‘Pré-sal’: Farsa ou propaganda?

‘Pré-sal’: Farsa ou propaganda?

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Carta de geólogo da Petrobrás põe em cheque capacidade da empresa e viabilidade das novas descobertas na ‘Amazônia Azul’

Senhores Deputados / Senhoras Deputadas.

vinheta-especialO uso intensivo da mídia pela PETROBRAS e pelo Governo Federal para vender a chamada descoberta de petróleo do século e a redenção do BRASIL é um caso típico de desserviço prestado ao BRASIL e ao seu povo, um país com problemas crônicos, principalmente na área da educação e da saúde, que clamam por solução de há muito, para que a Presidência da República coloque o Congresso Nacional contra os brasileiros e as futuras gerações, forçando-o a aprovar, em regime de urgência, um marco regulatório para a exploração de petróleo do PRÉ-SAL, que não serve para nada no momento, a não ser desviar a atenção da população de seus reais problemas.

É que toda e qualquer declaração atual sobre qualquer possível volume de petróleo descoberto no PRÉ-SAL não passa de pura especulação. Não existe no mundo ninguém e nenhum geólogo de petróleo em nenhuma companhia de petróleo, inclusive na PETROBRAS, que consiga chegar a um desses valores declamados em prosa e verso e provar que ele é verdadeiro. São somente estimativas, em virtude da falta de uma base confiável de parâmetros que permitam cubar qualquer reserva de petróleo dessa ordem de grandeza.

O conhecimento adquirido pela indústria do petróleo ao longo de mais de um século de exploração no mundo inteiro mostra ser muitíssimo pouco provável, ou melhor, impossível a existência de um lençol contínuo de petróleo como este anunciado para o PRÉ-SAL, devido a uma série de impossibilidades: físicas, químicas, biológicas e, principalmente, geológicas.

Deste modo, é uma falácia a afirmação de que temos um lençol de petróleo no PRÉ-SAL de tamanho 800km x 200km ao longo da Costa Leste Brasileira.

Portanto, este marco regulatório, que se tenta aprovar em regime de urgência, sem uma discussão ampla com a sociedade, é apenas a volta pura e simples, de forma disfarçada, ao monopólio estatal de petróleo; um verdadeiro desserviço que estão prestando ao BRASIL, um verdadeiro crime de lesa-pátria.

pre-sal

A PETROBRAS, literalmente de pires na mão, não está dando conta sequer do que foi planejado estrategicamente para se explorar acima da camada de sal, como poderia arcar com os investimentos no PRÉ-SAL, se estes realmente se viabilizarem, sabe-se lá quando? Com o marco regulatório aprovado do jeito que está sendo proposto, sem uma discussão ampla e profunda com todos os setores, não teremos nenhum aporte de capital estrangeiro, e não se explora e se produz petróleo, muito menos ainda no PRÉ-SAL, com bananas e tacapes e sim com muito dinheiro e muita tecnologia de ponta, e nós, simplesmente, não temos nem uma coisa nem outra, no momento.

Nossos técnicos são criativos, mas tecnologia de ponta nós não desenvolvemos, as nossas universidades não desenvolvem. Nós importamos os componentes e, com o jeitinho que nos é peculiar, montamos as ferramentas e os equipamentos e os operamos. Daí dizerem que dominamos a tecnologia para exploração em águas profundas.

Nada disso! Dominamos somente a parte operacional, porque toda a tecnologia é desenvolvida lá fora, por encomenda da PETROBRÁS, é claro, mas a tecnologia para fabricação de ferramentas e equipamentos para exploração e produção de petróleo em águas profundas nós não temos, não dominamos.

O ‘fracasso’ em Piranema

piranema_petrobras

Como se sabe, a pressa é inimiga da perfeição. A exploração do Campo de Piranema, em águas profundas do Estado de Sergipe, pode ser um bom exemplo para reflexão por todos nós. A pressa em se mandar construir no estrangeiro uma plataforma de “casco redondo” – a primeira do mundo na propaganda da PETROBRAS – a peso de ouro, quando se podia construir uma plataforma com o casco em outro formato qualquer em um estaleiro nacional, sem que o campo descoberto estivesse sequer parcialmente delimitado e o estudo da sua viabilidade econômica pudesse ser feito com mais segurança, parece não ter dado certo.

Em documento enviado a Procuradoria da República no Estado de Sergipe, e também encaminhado aos Senhores e Senhoras ( Oficio_SAJR-PR-SE_nº_70-2009), eu questionei, poucos anos atrás, a desnecessidade da construção da plataforma de produção antes da delimitação do campo com a perfuração de mais poços exploratórios, denominados poços pioneiros adjacentes e poços de extensão. E fiz esse questionamento com a minha experiência de cerca de 20 anos trabalhando na Bacia de Sergipe e Alagoas e de Pernambuco e Paraíba como geólogo de petróleo exploracionista da PETROBRAS, que me habilita a fazer declarações técnicas sobre tipos de acumulações existentes nessas Bacias, tipos de rochas reservatórios e seus mecanismos de produção.

A PETROBRAS, não sei por quais motivos, nunca veiculou para a imprensa e Bolsa de Valores, que as rochas reservatórios do Campo de Piranema eram pseudos turbiditos (corpos arenosos imersos numa gigantesca massa de folhelhos), com pressão anormalmente alta para a profundidade em que se encontram atualmente, o que podia caracterizar corpos de pequenas dimensões, e cuja produção logo entraria em depleção (S. f. Med. 1.. Redução de qualquer matéria armazenada no corpo. Aurélio). E parece ser o que já está ocorrendo, bem antes que o esperado.

Por gentileza, Senhores e Senhoras, leiam no texto a seguir a preocupação da bancada federal do Estado de Sergipe com a diminuição drástica da produção de petróleo no Campo de Piranema, em águas profundas de Sergipe:

[…] Parlamentares da bancada de Sergipe, por iniciativa do deputado Albano Franco (PSDB), se reuniram no fim da manhã desta quarta-feira, dia 26.08.2009, com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para cobrar explicações sobre a paralisação da produção de Petróleo no campo de Piranema, localizado em Estância. “Os problemas seriam de ordem técnica. O senhor Gabrielli nos garantiu que a produção será retomada até o início do mês de setembro”, disse o deputado José Carlos Machado (Democratas-SE) ao sair do encontro.

A produção no campo de Piranema foi paralisada há 15 dias sem que o prefeito do Município de Estância, Ivan Leite, ou mesmo a população obtivesse qualquer explicação sobre o ocorrido. O deputado José Carlos Machado, que discursou sobre o assunto nesta semana no Plenário da Câmara dos Deputados, lembrou do grande investimento feito para iniciar a prospecção de petróleo no campo de Piranema e reclamou da gradativa diminuição do repasse dos royalties ao município. “Houve um investimento de cerca de 500 milhões de reais para colocar esse campo em operação, informação anunciada com toda a pompa possível pelo presidente Lula da Silva em 2007, durante a inauguração. Recentemente, me foram apresentados dados que mostram que o município de Estância arrecadou em setembro de 2008, de royalties referentes à produção de Piranema, mais de R$1,4 milhão. Em janeiro deste ano, houve uma queda de 75%, e o município recebeu somente R$ 304 mil. Em junho passado, o total arrecadado foi de apenas de R$ 133 mil.. Quem sofre com isso? A população, é claro”, afirmou [….]

A PETROBRAS pode até afirmar que a suspensão da produção foi de ordem técnica, mas fica uma dúvida no ar: falha com os equipamentos dos poços em produção no fundo do mar ou os reservatórios são mesmo limitados e não conseguem mais manter a produção inicial do Campo de Piranema?

A verdade é que a produção não foi interrompida abruptamente e sim veio caindo ao longo dos meses, como mostra parte final do texto acima: “[…] o município de Estância arrecadou em setembro de 2008, de royalties referentes à produção de Piranema, mais de R$1,4 milhão. Em janeiro deste ano, houve uma queda de 75%, e o município recebeu somente R$ 304 mil. Em junho passado, o total arrecadado foi de apenas de R$ 133 mil. […]”.

Portanto, infelizmente, tudo indica que os poços ora em produção no Campo de Piranema já entraram em depleção acentuada. Resumindo: para atingir e manter a produção de 10.000 barris diários no Campo a PETROBRAS terá que perfurar e colocar muitos poços em produção em muito pouco tempo – o que não é logisticamente recomendável nem possível (faltam plataformas de perfuração no mercado) – o que esgotaria as reservas do campo mais rapidamente ainda, evidenciando a total desnecessidade da construção da tão imprescindível plataforma de casco redondo, a toque de caixa e repique de sino, nas últimas eleições, como se o seu formato fosse realmente determinante para a extração do petróleo, o qual se encontra nos reservatórios há milhões de anos.

Sendo assim, e voltando ao marco regulatório do PRÉ-SAL, solicito aos Senhores Senadores e Senhores Deputados, Senhoras Senadoras e Senhoras Deputadas, com o pensamento voltado exclusivamente para o bem do BRASIL e de nossas gerações futuras, que deixem para analisar o marco regulatório depois das eleições de 2010 e que discutam isso até a exaustão com toda a sociedade, porque é a única coisa sensata a se fazer no momento: O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É A ÚLTIMA FRONTEIRA.

Por favor, Senhores e Senhoras, não permitam que essa pressa injustificável transforme as descobertas do PRÉ-SAL em algo semelhante ao desastre que está se delineando para o Campo de Piranema, em águas profundas de Sergipe.

Atenciosamente.

Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva

FOTOS: Presidência da República e Petrobras

175 COMMENTS

  1. Prezado autor do blog.
    Tenho a impressão que nós estamos lidando com o mais “demoníaco” e perigoso governo dos ultimos 20 anos.
    Embora tenha votado neste atual governo estou cada vez mais assustado com a capacidade de mentir e enganar e dissimular desta atual gestão federal.
    Tudo que anda realizando este governo é obscuro vide projeto FX-2, submarinos, pre-sal, relações obscuras com irã, venezuela, extrema condolência com a questão de itaipu prejudicando a todos os brasileiros que vão acabar pagando conta de energia mais alta e outros casos sinistros que não tiveram e não tem explicação racional (vide mensalão, caso dilma e etc..).
    É lamentável pois isso tudo se refletirá no futuro e quem vai pagar por tudo isso é nosso pais e nosso povo.

  2. Olha que é a opinião ,ou sei lá , de mais de um? geólogo.
    Pergunto-me por que só agora, ja que é tão ruim assim , esse senhor ainda não havia se manifestado , ou será que só agora há interesses de faze-lo.
    É facil saber , que se realize um leilão das áreas do pré-sal , a nível mundial, vamos ver se é tão ruim assim.
    Eu mereço , perder meu tempo e ler uma M…., dessas

  3. por acaso é mais uma coisa em que a oposição tá querendo se agarrar?

    por que pra oposição tem que tar sempre “ruim”; e agora, que não tem nada pra reclamar (crise? passou…) tão procurando em tudo que lugar, acharam até lá o do sarney (coisa que todos deputados sempre faziam, mas só discubriram agora que o sarney e aliado do lula)
    Da qui a pouco vão culpar o lula da gripe suina e etc.

  4. “questão de itaipu prejudicando a todos os brasileiros que vão acabar pagando conta de energia mais alta”

    sobre isso, não tem nada demais, paga um pouco mais mas evita problemas, preocupações desnecsessárias. alias, as contas de luz não vão depender da Itaipu, pois, aqui no paraná, exemplo, é bem barato(fica em torno de 50 reais) pelo simples caso que a Copel é estatal. Já em lugares onde são privatizados, os donos, sabendo que tem o monopólio, fazem um serviço porco e cobram mais alto (de vez em quando vejo na teve mostrando aquelas contas lá de 3 digitos…)

    ou seja, aonde que fica o problema?

  5. Agora aguenta… quem paga o preço? todos nós pela incompetência de quem? nossa[povo brasileiro] não sabe votar, vende voto por um prato de comida, nisso que dá….
    Que esse desgoverno não nos lance numa guerra e que essa guerra não nos deixe pior do que quando entramos nela…

  6. Xiiiii….. e agora que já empenharam a carroça ??
    O mais me espanta é dizer que a Petrobrás está “na lona”, aliás, já tinha ouvido comentários sobre isto…. mas como ?? Não pagamos a gasolina mais cara ( e mais porcaria…) do mundo ?? Cadê a grana ??

    Sds.

  7. Vi o curriculo Lattes do Sr.Ivo. Nada especial. Na verdade, me pergunto por que geólogos com formação mais profunda não levantam as mesmas objeções? Por que os pesquisadores da Universidades brasileiras, ao invés de assumirem a mesma posiçõa cética, estão se movimentando e colocando seus laboratórios para trabalhar focando o pré-sal?

    tenho dúvidas sobre este Sr.Ivo.

  8. Se for este o cidadão é importante saber para quem sua “Consultoria” presta serviços, não? A quais interesses servem esses argumentos? Para quem a Plancol Planejamento Consultoria e Organização Ltda trabalha? No curriculo diz que ele atualmente trabalha com marketing político…

    Então… acho sua “denúncia” no mínimo estranha!

    CV Lattes “Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva

    possui graduação em Geologia pela Universidade Federal da Bahia (1977) , graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Sergipe (1992) , graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Sergipe (1994) , especialização em Economia Aplicada Latu Sensu pela Universidade Federal de Sergipe (1992) , especialização em Geologia Sedimentar e Hidroambiental pela Universidade Federal de Sergipe (2007) , mestrado em Administração pela Universidade Federal da Paraíba (2000) e aperfeicoamento em Complementar de Formação em Geologia pelo Petróleo Brasileiro S A Cenpes Diven (1985) . Atualmente é Sócio Gerente da Plancol Planejamento Consultoria e Organização Ltda. Tem experiência na área de Administração , com ênfase em Administração de Empresas. Atuando principalmente nos seguintes temas: Pesquisa de opinião pública, Pesquisa de mercado, Pesquisa de marketing, Marketing político.
    (Texto gerado automaticamente pela aplicação CVLattes)
    Última atualização do currículo em 08/06/2008
    Endereço para acessar este CV:
    http://lattes.cnpq.br/1594469974847256

  9. De todas as correntes políticas, as farsas povoam o histórico político brasileiro em todos os níveis.
    O chato, se o pré-sal for mais uma, é o achincalhe da credibilidade das FFAA, usadas no “teatro”.

  10. Pois é Angelo,

    Senti a mesma estranheza ao consultar o lattes do Sr.Ivo. Acho que os interesses do Sr.Ivo vão muito além de sua patriotagem. Ao contrário do motorista Eriberto, que denunciou Collor por patriotismo, sem ganhar nada, o Sr.Ivo parece ter interesse direto nos recursos da Petrobras.

    Acho que o mediador do blog deve criar um “selo” para estes ponts nos quais pode haver suspeita de insenção.

    Alás, acho que este post serve para discutirmos a validade destes artigos publicados nos jornais que escondem interesses de lobistas, como estamos acompanhando sobre o FX-2

  11. emerson, devemos nos perguntar tambem se ralmente o Sr. Ivo escreveu esse artigo, pois este pode ser mais um da linha Carta de Arnaldo Jabor sobre “assunto_qualquer”.

    []´s

  12. risos…

    Caro JB,
    Você também esta certo.
    O que me incomodou foi o Sr.Ivo aparecer como única voz dissoante (e muito contundente). Mas por que, dentro das universidades e institutos de pesquisa, ninguém falou nada assim? Por que as revistas internacionais, como The Economist ou Le Monde, Newsweek, ninguém escreveu nada assim? Por que seria o Sr. Ivo o único sábio iluminado? E como disse, o curriculo lattes dele é apenas mediano, inclusive com um mestrado em um programa de expressão local (capes 3, em uma escala que coloca 4 como bom, 5 como muito bom, 6 como excelente e 7 como programa de nível internacional. Capes 3 significa que o programa tem problemas).

    No mínimo, o Sr.Ivo carece de expertise.

  13. To achando que ele foi contratado por uma multinacional para tentar parar com a estatização da petrobras e o monopolio do petroleo pelo governo.

  14. Senhores, embora que, meio obscuras as afirmações do “geólogo”, parece estranho a história do campo lá em SERGIPE, será mesmo que o referido senhor opinou a respeito dos elementos encontrados?…uma coisa é fato, ele está como “marketeiro” em função atual, por outro lado a produção de petróleo lá em PIRANEMA vem decaindo……….é esperar pra ver no que dá!

    sds

  15. Deixa eu ver se entendi: Um geólogo dando conselho para que deixemos as decisões para pós 2010 ???
    A este, somente lhe cabe mostrar análises científicas sobre geologia e petróleo…daí para dizer o que o senado deve ou não fazer….é outra história.

    Só pode ser brincadeira….

    Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahaha

    Uma última coisa:

    CUIDADO COM O QUE NOS BASEAMOS PARA TRAÇARMOS NOSSOS PENSAMENTOS SOBRE PETROLEO NO BRASIL. HÁ GIGANTESCOS INTERESSES NACIONAIS E INTERNACIONAIS NISSO.
    OU ELES DE LÁ VÃO ACEITAR NA BOA QUE EM VEZ DE VENDER PETROLEO COMECEMOS A VENDER GASOLINA?????

    Esse assunto mexe até com a conjuntura mundial…prestem ateção…

    Abs

  16. A briga aí é muito maior que aquela entre “cachorro grande”…

    A coisa é gigantescamente maior que o que alguns aqui pensam que é…

    abs

  17. O lobby das multinacionais estrangeiras é criativo.Esse senhor tem ligações com o Instituto Brasileiro de Petróleo???Por que mais profissionais da área não publicam opiniões assim???Ninguém pode enganar milhões de pessoas com propaganda.Por que a COPPE,uma instituição ´seria,não se pronunciaria se isso fosse uma mentira??Tenham santa paciência!!!!!!

  18. É… Pelo jeito os lobistas estão trabalhando em tempo integral.
    Concordo com as afirmações que colocam, em boa razão, a credibilidade deste senhor.
    Se salvo engano, esta reportagem é capa da revista Época ou Quanto É, digo, Isto É, pois vi a reportagem na banca, porém, não me lembro a publicação. Tem meio de comunicação faturando alto com estas notícias.

    Abs.

  19. Caros Amigos do Blog

    Essa questão do petróleo do Brasil para mim só funcionará com o binômio:
    Gestão totalmente privada da prospecção e produção
    +
    Socialização (de parte) do resultado da produção

    Essa história de Petrossauro + Petrosal vai nos deixar na eterna Botocúndia, como já dizia Monteiro Lobato na década de 30.

  20. Os entreguista não se conformam do povo brasileiro assumir a propriedade de suas riquesas. Deixar a matéria para o próximo governo, de preferência o que andou tentando mudar até o nome da Petrobrás, vendeu boa parte das ações em poder do governo, explodiu uma plataforma e causou inúmeros “acidentes” no último ano de sua administração. Detalhe: isso nunca tinha acontecido antes e não aconteceu mais depois que caíram do galho.

    Contudo isso é maravilhoso, pois se a oposição manter esse discurso até as eleições, vai perder, não só o pleito eleitoral, mas todas as suas cadeiras no parlamento.

  21. Seu artigo não foi de cunho científico e portanto, ele não falou como geólogo e sim como cidadão brasileiro. Se é baseado em fatos científicos concretos ou não eu não sei, mas que ele tem o direito de recomendar aos deputados e senadores ele tem. Questão de cidadania.
    Antes de desacreditarmos a conclusão desse senhor deveríamos ver qual geólogo com um currículo maravilhoso é o responsável pela conclusão que a área do Pré-Sal é tudo o que o governo diz.

  22. Eu me chamo Ivo, não tenho um décimo da formação acadêmica do autor da matéria, mas sempre é bom quando temos quem fale pelo outro lado da moeda…………….

    Não posso falar, muito menos afirmar que as declarações dele são baseadas em ideologia politica, má formação acadêmica ou mesmo que ele esteja sendo pago por uma multinacional do ramo petrolífero, mas gosto do fato de que pessoas como o geólogo “Ivo” possam expor seus pontos de vista sobre assuntos extremamente importantes para a nação brasileira.

    Lembrem-se, moramos em uma DEMOCRACIA, onde todos tem o direito de expor suas idéias, mesmo que elas não estejam de acordo com o que a grande massa pensa………………

    Abraços para todos.

    Vassili.

  23. Vale salientar que a imensa maioria dos comentaristas desse blog são apenas leigos (inclusive eu), e nos damos o direito de dar pitaco nos assunto relativos à Defesa Nacional já que não abrimos mão de exercermos nosso direito à livre expressão. Agora, quando vemos um ‘geólogo’ dando sua opinião e exercendo sua cidadania relativo a um assunto que ele domina, ficamos horrorizados e rapidamente nos colocamos no sentido de querer desqualificá-lo.
    Aí fica difícil.

  24. Na realidade nem precisamos saber se a área da pré-sal é tudo que o governo diz. Se tiver apenas umas gotas de óleo, ele é nosso e não temos que dividir com ninguém. Quem quiser que compre o produto o mais industrializado que nos for possível fazer e entregar.

  25. Adriano Angelo. em 19 Set, 2009 às 16:11

    Seguindo a mesma linha “estou com a pulga atrás da orelha” com esse Ivo Lúcio, aqui está o link da página da Plancol, que parece ser de propriedade do missivista: (http://iaracaju.infonet.com.br/plancol/clientes.htm)

    Não sei se o site está atualizado, mas se clicarem no link clientes verão muita coisa interessante.

    Abs

    PS: ele não explicou de onde veio o pires na mão.

  26. Senhores,
    não se preocupem com interesses estrangeiros no pré-sal e nem na Amazônia. Temos cidadãos brasileiros suficientes dispostos a nos roubar.

  27. Bosco,

    Para se ver como as coisas andam no Brasil, né????????????????

    Será que o tema Defesa é como o futebol, onde o brasil possui 190 milhões de técnicos????????????? e poucos jogadores de boa qualidade técnica???????????

    Vai saber…………. essa eu não posso responder

    Abraços.

  28. Bosco em 19 Set, 2009 às 18:55

    Acho que não é questão de desqualificação, mas como até agora ninguém havia sido ao menos apresentado como crítico da idéia da existência do pré-sal, é de se estranhar que praticamente do nada surjam estas informações. Aliás, ótimo que ele seja um geólogo pois força uma resposta adequada da parte da Petrobrás, empresa para a qual já trabalhou. Dê uma olhada no link que coloquei acima.

    Srs.

    Sinceramente, não consigo mais ouvir sobre pré-sal. E agora que parte da renda aparentemente será destinada a algumas ações básicas do governo (não importa qual), o clima de terror está instalado. Já está enchendo essa “preocupação” toda.

    Nós acompanhamos aqui durante meses o processo de compra de meios para as forças armadas, a elaboração do que será um novo projeto de atuação das três forças, a mudança criada com o surgimento do Ministério da Defesa, porém, não ouvimos um “aí” da oposição ou de críticos do governo até a hora em que colaram o pré-sal nele. E agora toda essa balbúrdia em torno dos submarinos e caças. Pra mim é jogo pra criar instabilidade política, sangramento como já afirmei antes em outros comentários. E de péssima qualidade.

    E é muita ingenuidade crer que o governo atual não utilizaria a descoberta (ou descoberta não confirmada de acordo com Ivo Lúcio), como fato político. Essa é uma das coisas que nós, brasileiros ainda temos de aprender. Quem está no poder não é melhor, e nem pior, do que quem não está. A única característica comum a ambos é que, uma vez no poder, querem se perpetuar mesmo que estejamos em uma democracia.

    O que me preocupa realmente é quem vai estar lá em Brasília em 2011, pois os caminhos do país não poderão mais serem alterados ao bel prazer do ocupante do Planalto. Não podemos mais voltar atrás. Esse novo Presidente é que será o primeiro a dirigir o país (em séculos) sem nenhum problema econômico significativo e com a possibilidade de incremento de recursos financeiros já estabelecidos para o governo. Vai ter dinheiro pra gastar, e muito. Mas também vai ter um papel na política mundial jamais assumido por qualquer outro no momento da posse. Não dá pra ser um aventureiro. Não dá pra ser mais um dos chorões que não podem ver um microfone atualmente que já saem declamando o mantra do Estado mínimo, porque o mundo não quer mais o Estado mínimo. Ele não deu certo simplesmente e isso é consenso mundial. Só no atraso da classe política do Brasil é que esse discurso se mantém.

    Enfim, chega dessa conversa mole em torno do pré-sal. O nosso legislativo teve sete anos para mostrar alternativas viáveis as ações do governo. Mas, como ficou provadíssimo (sic) no caso do reaparelhamento das forças armadas, eles não tem a menor competência para competir no jogo político com o governo atual. Pior, pedirão os votos de todos aqui no ano que vem.

    Abs

  29. Devemos nos questionar se outros especialistas estão sendo sistematicamente impedidos de divulgar a verdade sobre o pré-sal. Por isso acho interessante que o Congresso Nacional debata com responsabilidade – não sei se é pedir muito para os nossos congressistas – e realizem audiencias públicas com especialistas e a sociedade civil para que possam ter real conhecimento da situação. Ao mesmo tempo que questionamos o teor e inteção desse geólogo também deveriamos nos questionar os motivos que levaram LULA e RENA CALHEIROS bringarem para que o projeto tramitasse em regime de urgencia. Qual o interesse deles? de Renan sabemos que não é o mehor para o País.

  30. Algumas considerações sobre democracia, tecnicalidade, livre expressão, opinião.

    1) Em uma democracia, o poder do povo se exerce pelo voto, seja em eleições ou em plebiscitos. A maior garantia democrática é o livre exercício do voto, secreto e inviolável. Para que uma nação seja democrática, todos são livres para decidir sobre seu voto. Mas para que um cidadão possa decidir plenamente, é preciso que tenha total acesso a informação e que, em posse dela, possa ter capacidade de interpreta-la corretamente.

    Como isso quero dizer que nossa democracia ainda exibe um problema: temos muitos ainda com pouco acesso a informação (jornais e revistas distorcem a informação, omitem e mentem) e muitos ainda têm sua capacidade de interpretação prejudicada.

    2) Em uma democracia, o pior que pode acontecer é dar visibilidade técnica a um não especialista, pois isso distorce a livre informação e dificulta a livre interpretação para o exercício do voto. Quando alguém tenta defender um ponto de vista usando argumentos técnicos para sustentar seu discurso, apenas quem tem o conhecimento técnico equivatente ou superior poderá interpretar a informação como verdadeira ou distorcida. Caso contrário, terá que acitar. Veja o caso, alguém poderia iniciar uma discussão sobre a validade de vacinas usando jargão científico e convencer uma fração da população que vacinas são danosas. Felizmente, estamos suficientemente informados sobre a eficácia das vacinas para não aceitar essa argumentação. Contudo, ano passado, vimos um terrorismo midiático sobre a febre amarela (e este ano novamente sobre a gripe) e a maioria não tinha informação suficiente para avaliar a informação. E o estrago foi grande, inclusive contra a democracia.

    É fácil escrever um documento partidarizado baseado em tecnicalidades. Geralmente começam com “não sou especialista, mas…” ou “isso já foi devidamente provado por diversos cientistas, mas mesmo assim…”

    3) Em uma democracia, todos têm o direito de livre-expressão garantido, e ninguém pode ser punido por pensar de um modo ou de outro, inclusive acreditar em mitos e inverdades (a Terra é plana, o sol gira em torno da Terra.. etc). POr outro lado, tomar decisões baseadas em mitos e inverdades pode levar a catástrofes sociais. Por exemplo, em países na África é difundida a ideia que preservativos não evitam o contágio do HIV. Milhões estao se infectando por causa deste mito, defendido inclusive em textos cheios de tecnicalidades.

