Star Trek 60 anos: a evolução do cruzador estelar USS Enterprise NCC-1701

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USS Enterprise (CVN-65) and his big brother (2)

Da silhueta criada por Matt Jefferies ao grande refit cinematográfico e à releitura de Strange New Worlds, a nave da classe Constitution acompanhou seis décadas de mudanças na televisão e no cinema

Poucas naves fictícias alcançaram o reconhecimento da USS Enterprise (NCC-1701). Pertencente à Frota Estelar da Federação Unida dos Planetas, ela foi concebida como uma plataforma de exploração científica e diplomática, mas equipada para defender-se e representar os interesses federais nas regiões mais distantes do espaço conhecido.

A estreia televisiva de Star Trek, em 8 de setembro de 1966, apresentou ao público uma visão otimista do futuro, construída em torno da tripulação e de sua nave. Sessenta anos depois, a franquia reúne 11 séries, 14 filmes e mais de 900 episódios, segundo a Paramount, enquanto a configuração básica da Enterprise continua imediatamente reconhecível.

Um cruzador pesado de exploração

Nos manuais técnicos licenciados, a classe Constitution é frequentemente descrita como um “cruzador pesado”. No cânone audiovisual, porém, a nomenclatura mais recorrente é simplesmente nave estelar da classe Constitution. Sua função combina características que, em termos navais, pertenceriam a um cruzador de longo alcance, navio de pesquisa, unidade diplomática e capitânia.

A versão clássica possui aproximadamente 289 metros de comprimento e transporta mais de 400 tripulantes — normalmente cerca de 430 durante o comando de James T. Kirk. A nave é dividida em um casco primário em forma de disco, onde ficam a ponte e grande parte das áreas habitáveis, e um casco secundário de engenharia, conectado ao disco por uma estrutura estreita.

Duas naceles de dobra, afastadas do casco por longos pilones, permitem o deslocamento acima da velocidade da luz. Para manobras convencionais, a nave utiliza propulsão de impulso. Seus sistemas incluem sensores de longo alcance, laboratórios, enfermaria, transportadores, computadores, hangares e naves auxiliares.

Embora sua missão principal seja exploratória, a Enterprise dispõe de bancos de phasers, torpedos fotônicos e escudos defletores. Essa combinação faz dela um “explorador armado”: capaz de realizar primeiro contato, estudar fenômenos desconhecidos, evacuar colônias e, quando necessário, enfrentar naves klingons, romulanas e outras ameaças.

A criação de Matt Jefferies

O desenho original foi desenvolvido em 1964 pelo ilustrador mecânico e especialista em aviação Walter “Matt” Jefferies. Gene Roddenberry queria uma nave que não se parecesse com os foguetes, discos voadores e veículos convencionais já empregados pela ficção científica.

Jefferies aplicou o que chamava de “lógica de aeronave”. Como os motores imaginados seriam extremamente potentes, ele os colocou distantes das áreas habitadas. O resultado foi a combinação de disco, casco de engenharia e naceles — uma arquitetura que passaria a identificar quase todas as grandes naves da Frota Estelar.

A forma simples também precisava ser reconhecida rapidamente nos televisores dos anos 1960. O conceito sofreu pequenas alterações entre o piloto The Cage, o segundo piloto Where No Man Has Gone Before e a série regular, especialmente nas extremidades das naceles, na cúpula da ponte, nas marcações e na iluminação.

A principal miniatura de filmagem media cerca de 3,4 metros e era construída principalmente com madeira e plástico moldado. Imagens dela foram empregadas nos 79 episódios da série original. Doada pela Paramount em 1974, a peça passou por uma extensa restauração e hoje integra o acervo do National Air and Space Museum, do Smithsonian.

De Robert April a James T. Kirk

Dentro da cronologia fictícia, a Enterprise entrou em serviço em 2245. O primeiro comandante foi Robert April, personagem apresentado inicialmente na série animada e posteriormente incorporado às produções em live-action. April foi sucedido por Christopher Pike, que comandou a nave por aproximadamente uma década.

Pike aparece no piloto The Cage e, décadas depois, voltou ao centro da franquia em Star Trek: Discovery e Star Trek: Strange New Worlds. Essas produções mostram a NCC-1701 antes de sua transferência para James T. Kirk, preenchendo uma parte da história que anteriormente existia apenas em referências e diálogos.

