiro.
O relatório destaca que a finalidade do programa ultrapassa a incorporação dos navios. A transferência de tecnologia associada aos contratos busca capacitar o país para projetar, construir e manter submarinos convencionais e nucleares, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros.
Infraestrutura de Itaguaí continua em expansão
As atividades de 2025 também envolveram a ampliação da infraestrutura destinada à operação e à manutenção da nova frota.
Na Base de Submarinos da Ilha da Madeira, foram entregues o prédio do comando, a subestação destinada aos cais 3 e 4 e a estação de tratamento de efluentes, esta última ainda com algumas pendências. Os tanques de óleo combustível e o prédio administrativo do Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché encontravam-se em fase final de execução.
No Estaleiro de Manutenção da Ilha da Madeira, foi entregue uma oficina para apoio à manutenção dos motores diesel. Permaneciam em andamento a montagem e o comissionamento das bancadas da sala limpa destinada aos serviços especializados nos submarinos.
O orçamento do ano permitiu ainda a realização do terceiro período de manutenção atracado do submarino Humaitá e o início da primeira docagem de rotina do Riachuelo.
Ao final de 2025, a Marinha registrava cerca de R$ 2,7 milhões inscritos em restos a pagar relacionados principalmente à compra, no exterior, de sobressalentes para os submarinos da classe Riachuelo.
Construção do submarino nuclear avança em etapas industriais

No projeto do futuro SNCA, o relatório destaca a conclusão da parametrização das máquinas semiautomáticas de soldagem e da fabricação de ferramentas e gabaritos que serão empregados na produção do casco.
Também foram executadas etapas de consultoria técnica relacionadas aos sistemas e equipamentos especiais do submarino.
Em junho de 2025, a Marinha assinou dois contratos para aquisição de pacotes de materiais importados destinados ao SNCA e realizou os pagamentos iniciais necessários para que os instrumentos entrassem em vigor. As entregas começarão nos próximos anos.
O avanço físico apresentado no relatório ficou abaixo da meta originalmente prevista. A Marinha atribuiu parte da diferença à adoção de uma nova metodologia recomendada pelo Tribunal de Contas da União, que deixou de contabilizar a transferência de tecnologia como ativo incorporado ao PROSUB e passou a tratá-la como despesa do exercício.
Programa Nuclear chega a 66,8% de execução acumulada

O Programa Nuclear da Marinha — PNM — também avançou no desenvolvimento do ciclo do combustível nuclear e do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, o LABGENE.
O LABGENE será o protótipo em terra da planta nuclear que deverá equipar o futuro submarino. Seu desenvolvimento permite testar o reator, os sistemas de geração de energia, os controles e os equipamentos auxiliares antes da instalação em uma plataforma naval.
Em 2025, a meta de avanço físico do LABGENE era de 1,5%, enquanto o resultado informado foi de 1,7%. Entre as atividades realizadas estão a conclusão de obras civis no Prédio Auxiliar Controlado, a prontificação de painéis e sistemas da sala de controle e a continuidade do processo de licenciamento junto à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear.
A Marinha também avançou na elaboração dos documentos de segurança do depósito intermediário de rejeitos do ciclo do combustível e concluiu o Curso de Treinamento Básico do LABGENE para parte do pessoal envolvido no programa.
Considerando conjuntamente o ciclo do combustível e o LABGENE, o programa alcançou 66,8% de execução física acumulada. O percentual ficou abaixo da trajetória inicialmente planejada, o que exigirá a compensação da diferença nos exercícios seguintes.
Fragatas Tamandaré avançam na construção e nos testes
O Programa Fragatas Classe Tamandaré registrou três marcos importantes durante 2025: a realização dos testes de mar da primeira fragata, o lançamento da Jerônimo de Albuquerque e o batimento de quilha da Cunha Moreira.
As quatro fragatas fazem parte do esforço de renovação dos principais meios de escolta da Esquadra. O programa também é apresentado pela Marinha como um projeto de fortalecimento da construção naval brasileira e de aquisição de conhecimento em engenharia, integração de sistemas e gerenciamento de produção.
O processo de construção emprega uma plataforma digital sem papel e um modelo modular, no qual os blocos dos navios são produzidos simultaneamente antes da união final.
Um dos principais componentes tecnológicos é o sistema de gerenciamento de combate desenvolvido pela Atech em parceria com a Atlas Elektronik. O equipamento integra 22 componentes relacionados aos sensores, às comunicações e aos armamentos.
