De 18 combatentes de superfície em 1980 a 9 em 2026: quatro pôsteres mostram a redução do Poder Naval brasileiro

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Esquadra 2011

Os quadros de silhuetas da Marinha do Brasil de 1980, 1997, 2022 e 2026 registram mais de quatro décadas de transformação da Esquadra. A força que atingiu 19 escoltas em 1997 e hoje dispõe de nove

Quatro pôsteres da Marinha do Brasil, separados por mais de quatro décadas, formam uma espécie de radiografia histórica do Poder Naval brasileiro. O quadro de 1980 mostra uma Esquadra numerosa, o de 1997 registra a convivência entre navios nacionais e compras de oportunidade, o de 2022 evidencia a forte redução dos meios e o de 2026 finalmente apresenta o início de uma nova geração, com a fragata Tamandaré.

Mas uma leitura puramente visual dos pôsteres pode produzir uma distorção importante. As dez embarcações da classe Imperial Marinheiro que aparecem classificadas como “corvetas” em 1980 não devem ser contabilizadas como combatentes de superfície equivalentes a fragatas, contratorpedeiros ou às posteriores corvetas Inhaúma.

A classe Imperial Marinheiro foi concebida originalmente para funções de guarda-costas, patrulha, rebocador, salvamento e minagem. Posteriormente, suas unidades remanescentes conservaram principalmente tarefas de patrulha e busca e salvamento.

Uma distinção fundamental entre duas gerações de “corvetas”

Corveta Caboclo, classe Imperial Marinheiro, última ainda na ativa

A denominação “corveta” aparece tanto no pôster de 1980 quanto no de 1997, mas designa navios com naturezas operacionais muito diferentes. As Imperial Marinheiro eram embarcações de aproximadamente 900 toneladas, armadas modestamente e destinadas sobretudo a tarefas de presença, patrulha e socorro marítimo.

Já as corvetas classe Inhaúma, que aparecem no pôster de 1997, eram verdadeiros navios-escolta. A Marinha definiu seus requisitos operacionais em 1978 e desenvolveu no Brasil a concepção, o projeto preliminar e o projeto de contrato.

Em sua concepção, a equipe brasileira dispunha das fragatas classe Niterói como importante referência técnica. Em termos operacionais, as Inhaúma podem ser entendidas como escoltas compactos, com capacidade de guerra antissuperfície, antissubmarino e autodefesa, muito mais próximas de uma fragata reduzida do que das antigas Imperial Marinheiro.

A evolução real dos combatentes de superfície

Considerando como combatentes de superfície principais as fragatas, contratorpedeiros e corvetas concebidas efetivamente como escoltas — Inhaúma e Barroso —, a evolução apresentada pelos quatro pôsteres fica assim:

Ano Fragatas Contratorpedeiros Corvetas Total de combatentes de superfície Imperial Marinheiro*
1980 6 12 0 18 10
1997 10 5 4 19 8
2022 6 0 2 8 1
2026 7 0 2 9 1

O núcleo combatente era de 18 unidades em 1980, chegou a 19 em 1997 e caiu para oito em 2022. Em 2026, com a entrada da Tamandaré, voltou a nove. Portanto, a redução entre 1980 e 2026 é de 50%.

1980: uma Esquadra grande e em plena transição

Marinha do Brasil – 1980

O pôster de 1980 registra um momento particularmente favorável. As seis fragatas da classe Niterói estavam entrando em serviço justamente enquanto a Marinha ainda mantinha 12 contratorpedeiros das classes Fletcher, Sumner e Gearing, provenientes da Marinha dos Estados Unidos.

As Niterói representavam o elemento moderno daquela força. Quatro haviam sido construídas no Reino Unido e duas, Independência e União, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O programa cobriu o período de 1972 a 1980 e proporcionou à Marinha experiência significativa em construção e integração de sistemas modernos.

Navios da Esquadra na década de 1980

Assim, os 18 verdadeiros combatentes de superfície de 1980 resultavam da sobreposição entre duas gerações: seis fragatas modernas e 12 contratorpedeiros da Segunda Guerra Mundial modernizados. A numerosa classe Imperial Marinheiro ampliava a capacidade de patrulha e apoio, mas não fazia parte do núcleo de escoltas.

O Minas Gerais completava a estrutura como navio-aeródromo, enquanto oito submarinos forneciam a capacidade de negação do uso do mar. O Brasil possuía, portanto, uma combinação de massa, diversidade e capacidade oceânica difícil de reproduzir nas décadas seguintes.