Sob Kirk, na década de 2260, a nave realizou sua célebre missão de cinco anos. A série original e, posteriormente, Star Trek: The Animated Series mostraram a tripulação enfrentando crises políticas, conflitos interestelares e fenômenos científicos, mas também estabelecendo contatos que ampliaram as fronteiras da Federação.

A aparência clássica retornou em 1996 no episódio “Trials and Tribble-ations”, de Star Trek: Deep Space Nine, que inseriu digitalmente personagens da nova série em cenas de “The Trouble with Tribbles”. A remasterização da série original, iniciada em 2006, substituiu diversas tomadas da miniatura por imagens computadorizadas, preservando as proporções criadas por Jefferies.

O grande refit cinematográfico

A transformação mais profunda ocorreu em Star Trek: The Motion Picture, de 1979. Na história, a Enterprise havia passado por 18 meses de modernização sob a supervisão do capitão Willard Decker. O próprio personagem descreve o resultado como uma nave “quase totalmente nova”.

O projeto começou para a série não produzida Star Trek: Phase II e foi desenvolvido a partir dos estudos de Jefferies. Para o cinema, Richard Taylor, Andrew Probert, Joe Jennings e Mike Minor refinaram a configuração. O disco ficou mais fino, os pilones ganharam inclinação, as naceles tornaram-se mais longas e o casco recebeu painéis que reagiam de maneira diferente à iluminação.

Também foram introduzidos um novo defletor de navegação, lançadores de torpedos na base do pescoço e interiores maiores e mais detalhados. A sequência em que Kirk observa a nave na doca espacial transformou o refit em um dos protagonistas do filme. Uma retrospectiva da CBS News mostra como a produção manteve a arquitetura original enquanto adaptava a nave ao nível de detalhe exigido pelas telas de cinema.

A mesma versão retornou em Star Trek II: The Wrath of Khan, de 1982. Já utilizada como navio-escola sob o comando de Spock, a Enterprise sofreu danos severos no confronto com a USS Reliant, controlada por Khan Noonien Singh. O aspecto mais escuro, a iluminação e os detalhes de inspiração naval reforçaram a imagem de uma unidade envelhecida em seu último grande combate.

Em Star Trek III: The Search for Spock, de 1984, Kirk e seus companheiros roubaram a nave, que seria retirada de serviço, para retornar ao planeta Gênesis. Sem condições de combater os klingons, Kirk ativou a autodestruição. A queda do disco em chamas encerrou, em 2285, a trajetória da NCC-1701 original.

A sucessora NCC-1701-A

Ao final de Star Trek IV: The Voyage Home, Kirk recebeu o comando da USS Enterprise-A. Apesar da aparência praticamente idêntica, tratava-se de outro casco, e não da reconstrução da nave destruída sobre Gênesis.

A Enterprise-A participou de Star Trek V: The Final Frontier e Star Trek VI: The Undiscovered Country. No último filme, ajudou a impedir uma conspiração contra a paz entre a Federação e o Império Klingon, sendo então convocada a retornar à doca para desativação. Décadas mais tarde, Star Trek: Picard revelou que a nave havia sido preservada no Museu da Frota Estelar.

O retorno em Discovery e Strange New Worlds

A NCC-1701 voltou à televisão no encerramento da primeira temporada de Star Trek: Discovery, em 2018. John Eaves, Scott Schneider e William Budge preservaram a silhueta de Jefferies, mas adicionaram maior detalhamento ao casco, novas proporções, iluminação mais elaborada e naceles compatíveis com os efeitos visuais modernos.

Essa versão passou a ser o principal cenário de Star Trek: Strange New Worlds. A produção não a apresenta como uma nova nave ou outro refit: dentro da continuidade principal, é a mesma Enterprise que futuramente será comandada por Kirk. As diferenças devem ser entendidas principalmente como uma atualização visual daquilo que a tecnologia televisiva dos anos 1960 apenas sugeria.

A série ampliou áreas internas como alojamentos, enfermaria, engenharia, laboratórios, hangares e espaços de convivência. O desenhista de produção Jonathan Lee procurou recuperar o modernismo da década de 1960, combinando cores e mobiliário de época com painéis digitais e ambientes mais funcionais. O próprio StarTrek.com apresentou uma visita aos novos compartimentos.