Outro sistema desenvolvido com participação brasileira é o sistema integrado de gerenciamento da plataforma, produzido pela Atech em parceria com a L3Harris. A solução monitora e controla 68 sistemas, incluindo propulsão, geração de energia, equipamentos auxiliares e controle de avarias.
Segundo o relatório, a transferência de tecnologia associada ao programa consolidou no Brasil conhecimentos aplicáveis não apenas aos navios, mas também a futuras infraestruturas terrestres de comando e controle.
Novos navios-patrulha sofrem impacto dos bloqueios
A construção dos navios-patrulha Mangaratiba e Miramar, de 500 toneladas, continuou em 2025, mas foi afetada pelo bloqueio de recursos.
No Mangaratiba, os trabalhos apresentaram avanços nos sistemas de propulsão e geração elétrica, nas estruturas e no acabamento. No Miramar, foi iniciada a construção do casco em blocos.
A Marinha reconheceu que a restrição orçamentária obrigou a readequar o planejamento e transferir parte das metas físicas para o exercício seguinte.
Essas embarcações serão utilizadas em patrulha naval, proteção das plataformas de petróleo e gás, fiscalização das águas jurisdicionais e repressão a atividades ilícitas.
Corpo de Fuzileiros Navais recebe dez viaturas Unimog
O Programa de Consolidação da Brigada Anfíbia do Rio de Janeiro — PROADSUMUS — registrou a entrega de dez viaturas operativas pesadas não blindadas Unimog.
Os veículos ampliam a mobilidade logística e a capacidade de pronta resposta do Corpo de Fuzileiros Navais, especialmente no transporte de pessoal, equipamentos e suprimentos em terrenos de difícil acesso.
O programa está relacionado tanto às operações militares quanto ao apoio à defesa civil e às missões humanitárias, nas quais os meios do Corpo de Fuzileiros Navais podem ser empregados para transportar ajuda, desobstruir vias e alcançar comunidades isoladas.
SisGAAz amplia cobertura sobre a Amazônia Azul
O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul — SisGAAz — prosseguiu na expansão da consciência situacional marítima.
Entre os avanços registrados estão os trabalhos na Unidade de Vigilância de Castelhanos e o fornecimento de dados de radar na região do Albardão, no extremo sul do litoral brasileiro.
O sistema reúne informações produzidas por radares, sensores, satélites, aeronaves, navios e órgãos civis. Seu objetivo é formar um quadro integrado das atividades realizadas nas águas jurisdicionais brasileiras, facilitando a identificação de embarcações, o acompanhamento do tráfego e a reação diante de ameaças ou ilícitos.
A ampliação do SisGAAz ganha importância diante da necessidade de proteger plataformas de petróleo, portos, cabos submarinos, rotas comerciais e recursos naturais.
Oiapoque será entregue até o final de 2026
O relatório detalha ainda a aquisição do futuro Navio-Doca Multipropósito Oiapoque (G350), antigo HMS Bulwark da Marinha Real Britânica.
O contrato foi assinado em 2025, e grupos da futura tripulação foram enviados ao Reino Unido para realizar cursos, familiarização a bordo e acompanhamento dos trabalhos de preparação do navio.
A embarcação deverá ser transferida à Marinha do Brasil na condição denominada “Ready to Sail”, pronta para navegar e operar, até o fim de 2026.
O Oiapoque poderá transportar tropas, veículos, equipamentos, embarcações de desembarque e aeronaves. Também poderá receber hospitais de campanha e um centro integrado de planejamento e controle.
Essas capacidades permitirão sua utilização em operações anfíbias, proteção de brasileiros no exterior, diplomacia naval e resposta a desastres naturais.
A aquisição está sendo realizada em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Em 2025, a ação orçamentária registrou dotação e empenho de R$ 1 milhão. O planejamento apresentado prevê R$ 150 milhões em 2026 e parcelas anuais de R$ 109,2 milhões entre 2027 e 2031.
Operações mobilizaram milhares de militares
A Marinha manteve uma ampla agenda de treinamento no Brasil e no exterior. Entre as principais operações internacionais estiveram a Jeanne d’Arc, com a França; a UNITAS LXVI; a FRATERNO XXXVIII, com a Argentina; e a GUINEX-V e Obangame Express, no Golfo da Guiné.
