Caspian Sea

Ataque matou um marinheiro iraniano e atingiu uma rota logística entre Rússia e Irã; Teerã promete resposta enquanto Kyiv acusa os dois países de ampliarem sua cooperação militar

Um ataque ucraniano contra um navio de bandeira iraniana no Mar Cáspio abriu um novo e perigoso capítulo na relação entre Kyiv e Teerã, aproximando ainda mais a guerra da Ucrânia do conflito entre o Irã, os Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.

O governo iraniano afirma que o cargueiro comercial Anna foi atingido na madrugada de 25 de julho, quando navegava do porto russo de Astrakhan para Bandar Anzali, no norte do Irã. A explosão destruiu a ponte de comando, matou um marinheiro e feriu pelo menos outro tripulante. Teerã classificou a ação como uma agressão militar ucraniana.

A Ucrânia não apresentou uma descrição individualizada do ataque ao Anna, mas confirmou que suas forças realizaram uma série de operações de longo alcance no Mar Cáspio contra navios envolvidos, segundo Kyiv, no transporte de cargas militares entre Rússia e Irã.

O episódio representa um dos encontros militares mais diretos entre dois países que há anos se encontram em lados opostos, mas que até agora evitavam um confronto aberto.

Navio seguia da Rússia para o Irã

Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, o Anna navegava entre Astrakhan, importante centro logístico russo no norte do Cáspio, e o porto iraniano de Anzali quando foi atingido.

A imprensa estatal iraniana identificou o marinheiro morto como Nima Moradi, de 23 anos. Autoridades de Teerã anunciaram a abertura de procedimentos jurídicos relacionados ao ataque e sustentaram que a embarcação era de propriedade privada e realizava uma viagem comercial.

O Irã não divulgou publicamente um manifesto completo da carga. Também não apresentou, até o momento, informações independentes que permitam confirmar a natureza exclusivamente civil da viagem.

A Ucrânia, por outro lado, não forneceu imagens da carga transportada pelo Anna, registros de inteligência ou outros elementos que comprovem que o navio participava diretamente de uma operação militar.

A natureza da embarcação e do material transportado permanece, portanto, no centro da disputa: Teerã fala em navio comercial; Kyiv afirma estar atacando uma cadeia logística utilizada para movimentar equipamentos militares.

Ucrânia atacou vários alvos no Mar Cáspio

O ataque fez parte de uma campanha mais ampla conduzida pelo Serviço de Segurança da Ucrânia — SBU — contra instalações militares, energéticas e logísticas russas.

O SBU informou ter atingido no Mar Cáspio um barco-míssil russo do Projeto 12418 Molniya, dois cargueiros submetidos a sanções internacionais e uma plataforma de produção do campo petrolífero Filanovsky. Segundo o serviço ucraniano, os dois navios eram utilizados para transportar cargas militares entre Rússia e Irã.

Análises posteriores identificaram os cargueiros russos como Port Olya 2 e Begey. As duas embarcações estariam integradas à rota que conecta portos iranianos às instalações russas de Astrakhan e Olya, no delta do Rio Volga.

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia obteve “resultados muito fortes” com seus ataques de longo alcance, incluindo ações contra navios utilizados no transporte de cargas militares relacionadas ao Irã e contra uma embarcação de guerra russa.

Não está confirmado se o Anna estava sendo atacado como parte da mesma relação de alvos ou se foi atingido durante uma ação contra outras embarcações próximas.

Informações sobre o ataque ainda são incompletas

A posição exata do Anna no momento do ataque, o tipo de arma empregada e o ponto de lançamento dos drones não foram divulgados.

Uma avaliação do Critical Threats Project e do Institute for the Study of War afirmou que os dados comerciais de rastreamento marítimo não permitiam confirmar de forma independente a presença do navio iraniano na área informada. As embarcações iranianas poderiam estar com os transponders AIS desligados, utilizando informações de posição manipuladas ou navegando longe do local atribuído ao ataque.

A ausência de dados públicos dificulta reconstruir a operação. Para atingir alvos no Cáspio, drones ucranianos precisam atravessar grandes distâncias sobre território russo ou ser lançados a partir de posições muito mais próximas do mar.