    O problema é vimos no caso da Satiagraha como funciona este acordo entre a livre expressão jornalistica e seu uso para descaracterizar inquéritos absolutamente corretos, ou como no caso do Sr.Itagiba que quer abrir uma CPI para dificultar a finalização do programa FX2 e garantir a venda dos aviões da Boeing (não quero com isso defender a compra dos Rafales, mas o Sr.Itagiba quer apenas garantir seu trabalho de lobista).

    4) Felizmente, este blog é um espaço para leigos, curiosos, apaixonados e inclusive, especialistas em assuntos de defesa e interesse nacional. O que mais me agrada aqui é a maciça presença de opiniões francas e bem fundamentadas, independente da matriz política. Tenho a grata impressão que somos todos a favor do Brasil. Mas isso não significa que nossas opiniões sejam definitivas. Na verdade, o papel deste blog é construir uma opinião a partir da avaliação da opinião de dezenas de pessoas. POdemos expor nossas ideias, dicuti-las, reavaliarmos e complementa-las.

    Aqui no blog, podermos expressar nossas opinioes independentes de nossas especialidades, mas temos do mesmo modo o direito de questionar.

  31. Senhores,

    é estranho(Pra dizer o minimo) aparecer esse tal geologo Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva METENDO O PAU na nova Lei do Petroleo e encontrar eco aqui no Blog Naval pelas mãos do colega Poggio…(Já explico o motivo do estranhamento).

    A meu ver, isso tudo faz parte de mais uma empulhação orquestrada pela oposição a este governo, é uma -“missiva claramente politica´´- para desacreditar ao governo e a Petrobras perante a opinião pública nacional. Isso que eu digo, fica claro já nos primeiros paragrafos quando o tal geologo diz, “um país com problemas crônicos, principalmente na área da educação e da saúde, que clamam por solução de há muito…´´(claramente discurso politico) e em seguida arremata rasgando a mascara e mostrando à que veio, “para que a Presidência da República coloque o Congresso Nacional contra os brasileiros e as futuras gerações, forçando-o a aprovar, em regime de urgência, um marco regulatório para a exploração de petróleo do PRÉ-SAL´´…isso já é o suficiente para entender qual o objetivo aqui.

    Primeiro o homem desacredita tudo e todos(Governo, Petrobras, Pré Sal e até “pasmem´´ os colegas geologos do mundo todo) para lá no final, contradizer tudo oque falou antes, ao afirmar, “ O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É A ÚLTIMA FRONTEIRA.´´
    Como diria o nosso amigo Azenha, “É o marco regulatório do PRÉ-SAL idiota´´, é este o objetivo de toda essa empulhação por parte da oposição. Não querem de forma alguma que seja aprovada a nova Lei do Petroleo do jeito que o governo Lula propõem.

    E por que isso, porque da forma que o Lula propõem “O LUCRO DAS EMPRESAS IRÁ DIMINUIR´´(E isso não interessa às empresas que patrocinam a oposição a este governo), sendo assim às empresas se mexem vía-oposição e midia para torpedear a NOVA LEI DO PETROLEO.
    Oque acontece meus caros, é que com a nova Lei do Petroleo os recursos repassados a União pelas empresas não será mais de apenas 30% e poucos por cento como é hoje com a Lei do FHC, mas sim de mais de 60% oque não é pouco…é muita grana.

    E ainda tem mais, com a aprovação do novo marco regulatorio, entrará em funcionamento um Fundo Social para gerir e distribuir os recursos. O dinheiro iria para saúde, educação e investimentos em ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura. E isso meus caros nas mãos por exemplo da Dilma(Extra-oficialmente canditada do governo a presidência) seria um trunfo muito grande para realizarem um excelente futuro-governo e se manterem durante muito tempo no poder. E claro que isso a oposição não quer.

    É isso meus caros amigos, tudo isso aí, não passa de manobra politica da oposição(Que usa este senhor Ivo Lúcio) que se sente acuada pelo governo com a criação da nova Lei do Petroleo e não pode vir a publico questionar o governo(Porque oque ele busca com a nova Lei é fortalecer o caixa da União para poder investir mais no Social e desenvolvimento do país- E como explicar, ir contra isso à população?-) que busca fortalecer a posição da Petrobras e defender os interesses do país. Eles não podem se arriscar as claras entendem? Se não, ficaria evidente demais os interesses de quem na verdade eles defendem…

    Um grande abraço a todos.

  32. Caro Vitor,

    Você que se algum pesquisador de uma universidade que de fato desacreditasse do pre-sal, já não teria se manisfetado? E que sua opinião já não teria alcançado outros pesquisadores e que essa oposição ao pre-sal já não teria alcançado a midia?

    Aliás, você não acha que a grande mídia não estaria louca louca por um furo de reportagem desses? Tipo, “professor da USP afirma que governo mente” ?

    Aliá aliá, você não acha que essa grande mídia já não teria tentado encontrar um pesquisador que fosse para meter o pau no pré-sal? (tipo o Marco Aurélio Vila que desce o pau no governo toda semana, mas infelizmente, é historiador e não tem competência para falar de geologia)

    POr isso fiquei desconfiado do Sr.Ivo

  33. Senhores,

    só para corroborar oque estou dizendo e mostrar aos cépticos que tem gente qualificada sim, que atesta as informações sobre o real valor do Pré-Sal, resolvi postar aqui a entrevista do engenheiro da AEPET – Associação de Engenheiros da Petrobrás – Fernando Siqueira ao Correio da Cidadania.

    Lá vai…

    Transnacionais intensificam lobby pelo controle do petróleo
    Escrito por Entrevista com Fernando Siqueira
    Sex, 27 de Junho de 2008 23:30
    Enquanto caminham a pleno vapor as notícias de novas reservas de petróleo na província do pré-sal – incluindo as reservas de Carioca, Tupi e Júpiter na Bacia de Campos -, sente-se a mão cada vez mais pesada de poderosos lobbies externos para ficar com a mina de ouro. Halliburton, Repsol e outras mais contam, ademais, com o braço amigo de influentes figuras que, beneficiando-se do prodigioso espaço concedido pela mídia, salientam que as atuais descobertas de petróleo não foram frutos exclusivos de 50 anos de trabalho da Petrobras. Teriam resultado, outrossim, da nova Lei do Petróleo de FHC, a qual estabeleceu o fim do monopólio da União na exploração desse combustível e aumentou o número de empresas atuando no país.

    E não param por aí as benesses que essa concepção pode receber. Encontra muitas vezes escandalosa guarida em uma preocupante interseção entre interesses privados e públicos.

    A AEPET – Associação de Engenheiros da Petrobrás –, tendo em vista mais uma indicação de apropriação indébita de nossos recursos, já está propondo mudanças na Lei do Petróleo criada no governo FHC em carta enviada ao Congresso. É para comentar as justificativas a essa mudança e o contexto atual de exploração de petróleo em nosso país que conversamos com o engenheiro da AEPET Fernando Siqueira.

    A ENTREVISTA com Fernando Siqueira

    Correio da Cidadania— Em entrevista concedida em abril ao Correio da Cidadania, o senhor avaliava que, a se confirmarem reservas de petróleo da ordem de 90 bilhões de barris na nova província do pré-sal (incluindo as reservas de Carioca, Tupi e Júpiter na Bacia de Campos), seria urgente rever a Lei do Petróleo do governo FHC, que estabeleceu o fim do monopólio da União na exploração desse combustível. Houve algum avanço na confirmação dessas reservas?

    Fernando Siqueira: Sim. Dois avanços consideráveis: a Petrobrás descobriu mais dois campos (Guará e Bem-te-vi) na camada do “pré-sal” da Bacia de Santos. Podem ocorrer volumes maiores, pois ainda há, a serem explorados, os 41 blocos do pré-sal que foram corretamente retirados do 9º leilão. Além deles, existem os 10 blocos na borda do pré-sal que estão incluídos no oitavo leilão, suspenso por liminar.

    Correio da Cidadania— A AEPET – Associação de Engenheiros da Petrobrás – já está propondo mudanças na Lei do Petróleo criada no governo FHC em carta enviada ao Congresso. Qual a justificativa para essa mudança e qual o teor mais importante das alterações propostas?

    Fernando Siqueira: As justificativas são fortes: 1) A Lei do Petróleo, 9478/97, está com incoerências que precisam ser eliminadas. Por exemplo: os artigos 3º e 21º rezam que as jazidas e o produto da exploração delas pertencem à União, consoantes com a Constituição Federal. Mas o artigo 26 diz que quem produzir o petróleo é dono dele. Este artigo é fruto do lobby sobre o Congresso Nacional; 2) A lei 9478/97 estabelece que a União terá uma Participação Especial na produção pelas concessionárias. O Decreto 2705, de 1998, estabelece esta participação num patamar absurdamente baixo. Para águas profundas, a participação varia de 0 a 40%. No mundo, os países exportadores recebem, em média, 84% a título de Participação Especial; 3) A justificativa para a mudança da Constituição era a vinda de capital externo para descobrir novas áreas produtoras. Ora, o pré-sal não tem mais o que descobrir. Já está descoberto e a quantidade de petróleo é enorme, sem nenhum risco.

    Suponhamos, para efeito de cálculo, que chegue a 100 bilhões de barris de reserva. A 140 dólares o barril, isto representa uma riqueza de US$ 14 trilhões, que pertence ao povo brasileiro. Como cedê-lo, nas atuais condições, para concessionárias estrangeiras ou seus testas de ferro?

    Correio da Cidadania— Alguns críticos às mudanças salientam que as atuais descobertas de petróleo não foram frutos exclusivos de 50 anos de trabalho da Petrobras. Teriam resultado, outrossim, da nova lei, a partir da qual aumentou o número de empresas atuando no país. O que o senhor responderia a esses críticos?

    Fernando Siqueira: Esta é uma profunda falácia. A Petrobrás estudou essa província durante 30 anos, correu todos os riscos para encontrá-la, sendo que o 1º poço custou US$ 240 milhões. A empresa também desenvolveu toda a tecnologia para explorar nessa profundidade. Em contrapartida, as empresas estrangeiras que vieram não adquiriram um único bloco em áreas novas. Só compraram blocos onde a Petrobrás pesquisou e eliminou boa parte do risco geológico. No caso do pré-sal é ainda mais gritante: as empresas não tinham conhecimento tecnológico nem confiança ou coragem de participarem sozinhas e se associaram à Petrobrás. Mas não ajudaram em nada. A Petrogal, por exemplo, não conhece águas profundas. Nem a Repsol. Mas são sócias.

    Correio da Cidadania— O senhor acredita que as mudanças propostas na Lei do Petróleo poderão se concretizar?

    Fernando Siqueira: Acredito piamente. Não tem o menor sentido permanecerem as condições atuais do marco regulatório. O Brasil não pode abrir mão de uma riqueza desta ordem tendo 60 milhões de miseráveis, um sistema de saúde caótico, uma educação vergonhosa, uma infra-estrutura e um desenvolvimento muito aquém do seu potencial.

    Mesmo tendo um parlamento vergonhoso, ainda assim, acho que a sociedade tem que exigir os seus direitos e defender o patrimônio nacional. E aqui dou algumas razões: suponhamos, para efeito de raciocínio, que as reservas do pré-sal sejam da ordem de 100 bilhões de barris e que o petróleo se mantenha no preço de US$ 140/barril (sabemos que a tendência de subida é irreversível, visto que chegamos ao pico de oferta). Isto representa uma riqueza de US$ 14 trilhões.

    Com esse dinheiro, a União Federal pode pagar sua dívida mobiliária e criar um Fundo de Desenvolvimento Sustentado para as gerações futuras, como fez a Noruega; destinar verbas anuais de R$ 100 bilhões para a educação e R$ 100 bilhões para a saúde, usando parte para prevenção, parte para erradicar doenças como dengue, malária, chagas, e parte para equipar os hospitais de tratamento e assistência médica, bem como destinar aos institutos, tipo Manguinhos, Vital Brasil, Butantã, Lapec e outros, recursos para fabricar vacinas e remédios para a população carente; destinar verba anual de R$ 100 bilhões para tirar cerca de 60 milhões de brasileiros do nível de miséria, número vergonhoso, sobretudo para o país mais viável do planeta; destinar verba de R$ 100 bilhões anuais para pesquisa e desenvolvimento, através de universidades, institutos e laboratórios de pesquisa; destinar R$ 100 bilhões para construir uma infra-estrutura viável e investir no saneamento básico; destinar, também, uma verba de R$ 100 bilhões para dotar as Forças Armadas de condições de defender o país, em especial a Marinha, para defender a costa brasileira e a plataforma continental, protegendo não apenas as reservas de petróleo, mas também as riquezas do mar, a chamada “Amazônia Azul”, que possui recursos fabulosos. Quer dizer, há muito a se fazer no país com esses recursos.

    Correio da Cidadania— Subsidiárias da empresa internacional Halliburton são sabidamente algumas das contratadas da Petrobrás para tudo que diz respeito à exploração das reservas de petróleo e gás no litoral. Como o senhor prevê que essa e outras empresas atuarão em face das alterações propostas na Lei do Petróleo?

    Fernando Siqueira: A Halliburton, cujo presidente foi, por muito tempo, o atual vice-presidente norte-americano, é um caso de polícia (internacional). Além de ter trazido o seu diretor (Nelson Narciso) de Angola para ser diretor da ANP, ela administra, há 10 anos consecutivos, o banco de dados daquela agência reguladora, ou seja, os dados de exploração que a Petrobrás é obrigada, pelo artigo 22 da Lei 9478/97, a repassar à ANP. A Halliburton tem ainda um mega-contrato de serviços com a Petrobrás há vários anos, para perfilagem e canhoneio de poços. É uma relação meio incestuosa que precisa ser revista.

    Lembro que nós estamos em pleno terceiro e definitivo choque mundial de petróleo (com a oferta chegando ao pico e a demanda crescendo fortemente), cuja conseqüência é a subida, irreversível, do preço do barril de petróleo. Como os EUA têm uma brutal dependência do petróleo (consomem cerca de 10 bilhões de barris/ano, dos quais 8 bilhões internamente e 2 bilhões nas bases militares, tendo 29 bilhões em reservas) e os preços irão disparar, aquele país deve vir com todo o seu aparato político/econômico/militar atrás de nossas reservas. A Halliburton, como ponta de lança, e as demais empresas norte-americanas estarão à frente desse processo com todos os seus recursos escusos de pressões e constrangimentos, como mostrado no livro “Confissões de um assassino econômico”, do norte-americano John Perkins.

    A Repsol também vem fazendo lobby fortíssimo pela reabertura dos leilões e a permanência do marco regulatório. Ela é uma empresa do Banco Santander, cujo dono é o Scotland National Bank Co., ou seja, é o capital anglo-americano, o mesmo que coordenou a invasão do Iraque. É presidida pelo também presidente do IBP, o lobbista João Carlos de Luca. A Halliburton, assim como a Repsol, é membro da poderosa comunidade financeira internacional anglo-americana.

    Correio da Cidadania— A ex-ministra das minas e energia, Dilma Roussef, atualmente muito influente no governo através da Casa Civil, prosseguiu exercendo influência no setor elétrico, como, por exemplo, através da indicação de Maria da Graça Foster para a diretoria de Energia e Gás da Petrobrás no lugar de Ildo Sauer. Como deverão, nesse sentido, atuar o governo e seus representantes em face das pressões que deverão advir de vários lobbies contra mudanças na lei, para que empresas privadas continuem se beneficiando dos leilões de petróleo?

    Fernando Siqueira: A ministra é presidente do Conselho de Administração da Petrobrás. E teve um papel importante na retirada dos 41 blocos do 9º leilão. Acho até que esta é uma das razões pelas quais os “aloprados” querem queimar sua candidatura. A substituição do Ildo Sauer foi, entretanto, ruim para a Petrobrás e para o país. Ildo era o mais nacionalista dos diretores da Petrobrás. Vinha defendendo os interesses da empresa e do país com muita competência e zelo. A Maria da Graça, por sua vez, é esposa do Collin Foster, que tem uma empresa que, segundo a imprensa internacional, presta serviços à Halliburton. Ele adquiriu blocos no Brasil e declarou que pretendia formar uma grande empresa de petróleo. Há conflitos de interesses, no mínimo, preocupantes.
    Última atualização ( Qua, 03 de Setembro de 2008 01:27 )

    É isso amigos, tirem suas conclusões…

    Grato.

  34. Somente o nucleo do governo e a gerencia do pre-sal tem acesso a toda informação ja obtida e sabe realmente do que se trata e por isso esta querendo praticamente estatizar o pre sal, as informações disponiveis para os cidadões é a ponta do iceberg acredito eu não chegar a 10% do que se sabe,e dentro da propria petrobras apenas a gerencia do presal tem acesso a 100% das informações, as outras areas tem apenas pedaços de informações que são repassados a gerencia que monta o todo, portanto não tem com haver uma discursão aberta e assim deve ser, assim é no mundo inteiro, onde os dados só são divulgados em congressos e livros quando ja estão defasados, pressões externas virão e vcs podem ter certeza que tem interesses infinitamentes maiores do que a questão do fx2, pra quem acha que a industria de armas é poderoza é pq não conheçe a do petroleo.
    Espero ter contribuido para o debates de vcs.
    saudações.

  35. Senhor Poggio,

    Creio que a audiência espera uma manifestação do colega, vai sair ou permanecera em sepulcral silêncio?

    Grato.

  36. Prezado Melk,

    É função deste blog trazer pontos de vista diferentes para diversos assuntos (alguns bastante polêmicos). O texto acima retrata um outo ponto de vista sobre o “pré-sal”. Deixo por conta dos leitores que opinem e avaliem.

    Só exijo um tratamento cordial entre os debatedores para que o nível seja o mais elevado possível.

  37. Caros senhores

    Infelizmente enquanto predominar por estas plagas enquanto prevalecer ideologias partidarias seja qual for o assunto seja qual for o post seja qual for o autor muito dificilmente iremos encontrar por aqui um minimo de consenso razoavel e sabem porque senhores ???
    Porque aqui muitos vestem por baixo uma camiseta vermelha com uma estrela e muitos vestem por baixo uma camiseta com um tucano mas poucos pouquissimos eu diria vestem por baixo uma lindissima camiseta verde amarela azul e branco
    Senhores por favor pensem grande deixem de pensar pequeno egoista governo partido politico idelogias poliicas
    Pensem em ideologia BRASIL
    PENSEM BRASIL
    Não por nós mas por nossos filho por nossos netos

    BRASIL ATÉ A MORTE

    SDS Senhores

  38. Caro Emerson, por acaso vc tem acompanhado os debates que estão sendo realizados? Por acaso os especialistas estão sendo unanimes?

    Pergunto onde estão lotados os especialistas que realmente podem esclarecer sobre o pré-sal?

    Quais universidades que tem especialistas nessa área? Que não esteja diretamente ligada a Petrobras ou ao Governo?

    Por acaso vc já viu um especialista da USP defendendo os discursos do Governo sobre o pré-sal? eu não vi. A propósito os especialistas estão sendo cautelosos.

    Digo para vc que ainda é cedo, os questionamentos começarão a aparecer. É evidente que tentarão dar conotação politica a qualquer questionamento pró ou contra. Por isso que o debate aberto e o trabalho do Congresso Nacional deveriam ser realizados com seriedade e responsabilidade.

    Quanto a mídia, respondo com clareza..ela se compra, a mídia no Brasil se compra. A mídia gosta de ibope, de furos, mas, acima de tudo precisam de dinheiro, empréstimo do BNDS, pagamento de partes interessadas em publicação de teses sobre o pré-sal. A mídia no Brasil nunca foi imparcial e não tem especialistas, vide o caso da concorrencia do FX2.

    Acho que você não conseguiu entender o que eu escrevi. Nós devemos ter cautela, ouvir todos os lados. Se tudo que a Petrobras estiver dizendo for verdade e se o Governo e a sociedade souberem usufruir das reservas, estaremos muito bem, mas, e se não for verdade.

  39. Comandante Melk,

    Entendo que sua posição seja totalmente divergente da apresentada neste post com carta do Geólogo Ivo Lúcio.
    As afirmações do Sr. Ivo Lúcio são difíceis de checar, pelo menos para mim. Na verdade acho o texto dele tendencioso.
    Mas também acho tendencioso e estranho a ‘urgência’ em estabelecer o marco regulatório do Pré-sal.
    Quando sou precionado a concordar com algo urgentemente, às pressas, prefiro dizer não, para obrigar a outra parte a me informar melhor sobre o assunto.
    O Pré-sal MERECE E EXIGE mais informações e melhor debate político e social. Mesmo considerando que tudo que o Sr. Ivo Lúcio escreveu seja bobagem ou propaganda oposicionista.

    Entretanto, com todo o respeito que o Cidadão Melk merece, devo registrar que os outros também merecem.
    Se os administradores deste blog entendem que devem dar VOZ às diversas e divergentes idéias da sociedade, eles tem o direito de fazê-lo.
    Inclusive eu frequento esta “casa” por que me parece democrática, oferecendo a todos o direito de se expressar.

    Entenda, posso discordar de V. S.ª, mas sou capaz de lutar até o fim para defender o seu direito de expressão.

    Em tempo; talvez com o tempo e as promoções deva me dirigir agora à V. Ex.ª, e não mais a Vossa Senhoria.

  40. Começou o lobby para venda da Petrobrás, de novo.
    Para reorganização da defesa, o motivo era o pré-sal, então toma-se o pré-sal, através da venda da Petrobrás,neste caso ,não haverá motivos para proposta da defesa.

  41. Reitero o que escrevi em um post há algumas semanas. O pré sal está sendo usado como instrumento de marketing pelo governo. Existem enormes dificuldades técnicas para a extraçao de petróleo nesta área; tambèm, o alto teor de enxofre do petróleo do pré sal leva a um gasto enorme de gás para obter uma melhor qualidadade. E a CPI da Petrobrás ? será um “ problema menor “ como afirmado pelo nosso líder ? quem são beneficiários do dinheiro desviado neste escândalo ? De todas as informações que ouvimos sobre o pré sal até hoje , 99% sã políicas e 1% técnica.

    Gostaria també de discordar de um post do Hornet afirmando que a decisão dos caças é política. Penso que assim como no pré sal, dados técnicos e conhecimento de área e campo são fundamentais para a análise de processos como estes. A utilização de forma intensa do marketing pelo nosso governo é no mínimo estranha e levanta algumas suspeitas sobre as versões oficiais do pré sal. Acho que o artigo escrito por este geólogo deve ser levado a sério e se for contestado , que o seja por razões técnicas e não políticas.
    Parabéns aos editores por serem sensíveis quanto a necessidade de maior discussão sobre este tema , o qual envolve soberania, forças armadas, toda a sociedade brasileia e algumas centenas de bilhoes de dólares .
    Saudações a todos.

  42. Sr. Poggio,

    faço parte da audiência do blog, não pedi manifestação sua, não critiquei seu silêncio e nem passei procuração a qualquer outro comentador para fazê-lo.

    Au contraire (em francês, p/ aplacar a patrulha), parabéns por mostrar uma opinião divergente.

    Por que está cada vez mais difícil debater idéias em vez de desqualificar as pessoas?

    Qual é a ofensa em achar que o pré-sal pode – a exemplo do Brasil Grande, do Brasil campeão em 70, da Nova República, dos fiscais do Sarney, da constituinte, do caçador de marajás – ser mais um engodo, mais um estelionato eleitoral?

    É ilegal ter dúvidas? É ilícito achar que ninguém presta em todos os matizes políticos do Brasil?

  43. Antes de ler a matéria pensei que fosse uma explanação técnica, científica, bem embasada sobre a inviabilidade do pré-sal, mas, para minha surpresa, o que li foi um discurso de centro acadêmico, rasteiro, totalmente enviesado e sem nexo.

    É muito simples, se o pré-sal fosse uma falácia tão grande as grandes companhias de petróleo, os grandes investidores (Soros etc.) e até mesmo grandes países (EUA, China etc.) não estariam tão interessados, e já injetaram bilhões de US$, e tem planos de injetar muito mais. Quem tem dúvida é só acompanhar o noticiário econômico internacional.

  44. Caro Vitor,

    Três noms de pesquisadores que não colocam em dúvida o pré-sal: Fernando Galembeck (unicamp), Henrique Toma (USP) e Jairton Dupont (UFRGS). Todos os três são suficientemente independentes e internacionalmente reconhecidos. (por favor, comparem o Lattes de cada um deles com o do Sr.Ivo)

    Já escutei de cada um, em situações publicas, frases que atenstam o pré-sal e sobre o se significado estrategico para o Brasil. Nenhum deles diz que o pre-sal é um engodo.

    Agora, tanto o governo quatno a oposiçao farão discursos politicos, pois são politicos. Isso é regra do jogo politico. Agora, o que o Sr.Ivo faz é o pior que existe. Escreve um texto tecnicista, com informações que ninguem pode questionar, mas com viés politico. Ai invés de se posicionar em termos politicos ou ideológicos (ninguem poderia puni-lo por ser de direita ou esquerda, mas poderiamos ser contra ou a favor, debater seus argumentos com outros argumentos).

    Mas o que faz? Tenta provar que sua tese é tecnicamente correta e por isso policamente isenta e então, tenta justificar uma posição ideológica e politica.

    Ora, se cientistas como Galembeck, Toma ou Dupont colocam sua credibilidade em torno do pre-sal, parace que possuem suficiente capacitaçao cientiica para não serem enganados.

    Quero dizer, não vi ninguem do nivel destes tres pesquisadores contestar o pre-sal. Pelo contrario, todos aceitam a ideia de uma grande reserva e oleo que para ser explorada necessitara de bilhões de reais, mas que sera possivel explora-la e sua extraçao impactará a economia do Brasil e se soubermos conduzir o processo, poderemos beneficiar uma grande parcela da populaçao, e nao apenas um grupo restrito de burocratas ou financistas.

  45. ” Pré Sal ” : farsa ou propaganda ? Não é o que mais importa.

    Nós seres humanos já passamos por várias idades desde tempos
    imemoriais. Tivemos a idade da “pedra lascada” ,a do “bronze” ,
    a do “ferro”, a do “aço” , e agora a do “petróleo”. A duração
    de cada uma sempre foi menor que a antecedente. Não menos
    passífica foi a passagem de uma para outra. Isso lògicamente
    nos leva acreditar que a do petróleo não deve estar muito longe
    do fim, e que também deverá ser muito traumática. Haverá Guerras.
    Pico do petróleo e barril a US$ 300.00 será o caus. Não estamos
    muito longe disso. Aliás desde a Segunda Guerra Mundial que se
    faz guerra pelo ouro negro. Como se diz na gíria: ninguém livrará
    a cara de ninguém.

    Pelo exposto acima temos que ser rápidos e pragmáticos: primeiro
    temos que vencer a nossa guerra interna pois os inimigos já estão
    aqui dentro; em seguida produzir internamente tudo que for neces-
    sário para nossa sobrevivência e defesa.