No território nacional, destacaram-se as operações Atlas, Aspirantex, Furnas e os exercícios de lançamento de armas e ADEREX.
Somadas suas diferentes fases, a Operação Atlas ocupou 94 dias, envolveu 6.379 militares, dez navios, 11 aeronaves e 45 meios do Corpo de Fuzileiros Navais. As unidades participantes navegaram 15.271 milhas náuticas.
A UNITAS LXVI durou 92 dias e envolveu uma unidade naval brasileira, uma aeronave e 277 militares, com 10.515 milhas náuticas percorridas.
A Jeanne d’Arc mobilizou 736 militares, quatro navios, uma aeronave e nove meios dos Fuzileiros Navais durante 20 dias.
Atendimento à população supera 100 mil exames
O relatório também apresenta resultados das atividades subsidiárias da Marinha, especialmente nas regiões ribeirinhas e comunidades de difícil acesso.
Ao longo de 2025, foram realizados:
- 26.568 atendimentos médicos;
- 7.696 atendimentos odontológicos;
- 62.929 atendimentos de enfermagem;
- 103.910 exames;
- distribuição de 1.133.793 medicamentos.
Na formação profissional, foram capacitados 17.793 aquaviários, 1.796 trabalhadores portuários e 214 mergulhadores.
O Programa Forças no Esporte mobilizou 39 organizações militares e atendeu 5.410 alunos. Já o Projeto Soldado-Cidadão profissionalizou 2.301 jovens que haviam concluído o serviço militar inicial.
A força de trabalho da Marinha totalizava 69.504 pessoas, distribuídas por 419 organizações militares.
Mais de 263 mil embarcações foram inspecionadas
Na condição de Autoridade Marítima Brasileira, a Marinha inspecionou 263.861 embarcações durante o ano.
As fiscalizações resultaram em 15.494 notificações, 9.627 autuações e 2.119 apreensões. Também foram instaurados 732 inquéritos relacionados a acidentes e fatos da navegação.
A Marinha emitiu 85.915 habilitações, renovou outras 47.008 destinadas ao esporte e recreio e processou mais de 40 mil inscrições de embarcações.
Na área de segurança da navegação, foram realizadas 254 operações de busca e salvamento, 194 levantamentos hidrográficos, 792 serviços de manutenção de auxílios à navegação e a produção ou atualização de 151 cartas náuticas.
O país contava com 803 auxílios à navegação sob responsabilidade da Marinha, 13 radiofaróis e dois sistemas de controle de tráfego marítimo em operação. Outros 11 sistemas encontravam-se em implantação.
Orçamento permaneceu abaixo das necessidades
Apesar dos avanços, a restrição financeira aparece como uma preocupação transversal em praticamente todo o relatório.
A Lei Orçamentária Anual foi sancionada somente em 10 de abril de 2025, obrigando a Marinha a conduzir os primeiros meses do exercício sob um regime restritivo. Posteriormente, a contenção de despesas do Poder Executivo e a limitação permanente do movimento de empenho exigiram sucessivas reprogramações.
A recomposição de recursos foi apenas parcial. Na prática, a administração naval precisou priorizar despesas relacionadas à prontidão operacional, à manutenção dos meios e aos programas considerados estratégicos.
A Lei Complementar nº 221, aprovada durante o exercício, foi classificada como relevante para o financiamento das ações de Defesa. A Marinha observa, porém, que a medida não resolve o problema estrutural da falta de um fluxo regular e previsível de recursos.
A avaliação institucional é que a instabilidade ameaça não apenas os cronogramas, mas também a preservação da Base Industrial de Defesa e dos conhecimentos tecnológicos adquiridos ao longo de décadas.
Modernização avança, mas depende de continuidade financeira
O balanço de 2025 demonstra que a Marinha conseguiu cumprir marcos importantes em programas que levarão anos ou décadas para serem concluídos.
A entrega do Tonelero e o lançamento do Almirante Karam consolidam a nova geração de submarinos convencionais. O LABGENE e os trabalhos industriais do futuro SNCA mantêm em andamento o projeto de maior complexidade tecnológica da Força. As fragatas Tamandaré avançam nos testes e na construção, enquanto o Oiapoque acrescentará uma plataforma de grande capacidade logística e humanitária.
