sexta-feira, dezembro 3, 2021

Saab Naval

Oportunidade perdida

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

uss_independence_cv-62

No início desta década, a US Navy ofereceu um pacote de transferência de navios à Marinha do Brasil, pela bagatela de US$ 150 milhões.

O “pacote” consistia de 2 destróieres da classe “Spruance” (foto abaixo), 4 fragatas OHP, um navio-tanque “Cimarron”, mais um LST da classe “Newport” e dois LPDs. Também nos foi oferecido o navio-aeródromo USS Independence (foto acima), da classe “Forrestal”, por US$ 80 milhões, antes da oferta do PA Foch feita pela França.

Alega-se que o negócio acabou não se concretizando por falta de recursos disponíveis.

NOTA DO BLOG: A título de comparação, a corveta Barroso custou US$ 263 milhões para ser construída.

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GHz

Volto a dizer: compras de “oportunidade” solucionam problemas de curto prazo e criam problemas de curto, médio e longo prazo.

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GHz

Rodrigo

A questão do custo para se manter essa estrutura é por si só uma falha na estrutura das FAs. Ora, se há falta de recursos e se pensarmos com este pré-suposto jamais teremos uma marinha de ponta. Não digo que esta compra teria sido boa ou ruim. Mas é preciso ter em mente que pare se ter uma marinha de ponta e forte será necessário manter meios capazes e tecnologicamente atuais. Essa estrutura denota a necessidade de se ter custos elevados de manutenção dos equipamentos. Precisamos saber que dinheiro colocado em defesa é investimento e não custo. Vamos ter que… Read more »

Celio Andrade

Walfredo,
Concordo com vc..mais antes de construirmos precisamos ter uma marinha…
Depois com um cronograma de construções e desenvolvimento ai sim substitui o “carro velho pelo novo”.
O que não podemos é ficar sem “andar”…
Tb não podemos levar 20 anos para construir..quanto a manter o navio acho que se a MB quer ser uma marinha de respeito internacional tem que se livrar desse pensamento pequeno…
Dinheiro tem. Se tem para manter 10 mil funcionarios no senado não tem pra marinha?
Abs.

Bruno

Talvez os states estejam afim de doar um PA desses ainda para o Brasil…seria interessante sim

Esdras

Acho este assunto complexo, porque poderia sim ter sido uma boa, mas o que será que os EUA queriam em troca? será que não falta uma informação aí?

Angelo Nicolaci

Eu acho que teria sido valido o USS Independece, pois td bem que seja um pouco mais cara a sua operação, mas em termos de capacidade é muito maior que o A-12. Assim tbm como disse o BRONCO, as spruance poderiam ter sido modernizadas, mas mesmo assim teriamos que adiquirir novos navios, não mudaria as necessidades completamente.

Capitão

O custo político deveria ter sido “alto” demais.

Capitão

A Alemanha perdeu o contrato dos subs também porque quis furar o meu, o seu, os nossos olhos da cara. Parceria ganha-ganha?
Temos que virar gente de verdade e criar um plano de desenvolvimento de nossa indústria para não precisar de velharias e favores. ( já o temos ).
PENSEM GRANDE!!!!!!!!!!

Capitão

ESSE BLOG PENSA pequeno.

Gunter

Capitão! Já emiti opinião sobre o assunto várias vezes, por ora, só me resta parabenizá-lo pelo comentário.
(…) “A Alemanha perdeu o contrato dos subs também porque quis furar o meu, o seu, os nossos olhos da cara. Parceria ganha-ganha?
Temos que virar gente de verdade e criar um plano de desenvolvimento de nossa indústria para não precisar de velharias e favores. ( já o temos ).
PENSEM GRANDE!!!!!!!!!!”

Onde eu assino?

