A Marinha do Brasil incorporou, em 24 de setembro, o mais um Aviso de Patrulha (AviPa), construído pela Indústria Naval do Ceará S.A (INACE).

A solenidade, realizada no píer do Marina Park Hotel, em Fortaleza (CE), marcou o batismo do navio, que recebeu o nome de AviPa Albacora, e sua transferência para o Setor Operativo.

A cerimônia foi presidida pelo Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos; acompanhado do Comandante do 1º Distrito Naval, Vice-Almirante Carlos Augusto de Sousa; do Comandante do 3º Distrito Naval, Vice-Almirante Airton Teixeira Pinho Filho; do Coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha, Contra-Almirante Afrânio de Paiva Moreira Júnior; e do Diretor-Presidente do INACE, Antônio Gil Fernandes Bezerra.

Atracada ao píer, a nova embarcação recebeu o tradicional banho de champanhe, após o acionamento do dispositivo por sua madrinha, a Sra. Vera Lucia Afonso Ramos, esposa do Almirante-de-Esquadra Arthur Pires Ramos.

Lançado ao mar no dia 09 de agosto, o AviPa contribuirá nas ações de Patrulha e Inspeção Naval e deve, também, ser utilizado em manobras de reboque de embarcações de porte semelhante, em tarefas de Busca e Salvamento (SAR) e em apoio a operações de mergulho livre e autônomo, ao longo do litoral sob jurisdição do Comando do 1° Distrito Naval, cuja sede fica localizada no Rio de Janeiro.

O nome da embarcação é originário de um peixe semelhante ao atum, encontrado em toda a costa brasileira, especialmente no Nordeste.

O Aviso de Patrulha possui casco e superestrutura construídos em alumínio, 22,80 metros de comprimento e alcança uma velocidade máxima de 15 nós, com autonomia de três dias e um raio de ação de 300 milhas náuticas (cerca de 777 quilômetros). A sua tripulação é formada por um Oficial e cinco Praças.

FONTE e FOTOS: MB

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22 Responses to “Aviso de Patrulha ‘Albacora’ é incorporado” Subscribe

  1. Ozawa 29 de setembro de 2010 at 12:14 #

    Ok. É notícia naval, é importante, mais uma embarcação distrital, etc…, etc…, etc…

    Mas quando meu Deus ! Eu vou ver solenidades assim para o recebimento em tempo razoável de meios navais de linha ! Tudo bem que uma Marinha de Guerra se faz também de meios distritais, mas só isso também não !

    No quadro atual de nossas escoltas me dói ver tanto aparato, tantas platinas, para tão pouco…

  2. Fabio 29 de setembro de 2010 at 12:26 #

    Quais as armas desta belonave?

  3. luiz otavio 29 de setembro de 2010 at 13:02 #

    Olá Fabio, sou leigo como você, mas acho que a principal arma é a velocidade mesmo, para interceptações, vigilância e não ataque, mas dá para ver uma metralhadora alí.

  4. Dalton 29 de setembro de 2010 at 13:19 #

    Fabio…

    o que encontrei é que este aviso patrulha da classe Marlim está
    armado com duas metralhadoras MAG 7,62.

    abs

  5. Fabio ASC 29 de setembro de 2010 at 13:25 #

    Obrigadosss

  6. Dalton 29 de setembro de 2010 at 13:38 #

    Mas tenho uma pergunta também !

    Mudaram o indicativo do casco de LP para esta “sopa de letrinhas”
    GptPNSE…alguém sabe o significado ??????

    sds

  7. claudio/Itajaí - SC 29 de setembro de 2010 at 13:45 #

    Boa tarde pessoal.

    Não acredto que 15nós seja lá muita velocidade para um Aviso de Patrulha. A corveta Barroso chega em 27nós(segundo o site da marinha).

    Porém desconheço em qual cenário a embarcação será utilizada.

  8. Dalton 29 de setembro de 2010 at 14:14 #

    Claudio…

    acho que há um erro aí. 15 nós não seria a velocidade máxima, e sim a economica para manter uma autonomia de 3 dias. A velocidade máxima é de 25 nós.

    abs

  9. claudio/Itajaí - SC 29 de setembro de 2010 at 15:08 #

    Dalton,

    Agradeço a correção.
    Se for dessa maneira concordo que a velocidade é uma aliado do Aviso de Patrulha.

  10. J.Claro 29 de setembro de 2010 at 15:42 #

    Trata-se de uma bela embarcação
    aos poucos nossa MB vai avançando.

  11. Wiltgen 29 de setembro de 2010 at 16:25 #

    Dalton,

    GptPNSE: Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste

    Abraços,

  12. Dalton 29 de setembro de 2010 at 16:49 #

    Obrigado Wiltgen !!!!

  13. Leandro Requena 29 de setembro de 2010 at 19:08 #

    Tem que comprar mais uns 50 desses pra espalhar pelo nosso litoral e fronteiras.

    Só assim acabar com o tráfico de armas e contrabando través das vias fluviais e também marítimas.

    Pois pra quem não sabe, tem um monte de navios estrangeiros que param em alto mar e descarregam muamba em barcos menores durante a noite.

    A Polícia federal já anda combatendo isso. E até a PM carioca realiza esse trabalho.

    http://www.defesanet.com.br/01_lz/urb/01_mar.htm

    Sendo que essa deveria ser uma função da Marinha, através de uma Guarda Costeira, ou no nosso caso pela Capitania dos Portos, que cá entre nós, são muito carentes de novos navios e outro meios.