Kyiv não esclareceu se foram empregados drones aéreos de longo alcance, veículos lançados clandestinamente na região ou uma combinação de recursos de inteligência e sabotagem.

Essa incerteza também possui valor militar. Ao não revelar a origem dos ataques, a Ucrânia obriga a Rússia e o Irã a protegerem um número maior de instalações, rotas e possíveis corredores de aproximação.

Mar Cáspio tornou-se uma rota estratégica entre Rússia e Irã

O Cáspio é um mar fechado, cercado por Rússia, Irã, Azerbaijão, Cazaquistão e Turcomenistão. A ausência de forças navais ocidentais tornou a região uma rota relativamente protegida para a circulação de mercadorias entre Moscou e Teerã.

Navios podem partir de portos iranianos, cruzar o Cáspio e descarregar em Astrakhan ou Olya. A partir desses terminais, o material segue pelas redes ferroviária, rodoviária e fluvial russas.

A rota ganhou importância depois que as sanções internacionais restringiram as opções de transporte dos dois países. Rússia e Irã movimentam pelo Cáspio cargas comerciais, petróleo, componentes industriais e, segundo governos ocidentais e ucranianos, equipamentos militares.

Para Kyiv, atacar essa conexão significa alcançar a retaguarda de uma cadeia logística que ajudou a sustentar a campanha aérea russa.

O Irã forneceu à Rússia drones de ataque da família Shahed, posteriormente produzidos também em instalações russas. Essas aeronaves são empregadas em grande quantidade contra cidades, instalações energéticas e alvos militares ucranianos.

Hostilidade entre Kyiv e Teerã deixou de ser apenas indireta

Durante anos, o confronto entre Ucrânia e Irã permaneceu principalmente indireto.

Teerã fornecia tecnologia, componentes ou armamentos utilizados pela Rússia, enquanto Kyiv destruía os drones depois de seu lançamento e denunciava a participação iraniana na guerra.

O ataque contra o Anna altera essa dinâmica. Uma arma ucraniana atingiu uma embarcação iraniana, matou um cidadão do país e causou danos a um ativo protegido pela bandeira de Teerã.

Mesmo que a embarcação estivesse transportando material militar, o episódio cria uma justificativa política para que o governo iraniano considere algum tipo de retaliação direta.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o ataque “não pode ficar sem resposta”. Ele acusou Zelensky de violar a Carta das Nações Unidas e alegou que a operação teria sido executada a pedido de Israel, acusação para a qual não apresentou evidências públicas.

Teerã também convocou o encarregado de negócios ucraniano para apresentar um protesto formal e declarou que defenderá seus interesses nacionais e sua segurança.

Irã pode responder diretamente ou reforçar apoio à Rússia

Uma eventual resposta iraniana poderá assumir diferentes formas.

Teerã pode ampliar o fornecimento de drones, componentes, munições ou tecnologia de mísseis à Rússia. Também pode oferecer assistência de inteligência, treinamento ou apoio técnico destinado especificamente a ataques contra alvos ucranianos.

Uma opção mais arriscada seria um ataque iraniano direto contra instalações ou interesses da Ucrânia. O emprego de mísseis a partir do território iraniano, porém, exigiria trajetórias sobre países intermediários e poderia ampliar ainda mais o conflito.

O Irã também possui redes de aliados e organizações armadas no Oriente Médio, mas esses grupos têm capacidade limitada para alcançar diretamente o território ucraniano.

A forma mais provável de represália poderá ser indireta: aumentar os custos da guerra para Kyiv por meio de uma cooperação militar ainda mais estreita com Moscou.

Entretanto, a linguagem utilizada por Araghchi indica que Teerã deseja manter aberta a possibilidade de uma resposta visível, tanto para preservar sua capacidade de dissuasão quanto para responder às pressões internas provocadas pela morte do marinheiro.

Rússia e Irã aprofundam intercâmbio militar

O ataque ocorreu enquanto Kyiv acusa Moscou de fornecer ao Irã informações de inteligência utilizadas na guerra do Oriente Médio.

Zelensky afirmou que satélites russos observaram bases americanas e instalações militares em Bahrain, Jordânia e Kuwait antes e depois de ataques iranianos. Segundo o presidente ucraniano, as imagens teriam sido utilizadas para selecionar alvos e avaliar os danos provocados.