Ao mesmo tempo, os atrasos nos navios-patrulha, a execução abaixo do planejado em partes do programa nuclear e a necessidade de reprogramar despesas revelam os limites impostos pela instabilidade orçamentária.
O documento mostra, assim, duas realidades simultâneas: uma Marinha envolvida em um processo amplo de transformação tecnológica e uma estrutura financeira que ainda não oferece a previsibilidade necessária para sustentá-lo no ritmo originalmente planejado.
FONTE: Relatório de Gestão 2025 do Comando da Marinha





Gostaria de agradecer a Trilogia pelas matérias. Há 20 anos ela continua como referência.
O NDM Oiapoque vai custar, a prazo, 700 milhões de Reais, é isso ou entendi errado?
R$ 700 milhões equivalem à cerca de U$ 140 milhões. É isso mesmo! Um navio destes novo custa perto de U$ 1 bilhão (R$ 4,5 bilhões). Na verdade tá uma “pechincha”.
Pechincha!?
É impressionante como este país destoa dos demais, na quantidade de otário querendo encontrar com um malandro.
.
U$ 1,0 bilhão de dólares é dinheiro que compraria fácil dois navios como o Mistral 140…
Pelo amor de Deus!
A Rússia na época (2010) pagou 1,2 bilhões de euros =(1,7 bilhões de dólares).. Em 2 navios mistral.
Na cotação de hoje 2 mistral custa mais de 2 bilhões de euros fácil.
A MB pagou 80 milhões de euros no navio siroco (Bahia)2015.
Então o navio hms bulwark todo revisado e personalizado a gosto da MB saiu no mesmo preço.
MB fez bom um bom negocio.
Leia novamente: dois navios como o Mistral 140. Estou falando de um projeto menor que o BPC 210, que França e Egito operam. E não necessariamente esse projeto, mas COMO este projeto.

.
Um projeto simples, nos moldes do BPC 140, na faixa das 14.000t, fazendo uso de componentes COTS e utilizando normas, padrões e técnicas industriais de embarcações mercantes, não passa de U$ 500 milhões de dólares.
.
.
Mas enfim. Até eu já acreditei no conto de que a MB era capaz de fazer bons negócios, então faz parte do processo.
Bardini…mas, 500 milhões de dólares, bem mais que o que será pago pelo ^Oiapoque^ por um navio que nenhuma marinha comprou e que levaria anos para estar devidamente certificado, enquanto o ^Oiapoque^ poderá substituir o ^Almirante Saboia^ quase que imediatamente teria sido melhor negócio ?
Vamos recapitular: o comentarista lá encima afirmou que um navio como o “Bulwark”, novo, custaria perto de U$ 1,0 bilhão (que seja). E que por conta disso, seria uma pechincha pagar o que estão pagando pelo refugo da Royal Navy… . Primeiro que não é nenhuma “pechincha”. São mais de U$ 100 milhões dólares enterrados em navio usado, único e que será caro de operar e manter, mesmo no ritmo da MB. . Segundo que eu disse que com o tal do U$ 1,0 bilhão, é possível fazer até dois LHDs, já que é de meu entendimento que não necessitamos… Read more »
Bons pontos, mas interpretei diferentemente a ^pechincha^ como o que realísticamente cabe no bolso no momento, não que com um ^LPD^ de US$ 1 bilhão poderia se comprar 2 ^Mistral 140^ que alguns aqui nem mesmo sabiam existir até porque trata-se de um projeto mesmo assim adquirir apenas um custaria bem mais e levaria anos até entrar em serviço. . E não é a primeira vez que leio que o ^Bahia^ diferente de um idêntico a serviço da marinha chilena que parece estar indo bem, estaria ^bichado^- e se dez anos atrás já havia preocupação com um substituto para o… Read more »
Parei de ler no “encima”.
Ele não é um refugo. Ele tem utilidade por mais 15 anos – até 20 anos, depende da nossa manutenção. Ele só está sendo desincorporado agora porque a RN costuma mudar de planos assim.
O último contrato do Mistral foi assinado há 13 anos atrás…
Você e ou outro aí, estão querendo ensinar o padre a rezar a missa, achando que eu estou pegando preço de Wiki…
Amigo um classe Mistral custa aproximadamente segundo fontes públicas de 450 à 550 milhões de euros, com cotação do euro girando em torno R$ 5.80 vê quanto esse navio custaria de verdade.