    O melhor seria que todas as principais nações do mundo, em harmonia, se unissem e identificassem uma nova forma de energia
    que seja abundante e duradoura e utilizada por todos. Isso é
    UTOPIA, acredito que não.

    Que assim seja, ou voltaremos a ” idade da pedra lascada. “

  46. Ainda bem que apareceu uma idéia contrária substanciada. A empolgaçao é a cara do brasileiro.

    Este assunto é seríssimo e está longe da sua discussao ser esgotada. Por isso é de extremo valor aparecerem este tipo de opiniao para nao sermos partes da “unanimidade burra”, mas termos uma opiniao consiente dos prós e contras.

  47. Como cidadão, tudo bem, o texto é válido. Cada um pode dar sua opinião. Pareceu-me ser até mais um desabafo pessoal, com motivos pessoais, que qualquer outra coisa…mas enfim…

    Mas tecnicamente falando, o texto está cheio de furos. Não sou técnico no assunto, mas como pesquisador acadêmico sei onde procurar informações mais embasadas. Achei um artigo técnico, publicado em revista acadêmica que está catalogada no sistema Scielo de produção científica (pra quem não sabe, o Scielo é um sistema internacional de qualidade ciêntífica, portanto, nada que ver com propaganda de governo ou coisa do tipo)

    Assim, pra contribuir ao debate, deixo aqui o referido texto para quem quiser ler:

    http://inovacao.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-23942006000400021&lng=pt&nrm=iso

    E sobre a questão do domínio brasileiro da tecnologia de exploração em águas profundas, o autor do texto se equivoca profundamente em vários pontos, chega mesmo a ser amador nesta parte. Não é porque importamos equipamentos ou coisa do tipo que não dominamos a tecnologia. Uma coisa não tem nada que ver com a outra. A tecnologia é dominada pela Petrobrás já faz um certo tempo. A tecnologia é dominada quando se tem o domínio do processo intelectual como um todo, independente se uma peça é feita no Brasil ou na Tailândia. A divisão da produção industrial hoje em dia é global. Pode-se ter uma peça produzida por uma empresa aqui no Brasil e outro equipamento produzido na China, mas a concepção intelectual que domina o processo todo é o determinante, e isso quem detém é a Petrobrás. E a Petrobrás construiu esse conhecimento com pesquisadores e investimentos brasileiros.

    Cito aqui trecho do artigo que referi acima:

    “As parcerias com universidades e institutos de pesquisa têm sido destacadas nas conquistas do Cenpes e da própria Petrobras.

    “Quantificar a produção tecnológica fruto das parcerias é complicado, mas há uma cooperação forte com as universidades que já vem de longa data”, ressalta Camerini. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, o Cenpes desenvolveu um trabalho em conjunto com o Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro) que, segundo Camerini, deu uma boa contribuição, em pesquisas com óleos pesados.

    A parceria começou em 1987, apoiando cursos de pós-graduação em ciências e engenharia de petróleo e os cursos de extensão de engenharia do gás natural e regulação no setor de petróleo, oferecidos pela universidade.

    Para o pesquisador Celso Kazuyuki Morooka, do Departamento de Engenharia do Petróleo da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, tais parcerias foram determinantes para se atingir o estágio atual da tecnologia em águas profundas e ultra-profundas. Devido à demanda por conhecimento multidisciplinar, esse tipo de tecnologia tem possibilitado a fomentação de pesquisas em diferentes áreas do conhecimento.”

    Precisamos tomar cuidado com as informações equivocadas, especialmente num momento tão importante como estamos vivendo, de demarcação do Pré-sal, para não incorrrermos em uma formação de opinião equivocada.

    Nessas horas eu prezo pelo conhecimento científico mesmo, e não por “opiniões” ou desabafos, seja lá de quem for.

    abraços a todos

  48. Um outro dado curioso, o autor do texto é mesmo um geólogo da Petrobrás?

    Está correto isso? De onde saiu este texto?

    entrei no curriculo Lattes (que é um sistema do CNPq, válido para todos cientistas e pesquisadores do Brasil, que necessariamente precisam estar cadastrados) do nome indicado como autor do texto e não diz nada que ele trabalha ou trabalhou na Petrobrás.

    Ao contrário, trata-se de um graduado em geologia, e com mestrado em administração de empresas (ou seja, nem doutor o cara é, e nem mestre em Geologia ele é) e que trabalha na área de administração. Além de ser sócio de uma empresa: Plancol Planejamento Consultoria e Organização Ltda.

    Quer dizer??? Deve entender tanto de geologia e petróleo em águas como profundas como minha avó.

    Mas tá bom, valeu pela diversão.

    aqui está o currículo lattes dele pra quem quiser ver:

    http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4721163J2

    abraços a todos

  49. Ah! ele fez dois cursos na Petrobrás…foi aluno da Petrobrás…basa ver no currículo dele.

    E só isso.

    volto a dizer, deve entender tanto de petróleo em águas profundas como minha avó. E quer discutir o pré-sal? Então está bom!!!

    Como cidadão ele pode. Mas eu vou escrever uma carta também com minha visão sobre o assunto e publicar aqui, tudo bem?!…hehehe

    E olha que já fui assessor da Petrobrás. E fui mesmo. Da Petrobrás Cultural. Já dei parecer sobre projetos culturais financiados pela Petrobrás, e aproveito para dar o testemunho: são feitos de forma técnica, irrepreensíveis. Não tem como favorecer ninguém, mesmo que vc queira, ao menos no âmbito do parecerista (depois, não sei. Mas se o parecer do especialista não for favorável, o projeto já é descartado. Posso garantir isso). Ninguém sabe o nome de ninguém, só vem o projeto pra vc avaliar e com uma ficha para vc preencher, com dados objetivos a rtespeito da viablidade do projeto. E como sou pesquisador e especialista (com doutorado e tal) em história da música popular, dei parecer na área, para projetos em música popular que a Petrobrás financia.

    Tenho mais know how que o cara para escrever uma carta sobre o pré-sal…kkkkk

    abraços a todos de novo

  50. Hornet,

    Uma carta sua, ou de qualquer outro companheiro, sobre o assunto seria muito bem vinda.

    Na verdade, uma carta sua sobre QUALQUER ASSUNTO será sempre bem vinda. Mesmo que eventualmente discorde do amigo em algum ponto ou todos os pontos.

    Discutir para aprender e formar novas idéias, é o que faz a diferença.

    No caso específico do Pré-sal gostaria muito que vc ou outro companheiro do Blog escrevesse sobre a questão da urgência de estabelecer de imediato o Marco Regulatório versus a necessidade de discutir mais a questão com a sociedade civil e o Congresso Nacional.
    Meu conhecimento sobre este assunto é limitado e gostaria muitíssimo de ler a opnião de outros, acompanhada de fatos quando possível, para então definir minha posição… e a defender.

    Em tempo.
    Talvez vc não lembre, mas eu era favorável aos Subs alemães para o Brasil, mas lendo suas argumentações de caráter estratégico mudei de opnião, passando a defender a escolha francesa, em função do desejado SubNuc… e pela Carla também (rs rs rs rs).
    Discutir, de forma saudável, faz bem a saúde e a mente.

    Grande abraço,
    Ivan.

  51. O Brasil é um lugar estranho.

    Parece que descobrir petroleo aqui é ruim.

    Dá a impressão que era melhor não ter descoberto nada…

    Tem gente torcendo contra!

    Se o pré-sal não existisse ou fosse viável , por que a Exxon e a Chevron estaõ tão interessadas?

    Por que os otários chineses estão financiando?

    Por que as revistas técnicas internacionais , especializadas , confirmam que o pré-sal é uma realidade?

    Por que eu vejo gente reclamando que “este oleo só vai existir em 10 anos..”, quando as mesmas pessoas reclamam que os governos não planejam o futuro?

    Por que temos este complexo de vira-latas, quando mesmo com todo o Mundo aquiesce com a grandeza da descoberta , quer ser parceiro do empreendimento , nós brasileiros achamos ruim, que não conseguiremos etc?

    Não é a empresa brasileira a líder mundial em exploração em aguas profundas? Não é reconhecida mundialmente por sua capacidade técnica? Por que duvidar dela? Por que dar a Exxon , Chevron e Repsol mais credibilidade para explorar ?

    E se não tiver tanto oleo lá ? e daí? O que tiver será nosso , mais do que seria com a lei antiga.

    Dos 10 países com reservas semelhantes a brasileira , 8 seguem regimes de partilha de produção, Noruega sendo o exemplo mais conhecido e emblemático.

    Senhores, lembrem-se , as reservas das grandes empresas de oleo estão terminando, as areas de exploração estão todas nas mãos de países instáveis do Oriente Médio e sob controle estatal, Rússia e Venezuela por exemplo, a briga de desinformação será cruel , sem quartel.

    Em jogo está a sobrevivencia industrial dos países desenvolvidos mas que não possuem o petroleo para suas necessidades.

    O pico petrolífero dos USA foi em 1971, desde então sua produção apenas cai…e olha que eles ainda produzem mais do nós hoje!

    Mas consomem o triplo.

    Dá onde virá este petroleo no futuro?

    A briga vai ser pesada.

  52. Emerson,

    Gostei do seu comentário sobre Pré-sal.

    Vc poderia comentar a questão da urgência do Marco Regulatório versus a necessidade de discutir com a sociedade e o Congresso?

    Grande abraço,
    Ivan.

  53. Fornecedor dita ritmo de exploração do pré-sal
    Petrobrás vai dosar a atuação nos campos para dar tempo à indústria nacional se adequar à demanda, diz executivo

    Irany Tereza, Nicola Pamplona e Kelly Lima
    Tamanho do texto? A A A A
    Operadora única de todas as áreas da região do pré-sal – caso seja aprovado sem restrições o projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso – a Petrobrás espera dosar a atuação nesses campos para dar tempo à indústria brasileira se adequar à nova demanda. “Não adianta mapear o pré-sal, ter dez oportunidades e querer desenvolver isso tudo ao mesmo tempo. Não. O País já é autossuficiente”, afirmou ontem o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella, em entrevista exclusiva ao Estado.

    Em dez anos, prevê o executivo, a Bacia de Santos, que ele define como “a joia da coroa” do novo momento do setor no Brasil, terá suplantado a Bacia de Campos, onde hoje estão concentrados mais de 80% da produção nacional. “Há sete anos, nem se falava na Bacia de Santos”, comenta. Ele deixa claro que a formação de um conteúdo industrial nacional no setor foi um dos motivos que sustentaram a condição de operadora única da Petrobrás e admite que isso será também um peso para a companhia. “Claro que há um ônus. Mas nós, da Petrobrás, consideramos uma missão da companhia”, afirma.

    Não ficou claro se é uma vantagem para a Petrobrás ser operadora única.

    Antes de ser vantagem ou desvantagem, é uma responsabilidade para a companhia. Efetivamente a Petrobrás tem grande experiência operacional, de exploração, perfuração e produção de óleo em águas profundas e ultraprofundas. Se tivesse de ser escolhida a empresa mais experiente nesse tipo de operação, certamente seria a Petrobrás. Ao mesmo tempo, todos sabemos que a Petrobrás tem um compromisso com o desenvolvimento nacional. Há também um componente de interesse nacional de aproveitar isso do ponto de vista tecnológico. Para nós é uma responsabilidade gigantesca.

    Mas a Petrobrás terá também o ônus, por exemplo, de acompanhar propostas em leilões que pode não ser tão atraentes.

    Claro que há um ônus. Mas nós, da Petrobrás, não consideramos um ônus. Consideramos uma missão da companhia, como empresa controlada pelo governo, na participação do aproveitamento dessa grande riqueza. Além disso, a escala em qualquer indústria é muito importante. Se uma empresa tiver que colocar duas, três plataformas, é uma coisa. Se tiver de pôr 20, é outra. A escala para uma indústria petrolífera é muito importante até pelos custos gigantescos envolvidos. Sermos operadores de toda a área nos dá uma grande tranquilidade de aproveitarmos essa escala e, através disso, sermos um fator e uma ferramenta de desenvolvimento da indústria brasileira. São dezenas, às vezes centenas, de equipamentos que são hoje importados. Com essa dimensão e escala, pode-se tomar decisões de construir estratégias voltadas ao desenvolvimento da indústria nacional.

    Quer dizer, manter a exploração em um ritmo que a indústria nacional possa acompanhar?

    Isso é fundamental e está na lei. Não adianta mapear o pré-sal, ter dez oportunidades e querer desenvolver isso tudo ao mesmo tempo. Não, o País já é autossuficiente. Então, o CNPE e o governo podem fazer um planejamento de longo prazo para gerenciar efetivamente a matriz energética nacional. Essa proposta dá ao governo brasileiro, e não só a esse, a todos os governos, a possibilidade de fazer o planejamento estratégico energético nacional e trazer, através da companhia, empresas para fabricação no Brasil. Nós perdemos 30 anos de desenvolvimento e temos novamente uma oportunidade.

    Então, as áreas vão ser colocadas por parte, uma, duas do pré-sal nos leilões?

    O governo tem oportunidade de programar. É natural que, como tem sua empresa como operadora de petróleo, concilie as necessidades nacionais e este planejamento estratégico com a capacidade da Petrobrás de atacar os projetos paulatinamente. O que vai dar ao governo condições de fazer uma coisa casada. A partir do momento que somos autossuficientes em petróleo, isso dá ao governo condições de planejar no médio e longo prazo.

    Os críticos afirmam que a indústria fornecedora não viria para o País por causa da dependência de um único comprador.

    O meu dia a dia aqui desmente isso. Tenho recebido indústrias estrangeiras dizendo: “Estrella, nós queremos participar do pré-sal. Vamos instalar nossas fábricas no Brasil”. Empresas de todos os segmentos: sondas, equipamentos sofisticados. Todo mundo quer fabricar no Brasil. Outra coisa: temos hoje toda a Costa Oeste africana com grandes investimentos em petróleo. Estamos aqui quase à vista, se botar um binóculo dá para ver a África (risos). Esses caras vão vir para cá também de olho no Oeste Africano. Temos mão de obra mais barata que a europeia e norte-americana. Isso é uma grande oportunidade. Agora, interesses que eventualmente venham a ser contrariados por causa da operação da Petrobrás… O petróleo no Brasil não é só a operação no pré-sal. Na minha visão como geólogo, a grande joia da coroa que veio à tona não foi o pré-sal, mas a Bacia de Santos. Há sete, oito anos, não se falava na Bacia de Santos. Hoje tem pré-sal, pós-sal, Mexilhão, Tambaú, é uma bacia gigantesca. Temos toda a costa leste, a costa equatorial. O pré-sal não é o petróleo brasileiro. O Brasil é muito mais do que isso. É uma grande oportunidade e as empresas estrangeiras continuarão a vir, não tenho dúvida nenhuma.

    O governo espera ficar com entre 40% e 80% do petróleo dos novos contratos. Para a Petrobrás é factível?

    Como operadora, todos os dispêndios da Petrobrás serão ressarcidos. A empresa não terá prejuízo. Mas os acionistas querem também o lucro. Com certeza, a empresa que fizer a oferta (nos leilões) levará isso em consideração. Existe um equilíbrio. Vamos atuar dentro dessa premissa fundamental. As empresas querem ser operadoras porque isso dá experiência. Isso é um benefício muito grande. Mas hoje, no sistema de concessão, em que somos operadores na maioria dos nossos blocos, a sinergia, a troca de experiência entre as empresas é absolutamente completa, independente de ser operadora ou não.

    Empresas grandes topariam entrar nessa disputa sem serem operadoras?

    O que está em jogo são reservas mundiais. Em 2030 mais da metade do óleo a ser consumido não foi descoberto ainda. As grandes petrolíferas mundiais, inclusive a Petrobrás, lidam com esse desafio de manter suas reservas. Quanto maior a produção, maior o desafio: se a empresa produz 2 milhões de barris por dia, no fim do ano precisa de mais de 700 milhões de barris para repor a produção. O simples fato da grande empresa ter acesso a uma reserva já é uma garantia. É um bem, um patrimônio estratégico importantíssimo. Francamente, não acredito que vejam a legislação como uma redução das oportunidades no Brasil. Essa oportunidade é única. Um país grande, num mercado excepcional, economicamente estável, numa democracia… E no Atlântico, onde se tem os grandes consumidores da Europa e dos EUA com acesso por navio.

    O tom do governo para justificar o novo marco é proteger o País de uma eventual ameaça estrangeira.

    Nenhuma informação que chegou até a mim foi levada em consideração, mas eu me reservo o direito como brasileiro de especular sobre isso. O petróleo é uma riqueza não como qualquer outra. Ninguém invade um país por causa de laranja ou tâmara. Eu trabalhei em Bagdá por alguns anos e ninguém chegou com um tanque americano para tomar uma tamareira. Isso é uma coisa. A outra é o gráfico da Agência Internacional de Energia, que mostra que mais da metade do petróleo a ser consumido ainda não foi descoberto. Então, o Ocidente, que é o grande consumidor de petróleo tem uma fome estratégica de reservas enorme. Combustíveis alternativos vão ocupar 20% ou 25% do consumo. Até que uma virada tecnológica ofereça à sociedade uma fonte energética que esteja à mão e facilmente reproduzível. Então, reserva (de petróleo) continua a ser a sustentação econômica e de segurança de todo o lado ocidental.

    A sua opinião é que isso tem que ser visto como estratégico?

    Como brasileiro, como cidadão, acho que isso tem que ficar sempre evidente. Tem que fazer parte da reflexão da sociedade brasileira. Da exploração e a propriedade desta riqueza dependerá o futuro dos nossos filhos e netos. Certamente as nações hegemônicas devem estar pensando: “Tem um cara grande aí no sul que tem água, tem sol, mal ou bem tem uma democracia, tem uma economia crescente, agora descobre a expectativa de uma baita reserva de petróleo. Este cara vai nos incomodar”. É evidente que eles estão pensando isso. Agora, como é que vamos lidar com isso? O cara lá pensa daqui 50, 100 anos. Com um país que tem a potencialidade que tem o Brasil, fontes energéticas… Então, recria a quarta frota… primeira coisa. O que é isso camarada? O Brasil está sendo mapeado. Ninguém vai querer largar esta boca de ser o país com nível avançado. É briga de cachorro grande, mesmo.

    No anúncio de Tupi, foi dito que com o pré-sal o Brasil poderia chegar a mais de 100 bilhões de barris. A expectativa se mantém?

    A Bacia de Santos é muito prolífica e não tem óleo e gás só no pré-sal. A Bacia Equatorial é uma área enorme, com um potencial enorme. Enfim, não é difícil. Francamente não é difícil. Contando toda área sedimentar brasileira. Se você me perguntar em volumes recuperáveis, acho que é possível sim passar de 14 bilhões de barris hoje de reservas para chegar a isso. Acho que teremos surpresas por aí.

    E Santos vai suplantar o que é hoje a Bacia de Campos?

    Certamente. Em dez anos isso acontece.

  54. Primeira parte de entrevista publicada na edição de 7 de setembro do diário britânico Financial Times:

    Jonathan Wheatley: Primeiro, por que é este o melhor modelo para o Brasil e para o pré-sal?

    Dilma Rousseff: Por que o que?

    FT: Por que escolher esse modelo?

    DR: Porque esse modelo é certo para a quantidade de petróleo que temos, para o pequeno risco exploratório e por causa dos altos níveis de retorno. Nós queremos manter uma parte maior dos lucros do petróleo.

    FT: Vocês se inspiraram em outros modelos de outros lugares do mundo?

    DR: Nós estudamos todos os modelos existentes. Cada país escolheu o modelo certo para sua própria história na indústria do petróleo e o que melhor se encaixa em suas necessidades. Somos um país com características próprias.

    Desde o início de nossa história na indústria do petróleo havia uma grande interrogação sobre se tinhamos ou não petróleo. As pessoas diziam geralmente que não e que nossas condições geológicas significavam que não tínhamos petróleo. Por nossa conta e risco nós começamos a buscar petróleo em terra. E de fato foi um processo muito difícil. Nós fomos para a água e foi uma longa jornada, primeiro em águas rasas, depois em águas profundas, e agora em águas ultraprofundas.

    Não tivemos transferência de tecnologia como outros países tiveram. Nós criamos as circunstâncias para chegar onde estamos, com o pré-sal. Ao produzir petróleo criamos uma grande companhia de petróleo com sua própria tecnologia. Ao mesmo tempo somos um país com uma base industrial diversificada e um grande mercado consumidor.

    Agora temos uma oportunidade dupla. Podemos transformar a riqueza natural em riqueza social, para avançar a luta contra a pobreza. Nós acabaríamos com a pobreza no Brasil de qualquer forma, mas o pré-sal vai adiantar isso em anos porque teremos mais recursos para fazê-lo. Teremos educação de alta qualidade, vamos investir em ciência e tecnologia. E ao mesmo tempo temos a chance de criar um indústria de serviços e equipamentos para acrescentar valor ao nosso petróleo.

    Assim, a grande pergunta é, o que deveríamos fazer para ficar com uma parte maior da renda do petróleo? Quando você tira petróleo do chão você cria riqueza, já que o custo de produção é muito menor que seu preço final. Quando você recupera os custos e dá um bom retorno ao capital investido, ainda sobra renda. A questão é quem deve ficar com essa renda extra. Escolhemos o modelo de produção compartilhada como forma de ficar com essa renda extra. Ao mesmo tempo temos claro os aspectos da geopolítica do petróleo.

    FT: O que isso significa?

    DR: O que isso significa? Que países produtores e países consumidores tem interesses distintos. E que hoje 77% das reservas estão nas mãos de companhias nacionais de petróleo, companhias estatais. É de nosso interesse garantir que quaisquer parcerias que o país fizer sejam de grande importância.

    FT: Parcerias com?

    DR: Com outros países, para fornecer petróleo. Para vender petróleo.

    FT: Há algumas coisas que…

    DR: Para suprir o mercado internacional de petróleo. Nós somos um país com instituições estáveis, com regras claras, que não rompe contratos, que estamos no Ocidente, e portanto somos um fornecedor de quem se pode depender. Eu não acredito que haja alguém que não queira uma relação conosco. Não estamos em uma área de turbulência, não temos conflitos étnicos e respeitamos contratos. Então, penso que somos extremamente atrativos.

    FT: Qual será o papel de outras companhias na indústria de petróleo?

    DR: Elas terão um papel importante. Por que? Porque essa é uma parceria que é de interesse para nós, mas é de nosso interesse em nossos termos. Não temos razão para acreditar que toda a renda tem de ser transferida para companhias internacionais de petróleo ou companhias nacionais de petróleo de outros países para atraí-las ao Brasil.

    Sabemos que as companhias internacionais de petróleo sabem que as regras do jogo podem mudar quando se passa a uma situação de baixo risco exploratório e de grande lucratividade. Considere os dois grandes blocos que encontramos, Tupi e Iara. Em Tupi temos entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris; em Iara temos entre 2 e 4 bilhões de barris. Então eu te pergunto, por que não seria atrativo para as companhias internacionais de petróleo participar no processo do pré-sal se a questão estratégica de acesso às reservas é garantida por nós? Se você tiver 10 por cento de um bloco de 8 bilhões de barris você tem 800 milhões de barris. Quando você considera que um bloco é considerado grande de 500 a 600 milhões de barris, não vejo qual é o problema.

    FT: Uma problema que me foi apresentado é de que as companhias estrangeiras não serão operadoras, elas serão convidadas para ser pouco mais que investidoras de capital.

    DR: Não. Não. Elas serão convidadas a participar nos blocos de operação. Hoje, por exemplo, no pré-sal, por que uma companhia internacional de petróleo quer ser parceira da Petrobras?

    FT: Para participar do risco e da recompensa?

    DR: Não. Não. Porque elas ganham com a transferência de tecnologia da Petrobras. Qual é a diferença entre a Petrobras e qualquer outra grande companhia internacional de petróleo? A Petrobras faz 22% por cento da exploração em águas profundas do mundo. As outras duas companhias privadas mais próximas tem 14% cada. Assim, a Petrobras está no mesmo nível das grandes companhias internacionais de petróleo em termos de conhecimento das águas profundas. Mas aqui no Brasil qual é o grande diferencial? Você sabe qual é?

    FT: Qual?

    DR: Que a Petrobras conhece os campos sedimentários brasileiros em águas profundas. Já os conhece. E esse conhecimento, você sabe o que produz? Reduz riscos. Se você reduz o risco, você sabe o que isso produz? Alta rentabilidade. Por que argumentamos que a Petrobras deve ser a operadora? Porque ser a operadora significa ter acesso a tecnologia, ditar o ritmo de produção e, ao mesmo tempo, a adoção da tecnologia específica mais apropriada àquela área.

    Não vemos qualquer obstáculo a que as companhias internacionais de petróleo participem conosco. Elas terão um papel ativo nos comitês operacionais, op com. Por que elas terão um papel fundamental? Porque… como trabalha o comitê operacional? Todo mundo se senta, certo? E discute o melhor… o operador vai, apresenta seu projeto operacional. E os outros, que tem conhecimento, sem qualquer dúvida, eles discutem se deveria ser desse jeito ou daquele. A Petrobras obviamente vai usar empresas de serviços como qualquer outra companhia internacional. As companhias tradicionais de serviços, como a Halliburton e outras.

    FT: Um comentário que ouvi é de que no Golfo do México, nos Estados Unidos, há mais de 100 companhias operando e que elas se entenderam enquanto faziam. Elas desenvolveram tecnologia em parcerias, atuando, e há uma preocupação de que desde que essas companhias serão minoritárias em qualquer comitê de operação [no pré-sal] vão se dispor menos a trocar tecnologia.

    DR: Posso dizer algo? Eu não penso que as tecnologias existentes e disponíveis são segredos tecnológicos. O que faz a diferença entre uma companhia e outra é o conhecimento que ela tem daquele campo, daquela região. Não temos exatamente uma companhia de baixa tecnologia na Petrobras. Se fosse assim não haveria explicação para o número de premios que a Petrobras ganhou da OTC (Conferência de Tecnologia Offshore); na verdade fui a um OTC em Houston para receber um deles, como presidente do conselho.

    Assim, não acredito que haja qualquer questão sobre se a Petrobras será excluída de acesso a tecnologia. É muito pouco provável, se você é uma companhia que tem um campo e o que está em jogo é a renda de 600 milhões de barris, que você não vá investir nas melhores práticas. É pouco provável, ninguém dá tiro no próprio pé nessa área, ninguem. De outro parte, estou certa de que nessas parcerias, hoje, as pessoas estão minimizando o papel que todas essas companhias internacionais de serviços jogam. Elas estão sendo subestimadas. Porque nenhuma dessas companhias de petróleo opera sem elas, não que eu saiba.

    FT: Ok. Outra dúvida que as pessoas tem é sobre a capacidade de investimento da Petrobras. De onde virá o dinheiro? E gostaria de entender essa questão do…

    DR: De onde vem o dinheiro de uma companhia internacional de petróleo? O que você pensa?

    FT: Dos acionistas, dos lucros…

    DR: Uh uh, na na na. Do tamanho de suas reservas. Se você é um banco, a quem empresta? A uma que tenha reservas. Por que você acha que as pessoas emprestam à Petrobras? Hoje. Por que você acha que nós, no meio de uma crise, temos acesso a dinheiro? Esse argumento não tem base. A idéia de que as companhias de petróleo não vão investir… não acredito nisso por um minuto. Você acredita?

    FT: Bem, não tenho opinião, mas pessoas expressaram dúvidas.