A Enterprise da linha temporal Kelvin

O filme Star Trek, de 2009, apresentou uma NCC-1701 pertencente a uma realidade alternativa, conhecida como linha temporal Kelvin. Concebida por Ryan Church e refinada pela Industrial Light & Magic, essa Enterprise recebeu naceles muito maiores, superfícies curvas, partes móveis e uma ponte dominada por telas e iluminação intensa.

A nave manteve o disco, o casco secundário e as duas naceles, mas ganhou a aparência de um veículo de alto desempenho. Ela retornou em Star Trek Into Darkness e foi destruída em Star Trek Beyond, de 2016. Uma nova Enterprise-A começou a ser construída ao final do terceiro filme dessa cronologia.

Evolução nos filmes: USS Enterprise Refit in The Motion Picture; USS Enterprise-A in The Voyage Home; USS Enterprise-B in Generations; USS Enterprise-D in Generations; USS Enterprise-E in First Contact; USS Enterprise in Star Trek (2009); USS Enterprise Refit in Into Darkness; USS Enterprise Refitted Refit in Into Darkness; USS Enterprise-A in Beyond

Uma silhueta que atravessa gerações

Arte: Tall_Bee_2607 em r/StarTrekStarships no Reddit

A destruição da NCC-1701 não encerrou seu legado. O registro prosseguiu nas Enterprise A, B, C, D, E, F e G, pertencentes a diferentes classes e períodos históricos. Todas conservaram, em maior ou menor grau, a arquitetura estabelecida por Matt Jefferies.

A versão de 1966 expressava o otimismo tecnológico da era espacial; o refit de 1979 acrescentou realismo industrial e elegância cinematográfica; a linha Kelvin privilegiou velocidade e espetáculo; e Strange New Worlds procurou conciliar nostalgia com uma produção contemporânea.

Como acontece com nomes tradicionais nas marinhas reais, Enterprise deixou de identificar apenas um casco. Tornou-se uma linhagem e um símbolo institucional — uma nave cuja missão, mais do que derrotar adversários, é levar sua tripulação até o limite do conhecido e regressar com uma compreensão maior do universo.■



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Leandro Costa

Na minha opinião, a mais bonita de todas é a Constitution Refit (NCC-1701-A), seguida pela Galaxy Class da Enterprise D. Achei a ‘reimaginada’ de SNW muito boa.

As do universo Kelvin são vomitáveis e surrealistas.

Fernando Vieira

A minha preferida é a Enterprise-E. Acho ela a mais bonita de todas.
Uma pena que o Worf fez alguma besteira com ela e ela acabou de fora de Picard.

Mas tem também a opinião do Scotty, a quem eu devo a inspiração para ser engenheiro, a original, “no bloody A, B, C or D”

Carlos Eduardo Oliveira

A Enterprise B aparece no início do filme Star Trek – Generations.
A Enterprise C aparece no episódio Yesterday’s Enterprise da série Star Trek – The Next Generation.

Alex Barreto Cypriano

Sempre achei estranho o design da Enterprise: o deque da Engenharia fica entre a doca dos transportadores e aquele pescoço inclinado (o quê fica naquele pescoço estreito e como o turbo elevador sobe nele?…) que levaria a seção disco, com, talvez, 130 metros de diâmetro(!), onde quase tudo acontece. As poderosas naceles (das quais, acho, nunca vimos o interior no seriado) se ligam ao casco secundário (!) por estruturas finas demais e inclinadas (como seria o acesso por tal estrutura com, talvez, quase noventa metros de comprimento?…). As naves de ST tem um problema: parecem ter a mesma lógica de… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Alex Barreto Cypriano
Leandro Costa

No pescoço da nave tem os elevadores, que não ficam apenas subindo e descendo, eles também se movem lateralmente. Afinal de contas, naquele universo existem interial dampers.

Precisa pesquisar mais sobre essa engenharia. É bem explicada. Inclusive o motivo pelo qual cruzadores de batalha klingon e romulanos são idênticos na série clássica.

Alex Barreto Cypriano

Sempre tem uma explicação…😉

Leandro Costa

Óbvio. É ficção científica. Se não fosse ficção, seria ciência e eu estaria me teletransportando para o seu lado e te dando uma feizarada na cara em ‘stun’ setting.

comenteiro

O problema é que ele é a única entrada e saída da ponte. Nem sei se tem Tubos Jefferies lá.