1997: o ponto alto dos escoltas

A Marinha do Brasil em 1997

O ano de 1997 aparece como o ponto de maior quantidade de combatentes de superfície entre os quatro pôsteres. Eram dez fragatas, cinco contratorpedeiros e quatro corvetas Inhaúma, totalizando 19 escoltas.

As seis Niterói haviam recebido o reforço de quatro fragatas Type 22 adquiridas usadas da Royal Navy — Greenhalgh, Dodsworth, Bosísio e Rademaker. Ao mesmo tempo, quatro contratorpedeiros classe Pará (ex-fragatas classe Garcia dos EUA) e um Gearing ainda estavam presentes.

A Esquadra nos anos 1990
A Esquadra nos anos 1990

A grande novidade eram justamente as quatro Inhaúma: Inhaúma, Jaceguai, Júlio de Noronha e Frontin. Inicialmente, a intenção era construir 12 corvetas para substituir os antigos contratorpedeiros, mas restrições orçamentárias reduziram o programa a apenas quatro unidades. O pôster de 1997 ainda mostra oito Imperial Marinheiro, que continuavam úteis para patrulha e salvamento.

Inhaúma: a tentativa brasileira de criar seu próprio escolta

As quatro corvetas classe Inhaúma operando juntas
As quatro corvetas classe Inhaúma operando juntas no início dos anos 90

O programa Inhaúma merece destaque porque representa exatamente o tipo de continuidade industrial que a Marinha não conseguiu sustentar posteriormente. Seus requisitos foram promulgados em 1978 e todo o processo de concepção foi conduzido pela Diretoria de Engenharia Naval, com o Arsenal de Marinha responsável pelo detalhamento.

Duas unidades foram construídas no Arsenal e duas no estaleiro Verolme, com o AMRJ atuando como estaleiro líder e fornecendo planos e especificações. A última ficou pronta em 1994.

Não eram cópias reduzidas das Niterói, mas a experiência adquirida com aquelas fragatas forneceu importante referência para a nova geração. O desafio foi concentrar as mesmas capacidades de combate em uma plataforma menor.

A posterior Barroso, lançada em 1994 e incorporada em 2008, seria uma evolução direta desse projeto, incorporando melhorias identificadas durante a operação das quatro Inhaúma.

Corveta Barroso - V34
Corveta Barroso – V34

A partir daí começou a grande contração

O problema é que o ciclo não continuou. Nas décadas seguintes, contratorpedeiros foram retirados sem substitutos diretos, fragatas Type 22 começaram a sair de serviço e as próprias Inhaúma foram progressivamente desativadas.

A crise econômica dos anos 1980 e as restrições orçamentárias posteriores atingiram diretamente a construção naval militar. A classe Barroso ilustra perfeitamente essa dificuldade. Concebida como evolução da Inhaúma, permaneceu como a única da classe e teve sua construção prolongada por muitos anos em consequência das limitações financeiras.

2022: de 19 escoltas para apenas oito

O pôster de 2022 torna a redução impossível de ignorar. Restavam cinco Niterói — Defensora, Constituição, Liberal, Independência e União — e apenas uma fragata Type 22, a Rademaker.

Os contratorpedeiros haviam desaparecido por completo. Das quatro Inhaúma restava somente a Júlio de Noronha, acompanhada da Barroso, sua evolução.

O resultado era um núcleo de apenas oito combatentes de superfície, contra 19 em 1997. Em 25 anos, portanto, mais da metade da força de escoltas havia desaparecido sem substituição quantitativa equivalente.

O Atlântico representava um enorme ganho em capacidade anfíbia, comando, helicópteros e projeção de poder, mas desempenha papel diferente daquele do antigo Minas Gerais e do posterior São Paulo, já que não opera aeronaves de combate tripuladas de asa fixa.

2026: a Tamandaré finalmente aparece no pôster

O quadro de silhuetas de 2026 marca o primeiro sinal visível de recuperação. A nova fragata Tamandaré (F200) aparece ao lado das cinco Niterói e da Rademaker, elevando para sete o número nominal de fragatas.

A relação oficial da Esquadra, atualizada em julho de 2026, confirma essa composição e lista também as corvetas Júlio de Noronha e Barroso. Assim, o núcleo de combatentes de superfície chegava a nove unidades no início do ano.

No entanto, o pôster já ficou desatualizado, pois no dia 19 de junho, ocorreu a Mostra de Desarmamento da Corveta Júlio de Noronha (V32), marcando o encerramento da vida operativa do último navio da classe Inhaúma ainda em serviço.

