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‘Hyuga’: o destróier porta-helicópteros da Força Marítima de Auto-Defesa do Japão

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Lançado ao mar em 22 de agosto de 2007, o “destróier porta-helicópteros” (DDH) Hyuga da Força Marítima de Auto-Defesa do Japão (JMSDF), foi incorporado no dia 18 de março de 2009. O Hyuga é o primeiro destróier japonês que possui mulheres em sua tripulação.

O DDH-181 é na verdade um navio-aeródromo, mas foi designado como destróier para minimizar problemas políticos com os países vizinhos.

O Hyuga, além de suas aeronaves, é equipado com um amplo sistema de comando, controle e comunicações, que permitirão ao navio funcionar como navio-capitânea em forças-tarefa. Além disso, o navio temmodernos radares phased array (PARS), sistema de combate integrado, sistema vertical de lançamento Mk.41 de 16 células (VLS) de mísseis Evolved Sea Sparrow e dois sistemas CIWS Phalanx para auto-defesa.

O deslocamento carregado do navio gira em torno de 18.000t, possui dois elevadores para aeronaves e pelo porte, deve ser capaz de operar até 18 helicópteros e futuramente, aviões STOVL F-35.

O navio é propulsado por quatro turbinas LM2500 na configuração COGAG, com dois eixos. O próximo da classe tinha lançamento previsto para 2010 e comissionamento em 2012.

Especificações:

  • Deslocamento: 13.950t standard; 18.000t carregado
  • Comprimento: 197 m
  • Boca: 33 m
  • Calado: 7 m
  • Propulsão: COGAG, dois eixos, 100.000 hp
  • Velocidade: 30 nós
  • Tripulação: 340

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22 COMMENTS

  1. Interessante é a boa relação entre deslocamento e potência que permite a velocidade de 30 nós com 4 turbinas LM2500 de 25.000 hp cada, para um navio desse porte.

    Se fosse possível a adaptação para instalação de ski jump na proa e aparelhos de parada na popa, de preferência numa pista com um pequeno ângulo, com aumento de deslocamento (ficando talvez mais próximo ao do novo NAe italiano), desde que não comprometesse a estabilidade e não significasse mais que 2 nós a menos de velocidade… enfim, é muito “se”, mas acho que assim dava um bom substituto futuro para o A12.

  2. Num mundo multi-polar, onde os EUA já não são mais capazes de prover a defesa de outros países como faziam com a do Japão, faz-se necessario despir-se dos conceitos da II Guerra.

    O Japão está cada dia mais com jeito de potência militar. E a Alemanha vai para o mesmo caminho. E tudo isso com o apoio norte-americano.

  3. Li no site sistemas de armas que a MB, estuda construir pelo menos 2 navios LHP, tipo os BPC como da França, na minha opinião ideais para as pretenções da END-Amazonia Azul.
    Até onde isso é verdade?

  4. Bom uma notavel diferença de Japão e Brasil e a seriedade com que os projetos sao levados a cabo, nota-se que esse navio foi lançado em Março e no mesmo mês ja foi incorporado a armada se é aqui no Brasil, primeiro levaria 10 anos pra ser construido, depois de pronto mais uns 3 antes de ser incorporado, assim é piada né, e não venham com o chavão que e questão de verba pq aqui mesmo com verba o orçamento e superfaturado e tudo demora 5 vezes mais………Abraços

  5. Há realmente uma disparidade enorme no nivel de profissionalismo de algumas marinhas pelo mundo diante da Marinha do Brasil.

    Nossas forças armadas são reflexo de tantas outras instituições desse pais. Entretanto, acredito que um dia o Brasil terá pessoal e meios navais atualizados.

  6. É realmente um navio que poderia vir a equipar nossa marinha como substituto ao SP. So que dependendo do vetor escolhido pela MB prar equipa-lo seria necessario algumas modificações. Mas o projeto é muito bom.

    Abraços!

  7. “Sandro em 12 Ago, 2009 às 7:41
    Bom uma notavel diferença de Japão e Brasil”

    É q o Japão está na area mais militarizada do mundo!!
    O Japão tem “fronteiras maritmas” com China, India, Russia e as duas Coréias…
    Ali ninguem pode ficar de bobeira…

    Não adianta o Brasil ter forças armadas de gente grande e ter ambições e politica externa de criança !!!
    O q adianta ter KDX-2, 3, 4, 5, 99, se cede as pressões de países como Bolivia, Equador, Paraguai… etc…

  8. Acho que o navio italiano Conte de Cavour se encaixa melhor no perfil do navio multipropósito previsto na END. Acho desprovido de bom senso a MB pretender operar um porta-aviôes de 40 mil toneladas. Acredito que isso não seja ambição, sonho apenas.

  9. Pessoal, a questão não é a MB não ser profissional ou a marinha Japonesa ser mais profissional….

    Os nossos meios, tenham certesa, não são culpa da MB, mas sim dos nossos governos, eleitos com nossos votos

  10. Claro que não dah, sao dois navios com funções distintas ….

    E sobre profissionalismo, esta é afinal a 2a MARINHA do mundo

    Mod MO

  11. Po.. Fusca nao.. o A-12 e um Opala movido a recursos…… mas acho que uma belonave como esta nao seria interessante a MB, pois haveria de se reconstruir toda a doutrina para opera-la, alem de perder-se toda a experiencia que a MB adquiriu ao longo da operacao com o A-11 e o A-12.

  12. Amigos,

    Vocês saberiam me dizer até quando os embargos politicos da 2º GM serão aplicados ao Japão e Alemanha ?

    Abraços

  13. Bruno…

    nao há embargos politicos.

    O Japao ao contrario do que se pensa…é que determinou em sua Constituiçao que nao teria mais forças armadas depois de tantos anos vivendo sob jugo dos militares japoneses, que colocaram o japao em uma rota de conquistas muitas vezes vergonhosas, como o que praticaram na China, onde apenas em Nankin, estupraram e mataram algo em torno de trinta mil mulheres, provavelmente mais.

    Quanto a Alemanha, nem é necessário citar que os alemaes queriam ser relembrados por causa do nazismo.

    Já na epoca da guerra da Coreia, 1950-1953 os EUA queriam o Japao militarmente envolvido na guerra e auxiliassem na propria defesa que era bastante pesada para os EUA.

    Hoje as forças armadas japonesas , auto intituladas de forças de defesa sao muito poderosas, mas continuam nao sendo empregadas ofensivamente, apenas como dissuasao.

    Há politicos japoneses descontentes com esta passividade que desejam dar uma resposta mais dura a Coreia do Norte por exemplo, e fala-se inclusive em desenvolver armas atomicas taticas que seriam extremamente faceis para o japao desenvolver.

    De qualquer modo, a presença de forças americanas na Alemanha Ocidental e no Japao garantiram a segurança destes dois paises durante a guerra fria e ambos puderam ocupar-se com temas mais importantes como o reinicio do desenvolvimento tecnico e industrial que já em 1965,apenas 20 anos após o fim da guerra já era bastante promissor.

    abraços

  14. Apesar de leigo no assunto é certo que o NAE São Paulo tem outra concepção e é de outra época; solicitei a comparação para perceber a evolução técnica da construção naval militar no período e verificar a capacidade de cada porta-aviões. Se alguém puder me auxiliar, obrigado.

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