Paolo Giovanoli

Não me falha a memória, há um acesso sim. A ponte da 1701 reformada tem um alçapão que leva ao núcleo do computador, que se estende pelo eixo central do casco primário.

Tupinambá

A Botany Bay não tem motores de dobra. Jeffries foi Engenheiro de Testes de Voo (Flight Test Engineer), tendo atuado por quatro anos como engenheiro de testes de voo e copiloto em B-17, B-24, B-25 e B-26. Tal experiência prática e teórica o habilitou como artista de aviação e mecânica. Essa formação permitia que ele não apenas desenhasse conceitos estéticos, mas criasse esquemas e plantas com lógica funcional real e industrial. As nacelas de dobra partiram do conceito “QCU” ( quick change units), ou unidades de troca rápida e devem ( ou deveriam) operar em pares, já que no espaço… Read more »

SERGIO GUTERRES NUNES

Let’s make sure history never forgets… the name… Enterprise!
Vida Longa e Próspera!

LtRasczak

em poucas palavras… Esse artigo ganhou um espaço fixo no meu coração. Como tudo relacionado a Star trek

Fernando Vieira

Come on you apes! Do you wanna live forever?

Ops, Star errado. Culpa do seu nick.

Paolo Giovanoli

Você quer saber mais? Tem certeza?

Last edited 1 mês atrás by Paolo Giovanoli
LtRasczak

Exato!

Outra franquia com vc mesmo viu no meu nick, que tem um espaço sem pagar aluguel no meu coração 🙂

José Gregório

Nossa, perdi o fôlego lendo essa matéria, sensacional!!!! Deviam colocar em PDF/MOBI/EPUB pra baixar, adoraria ter no meu kindle.

Sequim

Além de ser uma série extremamente criativa, foi uma série política no melhor sentido da palavra, pois em pleno auge da Guerra Fria e em plano apartheid nos EUA ,mostrou na década de 1960 russos ( Sr. Chekov) trabalhando com americanos e o primeiro beijo interrracianal da TV americana ( tenente Uhura e o capitão Kirk), além da figura de orelhas pontudas, o Sr. Spock, que era vistos pelos puristas religiosos como uma figura “demoníaca “. Vida longa e próspera à NCC 1701 – USS Enterprise.

Leandro Costa

Sequim, tem um documentário em duas partes (duas longas partes de mais de duas horas de duração) do historiador Sean Munger, no qual ele compara o desenvolvimento de Star Trek à Guerra do Vietnã. Vale muito à pena assistir, mesmo que em diversas partes heheheheh

Esse Sean Munger faz bons documentários longos. Recomendo à todos, inclusive o do assassinato do JFK. Desmistifica muita coisa.

Sequim

Obrigado pela dica.

Marcelo Baptista

Vida longa e próspera.

Macgarem

Para essa matéria ser completa faltou só a abertura da série Star trek Enteprise que faz referencia justamente a todas Enterprise kkk

Fora que a música é muito legal kkk

Tupinambá

Pelamor, aquela apresentação, com aquela música, é a pior. Até aparecerem os lixos de discovery e esses outros esgotos woke.

Marcos

De todas as series derivadas a Star Trek Enterprise que mostra a primeira Enterprise da Frota, ainda antes da Federação é a minha preferida.
Nela temos a Enterprise NX-01. A primeira de muitas.

Last edited 1 mês atrás by Marcos
Macgarem

Para mim é a melhor abertura com aquela música e mostrando as enterprise mesmo os barcos do passado.

Burgos

Assisti a todas as séries, gosto de todas as versões da nave estelar.
Atualmente acompanho a que tá passando na Paramount + (Strange New Worlds).
Pena que só vão até 5ª temporada.
Esperar para sair a da Academia e seus alunos a 2ª temporada 👍

Fernando Vieira

Strange New Worlds é sensacional. Muito tempo que um programa de TV não me prendia, me dava vontade de assistir como esse. Infelizmente já tem data de encerramento. Mas ao menos chegaram a missão de 5 anos.

Starfleet Academy já foi cancelada, mas vai ter segunda temporada. Eu entendo cancelar, mas ela teve episódios legais só precisava de umas correções de rumo e poderia render uma ótima série.

Você já viu Lower Decks?