A classe Tamandaré foi concebida desde o início para guerra de superfície, guerra antissubmarino, defesa antiaérea e interdição marítima, incorporando sensores, sistemas de gerenciamento de combate, armamentos e guerra eletrônica de nova geração.

Mas a primeira Tamandaré não representa ainda uma expansão substancial da Esquadra. Ela chega quando cinco das sete fragatas em serviço pertencem à classe Niterói, cujas unidades foram incorporadas entre 1976 e 1980.

As quatro Tamandaré substituirão primeiro, antes de ampliar

Fragata Tamandaré – F200

O programa prevê mais três navios: Jerônimo de Albuquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros. A conclusão das quatro unidades deverá ocorrer progressivamente até o fim da década.

Isso representa um salto qualitativo essencial, mas as novas fragatas serão utilizadas prioritariamente para substituir unidades envelhecidas. Portanto, a chegada das quatro Tamandaré não significa automaticamente que a Marinha passará de nove para 12 ou 13 escoltas.

A diferença entre renovação e expansão é decisiva. A primeira troca navios antigos por modernos; a segunda aumenta o número total de cascos disponíveis. Para recuperar a massa perdida desde os anos 1990, será necessário dar continuidade ao programa com novos lotes.

A força submarina seguiu caminho diferente

No componente submarino, a quantidade também diminuiu em relação a 1980, mas a renovação tecnológica está ocorrendo de forma mais consistente. O pôster de 1980 mostrava oito submarinos; em 1997 eram seis e, em 2022, cinco.

Em 2026, a Marinha possui uma força em transição composta por unidades antigas Tipo 209 de projeto alemão e pelos novos submarinos classe Riachuelo (Scorpène). Riachuelo, Humaitá e Tonelero já foram incorporados, enquanto o Almirante Karam está em testes antes de sua prevista entrada no setor operativo.

Seria possível construir mais um lote de quatro submarinos classe Riachuelo para recuperar o número de unidades de 1980, mas o objetivo da Marinha agora no PROSUB é a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear.

Menos navios para uma área marítima maior

A redução da Esquadra ocorreu justamente enquanto crescia a importância econômica e estratégica do mar para o Brasil. A exploração offshore de petróleo expandiu-se, as exportações brasileiras aumentaram e cabos submarinos, terminais marítimos e infraestrutura energética passaram a assumir peso ainda maior.

Esse cenário torna a quantidade de navios relevante mesmo quando cada nova unidade é muito mais capaz que suas antecessoras. Uma fragata moderna pode detectar, acompanhar e atacar ameaças a distâncias muito superiores às de um contratorpedeiro dos anos 1970, mas continua ocupando apenas um lugar no oceano.

Navios também entram em manutenção, passam por docagens, realizam treinamento e participam de missões internacionais. Por isso, qualidade determina o que cada unidade consegue fazer, enquanto quantidade determina quantas tarefas diferentes podem ser realizadas simultaneamente.

Os quatro pôsteres contam uma história mais precisa

Em 1980 havia 18 combatentes de superfície principais. As dez “corvetas” daquele pôster eram essencialmente navios de patrulha e salvamento e pertenciam a outra categoria operacional.

Em 1997, a força de escoltas havia até crescido ligeiramente, chegando a 19 navios, graças às dez fragatas, cinco contratorpedeiros e quatro corvetas da classe Inhaúma. Foi depois desse ponto que ocorreu a grande contração.

Em 2022 restavam oito combatentes de superfície. Em 2026, com a incorporação da Tamandaré, são nove.

Os pôsteres, portanto, não mostram simplesmente uma Marinha que encolheu continuamente desde 1980. Eles revelam algo mais interessante: o Brasil conseguiu sustentar uma Esquadra de cerca de 18 a 19 escoltas durante quase duas décadas, mas não conseguiu substituir essa força na velocidade em que os navios começaram a envelhecer e ser desativados após o fim dos anos 1990.

A chegada da Tamandaré e o avanço do PROSUB indicam que o ciclo de renovação finalmente recomeçou. O desafio decisivo agora é evitar a repetição do passado: construir quatro navios, interromper a produção por muitos anos e novamente descobrir, algumas décadas adiante, que toda uma geração chegou ao fim da vida útil praticamente ao mesmo tempo.