A alegação não foi comprovada integralmente em fontes abertas, mas avaliações citadas pelo Critical Threats Project consideram compatível com indicações anteriores de que a Rússia estaria ajudando o Irã a melhorar a precisão de seus ataques.

Assim, a cooperação deixou de funcionar em apenas uma direção. O Irã ajudou Moscou com drones e tecnologia empregada na Ucrânia; a Rússia, segundo Kyiv e avaliações ocidentais, passou a oferecer inteligência e outros recursos a Teerã durante seu confronto com os Estados Unidos e aliados regionais.

O Mar Cáspio tornou-se a ligação física entre essas duas frentes.

Ataque também envia mensagem a Washington

A operação pode produzir efeitos além da destruição dos navios e da interrupção temporária da rota.

Ao atacar uma cadeia logística associada ao Irã, a Ucrânia demonstra aos Estados Unidos que sua guerra contra a Rússia está conectada ao confronto americano no Oriente Médio.

A mensagem implícita é que apoiar Kyiv também reduz a capacidade de Moscou ajudar Teerã — e que enfraquecer a cooperação russo-iraniana atende simultaneamente aos interesses ucranianos, americanos e de aliados no Golfo.

Essa leitura ganha importância em um momento no qual Zelensky busca preservar o apoio político e militar do governo Donald Trump. A Ucrânia procura demonstrar que não combate apenas uma ameaça europeia, mas um sistema mais amplo formado por Rússia, Irã e outros parceiros de Moscou.

A estratégia, entretanto, possui riscos. Quanto mais Kyiv apresentar o ataque como parte de uma luta comum contra Teerã, mais fácil será para o governo iraniano sustentar que a Ucrânia se tornou participante direto da guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel.

Embarcações comerciais entram no centro da disputa

O caso também evidencia a dificuldade de separar as redes comerciais das cadeias militares em países submetidos a sanções.

Um cargueiro pode transportar simultaneamente mercadorias civis, componentes de uso dual e equipamentos destinados às Forças Armadas. Navios podem mudar de proprietário, bandeira, operador e rota para esconder a natureza de suas atividades.

Pelo direito dos conflitos armados, uma embarcação civil pode perder sua proteção caso seja utilizada efetivamente para apoiar operações militares. Entretanto, a parte atacante continua obrigada a identificar o alvo, avaliar sua contribuição militar e considerar os riscos para tripulantes civis.

Até que sejam divulgadas evidências sobre a carga do Anna, não será possível determinar publicamente se a embarcação era um alvo militar legítimo ou se foi atingida de forma indevida durante uma campanha contra outros navios.

A ausência dessas informações permitirá que ambos os governos mantenham suas narrativas: Kyiv apresentará a ação como interrupção de uma rota militar; Teerã a utilizará como prova de um ataque contra a navegação comercial.

Cáspio perde condição de retaguarda segura

O efeito militar mais imediato do ataque poderá ser a mudança na forma como Rússia e Irã operam no Mar Cáspio.

Portos, navios de carga, plataformas petrolíferas e unidades da Frota do Cáspio eram considerados relativamente protegidos pela distância em relação ao território ucraniano e pela própria geografia do mar fechado.

A campanha de drones mostra que essa proteção não é mais garantida.

A Rússia poderá ter de instalar novos radares, sistemas de guerra eletrônica e armas antiaéreas ao redor de Astrakhan, Olya, Kaspiysk e das plataformas de petróleo. Navios comerciais envolvidos em cargas estratégicas poderão precisar de escolta ou de medidas adicionais de segurança.

O Irã, por sua vez, poderá aumentar a proteção de Bandar Anzali e de outras instalações do litoral norte.

Cada bateria antiaérea, radar ou unidade deslocada para o Cáspio representa um recurso que deixa de ser utilizado em outras frentes.

Duas guerras começam a compartilhar alvos

O ataque ao Anna não significa necessariamente que Irã e Ucrânia entrarão em uma guerra declarada. Nenhum dos dois governos parece ter interesse imediato em abrir formalmente uma nova frente.

Mas o episódio mostra que as duas guerras já compartilham armas, inteligência, rotas logísticas e agora também alvos.

