domingo, janeiro 23, 2022

Saab Naval

Visita do Esquadrão de Treinamento da Marinha do Japão

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

 

Como parte das comemorações do 100º Aniversário da Imigração Japonesa para o Brasil, está prevista para esse mês de junho a visita de três unidades do Esquadrão de Treinamento da Força de Autodefesa Marítima do Japão, com escalas, como tradicionalmente acontece, em Recife, Rio de Janeiro e Santos, onde os tripulantes dos navios tem um contato mais direto com as colônias estabelecidas, principalmente no litoral paulista, capital e no interior do Paraná.

A visita de unidades da JMSDF ao Brasil já é tradicional, e ocorre a cada quatro anos, já que cada ano o roteiro dos navios é direcionado para uma região diferente do globo. Normalmente o roteiro da viagem de instrução que incluiu o Brasil, passa pelo Havaí, México, Canal do Panamá, costa oeste dos Estados Unidos e a costa leste da América do Sul (Brasil, Uruguai e Argentina). No Brasil, os navios normalmente escalam em Recife (na ida e na volta, Rio de Janeiro e Santos, seguindo depois para Buenos Aires e Montevideo. Nesse ano os navios seguem de Santos para Dakar (Senegal) e depois para Europa, realizando um percurso diferente do tradicional.

O Grupo-Tarefa do Esquadrão é formado pelo Navio-Escola JDS Kashima (TV-3508) (capitânea), o Contratorpedeiro Escola JDS Asagiri (TV-3516) e o Contratorpedeiro JDS Umigiri (DD-158).

O Comandante do Esquadrão é Contra-Almirante Chikara Inoue, e os navios são comandados pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Fumio Yokota (TV-3508), e pelos Capitães-de-Fragata Kazuo Hattori (TV-3516)  e Tatsuo Akimoto (DD-158).

Os navios estarão em Recife de 06 a 08 de junho, no Rio de Janeiro de 13 a 17 de junho e em Santos de 18 a 22 de junho.

No dia 21 está prevista a visita do Príncipe Naruhito, herdeiro do trono japonês, à cidade de Santos, onde também serão realizados eventos comemorativos, já que foi nesse porto, a bordo do “Kasato Maru”, que em 18 de junho de 1908 chegaram os primeiros 781 imigrantes japoneses, procedentes do porto de Kobe.

Na foto de Marcelo “Ostra” Lopes, o Navio Escola Kashima entrando em Santos na manhã de 15 de julho de 2004.

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sergio noronha

a marinha do sol nascente pode se da ao luxo de ter um navio escola mais a nossa marinha com os poucos recursos que receber do governo ter dois navios escola e gasta de maneira errada os poucos recursos dado por brasilia.

RodrigoBR

Vejam o mundo real:

Joao

A Marinha Japonesa e impressionante: eis aqui os dados numericos da Marinha Japonesa,um pais de apenas 143619 milhas quadradas. Eles sim,valoram as suas FAAS. Guided Missile Destroyers (DDG) Atago class destroyers (2 in service) Kongō class destroyers (4 in service) Hatakaze class destroyers (2 in service) Tachikaze class destroyers (2 in service) Destroyers (DD) Takanami class destroyers (5 in service) Murasame class destroyers (9 in service) Asagiri class destroyers (6 in service) Hatsuyuki class destroyers (11 in service) Helicopter Destroyers (DDH) Shirane class destroyers (2 in service) Haruna class destroyers (2 in service) [edit] Destroyer Escorts (DE) Abukuma class destroyer… Read more »

edilson

e é uma força de auto defesa.

konner

Obrigado João por estas informações.

Ozawa

Dispensando comentários acerca do quantitativo, e da necessidade de mais e melhores meios de emprego não somente no ar, mas principalmente no mar…, especialmente ao lermos a mensagem do colega João, seguem as informações abaixo: Marinha do Brasil Adquire Helicópteros SeaHawk DIRETORIA DE AERONÁUTICA DA MARINHA EXTRATO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 1/2008 Número Único de Processo (NUP): 63003.000001/2008-18; Objeto: Aquisição de 04 (quatro) Helicópteros Multi-Emprego (HME) S-70B “SEAHAWK”, sobressalentes, equipamentos de apoio, treinamento, modernização do Sistema Sonar; Enquadramento: Art. 24 inciso XIV da Lei 8.666/1993; Justificativa: Acordo com o Governo dos Estados Unidos da América, por meio do Programa… Read more »

Lobo

Mais Helicópteros de segunda mão, navios de segunda mão, tanques de segunda mão e aviões de segunda mão, para um pais que pretende fazer parte do conselho de segurança!!

Joao

Mauro,valeu o comentario. Mas,por acaso,o Brasil tambem nao depende do livre trânsito de sua frota mercante nas suas águas de influência,assim como o Japao? Nao quero tirar sarrinho,nao. Mas,como Brasileiro,acho insolito o estado das nossas FAAS. Assim queremos estar no conselho de segurança? Temos estaleiros enormes,industria aeronautica e belica de qualidade. So nao existe e vontade do “governo” mesmo. Eis aqui as aeronaves da Mrinha Japonesa em servico: AgustaWestland EH101 2,com 12 mais ordenados Beechcraft King Air 31 Fuji T-5 35 Learjet 35 4 Lockheed P-3 Orion 85 MD Helicopters MD 500 9 NAMC YS-11 10 ShinMaywa US-1 7 ShinMaywa… Read more »

AJS

Se o Japão ficar privado de acesso por mar a todo o seu território, será impossível em caso de conflito fazer circular os meios entre os diversos pontos de seu território, diferentemente do Brasil, que conta com acesso por terra.
Ao término da I guerra mundial, os exportadores de navios de guerra (Inmglaterra, EEUU e Japão), estabeleceram a tonelagem máxima em navios para cada marinha importadora de seus meios, o Brasil, ingressou na II guerra mundial, com os mesmos meios navais que tinha ao fim da I gm.

AJS

Quanto à denominação das FFAA do Japão, serve apenas para dizer que não seriam usadas como primeiro atacante, ou seja, só atuariam revidando ataque.

Taer

Isso é que é uma Força de Autodefesa! Mas nós tb teremos nosso Submarino Nuclear de Defesa!

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