Se houver continuidade depois da quarta Tamandaré, o pôster da década de 2030 poderá finalmente mostrar não apenas navios mais modernos, mas uma recuperação efetiva da massa de combate da Esquadra brasileira.■

Escoltas que deram baixa de 1997 em diante

Contratorpedeiro Mariz e Barros – D26
Contratorpedeiro Pará – D27
Contratorpedeiro Paraíba – D28
Contratorpedeiro Paraná – D29
Contratorpedeiro Pernambuco – D30
Fragata Greenhalgh
Fragata Greenhalgh – F46
Fragata Dodsworth – F47
Fragata Bosísio – F48
Corveta Inhaúma – V30
Corveta Jaceguai – V31
Corveta Júlio de Noronha – V32
Corveta Frontin – V33
Fragata Niterói
Fragata Niterói – F40


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Piassarollo

Atualizando, a corveta Julio de Noronha foi desativada, então estamos com apenas oito combatentes de superfície. Com a Rademaker capenga, podemos dizer que efetivamente estamos com sete navios.

josédasilva

Efetivamente, muito menos que 7 porque, fora a “Tamandaré”, todos os demais têm restrições graves em níveis diferentes (falta turbina, lançador quebrado, estrutura comprometida, sonar surdo, radar cego, etc.).

Last edited 1 mês atrás by josédasilva
Skyhawk

Pelo que você narra, e se hoje ocorresse uma guerra da lagosta 2.0, a marinha seria pega de calça curta igualzinho na década de 60. Que lástima q marinha vive hoje em dia.

Dalton

Conforme o ^Poder Naval^ publicou a fragata Constituição teve a baixa adiada de 2022 para 2023, mas foi mantida em serviço depois disso de forma limitada, ao contrário das demais não foi enviada para longas comissões.
.
A ^Tamandaré^ ocupou o lugar da ^Julio de Noronha^ e as 3 próximas deverão ocupar os lugares da ^Rademaker^, ^Constituição^ e ^Defensora^ talvez nesta ordem.
.
Uma melhora sensível na qualidade, mas números importam também e tudo indica que as 3 Niterói restantes terão que aguentar-se para além dos 52 anos de vida.

Santamariense

A Defensora passou anos em programa de manutenção e revitalização, até acho que foi a última a ser entregue de volta ao serviço ativo. E está entre as próximas a serem desativadas? Então ficariam apenas a Liberal, Independência e União.
Somando as 3 Niterói cinquentenárias, as 4 Tamandaré e a Barroso continuaremos com míseras 8 escoltas, sendo que modernas mesmo (ainda que medianamente armadas) só as 4 Tamandaré.

Dalton

A ^Defensora^ conforme conversei com pessoal do ^Arsenal^ quase não retornou ficou anos aguardando o início dos trabalhos e foi justamente um tripulante da ^Uniao^ que acertou quando ela retornaria e disse que a ^Uniao^ seria a última a ser retirada então como ele acertou sobre a ^Defensora^ tem todo meu crédito 😃 . Não necessariamente um navio mais novo e/ou que permaneceu inativo durante anos poderá permanecer mais tempo em serviço depende do estado, dimensão de uma revitalização, etc o USS Arleigh Burke de 1991 por exemplo foi contemplado com uma série de melhorias garantindo sua relevância até 2031… Read more »

Santamariense

Obrigado, Dalton!
Realmente, o Arleigh Burke inclusive, é um dos navios da frota da US Navy baseada em Rota, na Espanha.

João Moita Jr

Uma modestissima guarda costeira.

Skyhawk

A marinha já deveria estar atrás de pelo menos 04 fragatas de segunda mão pra ontem e adquiri-las o mais rápido possível para ter quantidade também, porque daqui a pouco toda classe Niterói e a  última Inhauma darão baixa. Sabendo como a defesa é tratada pelos nossos  políticos, as 04 Tamandaré adicionais demorarão muito tempo  até serem entregues e ficaremos com míseras 04 fragatas Tamandaré e 01 corveta Barroso.

Fernando Vieira

Problema é que não tem. Não tem nenhuma escolta usada que se valha a pena comprar hoje no mercado e não deve aparecer nada que valha a pena nos próximos anos. Pessoal que tem tá usando até o osso, a última oportunidade foram as OHP americanas, mas esse navio já zarpou.

Agora é ir de Tamandaré mesmo.

Last edited 1 mês atrás by Fernando Vieira
Piassarollo

Exatamente, o quem hoje em matéria de navio usado disponível é bem complicado. Duas ou três OHP (ainda!), algumas Maestrale (usadíssimas), talvez alguma Bremen com bem mais de 30 anos de uso. De “cabeça” é o que lembro no momento.

