Hr.Ms. Tromp (F801) - 2

Hr.Ms. Tromp (F801)

Construídas nos anos 1970 para substituir os antigos cruzadores da classe De Zeven Provinciën como navios-capitânia, as fragatas Tromp e De Ruyter combinaram radares holandeses avançados, mísseis norte-americanos, turbinas britânicas e elevado grau de automação — antecipando características que se tornariam padrão nos grandes combatentes de superfície europeus

Durante boa parte das décadas de 1950 e 1960, a Koninklijke Marine — a Marinha Real dos Países Baixos — ainda conservava uma estrutura que refletia a Segunda Guerra Mundial: cruzadores armados principalmente com canhões, destróieres especializados em guerra antissubmarino e, até 1968, o porta-aviões Karel Doorman.

Mas o ambiente naval estava mudando rapidamente.

A União Soviética colocava em serviço submarinos nucleares, bombardeiros de longo alcance e navios equipados com mísseis antinavio. O aparecimento de armas como o P-15 Termit, conhecido pela OTAN como SS-N-2 Styx, demonstrava que um navio poderia ser destruído antes que suas peças de artilharia tradicionais sequer tivessem oportunidade de responder.

Para os Países Baixos, profundamente integrados à estratégia naval da OTAN no Atlântico Norte, isso significava que os grandes navios-capitânia do pós-guerra precisavam ser substituídos por uma geração inteiramente nova de combatentes.

Dessa necessidade nasceu a classe Tromp.

As duas unidades — Hr.Ms. Tromp (F801) e Hr.Ms. De Ruyter (F806) — representariam uma das maiores mudanças tecnológicas da história da Marinha holandesa: propulsão exclusivamente por turbinas a gás, sistemas de combate computadorizados, defesa aérea de área, mísseis antinavio, helicóptero orgânico e um revolucionário radar tridimensional instalado dentro de uma gigantesca esfera sobre a superestrutura.

Dos cruzadores aos navios de mísseis guiados

O ponto de partida do programa estava nos dois cruzadores da classe De Zeven Provinciën, que haviam entrado em serviço em 1953 depois de um processo de construção iniciado antes da Segunda Guerra Mundial.

Apesar das modernizações, eram essencialmente grandes navios de artilharia de uma geração anterior. Sua operação também exigia tripulações numerosas, num período em que o custo de pessoal começava a pesar cada vez mais sobre os orçamentos das marinhas europeias.

Os planejadores holandeses perceberam que um navio muito menor, armado com mísseis e dotado de alto nível de automação, poderia substituir diversas funções desempenhadas pelos cruzadores e ao mesmo tempo servir como navio-capitânia de um grupo naval da OTAN.

Em 1964, surgiram planos para novos combatentes especializados em defesa aérea. Inicialmente, falava-se em destróieres e até em uma força naval holandesa muito mais ambiciosa, que chegou a incluir propostas de submarinos nucleares.

As restrições financeiras reduziram essas ambições.

O projeto acabou evoluindo para duas grandes fragatas de mísseis guiados, internamente relacionadas ao programa Frigate 66, cujo objetivo era substituir os cruzadores e fornecer comando e defesa aérea às forças navais holandesas.

Uma fragata concebida como centro de comando

Classificá-las simplesmente como fragatas pode transmitir uma impressão equivocada.

As Tromp foram projetadas para desempenhar um papel normalmente associado a navios de porte e custo superiores: seriam centros de comando de forças-tarefa, capazes de embarcar um comandante de esquadrão e seu estado-maior, além de fornecer defesa aérea de área aos demais navios.

Na estrutura da Guerra Fria, a Marinha holandesa tinha responsabilidade relevante pela guerra antissubmarino no Atlântico Norte. As Tromp deveriam comandar grupos formados principalmente por fragatas ASW que patrulhariam as rotas marítimas entre a América do Norte e a Europa diante da ameaça dos submarinos soviéticos.

Por isso, grandes espaços da superestrutura foram dedicados não apenas aos próprios sistemas do navio, mas também às instalações necessárias para comandar outras unidades.

Era uma característica que permaneceria importante na construção naval holandesa décadas depois.

Royal Schelde constrói uma nova geração

As duas unidades foram construídas pela Koninklijke Maatschappij De Schelde, em Vlissingen, estaleiro que atualmente faz parte da Damen Naval.

A Tromp teve a quilha batida em 4 de agosto de 1971, foi lançada em 1973 e entrou em serviço em 3 de outubro de 1975. A De Ruyter começou a ser construída em dezembro de 1971, foi lançada em março de 1974 e incorporada em 3 de junho de 1976.