Para a Ucrânia, navios ligados ao intercâmbio militar russo-iraniano são parte da infraestrutura que sustenta a invasão de seu território. Para o Irã, um ataque contra uma embarcação de sua bandeira e a morte de um marinheiro exigem uma resposta que preserve a credibilidade do governo.

O Mar Cáspio, antes tratado como uma retaguarda distante dos principais campos de batalha, tornou-se um ponto de contato entre a guerra europeia e a crise do Oriente Médio.

A próxima decisão de Teerã determinará se o ataque permanecerá como um incidente isolado ou se marcará o início de uma confrontação militar direta com Kyiv.■




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JuggerBR

É do jogo, a Rússia percebendo que não está mais segura em qualquer lugar do planeta, onde houver um alvo que a Ucrânia considere legítimo ou estratégico, poderá haver ataque. Isso encarece tudo pra eles…

Vinicius Momesso

Boa sorte a Ucrânia em tentar se defender dos mísseis balísticos iranianos, no qual a inteligência ucraniana, já deu como iminente de acontecer. Aliás, a Ucrânia, está também, segura em algum lugar do Planeta? Zelensky deu o aval para atacarem petroleiros russos mundo afora, mas agora reclama que a Rússia está sufocando sua economia de exportação de grãos, já que Putin resolveu devolver na mesma moeda, dando ordens para se destruir qualquer embarcação que tente adentrar nos portos de Odessa e Mikolaiv.

Last edited 1 mês atrás by Vinicius Momesso
Leonardo

Com Israel e EUA sovando o Irã, vc acha que eles terão mísseis balísticos pra mandar pra Ucrânia?

Sem chance….

Leandro Costa

Podem até ter, mas é de interesse real deles desviar recursos que poderiam ser melhor utilizados?

No momento em que eles entraram em trocas comerciais com um país em guerra, que está vendo sua navegação e seus portos serem atacados, eles assumiram o risco.

Nativo

Vários países europeus compram petróleo russo até hoje, como noticiado até por aqui, a Ucrânia vai ataca-los?

Leandro Costa

Nativo, como esses países compram petróleo Russo? Eles não podem comprar esse petróleo por ‘cima dos panos’ ou seja, são trocas ilegais. E como isso é feito? Através de petroleiros da ‘Dark Fleet’ composta por navios irregulares, com bandeira e registros falsos, operando de forma totalmente irregular, jogando petróleo no mercado paralelo. Por sinal muitos desses estão entre os alvos dos ataques Ucranianos, das apreensões feitas por Inglaterra, França e EUA, etc. Mas qualquer país que envie um navio para o porto de um país em guerra, está passivo de se tornar alvo. Isso SEMPRE foi assim. Normalmente é inclusive… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Leandro Costa
Joao

Está ocorrência é um dos fatos mais importantes nesses últimos anos, em relação a ambos os conflitos.
Simplesmente, pode gerar a integração de ambas as guerras, levando a um conflito de enormes proporções.

Sergio Machado

Como se a Ucrania tivesse alguma capacidade ISR em localizar, acompanhar e atacar uma embarcação em movimento no Mar Cáspio….
Quem será que vetorou o ataque e tem interesse numa internacionalização do conflito?
Cada vez mais escancarado. AInda vai dar m….

Leandro Costa

Cara, a internacionalização do conflito é evitado pelos países da OTAN mesmo após violações regulares de espaço aéreo por parte de drones Russos que são abatidos regularmente. Ao mesmo tempo a própria Rússia deseja evitar essa internacionalização. Todos sabem que essas violações são acidentais.

Ao mesmo tempo você não tem a menor idéia de quais as capacidades ISR ou como a Ucrânia faz seu reconhecimento e localização, se é feita usando meios de parceiros, meios próprios ou, o mais provável na minha opinião, uma conjunção de ambos.

Sergio Machado

Ao mesmo tempo você não tem a menor idéia de quais as capacidades ISR ou como a Ucrânia faz seu reconhecimento e localização.
Deve ser a rede de satélites da Ucrânia. Ou talvez os radares de longo alcance ucranianos, afinal o Cáspio dista apenas entre 1000 e 2500 km.
Melhor, deve ser a Marinha Ucraniana a monitorar embarcações em movimento e em tempo real a mais de 1000km com seus aviões de patrulha marítima.
Tudo posto, é só vetorar os drones até o alvo em movimento.
Perfeitamente factível.
Para bebedores de Ipê.