Capitão

Galante, Então você gostaia de termos todos estes velho e caros navios em operação na MB? Ok, nos daria uma força naval sem precedentes, concordo. Mas e a área política? É certo que a influência americana estaria muito mais presente em nossas forças e na política do país. Não sou anti americano, de jeito nenhum, mas temos que seguir, ou tentar ao máximo seguir, nossos caminhos por nossas próprias pernas. Quem já abdicou disso não acredita mais no futuro da nação e já busca soluções paleativas. No caso, você. Mas é o caminho mais fácil não é? Mais rápido! Poderíamos… Read more »

GUPPY

Acho que a Marinha teria ganho se estivesse com todo o material oferecido. Claro que teríamos alguns contratempos, mas no final estaríamos operando o PA americano e não teríamos ficado todo esse tempo parado que o São Paulo(Foch) nos proporcionou. Os Spruances são lindíssimos e com os espaços disponíveis para modernizações, com certeza valeria a pena um investimento. Os outros navios do pacote, seriam muito bem vindos também. Quem tem o Marajó… A Marinha tem é que equacionar o seu problema de verbas. Exigir o repasse dos royalts que tem direito e estamos conversados. Quanto a aquisições novas, poderia acontecer… Read more »

bagatini

Creio que não haveria dinheiro para manter tudo isto em operação, mas quais seriam as marinhas do mundo que poderiam deslocar um grupo tarefa destes? Talvez uma ou duas?
Já pensaram nisto?

Noel

Pois é, não compramos né, e agora temos uma Esquadra magnífica né. Ora, no final dos anos 90, salvo engano meu, a MB possuia: 10 fragatas e 4 contra-torpedeiros, hoje, 9 fragatas. Caramba, a Esquadra encolhe a olhos vistos, e as tais futuras escoltas, por mais ultra, hiper ou super modernas, não conseguirão substituir os meios já desativados, e nem os que serão nos próximos anos, simplesmente por uma questão numérica, e de tempo, entre as assinaturas dos contratos, construção, provas de mar, etc… leverão anos, e logicamente são meios que não se constroi de uma só vez; e prá… Read more »

Celio Andrade

Gente,
Se queremos ter uma marinha de respeito tem que mudar tudo..Alguns aqui pregam …que temos que ter mais navios quando ficamos na oportunidade de aumentarmos a esquadra..logo vem as criticas que nao teremos gente pra operar..ué faz -se nov seleção contratasse pessoas..se tem verba para tyer 10 mil funcionarios no senado não podemos ficar restritos a barcos pesqueiros na mb..

GHz

Já deram no saco essas lamúrias de Spruance e OHP. A gente explica e as viúvas não querem entender. É tudo pelo “Super Trunfo”!
Quem quiser ampliação, faça uma busca no post “Spruance: o destroyer benchmark”.
O “carrier” então, sem comentários, faltaria tudo para manter: atracadouro, dique, tripulação, conta de luz…

[[ ]]
GHz

Roberto Carvalho

Eu não acredito que perdemos essa oportunidade!

Imagine se hoje estivessemos operando todos esses meios. Teriamos um poder de dissuasão muito maior do que hoje.

São decisões como esta, que me desanimam.

Será que os Estados Unidos ofereceriam um novo pacote de navios usados como esse para a MB, com 2 Arleigh Burke, 4 OHP, 1 N/T e 2 LPD, todos de segunda-mão.

Os colegas acham isso possível?

Bosco

Interessante,
não sabia que o míssil RAM havia sido incorporado nos Spruances.

Quanto ao tema do post, “cruis credo!”

Bosco

Thomas,
o Spruance usava o Sea Sparrow nos lançadores conteiráveis Mk29 e não o Standard. Na sua lista você deve ter feito confusão com o Tomahawk.
Um abraço.

KURITA

Depois dessa oportunidade perdida , desisto , vou dormir , boa noite senhores.

Luís Aurélio

Concordo com os colegas Gunter e Capitão, quando dizem que devemos pensar grande. Então que tal a MB ir pensando no próximo porta-aviões, como sendo de propulsão nuclear??? Temos o reator que dizem que é grande para o sub. , do porte do Scorpène, mas na pior das hipóteses podemos , imitar os americanos, quando construiram o PA nuclear INTERPRISE, que se não me engano tinha 8 reatores nucleares. Quem sabe fazer um reator nuclear de 50MW , pode fazer reatores de 150-200MW.

Eu

O FOCH foi ‘comprado’ por US$ 12 milhões (pela Lei francesa a doação de material militar é proibida), então talvez não tenha sido um mal negocio.

CosmeBR

Ainda bem que não se concretizou, senão ao invés de novas aquisições de meios mais modernos, hoje a gente teria modernizações. E para a época além de caro de adquirir, não íamos poder manter.