Dalton

Nossa marinha nunca adquiriu combatentes de superfície com 30 anos e mesmo pessoal da marinha que costumava comentar aqui deixou claro que não aconteceria. . Houve uma pequena janela de oportunidade por volta de 2014 para adquirir um par de ^OHP^ com quase 30 anos, em uma ^hot transfer^ longe de ser o ideal, mas teriam ocupado o lugar da ^Frontin^ e da ^Bosisio^ mesmo dar baixa antes de 2019 da ^Niteroi^ que já estava sendo subutilizada. . Poucas ^OHP^ sobreviveram a ^SINKEX^ desmantelamento e apenas 3 foram compradas e as que permanecem deverão desaparecer em breve e deixaram de… Read more »

Skyhawk

Mas eu acho que deve ter alguma coisa disponível no país do sol nascente ou os próprios chineses com as fragatas Type-054. Sabidamente por todos, as fragatas japonesas, mesmo com muitos anos, recebem uma manutenção invejável e ainda dão um caldo. Sobre os chineses, o Lula não é tão amigo do Xi Jinping, é só chegar nele e conversar e te garanto que os chineses liberariam duas ou três para a gente.

Fernando Vieira

Se for pra comprar da China, aí vale a pena comprar novo, eles estão com um ritmo de construção alucinante, se você encomendar uma agora e os chineses aceitarem, ano que vem ela está entregue. Mas significaria uma mudança e tanto para a MB que nunca operou equipamento chinês. Além de toda uma cadeia logística diferente. Valeria a pena encomendar uma classe nova, de pelo menos quatro navios para operarem juntos com a Tamandaré, mas não hay plata. O Japão vendeu algumas usadas para o Vietnã mas vai servir só como patrulha mesmo. Os primeira linha do Japão vão ficar… Read more »

Evilasio Ciqueira

Em pensar que em 1975 o Brasil ainda tinha um cruzador de 185 toneladas. O cruzador Bahia

Piassarollo

Acredito que estás te confundindo, pelo menos um cruzador de 185 metros de comprimento ficou ativo até 1976 (duas unidades, Barroso e Tamandaré), se não me engano. E não era o cruzador Bahia, que foi perdido muito antes dessa data.

Joao

Exatamente

Antes, durante a guerra fria, as marinhas da OTAN vendiam “seminovos”, com suas substituicoes constantes.
Agora, usam até trocar “correia dentada” e tudo.
Não há segunda mão em condições descentes, q valha o investimento.

Fernando Vieira

Eles já estão até fazendo cabeçote, trocar correia é o de menos.

Ale78

O nosso atual governo não ajuda

Cristiano ciclope

O anterior muito menos!

Santamariense

A última Inhaúma, a Júlio de Noronha, foi foi desativada em junho passado.

GeneralSofá

Tem os LCS, mas a própria US Navy quer se livrar dos navios. Só vale a pena se vier de graça, e ainda tem que calcular os custos de operação e manutenção pra ver se a conta fecha.

De segunda mão só se a Royal Navy aprontar das grandes e por algum motivo desativar alguma escolta com seus 15 anos de uso, o que é muito improvável

Willian

Os LCS eu duvido muito.

Last edited 1 mês atrás by Willian
Cristiano ciclope

Tendo vontade política, tem dinheiro, tendo dinheiro quantidade de escoltas e a velocidade de entrega aumenta!
Como?
Encomendando mais unidades fabricadas aqui, aumentando o turno de trabalho, e fabricando unidades na fábrica mãe no estrangeiro.

Claudio Moreno

Uma excelente noite a todos dos senhores camaradas do Naval e Trilogia, nesta noite fria e com uma garoa fina e gelada na Sampa desvairada! Camaradas Piassarollo e Fernando Vieira, concordo com os senhores em gênego, número e grau…até existe uma forma de aparelhamento rápido mas que poderia custar o complexo IBS em Itajaí-SC, me refiro a convencer o almirantado ter culhões enfrentar de peito a política de Washington e comprar de prateleira fragatas e destroier’s chineses. Este ato disruptivo poderia trazer a nossa outrora Gloriosa Marinha de Guerra do Brasil a um nível novamente relevante no cenário sul, mas… Read more »

