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Definido local da construção do SNB

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Mapa da região da Baía de Sepetiba. No destaque em vermelho a região da Ilha da Madeira. Clique na imagem para ampliar

A Marinha do Brasil já encontrou o lugar ideal para a construção do complexo industrial naval de onde deve sair, em pelo menos 12 anos, o primeiro submarino nuclear brasileiro. Trata-se de uma área de 95 mil metros quadrados encravada na Ilha da Madeira, às margens da Baía de Sepetiba, litoral sul do Rio. A Marinha negocia a cessão do terreno, próximo ao Porto de Itaguaí, com a Companhia Docas, atual proprietária, enquanto faz os últimos ajustes no projeto. Se forem obtidas as licenças ambientais, serão erguidos ali a nova base da Força de Submarinos da Marinha, que atualmente fica em Niterói, e um estaleiro de grandes proporções, capaz de abrigar as dimensões da futura linha de produção da prioridade número um da Marinha.

No caminho para desenvolver o casco do submarino nuclear, a Marinha vai construir quatro submarinos convencionais, de propulsão diesel-elétrica, do modelo francês Scorpène. Eles integram o pacote do acordo militar assinado entre Brasil e França no fim de 2008, durante a vista do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao Brasil. Vão se juntar à atual frota nacional de cinco submarinos da classe Tupi, construídos com tecnologia alemã.

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Datalhe da Ilha da Madeira

O convênio de transferência da tecnologia do Scorpène também contempla o financiamento de um grupo de instituições financeiras francesas para todo o projeto, cujo valor ainda não foi fechado. É o que falta para que a Marinha comece a executar o plano. “Atualmente estamos na fase de pré-planejamento, acompanhando as discussões contratuais”, disse ao Estado o almirante de esquadra reformado José Alberto Accioly Fragelli, convocado em setembro pelo comandante da Marinha, Júlio de Moura Neto, para coordenar o Programa de Desenvolvimento do Submarino com Propulsão Nuclear.

Ex-chefe do Estado Maior da Armada, Fragelli negociou a compra do porta-aviões São Paulo da França, em 2000. Empolgado com a retomada da construção de submarinos brasileiros – o último, Tikuna, saiu do Arsenal de Marinha em 2006 – ele explica que a troca da plataforma alemã pela francesa é o passaporte para o casco do veículo nuclear.

Além de ter sensores e sonares mais modernos do que os Tupi, o Scorpène tem o formato arredondado [sic] inspirado no nuclear francês, o que favorece a operação a profundidades maiores. O que muda no caso do nuclear é o tamanho. Enquanto o convencional tem 6,3 metros de diâmetro e desloca 1,4 mil toneladas, o nuclear precisará de 9 metros para abrigar o reator nuclear e deslocar 6 mil toneladas.

Por isso a Marinha decidiu construir um novo estaleiro, já que o do Arsenal de Marinha, na Baía de Guanabara, não pode abrigar a linha de montagem de um casco tão grande. Fragelli acredita que as formalidades do financiamento e as licenças ambientais serão definidas ainda este ano. Assim, o complexo naval e o primeiro Scorpène poderão começar a sair do papel no primeiro semestre do ano que vem. Dois anos depois, entra em construção simultânea o segundo. O terceiro e o quarto, iniciam os trabalhos com intervalo de um ano e meio. Mantido o cronograma, o primeiro sairá do estaleiro em 2015 e o último em 2021.

FONTE: Agência Estado / COLABOROU: Claudio Melo / IMAGENS: Google

NOTA DO BLOG: Conhecendo a história do desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, não acreditamos sinceramente que o primeiro SNB estará pronto em 12 anos. A mesma promessa era feita em 1987, mas acabou não se cumprindo.

Além das dificuldades financeiras para a realização do projeto, existe o problema principal, que é a ausência de “massa crítica” de engenheiros para projetar nosso primeiro submarino, mesmo levando-se em conta a ajuda francesa.

A experiência de outros países mostra que é muito difícil e caro projetar um submarino nuclear. Se o Brasil aproveitasse o casco do submarino nuclear francês “Barracuda”, até poderíamos aceitar o prazo estipulado pela Marinha, mas o fato é que o reator brasileiro não cabe nem no casco do mais novo submarino francês e será necessário projetar um submarino nuclear a partir do zero.