    DR: Estou te perguntando se é plausível. É o que estou perguntando. A Petrobras terá acesso a financiamentos? Penso que sim. E acho que as companhias internacionais de petróleo vão participar desse investimento.

    FT: Explique como a capitalização da Petrobras vai funcionar. São 5 bilhões de barris…

    DR: Deixe-me voltar à questão do financiamento. Não estamos tirando as companhias internacionais de petróleo do investimento. É por isso que perguntei a você se é plausível. Estamos dizendo, olhe, venha e participe conosco porque você terá acesso a reservas enormes. A Petrobras será a operadora, o que reduz o risco por causa do conhecimento dela sobre os campos, e você terá um retorno adequado porque as reservas são grandes e você, a companhia internacional de petróleo, será capaz de colocar em seu balanço essas reservas às quais ganhará acesso nos leilões.

    Vamos supor que a companhia obtém 600 milhões de barris, poderá registrá-los e será capaz de se financiar da mesma forma que a Petrobras. Então não acreditamos que o financiamento virá só da Petrobras, nem só das companhias internacionais de petróleo, nem só dos bancos. Virá da melhor combinação possível entre os três. É por isso que digo que não acredito ser plausível supor que se o arranjo é dessa forma ou daquela outra, isso vá reduzir o acesso ao capital. O que garante o acesso ao capital para uma companhia de petróleo e permite que ela se financie é precisamente a quantia de reservas de que dispõe.

    FT: Mas a dúvida é…

    DR: É um círculo virtuoso.

    FT: Mas a dúvida é sobre de onde vem o capital que colocará esses poços em produção. Por exemplo, Tupi tem de 5 a 8 bilhões de barris. Se o custo de extração é de 10 dólares por barril, estamos falando de algo entre 50 e 80 bilhões de dólares, o que é um monte de dinheiro.

    DR: Para um período de 35 anos. Ninguem tira tudo aquilo em um ano.

    FT: Não, com certeza, mas…

    DR: Seria fisicamente impossível. Deixa eu explicar.

    FT: Mas há uma companhia [a Petrobras] que fica com de 30% a 100% de todo bloco…

    DR: Deixa eu explicar. Tupi e Iara já estão sob concessão. Ok? Para a Petrobras, Tupi e Iara estão sob concessão. Assim, não fazem parte desse novo modelo regulatório.

    FT: Sim…

    DR: Na sua parte de Tupi e Iara, a Petrobras está investindo 174 bilhões de dólares até 2013. Certo?

    FT: Não, é o total para tudo….

    DR: São 174 bilhões de dólares sem contar o pré-sal. Isso é antes do pré-sal. Você sabe quanto a Petrobras levantou durante esse ano de crise? Foram 31 bilhões de dólares. Você sabe como levantou 31 bilhões de dólares? Vendeu petróleo adiantado à China [U$ 10 bilhões]. Ok? Nós colocamos 12,5 bilhões de dólares; 12,5 bilhões. O resto [a Petrobras] levantou no mercado. Levantou 31 bilhões de dólares. Ninguem no mundo levantou 31 bilhões de dólares. Entre fundos próprios, vendas adiantadas e acesso ao financiamento — e não estou falando do pré-sal, que é um processo que vai levar décadas, isso é o pré-pré-sal.

    FT: Mas o pré-sal em si vai requerer centenas de bilhões.

    DR: Vai. Parte disso, vamos capitalizar. Estamos dando à Petrobras 5 bilhões de barris. Dos 5 bilhões de barris que a Petrobras terá, parte será de sua própria renda. Outra parte, vai mostrar a qualquer banco internacional que tem 5 bilhões de barris extras para dar de garantia. E [a Petrobras] tem um bom acesso às reservas do Brasil. O rating da Petrobras será bom.

    FT: E…

    DR: E te digo mais. Não há país no mundo com o qual conversamos recentemente onde… a grande pergunta é, como eu participo do pré-sal?

    FT: Estive lendo a lei que você mandou para o Congresso e há um parágrafo dizendo que a União, através de um fundo criado por lei, pode participar em investimentos e atividades de produção. Que fundo é esse e como vai funcionar?

    DR: Você tem familiaridade com o mecanismo norueguês?

    FT: Sim.

    DR: Quando eles ainda tinham grandes reservas, a Statoil era obrigada a ficar com 50%. Em alguns casos a União pôs dinheiro, em outros não. Em nosso modelo, em princípio, não adiantamos qualquer dinheiro. Mas, caso a caso, se decidirmos participar, poderemos. É assim que funciona. Deixe-me explicar o fundo. Todo o dinheiro que extrairmos do pré-sal irá para um fundo. Esse fundo vai gastar sua renda em várias atividades. Lutar contra a pobreza, investir em educação, ciência e tecnologia. Mas ao mesmo tempo também vai investir.

    FT: Então é o mesmo fundo.

    DR: Esse mesmo fundo precisa criar renda, tem que fazer seu dinheiro funcionar. Então pode investir em ações, em vários bônus internacionais, você pode fazer investimentos diretos. E quando esse fundo atingir um grande volume, pode ser que o investimento mais atrativo no Brasil seja no setor do petróleo. Por que não? Assim, em princípio, a União não coloca qualquer dinheiro, mas no futuro, se quiser, poderá.

    URL: http://www.ft.com/cms/s/0/75466e5a-9b96-11de-b214-00144feabdc0.html

  55. Por Mauro Santayana

    Os mesmos jornais que atacam a Petrobras revelaram, ontem, que a empresa foi, entre as não financeiras, a mais lucrativa das Américas, no segundo trimestre deste ano. Isso comprova que está sendo bem administrada. No passado se dizia que o melhor negócio do mundo era uma empresa de petróleo, e que o segundo melhor negócio do mundo continuava sendo uma empresa de petróleo, mesmo mal administrada. Se a Petrobras foi a empresa mais lucrativa da América – e na mesma lista não se encontram outras empresas petrolíferas – reforça-se o êxito da empresa criada por Vargas. Não há por que apelar para o concurso das petrolíferas estrangeiras na exploração do pré-sal. O contrário é que é o certo, e a Petrobras tem participado, com êxito, da exploração de petróleo no exterior, principalmente em associação com empresas também estatais.

    Defensor da iniciativa privada, o ex-ministro Delfim Netto prefere não distinguir as empresas estatais das empresas privadas, senão pelo fato de serem bem ou mal dirigidas. A Petrobras, mesmo em seus anos piores, tem sido bem administrada porque, se os diretores nomeados falham, o corpo histórico de técnicos e administradores sabe cumprir seu dever e resistir – como resistiu ao golpe de 1997, perpetrado com a legislação conseguida pelo presidente Fernando Henrique, ao desfigurar a grande empresa.

    Se os mais jovens soubessem que a Petrobras tem sido, desde suas primeiras horas, vitória da pertinácia nacional, estariam nas ruas, como estiveram seus pais e avós, repetindo o slogan poderoso de há mais de 50 anos: o petróleo é nosso. Ao reservar para o povo brasileiro o óleo fora das áreas de concessão, infelizmente já outorgadas aos estrangeiros, o atual governo volta sim, ao passado, como é da conveniência de nosso povo. Os que promoveram a amputação da Petrobras, durante o governo dos tucanos de São Paulo, voltam a se mobilizar contra o projeto do governo federal. O governo Lula está agindo constitucionalmente. Apesar de todos seus esforços, o senhor Fernando Henrique não chegou a quebrar o monopólio da União sobre o petróleo. Falam hoje da necessidade de que haja discussão, como se a sociedade, que se manifestou como pôde em defesa da estatal, tivesse sido ouvida em 1997, quando o governo repetia, com entusiasmo, o pensamento único neoliberal, e contava com a grande mídia para impô-lo ao Congresso e aos “formadores de opinião”. Convém que as normas do processo se definam imediatamente. Não há melhor momento para começar a construção do futuro do que agora.

    Mesmo que haja excesso de otimismo com relação às jazidas do pré-sal, será imperdoável erro histórico não viabilizar a exploração das novas reservas. Todos os argumentos dos oposicionistas não dissimulam os interesses que se encontram por detrás de seus atos. Tal como no passado, começam a surgir institutos, associações e movimentos, com seus “consultores”, para contestar o controle da exploração do petróleo pelo Estado. Há quem diga que o petróleo não tem futuro. Se não tem futuro, tem presente. É pelo petróleo que os norte-americanos estão matando e morrendo no Iraque e no Afeganistão.

  56. Aepet: só Petrobrás no pré-sal garante tecnologia e emprego
    O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, defendeu uma ampla mobilização da sociedade para mudar a atual legislação que regula a exploração do petróleo no Brasil. A proposta de acabar com os leilões de entrega do petróleo para as multinacionais, criados no governo Fernando Henrique, foi feita em palestra no 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado no último fim de semana em Brasília.
    Siqueira contestou os lobistas das multinacionais que dizem que a Petrobrás não teria capacitação e nem recursos para realizar a exploração do pré-sal. Ela não só tem capacitação “como já está produzindo”, rebateu. Ele acrescentou que os recursos também não são problema para a Petrobrás. “Todos os recursos de todas as empresas vêm de uma única fonte. Do sistema financeiro internacional, e quem tem petróleo tem crédito, e tem juro baixo. Portanto, se a Petrobrás for responsável pela exploração não tem problema de recurso. O pré-sal se financia”, argumentou.
    Siqueira avaliou que a possibilidade de criação de uma nova estatal para gerir o pré-sal apresenta aspectos positivos e negativos. “A vantagem é que a propriedade do petróleo extraído passa a ser da União”, disse. “Mudar o contrato de concessão para a partilha, em que a União é dona, também é positivo”, acrescentou, chamando a atenção, porém, para o perigo de que, sem a exclusividade da Petrobrás como operadora, possa haver extração predatória das reservas.
    “Pode chegar o leilão e aparecerem 30 empresas, fora as 7 Irmãs, e o petróleo acaba em 13 anos”, ponderou o representante dos engenheiros da Petrobrás. “Então”, disse ele, “se colocarmos a Petrobrás para explorar, dentro de uma estratégia nacional, o pré-sal pode durar 40 anos”. “Isso dá tempo, inclusive, de desenvolver as alternativas ao petróleo”, ponderou.
    Sobre o fato da Petrobrás ter ações no exterior, o presidente da Aepet recomendou que o governo recompre essas ações. “Nós defendemos que o governo recompre as ações da Petrobrás com as reservas que tem de 200 bilhões de dólares”, disse. “Em vez das reservas estarem aplicadas nos cofres dos EUA, com juros negativos, que se compre as ações da Petrobrás e se reponha essas reservas com os lucros do pré-sal”, argumentou Siqueira. “É simples assim”, frisou. “Nós defendemos também”, prosseguiu, “que a empresa que produzir deve ter o valor de participação da média mundial, 16%. A Petrobrás e o governo ficariam com 84%”.
    Fernando Siqueira foi taxativo na defesa de que é melhor para o país que a Petrobrás seja a única responsável pela exploração do pré-sal. “O governo poderá com isso fazer política social”, argumentou. “Um milhão de empregos serão gerados se o petróleo for propriedade do povo brasileiro”, prosseguiu. “Se for uma empresa estrangeira, ela traz equipamento, mão de obra, material de fora; e ainda mais, nem metade desses empregos serão criados. E o que é gerado aqui por essas empresas estrangeiras são empregos de segunda classe”, argumentou.
    “Por tudo isso defendemos que a exploração do pré-sal seja entregue à Petrobras que é a empresa que foi fruto dos maiores movimentos brasileiros, do maior da nossa história”, destacou. “Achamos que esta é a melhor forma de desenvolver essa riqueza que pertence a todos”. Até porque é o futuro do país que está em jogo nesta questão”, concluiu Fernando Siqueira.
    Na semana passada, em palestra na sede do Clube Militar, Fernando Siqueira afirmou que o domínio das reservas petrolíferas “será crucial para uma série de países”. “A soberania brasileira sobre o pré-sal é fundamental para que o nosso país invista no desenvolvimento da economia nacional e na resolução das discrepâncias sociais em diversos segmentos, como, por exemplo, na educação e na saúde”, afirmou. Ele disse que em relação ao modelo atual, o contrato de partilha de produção é um avanço, uma vez que “a participação do Estado será maior do que é atualmente”.
    “Lembro que os EUA consomem 10 bilhões de barris por ano (8 bilhões internamente e 2 bilhões nas bases militares pelo mundo) e só tem 29 bilhões de barris de reservas. O pré-sal faz do Brasil um novo Iraque na América Latina e os EUA a consideram o seu quintal.

    Muito antes da Lei 9478/97, a Petrobrás estudou sozinha, durante 30 anos, essa província, inédita no mundo, e encontrou-a eliminando todos os riscos. Qual seria a razão de entregar esta fantástica riqueza de mão beijada às corporações estrangeiras que detiveram por 13 anos o direito de explorar essa área e não o fizeram?

    Temos tecnologia, capacitação, recursos financeiros e todas as condições para essa exploração. Não somos contra a venda de petróleo para salvar os EUA da situação crítica em que se encontram. Mas isto deve ser feito de forma soberana e pelos preços internacionais do mercado.”

  57. Prezados
    Caso se confirme o que o Fernando Siqueira falou na entrevista postada pelo Comandante Melk 100 bilhões de barris a US$ 140/barril (com tendência de subida é irreversível)teremos US$ 14 trilhões, mas somente se for com a venda do óleo cru,mas com a vertcalização do petróleo esse índice pode chegar a 40( crescimento de 40vezes), ou seja, em vez de US$ 14 trilhões, passariamos a US$ 560 TRILHÕES,e por essa quantia meus caros muitos vendem a mãe, matam, enganam, ouseja não tem santo na história.
    Vejam esse dados de consumo
    EUA 33 barris/per capita/ano
    Europa 22
    Coréia do Sul 16
    Brasil 4
    Índia e a China aproximadamente um barril/per capita/ano
    Abraço

  58. Luis Nassif – Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo
    10/09/2009 – 10:00
    O PSDB e o pré-sal
    Por Filipe Mazzini

    Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.

    Abaixo notícia da Agência Estado:

    PSDB decide não fazer oposição radical a projeto

    O PSDB anunciou a decisão de não fazer oposição radical no Congresso aos projetos do governo que definem as regras para a exploração do petróleo do pré-sal. Em vez de se opor à adoção do novo modelo de partilha ou à criação da nova estatal do petróleo – a Petro-Sal -, o partido exigirá do PT que explique as vantagens concretas da mudança, anunciando, por exemplo, quando a Petrobras “capitalizada” baixará os preços da gasolina e do gás de cozinha.

    Embora sem fazer oposição ao modelo de partilha, o PSDB assumirá a defesa do sistema atual de concessão, adotado no governo Fernando Henrique Cardoso, mas admite rever o modelo. Os tucanos lembrarão, durante as discussões do pré-sal, que o sucesso do modelo de concessão, de 1998 para cá, foi tão grande que a capacidade de investimento da Petrobras saltou de US$ 4 bilhões anuais para US$ 29 bilhões ao final do ano passado.

    “Vamos defender o modelo que julgamos absolutamente exitoso, mas consideramos a hipótese de atualizá-lo e vamos insistir em uma discussão democrática”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Foi o que ficou acertado em reunião da Comissão Executiva Nacional com líderes do partido da Câmara e do Senado.

    Tanto Guerra quanto o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG), se dizem convencidos de que o PT e o presidente Lula querem montar uma “armadilha” eleitoral para a oposição no debate e, a partir daí, construir um discurso de campanha para a ministra da Casa Civil e candidata presidencial Dilma Rousseff. “O governo adotou um discurso nacionalista para pôr a oposição nas cordas e está tentando passar a impressão de que somos uma ameaça ao pré-sal. Precisamos desmontar essa conversa fiada”, afirmou Sérgio Guerra, na reunião de hoje.

    Os tucanos avaliam que um embate com o governo sobre o petróleo do pré-sal não é conveniente. “Não se trata de querer confrontar partidos em projetos eleitorais, porque esta questão é técnica e deve ser tratada com sobriedade”, disse o senador.
    Comentário

    Uma das maiores perdas políticas para o país foi a descaracterização do PSDB. De partido programático, tornou-se apenas um aglomerado pautado por uma mídia que só sabe externar bordões e requentar escândalos.

    Por trás dessa degradação está algo mais profundo: o caráter de patrimonialismo político do PSDB, que faz com que não se promovam novas lideranças, novos quadros políticos, mas apenas técnicos. O último líder do partido a estimular novas lideranças foi Franco Montoro. Depois dele, opta-se por essa loucura de colocar um partido com aspirações à presidência sob a presidência de um senador totalmente despreparado.

  59. Resolução política aprovada pelo Diretório Nacional do PT nesta quinta-feira (17) propõe a mobilização de todo o partido, articulado com os movimentos sociais, em defesa do marco regulatório para o pré-sal enviado ao Congresso pelo presidente Lula. “Por trás dos ataques da mídia conservadora e da oposição de direita, está a disputa pelas riquezas nacionais. Para eles, são trilhões de dólares que estão em jogo. Para nós, é o futuro do povo brasileiro”, diz um trecho da resolução. O documento também analisa a resposta da economia brasileira frente à crise internacional, concluindo que as políticas estruturais do governo, como o fortalecimento dos bancos públicos, a ampliação dos programas sociais e a valorização do salário mínimo, têm sido fundamentais para a recuperação do país. A resolução defende ainda a reforma política, a atualização dos índices de produtividade da terra e a aprovação do Plano Nacional de Cultura, entre outros temas, além de determinar o início imediato da construção do programa de governo para 2010.

  60. Caro senhor Guilherme Poggio em 19 Set, 2009 às 21:08,

    creio que o amigo não entendeu o motivo de eu ter instado o mesmo, a manifestar-se. Na verdade oque coloquei, é o pedido por parte da audiência do Blog, com relação a FONTE da referida missiva que foi aqui postada pelo senhor. Apenas isso(Qual é a FONTE), e não um posicionamento seu, a respeito do conteúdo da missiva do tal geólogo. Desde já, agradeço a sua atenção.

    Grato.

  61. Senhor Ivan em 19 Set, 2009 às 21:48,

    creio que há aqui um grande equivoco(Motivado pela leitura superficial de meu comentário), e gostaria de explicar melhor o quadro aos senhores. Quero frisar, que de forma alguma, sou contra ouvir opiniões diversas sobre qualquer assunto. Para mim, é saudável que seja exposto aqui, ou em qualquer outro local, pontos de vista variados, para que assim possamos vislumbrar de fato, oque é bom, é oque é ruim, oque é verdadeiro, e oque é falso e etc e etc.

    Quando no inicio de meu comentário, eu digo que é estranho que tal missiva tenha encontrado éco aqui no Blog, me soa estranho, porque vemos que se trata “claramente de uma manifestação politica´´ contra o atual governo e a Petrobras. E como estamos carecas de saber, os editores do Blog, chamam constantemente a nossa atenção para que evitemos a politização dos debates por aqui(Gostaria de frisar que para mim, não tem problema algum uma discussão com viés politico).

    Partindo deste principio, o motivo de minha estranheza ao me deparar com tal artigo no Blog(E não pura e simplesmente por não concordar com oque está exposto na missiva). Fiquei surpreso pela iniciativa do editor de postar algo com clarissima mensagem politica, já que isso vai contra aquilo que sempre nos admoestam.

    Espero desta forma, ter jogado luz aos fatos, e que assim haja uma melhor compreensão com relação ao meu comentário. Outrosim com relação a forma que o colega Ivan deva se dirigir a mim, diria que se quiser fazer igual ao Poggio que resolveu “diminuir um pouco´´ o meu apelido(COMANDANTE MELK) para apenas Melk, esteja a vontade…

  62. A bilionária saga do pré-sal
    Encontrar o petróleo no fundo do mar foi o primeiro passo. Agora vem a parte mais difícil: superar o desafio tecnológico para extraí-lo de maneira economicamente viável
    André Valentim
    Laboratório hiperbárico: pressão do fundo do mar

    Por Sérgio Teixeira Jr. | 21.08.2008

    Revista EXAME –

    Do potencial de produção à profundidade em que se encontram os reservatórios de petróleo, a exploração dos campos do pré-sal será um dos maiores desafios tecnológicos já enfrentados no Brasil — e certamente um dos mais caros também. Estima-se que somente o desenvolvimento do campo de Tupi custe cerca de 20 bilhões de dólares. A complexidade da operação para encontrar e extrair a enorme riqueza mineral do fundo do mar é comparada por alguns com a exploração do espaço. “Com a diferença de que, para chegar à Lua, o homem precisou vencer apenas uma atmosfera e, para atingir o pré-sal, é preciso vencer 100”, diz, sorrindo, Celso Morooka, especialista em engenharia de materiais e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em tom de brincadeira, Morooka costuma usar essa comparação para mostrar a seus alunos as condições extremas de pressão em que os equipamentos têm de trabalhar. Mas, em termos das múltiplas disciplinas envolvidas e dos desafios técnicos que ainda não foram superados, comparar a exploração do pré-sal com a corrida espacial talvez não seja um exagero tão grande assim — e, até onde se sabe, ninguém volta do espaço com petróleo.

    O trabalho de exploração começa muito antes de alguém sujar as mãos de graxa. Com base em informações geológicas iniciais, é realizado um esquadrinhamento do fundo do mar. O trabalho é feito com navios especializados, que fazem uma espécie de ultra-som da região. Esse levantamento sísmico dá origem a centenas de gigabytes de informação bruta. Tudo é jogado em computadores, máquinas cada vez mais importantes no mundo do petróleo, para gerar imagens tridimensionais do que está no fundo do mar e decidir, com o maior grau de precisão possível, qual é o ponto ideal para fazer as primeiras perfurações. “A economia trazida pelos computadores é brutal”, diz José Luís Drummond Alves, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O aluguel diário dos equipamentos que vão fazer a perfuração inicial, o poço que vai servir para comprovar a existência de petróleo e sua qualidade, custa cerca de 500 000 dólares. No mundo do petróleo em águas profundas, tempo é muito dinheiro.

    Não é por outro motivo que o maior supercomputador do país, batizado de Netuno, foi montado justamente para ajudar nos cálculos envolvidos na modelagem do oceano e das correntes, duas variáveis fundamentais no planejamento de estruturas que precisam se manter em operação ao longo de décadas. Composto de 256 servidores com oito núcleos de processamento cada um, o Netuno é capaz de realizar 16,2 trilhões de cálculos por segundo, o que o coloca no 138o lugar na mais recente lista dos computadores mais poderosos do mundo. Mas o poder computacional é apenas parte do trabalho de análise geológica, segundo o professor Alves, do Lamce. “De nada adianta ter as imagens se você não tiver pessoas aptas para interpretá-las.” O time de caçadores de petróleo da Petrobras também inclui 1 800 pessoas, entre engenheiros, analistas de sistemas e alguns dos geólogos mais bem pagos do país. Dois anos podem se passar entre os primeiros estudos e a decisão de ir a campo fazer o primeiro poço submarino.

    Viagem ao fundo do mar

    A Petrobras, tem em seus quadros alguns dos maiores especialistas do mundo em exploração em águas profundas e é reconhecidamente uma das empresas líderes nessa modalidade de produção de petróleo. Mesmo assim, ainda existem desafios técnicos de extrema complexidade a resolver antes de começar a exploração comercial da área do pré-sal. Um dos mais importantes diz respeito à composição geológica dos terrenos que serão perfurados. Além de vencer uma lâmina d’água de 2 000 metros de profundidade, é preciso ultrapassar uma camada de 2 quilômetros de rochas e terra e depois pelo menos outros 2 quilômetros de sal. Em altas profundidades e submetida a uma pressão intensa, essa última camada tem um comportamento incomum. “O sal tem características fluidas, o que dificulta muito a perfuração”, diz José Formigli, gerente de exploração da Petrobras. para a área do pré-sal. Ele mostra a EXAME uma rocha toda perfurada, emoldurada numa redoma plástica e marcada com uma plaquinha comemorativa. “O pré-sal é assim.” Um poço de petróleo no fundo do mar não é um buraco vertical, mas sim um caminho milimetricamente desenhado para obter o maior rendimento possível. “Um dos desafios é como mudar a direção das brocas sem causar um colapso nas paredes do poço”, afirma Formigli. Um detalhe: o ponto mais profundo da perfuração, por onde o petróleo vai começar sua viagem de 6 quilômetros até a superfície do oceano, tem somente entre 10 e 10 centímetros de diâmetro, e uma das maiores preocupações dos engenheiros é manter afastados os riscos de desmoronamento. A saúde dos poços é uma das maiores preocupações na exploração de petróleo. Todos os sinais vitais são acompanhados em tempo real e chegam à superfície por um cabo de dados, conhecido como cordão umbilical. As informações são acompanhadas tanto na plataforma como em terra. Dados os custos envolvidos e a importância de que toda a operação tenha eficiência máxima, toda e qualquer informação que possa ser recuperada tem valor. “É como um doente na UTI”, diz Alves, do Lamce. A automatização também permite cortar o tamanho das equipes que trabalham em alto-mar. Formigli, da Petrobras, estima que no pré-sal as equipes terão apenas metade do tamanho das que hoje trabalham nas plataformas em atividade na Bacia de Campos, por exemplo.

    Outro gargalo tecnológico envolve os dutos que conectam os poços às unidades de produção na superfície. Conhecidos como risers, esses dutos precisam ser construídos para durar pelo menos 20 anos, que é o tempo mínimo de produção de uma unidade em alto-mar. Além disso, eles devem ser leves, pois seu peso é carregado pelo navio ou pela plataforma a que estiverem conectados, e, finalmente, têm de resistir a anos de correnteza e corrosão, um problema especialmente agudo nas áreas recém-descobertas devido à presença de dióxido de enxofre. “Eu diria que esse é hoje um dos grandes obstáculos técnicos para a exploração dos novos campos”, diz o professor Celso Morooka, da Unicamp. Embora empresas estrangeiras tenham bastante experiência em águas profundas no mar do Norte e no golfo do México, as características únicas do litoral brasileiro exigem soluções novas. Numa conta rápida, Morooka estima o custo dos risers em um único projeto. “Calcule que cada metro desse duto custe uns 1 000 dólares. Estamos falando de um valor de 3 milhões de dólares por riser. Cada plataforma pode ser conectada a qualquer coisa entre 20 e 50 risers. Ou seja, estamos falando em até 150 milhões de dólares em um único componente da operação.”

    Esse é outro ponto essencial para entender a aventura do pré-sal. Mesmo que muitas das tecnologias sejam dominadas pela Petrobras e por outras grandes petroleiras internacionais, a simples escala de todo o petróleo que se suspeita existir na costa sudeste do Brasil é um complicador. As estimativas do tamanho total dos campos do pré-sal variam de 40 bilhões a 80 bilhões de barris — qualquer que seja o número correto, ele é grande demais. Com o barril cotado acima de 100 dólares, o negócio do petróleo passou por uma reviravolta nos últimos meses. Áreas do planeta que eram consideradas economicamente inviáveis voltaram a despertar interesse, e a produção de plataformas e navios de alto-mar não acompanhou a demanda. Os equipamentos são enormes — uma única plataforma pode pesar 63 000 toneladas e custar mais de 400 milhões de dólares —, e o ciclo da indústria é necessariamente longo. Estaleiros sul-coreanos, como Samsung, Daewoo e Hyundai, três dos maiores produtores mundiais desse tipo de equipamento, não dão conta de atender aos novos pedidos. A americana Transocean, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de extração em alto-mar, não espera normalização do mercado nos próximos cinco anos. Os preços de locação desses equipamentos quadruplicaram nos últimos anos. A possibilidade de exploração também nas águas geladas do Ártico, ferrenhamente defendida pelo presidente americano, George Bush, certamente vai aumentar a temperatura do mercado. A aventura do pré-sal promete fortes — e caríssimas — emoções.