Pela a atual situação da MB e sim um desperdício de recurso…pode até te saído barato, mais com essa grana dava para fazer pelo menos 7 NPo que teriam muito mais utilidade para nossa Marinha
Ou daria para fazer dois PMG em submarinos IKL209 – que seria muito mais util numa guerra de verdade. Mas como isso não vai acontecer, eu ainda acho o Oiapoque um bom negócio.
O Oiapoque apenas passou um pouco das £100 milhões porque vc somou as parcelas do financiamento no qual há juros. O valor dele ficou próximo do NAM Atlântico, que havia nos custado £84 milhões.
Numa compra a prazo os juros fazem parte do custo de aquisição. Aliás, você tem a planilha de financiamento com a amortização do empréstimo separada da taxa de juros aplicada anualmente? Se as parcelas são iguais, os juros reais (aplicados, por definição, apenas sobre o montante devido) são variáveis e escorchantemente crescentes.
Apedeuta, isso que vc está falando não existe sentido do ponto de vista financeiro. Um exemplo simples para vc entender. Some todas as parcelas do seu financiamento que vc tem. E agora vá à Instituição Financeira e peça ela te falar o saldo devedor. Vc acha que erroneamente que o Banco te daria um desconto para pagamento. Nunca é desconto, sempre é o valor presente (PV). Sempre.
O banco vive de serviços. Natural que entenda as coisas a partir do ponto de vista que o beneficia, obrigar toda a sociedade, através da sua intermediação, a embutir juros como se tudo fosse operação de crédito… Quanto a apodar-me de apedeuta, dei risada. Desculpe, não devia rir da arrogância alheia, não sou perfeito.
Segundo noticiado, o HMS Bulwark L-15 foi vendido ao Brasil por 20 milhões de Libras. A pegadinha é que estamos pagando, também, quase 80 milhões de libras pela reforma. 100 milhões de libras, 700 milhões de Reais. Depois vem uns trolls falando de juros… Arre.
Alex, na sua opinião, foi então um mau negócio ?
.
Um navio de porte similar novo não custaria muito mais e muitos anos não seriam necessários para ser entregue mais o tempo necessário para efetivamente entrar em serviço ?
.
A pergunta é honesta da minha parte .
pela realidade e necessidade atual da MB, foi um péssimo negocio,,,
Mestre Dalton, vou me abster de julgar, mesmo porque não tenho todos os dados pra avaliar custo-beneficio. Apenas espero que valha a pena a aquisição deste meio quando falta tanta coisa básica aa MB. Abraço, mestre Dalton.
Valeu Alex, talvez com as manutenções do ^Atlantico^ e do ^Bahia^ tornem-se mais demoradas e caras e sabe-se lá será vantajoso estender a vida do primeiro para além dos 40 anos possamos julgar melhor.
.
E talvez ingenuamente ainda acredite que a marinha sabe o que faz, ao menos, mais do que eu que só entendo mesmo de ^Viagem ao fundo do mar^.
Eu já fiz inúmeros estudos sobre como reduzir os custos do orçamento militar. Simplesmente não tem como. Qualquer mudança o STF vai barrar com base na Constituição, em direitos adquiridos e afins. E qualquer mudança levaria, no mínimo, 50 anos. Temos como exemplo a pensão para filhas de militares, que hoje consome cerca de 15% do orçamento militar, benefício que acabou nos anos 2000. Mas aí muita gente vai falar: “Vamos aumentar o orçamento para 2% do PIB e o problema estará resolvido”. Certo? Errado. Sem fazer as reformas necessárias, o problema orçamentário consumiria esse aumento de recursos. Um dos… Read more »
Olá João Victor,
Uma vez que falta o básico de MEM para as 3 Forças não se deve colocar nenhuma delas como “prioridade”. A prioridade deve ser dada ao essencial ao combate moderno que falta nas 3.
Quem dera se isso fosse verdade. Por terra é difícil. A mobilização do Brasil é colossal. Temos 1 milhão de reservistas por ano. A Força Aérea é interessante. Porém, o Irã está sobrevivendo aos EUA sem ter uma. O grande problema do Brasil está no mar. Apenas um strike group americano pode fechar os portos do Brasil e estrangular o país economicamente. Não temos mísseis de longo alcance para furar um bloqueio naval. Perderíamos uma guerra sem nem entrar nela. Então, sim, temos que colocar certos setores como prioridade. A Marinha é um deles. A criação de uma força de… Read more »
Há um erro no seu comentário: as FFAA NÃO tem 70% de temporários no seu efetivo. Já houve uma empresa de navegação estatal no passado, chamado Loyde Brasileiro. Meu tio trabalhou nela.