Leandro Costa

Você tem que ser muito limitadinho para achar que apenas radares de longo alcance e satélites servem como ISR.

Você sabe o que significa a sigla ISR ou está fingindo?

Nei

A letra “I” da sigla ISR, ele tem em baixa.

Sergio Machado

Quando o cidadão começa a rotular terceiros como limitado, é porque ele mesmo perdeu a noção da própria ignorância.
Sequer vale a pena debater.

Leandro Costa

Claro. Não tem argumentos para debater porque… és limitado.

sub urbano

É possivel q tenha sido realizado por agentes em terra utilizando drones ou ATGMs.

A Ucrania hj vive de ataques simbólicos. Perderam quase 25% do seu territorio para a Russia.

A Ucrania é um país destruido e a população sofre as consequencias. Sabia q vc pode comprar um bebê lá por 50.000? Esposas por catálogo (Ukrainian Mail Brides, pode digitar no google). Vc compra a esposa e ela chega por correio, oia as ideia dos caras kkk

Sergio Machado

“É possivel q tenha sido realizado por agentes em terra utilizando drones ou ATGMs“ Até poderia, contra uma embarcação no porto ou saindo deste, o que não foi o caso. O alcance de ATGM é por volta de 8 km, colega. Ataque foi em mar aberto, a princípio. No mais, concordo com tudo isso que voce disse, a Ucrânia é guerreira, brava, sabe lutar com o pouco que tem, mas é um país em frangalhos que depende totalmente da OTAN. Desde o pagamento do funcionalismo, passando por armamentos básicos, drones, toda inteligência satelital, radares e afins. A menos que se… Read more »

Leandro Costa

“A menos que se demonstre cabalmente e com quais meios, afirmar que ela possui algum meio técnico de acompanhar, vetorar e atacar uma embarcação em movimento a mais de 1000 km é sem qualquer base factual.” Só um ingênuo acharia que revelariam como fazem para obter informações operacionais. Sim, assim como o suburbano, eu acredito que HUMINT tem um papel de destaque nesse processo todo. Muito fácil se infiltrar, por exemplo. É fácil você colocar gente ao redor do Mar Cáspio repassando informações, inclusive fazendo vetoramento de meios. Se conseguir data e hora em que uma embarcação zarpou, sabendo do… Read more »

Leandro Costa

Ukranian mail brides e Russian mail brides existem a séculos, bicho. Tudo começou com a queda de uma tal de URSS. Sim, desde os anos 90 que existe esse tipo de coisa. E não fica restrito apenas ao leste Europeu. Tem na África também.

Joao

Conheço um cara q “comprou” uma russa pra casar….
Pense num trabalho q passa hahahahaahha

rui mendes

Tanta mentira em tão poucas palavras, a Ucrânia isto e aquilo, mas a Rússia achava que em duas semanas, teria uma rendição, deu-se bem mal com isso. A Ucrânia não pode ser um paraíso, como é lógico, está numa luta existencial à 5 anos, mas uma coisa é certa, não sei que percentagem do país, a Ucrânia vai perder, mas a conta que está a passar á Rússia, por 20 ou 25% da Ucrânia, é altíssima e se Putin soubesse, que iria ter este preço, aposto que não se aventurava a roubar terra Ucraniana. A propósito, a Rússia é um… Read more »

J R

uhummm, não havia pensado nisso…

rui mendes

A Ucrânia têm uma das maiores e melhores forças armadas do mundo, e sabem lutar, como poucos, as guerras do futuro, com drones e só para lembrar, a Ucrânia alêm de outros meios, tem aviões awacs Suecos.

Abymael

Tem tudo isso, realmente.
Mas se continuar assim vai acabar faltando gente pra operar tudo isso.

737-800RJ

Estou falando desde 2020/2021: a chapa geopolítica está esquentando e um conflito global está cada vez mais próximo. E o Brasil não tem meios pra se defender nem por 3 meses…

Olhem quantos milhares de IFVs, APCs e MBTs os russos perderam em apenas 4 anos!