1 COMMENT

  1. Com todas as ressalvas ao governo do PT, finalmente estamos pensando no projeto do submarino nuclear como um PROJETO DO ESTADO BRASILEIRO!!…E esse atrazo todo se deve as ervas daninhas ou esquerda rica do PSDB e FHC…que nunca estiveram comprometidos com a nação BRASIL!…parabéns ao Brasil, parabéns a Marinha!!

  2. Tanto nao estavam comprometidos com a naçao Brasil, que implementaram o Plano Real entre outras medidas, pondo fim a uma decada de planos economicos mirabolantes e calotes.

    Lula que ainda em 1999 dava declaraçoes equivocadas de como a economia deveria ser gerida, teria com seu despreparo na epoca causado um dano muito maior a Naçao caso tivesse sido eleito.

    Parabens a FHC e a Lula também!

  3. Sou um ferrenho opositor de Lula, mas com relação a questão do sub nuclear – matéria tratada neste post -, tenho que elogiar a sua posição. No mais, acompanho o comentário do Dalton.
    Sds a todos.

  4. É facil perceber que muito jovens de hoje não compreendem história política. Todos os partidos atuais são relacionados ao que antigamente poderiamos denominar “esquerda”. Hoje não existe mais direita ou esquerda, pois o mundo não esta mais bipolaridazo. A antiga esquerda representada hoje pelo PT é formada básicamente por pessoas ligadas aos trabalhadores e a esquerda representada pelo PSDB sempre foi ligada a elite/burguesia brasileira. Para quem conviveu e conheceu a relação militar-governo no governo do PSDB e conhece a mesma relação no governo do PT, sabe que as Forças Armadas brasileiras nunca foram tão sucateadas e deixadas de lado quanto no governo FHC/PSDB!!! diferente do governo do PT que entendeu que Forças Armadas são um projeto de Estado!!! Infelizmente depois de anos de abandono, ainda vamos demorar muito para voltar a um estado de operacionalidade proporcional ao inicio dos anos 80!

  5. Sem querer entrar no mérito da discussão política partidária, mas já que esse assunto volta e meia aparece aqui no blog…então…

    A diferença entre o PT e o PSDB é basicamente de concepção de Estado. O PSDB, apesar de se dizer social-democrata, vislumbra um Estado mínimo…e quando foi governo (federal) trabalhou nesta direção, o que teve pontos positivos, mas no geral levou a um sucateamento da esfera e dos serviços públicos (desde a educação até as FAs).

    O PT, apesar de não se dizer declaradamente, é um partido social-democrata, na tradição da social-democracia européia. Neste sentido, o Estado ganha um aporte fundamental para o desenvolvimento do país. O Estado não vira um apêndice (um peso) da sociedade, mas sim um indutor do desenvolvimento. Mais ou menos como ocorre na França e na Alemanha. Daí a importância dada, entre outras coisas, para a Defesa nos últimos anos. Mas desde que a Defesa seja entendida como um meio de desenvolvimento do país…e é isso que está ocorrendo: com as exigências de parcerias e de nacionalização dos meios. Neste caso, existe um projeto de nação que passa pelo Estado (mas é o Estado indutor, e não o Estado controlador, como tivemos na ditadura militar, por exemplo).

    São dois modelos distintos, duas concepções distintas de Estado. O PSDB é o que poderíamos chamar de neo-liberais, e o PT, de social-democratas. Ambos operam do centro para os lados…um mais para o liberalismo clássico, e o outro mais para a social-democracia clássica.

    Portanto, não é de estranhar que o Sub Nuc tenha sido retomado pelo governo do PT. Pois o projeto de nação do PT é desenvolvimentista e nacionalizante. O projeto de nação do PSDB é globalizante mas sem garantias de independência (para não dizer que é um modelo dependente, que busca inserir o país no mundo global por meio da dependência).

    abraços a todos

  6. Isto parece ser um gigantesco desbaratar de dinheiros públicos. O pvo brasileiro devia responsabilizar os actuais decisores que estão avançando neste programa sem qualquer convicção, olhando o pasado tudo parece ser uma manobra política. Não creio que com estes horizontes temporais anunciados existe intenção sincera de dotar o Brasil com o submaino nuclear. E o resto da marinha, vai sucumbir perante este sorvedor de orçamento?

