Novo navio-patrulha russo classe Svetlyak aparece em testes com canhão de 76 mm e proteção antidrones

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Svetlyak

Unidade do Projeto 10410 modificado, destinada ao Serviço de Fronteiras do FSB, recebeu artilharia reforçada, metralhadoras adicionais e proteção sobre a ponte de comando

Imagens divulgadas neste sábado, 1º de agosto, por canais militares russos mostram um novo navio-patrulha de fronteira do Projeto 10410 modificado, conhecido como classe Svetlyak, aparentemente navegando durante testes de mar conduzidos pelo estaleiro.

A embarcação foi construída para o Serviço de Fronteiras do Serviço Federal de Segurança da Rússia — FSB —, responsável também pelas funções de guarda costeira do país. Até o momento, porém, não foi divulgado um comunicado oficial confirmando o nome do navio, o local das imagens ou a etapa exata da campanha de testes.

Retorno do canhão de 76 mm

Uma das principais características da nova configuração é a instalação de um canhão naval AK-176MA de 76,2 mm na proa, acompanhado por uma montagem automática AK-630 de 30 mm na popa.

As versões modernizadas do Projeto 10410 passaram a utilizar as duas peças em torres com cobertura de desenho angular, concebida para reduzir a assinatura radar. A adoção do AK-176MA marcou o retorno dos canhões de 76 mm aos navios dessa família depois de um intervalo de aproximadamente 25 anos.

O AK-176MA é uma evolução do AK-176 soviético e pode ser empregado contra alvos de superfície e aéreos, incluindo mísseis antinavio. Segundo informações divulgadas pela indústria russa, a versão modernizada possui maior precisão de tiro e de movimentação da torre, pesa menos de nove toneladas e pode operar com cadências de 30, 60 ou, em situações emergenciais, até 120 disparos por minuto.

A montagem AK-630 utiliza um canhão rotativo de seis tubos e calibre 30 mm, destinado principalmente à defesa aproximada contra ameaças aéreas e alvos de superfície de pequenas dimensões.

Proteção contra drones sobre a ponte

As imagens também revelam uma estrutura adicional instalada sobre o passadiço, descrita pelas fontes russas como uma proteção antidrones.

O navio aparentemente recebeu ainda novas posições para metralhadoras de 12,7 mm. Esses armamentos podem ser empregados contra embarcações leves, drones de superfície e veículos aéreos não tripulados que se aproximem em baixa altitude.

A identificação dos equipamentos baseia-se nas imagens divulgadas, uma vez que o FSB e o estaleiro responsável ainda não apresentaram uma descrição oficial da configuração do navio.

A adoção dessas proteções ocorre em meio ao crescente emprego de drones contra embarcações russas. Em junho de 2026, forças ucranianas afirmaram ter atacado um navio do Projeto 10410 nas proximidades de Yurkino, na Crimeia ocupada. Outros ataques contra unidades da classe também foram relatados posteriormente, embora a extensão dos danos não tenha sido confirmada de forma independente.

Patrulheiro de aproximadamente 375 toneladas

Os navios do Projeto 10410 modificado possuem aproximadamente 49,5 metros de comprimento, 9,2 metros de boca e deslocamento carregado próximo de 375 toneladas.

A velocidade máxima divulgada para a classe é de aproximadamente 32 nós. A autonomia chega a dez dias, com uma tripulação estimada em 28 militares. As embarcações são destinadas à vigilância das fronteiras marítimas, proteção das águas territoriais, fiscalização da navegação e combate ao contrabando, à pirataria e ao terrorismo marítimo.

Construção retomada em versão modernizada

A Rússia retomou a construção dos Svetlyak modernizados a partir de contratos concedidos em 2016 aos estaleiros Vostochnaya Verf, Yaroslavl e Almaz.

Entre 1988 e 2015, os três estaleiros haviam construído 33 embarcações dos projetos 10410 e 10410B para o Serviço de Fronteiras russo. Outras sete unidades do Projeto 10412 foram produzidas para clientes estrangeiros, sendo seis destinadas ao Vietnã e uma à Eslovênia.

Os patrulheiros Novorossiysk e Sochi, construídos pelo estaleiro Almaz, estiveram entre as primeiras unidades da nova série equipadas com a combinação formada pelo AK-176MA e pelo AK-630.

A aparição da embarcação mais recente indica a continuidade do programa de renovação da força naval do Serviço de Fronteiras. O cronograma para conclusão dos testes e entrega do navio ao FSB ainda não foi informado.■




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