“Ah, mas não há chances de guerra no curto e nem no médio prazo. Conflitos escalam”

Sempre está tudo bem… Até a hora em que não está. E é de uma hora pra outra. Nem sempre há tempo para se preparar!

Leandro Costa

Caro NG. Que escalam, escalam. Levam um tempo para acontecerem. Se tornam crises, etc.

Mas é inegável que o Mundo está mudando. E mesmo antes de mudar já estávamos capengas. Capacidade militar não se constrói de um dia para o outro. Demora. E demora mais do que crises podem demorar. É planejamento de longo prazo que precisa sempre estar sendo atualizado. Mas em banânia… Já sabe…

Adriano Madureira

Pelo visto os ucranianos acharam que brigar somente com os russos já não eram o bastante, agora quiseram um “passeio com mais emoção” e agora atacam o Irã…

Certamente poderia ser pior, eles poderiam ter atacado um navio de Bandeira Norte Coreana em algum outro porto russo.

uai uai

Negligencia deliberadamente os drones iranianos e tropas empregadas contra Ucrânia que não escolheu atacar ninguém.

Macgarem

Coreia do norte vai mandar um monte de norte coreano passando fome para comer a comida da Ucrania kkkkkkkkk

Plínio Jr

Os iranianos forneceram drones Shared entre outros equipamentos aos russos para atacarem os ucranianos , agora vem a choradeira porque os ucranianos atacaram um navio deles….

Vinicius Momesso

Quem foi chorar para os iranianos foi a Ucrânia, dizendo que não quer escalar o conflito e não “teve a intenção” de atacar o navio iraniano e causar causalidades. Agora que aguente as consequências. Se Teerã não temeu nem os EUA, que dirá a Ucrânia.

Atirador

Com esse raciocínio então os russos podem atacar todos os membros da OTAN, ou não ?

Jabulani Teimoso

O Zé Leski tá lascado. Kkkk
Ele comete mesmo erro do bigodinho, guerra em duas frentes, se nem o Tio Trumpsam tem munição pra eles mesmos imaginem pra Ucrânia? Kkkk

Rafael Aires

A propaganda é a alma do negócio!

Opinião

EDITADO
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.

Edmond Dantes

Uma escalada global de conflitos e o Brasil despreparado… Estamos Fulidos…

André Sávio Craveiro Bueno

O preparo, nesse caso, é algo contínuo e envolve aquisições [as mais diversas], doutrina, reservas [de pessoal e equipamentos]. Se em 90 dias tivéssemos aeronaves, navios e veículos terrestres em quantidade adequada para nossa defesa, ainda assim não teríamos pessoal capacitado para o uso eficaz desses meios. De uma forma geral, estamos atrasados uns70 anos. Então, se começarmos amanhã e com condições de aquisições e treino, em 10 anos teríamos algo razoavelmente dissuasório.

André Sávio Craveiro Bueno

Em tempo: sou contra armas nucleares [e armas de qualquer tipo…] mas elas são o único meio para realmente impor algum respeito

Joao

Se o senhor é despreparado, o problema é seu….

Ivan herrera

Claro que estamos preparados, temos cerveja, caipirinha, praia e morenas😄

uai uai

Estando do lado de quem o Brasil está, é melhor ser despreparado e insignificante mesmo

Delfim

Aiiinnn a Ucrânia atacou o Irã, vai lutar sozinha contra os Russia e Irã mimimi…

Sozinha ? Tem certeza ? EUA está lutando contra o Irã, e Zelensky é judeu.

Vamos ver aonde vai dar.

Macgarem

Se envolveu, então toma bomba na cabeça.

Ao contrário dos arabes que estao se borrando Ucrania esta em uma guerra e provavelmente vai revidar qualquer coisa

Nativo

Que bonito Zé, seu país na desgraça e você procurando mais confusão, que ótimo.

Antunes 1980

Sinceramente, abrir essa frente contra o Irã vai ser péssimo pra Ucrânia. Além de ter que se defender de mísseis balísticos, a inteligência iraniana ainda pode realizar ações usando a rede chinesa e russa.
A Ucrânia tem que focar só na Rússia, porque nem os EUA estão dando conta de parar os ataques do Irã.