    Reescrevo um texto anteriormente publicado neste blog:

    Infelizmente, julgo que o opção Scórpene vai ter um elevado custo e sem o prometido benefício, ou seja de algum dia vir a dar a propulsão nuclear para o Brasil.
    Segundo informação que li no blog PN, o primeiro SNBR deverá entrar em operação entre 2025 e 2030, ou seja dentro de 20 anos. Quais são as garantias do empenho da França neste compromisso, até lá? E será que as opções estratégicas do Brasil se vão manter até lá?
    Ou será que o país irmão vai entretanto optar por uma marinha forte e moderna? Uma marinha sem navios “de ocasião”, que nada a prestigiam, mas também sem navio-aérodromo sorvedor de orçamento. Uma marinha equilibrada, tecnologicamente avançada, de elevado padrão dentro do quadro geoestratégico brasileiro, o Atlântico-Sul?
    Nos últimos 20 anos a marinha e o estado brasileiro investiram milhões numa frota de U’s, avançaram para a construção do seu próprio desenho de U, com todos os textos oficiais congratulando-se com o grande programa de construção do SMB-10 (ou SNAC-01), uma evolução natural do esforço aplicado na construção do “Tikuna”.
    Súbitamente, o “Tapuia” foi cancelado e tudo caiu no marasmo. Agora o projecto ressuscita, mas a única tecnologia “adequada” é a francesa.
    Que se passou? Andaram enganados estes anos todos? Com os U’s sempre disseram que “agora é que era”…
    Como acreditar que “agora (com os franceses) é que é”?
    Andaram enganados ou era tudo verdade e agora decidiram deitar tudo fora “know-how”, estaleiro, normalização, para uma aliança mais que duvidosa com a França?
    Se se admite que alguém foi enganado no projecto com os alemães, como agora garantir que não vai acontecer algo semelhante?
    No final desta novela, a marinheira brasileira corre o risco de ficar com uma frota de U’s parcialmente modernizada (porque o dinheiro pode faltar a meio) e 2 Marlins sem AIP, e um enorme custo para manter duas tecnologias e respectivas cadeias logísticas totalmente diferentes. SNBR, pode nunca vir a acontecer (infelizmente), basta fazer uma leitura das enormes dificuldades económicas que estão para vir, para o Mundo inteiro.
    Julgo que a opção mais acertada para o momento actual, seria dotar os 5 U’s com tecnologia AIP, e modernizar sensores e armas. O resto dos recursos deveriam ser aplicados numa moderna força de superfície, com capacidade de defesa aérea de área, uma capacidade essencial para qualquer marinha e que o Brasil ainda não dispõe.

    Acho que os leitories deste blog deviam meditar nisto.

    Obrigado a todos.

    João Gonçalves, Lisboa

  7. Ontem, eu estava conversando com o Poggio sobre o provavel local destinado à contrução desse estaleiro. Ele estava preoculpado com uma ação sendo movida contra a MB por algumas pessoas que se consideram “quilombolas”, e que a área não poderia ser usada para os devidos fins que a MB pretende. Tal como ocorre com a área em torno do Centro de Lançamento de Alcântara no Maranhão.

    Eu, sinceramente espero que o projeto do SSN brasileiro saia do papel, que o submarino(s) realmente sejam construído. Afinal, é muito dinheiro nosso sendo investido. Dinheiro que poderia ser usado em outras áreas.

    Não estou torcendo contra as ambições da MB e das demais FFAA brasileiras, pelo contrário, quero mais é que tudo saia conforme planejado.

    abraços.