A própria Damen considera hoje a classe Tromp um marco de sua história industrial em Vlissingen, destacando que aqueles navios de mísseis dos anos 1970 foram concebidos especificamente para funções de comando e controle.

Com aproximadamente 138 metros de comprimento, boca de 14,8 metros e deslocamento carregado pouco superior a 4.300 toneladas segundo as especificações mais frequentemente publicadas, as fragatas eram grandes para os padrões europeus de sua época. Sua tripulação era de aproximadamente 306 militares.

Ainda assim, representavam uma redução monumental em comparação com os grandes cruzadores que substituíam.

Turbinas britânicas e aceleração de navio moderno

Outro rompimento com o passado estava na casa de máquinas.

As Tromp foram os primeiros grandes navios altamente automatizados e propulsionados integralmente por turbinas a gás da Marinha holandesa. Utilizavam configuração COGOG — Combined Gas or Gas.

Para navegação econômica, eram empregadas duas turbinas Rolls-Royce Tyne. Para alta velocidade, entravam em funcionamento duas muito mais potentes Rolls-Royce Olympus.

A configuração permitia aproximadamente 28 a 30 nós de velocidade máxima e alcance da ordem de 5.000 milhas náuticas navegando a 18 nós.

Esse tipo de arquitetura era particularmente adequado às novas exigências da guerra naval: rápida aceleração, capacidade de acompanhar forças-tarefa e redução do tempo necessário para colocar os motores em plena potência.

O princípio seria reaproveitado em outras construções holandesas, incluindo as fragatas Kortenaer.

O gigantesco radar que criou o “Kojak”

Mas nenhuma característica tornou a classe tão facilmente reconhecível quanto a enorme esfera instalada acima da ponte.

Dentro dela estava o SPS-01, radar tridimensional desenvolvido para fornecer vigilância aérea de longo alcance e acompanhar múltiplos alvos simultaneamente.

Na época, isso representava um salto considerável.

Radares mais antigos normalmente forneciam distância e direção do alvo; a determinação precisa de altitude podia exigir outro radar especializado. Um verdadeiro radar 3D permitia reunir essas informações num único sistema e alimentar diretamente o centro de informações de combate.

A antena precisava ser protegida por um enorme radome de material sintético.

O resultado visual era impossível de ignorar.

A esfera lisa e quase sem detalhes imediatamente lembrou aos marinheiros holandeses a cabeça careca do ator Telly Savalas, que na época fazia enorme sucesso interpretando o detetive Theo Kojak na televisão.

As fragatas ganharam assim o apelido informal de “Kojak”.

Vista à distância, aquela gigantesca esfera transformava o navio numa das silhuetas mais reconhecíveis da OTAN.

Uma parceria com os britânicos que não prosperou

A origem do radar estava associada a um ambicioso programa de cooperação anglo-holandês.

Holandeses e britânicos estudaram conjuntamente uma nova geração de sensores tridimensionais. A Royal Navy precisava de sistemas semelhantes para seus futuros porta-aviões CVA-01 e para o destróier Type 82, enquanto os Países Baixos pretendiam utilizá-los em suas futuras fragatas de defesa aérea.

Pelo plano original, as Tromp seriam armadas com o sistema britânico Sea Dart.

A parceria, entretanto, foi afetada pelas mudanças dramáticas na política de defesa britânica.

O projeto dos grandes porta-aviões CVA-01 foi cancelado e apenas um Type 82, o HMS Bristol, acabaria construído. Ao mesmo tempo, a Marinha holandesa concluiu que o Sea Dart era maior e menos adequado às suas necessidades do que alternativas norte-americanas.

Os holandeses seguiram então outra direção.

A escolha norte-americana

O resultado foi uma arquitetura curiosamente internacional.

As fragatas possuíam motores britânicos, sensores e sistemas de combate holandeses e grande parte do armamento de mísseis de origem norte-americana.

Na popa foi instalado um lançador Mk 13, associado inicialmente à família Tartar e posteriormente ao RIM-66 Standard Missile SM-1MR. O carregador comportava cerca de 40 mísseis.

A defesa aérea próxima era reforçada pelo RIM-7 Sea Sparrow, disparado por um lançador óctuplo à vante.

Isso criava duas camadas de defesa.

O Standard deveria enfrentar aeronaves a distâncias maiores, antes que pudessem chegar à formação naval. O Sea Sparrow constituía uma segunda barreira contra ameaças que conseguissem aproximar-se.