Burgos

Sim !!!
Todos os episódios a minha esposa gostou tanto que acabei fazendo ela se tornar uma Treker também 🤣
Viu até Estação Orbital 9 (Deep Space Nine) ela odiava o Comte Cisco, achava ele arrogante e prepotente 🤷‍♂️

Fernando Vieira

O Sisko tem esse direito. O Q atazanou o Picard a série inteira e o Picard não fez nada. Quando ele foi atazanar o Sisko tomou um soco na cara “Eu não sou Picard”.

Um cara que bate num deus pode ser arrogante e prepotente

comenteiro

Ele era o Emissário. Os profetas falavam diretamente com ele, sem orbes nem nada.

comenteiro

DS9 é bem legal por mostrar um lado cinzento da Federação. A Estação era uma espécie de Forte Apache no espaço, na fronteira do Oeste Selvagem, longe das regras. Além disso eles mostravam mais os alienígenas, não ficavam naquele clima humano das outras séries.

Rogério Marcos Schirach

Tbem curto todas as séries. Tenho uma DS9 com quase 1 metro aqui.
E miniaturas tbem , óbvio.

MMerlin

A New Worlds realmente é ótimo. Traz um visual “retro” e ao mesmo tempo moderno. Algumas episódios trazem um enredo que foge um pouco do padrão da série (que sempre teve uma pegada muito mais séria) mas acabam sendo legais. Principalmente porque um dos objetivos é atrair também o público mais jovem. Um dos pontos mais legais é que, em vez de ter um fundo verde preenchido por cenário fictício, os diretores preferiram criar painéis gigantes de led de altíssima definição para construir de forma “real” os cenários”. Facilitando inclusive a atuação dos atores. Trouxe outra pegada. Uma das últimas… Read more »

Leandro Costa

Lower Decks, para mim, só perde para Strange New Worlds dessa nova leva. Claro, SNW tem seus episódios ruins, mas isso teve em toda série de Star Trek. Mas eles realmente conseguiram se distanciar da @#%#$%## que Discovery foi. O meu grande problema com a Academy foi que a premissa inicial estava errada. Tudo bem, podia fazer no século 31/32, sei lá. O problema é que aquilo não é uma Academia. Parece uma escolinha para crianças especiais. Em toda a série teve apenas um único capítulo que eu achei bom, ou pelo menos apelativo para o emocional do fã, que… Read more »

Fernando Vieira

Hahahahaha, adorei a definição da premissa. Academia da Frota no terceiro milênio: “apenas os melhores entre os melhores entrarão nessa academia e só os melhores entre esses serão oficiais da frota” Quarto milênio: Espalha panfleto pela Galáxia: “Ei, voltamos, quem quiser pode vir” Quando eu soube que ia ter uma série “starfleet academy” o jogo me veio logo a memória (eu tenho esse jogo). Imaginei uma “Malhação no espaço” e dá pra ser divertido botar uma galerinha que só quer aprontar se metendo em altas confusões no espaço. Fizessem baseada no jogo ou mesmo ambientado em TNG com a pegada… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Fernando Vieira
Leandro Costa

E só. A única coisa boa que aconteceu em toda a Disco foi o Pike. Ele era a única coisa que parecia Star Trek naquela bagunça. O troço foi tão feio que eles admitiram que a premissa inicial era furada (até o desenho da Nave não era original, e esse desenho foi recusado para ser a refit pelo fato de que era feio pra chuchu) e a enviaram para o século do car41ho a 4. E continuou sendo bugada. A cada nova temporada salvavam a existência. Eu nunca entendi como um microbiólogo consegue ser o chefe de engenharia da nave,… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Leandro Costa
Fernando Vieira

Bom, mas se você viu a série, você viu como foi o processo seletivo. Eu não brinquei, eles simplesmente mandaram panfletos pela galáxia “quem quiser vem”

Tupinambá

Sério que gostou de SNW, aquela Gaiola das Loucas Espacial ? E Discovery ? Se a resposta for sim, parabéns. Vc gosta de qualquer coisa KKKK

Régis

Quanto ao tamanho da nave, a atual Enterprise vista em Strange New Worlds tem cerca de 445 metros. Alguns produtores alegam que, desde a série Star Trek Enterprise toda a ação se passa em uma realidade alternativa, daí por terem aparecido Ferengis e Borgs em pleno século XXII, quando a história original conta que o primeiro contato com ambos ocorreu no século XXIV.

Leandro Costa

Régis, em teoria, SNW acontece no mesmo universo da série clássica. A Enterprise, em teoria, deveria ser do mesmo tamanho.