MMerlin

Não vou entrar no mérito dos Destroyers, mas todos sabemos que a política nacional, quando envolve Defesa e alto investimento, sempre vem acompanhada de ToT. Então, se for pra investir em fragatas, que avancem no programa Tamandaré. Expandam ou renovem o contrato. Aumentem a nacionalização. Aperfeiçoem o projeto. Há tempos o MD e o estaleiro apontam para o risco de ociosidade (Itaguai então nem se fala) e o Governo fingia que não via e, depois, vem como mesmo discurso e papo referente à soberania, indústria, tecnologia e emprego. Vimos esse mesmo papo em discurso recente na AVIBRAS. Então, se temos… Read more »

Last edited 1 mês atrás by MMerlin
Fernando Vieira

O próprio sargento está ciente que um programa de compra externa mataria a construção local. Eu seria favorável se estivéssemos vislumbrando uma crise, em que precisaríamos desses combatentes num prazo curto. Não consigo imaginar isso agora, mesmo os recentes atritos diplomáticos com a Argentina não terminarão em algo que resulte em emprego de forças armadas. Com os EUA, esquece, o ministro da defesa já deixou bem clara a situação e não seriam quatro fragatas chinesas que mudariam isso. O lance então é agora aguentar com o que temos, encomendar o segundo lote de Tamandaré (foi prometido, não encomendado), avaliar uma… Read more »

Fabio Araujo

Em 2022 foi o fundo do poço, agora começamos a descolar do fundo!

Miguel Felício

Desculpe, tava bom os comentários até agora, “agora começamos a decolar do fundo!”……desculpe, kkkk.

Alexandre

Deveriam garantir mais 1 lote de fragata e submarino…gastamos muito para termos essa capacidade,será que vamos desperdiçar?

Skyhawk

Pelo histórico das forças armadas e pelo ótimo exemplo dos Gripados, esse segundo lote, com os cortes e contingenciamentos, bota para um futuro muito, mas muito distante e um aumento exponencialmente para cima do valor a ser pago. 

Isso aqui é Brasil!

Alexandre

Triste realidade…

GeneralSofá

No caso dos submarinos, será desperdiçar pela segunda vez, porque o Brasil já produzia os IKL-209 no AMRJ

Eudes Gouveia da Silva

As embarcações navais cumprem uma finalidade específica e são valorizadas como elementos essenciais para a cultura e o poder naval. No entanto, entre noções romantizadas e o poder bruto, a dissuasão é primordial — e nada supera mísseis com alcance de 3.000 km e drones. De qualquer ponto do Brasil Central, podemos defender as duas Amazônias. O conflito envolvendo o Irã ilustra a que distância a poderosa Marinha dos EUA se mantém da costa iraniana — mesmo dispondo de capacidades de interceptação. A guerra naval mudou para sempre.

Dalton

Uma coisa não mudou…ainda é necessário o ^boots on the ground^ para vencer. . Os EUA enviaram para a invasão do Iraque em 2003 uma armada muito maior do que a que bloqueia o Iran hoje, inclusive 2 NAes CVNs 71 e 73 estão envolvidos em outras operações. . No Vietnã os EUA começaram a diminuir o efetivo já em 1969 restando apenas cerca de 24 mil militares no fim de 1972 quando então o exército sul vietnamita alcançou o auge, mas a saída definitiva dos EUA em 1973 corte da ajuda em 1974, enfraqueceu este exército derrotado em 1975… Read more »

Skyhawk

Vc só esqueceu de citar que em 2003 foi uma coalizão de países, sendo que muitas das maiores economias do mundo. Aí fica fácil, né? 

MMerlin

Coalizão de países apenas na fase pós-invasão, com a queda da capital iraquiano. Antes, apenas Reino Unido e salvo engano, Austrália. Mas as forças americanas forneceram a grande maioria (perto do quase todas) das forças terrestres, aeronaves e embarcações de ataque. E, apenas como lembrança, nosso saudoso A-140 Atlântico esteve presente neste conflito. Esta aí outra embarcação que preocupa. É prevista sua baixa entre 2040-2050. Quando o MD e o Estado vão começar a planejar seu substituto? Apenas quando a embarcação estiver no fim de sua vida útil? Duvido que tenham outra oportunidade, como tiveram com sua aquisição, similar no… Read more »

Last edited 1 mês atrás by MMerlin
Dalton

A ^coalizão^ ocorreu quando da expulsão do Iraque do Kuwait uma década antes quando até a Argentina enviou navios reabastecidos pela US Navy mesmo assim a contribuição da maioria foi simbólica há na internet fontes que divulgam com o que cada nação contribuiu.
.
Em 2003 foi diferente, os EUA não contavam com apoio da ONU e paralelamente invadiram o Afeganistão igualmente derrotado, mas sem uma política e recursos para garantir uma longa ocupação os EUA se cansaram e deram o fora, ao menos não se viu outros atentados em solo americano.