Era exatamente a filosofia de defesa aérea em camadas que posteriormente se tornaria característica das escoltas modernas.

Um velho canhão numa fragata futurista

Curiosamente, na proa daquele navio extremamente moderno permanecia uma arma que remontava à geração anterior da frota.

Cada fragata recebeu uma torre dupla automática Bofors de 120 mm/50.

Eram peças reutilizadas do destróier Hr.Ms. Gelderland, da classe Holland, posteriormente modificadas para instalação nas novas fragatas. O próprio Ministério da Defesa dos Países Baixos registra que os canhões haviam servido durante cerca de duas décadas nos antigos destróieres antes de serem adaptados para a Tromp e a De Ruyter.

O sistema era, entretanto, muito sofisticado para sua época.

Cada tubo podia atingir cadência de aproximadamente 38 a 42 disparos por minuto, com alcance máximo da ordem de 21,6 quilômetros. A torre podia combater alvos de superfície, aeronaves e objetivos costeiros.

Assim, um armamento criado na década de 1950 acabou servindo até o fim da carreira das fragatas.

Harpoon transforma a classe em ameaça antissuperfície

Durante sua vida operacional, as Tromp também receberam o RGM-84 Harpoon.

Com os lançadores de mísseis antinavio instalados a meia-nau, passaram a dispor de capacidade ofensiva contra outros navios muito superior à oferecida pelo canhão de 120 mm.

A classe conseguia, portanto, exercer simultaneamente diferentes funções: defesa aérea de área, guerra antissuperfície, guerra antissubmarino, comando de força-tarefa e apoio de fogo.

Para operações ASW, os navios possuíam sonar de casco, tubos de torpedos e hangar para um helicóptero Westland Lynx, que ampliava consideravelmente o raio de busca e ataque contra submarinos.

Goalkeeper: a última barreira

Hr.Ms. De Ruyter (F806) com Goalkeeper sobre o hangar

Com o amadurecimento da ameaça dos mísseis antinavio, as fragatas também passaram a contar com uma defesa de curtíssimo alcance mais poderosa.

O sistema holandês Goalkeeper, armado com canhão rotativo de 30 mm, foi incorporado como última linha de defesa contra mísseis capazes de atravessar as camadas externas.

Essa modernização refletia as lições aprendidas durante a Guerra Fria e especialmente após conflitos como a Guerra das Malvinas, que demonstraram o perigo representado por mísseis antinavio voando rente ao mar.

Na configuração final, uma Tromp podia apresentar Standard, Sea Sparrow, Harpoon, Goalkeeper, canhão de 120 mm, torpedos e helicóptero numa única plataforma.

 

A fragata que acompanhava a frota soviética

Durante a Guerra Fria, a principal referência operacional continuava sendo a Marinha soviética.

Em julho de 1981, por exemplo, o porta-aviões soviético Kiev entrou no Mar do Norte e foi acompanhado pelas duas fragatas da classe Tromp. O episódio simbolizava perfeitamente a função para a qual os navios haviam sido concebidos: operar dentro da estrutura da OTAN acompanhando forças soviéticas e protegendo formações aliadas.

A Tromp também participou da Standing Naval Force Atlantic — STANAVFORLANT — da OTAN e realizou diversas viagens internacionais, incluindo missões à América do Norte e ao Extremo Oriente.

A De Ruyter igualmente realizou uma longa viagem ao Extremo Oriente em 1986 acompanhada por outros navios holandeses. Na década seguinte, participou da força permanente da OTAN no Mediterrâneo e esteve envolvida nas operações de imposição do embargo marítimo diante da antiga Iugoslávia.

Assim, navios projetados no auge da Guerra Fria acabaram sobrevivendo tempo suficiente para participar também das primeiras operações da OTAN no mundo pós-soviético.

Problemas com as superestruturas de alumínio

Nem todas as inovações produziram resultados positivos.

Para reduzir peso no alto do navio — uma preocupação particularmente importante diante do grande radome e das volumosas superestruturas — foi utilizado alumínio em partes dos conveses e estruturas superiores.

Poucos anos depois da incorporação, surgiram rachaduras.

As superestruturas precisaram de reparos no final da década de 1970. A experiência teve consequências para projetos posteriores: as futuras fragatas holandesas voltariam a empregar estruturas superiores predominantemente em aço.

Era uma demonstração de que a classe Tromp não era apenas um novo navio, mas também um grande laboratório tecnológico para uma Marinha que estava reconstruindo sua doutrina de combate de superfície.

