1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

Monitor Encouraçado

Pará

Classe Pará

 

Desenho: Navios de Guerra Brasileiros, por José da Silva, baseado em trabalho de George Gratz.

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 8 de fevereiro de 1866
Lançamento: 28 de maio de 1867
Incorporação: 15 de junho de 1867
Baixa: 10 de dezembro de 1884

 

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 342 ton.
Dimensões:  36.57 m de comprimento, 8.54 m de boca, 2.7 m de pontal e 1.52 m de calado.

Blindagem: estrutura de ferro, com casco de madeira revestido com couraça de 4 pol. e 6 pol. na torre.
Propulsão: vapor; caldeira cilíndrica e duas máquinas alternativas de 30 hp, acopladas a dois eixos com hélices de passo fixo.

Velocidade: 8.5 nós.

Raio de ação: ?
Armamento: 1 canhão Whitworth de calibre 70, em torre giratória e uma metralhadora Nordenfelt de 25 mm.

Tripulação: 43 homens, sendo 8 oficiais e 35 praças.

 

 

H i s t ó r i c o

 

O Monitor Encouraçado Pará, foi o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil em homenagem ao Estado do Pará (1). Foi construído pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, segundo os planos de construção do CT Napoleão Level , maquinas de Carlos Braconnot e arranjo do armamento do Tenente Henrique Baptista. Teve sua quilha batida em 8 de fevereiro de 1866 e foi lançado ao mar em 28 de maio de 1867. Foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado em 15 de junho de 1867.

 

Para a sua construção, o Engenheiro Carlos Braconnot conseguiu o feito notável de, sem prensa hidráulica, que não havia no Brasil, dobrar couraças, não só desses vasos, como dos encouraçados que construiu.

 

1868

 

Em 13 de fevereiro integrando a 3ª Divisão Naval sob o comando do CMG Delfim Carlos de Carvalho, futuro Almirante e Barão da Passagem, composta também dos Monitores Rio Grande e Alagoas (capitânia), forçou durante a noite, o Passo do Curupaiti, enfrentando o fogo de 22 canhões inimigos durante uma hora de combate, indo depois reunir-se aos Encouraçados que se destinavam ao forçamento do Passo de Humaitá.

 

Em 19 de fevereiro, sob o comando do 1º Tenente Custódio José de Melo, e integrando a 3ª Divisão Naval do CMG Delfim Carlos de Carvalho, composta também pelos Encouraçados Barroso e Tamandaré e os Monitores Bahia, Rio Grande e Alagoas, suspendeu às 00:30h a fim de forçar a Passagem de Humaitá, onde teve brilhante participação.

 

Por volta das 10:30h do mesmo dia 19 de fevereiro, travou combate com a bateria de Timbó.

 

1884

 

Em 10 de dezembro, foi desarmado na Flotilha do Alto-Uruguai.

 

 

 

Desenho: Navios de Guerra Brasileiros, por José da Silva, baseado em trabalho de George Gratz.

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
1º Ten. Custódio José de Melo __/__/186_ a __/__/186_

 

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.194-195.

 

- Andréa, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopéias memoráveis. Rio de Janeiro, SDGM, 1955.

 

- Boiteux, Lucas Alexandre. Das Nossas Naus de Ontem aos Submarinos de Hoje.


(1) Pará, estado, cidade, ilha e rio do Brasil, em tupi-guarani i-pa-rá que significa "Coletor de Águas do Mar".