Carlos Emilio Di santis Junior

Essa aquisição teria sido problematica uma vez que o porta aviões em questão era muito mais caro de operar. Os navios da classe Spruance, igulamente caros de operar e ainda com alta vulnerabilidade devido a seu projeto antigo, frente aos modernos navios com caracteristicas furtivas.

Rodrigo Rauta

Pois é, tirando os dois LPD`s, o Navio tanque e talvez as OHP(se viessem com os Standard) o resto não ia ser bom negocio, visto que o PA ia ser bem caro de mater , assim como os Spruance!

Abraços!!

Bronco1

As Spruance… Belíssimos navios e com uma capacidade e espaço de sobra para modernização/inclusão de novos equipamentos.

Quem gostava muito delas era o MO.

Eu cá sou muito fã dos Ticonderogas… ah se esse pacote fosse de uns 6 tipos + um NT… e isso no início da década de 90…

Sonho meu. Rs

Pra quem acha feio, “peito de pombo” por “peito de pombo” eu sou mais o dos Ticos do que o das Niterói. Rs

Marcelo Tadeu

E não teríamos as Niterói nem a capacidade de construção de escoltas pelo AMRJ. Sei não, compras de ocasião são bem vindas para preencher uma lacuna, mas não pode ser usada para interronper uma política naval definida, já basta o contingenciamento de verbas das FFAA.

Parthenon

Nossa… a galera do BLOGNAVAL gosta de me massacrar, pondo fotos da minha paixão (Class Spruances), lindos, maravilhosos navios, e como o colega acima citou com espaço de sobra pra modernizações, e pra quem não sabe a Classe Ticonderoga é baseado no mesmo desenho de casco da Classe Spruances, só muda o recheio interno, a Classe Ticonderoga é o Guarda-chuva aereo das Frotas dos E.U.A. . Adoraria muito ver as SPRUANCES atuando por aqui, bom a possibilidade hoje é zero 🙁 , mas quem sabe umas 2 TICOS, seriam perfeitas. Agora vou dizer uma coisa, os 2 LPDs, o LST… Read more »

Marcos T.

A fotografia do destroier é de um navio real ou de um modelo em escala?

Igo

Ainda bem que agora nós iremos fabricar tudo isso aqui no país.

Vinicius Modolo

a sim. iremos…..srsrsr

Cara um PA desses mão teria nem onde docar pra fazer manuteção (me corrijam se estiver errado) Seria como nossa marinha no inicio do século XX, com dois grandes navios modernos mas sem condições de fazer manutenção que teria de ser feita fora do país…

RoLoUcO

muito bem fez a marinha de nao adquirir, de 95 a 97 tínhamos acabado de adquirir as greenhalg tipo 22, estávamos modernizando as niterois,e já devia estar rolando a conversa com a franca de adquirir o foch. navios menores e bem mais baratos de manter e operar!
e uke eu axo.

Adler Medrado

Pelo menos com um PA desses nós não teríamos as dúvidas se seria possível ou não operar F-18 ou Rafales embarcados nele.

Norberto Pontes

QUE falta de administração.
deveriam ter se esforçado e feito o negócio.
Afinal o que o país arrecada com a festa das multas, só elas já garantem um baita recurso.
Pra mim foi idiotice.

Thomas D. Weiss

Oferta maravihosa – nao aceitamos por que nao tinhamos $$$ – Spruance com VLS Mk41, Standard SAM, 2×4 Harpoon e VL Ascroc !!!, RAM, 2x Phalanx CIWS, 2x 127mm, 2 x3 TT, ECM … Perry com Phalanx e Standard SAM … E a US Navy dando pacote de manutencao … provavlemente viria um pacote de F/A-18C e D … Hawkeye AEW … Viking … LST … LPD … Cimarron Tanker … pelo valor nominal de US$ 150 milhoes … e ainda dizem que os EUA nao sao nossos amigos. Agora, claro – os ufanistas de plantao vao dizer : “estamos… Read more »

Eleazar Moura Jr.