Das Tromp nasceram outras fragatas holandesas

Hr.Ms Tromp (F801) e Hr.Ms. Witte de With (F813) com helicóptero Lynx

Muito do que foi experimentado na classe reapareceu nas gerações seguintes.

A propulsão por turbinas a gás, a automação, os centros de operações modernos, os sensores nacionais e a filosofia de emprego de mísseis tornaram-se características fundamentais das fragatas Kortenaer, construídas em série a partir da década de 1970.

As Kortenaer eram mais orientadas à guerra antissubmarino e menos sofisticadas como navios de comando e defesa aérea de área, mas aproveitaram várias soluções amadurecidas no programa Tromp.

Posteriormente vieram as fragatas de defesa aérea “Jacob van Heemskerck”, seguidas finalmente pelas atuais grandes fragatas de comando e defesa aérea da classe De Zeven Provinciën.

Existe, portanto, uma linha tecnológica bastante clara ligando as Tromp dos anos 1970 aos principais combatentes holandeses do século XXI.

O fim dos “Kojak”

A Tromp foi retirada de serviço em 1999, depois de cerca de 24 anos de carreira. Nos últimos anos também foi utilizada em trabalhos associados ao desenvolvimento e avaliação de novas tecnologias de radar.

A De Ruyter permaneceu ativa até 3 de outubro de 2001, encerrando aproximadamente um quarto de século de serviço da classe. Parte de sua ponte e a característica estrutura do radar foram preservadas no Marinemuseum, em Den Helder.

Os dois navios acabaram desmontados, mas o conceito não desapareceu.

Poucos anos depois, uma nova geração de fragatas de defesa aérea e comando retomaria os nomes históricos De Zeven Provinciën, Tromp, De Ruyter e Evertsen.

Muito mais do que duas fragatas

A importância da classe Tromp não está no número de unidades construídas — foram apenas duas.

Está no momento histórico que elas representam.

A Tromp e a De Ruyter surgiram exatamente na passagem entre duas eras da guerra naval.

De um lado permanecia a tradição dos cruzadores, grandes tripulações e canhões pesados. Do outro aparecia um mundo dominado por sensores tridimensionais, mísseis guiados, guerra eletrônica, helicópteros embarcados, computadores e sistemas automatizados de comando e controle.

As fragatas carregavam elementos das duas gerações: na proa, um canhão Bofors reaproveitado de um destróier dos anos 1950; alguns metros atrás, sistemas eletrônicos que estavam entre os mais avançados já colocados num navio europeu.

E sobre tudo isso pairava a enorme esfera branca do radar.

A aparência produziu o apelido “Kojak”, mas por trás daquela característica visual estava a verdadeira importância da classe: os Países Baixos haviam transformado uma fragata em centro de comando e guarda-chuva de defesa aérea para toda uma força naval.

Décadas depois, é exatamente essa combinação — radar de longo alcance, defesa aérea em camadas, comando de força-tarefa e elevada automação — que define as modernas fragatas de defesa aérea e comando da Marinha holandesa.

Nesse sentido, as Tromp não foram apenas substitutas dos antigos cruzadores.

Foram os ancestrais diretos do conceito de combatente de superfície que a Koninklijke Marine utiliza até hoje.■

Fragatas Classe Tromp
Principais características – Koninklijke Marine / Marinha Real dos Países Baixos

