A BAE Systems informou, em 7 de setembro, que o segundo de três navios patrulha oceânicos (OPV – Offshore Patrol Vessels) construídos pela empresa para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago Coast Guard, completou com sucesso as provas de mar ao largo da Escócia, e deverá ser entregue em outubro.

O navio recebeu o nome da capital do país,  Scarborough, e iniciou as provas em julho, com uma equipe da BAE Systems embarcada junto com uma tripulação da Guarda Costeira de Trinidad e Tobago. Segundo a empresa, o navio excedeu a velocidade contratada de 25 nós, assim como os requerimentos de manobrabilidade estabelecidos pelo cliente.

A velocidade atingida foi de 25,38 nós, o navio completou círculos com extensão de 3,5 vezes o seu comprimento, sendo de 3,7 vezes do comprimento a sua distância para parada. A tripulação também testou a geração de energia e a propulsão, assim como o sistema de combate, incluindo canhões e o radar de vigilância, vitais para o combate ao tráfico de drogas.

Segundo a BAE Systems, essa classe de OPV de 90 metros de comprimento é equipada com um sistema de radar capaz de detectar aeronaves voando baixo, carregando também uma embarcação de interceptação rápida e um bote semirígido, para operações de salvamento e abordagem.

É equipado com um convoo tem 20 metros de comprimento, podendo operar e abastecer um helicóptero de médio porte. O espaço também pode ser usado para transporte de conteineres, carga, veículos, contando também com uma grua com capacidade para 16 toneladas.

O navio pode acomodar uma tripulação de 70 pessoas, com espaço para mais 50. Porém, pode operar com apenas 36 tripulantes. O comprimento do navio é de 90 metros, a boca de 13, 5 metros. O alcance é de 5.500 milhas, com autonomia para 35 dias.

FONTE / FOTOS: BAE Systems

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Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

3 Comentários para “Falando em BAE Systems, novo OPV de Trinidad e Tobago completou provas”

  1. Edu Nicácio 15 de setembro de 2010 at 18:12 #

    Não entendo o por quê de não termos uma Guarda Costeira nos moldes da USCG.

    Esta se reportaria ao Comando da Marinha, que estaria livre para desempenhar atividades em águas azuis, com seus NAe’s, submarinos, fragatas, LHD’s, etc…

    Usar corvetas e fragatas para salvamento de náufragos a 50 milhas da costa me parece um contrasenso e um gasto desnecessário de dinheiro.

    Quanto custa um Navio Patrulha desses, US$ 100 milhões? Pois bem… Com US$ 6 bilhões poderíamos dispor de 60 deles…

  2. Fabio 15 de setembro de 2010 at 18:22 #

    Custa aproximadamente R$ 230.000.00,00.

    Os Almirantes não querem largar o osso, já pensou, em vez de fragatas o GF só liberasse dim dim pra guarda costeira…..

  3. marujo 18 de setembro de 2010 at 7:39 #

    Esse é o pior projeto de patrulheiro oceânico oferecido ao Brasil. È mais leve do que o especificado pela MB e parece que nem convoo hangar para helicóptero tem.

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