  8. Acho que já poderiam começar a pensar na fabricação de torpedos aqui também. Isso nos daria uma autonomia muito grande em temros de defesa do nosso mar territorial. Ter mais submarinos é bom, mas se alguém fizer um bloqueio hoje logo ficamos sem torpedos…

  9. Boa Noite!
    Quero pedir lincença por que sou leigo mas tenho acompanhado a trajetoria das FAS brasileiras desde 1993 e quero expor meu ponto de vista:
    1- não acredito que a marinha bresileira va manter duas linhas distintas de subs em utilização por questões ja debatidas acima como logistica e custo operacional, me corrijam se eu estiver errado qdo o primeiro merlin entrar em operação o Tupi que começou a operar na decada de 80 estara com mais de 25 e proximo aos 30 anos, apezar das modernizações não podera acrescentar um avanço perante aos novos projetos, desta forma os tupi vão entar gradativamente na desativação esta é minha visão.
    2- um projeto desta envergadura é lento mesmo, paises mais desenvolvidos tecnologicamente enfrentam percausos e é comum projetos deste tipo levarem mais de dez anos, pois ainda não construimos um sub nuclear no Brasil e absorção de tecnologia é algo dispendioso e demorado, exemplo disto o programa argentino que nem chegou aos pés do nosso e era mais ambicioso, a estratégia da marinha esta certa passo a passo.
    3- paises como a França que são modernas democracias costumam manter seus compromissos internacionais é claro as premissas contratuais tem de ser bem amarradas acredito que a marinha sabe bem fazer isso.
    4- as condições no governo FHC eram diferentes de hj tanto economicas qto de disposição em cooperação de outros paises catalisado pela crise, foram importantes os projetos finalizados na era FHC e que agora esta se dando continuidade, não podemos esquecer que a marinha sofreu um dos seus piores momentos no incio do mandato do presiedente lula e só voltou a ter atençã a pouco mais de 1,5 anos.
    5- uma fabrica de torpedos é algo complicado via nossa pequena demanda, o ideal seria um projeto multinacional com a China, Coreia do Sul, Russia, India, Africa do Sul ou Israel assim esta proposta poderia ser viavel, do contrario é dispendioso e a concorrentes de peso no mercado desta forma seria mais interesante dominar uma fase do projeto.
    Não estou tentando afrontar os colegas apenas emitindo minha opinão e acho normal a contestação e posterior comentario, pois isto enriquece a discução!
    um grande abraço a todos!!

  10. Fabio,

    já ganhei o dia hj…já passei dos 40 anos e minha replica ao seu comentario valeu-me a denominaçao de “jovem de hoje”!

    O que me intriga é que muitos acreditam que antes do PT, nao havia vida inteligente no Brasil.

    Vc critica o governo FHC por ter abandonado as Forças armasdas, porem ele fez mais do que Sarney e Collor.

    O governo FHC nao foi perfeito, mas assim como ele aprendeu com erros de governos anteriores, o proximo governo seja PT ou PSDB irá beneficiar-se com os erros e acertos do atual governo.

    Criticar é fácil, mas naquele momento, FHC era talvez o menos pior, ao menos na minha visao de quem era bancario na epoca Sarney e Collor e estudante de economia.

    Como diz o velho proverbio, “nem tanto ao mar, nem tanto a terra”

    Keep walking

  11. Caro Dalton, realmente o governo FHC não foi perfeito, ele foi péssimo, entreguista um quinta coluna. Eu sou economista, Keynesiano, e sempre soube que FHC nos levaria à bacarrota, como nos levou 3 vezes! Sem ventolhos ideológicos não a comparação!

  12. Quem iniciou ou continuou a gestão de administrar o processo ou ainda quem irá terminá-lo eu não sei, até pq, na minha opinião politico é tudo farinha do mesmo saco e comentando o Post eu penso que esta de ótimo tamanho tudo o que esta sendo realizado em torno do SUB Nuclear.

    Quanto a questão do sub-convêncional que eu defenderia uma posição multipla para aquisição de U-214 com Scorpéne, más ai é sonhar demais né. Rsrs..

  13. Klinger,

    Vc falou que é leigo no assunto, mas mesmo assim disse coisas certas. Ao contrário do que disse, imagino que esteja bem informado sim.

    Falou com clareza e pontualidade. Gostei do seu comentário. Um dos melhores recentemente.

    abraços.