  14. Ricardo_MGA 29 de setembro de 2010 at 23:50 #

    Prezado ozawa

    Concordo com o que o Leandro falou, hoje muti se fala no pré sal e em FX2, mas o nosso principal problema (e portanto mais urgente) é o trafico de drogas e ele se combate com meios distritais como esse para evitar o trafico através dos rios brasileiros.
    Escoltas desse tipo aliadas a helis e ST da FAB ajudam muito a combater o trafico de drogas

    obs: sei que um caça tipo o SH, rafaele ou gripen podem ser usado pra combater o trafico, mas contra traficante o ST ta de bom tamanho pra bombardear pistas clandestinas e escoltar aeronaves suspeitas ate aeroportos, pois os custo operacionais dele são bem menores

  15. Asimov 30 de setembro de 2010 at 0:47 #

    Meio off mas interessante:

    Tradução Google
    http://www.usinenouvelle.com/article/transferts-de-technologie-la-methode-dcns.N138872

    L’usine Nouvelle
    Construção naval
    Método de transferência de tecnologia DCNS
    Em 28 de setembro de 2010 por Maucourt Remy

    Para a transferência de tecnologia para um país do cliente, não é suficiente para postar uma série de planos. A DCNS, o processo está maduro.
    Em setembro de 2009, a DCNS assinou um contrato grande com a Marinha do Brasil. 6.700.000.000 € por quatro submarinos convencionais (Scorpene tipo), um submarino com propulsão nuclear (com excepção da propulsão), uma base militar e um estaleiro.

    Todos estes elementos serão construídos no Brasil por uma joint venture (NAI) e DCNS criado pela empresa local Odebrecht. O estaleiro, que acabará por ser de propriedade da Marinha do Brasil, usado para construir submarinos. Em 2012, 25 engenheiros franceses irá realizar uma missão no Brasil para a assistência técnica, que deve durar 13 anos.

    130 brasileiros serão treinados em Cherbourg para construir submarinos, e 30 no projeto de estudo para Lorient. Estes incidirá sobre a estrutura dos submarinos nucleares, muito especial.

    O método utilizado pela DCNS é chamado de “on-job training”. A metade da frente de um submarino convencional será construído na França, e servir como uma aplicação prática para a formação do Brasil. Em 2012, a parte construída no Brasil será transportado para os engenheiros em causa, que irá completar o trabalho de campo. Este método tem sido utilizado pela DCNS em vender submarinos para o Paquistão, a Malásia ou o Chile.

    Os 30 engenheiros da Marinha brasileira chegou ao Lorient com suas famílias, eles permanecem 18 meses em treinamento em locais especialmente criados para eles. Confrontado com os estaleiros da DCNS, que vai explorar métodos que lhes permitam construir o primeiro submarino nuclear no hemisfério sul.

    OBJETIVO: DOMINAR O COMÉRCIO

    As transferências de tecnologia são assustadores, especialmente quando envolvem equipamentos militares. A direção da DCNS procura dramatizar, para provar que a transferência está sob controle.

    Tecnologias transferidas são limitadas. Nenhuma transferencia nos sistemas de combate, nem sobre propulsão nuclear em si. Para estes últimos, os brasileiros têm desenvolvido um protótipo que está sendo testada no terreno.

    Quinchon Pierre, diretor da divisão de submarinos da DCNS, vai além. Ele garantiu que “o Brasil está comprometido com a França a não vender essa tecnologia”. A DCNS não estaria armando um futuro concorrente.

    Para a DCN, o mais importante não está aí. Além do próprio contrato, a empresa coloca um pé no Brasil. É a sua própria joint venture que irá construir os submarinos. Pierre Quinchon que exagera um pouco, vai mais longe e afirma que A DCNS irá transferir a tecnologia para si. Aconteça o que acontecer, a DCNS vai ganhar uma posição estratégica de liderança no Brasil, crescendo. O sonho de muitos industriais.

  16. Zorann 30 de setembro de 2010 at 1:58 #

    Desculpem-me perguntar, mas qual o custo de uma embarcação dessas? Esse é um dos navios de 500t anunciados anteriormente?

    Se o custo for baixo, seria muito interessante e necessário muitas unidades destas espalhadas por nosso litoral (como citou o Leandro), afinal não temos Guarda Costeira e todo pliciamento acaba sendo feito mesmo pela nossa Marinha.

  17. Raptor 30 de setembro de 2010 at 5:34 #

    Uma palestra interessante para se pensar em pesquisas e monitoramento da Amazônia Azul:

    http://www.ted.com/talks/lang/por_br/john_delaney_wiring_an_interactive_ocean.html

  18. Lucas de Matos 30 de setembro de 2010 at 6:11 #

    Zorann ,

    amigo , não são os NPA de 500t , são avisos de Patrulha de 45t , o custo deles são baixos considerando que sua autonomia é de apenas 3 dias no mar

  19. Biel 30 de setembro de 2010 at 13:33 #

    Esta prevista a aquisição de mais embarcações como esta ?

  20. Dalton 30 de setembro de 2010 at 14:15 #

    Biel…

    quatro já foram incorporados, Marlim, Barracuda, Dourado e Albacora e mais dois o serão ainda este ano, Anequim e Pargo.

    abs

  21. Paulo 1 de outubro de 2010 at 12:04 #

    A autonomia não seria pequena para o porte da embarcação? Pergunta de leigo.

  22. MVMB 1 de outubro de 2010 at 19:15 #

    concordo com a necessidade de mais unidades desse porte para os distritos navais e APOIO – eu disse APOIO as atividades de busca de drogas e policiais.

    mas, 15 nós e metralhadoras 7,62. QQ avião de boca de fumo tem mais poder de fogo que isso.

    Uma ultima pergunta… Pq só o INACE constroi navios para a marinha?

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