Cometi um erro. O EB é cerca de 76% temporário, a FAB aproximadamente 50%, e a Marinha é a menor, com algo entre 20% e 25%, segundo fontes oficiais.
Sim, eu usei o Lloyd Brasileiro como exemplo. Era uma estatal de transporte marítimo.
No caso da Marinha, há uma confusão nas conclusões.
75 a 80 % são de carreira, concursados, mas não estabilizarão.
O Sd FN tem tempo para passar no concurso de cabo e o cabo no de sargento. De acordo com vagas. Os q não passam, vão para a reserva não remunerada, como se fossem os temporários do EB.
Sinceramente, as FA devem diminuir seus reservistas anuais, para so o minimo, alem de efetivar outros, para manter uma estabilidade de pessoal, e reduzir custos, acabar com o alistamento obrigatório reduziria muitos custos para ambos os lados, demitir varios oficiais de varios niveis incluindo generais tambem, e estabelecer um teto salario total sem direito a benefícios adicionais alem de uma casa para transferências de pessoal, o teto salario seria de 6 mil reais, sem benefícios adicionais. Mas para fazer tudo isso é mais facil começar um guerra e criar seu proprio pais do que entrar em incontaveis debates inuteis no… Read more »
Acabar com o alistamento obrigatório, por incrível que pareça, vai aumentar custos. Existem outras N questões que precisam ser abordadas para que isso funcione. Sou à favor que isso acabe, mas existem ponderações que precisam ser feitas.
Se fizer isso ninguém mais vai restar concurso
Nesses anos de vida …. vi que…quando o bicho pega …aparece dinheiro à rodo.
.
A questão é simples ..política e se a sociedade não mexe as pedras certa…os políticos…. Seja de esquerda ou de direita… a coisa não anda.
Exatamente, dinheiro tem, a questão é a urgência ou não (na visão dos políticos) pra liberar já que o povo em grande maioria, por desconhecimento mesmo, acha gasto com defesa um absurdo desperdício e gasto desnecessário do dinheiro que poderia ir pra saúde ou educação e agora principalmente pra segurança pública. Não há um genuíno interesse em difundir a importância da defesa e das forças armadas e isso em um país onde apenas dizer que é patriota é motivo pra receber ofensas ……fica difícil.
Trilha sonora para o projeto do submarino nuclear brasileiro 🙂
Martinho da Vila – Devagar, Devagarinho
Não é crítica e sim encorajamento, como diz letra:
Sempre me deram a fama
De ser muito devagar
E desse jeito, vou driblando os espinhos
Vou seguindo o meu caminho, sei aonde vou chegar
O governo liberou 30 bilhões, fora do orçamento anual, sendo 5 bilhões a cada ano, em janeiro 2026 foi liberada a primeira parcela, mais 5 parcelas até 2030 então há dinheiro para dar continuidade aos projetos em andamento.
Fabricar e comprar materiais e equipamentos novos, o máximo no país e ,investindo na indústria de defesa nacional.
De onde você tirou isso? Nunca foi pago nada. Isso é história pra enganar eleitores.
Mais um que caiu na narrativa da tal “soberania” kkk
Ah, o “governo” liberou os 5 bilhões fora do arcabouço fiscal?? Sério?? Então, por que somente o programa do Gripen (tem outros exemplos também) teve cortados 800 milhões de reais no último contingenciamento??
Promoção da Black Friday, tudo com 50% de desconto. Só não contavam que aumentei tudo em 150% uma semana antes da BF.
É assim que enxergo esses 30bi…
Faltou um comentarista do Aéreo aqui dizer que a culpa é da MB… Porque lá, nesse mesmo problema, ele diz que a culpa é da FAB.
É culpa da MB, é culpa da FAB, e culpa de todos eles. Gastam mal, depois vão la chorar no parlamento para conseguir mais dinheiro porque eles gastaram tudo de forma inútil.