  14. Flavio,

    na sua opiniao, quem seria melhor para assumir o comando naquela ocasiao ?
    Sem cinismo aqui, estou perguntando na boa.

    abs

  15. É estranho num pais que não possui uma marinha moderna, atualizada, e principalmente com equipamentos (navios, avioes e helicopteros)funcionando a plena capacidade (está tudo com restrições, 44% da Marinha não funciona e está parado em algum lugar e os 56% estão com variações de restrições), ficarem sonhando com submarino nuclear.
    É preciso investir em navios modernos (fragatas, corvetas, navios tanque, navios de apoio logistico, navios anfibios, submarinos convencionais, patrulhas oceanicos, e principalmente ter um míssil dentro de um navio de guerra que funcione ou esteja pronto para isto, ter a propulsão por turbinas nas fragatas ( Niteroi e Greenhalg) que funcione e não navegar com motores porque as turbinas não tem peças de reposição, porque não ha dinheiro para compra-los e enm para repara-los. Isto vem ocorrendo ha muito tempo, por que que o porta avioes está a tanto tempo parado?

    “Não adianta comprar geladeira moderna se o barraco não tem luz”.

  16. Parabens Fabio Bett…finalmente alguem com inteligencia comentando. O grande mal do FHC foi se dizer pai de alguma COISA QUE ELE NUNCA TEVE CAPACIDADE DE SER… O PLANO REAL, se quizermos agradecer, então vamos lembrar de Itamar Franco, que não bolou o plano Real, mas aprovou, quem criou foi um economista de seu governo e que foi usurpado pelo FHC com apoio da midia corrupta e salafraria, mas como voce disse meu amigo tem gente que não sabe o que fala e nem o que lê, talvez por ficar lendo e vendo GLOBO demais se deixa enganar por uma midia que foi criada por estrangeiros pra controlar o que se passa por aqui..a Globo nunca foi brasileira, mas foi financiada internacionalmente para parecer que é, dai as pessoas do Brasil acreditam em tudo o que ela diz, regada a novelas elitizadas.
    Parabens ao Blog por mais este ótimo artigo e acho que o prazo de 12 anos é otimista demais, tambem não acredito, ainda mais que os nossos proficionais são muito desacreditados dentro do país. Uma coisa é assinar um contrato outra é por em prática, a menos que a França tenha um grande desejo de se encostar no Brasil como aliada, visando um futuro sombrio, não muito aconchegante pra quem não é da raça inglesa.
    Qualquer pessoa que estude um pouco geopolitica e história sabe o que estou dizendo e os franceses ja se deram conta que o mundo vai virar uma bola de guerras e ameaças, pelo dominio total, e os Anglo-americanos estão por cima da carne seca e nunca confiaram nos franceses.

  17. Eu não conheço in loco o local escolhido para abrigar a futura base de submarinos. Mas vendo o mapa acima fiquei com a seguinte preocupação: as saídas para o mar podem ser facilmente minados/bloqueados por forças adversárias?

  18. Meu unico medo é uma vitória do PSDB em 2010, pois nem o Serrinha ou o Aecinho me parecem ter coragem ou disposição para tocar a END como ela está sendo tocada agora. Fora a velha mania faraônica dos pulitiqueiros do Brasil de apagar o que o anterior fez para começar do zero e dizer “que o meu é mais bonitinho. Apesar das cláusulas contratuais assinadas com os franceses os pulitiqueiros são mestres em arranjo de desculpas para CPI’s, mandados de segurança, amarrar projetos que não privilegiam os encastelados do momento e etc.
    As ações do atual MD são ótimas, para as FA’s e o Brasil, visto que são baseadas em projetos de desenvolvimento, mas todos sabemos que a politicagem odeia o desenvolvimento haja vista ele ser o antídoto conta a politicagem.
    Torço pelo desenvolvimento do Brasil e do nosso Sistema de defesa, mas sou cético se ele sobreviverá ao próximo mandato presidencial, assim como o sou em relação ao SNBR.

    Um abraço a todos!