Característica Dados
PROGRAMA E SERVIÇO
País Países Baixos
Operador Koninklijke Marine – Marinha Real dos Países Baixos
Tipo Fragata de mísseis guiados / defesa aérea de área / navio-capitânia
Programa Fregat ’66 – substituição dos cruzadores da classe De Zeven Provinciën
Unidades construídas 2
Navios Tromp (F801) – 1975–1999
De Ruyter (F806) – 1976–2001
Construtor Koninklijke Maatschappij De Schelde, Vlissingen
DIMENSÕES E DESLOCAMENTO
Comprimento 138 m
Boca 14,8 m
Calado 4,6 m
Deslocamento máximo aprox. 4.500 toneladas
Tripulação 306 militares, incluindo pessoal do estado-maior embarcado
PROPULSÃO E DESEMPENHO
Configuração COGOG – Combined Gas or Gas
Turbinas de alta velocidade 2 × Rolls-Royce Olympus – cerca de 50.000 shp combinados
Turbinas de cruzeiro 2 × Rolls-Royce Tyne – cerca de 8.000 shp combinados
Velocidade máxima aprox. 27 nós
Velocidade de cruzeiro 18 nós com as turbinas Tyne
ARMAMENTO
Artilharia principal 2 × canhões Bofors de 120 mm/50 em uma torre dupla automática
Defesa aérea de médio alcance 1 × lançador Mk 13 para RIM-24 Tartar e posteriormente RIM-66 Standard SM-1MR
40 mísseis transportados
Defesa aérea de curto alcance 1 × lançador Mk 29 de 8 células para RIM-7 NATO Sea Sparrow
Mísseis antinavio 8 × RGM-84 Harpoon
Defesa aproximada 1 × Goalkeeper CIWS de 30 mm, incorporado posteriormente
2 × canhões Oerlikon de 20 mm
Guerra antissubmarino Torpedos leves Honeywell Mk 46 Mod 5
SENSORES E SISTEMAS DE COMBATE
Radar principal Hollandse Signaalapparaten SPS-01 3D, instalado sob o grande radome esférico
Controle de tiro Hollandse Signaalapparaten WM-25
2 × Raytheon AN/SPG-51C
Sonar CWE-610 ativo/passivo; posteriormente PHS-36
Sistema de combate Sistema computadorizado de processamento e apresentação de dados DAISY / SEWACO
Guerra eletrônica e contramedidas Ramses ECM, Mk 36 SRBOC e AN/SLQ-25 Nixie após modernizações
AVIAÇÃO EMBARCADA
Helicóptero 1 × Westland SH-14 Lynx
Instalações aeronavais Hangar fechado e convoo na popa para operações antissubmarino, busca e apoio

CARACTERÍSTICA MARCANTE:
o enorme radome do radar tridimensional SPS-01 instalado sobre a superestrutura deu aos navios da classe o apelido de “Kojak”, em referência ao personagem televisivo interpretado pelo ator careca Telly Savalas.

Notas técnicas:
• A configuração dos navios mudou durante aproximadamente 25 anos de serviço. O sistema Tartar foi substituído pelo Standard Missile SM-1MR na década de 1980.
• O Goalkeeper de 30 mm e sistemas de guerra eletrônica e contramedidas mais modernos foram incorporados posteriormente.
• Algumas fontes especializadas apresentam pequenas diferenças para comprimento, deslocamento e velocidade, decorrentes do uso de comprimento total ou entre perpendiculares e de diferentes condições de deslocamento.
• Os navios foram concebidos prioritariamente como unidades de comando e defesa aérea de área para grupos de escolta da Marinha holandesa e da OTAN.

FONTES:
Koninklijke Marine / Ministério da Defesa dos Países Baixos; Marineschepen.nl; Naval Encyclopedia; documentação histórica da classe Tromp. Compilação: Poder Naval.


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8 Comentários
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Celso Alberto Miguel

Na década de 80 houve a Guerra das Malvinas, doi a última guerra onde duas marinhas se enfrentam de forma clássica, de la pra cá muita coisa mudou, porém a necessidade de defesa marítima permanece relevante até hoje

Jabulani Teimoso

Tinha uma classe de navios franceses com essa mesma característica do radar “Kojak”.

Piassarollo

Fragatas
Classe Suffren

Piassarollo

Uma característica peculiar da classe Suffren eram seus mísseis AAE, semelhantes ao Terrier Americano, com o armazenamento feito na horizontal, ocupando um espaço considerável no casco. Navios elegantes, esguios e muito belos.

Patriota

É impressão minha ou essas fragatas de 50 anos atrás parecem ser mais bem armadas do que as nossas atuais classe Tamandaré?
Há braços

joao victor

A Marinha Brasileira hoje possui uma doutrina de patrulha, e isso reflete nos navios. Grande alcance naval, pouco armamento e, quando possível, capacidade antissubmarina. Isso refletiu muito bem na Tamandaré, com 12 mísseis antiaéreos, 4 MANSUP, armas antissubmarino, sonar e 6 torpedos. A Marinha esquece que, se não garantir a guerra de superfície, você nem retira o navio do porto. Infelizmente, é uma doutrina inapropriada. E, mesmo sendo a força que melhor gerencia seus recursos, o investimento na Tamandaré foi feito fora de hora. Ela hoje deveria estar investindo em mísseis antinavio de longo alcance em baterias terrestres. Nem venha… Read more »

Amarante

Não é muito difícil ser mais armado que as Tamandarés.
Há pernas.

Jean

Elas estariam mais para a Freem Italiana Emílio Bianchi ou ainda para as Fragatas Caio Duílio do que para a Almirante Tamandaré (que seria como a Bell@ra).