Galante, é verdade que a MB quase fechou, anos 80 com a classe “Charles Adams”?
E mudando de assunto. Gostaria de saber se já foram iniciadas as revitalizações e modernizações das corvetas classe Inhaúma, das fragatas Type 22 e dos IKL, todos da Marinha do Brasil?

Alexandre Galante

Thomas, você entendeu o espírito da coisa.

Alfredo_Araujo

“Norberto Pontes em 18 Ago, 2009 às 9:45

QUE falta de administração.
deveriam ter se esforçado e feito o negócio.”

Nao tem dinheiro nem p/ as Inhauma navegarem!!! Imagina Spruances…
Prefiro uma duzia de Inhaumas/Niterois navegando, com combustivel suficiente para manter a tripulação adestrada, e com suas “balas de canhao” em quantidade suficiente, do q Spruances e OHP docadas por falta de dinheiro e com meia duzia de misseis SM-1…

Mauricio R.

Trocando os “Spruance” por + 2 FFG-7, ficaria de mto bom tamanho.
A retirada de serviço dos CT(FF) “Pará” não ficaria s/ substituição, não a mais adequada, mas pelo menos não ficaria a lacuna que há hoje.

Nossa: 1 X CVA; 6 X FFG-6; 6 X Niterói; 4 X Type 22B-1; 4 X Inhaúma; 4 X Type209; fora o restante…

Os argentinos iriam se arrancar os cabelos de raiva!!!

Mauricio R.

“e com as Niteroi modernizadas …”

Já resolveram o problema da falta de sonar…

Celio Andrade

Acho um bom negócio..precisamos preencher as lacunas e planejar ( e cumprir) a construçãode meios novos.
Acho qu8e o Lula, em Pé de ouvido com o Obama consegue uns navios..
Alguem sabe dizer o que tem disponivel hoje na USN ?
Precisamos de mais um porta avioes 2 navios tanques mais navios de transporte e desembarque e pelo menos 10 CT?fragatas…

marujo

Na época, o que correu foi a informação que os Spruances não interessaram à MB porque o custo anual de operação de um navio da Classe custava US$ 26 milhões. A rejeição das OHP é porque os navios estariam perdendo os dentes, ou seja, os lançadores dos mísseis Santandard e Harpoon. É informação completamente nova a questão de falta de recursos para aquisição. Muito me admira porque US$ 150 milhões por uma esquadra quase completa não é um preço proibitivo.

walfredo

Acho que esta seria uma proposta tentadora para o Paraguai ou Uruguai. O Brasil não precisa de sucata, mas sim de meios novos, modernos, construídos no Brasil por brasileiros, frutos de pesquisa, desenvolvimento e produção nacional, de preferencia, realizadas pelos próprios militares, com apoio civil, dentro das unidades militares, economizando pessoal, instalações e guardando segredo industrial e tático, indispensável para manter o fator surpresa em caso de conflito.

Esdras

Lembrei de uma coisa, operar estes super porta aviões americanos não é um pouco mais caro do que o SP, e sim é muito mais caro, afinal eles tem mais que o dobro de capacidade e o dobro de tripulação.

Flavio

Isso que é se contentar com pouco… Leio os comentários e só vejo gente falando em receber doação americana, compras de oportunidade…Comprar a preço barato. Os caras falaram em vender navios baratos e já teve um ai que falou que provavelmente viriam uns F-18. O pessoal gosta de sonhar mesmo. Será que, se na época que foi oferecido, estes materiais estivessem realmente em bons estados, não teriam posto a venda no mercado internacional? Para algum aliado que quisesse comprar e pagar mais. Se tivessemos comprado hoje estariamos pensando em modernizar, e não construir. Walfredo, Concordo 100% com você. Acho que… Read more »

Marine

Ah sim claro, Paraguai e Uruguai com NAe e Spruance seriam perfeitos…e se Spruance e sucata quem dira as type 22… Se o MO ver uma dessa tera um troco de vez!! Rsrsrs

Capitão

Graças a Deus perdemos esta oportunidade!!!!!!

Cap

Zero Uno

O Lula assumiu em 2003…

marujo

A oferta ocorreu no governo FHC ou já no do Lula? Pode ter havido alguma restrição política a esta compra?

Zero Uno

Marine em 18 Ago, 2009 às 12:38

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Essa foi boa Marine!!!!!

Abração.

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