  19. Será que esse local situado na Ilha da Madeira na baía de Sepetiba no RJ,é um local estratégico para montar a base dos submarinos brasileiros?
    Eu acho que deve ser num local secreto,camuflado, para fugir dos olhos eletrônicos dos satélites militares espiões,lembrando que a primeira coisa de um ataque de uma super-potência,é destruir os submarinos do inimigo,quando estes ainda estão em suas bases.Quanto mais discreto melhor!

    abs

  20. Todos sabem que devido à reverberação do som numa camada confinada de água, um submarino nuclear navegando sobre a plataforma continental (cuja profundidade é inferior a 200m) é muito menos discreto do que se estivesse navegando fora dela (onde a lâmina d’água é superior a 1.000 metros, por exemplo).

    Isso me faz levantar uma outra questão sobre a localização da “futura base de submarinos nucleares”: a plataforma continental nessa região parece ser extensa demais se comparada a outros lugares na costa do Brasil (saliência do nordeste, por exemplo).

    Isso significa que um submarino nuclear partindo desse ponto gastaria muito mais tempo até atingir uma “profundidade stealth” do que se estivesse partindo de um outro ponto onde consiga superar mais cedo a limitação da profundidade.

    Como um sumarino nuclear é muito maior do que um submarino convencional, o seu tamanho também o torna menos ágil para operar em profundidades limitadas típicas da plataforma continental.

  21. Hornet, que comentário mais feliz o seu sobre a diferença entre as concepões políticas do PSDB e do PT! Parabéns! Acho que o projeto do segundo convém mais ao Brasil.

  22. Já que o post acabou migrando para a política, alguém aí já viu (ou ouviu) alguma declaração do José Serra sobre Defesa? O que ele pensa sobre o tema? E o Aécio Neves? Eu nunca vi. Vale declaração dos tempos em que era Ministro e Senador.
    Mas declaração séria mesmo, não as histórias (aparentemente, e lamentavelmente prováveis, pelo que consta) de ele sujar o chão de base aérea “para militar ter o que fazer”.

  23. No meu post anterior, tudo a partir do “vale declaração dos tempos…” é referente ao José Serra, não ao Aécio Neves.

    [[ ]]
    GHz

  24. Esse lugar nao é muito raso nao???
    Os subas para sair da base, teriam que ir por superficie ate a saida da baia da ilha grande, um percurso muito maior do que o da atual base à barra da baia de guanabara.
    Ele ficariam muito vulneraveis nesse percurso
    Nao ha nenhum lugar com acesso mais facil ao mar aberto, como Macae, Santos, Vitoria, Barra do Riacho, que poderiam sediar a base?

  25. O que ?????????

    qul sub no mundo suspende submerso de uma base naval, e ainda dentro das aguas portuarias ????????????

    que coisa eim …

    Mod MO

  26. GHZ,

    todos os presidenciaveis ao menos na eleiçao de 2002 foram sabatinados quanto ao tema defesa nacional e todos, incluindo Lula, Serra, Garotinho…declararam o mesmo,ou seja investir nas forças armadas.
    Serra mencionou a necessidade de modernizar a FAB e a importancia da exportaçao de armamentos.
    Quanto a declaraçoes dele anteriores, talvez nao hajam declaraçoes do Deputado Federal Lula também.
    Uma coisa é ser Deputado, ou candidato a Presidente, outra é ser de fato o Presidente do Brasil.
    Jamais saberemos o que Serra teria feito.

    abraços

    abraços

  27. Ostra,

    Eu seu que todo sub sai da base na superficie, mas quanto mais rapido ele sumbergir, melhor certo. Em sepetiba, ele tem que ir pela superficie ate a a Ponta Negra da retinga, pois a baia eh rasa. Isso eh bem mais que eles levam do macangue ateh a boca da barra.
    Qto mais facil o acesso de uam base de subs ao mar aberto, melhor, ou nao?

  28. Sim Alm

    Mas ai entra em outro prolema, me diz uma baia aqui para baixo que seja profundo o suficiente para permitir isso

    De cabeça, em um exercicio rápido apenas me lembro que tem a Baia de São Marcos, mas la tbm tem o efeito da forte maré, não sei se seria compativel com eventuais manobras any time

    Outr pergunta, apenas d ser uma grande baia, não causando problemas d espaço com areas urbanas e de sirizinhos vermelhos da pata amarela e afins, pq o RJ ….. coincidencia ??? ou a arte imita a vida ?

    Mod MO

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