Skyhawk

Força de invasão (2003):
Estados Unidos
Reino Unido
Dinamarca
Austrália
Polônia
Peshmerga

Pós-invasão (2003–2011):
 Iraque

 Coalizão Internacional:

Fonte: Wikipedia.

Dalton

Apenas 4 países enviaram militares para a invasão sendo 2.000 pela Austrália, 190 pela Polônia e cerca de 50.000 pelo Reino Unido enquanto os EUA enviaram cerca de 150.000 fora os dezenas de milhares a bordo dos vários ^Super Carriers^ e demais navios e foram também responsáveis pela maior parte da logística. . Acredito que discordamos do que de fato é uma coalizão mesmo que seja assim chamada. . Os EUA também invadiram o Afeganistão, mas é um direito seu acreditar que só conseguiram ^ai fica fácil, né ^ graças aos aliados. . Mesmo posteriormente na Líbia um ^quintal^ europeu… Read more »

Willian

Tembem quando o mali suplicou por ajuda da França contra os touaregs e terroristas, foi os estados unidos que basicamente promoveram a logistica de tudo.

Amauri

A questão é, como os militares deixaram que políticos incompetentes destruírem nossas forças ?
A questão dos militares não cobrarem aos políticos o investimento correto em defesa da nação é um equívoco.
Depois da queda do império, o Brasil só anda atrás do próprio rabo e não digam que os militares não tem sido negligentes também, pois está na cara de todos, o saque a nação continua e a desmoralização da civilização brasileira acontece aos olhos de todos planeta.

Infantaria

Se venderam, não estão preocupados com a tropa e sim com o bolso deles…

Beto

Que desleixo

Leonardo

Na minha opinião, 50% dos problemas foram causados por má gestão da própria MB e outros 50% por falta de vontade política.

Nossas forças armadas em geral não conseguem proteger o Brasil de nenhuma força militar mediana (não estou falando de potências não). O Brasil conta com a sorte e se essa sorte acabar…. vamos sofrer muito.

Skyhawk

O Brasil é abençoado por Deus porque não tem terremoto forte, tsunami e inimigos. Mas essa maré pode mudar com o tempo, vide a turbulência no mundo. A marinha do Brasil consegue se contrapor a uma marinha do nível da Bolívia. Quero ver a desculpa dos militares quando a água bater na bunda.

Fernando Vieira

Tem a clássica piada. Quando Deus criou o mundo, Miguel viu a criação e notou que em vários lugares haviam problemas, como terremotos, furacões, tornados… Mas ele viu que no Brasil não tinha nada disso. Curioso ele pergunto a Deus:

“Senhor, todo lugar tem alguma coisa para eles se preocuparem. Sempre tem algo ruim. Já no Brasil, não tem nada, não tem terremoto, nem furacão, tem rios caudalosos, água abundante, terras férteis… Vai ter nada de ruim lá não?”

Deus respondeu com um sorriso: “Espera só até você ver o povinho que eu vou colocar lá”

Willian

Deus tem guardado esse pais de grandes guerras e desatres inimagináveis, e mesmo assim, somos um lixo de pais, agora, imagine o brasil, que a todo momento o desafia e o aborrece, estamos completamente perdidos. So pra constar é isso que acredito, e se achar que não, bem, não importa.

Aislan

Levando em consideração a área territorial marítima do Brasil, 18 em 1980 já era pouco…..

Ale78

Toda eleição assim como essa o Lula promete investimento alto nas forças armadas então quando ele ganha a eleição ficamos somente na promessa

Salomon

Mas desta vez vai! hahahahahaha

Alexandre

Pronto; estamos prontos para a guerra caso venha acontecer, estamos preparados para cinco minutos de combate, talvez menos!

Marco Pacheco

Parabéns aos envolvidos que vendem a nação “soberana” dia após dia.Já fomos respeitados em todas as áreas;hoje acontece o que o desgoverno aplica,em todas as áreas.

Bardini

Ao longo da década que passou, a MB recebeu mais recursos do que nas outras 3 décadas anteriores. O sucateamente do poder naval brasileiro, está totalmente atrelado aos gastos e prioridades do PROSUB.
.
Nunca se investiu tanto na perda de capacidades navais, como na década passada.