  63. Olá Ivan,

    Não sei se tenho essa capacidade. Parece que as razões são mesmo politicas e teriam mais a ver com mudar o foco do congresso. Basta ver que o senado fica geralmente preso no debate em torno de cpis. Acho, e digo acho, o governo deu um nó na oposição pois com a urgência tomou o ação e colocou o congresso em defensiva… antes, o congresso ficava na açao e o planalto na defensiva.

    Me parece que não tem nada a ver com interesses deste ou daquele.. mas em retomar o controle da agenda do congresso. Por anos, o congresso colocou o planalto na defensiva, mas ano que vem será eleições.. em 2005 víamos a oposição usando o congresso para debilitar o planalto visando a eleição.. e agora, o governo se preparou e planejou o calendario colocando o congresso em uma saia justa, tendo que responder à sociedade sobre a questão do pre-sal.

    Caso contrario, estariam estalando cpis sobre pac, petrobras, daniel dantas, telefonia, apagao aereo, etc.. Acho que o planalto deu um drible na oposição, que se distraiu e caiu na armadilha.

    Nao tem nada a ver com pre-sal, mas com a eleiçao ano que vem. A ideia foi entupir o congresso de trabalho e focar a midia nele. Agora, acusar o governo de aproveitar policamente o pre-sal é tolice. Ate hoje os tucanos falam dos beneficios do real e das privaticações. È do jogo politico, tolice pensar ao contrario e seria estranho se o planalto nao fizesse isso e se oposição nao reclamasse.

    Me assombra a oposiçao ser tão fraca que nao conseque propor nada melhor para o país. O que propõesm os tucanos? e os demos?

    ora, o pre-sal esta ai colocado como um desafio. O que faremos? A opção nacionalista é o melhor caminho, como por exemplo privilegiar a industria pesada e naval nacional para as encomendas da petrobras, mesmo que seja mais caro e demore mais. Claro que privilegiar a petrobras é o modo de assegurar a consolidação desta opção.

    Durante o gov. FHC, a Petrobras (ou petrobrax?) encomendou plataformas na coreia, navios na china e tercerizaou muito. Por que? Porque a ideologia tucana é pelo estado minimo e pela logica financista. Controle de caixa. Um exemplo atual disso foi a Vale encomendar novos navios na China porque sai mais barato. Ora, se a Vale encomenda os navios no Brasil, assegura-se empregos, encomendas nas siderurgicas brasileiras para fornecer o aço, encomenda-se equipamentos no mercado nacional.. sairia mais caro, mas o dinheiro ficaria em nossa economia e garantiria PIB e distribuiçao de renda.. mas o que faz a Vale? reforça o PIB da China.

    Acho que foi esta a estrategia do planalto. 1) tirar da oposição a agenda de discussão e coloca-la na defensiva. 2) ganhar politicamente sobre o pre-sal 3) evitar que o marco regulatorio seja postergado para o proximo governo (ja penso se Serra ganha?) e 4) constranger a oposição se ela votar contra o interesse nacional.

  64. Caro Hugo,

    problema de caixa tenho eu…ô dureza!….hehehe

    Aquela notícia que vc postou, da Folha, é do começo de 2008, e o valor do empréstimo do BB era de cerca de 700 milhões…ou seja, dinheiro de pinga pra Petrobrás.

    Qualquer empresa como a Petrobrás vive fazendo este tipo de empréstimo, mas não porque está “quebrada”, mas para fazer girar o capital da empresa. Nada demais.

    vou colocar aqui uma notícia mais recente, deste ano, publicada no Portal Exame (que é de economia):

    “Petrobras é a segunda empresa mais lucrativa das Américas

    A Petrobras é a segunda empresa mais lucrativa das Américas, de acordo com um levantamento realizado pela consultoria Economática. No segundo trimestre deste ano (2009), a petrolífera brasileira lucrou 3,963 bilhões de dólares, ficando atrás apenas do Citigroup, que registrou 4,279 bilhões de dólares de ganhos.”

    Queria eu estar com esse “probleminha de caixa” que a Petrobrás tem, ou que vc diz que a Petrobrás tem…hehehe

    Vamos destacar de novo: segunda maior empresa das Américas!!! Maior que a Microsoft, maior que a Boeing, maior que o Boston Bank e por aí vai…

    Ivan,

    beleza! Mas a Carla Bruni eu vi primeiro, não se esqueça disso…hehehe

    abração aos dois

  65. Hornet

    Se a opinião aqui dependesse de grau científico, o blog seria bem menor e menos frequentado. A opiniao do cidadao que escreveu este texto não serve somente de diversão como vc falou, mas também para vermos que o assunto não é uníssono.

    O cara tem sim cacife pra discutir esses assuntos, tanto é que o fez com propriedade. Procuraremos entao nestes sites de pesquisa opinião consolidada sobre todos os assuntos levantados por esse blog.

    Nao estou argumentando contra o conhecimento cientifico, muito menos sou a favor do “chutometro”, mas devemos dar atencão às outras opinioes, mesmo que sejam minoritarias.

    abs.

  66. Senhor Editor / Senhores Comentaristas:

    1. Reconheço que meu CV Lattes seja mediano, mesmo porque nunca fui um daqueles estudantes profissionais do tipo que faz mestrado, doutorado e pós-doutorado às custas do erário público e, depois – na maioria dos casos – defende uma tese que nada mais é do que a extensão do mestrado, uma compilação de dados levantado em alguma instituição do governo, e que ele a publica sob a forma condensada de um livro ou em partes, transformando os capítulos da tese em artigos, e só, e depois se aposenta.

    2. Com relação a fonte dos dados ou a minha qualificação técnica e se eu fui mesmo ou não geólogo de petróleo por cerca de 20 anos na PETROBRAS, o meu número de matrícula na Companhia era 154.279-9.

    3. No que diz respeito ao mestrado em Administração pela UFPB, em 1998, quando o cursei, e antes do desmembramento da Universidade em duas: João Pessoa e Campina Grande, o conceito do curso não era esse como foi citado, nem a escala de avaliação tinha tantos pontos, creio.

    4. Além disso, você não se gradua em geologia do petróleo e sim em geologia, e a única “universidade” no país, em se tratando de geologia do petróleo, que poderia dar o diploma de “doutor” a alguém é a PETROBRAS. Daí ser muito difícil encontrar na praça um “verdadeiro” doutor em geologia de petróleo que não tenha trabalhado antes e por muitos anos na PETROBRAS, como geólogo de poço/geólogo exploracionista ou geofísico.

    5. Recomendo o link http://www.plancol.com.br/Oficio_SAJR-PR-SE_nº_70-2009.pdf para se ter acesso a textos elaborados tanto para o leitor leigo quanto para o geólogo/engenheiro não versado em geologia do petróleo. Se depois da leitura dos mesmos algum leitor souber onde podemos obter os parâmetros necessários para se poder calcular como reserva esses volumes astronômicos de petróleo encontrados no PRÉ-SAL, eu retiro o que venho afirmando e peço humildes desculpas.
    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino.

  67. Senhor Poggio,

    “compreendi´´ o seu silêncio em relação a FONTE da missiva do geóloco, para ficar patente que de fato “estou ciente´´ da situação, aqui vai uma amostra: Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva

    TE 0018515721-86.

    Rua São Judas Tadeu, 313 – Pereira Lobo.

    CEP 49050-710 / ARACAJU-SE.

    Não tecerei mais comentários referente a este assunto, apenas peço em troca mais seriedade aos senhores com a audiência dos Blogs.

    Grato.

  68. Lucas Lasota,

    mas não fui contra a opinião dele, ou ao fato de ele dar uma opinião. Só procurei corrigir alguns erros sérios que ele apresentou. E disse também que ele não é geólogo da Petrobrás como está na chamada da matéria, porque ele não é. É uma correção o que fiz.

    Um geólogo da Petrobrás escrevendo sobre o pré-sal é uma coisa, a opinião de um cidadão (leigo) é outra coisa. Isso muda totalmente a abordagem da matéria. A matéria apreseta o cara como um especialista (um geólogo da Petrobrás) e induz o leitor a achar que tal opinião é embasada técnica e cientificamente. E não é isso o que ocorre e fiz questão de corrigir, para não induzir o leitor ao erro.

    opinião podem dar à vontade. Mas falar que Canguru voa, já é outra história, né?

    abraços

  69. Caro Sr Ivo.

    Pode ser que seu curriculo não seja equivalente ao de um estudante profissional, mas também não e equivalente ao de pesquisadores sérios que fizeram sim mestrado, doutorado, pós-doutorado(s) e trazem em sua bagagem uma imensa contribuição tecnológica e científica. Apenas para lembrar, falei três nomes: Galembeck, Toma e Dupont, que somando auas descobertas científicas, patentes, formação de recursos humanos ao londo de mais de 40 anos, desqualificam seu argumento.

    Desqualificar para qualificar-se é o mesmo que argumentar tecnicalidades para sustentar uma posição ideológica. Por que ao invés de comparar-se a estudantes profissionais, não ousou a comparar-se a profissionais de reconhecida competência? Ouso responder: porque não teria como sustentar sua argumentação.

    Estranhamente, um estudante profissional escolheria exatamento um programa de pósgraduação mediano e exibiria anos depois um curriculo mediano. Agora, um pesquisador competente, mostraria em seu curriculo ter cursado as melhores escolas e depois de anos de vida profissional, mostraria efetivas contribuições.

    Suas humildes desculpas são na verdade um recurso de retórica e prepotência. Sabe que aqui é improvável que alguém possa contra-argumentar tecnicalidades.

    Quer ser humilde e sincero? Mude sua retórica.

  70. Riso…

    Olá Bosco.

    Pioneiro foi o Sr.Ivo quando diz que seu curriculo não é tão bom por isso (desqualificando-se) porque nunca foi um “estudante profissional” lhe dá a credibilida (qualificando-se) para argumentar tecnicamente.

    Até hoje, nunca havia visto alguém se qualificar tecnicamente desqualificando o próprio curriculo.

    Um grande abraço (qualificado!)

  71. digo..

    O Sr.Ivo diz que seu curriculo é apenas mediano, mas exatamente por isso é competente para opinar tecnicamente…

    Entende?
    Eu não…

  72. Para mim este marco do pré sal é um grande erro. O Brasil só veio a se tornar “auto-suficiente” no petróleo quando entrou em voga o sistema atual. Pq o país não atingiu antes quando todo o petróleo era “nosso”?

    A Petrobrás só passou a ser eficiente com a abertura de capital, assim como a Vale e vem uns falando que tudo deveria ser do governo.

    O governo gasta muito para ter um retorno mínimo, prefiro que o dinheiro destinado a financiar aventuras subaquáticas fique na educação, saúde e segurança (coisas de importância mínima para esse governo). Parece que não se lembram da maravilha que era o país nos anos 80 e 70. E querem trazer isso de volta.

  73. não estou aqui pra julgar o CV de ninguém e nem tão pouco a concepção de universidade e de pesquisa de ninguém… Mas alguns pontos sobre a universidade e a pesquisa tenho que questionar, para não incorrermos em mais um erro de análise, em mais um ponto de vista equivocado que será passado via internet, que não corresponde em nada com a verdade.

    “mesmo porque nunca fui um daqueles estudantes profissionais do tipo que faz mestrado, doutorado e pós-doutorado às custas do erário público e, depois – na maioria dos casos – defende uma tese que nada mais é do que a extensão do mestrado, uma compilação de dados levantado em alguma instituição do governo, e que ele a publica sob a forma condensada de um livro ou em partes, transformando os capítulos da tese em artigos, e só, e depois se aposenta.”

    Realmente dá pra perceber que que não existe maiores relações do autor do texto com a univesidade brasileira e nem tão pouco com a C&T que se faz no Brasil. Abordar o investimento público em pesquisa feita no Brasil desta forma, apenas demonstra o quão desinformado se está sobre este assunto. E pior, tratar os pesquisadores do Brasil desta forma, achar que são “sangue-sugas” do “erário” público que produzem pesquisas redundantes e apenas formais, não só é desconhecer a universidade pública brasileira, como também é ofendê-la. Se o autor do texto agiu assim em algum momento, durante sua carreira, o problema é dele. Mas posso garantir que 99% dos pesquisadores que temos em nossas universidades são gente séria e de altíssimo nível, bem como são sérios os órgãos financiadores de pesquisa, com critérios pertinentes para cobrar os resultados das pesquisas financiadas.

    Isso que foi colocado não tem base nenhuma na realidade das universidades de ponta (públicas, todas elas) do Brasil. A USP, a Unicamp, a Unesp, a UFRJ, entre outras, não são o que são, com o reconhecimento internacional q, por um acaso. E em nenhuma delas a pesquisa é tratada desta maneira. Alunos relapsos e medíocres existem em todo lugar. Mas não é a regra, de forma alguma. Conheço essas universidade, pois estudei em 3 delas e trabalho, hoje, em uma delas.

    E talvez pelo fato de o autor do texto não estar por dentro do que acontece na C&T do Brasil atual é que afirma coisas que deveriam ser provadas e não apenas ser ditas.

    Não dominamos a tecnologia de extração de petróleo em águas profundas? Somos meros usuários e impoprtadores de máquinários? Nossas universidades não desenvolvem pesquisa de ponta?

    Bem, não é isso que tenho notícias. Como eu disse, não sou um especialista no assunto, mas tenho condições de checar algumas dessas afirmações.

    Se não dominamos esta tecnologia, então como explicar isso que segue abaixo:

    “A Petrobras está recebendo, pela segunda vez em nove anos, o Prêmio OTC, o mais importante da indústria mundial do petróleo, atribuído pela organização internacional Offshore Technology Conference (OTC). O prêmio deve-se à excelência da empresa no domínio da tecnologia de exploração e produção de petróleo em águas profundas. A entrega formal será feita em 1º de maio, na cidade de Houston (Texas), durante a Conferência da Tecnologia Offshore 2001, evento que é realizado anualmente, desde 1968, com a participação de 1.500 especialistas da indústria, e inclui uma mostra tecnológica visitada por cerca de 50 mil pessoas.”
    http://www.dep.fem.unicamp.br/boletim/BE08/artigo%20petrobras%20premiada.htm

    “RIO DE JANEIRO – O México quer ampliar os acordos com a Petrobras para o desenvolvimento de tecnologia de exploração de petróleo e gás em águas profundas, disse hoje (16) o presidente Felipe Calderón durante visita ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro.”

    http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/08/16/e160821691.asp

    E sobre a Universidade brasileira não investir em pesquisa de ponta…já tinha colocado acima um link da Unicamp mostrando a parceria da Petrobrás com a Unicamp, para desenvolvimento de pesquisa para águas profundas…vou mudar de universidade agora, vamos pra Unesp:

    “Dentro de meses, o câmpus da Unesp Rio Claro contará com o complexo Unespetro, que abrigará o Centro de Geologia Sedimentar (CGS), o Núcleo de Petrologia Carbonática Aplicada à Indústria do Petróleo (Nopec) e o Programa de Formação de Recursos Humanos em Geologia e Ciências Ambientais Aplicadas ao setor de P&G e de Biocombustíveis (PHR-05).
    O investimento inicial para a construção do complexo da Unespetro é de R$ 4.252.071,79 e as obras devem ser concluídas até início de 2009. O prédio onde funcionará o projeto tem 2.335 metros quadrados de área construída e abrigará cerca de 600 pessoas.
    De acordo com o geólogo Guilherme de Oliveira Estrella, diretor de exploração da Petrobras, a UnesPetro servirá como ponta-de-lança nas pesquisas relacionadas à preservação ambiental na exploração petrolífera e petrologia em geral em nível nacional. Paralelamente, a unidade formará pessoal de alta especialização para trabalhar na maior estatal do Brasil. O país somente vai encontrar seu desenvolvimento pleno se investir pesado em educação técnica e científica, comentou durante a solenidade.
    A Unespetro será coordenada pelo geólogo Dimas Dias Brito, um dos gestores do PRH-05, programa desenvolvido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) que funciona desde 1999 em Rio Claro. As pesquisas serão de petróleo que vem de rochas calcárias e não de arenitos, que são as mais comuns. O interesse pelo estudo aumentou depois da descoberta do supercampo de Tupi, no final do ano passado.”

    http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/educacao/vestibular/18904-Petrobras-investe-R–42-milhoes-na-Unesp-RC

    E sobre a questão da Petrobrás estar de “pires na mão”, já postei acima, mas vale a pena ver de novo (tipo novelinha da Globo):

    “A Petrobras é a segunda empresa mais lucrativa das Américas, de acordo com um levantamento realizado pela consultoria Economática. No segundo trimestre deste ano, a petrolífera brasileira lucrou 3,963 bilhões de dólares, ficando atrás apenas do Citigroup, que registrou 4,279 bilhões de dólares de ganhos.”

    http://portalexame.abril.com.br/negocios/petrobras-segunda-empresa-mais-lucrativa-americas-496127.html

    Eu não tenho problema nenhum com o CV de ninguém (cada um com seus problemas e dilemas), como eu já disse. Mas ao emitir uma opinião publicamente, deve-se ter ciência que se está sujeito a críticas também.

    E minhas críticas são essas aí que coloquei. E acho que o texto não se sustenta nessas partes, o que compromete todo o raciocínio e argumentos colocados no texto.

    abraços a todos

  74. Até as eleições vão dizer que o pré-sal não é aquilo que o governo tenta vender.
    Alguem já viu tanta opinião discordante dos acordos com a França? Aposto que se acordo semelhante fosse feito com os EUA a midia tupiniquim estaria morta de satisfeita.
    Eu nunca vi povo tão antibrasil como o nosso. Nada daqui presta, é tudo uma porcaria. Tudo que é made in usa é bom, é maravilhoso.
    Como disse um poeta… eu sou apenas um rapaz latino americano!!

  75. SR. EDITOR Poggio.

    Não seria interessante para a credibilidade do blog, bem como para a formação de opinião desembaraçada desta guerra de desinformação, tentar entrar em contato via e-mail com especialistas reconhecidos para fazer um contraponto ao artigo do Sr. Ivo.
    Percebi que de uns tempos para cá, muitos jornalistas da grande mídia tem se informado neste blog como fonte de pesquisa para suas matérias, por isso, acredito eu, a importância deste contraponto em um assunto de extrema relevância para o Brasil e seus desdobramentos na área de defesa.

    SR. EMERSON – Tens o e-mail destes pesquisadores citados? Quem sabe se leitores deste blog, mandarem um e-mail solicitando informações sobre o assunto (Serei um deles), talvez algum deles acabem se pronunciando.

    Abraços

  76. Olá Fernando,

    Hoje temos no Brasil uma universidade muito aberta. Basta consultar o curriculo lattes deles e enviar um email. Você pode acessar a lista de todos os pesquisadores em atividade no Brasil. É fantástico. Inclusive, você pode fazer uma busca por palavras-chave, como por exemplo “geologia” “petroleo” ou o que interessar, e a base de dados irá listar o nome de todos os pesquisadores que expressam essas palavras-chave. Existe também uma outra base de dados do CNPq (chamada grupos de pesquisa) que você pode acessar e obter informações sobre grupos a partit de palvras-chave.

    Acho que seria muito apropriado você buscar as informações diretamente dos pesquisadores brasileiros, ao invés de obter informações intermediadas por por jornalistas ou colunistas.

  77. Caro Hornet,

    Parabéns pela argumentação. Presevou seu fígado (o que não consegui) e demostrou a falácia do Sr.Ivo.

    Tenho muito o que aprender ainda.

    Abraços

  78. Interessante,

    Assisti a um festival de ataques ao autor do texto. Foram atrás do currículo dele, da vida dele, etc. Mas ninguém, ninguém mesmo, foi atrás das informações que ele citou no texto.

    Alguém aqui seria capaz de fazer uma busca tão precisa pelas informações contidas no texto como fizeram com a vida deste senhor?

  79. Realmente Carlos, e olha que estamos em um pais que eventualmente as coisas que foram citadas sao inimaginaveis, tipo nunca antes na historia deste pais aconteceu algo semelhante …

    sa cume neh , a gente somus um paiz çeriçimo. o caso do quase, pero no mucho rafale, que o diga

    Parabens pela observação

    Abs
    Mod MO

  80. Senhor Carlos em 21 Set, 2009 às 12:56,

    eu havia dito acima que não iria mais tecer nenhum comentário neste post, mas me vejo forçado a responder ao amigo. Não sei se o colega leu todos os comentários postados, porque se lesse creio que já teria a resposta a sua pergunta.

    Oque acontece meu caro Carlos, é que “o Texto´´ como muito bem o senhor cita,“Texto´´, nada mais é do que “CONJECTURAS POLITICAS´´, daí, o motivo de não se levar em consideração as afirmações do texto. Outrossim, eu mesmo postei uma entrevista do engenheiro da AEPET – Associação de Engenheiros da Petrobrás – Fernando Siqueira ao Correio da Cidadania, que só vem jogar mais luz sobre oque de fato está ocorrendo com estes ataques(TEXTOS) ao novo marco regulatorio do petroleo(Se o amigo não leu, de uma olhadinha).

    É isso meu amigo, agora, que o senhor não tenha entendido muito bem o por que de tudo isso, vá lá, mas, o senhor Marcelo Ostra não ter entendido oque acontece aqui…é pra acabar né senhor Marcelo Ostra…

    Pergunta pro Poggio, e ele vai te explicar melhor…

    Grato.

  81. Olá Carlos,
    Cte Melk,

    Para checar as informações técnicas colocadas pelo Sr.Ivo, levaríamos semanas. Até lá, o estrago estaria feito e o texto passaria por supostamente correto. Por outro lado, a retórica e o currículo do Sr.Ivo balisaram nossa avaliação quanto à confiabilidade do texto.

    Sim, fui verificar o curriculo do autor, como faço todas as vezes que quero me certificar da existencia de conflitos de interesse e ou da confiabilidade do assunto.

    Quando sou incapaz de certificar a informação, avalio a fonte. Geralmente um texto publicado em uma reconhecida revista cientifica significa que o texto foi avaliado por um ou dois especialistas. Por outro lado, textos de revistas semanais ou jornais somente são validados pelo curriculo do autor.

    Neste caso, desconheço a fonte e por isso considero o texto de responsabilidade do autor. Mas ao verificar o seu curriculo, concluí que faltava expertise para as afirmações técnicas, e passei a considerar o texto apenas um manifesto de retórica ideológica.

    O texto não traz nenhuma informação que seja facilmente checada. O texto não traz a chancela de um editor científico. O texto não traz a assinatura de um notório especialista.

    Por ser supostamente correto, arriscaria considerar verdades o que poderia ser retorica. Neste caso, o autor deve indicar suas fontes e de onde obteve os dados. Cabe ao autor dar sustentação à sua tecnicalidade, não a mim, leitor.

    Não escapou nem o texto nem o autor. Percebi eu, percebemos nós.

  82. Senhor Emerson em 21 Set, 2009 às 15:10,

    agradeço a deferência e urbanidade do amigo, gostaria de colocar a sua disposição, e aos demais colegas do Blog, meu endereço de email pessoal para que possamos discorrer acerca de assuntos análogos aos aqui postados.

    Email: COMANDANTEMELK@HOTMAIL.COM

    Saudação a todos.

  83. Pelo que entendi do curriculo dele, o tal do Ivo não é funcionário da Petrobrás até por que ele tem uma firma que prestou serviços na área administrativa e não de geologia,

    Parece ser aqueles textos de quem teve formação técnica (pelo menos básica) com a idéia de influenciar a opinião pública. Nos EUA seria lobby, lá a palavra não tem o mesmo sentido pejorativo que aqui, entretanto o Sr. Ivo deveria se apresentar não como geologo da Petrobrás,mas sim como consultor da área administrativa com formação em geologia.

    Exemplos como esse fazem-me pensar que cada dia é mais importante regular finalmente o lobby no Brasil para que se torne mais claro as posições e interesses e não pareça que seja algo desinteressado de um cidadão para o bem do país até por que se esse é caso do Sr. Ivo não se levantaria essa suspeita nos textos que li aqui.

  84. Jesus, quanta canalha vermelhuxa… Vocês de fato são “legião”… que asco, me dá enjôo…

    Pro bem da catervinha toda espero que o tal pré-sal do cefalópode jorre petróleo até nos afogar, porque senão a quadrilha PeTralha será lembrada pela maior farsa da história deste país, ou melhor dizendo, “nunca antef na hiftória defte paíf houve uma mentira tão cabulosa”…

    Saudações.

  85. Senhor Emerson / Boa tarde!

    Não há necessidade de toda essa celeuma: basta solicitar a PETROBRAS todas as memórias de cálculos referentes a todas s simulações para as estimativas de volume de petróleo descoberto no Pré-Sal, o valor de cada um desses parâmetros utilizados em cada uma das simulações, devidamente associados ao grau de certeza da sua existência, juntamente com o nome completo dos técnicos responsáveis pelas simulações e o número do seu registro no órgão de classe competente, que é o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA.

    Aproveita a oportunidade e pede também uma declaração onde conste o meu nome completo conforme se encontra no livro de registro de empregados da Companhia e o tempo em que lá exerci a função de geólogo de petróleo.

    Quanto aos doutores e professores universitários pesquisadores citados e outros, a área de atuação dos mesmos não é geologia do petróleo e os referidos senhores não são geólogos de petróleo. Portanto, não podem emitir qualquer parecer técnico sobre o possível volume de petróleo descoberto no Pré-Sal nessa área de 800 km x 200 km na Costa Leste Brasileira, mas eu posso, enquanto geólogo de petróleo com cerca de 20 anos de experiência trabalhando na PETROBRAS.

    E no que diz respeito a “Plataforma Lattes” ela é mais adequada para quem seguiu a carreira acadêmica e virou um pesquisador e eu sempre fui um técnico voltado para o mercado, direto do Instituto de Geociências (antiga Escola de Geologia) da UFBA para a PETROBRAS, via concurso nacional. O meu CV Lattes encontra-se na Internet porque as Instituições de Ensino Superior – IES exigem isso também dos técnicos que se candidatam a professor nessas instituições.

    Por favor, não deixe de ler os textos acessados através do link http://www.plancol.com.br/Oficio_SAJR-PR-SE_nº_70-2009.pdf já postado anteriormente.

    Caso tenha interesse posso disponibilizar, para sua devida análise, o Relatório sobre “A Exploração na Bacia Sedimentar de Sergipe e Alagoas e de Pernambuco e Paraíba (parte terrestre)”, elaborado em 1989 e citado na minha representação a Procuradoria da República no Estado de Sergipe em 1995, quando questionei a desnecessidade da construção da plataforma de casco redondo ou em qualquer outro formato, a toque de caixa e repique de sino, antes da total delimitação do campo de Piranema em águas profundas de Sergipe.

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino.

  86. Sobre o meu texto acima, gostaria que foi com uma imprecisão que parece uma grosseria, já que por formação sempre escrevo os nomes depois, não saiu Sr. Ivo.