A Enterprise dos filmes de 2009 que era muito maior, e esta estava sim em uma linha de tempo alternativa.

Ferengis, cronologicamente, apareceram antes da Nova Geração, embora os tripulantes da Terra (ainda não existia a Federação) não sabiam qual era aquela raça, como mostrado em Enterprise.

Dalton

Tenho uma edição dos anos 1990 do ^ The making of Star Trek de 1968 ^, entre outros livros, onde o peso da nave é descrito como 190.000 toneladas só achei estranho terem comparado com as 60.000 (leve) do USS Forrestal de 1955 não com o Enterprise de 1961. . Como o proprietário dos 2 belos modelos da foto também fiz comparação similar décadas atrás só que meu modelo do NAe de metal é da escala 1/1250 – representado como era na década de 1960 enquanto o da foto mostra o NAe com a ^ilha^ já modificada da década de… Read more »

Fernando Vieira

Quando eu visitei o air & space museum, a Enterprise ficava na loja de presentes. Achei bem legal ter um modelo tão bom dela na loja. Achei até que estivesse a venda, por uma quantia certamente fora das minhas possibilidades.

Tempos depois descobri que ela é a usada na série e não estava a venda. Ela foi retirada dali, restaurada e parece que hoje está em uma área mais nobre do museu.

Bem que o guia me falou na entrada: “tudo aqui é de verdade. Se for uma réplica está escrito réplica. Não tem nada escrito, é de verdade.”

Dalton

Sorte sua Fernando…as duas vezes que tive oportunidade de visitar este museu ela não estava a mostra.
.
E falando em grandes modelos usados em filmes em um museu no Massachusetts tive oportunidade de ver o modelo do Titanic usado em filme da década de 1950 com quase 10 metros de comprimento e quando as luzes da sala eram apagadas as luzes do modelo acendiam e como o naufrágio ocorreu a noite dava para ter uma ideia do momento antes do choque com o iceberg .

Leandro Costa

Hoje em dia ela está próxima ao ônibus espacial, até onde eu sei.

Fernando Vieira

o ônibus espacial fica no anexo, próximo ao aeroporto. Ela pode mesmo ter ido para lá. Ironicamente o Enterprise, ônibus espacial, fica em Nova York no USS Intrepid

Nilo
Last edited 1 mês atrás by Nilo
Tallguiese

Gostaria de saber porque associar as patentes dos oficiais e praças, classificação de naves e tudo mais relacionado as naves especiais não só de star treck como de outras séries e filmes com os da marinha? É porque da mais certo assim. Sendo assim no futuro será assim também?

comenteiro

Acho que também serve para deixar o público mais confortável. Tem que ter algo que o espectador possa achar familiar e assim se envolver na história.

Paolo Giovanoli

A explicação dentro do universo é a de que a Frota Estelar é um misto de marinha, corpo diplomático e instituto científico. É possível fazer parte da Frota sem ter uma patente (um exemplo é o posto de engenheiro-chefe), porém para um bom funcionamento da nave e manutenção dos padrões de conduta da Frota, é necessária uma hierarquia de comando como em qualquer veículo mais que monotripulado. Além desse ponto, há o da responsabilidade: mais fácil ficar a decisão final (e as consequências dela) a cargo de uma única pessoa. Assim como o capitão de um navio é responsável pela… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Paolo Giovanoli
Julio Stedile

Que maravilhosa pesquisa e finamente narrada explicação. Sou um fã incondicional da série, assito literalmente tudo que é lançado desde que assitia as reprises à noite na década de 70 e quando algum canal começava a passar me sequestrava imediatamente.
Em.todos estes anos eu jamais vi uma coletânea tão bem pesquisada e rica em detalhes, a matéria merece nota 1000!!!

Carvalho2008

Para quem.nao sabe, nas primeiras reuniões do estúdio e apresentação do design original, a maqueta foi apresentada para ser de cabeça para baixo…o pessoal ficou olhando…olhando…era um design disco, corpo central e naqueles realmente inovador e diferente de qualquer nave e requisitos para nao se parecer com.nada até então…daí, nao lembro se foi o próprio Rodenberry ou outro na reunião, pegou , virou ao contrário de cabeça para baixo e viram que ficaria melhor …e assim ficou até hoje o perfil consagrado…