Estivemos nos dias 14 e 15 de outubro no Seminário da Amazônia Azul, na Escola Naval, que prossegue até amanhã. O evento  reuniu autoridades civis e militares para debater as responsabilidades em proteger os interesses nacionais nas Águas Jurisdicionais brasileiras. O evento credenciou 793 participantes.

O Brasil pleiteia junto à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) a extensão dos limites de sua Plataforma Continental, além das 200 milhas náuticas (370km), correspondente a uma área de 963 mil km².

Se aceitas as recomendações da CLPC, o espaço marítimo brasileiro poderá atingir 4,5 milhões de km², uma área maior que a Amazônia Verde.

O propósito deste seminário foi divulgar e fortalecer o conceito Amazônia Azul junto a seguimentos de interesse da Sociedade, identificando as potencialidades científicas, econômicas e energéticas das Águas Jurisdicionais Brasileiras e as consequentes demandas por proteção desses interesses no mar, agora e no futuro.

As palestras abrangeram temas relacionados à segurança, às riquezas existentes e aos aspectos político-estratégicos da Amazônia Azul.

Palestras do dia 14/10

Tivemos o prazer de assistir à palestra do Almirante-de-Esquadra Mauro César Rodrigues Pereira (RM), Ex-Ministro da Marinha, que discorreu sobre os aspectos políticos e estratégicos da Amazônia Azul.

O Almirante Mauro Cesar destacou que o mar não é visto pela população, mesmo para aqueles que moram no litoral, por isso não há a devida percepção de sua importância.

Era preciso criar uma imagem para que a Sociedade percebesse essa questão e isso foi conseguido com a criação do conceito da Amazônia Azul.

Ele destacou ainda que a Marinha antecipou-se à descoberta do Pré-Sal, quando participou da Convenção da Jamaica nos anos de 1973, 1982, 1988 e 1994 e realizou o LEPLAC, que garantiu a Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas e que hoje contém a maior parte dos poços de petróleo descobertos.

Mauro César disse que a liderança do Brasil no Atlântico Sul surge espontaneamente pela nossa competência, daí o Brasil ter sido procurado pela Namíbia para ajudar na formação da Marinha daquele país africano.

Ele também lembrou a integração da Marinha do Brasil com a Armada Argentina, a despeito da rivalidade histórica dos dois países. A operação conjunta de aeronaves das duas Marinhas na Operação ARAEX, realizada com pleno sucesso a bordo do NAeL Minas Gerais (e depois no NAe São Paulo) dependeu apenas de um acordo verbal entre os comandantes das duas Marinhas: “Qualquer dano ao navio é de minha responsabilidade, qualquer dano nas suas aeronaves é seu” – foi o acordado, disse o almirante.

Política Marítima

Mauro Cesar disse que o Brasil ainda carece de Política Marítima, que depende de sentimento e de atitude e isso não tem a ver apenas com papel, com um documento. Ele deu o exemplo da Marinha Mercante nacional, que compreende apenas 3% dos navios que transportam produtos brasileiros.

Estratégia Naval

O palestrante também detalhou a estratégia naval brasileira, que visa principalmente impedir ataques ao Continente, através da tarefas básicas do Poder Naval: Negação do uso do mar, Projeção de Poder e Controle de Área Marítima.

Esssa estratégia também visa:

  • Assegurar a liberdade de exploração do mar
  • Manter abertas as linhas de navegação
  • Assegurar a preservação ambiental
  • Manter abertas as rotas de acesso à Antártica
  • Procurar unidade de ação naval com os países do entorno do Atlântico Sul

O almirante Mauro Cesar destacou que a negação do uso do mar é geralmente violenta, contra um inimigo declarado e é feita pelos submarinos, por isso não serve para os estágios iniciais de um conflito.

Para estes, é preciso ter a capacidade de controlar área marítima, saber o que ocorre em determinada área de interesse e isso é feito primordialmente com um porta-aviões (navio-aeródromo).

Com o navio-aeródromo é possível, por exemplo atacar uma base de submarinos inimigos, limitando sua operação ou atacando uma base inimiga em território africano por exemplo ou uma ilha oceânica que esteja sendo usada para atacar o Brasil.

Por isso a Marinha do Brasil precisa de navio-aeródromo e de uma força de Fuzileiros Navais.