    Gostaria de também salientar que li agora que o Sr. Ivo por ele mesmo é funcionário da Petrobrás, portanto outro erro meu que não transparecia no currículo posto aqui.

    Por essas e outras seja para qualquer dos lados, já que o Brasil parece divido em governo e oposição, o melhor seria colocar uma lei do Lobby, assim o Sr. Ivo ao expressar sua condição de cidadão e técnico estaria melhor resguardado da desconfiança que temos hoje sobre qualquer tema polêmico seja para onde o vento sopre.

  87. Senhor Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva em 21 Set, 2009 às 17:27,

    gostaria de fazer uma simples pergunta.

    Oque é o PRÉ-SAL hoje para o Brasil?? O senhor pode me responder embasado em sua experiência profissional??

    Grato.

    Ps.Vamos esticar a corda Poggio.

  88. Senhor Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva em 21 Set, 2009 às 17:27,

    gostaria de fazer apenas uma pergunta ao senhor.

    Oque é o PRÉ-SAL hoje para a República Federativa do Brasil??
    Embasado em sua experiência profissional o senhor pode me responder??

    Grato.

    Ps.Vamos esticar a corda Poggio.

  89. Boa Tarde (quase noite…) Sr.Ivo,

    Se ninguém pode contestá-lo, nem mesmo os mais destacados cientistas do Brasil, caímos na armadilha da fé. Acredito ou serei condenado á danação.

    Por outro lado, modo estranho esse de defender sua tese. Apresenta as conclusões e quem duvidar que prove que está errado. Ora, se apenas os iniciados possuem a capacitação técnica para interpretar os dados, então de que serviria eu me debruçar sobre dados e dados que seriam inúteis à mim? Apenas para concluir que minha análise é inconclusiva e por isso você esta com a razão?

    Então, por que não faz isso? Organiza esses dados em mapas e gráficos, expõe os modelos e as referências usadas, e mostra definitivamente sua tese? Isso daria um livro, e eu compraria. Um bestseller que atingiria os mais vendidos da Veja.

    Minha sugestão é essa. Usa seus vinte anos de geologia petrolífera petrobrasiana para ao invés de uma carta retórica, escrever um documento consistente, tecnicamente correto mas didático e verificável.

    Sobre os relatórios, acho que além de mim, todos os participantes deste blog gostariam do documento. Coloca na rede e disponibiliza o site. Por fim, torço pelo seu sucesso na tentativa de ingressar na carreira de magistério de nível superior.

  90. Ah entendi,

    Então é mais fácil descascar o cara do que procurar as informações técnicas (“levaríamos semanas”). Fazer o quê. O jeito é continuarmos acreditando no que o governo fala.

    Ainda bem que ninguém aqui foi checar o currículo do presidente antes de votar nele.

  91. Ora Carlos,

    Não seja leviano.

    O Sr.Ivo apresentou um texto técnico que (segundo suas palavras) não poderia ser checado senão por ele próprio! Nem mesmo grandes cientistas brasileiros seriam habilitados para interpretar os dados disponíveis.

    E por que eu seria? E por que eu, que mesmo me debruçando semanas sobre os dados chagaria a uma ponto inconclusivo, deveria fazer este trabalho?

    Ora Carlos. O Sr.Ivo não precisa de sua defesa retórica e rasteira.

    Não falamos aqui de Lula ou de FHC. Falamos de ser o pré-sal uma farsa ou se de fato temos uma reserva de petroleo que poderá afetar nossas vidas drasticamente.

    O Sr.Ivo apresenta uma posição que ninguém levantou até agora, nem mesmo dentro das universidades, mas ele assegura ser real contudo apenas um especialista teria condiçoes de interpretar os dados geológicos. Eu não sou especialista. Ele é.

    Que prove.

  92. Engraçado que a propaganda governamental não precisa ser provada… porque vem do “Abençoado Rei de Pindorama, D. Sebastião Mollusco da Silva dos Novos Tempos”…

    Messianismo ufanista escroto, travestido de nacionalismo “galvãobuenês”… Criticar, questionar, ponderar, duvidar, é ser anti-nacionalista… é ser anti-Brasil… é ser “vendido aos gringos”…

    Lamentáveis os argumentos expostos pelos defensores da propaganda governamental…

    E como disse alguém: ninguém consegue provar que o camarada escriba está errado. Então porque o atacam? Porque o cabra não tem mestrado? Doutorado? O escambau? Oras, vão pro diabo… Bando de metidos…

    Tô cansado dessa “curtura” do “diplomismo”… Isso é coisa de gente sem moral… Gente que não cobra diploma do maior cargo da nação mas ahhhh… O Técnico da Petrobrás tem que ter diploma… Senão é um completo mobral… Tem que ficar “pianinho”… Quietinho… E daí que o cara tem trocentos anos de serviços prestados??? GENTE METIDA A BESTA!

    No mais, cheio de pós-diplomado que não sabe o básico… E depois que se forma, no mais das vezes com a nossa grana, foge do país e vai pro exterior trabalhar pra gringo… Carreiristas! Vende-pátrias! Quintas-colunas! Malditos!

  93. Melk,

    o Poggio esta embarcado, não espere uma resposta dele tão cedo, se duvidar ele não conseguiu ainda ver sua primeira pergunta sobre ele

    Creio que qdo desembarcar e ler, provavelmente dará a atenção devida

    Abs
    Mod MO

  94. Seu Barriga(OPz) senhor Marcelo Ostra…hehe, rapaz é incrivel como o Poggio esta embarcado e não pode “nos´´ responder, mas pasmem, ele pode postar só hoje deixa eu ver…

    O Gripen venceu…
    … entre os leitores do site do “Globo”
    21 set, 2009 Por Poggio | Publicado em Enquete

    Esperemos que o F-X2 não acabe assim
    21 set, 2009 Por Poggio | Publicado em Entretenimento, Vídeo

    F-X2: É hoje … ou não?
    21 set, 2009 Por Poggio | Publicado em Sistemas de Armas, Tecnologia

    e ainda não acabou, deixa eu ver…

    Segundo a FAB, acordo sobre helicópteros prevê transferência de tecnologia
    21 set, 2009 Por Poggio | Publicado em Noticiário Nacional, Tecnologia

    13º R C Mec no Haiti
    21 set, 2009 Por Guilherme Poggio | Publicado em Operações Militares, Vídeo

    ufa, ainda bem que acabou né seu barriga(Opz) Marcelo Ostra…hehe rapazes na boa, que coisa feia ein…papelão mesmo…não precisam disso não. Serio to começando a ficar com dó viu…(E não adianta vir com aquela estória de que tava programado, se quiserem apanhar mais é só dizer isso…).

    Tem aquela musica do Roberto que diz assim: “Um erro não concerta outro, isso é oque eu penso…´´.
    É por aí meus caros…é por aí…

    Há e outra coisa, senhores meus sais para o seu Felipe Cps por favor…se não o homem vai ter um treco-teleco já já…hehe

    Grato.

  95. Caro Felipe Cps,

    Pegue a bola e fure com um prego.

    Misturar capacitação técnica com cargo eletivo foi infeliz (por sinal, não é necessário diploma para ser governador também, basta assinar o nome).

  96. Senhor Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva em 21 Set, 2009 às 17:27,

    quero mais uma vez solicitar ao senhor que por gentileza nos brinde com a clareza de seu reciocinio(Para que possamos compreender melhor o seu pedido aos deputados e deputadas) e nos diga.

    Oque é o PRÉ-SAL hoje para a República Federativa do Brasil??
    Embasado em sua experiência profissional o senhor pode me responder??

    Grato.

    Ps.Vamos esticar a corda Poggio.

  97. Senhor Melk / Senhores Comentaristas / Bom dia!

    Com a palavra a PETROBRAS, Agência Nacional de Petróleo – ANP, Governo Federal e Professores Doutores Pesquisadores e Instituições de Ensino Superior – IES, bancados ou não com generosas verbas da PETROBRAS, para que mostrem ao distinto público como foram realizados os cálculos estimativos do possível volume de petróleo descoberto na área de 800 km x 200km no Pré-Sal, explicitando os valores individuais desses fatores que condicionam a ocorrência de petróleo numa província petrolífera e, principalmente, o grau de certeza ou probabilidade associado a existência de cada uma dessas variáveis empregadas, e sem as quais é impossível se quantificar o volume de toda e qualquer descoberta de petróleo.

    Portanto, senhores e senhoras, enquanto isso não for divulgado oficialmente para conhecimento de todos os brasileiros, fica caracterizado que todos os volumes de petróleo divulgados até o momento são todos especulativos – sabe-se lá com que outras intenções – e que, por enquanto, até prova em contrário, tudo isso não passa mesmo de um estelionato.

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino / Geólogo de Petróleo.

  98. Caro Ivo,

    Você levanta uma suspeita e coloca no acusado o ônus da prova?

    Você faz a acusação, colocando sob suspeita os dados divulgados até que o acusado prove sua inocência?

    Você tem certeza do que está escrevendo? Ou apenas leu Kafka?

    Caríssimo, o único processo no qual há inversão do ônus é em causas trabalhistas, o que não é o caso.

    Você, geólogo de petróleo, levantou as dúvidas. Mostre as provas.
    Porque se aceitarmos sua argumentação, teremos todos que provar nossa inocência de qualquer acusação?

    Quer dizer que se um engenheiro aeronáutico escrever uma carta dizendo que o desempenho dos aviões da embraer são apenas propaganda, essa empresa terá que PROVAR a segurança de seus aparelhos mostrando os dados do projeto? Ou que se um engenheiro químico disser que os processos de fermentação são fraudados, os usineiros terão que exibir suas planilhas de custo para PROVAR que produzem álcool a partir da cana que esmagam? Ou que se um médico escrever uma carta dizendo que os transplantes do Incor são uma mentira, esse instituto terá que auditar suas cirurgias, caso contrário caracteriza-se que todas as cirurgias não passam de especulação?

    Perco meu tempo aqui.

  99. Senhor Emerson! / Bom dia!

    Vou desenhar: o conhecimento atual sobre as variáveis necessárias para se efetuar o cálculo real de qualquer volume de petróleo desconberto no Pré-Sal é insuficiente e a PETROBRAS e qualquer geólogo de petróleo sabe disso.

    Daí a PETROBRAS não ter como apresentar como verdadeiros ou reais os valores utilizados para “CHUTAR” os volumes divulgados. É pura “ACHOLOGIA” senhor Emerson.

    É a PETROBRAS senhor Emerson que está da população brasileira a verdade. Está lembrado do episódio do roubo dos laptops da Halliburton em que todo o governo entrou em polvorosa temendo que dados por ventura armazenados nos mesmos pudessem mostrar a verdadeira realidade das descobertas?

    Por favor, leia os textos recomendados sobre ‘EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO” que foram escritos para leigos geólogos não iniciados em geologia do petróleo. Feito isso aí sim, o senhor terá melhores argumentos para a elaboração de seus textos.

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino.

  100. A inversão do ônus da prova caberia também no direito do consumidor, salvo equívoco (não ter CV no Lattes me faz tão ignorante…).

    Independentemente disto, creio não existir ainda Código de Processo para seções de comentários de blogs. Aqui se escreve o que der na telha, sendo publicado aquilo que os editores entenderem como apropriado. Infelizmente, a patrulha ideológica chegou “de com força” com a desqualificação de quem pensa diferente. Tenho um tempo razoável de internet e fiquei “de cara” com o requinte da devassa aqui imposta por certos “comentaristas”. Se fossem vasculhar o currículo de certas “ôtoridades” do setor de segurança e defesa… Deixa quieto! Espero que este câncer não migre para o chat, pois lá o debate ainda é de idéias. Caso isto ocorra, recolher-me-ei à insignificância do meu blog.

  101. Caro Ivo,

    eu até imagino que suas intenções foram as melhores possíveis, mas como eu disse em um comentário que fiz lááááá em cima, seus argumentos, utilizados na carta (não estou questinonando seus conhecimentos profissionais, que não os conheço, estou me referindo exclusivamente a seu texto), são falhos, não se sustentam. São no mínimo precipitados e inconsequentes.

    No seu texto vc afirma:

    “tecnologia de ponta nós não desenvolvemos, as nossas universidades não desenvolvem”…

    Já rebati essa sua afirmação. Nossas universidades e centros de pesquisa desenvolvem sim tecnologia de ponta, em várias áreas do conhecimento (desde neurocirurgia até questões relacionadas com o petróleo e tal). Não somos, é verdade, uma potência tecnológica, como os EUA e Europa, mas negar o que se faz aqui é bobagem. E fazemos muita coisa, muita mesmo. E estamos avançando rapidamente em áreas que podem nos colocar em breve na vanguarda da pesquisa tecnológica do mundo, como é o caso da neurociência, com o centro do professor Miguel Nicolelis (USP – Duke University), instalado no Rio Grande do Norte (apenas um exemplo que andou na mídia por um tempo, poderia citar inúmeros outros. Importamos equipamentos, mas isso não é o definidor. Vc deve saber disso. Aliás, o Nicolelis está cotado para o Nobel.

    Vc diz que a Petrobrás não domina a tecnologia de exploração em águas profundas…e a Petrobrás ganhoui dois prêmios internacionais, como postei acima, justamente pela excelência tecnoogica em exploração em águas profundas.

    Vc afirma que “A PETROBRAS, está literalmente de pires na mão”, e a Petrobrás acaba de ser considerada a segunda maior empresa das Américas, com o maior lucro já obtido, como postei acima.

    Vc levanta suspeita sobre a palavra da Petrobrás e suspeita da capacidade do campo de Piranema.

    Aqui tenho que explicar o raciocínio aos colegas.

    Vc usou como embasamento do seu argumento que o campo de Piranema estava em declínio, uma reportagem do “Jornal da Cidade” (Sergipe), de 14/08/2009, que dizia que os Royalties do municipio de Estância estavam decrescendo. Mas como vc sabe, royalties implicam em uma conta que vai além da produção. E necessário levar em conta o preço do Barril de Petróleo e o valor do câmbio também. E vc se esqueceu de computar isso ou de avisar isso a seus leitores. Na matéria do jornal, isso está dado:

    “Além do valor do barril, os royalties são calculados com base em mais duas variáveis: o preço do câmbio e a produção dos campos.”

    De fato, houve uma queda de produção, mas que não foi simétrica a queda de arrecadação dos Royalties como vc apresentou. Pois a queda de arrecadação se deveu também a queda do preço do Barril de Petróleo, afetado pela crise mundial.

    (para quem quiser conferir o jornal que citei acima, aqui está o link: http://www.jornaldacidade.net/2008/noticia.php?id=39655)

    No seu texto tem uma citação do Gabrieli dizen do que a petrobrás iria retomar a produção do campo de Piranema em setembro. Vc duvidou e tripodiou em cima (disse coisas que precisavam ser provadas, e não provou). Bem a produção foi retomada, tal como o Gabrieli disse. Vou citar só um trecho, pra todo mundo entender:

    “Termina neste sábado, 12, a operação de interligação de poços no Campo de Piranema, efetuada pelo navio Lochnagar. Na operação, foram interligados os poços PRM-4 (Piranema 4), produtor, e o PRM-8, injetor de gás. Além destes poços ainda será conectado o PRM-2, injetor de gás.

    Os resultados comprovam que estudos elaborados para o Campo de Piranema pelos técnicos da Petrobras estavam corretos, indicando desde o início a presença de hidrocarbonetos, a possibilidade de ampliação do campo e a existência de oportunidades em áreas próximas à Piranema.”

    o texto inteiro está aqui neste link, vc pode conferir:

    http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=89714&titulo=cidade

    Vc diz: “é uma falácia a afirmação de que temos um lençol de petróleo no PRÉ-SAL de tamanho 800km x 200km ao longo da Costa Leste Brasileira.”

    Bem, se é falácia, então vc deve provar cientificamente. Caso contrário, o falastrão se torna vc.

    E vc diz “ser muitíssimo pouco provável, ou melhor, impossível a existência de um lençol contínuo de petróleo como este anunciado para o PRÉ-SAL”

    Mas a Petrobrás nunca disse isso. Não sei de onde vc tirou isso. Ao contrário, a Petrobrás vem tratando esse assunto com cautela:

    “Segundo Marcos Bueno, geofísico da Petrobras, não existe homogeneidade no armazenamento do petróleo na camada pré-sal. “Algumas rochas possui poros mais abertos, facilitando o trabalho de extração, já outras são mais fechadas”, explica. Mas ele esclarece que a estatal já está ciente da complexidade do reservatório e sabe que vai precisar perfurar muito até encontrar as jazidas”.

    http://www.infonet.com.br/economia/ler.asp?id=90025&titulo=economia

    E vc diz também: “É que toda e qualquer declaração atual sobre qualquer possível volume de petróleo descoberto no PRÉ-SAL não passa de pura especulação.”

    Isso vc também precisava provar, tecnicamente. Mas de todo modo, a Petrobrás NUNCA afirmou nada categoricamente. Tem tratado do assunto na perspectiva da ESTIMATIVA. Existe um diferença aqui, acho que vc sabe, né?

    “Com a capacidade de produção estimada em mais de 50 bilhões de barris”…ESTIMADA. É uma projeção.

    No seu texto, vc diz: “Como se sabe, a pressa é inimiga da perfeição.”

    É verdade, Nessa parte eu concordo plenamente com vc. E vc se escreveu o texto apressadamente.

    Agora eu tenho uma dúvida.

    Em seu texto, indicado no link que vc nos deixou, no último anexo, quando vc discute a questão do “pré-sal” brasileiro e africano, tem uma conclusão que me deixou curioso e que eu acho que é a parte ideológica (de sua parte) que norteu toda essa discussão (ao meu ver inútil) e que pra falar a verdade implode com qualquer tentativa de o Congresso lhe ouvir (se é que era essa sua intenção).

    Vc diz: “Isso, certamente, será muito bom para o povo de cá e de lá, e muito ruim para os seus governantes, porque deveria significar, não necessariamente, povo mais instruído e governo menos ditatorial.”

    Governo menos ditatorial???????? Tá falando de quem, cara pálida?! Do nosso, ou dos países africanos. Quais países africanos vc se refere?

    Essa sua conclusão te entregou (ideologicamente falando, se é que vc me entende). E o que vc fez, mesmo tendo boas intenções, foi apenas um reclamo pessoal de ordem ideológica. Não usou seu conhecimento técnico pra nada, para embasar nada.

    Bem, mas como não sou geólogo e nem especialista em Petróleo, enviei sua carta para a Petrobrás, ok? Espero que eles publiquem uma resposta a ela, em seu blog “Fatos e Dados”, e enviei também para alguns jornalistas meus amigos. Já que vc pediu que a Petrobrás se manifeste, estou te ajudando apenas.

    E para os colegas acima (agora não é com vc Ivo) que saem atirando para todos os lados sem saber do que estão falando, por puro preconceito ideológico abestalhado e ridículo, fica o conselho: quem tem pressa, come cru.

    abraços

  102. Que baratinho esse tal de Émerson!!!! É o pesquisador que precisa provar que a reserva de pré-sal não existe e não o revés, não a Petrobrás que deve provar que ela existe!!!

    Ô cidadão, já que você tem a audácia de falar em “onus probandi”, vou te ensinar um principiozinho (bem básico, assim, coisa de 2o ano de Faculdade de Direito) de Teoria Geral do Processo: NINGUÉM PODE SER OBRIGADO A FAZER PROVA DE FATO NEGATIVO!!!

    Trocando em miúdos, bem devagarzinho: se o cidadão está alegando que algo não existe, quem tem que fazer prova da existência é a parte contrária! (“in casu” a Petrobrás). Não ele!

    Deu pra entender? Se vc quiser eu explico de novo, de outro jeitinho, tá?

    No mais, quem alega fato POSITIVO é que tem que fazer prova ok? Cabe ao GOVERNO e à sua estatal aparelhada fazer a prova da existência, mensuração e qualificação, tintin por tintin, do tal “pré-sal”. Assim é que se faz Ciência, e não com propaganda “nunca antef na iftória defte paíf”, ok?

    Sds.

  103. Garreau:

    A estratégia da catervinha vermelhuxa é sempre essa: patrulha, patrulha e mais patrulha. Esses caras seguem exatamente a cartilha ideológica marxista, ou nas palavras de Lênin: “quando não tiver argumentos contra seu interlocutor, ataque-o, destrua sua reputação, ridicularize-o perante a massa”.

    É uma forma de interromper qualquer argumento lógico para partir pro campo das emoções, dominando a plebe ignara que o ouve. Felizmente, isso só engana gente inocente e despreparada, pois uma vez que se conhece suas táticas canalhas eles “quebram a cara” e passam vergonha.

    É isso: é só conhecê-los, que você vê o quanto esses caras são fracos e despreparados. O quanto são rasteiros. O quanto são patéticos.

    Conhece teu inimigo, e ele não te surpreenderá.

    Sds.

  104. E mais: é muito mais fácil tolher (do verbo latino “tollere” = destruir) do que contruir. Pra essa tchurminha não importa a verdade, só o que importa é conquistar a massa de manobra, conquistar quem os ouve. E eles são impiedosos na busca de tal objetivo: não dão a mínima se no processo carreiras são destruídas, reputações manchadas indelevelmente, a verdade obscurecida e os sonhos apagados. O que importa é a tomada do poder.

    E abramos os olhos: eles conseguem “aparelhar” até festinha de batizado! Ora, porque não fariam isso num Blog que está ganhando mais e mais leitores a cada dia??? MINHA GENTE: O PARTIDO PAGA PRA ESSA TCHURMINHA PATRULHAR A NET! ESSA GENTE É PROFISSIONAL, GANHA PRA ISSO, NÃO TEM AMADOR NÃO! Tem até relatório de “intervenções” em discussões como essa, senão não recebe na secretaria do ParTido!!!

    Eles só são mal formados, aéticos e mal instruídos. Mas são profissionais da propaganda.

    Ihhhh pessoal, isso está apenas começando. Vcs vão ver a várzea que vai se tornar a internet em 2010… Vai dar vontade de desligar o computador… Isso aqui pra eles é só o aquecimento…

    Sds.

  105. Felipe Cps, quando leio os seus posts me parece que você age exatamente como quem você critica! Não sou nenhum “vermelhuxo” nem quero te patrulhar mas esse seub último post foi de uma indelicadeza tremenda com os demais participantes, muita calma nesta hora…

  106. Para quem se interessar:

    CURSO RÁPIDO DE ECONOMIA E ENERGIA
    Crash course é um notável curso de economia, energia e meio ambiente: http://www.chrismartenson.com/crashcourse . Ele pode ser assistido em inglês, castelhano ou francês. São cerca de 20 lições. O curso cobre praticamente tudo que é realmente importante, desde a função exponencial e a reserva fraccionária dos bancos até o endividamento geral, o Pico Petrolífero e o esgotamento dos recursos. É claro que um trabalho tão rigoroso e exacto como esse nunca poderia ser realizado por um economista vulgar formatado na escola de pensamento neoliberal.

  107. Senhores,

    pelo visto o suposto senhor Ivo Lúcio, não conseguiu explicitar aqui, o real motivo que supostamente o levou à enviar uma missiva a Câmara dos Deputados, solicitando a postergação da aprovação do novo marco regulatório do petróleo.

    Quando digo que não conseguiu explicitar, afirmo peremptóriamente que não trouxe fatos que explicassem as ilações feitas tanto a Petrobras bem como ao Pré-Sal e por tabela ao governo federal.

    Gostaria de lembrar aos senhores, que arguir sem provas qualquer que seja o imputado, é uma atitude leviana, irresponsável que pode causar prejuizo naquilo que tanto o cidadão bem como Instituições Públicas ou Privadas tem de mais valioso, que é a sua credibilidade moral e empresarial.

    Assim sendo, tal atitude deve sempre nos colocar em uma posição irresignável, até que os fatos sejam esclarecidos e a verdade seja a realidade presente na mente de todos. Creio que não paira nenhuma sombra de dúvida a respeito do que aconteceu aqui neste post, diante do quadro nele desenhado.

    Agradeço a atenção de todos.

  108. Creio que isto tudo ai acima não terá cessado até que a Petrobras de uma resposta cabal aos questionamentos do Sr. Ivo, ou até que respeitados e isentos pesquisadores da área se posicionem. Até lá pairará a dúvida, todavia como hão de concordar os nobres colegas causídicos do blog: In dubio pro reo.

  109. Sou Petroleiro e refuto veementemente a carta deste senhor. Procurei no sistema de “busca empregados” da Petrobras e não há geologo ou cargo nenhum para a pessoa chamada “Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva”.

    Com certeza se trata de pessoa que saiu dos quadros da empresa atraido por salários maiores de concorrentes. E agora ganha seu dinheiro trabalhando contra o Brasil, esbravejando mentiras tão revoltantes que não me dou ao luxo nem de comentar.

    A começar pelas expectativas em relação ao tamanho do pré-sal e do desenvolvimento de tecnologias pela Petrobras, feito NO BRASIL , PELO CENPES.

    Acrescento ainda que GEOLOGOS, não desenvolvem mesmo tecnologia, ou mesmo montam equipamentos. Apenas participam dos estudos de poços e de levantamento de requisitos de desenvolvimento.

  110. Emerson,

    certamente não perdemos tempo. Nunca se perde tempo nesses casos.

    Vc gosta de Kafka, é? Poxa, é um dos meus autores prediletos!

    parabéns pelo bom gosto literário.

    abração meu caro

  111. “Se depois da leitura dos mesmos algum leitor souber onde podemos obter os parâmetros necessários para se poder calcular como reserva esses volumes astronômicos de petróleo encontrados no PRÉ-SAL, eu retiro o que venho afirmando e peço humildes desculpas.”

    Realmente não é possivel estimar com certeza as reservas. Porém o Sr. Ivo poderia me responder por favor se algum país do mundo esperou comprovação cabal e 100 % correta de reservas para começar os preparativos exploratórios de áreas promissoras ????

    Eu lhe respondo sr., NÃO.

    Exemplo cabal é o mar do norte. As condições geológicas favoraveis motivaram a exploração, exitosa por sinal, mesmo sem comprovação anterior de reservas.

    E além disso, é irresponsável afirmar que a Petrobras não desenvolve ou não detêm tecnologia. Não apenas irresponsável mas mentiroso e um imenso desrespeito aos seus colegas do CENPES, que o sr. diz ter trabalhado.

    Mais, dizer que é “lesa patria” esse novo regime ?? Pelo amor de Deus. Todos os países com grandes reservas ( mesmo em expectativas ) e que não são importadores de petróleo utilizam a partilha ou prestação de serviços. É um regime que garante muito mais dinehiro para o país, e ainda NÃO EXCLUI DE MANEIRA NENHUMA O INVESTIMENTO ESTRANGEIRO.

    Pires na mão ????? O sr. com certeza não conhece as finanças da empresa. 32 bi de lucros, empréstimos de 30 bi este ano….

    Mais, dizer que deve-se esperar a eleição é pior!!!!! É mostrar que o sr. quer é garantir a continuidade do regime atual, que para reservas estratégicas é entregar patrimonio público !

    Lobistas buscam mesmo isso, garantir seus interesses !!

  112. Que é isso… mais um profeta do apocalipse malhando sobre o governo Lula (tipos do Miriam Leitão, Arnaldo Jabor, Boris Casoy, Clovis Rossi e etc.), parece inveja da oposição incrementada com grana de multinacionais estrangeirasm bancando seus intreguistas tupiniquim. Fala sério gente, vão perder tempo com o “iluminado” ai?