O parlamento sabe o que é útil e o que não é? O Ministério da Defesa consegue efetivamente coordenar os gastos militares dentro de uma estratégia nacional de defesa? Existe a tal END? Por que tem um monte de malandros criticando que fazemos documentos assim e assado que ‘não fazem sentido’ e agora querem algum tipo de coesão nas ações das Forças? Um dos pontos principais é: Consegue o Ministro da Defesa apresentar o caso das FFAA com sucesso ante ao parlamento e fazer nossos maravilhosos políticos compreenderem o que realmente está acontecendo, quais as ameaças para o país ao… Read more »
Camarada
O parlamento, o executivo, o judiciário é enorme parcela da sociedade estão c@g@nd@o pra Defesa.
Nem entendem pra q serve.
Acham q guerra se ganha igual copa. Prepara tudo nas vésperas com equipamento bom e pronto…
Na hora que o MD tiver mais autonomia, aí é q afunda de vez….
Não estamos num país normal.
Talvez a população acorde agora que perceberam que nem copa se vence na véspera mais.
Mas não estou esperançoso que realmente acordem.
O que eu disse é que o militares tem muito dinheiro sim, mas veja so como o orgulho, a arrogância deles so ferra tudo, o São paulo, aqueles caças inuteis da marinha, ate aquela carroça do sk105, as FAs do brasil so não fizeram mais burradas por causa das crises econômicas, senão teriam feito ainda mais burradas. O atlatico é uma otima compra de fato, as tamandares tambem, os escorpenes tambem, mas não tira o fato da incompetencia deles, eles gastam mal, depois vão la no parlamento que tem a grana para pedir mais dinheiro. o parlamento é um lixo… Read more »
Esse é o grande problema da MB em desenvolver vários projetos ao mesmo tempo.
Na primeira marolinha financeira $$(contingenciamento) vai faltar grana para execução de algum projeto e terá que ser renegociado os valor e prazos e vai virar um elefante branco sugador de recursos.
O “grosso” ainda vai chegar.
Deixa esse elefante branco do submarino nuclear começar a “ganhar corpo”.
Em 2027 os cortes serão maiores e como não tem eleição já sabemos o que vai acontece com cada um desses programas …
Um país que não consegue terminar 2 (dois) navios patrulha tem que repensar tudo, gerenciamento feito por um bando de amadores, dos mesmos criadores da compra de aviões Tracker para porta-aviões sem termos mais tal navio, toda vez que vou ao clube naval do RJ com restaurante e manicure a preços irrisórios para toda oficialidade, tenho certeza que o dinheiro vai para o ralo, isso aqui não vai para frente nunca!!!
Não sei qual clube naval você frequenta, se é a sede, no centro do Rio, se é o Piraquê ou o Charitas, mas sempre que fui, os preços não eram lá muito irrisórios não, tá? Não tenho mais barco inclusive porque o preço tanto da vaga seca quanto da molhada (pier) estavam incrivelmente altos, fora mensalidade, etc.
Eu também.
Preço irrisório?
Só se o comentarista aí for bem rico…
Caviar arrotado com sucesso hehehehehe
Meu amigo..se você achou o clube naval barato é por que o recurso dos sócios estão sendo geridos de forma adequada. Nada lá é financiado com recurso público, é uma associação privada.
Simples assim.
O prezado sabe que o Clube Naval é pago por cada sócio ? E que a adesão dos oficiais é escolha de cada um ? Então, como é que “o dinheiro vai para o ralo” ?
28.07.26 – terça-feira, bnoite, Cmte. Muitos falam o que querem, sem ter o real conhecimento. Então está tirando muito o desejo das pessoas serem ativas nos grupos; segue-se, leia, mais deixamos de postar devido as múltiplas críticas. Saudações vovozao.
Vida que segue, prezado vovozão… cordial abraço…
Amigo Fernando XO a MB vai converter mais dois navio hidrográfico em caça minas?
E tem civis sócios também.
Meu caso quando era sócio.
Dito isto
Fonte: Revista Sociedade Militar
https://share.google/MwiHCWqlv72UpjVi9
O maluco vai passear de barquinho em Veneza. Depois nao tem dinheiro
É amiguinhos, 2º lote das Tamandarés e Riachuelos BYE BYE. Kkkk
Enquanto isso oficiais, viúvas e aposentados da MB tem seu dinheirinho mensalmente.
Pode acabar com o salário, comprar mais navios e VC opera….
Compra drones, ai quase qualquer pessoa consegue operar eles por um salario baixo. Pronto