Emmanuel

Vai piorar. O submarino nuclear vai sugar até o último centavo da MB. Não vai sobrar nada. Virão outros cortes de orçamento e, num futuro não muito distante, teremos com muito talvez 8 fragatas Tamandaré (caso o segundo lote se confirme), 4 submarino Riachuelo, 1 elefante branco nuclear e meia dúzia de patrulha. O Atlântico será uma incógnita. O subnuc é um câncer na MB. É impensável uma marinha que sempre teve recursos reduzidos e cada vez mais vem sofrendo cortes, pensar em desenvolver e construir algo que vai consumir bilhões e terá um valor astronômico para manutenir. Nossos almirantes… Read more »

Jean

Eu sou a favor do SNA, mas está demorando tanto que os Submarinos convencionais com baterias de lítio vão ser a melhor opção em custo-benefício, inclusive já são. Eles deixam de ser limitados a uma posição e pequena corrida para o ataque e passam a caçar no oceano, quase como os submarinos nucleares fazem.

Adriano

As apostas da MB em porta aviões, aviação naval e submarino nuclear estão saindo caro para a renovação da frota.

Rodrigo Maçolla

Lamentável

Plcm

Tbm o CN pega 65 bi emendas + 5 bi fundo partidário e 5bi fundo assistência a partidos. Como vamos ter uma Marinha da grandeza do Brasil se a classe política drena tudo. Se houver guerra temos as jangadas,ora bolas!!!

Alex Barreto Cypriano

Absolutamente irrelevante discutir quantidades ou nomenclaturas que não foram correlacionadas com capacidades necessárias ou suficientes em função da evolução da técnica da guerra e do quadro de ameaça. Força armada de país periférico, dependente e reprimarizado quase sempre é apenas faz de conta – daí preferirem cinicamente abrir o portão (e lavar as mãos) a correr o risco do arrombamento. De toda forma, aa corporação armada da nação submetida sempre sobra o papel de capataz…

Rodrigo

E a qtde de filha solteira, eventos, coquetéis, bandas de musica e marinheiro em terra cono esta?

Gleyson

Além das Fragatas Tamandaré, eu acho que o a Brasil deveria ir atrás de uma Corveta barata aumentar o número de escoltas, as Corvetas Ada da Turquia parecem ser uma solução boa e barata, tem também as Corvetas que Omã comprou da BAE System (Khareef) irmãs das nossas Amazonas, acho que esses dois modelos custariam algo na casa dos 200-250 milhões de dólares, não são tão modernas e capazes como as Tamandaré, mas serviriam para aumentar rápido o número de escoltas por menos da metade de uma Tamandaré, a ideia não é abandonar o segundo lote de Tamandaré, mas encontrar… Read more »

Jean

Olha seria melhor simplificar uma Almirante Tamandaré do que introduzir uma Ada, pois ela não chegaria aqui por 200 ou 250 mi usd. Iria custar bem mais.

Gleyson

Olá Jean, isso é uma ideia, um exemplo, estamos falando de maneira genérica, a Tamandaré saiu de uma Corveta Mekko A-100 para uma Fragata leve quase do tamanho de uma Mekko A-200, a Tamandaré é legal, mais preparada para mar aberto que uma Corveta, mas a gente ainda precisa de uma quantidade boa para repor tudo que saiu e/ou vai sair de serviço nos próximos anos, só 4 Tamandaré não resolve, então acredito que deva existir opções de Corvetas no mercado mais simples que uma Tamandaré, menores mas com capacidade de escolta, uns 4 mísseis anti-navio, VLS anti-aéreo , mesmo… Read more »

Jorge

Não entendo muito do assunto, nunca fui militar. Mas acho que o Brasil deveria ter umas 8 corvetas, 12 fragatas, 2 contratorpedeiros, 6 submarinos convencionais, 2 submarinos atômicos, nucleares, 2 navios porta helicópteros, 2 navios de anfíbios, 4 navios de apoio.

Alex Barreto Cypriano

Não importam as quantidades e nomes, a MB é irrelevante pra defesa nacional frente um inimigo muito superior: dois dias de campanha aeronaval e submarina inimiga põem a MB em colapso ou oblívio.

ln(0)

Na classificação da MB, oque seria um navio “Aviso” (aviso de instrução. pesquisa, etc)? É um patrulha pequeno?

Carlos Eduardo Oliveira

Daqui a uns 5 anos, a Barroso vai estar capengando igual a Inhaúma ou Jaceguai.

Colombelli

Querem sub nuclear sem conseguir fazer o feijão com arroz. Nao esqueçam os patrulheiros distritais que darão baixa em massa tambem…e logo. Erros de planejanento e perdas de oportunidade