  113. Senhor Hornet / Bom dia!

    De todos os seus comentários, o que foi postado em 20 Set, 2009 às 7:42 chama a atenção:
    […]
    Ah! ele fez dois cursos na Petrobrás…foi aluno da Petrobrás…basa ver no currículo dele.
    E só isso.
    volto a dizer, deve entender tanto de petróleo em águas profundas como minha avó. E quer discutir o pré-sal? Então está bom!!!
    Como cidadão ele pode. Mas eu vou escrever uma carta também com minha visão sobre o assunto e publicar aqui, tudo bem?!…hehehe
    E olha que já fui assessor da Petrobrás. E fui mesmo. Da Petrobrás Cultural. Já dei parecer sobre projetos culturais financiados pela Petrobrás, e aproveito para dar o testemunho: são feitos de forma técnica, irrepreensíveis. Não tem como favorecer ninguém, mesmo que vc queira, ao menos no âmbito do parecerista (depois, não sei. Mas se o parecer do especialista não for favorável, o projeto já é descartado. Posso garantir isso). Ninguém sabe o nome de ninguém, só vem o projeto pra vc avaliar e com uma ficha para vc preencher, com dados objetivos a rtespeito da viablidade do projeto. E como sou pesquisador e especialista (com doutorado e tal) em história da música popular, dei parecer na área, para projetos em música popular que a Petrobrás financia.
    Tenho mais know how que o cara para escrever uma carta sobre o pré-sal…kkkkk
    abraços a todos de novo […]

    Para satisfazer a minha curiosidade, e creio que de outros comentaristas também, o senhor poderia disponibilizar o seu Curriculum Vitae? Ou pelo menos o seu nome completo?

    É que sendo professor universitário, doutor, pesquisador e especialista em história da música popular, e ex-consultor da PETROBRAS Cultural, não fica bem usar um simples nickname em seus posts. Quem é o senhor?

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino.

  114. Caro Ivo,

    Aqui no blog sou apenas um comentarista anônimo, como dezenas de outros, e quero permanecer no anonimato. Aqui no blog serei “Hornet” até o final dos tempos…hehehe

    Eu não escrevi carta aberta alguma para o Congresso, não coloquei na internet e nem nada disso, portanto, prefiro guardar minha privacidade.

    O Galante, o Nunão, o Marine, o Cinquini, o MO – editores deste blog, me conhecem e sabem perfeitamente quem eu sou, a cidade em que eu moro etc. Sempre trocamos umas idéias.

    Fora os editores, só passei meu email particular para umas poucas pessoas aqui, que ganharam minha confiança…e que a partir de então, também se tornaram meus amigos e também me conhecem.

    Pode ficar sossegado, não sou nenhum marginal e nem nada disso. E nem se preocupe com nada.

    Posso lhe dar “minha ficha” sem lhe dar meu nome: tenho graduação, mestrado e doutorado em história pela USP; pós-doutorado em sociologia pela Unesp e mais um pós-doutorado em música pela própria Unicamp. Sou membro da “International Associacion for the Study of Popular Music” (IASPM) e pesquisador associado da Unicamp, do Departamento de Música do Instituto de Artes (IA-Unicamp). Mas não sou professor efetivo da Unicamp, sou apenas um pesquisador associado. Tenho 4 livros publicados (3 no Brasil e um na Holanda) e 2 livros ainda no prelo (ambos nos EUA), além de artigos em revistas científicas (tanto do Brasil como do exterior). Minhas áreas principais de pesquisa são: música popular, Estudos Culturais (Cultural Studies) e Teoria Crítica.

    Com esses dados todos, talvez vc até ache meu cv no Lattes. Quem sabe?! Se tiver paciência pra procurar…

    Mais que isso, só quando eu resolver escrever uma carta aberta assinada para publicar na internet.

    E como vc pode notar, não entendo nada de Petróleo…e não entendo mesmo. Aprendi um pouco (bem pouco) por esses dias, pesquisando o assunto. E isso eu tenho que agradecer a seu texto. Fui pesquisar porque achei muito estranhas suas colocações, não batiam com as informações que eu tinha sobre a Petrobrás, pricipalmente no tocante à tecnologia desenvolvida etc. e tal…foi essa parte que estranhei desde o começo e fui procurar o resto depois. Eu também não sabia, por exemplo, que no repasse de royalties de petróleo tinha que se computar o valor do câmbio, o preço do barril e também a produção do campo. Agora eu sei. Aprendi essa. Valeu!

    Mudando de assunto…

    Eu estive em Aracaju faz alguns meses. Fui até a UFS e fiquei na casa de uma amiga, professora da UFS, que mora no bairro de Atalaia, bem próximo de uns arcos que tem na praia (perto do local aonde tem a feira de artesanato – que também é muito bacana por sinal -, cheio de bares na orla, gostei!). Nunca tinha ido até Aracaju. Foi a primeira vez. Gostei muito. Muito bacana mesmo. Parabéns pela cidade!

    forte abraço

  115. Caro Ivo

    Caro amigo posso lhe dizer assim como tambem atestar sobre a ideoniedade do amigo Hornet assim como do extenso e louvavel Curriculum Vitae do mesmo pode se tranquilizar caro Ivo o senhor Hornet é uma pessoa qualificada em todos os sentidos

    Forte abraço amigos

  116. Caro Ivo,

    Novamente você e seu tecnicismo… critica os academicos, mas se vale de seu curriculo… reclama do lattes, mas diz que ja tentou a vida academica…. apresenta dados que desqualificam o pre-sal, não explica e diz que o unico capacitado a interpreta-los….

    Não sou geólogo de petroleo. Mas tenho suficiente formação tecnica para garimpar informaçoes e avaliar a qualidade de um documento tecnico.

    Cara, a casa caiu.

  117. Eu acho bastante possiveis todas as afirmativas do sr Ivo, pois a Petrobrás sempre foi um dinossauro, grande cabide de empregos e porta aberta à corrupção!! Teve por mais de 50 anos o monopólio do Pétróleo e não conseguiu ser, não é até hoje, auto suficiente!!Os dirigentes atuais são os piores que se poderia achar na direção de um conglomerado de 23 empresas que exigem uma grande capacidade de seus dirigentes! Infelismente são quase todos, os de primeiro escalão principalmente, ou politicos ou sindicalistas,que costuman se preocupar apenas com o próprio interesse e pouco estão ligando para a população!Infelizmente esse governo do Sr Luiz Da Silva tem uma inapetência visceral pelo trabalho, reflexo do grande chefe, que nunca trabalhou na vida E ACHA ISSO UMA vantagem!!Eu li uma pesquiza comparativa entre as grandes petroliferas e a Pétrobrás estava na rabeira da eficiência, com o maiór numero de funcionários por barril de petróleo produzido !!Outra coisa é a mentira contumas que se tornou habitual vinda desse governo!Mas com certeza o Ivo tem razão quando dis que o que o Lulla quer mesmo é conseguir de volta o Monopólio Estatal !!!

  118. Senhor Jose Vital Palma De Franceschi em 23 Set, 2009 às 18:04,

    só para o senhor ficar sabendo o canal especializado em economia Bloomberg fez um levantamento das maiores empresas petrolíferas do mundo e colocou a brasileira Petrobras em terceiro lugar.

    Confira a lista das nove primeiras, conforme o valor de mercado:

    1 – Exxon Mobil (EUA) – 512*
    2 – Shell (Holanda) – 264
    3 – Petrobras (Brasil) – 235
    4 – BP (Reino Unido) – 231
    5 – Total (França) – 198
    6 – Chevron (EUA) – 197
    7 – Eni (Itália) – 145
    8 – Conoco Philiphs (EUA) – 141
    9 – Repsol ( Espanha) – 44

    * em bilhões de dólares

    E para o senhores ficarem sabendo já em 2008 o ranking da PFC Energy 50, demostrava que petrolíferas estatais, desbancavam as empresas privadas do setor(Logo, pelo jeito não é tão ruim assim ser Estatal nesse meio, não é mesmo senhor Jose Vital…)

    A Petrobras (PETR4), estatal brasileira, desbancou a francesa Total, e subiu da 11ª posição para a sexta em termos de valor de mercado.

    Já a PetroChina, estatal chinesa, superou a gigante norte-americana ExxonMobil, passando do terceiro para o primeiro lugar em 2007, motivada principalmente pela explosiva estréia dos papéis na Bolsa de Xangai.

    A PetroChina se destaca com a quantia de US$ 732,2 bilhões em capitalização de mercado, contra os US$ 511 bilhões marcados pela ExxonMobil.

    Confira as 10 melhores posicionadas

    (Posição já em/2007)(Capitalização no mercado) PetroChina 1º 732,2
    ExxonMobil 2º 511,9
    Gazprom 3º 332,0
    Royal Dutch Shell 4º 264,6
    Sinopec 5º 249,5
    Petrobras 6º 241,7
    BP 7º 230,7
    Total 8º 198,5
    BHP Billiton 9º 197,5
    Chevron 10º 197,1
    (US$ bilhões)

    Os números não mentem:
    Em declarações para o jornal Financial Times, o presidente da PFC Energy, Robin West, afirmou que as perspectivas para as empresas internacionais de petróleo caíram desde os anos 70, quando controlavam 85% das reservas mundiais.

    De acordo com West, “as estatais controlam atualmente cerca de 80% das reservas do globo,´´ demonstrando assim, a força destas companhias.

    Se os senhores notarem, aqueles que criticam o governo e tem vindo aqui apoiar o tal geologo Ivo, apenas falam e falam, sem embasamento de nada(Não apresentam nada tecnico ou material para corroborar as suas afirmações), absolutamente nada. Criticam apenas por criticar(É claro que, motivados pela raiva ao partido que está no governo e ao presidente que é filiado ao mesmo) apenas isso.

    Os dados estão aí, e não é o governo ou Instituições do governo que dizem oque mostrei acima, mais sim Instituições Privadas…

    Grato.

  119. “The Captain em 22 Set, 2009 às 14:11
    Creio que isto tudo ai acima não terá cessado até que a Petrobras de uma resposta cabal aos questionamentos do Sr. Ivo, ou até que respeitados e isentos pesquisadores da área se posicionem. Até lá pairará a dúvida, todavia como hão de concordar os nobres colegas causídicos do blog: In dubio pro reo”

    Caro Captain,

    Independentemente das questões levantadas serem ou não verdadeiras, eu não creio ser apropriado o “In dubio pro reo” como meio de se encarar a questão da propaganda da Petrobras. Penso mais num “In dubio pro societas”. É a sociedade que será beneficiada com a exploração viável do pré-sal, ou prejudicada com uma eventual propaganda enganosa.

    Saudações!

  120. Senhor Nunão Propaganda da Petrobras????????????????

    Faça-me o favor né meu caro, o senhor pensa que o país chamado Brasil é habitado por néscios???????

    O senhor mesmo afirma que: “É a sociedade que será beneficiada com a exploração viável do pré-sal´´. Hora, se a sua assertiva, de que a população será a beneficiada com a exploração do Pré-Sal, logo o Pré-Sal de fato é uma realidade e não propaganda enganosa da Petrobras.

    Jogar com as palavras é coisa de quem numca está bem intencionado, acredite, há vida inteligente nestas paragens senhor Nunão.

    Aproveitando que o senhor está respondendo a audiência, poderia nos responder sobre a fonte da matéria??????????????!!!!!!!! Porque até agora nada do Poggio se manifestar a este respeito…

    Grato.

  121. Melk

    Ja te falei sobre o Poggio, po meu parece que ta fazendo de proposito

    Marcelo Ostra em 21 Set, 2009 às 22:15 editar

    Melk,

    o Poggio esta embarcado, não espere uma resposta dele tão cedo, se duvidar ele não conseguiu ainda ver sua primeira pergunta sobre ele

    Creio que qdo desembarcar e ler, provavelmente dará a atenção devida

  122. Melk, isso está ficando cansativo, sugiro que vire o disco. Isso se quiser aproveitar uma sugestão.

    Há vida inteligente aqui sim, e ela percebe tanto o que você escreve quanto o que eu escrevo.

    E quanto ao que escreveu agora:

    “O senhor mesmo afirma que: “É a sociedade que será beneficiada com a exploração viável do pré-sal´´. Hora, se a sua assertiva, de que a população será a beneficiada com a exploração do Pré-Sal, logo o Pré-Sal de fato é uma realidade e não propaganda enganosa da Petrobras.”

    Sim, o pré sal existe, já se sabe faz tempo, não? Já a propaganda é uma promessa a ser cumprida. Por acaso leu a palavra “viável” na minha frase?

    Então fica aqui a pergunta: como você pode elocubrar sobre as intenções alheias a partir da leitura de uma frase, se nem ler direito você leu?

    Por fim, o comentário não foi dirigido a você. Só estou lhe respondendo porque você foi muito mal-educado, o que não ajuda em nada o debate. Pelo contrário, só traz desprazer ao mesmo.

  123. Meu Caro Nunão,
    Concordo, neste caso: “In dubio pro societas”, porém se não houver óleo ou gás, em que a sociedade será prejudicada se a Petrobras estiver fazendo propaganda enganosa, convidando o capital estrangeiro a participar de uma empreitada em que se for encontrado o “ouro negro” ficam apenas com a remuneração do capital empregado, enquanto que a sociedade brasileira fica com a parte leonina. Por outro lado se não se encontrar reservas como propalado pela Petrobras, investem e não recebem nada. Por favor, me esclareça: Onde está o prejuízo da sociedade brasileira?
    Ou, por outra: Qual é o espírito da alteração no marco regulatório da exploração do petróleo, que, ao que realmente parece com o pré-sal, devolve o petróleo ao seu legítimo dono, o povo brasileiro?
    Se estou sendo ingênuo, ou tolo mesmo; creia também sou humilde para aceitar a sua argumentação em favor da manutenção da atual legislação, desde que devidamente ponderada em favor da nação brasileira e não do capital estrangeiro.
    Com o espírito desarmado, de antemão assevero-lhe que não tenho intenção de polemizar com quem quer que seja. Meu desejo é tão somente de aprender e entender a discussão que se travará no Congresso Nacional sobre um tema que poderá mudar o destino desta nação, a meu ver colocando-a em definitivo no conserto das maiores e mais poderosas em futuro próximo, se realmente confirmarem-se estas reservas petrolíferas.
    Saudações ao amigo também.

  124. Captain,

    A propaganda que vemos todos os dias não tem como público-alvo o capital estrangeiro, tem como público-alvo toda a sociedade, que reage a essa propaganda com ações variadas (exemplo, mercado imobiliário, fornecedores diversos, estabelecimentos comerciais, só para dar alguns exemplos no “varejo”, onde já há movimentação). Só alguns poucos exemplos de onde podem ocorrer prejuízos reais em caso de não cumprimento da promessa. Há outros prejuízos, mas aí vou adentrar na arena política, e prefiro ficar de fora desse aspecto do debate.

    Mesmo porque meu comentário não teve esse direcionamento específico: foi de dizer que a questão, a meu ver, não é de colocar a Petrobras como réu que “in dubio”, deve ser absolvida de se explicar. A questão é outra: as explicações sobre a veracidade do que comunica uma estatal como ela devem ser em prol da sociedade, para que esta não seja prejudicada por informações que eventualmente não se confirmem. Comunicação de empresas deve ser feita com responsabilidade em relação aos dados divulgados, que têm consequências na sociedade. É o que eu penso, como profissional da área de comunicação.

    Saudações novamente

  125. Senhores e Senhoras / Boa noite!

    O “tal do geólogo”, autor do texto, está devidamente identificado, com nome e endereço completos, mesmo porque nada tem a esconder, não é filiado a qualquer partido político e nem está a soldo de qualquer instituição como afirmado por alguns comentaristas, que se escondem atrás de um “nickname”, com o intuito único de tentar achincalhar e denegrir a sua imagem, na falta de melhores argumentos e, principalmente, não usa a Bandeira Nacional para se enrolar ou enxugar o suor.

    O assunto é por demais sério para ser tratado na base do deboche, seja lá por quem for. Trata-se de BRASIL. Por favor, deixem a ideologia de lado, a guerra de guerrilhas de palavras de lado, e de copiarem e colarem “artigos” de pseudo doutores no assunto, a não ser que os mesmos sejam de geólogos exploracionistas de petróleo.

    Portanto, pedindo desculpas aos editores do Blog, e para encerrar, insisto que leiam abaixo de um dos meus textos recomendados e respondam aos questionamentos.

    Qualquer dificuldade, sugiro pedir ajuda ao senhor Emerson (em 23 Set, 2009 às 11:02) que diz poder garimpar essas informações ou a PETROBRAS, que é a única que – teoricamente – poderia dispor desses dados – mas que não os têm na sua totalidade e, é por isso mesmo, por falta de dados confiáveis e reais que possam ser processados e transformados em informações, que os anunciados e festejados valores sobre possíveis volumes de petróleo descoberto no Pré-Sal, até o momento, são todos apenas “chutes”, na base da “achologia”.

    […]

    (1) AS DESCOBERTAS DA PETROBRAS NO PRÉ-SAL DA BACIA DE SANTOS

    Ivo Lúcio S. M. da Silva – Geólogo de petróleo.

    Ao que tudo indica – tendo em vista as notícias veiculadas na imprensa – só se fez até o momento especular, em cima do possível volume de petróleo estimado pela Petrobras para a descoberta do Campo de Tupi na Bacia de Santos, e nada mais. Esse volume possível de hidrocarboneto é gigante quando comparado aos volumes possíveis estimados para outros nossos campos anteriormente descobertos, mas o que precisamos são respostas aos seguintes questionamentos: quanto efetivamente foi encontrado de hidrocarboneto recuperável e qual é a reserva com a tecnologia hoje disponível? E, no futuro próximo ou remoto, com a nova tecnologia a ser desenvolvida, o custo de produção permitirá a sua extração? Não temos ainda as respostas e vamos levar ainda algum tempo para obtê-las. Por isso, toda essa celeuma criada a partir da divulgação precipitada pela Agência Nacional de Petróleo – ANP da descoberta do Campo de Tupi e de seus desdobramentos (roubo de laptops, oscilação das ações na bolsa, criação da Petrosal etc.) é muito mais que uma simples especulação de mercado.

    Muito antes da descoberta de petróleo no Pré-sal…

    O super continente Gondwana (um único continente; uma única placa), formado há 520 milhões de anos A.P., permaneceu unido por cerca de 300 milhões de anos, quando começou a se quebrar nos blocos que formam os continentes atuais, segundo a Teoria da Tectônica de Placas.

    Uma dessas fissuras de blocos ocorreu no Período Cretáceo, há 135 milhões de anos, com o processo de abertura do Oceano Atlântico Sul e separação dos continentes africano e sul-americano, originando às bacias sedimentares da costa leste brasileira. Da fissura (rift) inicial, formada pela distensão da crosta continental, se formou um golfo que evoluiu para um oceano estreito, o qual foi se alargando, do sul para o norte, até o rompimento total da placa e o surgimento do oceano aberto.

    As bacias sedimentares (depressões na superfície da Terra preenchidas por sedimentos transportados por água ou pelo vento ou formados por precipitados químicos, resultantes do intemperismo e erosão de rochas pré-existentes) constituem o “habitat” natural do petróleo, daí a importância econômica do seu estudo geológico.

    Portanto, a origem da Bacia de Santos, como as demais bacias sedimentares da costa leste brasileira, está diretamente associada à separação dos continentes, e apresenta uma coluna estratigráfica, da base para o topo, formada por:

    i) Sedimentos de origem tipicamente continental depositados nas depressões iniciadas com a formação dos “rifts valleys” em bacias do tipo cratônica (no interior do continente) nas fases “pré- rift” e “rift”;
    ii) Sedimentos da fase denominada de transição quando o mar começou a ingressar na fissura proto-oceânica (oceano estreito) com a deposição de pacotes espessos de sais (evaporitos); e,
    iii) Sedimentos tipicamente marinhos já na fase de oceano aberto.

    Deste modo, os sedimentos abaixo do sal onde se encontram os reservatórios descobertos com petróleo na Bacia de Santos podem ter sido depositados no ambiente continental ou de transição, mas não no marinho franco.

    E quanto à origem do óleo: continental ou marinho? Se de origem marinha gerada em sedimentos acima das camadas de sal (Pós-sal) e ocorrendo em sedimentos continentais depositados abaixo das camadas do sal (Pré-Sal), o óleo migrou de onde, por onde e de que distância? Se de origem continental o volume possível estimado é plausível existir para esse tipo de bacia?

    Fatores que controlam a ocorrência de petróleo…

    Para a existência de uma acumulação de petróleo numa bacia sedimentar – descartada a hipótese do petróleo ser de origem inorgânica ou meteórica – se faz necessário a presença dos chamados “fatores que controlam a ocorrência de petróleo”, ou seja:

    i) Que sedimentos com matéria orgânica sejam soterrados a uma profundidade tal que a pressão e temperatura sejam apenas suficientes para transformar essa matéria prima em hidrocarboneto sem destruí-lo em seguida (presença de rochas geradoras de petróleo dentro da janela de maturação);
    ii) Que haja um local para armazenar o hidrocarboneto gerado (presença de rochas reservatórios);
    iii) Que o petróleo seja expulso da rocha geradora e migre para a rocha reservatório (associação adequada rocha geradora / rocha reservatório);
    iv) Que o hidrocarboneto fique aprisionado na rocha reservatório (existência de uma armadilha do tipo estrutural ou estratigráfica ou mista);
    v) Que o petróleo não continue a mover-se até a superfície onde seria degradado e destruído (presença de rochas selantes capeando as rochas reservatórios);
    vi) Que esses fatores ocorram numa dada ordem (relação temporal adequada entre armadilha / migração).

    Satisfeitas as exigências acima, resta quantificar o volume de hidrocarboneto existente na acumulação descoberta (cubar a jazida em termos de volumes possível, provável, recuperável e de reserva) e se a sua explotação (lavra) é economicamente viável ou não, com a tecnologia atualmente disponível.

    Para isso se faz necessário analisar detalhadamente cada um desses fatores e verificar como eles se inter-relacionam. Por exemplo:

    – Qual é o tipo de rocha reservatório na qual se encontra o hidrocarboneto?
    – A que profundidade se encontra o reservatório?
    – O reservatório possui pressão anormal para esta profundidade?
    – A porosidade encontrada na rocha reservatório é primária ou secundária? De quanto é essa porosidade?
    – E quanto à permeabilidade/transmissibilidade no reservatório?
    – Qual é a extensão da acumulação?
    – Qual é a coluna ou espessura de rocha reservatório com hidrocarboneto.
    – Qual é o tipo de mecanismo de produção do reservatório, ou seja, como o reservatório produzirá?
    – Qual é o tamanho do campo? Encontra-se totalmente delimitado pelos poços pioneiros adjacentes perfurados ao redor do poço pioneiro descobridor?

    E muitos outros questionamentos mais, necessitam ser feitos e respondidos antes de se divulgar a descoberta de um campo gigante ou não, tratando-se de uma empresa com papéis negociados em bolsa de valores.

    REFERÊNCIAS

    CAMPOS, C. W. M. Fatores que controlam a ocorrência de petróleo. Rio de Janeiro: PETROBRÁS; Brasília: UNB, 1976. Notas de aula de encerramento do Curso de Geologia do Petróleo oferecido pela Universidade de Brasília – UNB em 1976.

    CHANG, H. K; KOWSMANN, R. O. e FIGUEREDO, A. M. A. Novos conceitos sobre o desenvolvimento das bacias marginais do leste brasileiro. p. 269-290, Rio de Janeiro: Gávea, 1990. In: GABAGLIA, G. P. R. e MILANI, J. E. (Orgs.). Origem e evolução de bacias sedimentares. Rio de Janeiro: PETROBRAS, 1990.

    OJEDA, H. A. O. Estrutura, estratigrafia e evolução das bacias marginais brasileiras. In: XLIII Reunião técnica da ARPEL: Novos critérios e métodos na exploração petrolífera. Rio de Janeiro: ARPEL, 1981.

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino / Geólogo de Petróleo.

  126. Caro Nunão,

    Agradeço a cortesia na resposta a mim dada, atualmente tão pouco comum neste blog e tão solicitada pelo “galante” Alexandre. Todavia continuo não entendendo por que o assunto deve ser discutido no Congresso Nacional somente após as eleições de 2010, de acordo com o Sr. Ivo.

    Seria porque com a eleição de um Presidente da República de orientação neo-liberal a discussão sequer existiria, mantendo-se a atual legislação, ou até ampliando-se a mesma para conferir maiores ganhos em relação aos atuais das eventuais petroleiras que realizarão a exploração, em detrimento do interesse nacional?

    Ainda que eu possa ser ingênuo em não entender os meandros políticos inseridos nesta questão, em que de um lado a discussão “a toque de caixa”, ou de “sino”, como seria mais a gosto do Sr. Ivo, possa trazer ganhos políticos ao atual governo e sua candidata ao Planalto, ou à oposição neo-liberal, com a discussão após 2010, todavia entendo que se a maior parte da extração realizada, pela alteração na legislação proposta, ficará com a sociedade brasileira, que prejuízos há em se discutir isto desde já?

    Que prejuízos terá a nação brasileira em alterar o marco regulatório, para as futuras descobertas, aproximando-o mais a um modelo “monopólio estatal”? Seria, talvez, do desinteresse estrangeiro em investir em tal empreendimento? Ou, quem sabe, de um nível de endividamento tal que insuportável por parte da Petrobras, por conta de investimentos astronômicos em extração aquém do esperado, tendo em vista o desinteresse do capital estrangeiro?

    No meu entender as questões acima são as que estão realmente em pauta no Congresso Nacional, com vistas à alteração na lei de extração do petróleo e obviamente, porém em grau menor, a quantidade de petróleo realmente existente na pré-sal, vincula-se a elas.

    Então o que temos é um terrível dilema: De um lado, se o Sr. Ivo, e somente ele até agora, estiver com a razão; em não havendo hidrocarbonetos em quantidade satisfatória e alterado o marco regulatório como proposto pelo governo, teremos um estelionato político se eleita a candidata do Planalto. De outro lado, se errado o Sr. Ivo, porém discutido o marco regulatório somente após as eleições e eleito um candidato de oposição neo-liberal e perfeitamente “cubadas” e estabelecidas as reservas tal como anunciado para a pré-sal, outro estelionato eleitoral.

    Que triste sina para o sofrido povo brasileiro! Eternamente refém da classe política, que insiste em refrear seu crescimento e destino de grande nação.

    Coloco as questões acima não para polemizar com quem quer que seja, mas para trazer luz ao verdadeiro fulcro das mesmas, tendo em vista o interesse nacional, absolutamente desvirtuando-me de cores partidárias, à exceção da verde-amarela e neste sentido o meu interesse é o mesmo que penso tenha também o Sr. Ivo e os demais participantes destes três blogs mantidos pelo Poder Naval.

    Não desejando tomar liberdade que não me foi dada, ainda assim, sem que se ofenda, receba

    Um forte abraço

  127. Senhor Nunão em 23 Set, 2009 às 22:11, li muito bem o seu comentário.

    O verdadeiro motivo de toda a celeuma em torno do novo marco regulatorio do petroleo, é o mesmo fato que fica explicitado em seu comentário, ou seja, o fato de não aceitarem em hipotese alguma que o GOVERNO FEDERAL angarie dividendos(Ainda mais em época de eleições) com “a propaganda´´(Anúcio) de que o Pré-Sal é uma grande descoberta que efetivamente trará beneficios aos país.

    A questão do “viável´´ em sua assertiva(É uma forma de dourar a pilula, porque gostariam de dizer que não é possivel mesmo…), é a mesma que a oposição a este governo tenta colar, ou seja, supostamente o Pré-Sal só seria “viável´´ com a permanência do Status Quo da Lei do Petroleo críada no governo do FHC, jamais sendo “viável´´ com o novo marco regulatório que o governo Lula está propondo.

    Outrossim senhor Nunão, usei de firmeza para comparecer com a verdade dos fatos, se o senhor se ofendeu, é um estado emocional ao qual o mesmo, está suscetível sempre que a carapuça vos servir…

    Senhor Marcelo Ostra em 23 Set, 2009 às 21:39,

    eu, o senhor, e creio todos os editores do Blog, sabemos muito bem o por que do Poggio não responder a essa pergunta: Qual é a fonte do Post?
    Porque de fato, se ele “quissese e pudesse´´ responder, mesmo embarcado como o senhor diz, ele poderia nos responder, já que mesmo embarcado “o mesmo´´ continua “postanto matérias no Blog´´.

    Como eu disse, NÓS sabemos o “POR QUE´´ dele não responder…

    Grato.

  128. Com licença senhores, peço a oportunidade de fazer uma pergunta ao Sr. Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva.

    Se não existe nenhuma comprovação da existência do petróleo na bacia do Pré-Sal, quais são os interesses das empresas petrolíferas internacionais quando brigam para que o marco do petróleo não seja modificado para a exploração dos novos poços do Pré-sal ?

    Afinal se não há nada a ser extraído não haveria o porquê de haver interesses delas no Pré-sal.

  129. Senhor EDuval / Boa noite!

    Petróleo no Pré-Sal do Oceano Atlântico Sul existe, tanto na costa leste brasileira quanto do lado africano, e uma simples pesquisa na internet mostra que as empresas estrangeiras também estão começando a perfurar por lá. Logo, o “domínio da perfuração em águas profundas” não é exclusividade da PETROBRAS, mas o pioneirismo nessa área é todo seu, por necessidade de estender a fronteira exploratória.

    O que se questiona é a seriedade no trato quanto ao volume descoberto no Pré-Sal brasileiro que é estimado ou chutado e divulgado como sendo real, uma vez que a PETROBRAS – e nem ninguém – dispõe de dados suficientes que permitam se chegar a esses volumes fantásticos. Vamos levar ainda muitos anos para termos algum grau de certeza com relação ao volume de petróleo realmente descoberto e se a sua produção será mesmo economicamente viável.

    A essa profundidade em que o petróleo foi encontrado no Pré-Sal a porosidade primária na rocha reservatório é muito baixa e a permeabilidade/transmissibilidade idem. Ficamos então na dependência da existência da porosidade secundária e aí a coisa se complica. O que se sabe a respeito desse item se resume apenas aos poços perfurados, que são localizados, e esse tipo de informação não pode ser estendido, de forma indiscriminada, para toda a área de 800 km x 200 km, porque o que predomina na natureza é a heterogeneidade, mas, como Deus é brasileiro…

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino.

  130. Senhor Marcelo Ostra em 24 Set, 2009 às 22:17,

    faz-me rir meu caro…kkkkkkkkk, essa gargalhada não deu pra conter…hehehe, fiquei até com dó de você agora Sêu Barriga…hehe tu anda passando muito olêo de peroba na cara em meu caro…kkkkkk e sempre na calada da noite né…kkkkkk na escuridão fica mais facil de não ser pego com a mão no doce né….kkkkkkkkkk

    Grato.

    Ps.Poggio você não fica com dó do Marcelo Barriga Ostra não…??!! kkkkkkk

  131. oia so, tavendo, como vc não é tão chaaaaaaatão assim

    Tem ate senso de humor, gostei, so dispensa o Sr

    Saudações Barrigais (oleo de peroba incluso)kkkkkk
    mod MO

  132. Ao suposto senhor Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva,

    apenas quero aqui, acusar o recebimento de seu email.

    Grato.

    Ps.Achei hilário Marcelão, você postar uma fala e altera-la em seguida, já imaginando a taka que iria levar…kkkkkkkkkk(E claro, sabendo que não iria colar, “Estamos de de olhooo…´´) kkkkkk.

  133. não Melk

    Aquilo que vc leu eh o que eu penso , que alias eh fato, basta reunir uma coletanea dos teus posts, apenas achei que nao valia a pena, tipo não acrescentaria nada, pois o proprio post (o assunto) não me interessa

    a Taka irei levar quando vc postar exatamente sobre aquilo que falei (ou seja vc sabe sobre o que falo), ai sim, te apaludirei

    ei, por falar nisto, hoje não tem barriga nao ?

    Abs
    Mod B MO

  134. Senhores e Senhoras / Boa noite!

    O e-mail ao qual o Senhor “Sem Nome” [vulgo COMANDANTE MELK em 25 Set, 2009 às 12:23] se refere é um relatório/artigo elaborado em 1990 sobre a “A EXPLORAÇÃO PETROLÍFERA NAS BACIAS SEDIMENTARES (parte terrestre) de SE/AL e PE/PB sob jurisdição do DISTRITO DE EXPLORAÇÃO DO NORDESTE – DENEST” que pode ser baixado de:

    http://www.plancol.com.br/Exploracao_Petrolifera_SEAL_e_PEPB.pdf

    Ele mostra os ciclos de descobertas em uma bacia petrolífera e a terminologia utilizada com certeza ajudará os senhores comentaristas a entenderem melhor um pouco mais sobre a exploração de petróleo. Sugiro que comparem a área da Bacia Sergipe/Alagoas (parte terrestre) em km2, o esforço exploratório versus o tempo de atividade exploratória na Bacia e a evolução das descobertas com a área do Pré-Sal. Não esqueçam de levarem em consideração o grau de dificuldade para a exploração em cada uma das áreas: Sergipe-Alagoas (terra sem evaporitos) e Pré-Sal (água profunda + espessos pacotes de evaporitos).

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino / Geólogo de Petróleo.

  135. Senhores,

    gostaria de explicar em especial ao Marcelo Ostra, e colegas do Blog o motivo de meu empenho em discutir este Post: Pré-Sal, farsa ou propaganda.

    Creio que para bom entendedor, o que já disse acima em varios post já é o suficiente para compreender o meu ponto de vista.
    Gostaria entretando, que aqueles que por ventura não tenham entendido oque a meu ver acontece aqui, dessem uma lida na matéria do site Eu Vi o Mundo do Luiz Carlos Azenha, que a meu ver exemplifica muito bem oque anda ocorrendo em muitos meios de informações.

    Lá vai…

    Para entender o dossiê falso disseminado por Mainardi
    Atualizado em 25 de setembro de 2009 às 20:29 | Publicado em 25 de setembro de 2009 às 14:39

    por Luiz Carlos Azenha

    Frequentemente nós, blogueiros, publicamos comentários sem nos dar conta de que há muitos leitores novos na internet. Gente que está chegando agora e que não entende as críticas que fazemos à mídia corporativa.

    Por isso, perdoem-me os iniciados. Vou começar do começo. Foi o blogueiro Luís Nassif quem, com sua série sobre os bastidores da revista Veja, deu um passo importante para demonstrar o uso que se faz de dossiês para o chamado assassinato de reputações no Brasil.

    Esses dossiês visam derrubar alguma autoridade ou defender algum interesse político e econômico inicialmente obscuro.

    Clique aqui para ler a série.

    Os dossiês são montados com meias-verdades, ilações e boatos. Ganham as páginas de jornais e revistas ancorados em suposições e acompanhados de uma saraivada de “supostos”, “possíveis” e “prováveis”.

    Os jornalistas fazem o papel de “mão do gato”. Os interesses por trás dos dossiês são escondidos do público. Fica parecendo tratar-se de uma denúncia jornalística, quando se trata na verdade de um assassinato de reputação.

    O mais recente dossiê divulgado pela mídia foi acolhido pelo colunista Diogo Mainardi, da revista Veja. E ganhou repercussão via Ali Kamel, por mais de um dia, no Jornal Nacional.

    Ambos — Mainardi e Kamel — deram pernas à falsificação, que está sendo investigada pela Polícia Federal.

    Para entender melhor, leiam a nota publicada pelo portal Vermelho:

    PF descobre quem foi que tramou com a Veja os ataques a Martins

    do Vermelho

    O agente federal aposentado Wilson Ferreira Pinna, lotado na Agência Nacional de Petróleo (ANP), foi apontado pela Polícia Federal como o autor do falso dossiê contra o diretor do órgão, Victor de Souza Martins, irmão do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. O dossiê falsificado foi usado pela revista Veja para atacar a ANP e o ministro.

    O material falsificado acusava Victor de Souza de aumentar os royalties das prefeituras que contratavam a empresa Análise Consultoria, que ele tem em sociedade com a mulher, Joseana Seabra. Pinna foi denunciado na 2ª Vara Federal Criminal do Rio pelos crimes de interceptação telefônica ilegal e quebra de sigilo fiscal dos irmãos de Vitor, inclusive do ministro.

    Após a revista “Veja” divulgar o dossiê em abril, primeiramente através da coluna de Diogo Mainardi e posteriormente em matérias da própria revista, o Ministério Público Federal constatou que o documento não estava no inquérito da Delegacia Fazendária, que apura corrupção nos repasses de royalties. A inexistência do dossiê levou o superintendente da PF no Rio, Angelo Gioia, a abrir novo inquérito.

    Em maio, a PF descobriu um pendrive com o falso dossiê, as declarações de renda obtidas ilegalmente e as transcrições de gravações telefônicas. Não se sabe ainda qual jornalsita da revista Veja recebeu o pendrive, mas os policiais identificaram Pinna como o autor.

    Por meio de representação à juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal, onde tramita o inquérito, foi pedida a prisão do agente, além de busca e apreensão na sua casa e na ANP.

    O pedido foi para as mãos do juiz Rodolfo Kronemberg Hartmann, da 2ª Vara Federal, que não analisou o caso, provocando um conflito de competência. Tudo parou até 15 de julho, quando o Tribunal Regional Federal (TRF) decidiu que a competência é da 2ª Vara. Após negar pedido de prisão, Hartmann intimou Pinna a apresentar sua defesa, antes de decidir se aceita a denúncia.

    Ontem, procurado pelo Estado, Pinna reclamou da divulgação do caso por conta do segredo de Justiça e depois se apegou na rejeição do pedido de prisão para se defender. Vitor repetiu o que falou na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados: “Quero justiça, saber quem fez essa investigação criminosa, a mando de quem, quem pagou e com qual objetivo.”

    Em seu blog, o jornalista Luís Nassif afirma que a lógica deste novo episódio do dissiê contra Martins é a mesma que descreve na série de matérias que desmascaram a revista Veja, especialmente no capítulo “O Lobista de Dantas”. “Primeiro, o lobista passa o dossiê para Diogo Mainardi. Ele escreve, Veja garante o espaço. Não é uma ou duas vezes, é mais que isso, é sistemático”, denuncia Nassif.

    Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

    Aqui, a nota mais recente do blog do Nassif sobre o episódio:

    25/09/2009 – 11:14

    As investigações sobre o dossiê falso

    Algumas informações sobre a operação criminosa do dossiê falso sobre a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

    1. Há meses, a mídia tem material das investigações sobre Wilson Ferreira Pinna, o araponga que produziu o falso dossiê contra Vitor Martins.

    2. Só ontem o Estadão deu, com pouco destaque, e tratando Vitor Martins como Vitor Souza. No período das acusações, insistiu-se no sobrenome Martins. Seu nome é Vitor de Souza Martins.

    3. Na matéria da Folha, Márcio Aith desinforma os leitores ao dizer que Pinna era homem de confiança do presidente da ANP Haroldo Lima. Ontem mesmo, Stanley Burburinho já tinha constatado que sua indicação se deu na gestão David Zilberstein. Essa informação é corrente na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, presumível fonte dos jornalistas sobre o tema.

    4. A proposta de contratação de Pinna foi feito por Luiz Augusto Horta Nogueira em 2002.

    5. Na Superintendência da PF do Rio há suspeitas fundadas de que Pinna tinha alguém acima dele controlando as operações. As suspeitas recaem sobre Jorge José de Araújo Freitas, chefe do Setor de Inteligência da ANP.

    6. Ontem, a ANP se declarou surpresa com as notícias. Se for verdade, se o presidente Haroldo Lima não havia sido informado por Freitas, o enigma estará decifrado. Há tempos, Freitas já havia procurado a Superintendência da PF no Rio, mostrando-se informado sobre as investigações.

    7. Quem ouviu o conteúdo dos grampos de Pinna diz que não tem uma informação relevante. Foram divulgados apenas para criar o ar de ameaça às vítimas.

    8. Não existe sigilo de fonte para acobertar operações criminosas. Veja e seu parajornalista terão que informar o nome da fonte que repassou o dossiê, sob pena de se tornarem cúmplices de um crime.

    PS – Recebo telefonema de Marcelo Auler informando que possuía as informações sobre as investigações desde maio. Informou o Estadão e pediu para segurar, para não comprometer as investigações. E o Estadão atendeu às suas ponderações. Uma lufada de jornalismo, que honra a tradição da casa.

    Clique aqui para ir ao blog do Nassif

    *****

    ANP demite agente acusado de grampear ministro

    MARCELO AULER – Agencia Estado

    RIO – O diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), Haroldo Lima, demitiu hoje o agente da Polícia Federal aposentado Wilson Ferreira Pinna do cargo de assistente administrativo junto à Assessoria de Inteligência do órgão.

    Apesar de Pinna ter sido denunciado em maio por violar sigilo fiscal de 10 pessoas, entre elas o ministro da Comunicação Social Franklin Martins, e grampear ilegalmente o ramal telefônico do então superintendente de fiscalização, Jefferson Paranhos, só ontem o chefe do setor de inteligência da ANP, delegado federal Jorge José de Araújo Freitas, informou Lima sobre o fato.

    Creio que não é preciso dizer mais nada, mas claro do que isso é impossivel…

    Agradeço a atenção de todos.

  136. Senhores e Senhoras / Boa noite!

    Sinceramente Senhor “Sem Nome” [vulgo COMANDANTE MELK em 25 Set, 2009 às 12:23 e em 25 Set, 2009 às 22:02], não vejo qualquer ligação entre o meu artigo técnico sobre o Pré-Sal e não dossiê, postado pelos Editores do Blog, e este seu último post “super king”, a não ser a intenção pura e simples de desviar a atenção do leitor sobre a verdade do Pré-Sal brasileiro, mesmo porque os royalties atualmente pagos ao municípios dizem respeito ao petróleo produzido no Pós-Sal.

    Por isso, tomei a iniciativa – que pode não ser do agrado dos senhores Editores – de reproduzir o meu post imediatamente anterior ao seu, na esperança que o senhor critique o artigo do link com a ajuda ou não dos “universitários” de plantão.

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino / Geólogo de Petróleo.

    Senhores e Senhoras / Boa noite!

    O e-mail ao qual o Senhor “Sem Nome” [vulgo COMANDANTE MELK em 25 Set, 2009 às 12:23] se refere é um relatório/artigo elaborado em 1990 sobre a “A EXPLORAÇÃO PETROLÍFERA NAS BACIAS SEDIMENTARES (parte terrestre) de SE/AL e PE/PB sob jurisdição do DISTRITO DE EXPLORAÇÃO DO NORDESTE – DENEST” que pode ser baixado de:

    http://www.plancol.com.br/Exploracao_Petrolifera_SEAL_e_PEPB.pdf

    Ele mostra os ciclos de descobertas em uma bacia petrolífera e a terminologia utilizada com certeza ajudará os senhores comentaristas a entenderem melhor um pouco mais sobre a exploração de petróleo. Sugiro que comparem a área da Bacia Sergipe/Alagoas (parte terrestre) em km2, o esforço exploratório versus o tempo de atividade exploratória na Bacia e a evolução das descobertas com a área do Pré-Sal. Não esqueçam de levarem em consideração o grau de dificuldade para a exploração em cada uma das áreas: Sergipe-Alagoas (terra sem evaporitos) e Pré-Sal (água profunda + espessos pacotes de evaporitos).

    Atenciosamente.
    Ivo Marcelino / Geólogo de Petróleo.

  137. Hoje, 29/09, nenhum desses grandes da imprensa, tipo Globo, Estadão, FSP ou até a Abril, se debruçaram sobre essas declarações. O que iria fazer a Petrobras se manifestar também.
    E o mais importante, os DEM-Tucanos não se manifestaram também, nem no plenário com os seus diversos defensores da moralidade ou na própria CPI, convidando esse indivíduo.
    E publicado no dia 20/9 no blog juridicobrasil, comenta sobre a plataforma de Piranema e nas atividades que estão sendo desenvolvidas nela.
    O que nos leva a não descartar de um factóide. Mas, aguardemos.

  138. Senhores
    O Senhor Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva, está com toda razão, realmente não existe análise prévia que determiam o potencial de uma jazida de petróleo. A prova disso está no campo de Piranema assim como em outros vários campos da Bacia de Campos . Para quem conhece Marimbá e Badejo da Bacia de Campos são dois exemplos vividos por mim. Nem nas condições operacionais TLD- Teste de Longa Duração, tem-se como concluso valores que determinam o potencial de um poço.
    O Governo deveria baixar um pouco a bola, pois está contanddo “com o ovo ainda dentro da galinha”.
    Nobres colegas sejam coerentes com os seu apredizados sejamos responsáveis em informar à opinião pública o que sintetiza a realidade.
    Afirmação contrária ao que o nobre Ivo teve a coragem de assim fazer é um grande serviço à Nação. O Resto é simplesmente fruto da imaginação ou posição ideológica PARTIDÁRIA.
    Parabéns Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva.
    Reginaldo Lucas dos Santos
    Aposentado da Petrobras
    regilucas@yhoo.com.br

  139. Já é um bom começo essa discussão. É preciso mesmo questionar o “pré-sal”, mas não é fácil! A propaganda sobre o tema é forte e tem como objetivo maior as eleições de 2010, e sendo assim faz promessas mágicas com esse petróleo. E a maioria gosta de falsas promessas! É mais fácil e cômodo acreditar nelas. Por isso não é nenhuma novidade as desconfianças lançadas sobre as VERDADES TÉCNICAS que o Sr. Ivo Lúcio escreveu. Não inventou nada! E não é o único que está a fazer esses questionamentos. Se a Petrobras não tivesse se transformado em PTbrás haveria chances de questionamentos técnicos qualificados serem levados a sério. Os senhores favoráveis ao pré-sal respondam, por favor: de 1859 até 1969, os EUA furaram 2.225.410 poços de petróleo, foram encontrados 237 campos gigantes, furando até 5 poços por hora. E até hoje, já são 4,5 milhões de poços perfurados! E nós furamos apenas 23 mil!!! Este é um EXEMPLO para nós porque temos extensão territorial semelhante ao dos EUA. Então, POR QUE O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL??? POR QUE O PETRÓLEO ON SHORE não é levado em consideração?

  140. Acho importante que haja a discussão. Quanto ao fato de outros não falarem, imagino a pressão imensa sobre a mídia e sobre os profissionais que o governo está fazendo. Esse petróleo é visto pelo pt como o passaporte para ficar no poder em 2011. Na visão do povo simples foi o lula que descobriu o petróleo. Esse é um governo que axagera e mente, é bom prestarmos atenção.

  141. Pode haver muito petróleo, pode. Mas ainda sabemos muito pouco a respeito disto para afirmá-lo categoricamente , pois as incertezas são muitas e a realidade ainda está enterrada, oculta, desconhecida, foram perfurados poucos poços exploratórios. Pode ser uma grande notícia ou a maior barrigada da história do Brasil que transformará em chacota mundial nossa outrora gloriosa Petrobrás. Não está havendo responsabilidade na forma que um assunto tão importante está sendo noticiado, por enquanto fica no nível de bravatas, oportunismo e politicagem barata. Duvido que técnicos competentes, prudentes e responsáveis tenham aprovado a forma com que foram feitos estes anúncios.

  142. Hoje, 14/10, faz mais de um mês que foi postado essa “denúncia”. Tenho acompanhado, com alguma regularidade, os notíciarios.
    O Globo, FSP, Estadão e Veja parece que não deram a projeção que merece tal “denúncia”.
    A bancada DEM-Tucanos-PPS, que qualquer assunto que rende, correm para o plenário denunciando e com todos os holofotes neles, não se manifestaram com relação a “denúncia”.
    A Petrobras, até onde sei, tem ações pelo mundo. Até o momento, não houve queda ou desvalorização.
    Empresas internacionais participam com a Petrobras e a convidam para realizar prospecções e outras atividades próprias. Nenhuma se manifestou.
    Numa primeira percepção, o carater da “denúncia” dá a entender que todo o corpo de geologos e engenheiros da Petrobras arriscam suas carreiras e seus empregos, compactuando com um projeto político. Não há manifestação dessa classe.
    Se todas estas questões ficaram em aberto, a “denúncia” do Sr. Ivo foi desconsiderada.
    Acreditar que esse governo tem um grande poder sobre mídia e oposição, é querer ofender a inteligência de qualquer.
    Acreditar num grande complô ou conspiração, tipo área 51, Kennedy, Roswell e outros, não é da capacidade intelectual e organizacional desse governo unir tantos interesses num só.
    Das duas, uma: ou o Sr. Ivo é um previligiado, com informações que ninguém mais tem ou consegue ter, ou é um FACTÓIDE.

  143. Cheguei a este texto através do Google, indicado por um comentário em um blog.

    Fico bastante aborrecido em ver a reação de determinadas pessoas, que, ao não concordarem com com o teor do texto, partem para a desqualificação pura e simples de seu autor. Como técnico, o sr. Ivo tem o dever de colocar seu parecer e sua opinião pessoal sobre este assunto. E aqueles que discordam, que o façam com argumentos.

    Infelizmente simpatizantes do petismo apenas repetem os mantras governistas, de que isso “é conversa da oposição que quer procurar coisas ruins”, etc, etc. Mas que tolice. Será que vivemos em um sistema ditatorial e nem percebemos? Não há espaço para divergência? Um participante até mesmo pediu a retirada deste texto do site. O petismo chegou ao ponto de esmagar qualquer diálogo no país? Onde estamos…!

  144. Em outras palavras: hoje no Brasil, o governo dá as “boas notícias”, e o bom brasileiro comemora. Não comemorou, está questionando? Então deve ser demo-tucano-dazelite…

    Vivemos um perfeito fascismo.

  145. Plano de Desenvolvimento aprovado na Reunião de Diretoria nº 443 de 04/09/2007, Resolução de Diretoria nº 547/2007.

    SUMÁRIO EXECUTIVO EXTERNO DO CAMPO DE PIRANEMA
    Contrato de Concessão n° 48000.003495/97-89

    Em reunião realizada em setembro, a Diretoria da Agência Nacional do Petróleo – ANP aprovou o Plano de Desenvolvimento do Campo de Piranema.

    O Campo de Piranema com área de 263,6 km² localiza-se na sub-bacia de Sergipe em águas profundas e ultraprofundas (lâmina d’água variando entre 200 e 2.000 m) da plataforma continental, a sudeste da cidade de Aracaju, distando 37 km da costa do Estado de Sergipe. (Estação Coletora de Atalaia).

    LOCALIZAÇÃO DO CAMPO DE PIRANEMA (Figura)

    Sumário Executivo de Uso Externo – Campo Piranema pág. 1/2

    O campo agrupa 3 áreas onde foram feitas descobertas pelos poços 1BRSA86, 3BRSA111A, 1BRSA178 e 4BRSA189A, 3BRSA252. Os reservatórios são areias intercaladas nos folhelhos da Formação Calumbi depositados em um ciclo transgressivo sob controle de paleocalhas orientadas NW-SE, sendo a paleocalha do Vaza Barris a mais importante delas. A rocha geradora corresponde à Formação Riachuelo, onde também se verificou presença de gás no 1BRSA178.

    O estudo de reservatórios considera recuperação secundária através da injeção de água ou gás, sendo a última considerada mais atrativa. O estudo definiu 2 fases. A fase 1 engloba a área do poço 4BRSA189A, com drenagem através de 2 poços produtores e 1 injetor, e do 3BRSA252, com drenagem através de 1 poço produtor e 1 injetor. A fase 2 refere-se à drenagem da área do 1BRSA178SES com 2 poços produtores e 1 injetor, a serem perfurados. Há possibilidade de expansão da fase 2 englobando a área do 1BRSA86 e do 3BRSA111A, além da área do SES92, em bloco adjacente arrematado pela operadora. Fases 3 e 4 adicionais são dependentes de sucesso exploratório.

    Os volumes in-situ do campo ainda apresentam um relativo grau de incertezas, sendo estimados em 13,738 MM m3 (86 MM bbl) para o petróleo e 4,858 B m³ para o gás.

    As previsões de produção de óleo e gás associado, bem como de injeção de gás foram obtidas por meio de estudos de simulação de reservatórios envolvendo os blocos dos poços 4-BRSA-189A-SES, 3-BRSA-252-SES (Fase 1) e 1-BRSA-178-SES (Fase 2).

    Todo o gás associado produzido com o óleo será aproveitado, efetuando-se a reinjeção de cerca de 90% da vazão de gás diária, para fins de recuperação suplementar.

    As curvas de produção indicam um projeto de vida relativamente curta com duração de 7,3 anos para a fase 1 e 3,7 anos para a fase 2. A produção atinge um pico médio de 3.070,7 m³/d (19 Mbopd) de óleo em 2007, e segue em declínio acentuado, mesmo considerando-se a implantação da recuperação secundária, simultaneamente ao início da produção. O início da produção está previsto para 2006.

    A unidade estacionária de produção a ser usada nas duas fases é um FPSO afretado denominado SSP-300 (Sevan Stabilized Platform). É basicamente um mono-casco com forma circular, capaz de armazenar 300.000 barris, comprimir de 2.400.000 m³/d e processar 30.000 bbl/d a ser posicionado em lâminas d’água de 1.090 m (fase 1) e 1.560 m (fase 2). O óleo será transferido para navios aliviadores, e o alívio deverá ocorrer a cada 5 dias no período de pico. O gás natural produzido no FPSO será utilizado para injeção no próprio campo e para consumo do gás combustível.

    A desativação do campo está prevista para 2017 quando então será realizado seu abandono.

    Sumário Executivo de Uso Interno – Campo Piranema pág. 2/2

  146. Acredito que o Geólogo dessa matéria, nao tem muito conhecimento cientifico,sobre o pré sal, afinal somos uma naçao de respeito a nivel intrnacional, e estamos no rumo da verdadeira independencia do BRASIL que vai se consolidar quando conseguirmos conquistar a mina da EDUCAÇAO escondida atrás de algumas cortinas ainda remanescentes da DITADURA CAPITALISTA.. sonhar é viver… o pré sal é do Brasil e o sonho dos brasileiros é sermos reconhecidos como a maior potencia mundial na produçao de alimentos e extraçao de petróleo e outras fontes de energia ainda nao exploradas. Acrredite quem puder e quizer mas temos hoje o governo mais competente da história desse pais…avante povo BRASILEIRO ..rumo ao progresso

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