Mauro César disse ainda que o Brasil precisa de navios de guerra em quantidade e de apoio aéreo aproximado, para realizar plenamente as missões de controle de área marítima, para manter abertas as linhas marítimas e o acesso à Antártica.

O Brasil ainda não possui uma Marinha Mercante própria expressiva, mas quando tiver, necessitará de capacidade para protegê-la em locais distantes, como no Golfo de Áden.

O almirante destacou também a unidade de ação naval com outras Marinhas, para o uso político do Poder Naval, a fim de mostrar que o Brasil tem capacidade de se defender e que também tem capacidade de ajudar países mais fracos, se necessário.

Mauro César encerrou dizendo que o Poder Naval é uma ferramenta para ser usada no jogo político internacional e que apesar de estarmos desabituados a ter ações militares no Atlântico Sul, quanto mais capacitados formos, menos problemas nossos diplomatas terão.

O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

O vice-almirante Elis Treidler Öberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, apresentou a palestra “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz)”.

Antes de entrar no assunto propriamente dito, ele citou o Ciclo OODA de John Boyd, mostrando a aplicação do mesmo em operações navais. O Ciclo de OODA pode ser aplicado para antecipar-se ao inimigo e tomar decisões mais rápidas, que obriguem o inimigo a ter que tomar outras decisões e atrase sua ação.

Segundo o almirante Öberg, o SisGAAz será um conjunto de diversos sistemas que nós já temos hoje e vai possibilitar um total conhecimento sobre o que se passa na superfície, na subsuperfície e no espaço aéreo das águas jurisdicionais brasileiras e em boa parte do Atlântico Sul.

O SisGAAz visa monitorar a Amazônia Azul e prover dados para o comando e controle na defesa das plataforma de petróleo, portos e ilhas e vias marítimas.

Ele vai ser implementado por fases, sendo a primeira o delineio da arquitetura, que já está sendo feito e que será integrar toda uma série de sistemas que a Marinha já opera e, posteriormente, agregará uma série de sensores e veículos aéreos não tripulados.

O SisGAAz será integrado ao SisFron do EB e ao Sisdacta da FAB e integrará com link de dados navios, aeronaves e submarinos. Mais tarde se prevê a instalação de radares costeiros, radares OTH, satélites e UAS.

Luiz Padilha, VA Elis Treidler Öberg e Alexandre Galante no Seminário da Amazônia Azul

Palestras do dia 15/10

Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais Almirante-de-Esquadra (FN) Alvaro Augusto Dias Monteiro e Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães

A primeira palestra da manhã foi proferida pelo Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. Ele destacou que se o Brasil não cooperar com os países africanos, sobretudo os da África Ocidental, outros países o farão, como a China, que já está penetrando na África com grande velocidade.

Às 11h30 começou a palestra mais esperada pela equipe do Poder Naval, proferida pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante-de-Esquadra (FN) Alvaro Augusto Dias Monteiro, intitulada “O Emprego do Poder Naval na Defesa da Amazônia Azul”.

O almirante Alvaro Augusto começou citando os versos de Machado de Assis, do “Hino Patriótico” de 1863, que surgiu na Questão Christie, quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Grã-Bretanha, depois que esta apresou cinco navios-mercantes brasileiros:

Brasileiros! Haja um brado
Nesta terra do Brasil
Antes a morte de honrado
Do que a vida infame e vil

Alvaro Augusto prosseguiu afirmando que o Brasil historicamente sempre teve dificuldade de manter um Poder Naval adequado às suas necessidades e aspirações.

Deu o exemplo do ambicioso Programa Naval Júlio de Noronha de 1904, que depois foi modificado pelo Almirante Alexandrino, para compra dos encouraçados “Dreadnought”, Minas Gerais e São Paulo.

Apesar da aquisição dos poderosos “Dreadnought”, a Marinha não comprou um navio carvoeiro para reabastecê-los, o que limitava seriamente sua autonomia. (Lembramos imediatamente que a Marinha atual tem o mesmo problema, com um navio-tanque apenas em operação).

O almirante chamou a Amazônia Azul de nosso “Mar Patrimonial”, nosso “Território Imerso” e definiu o conceito de Dissuasão: “Dissuadir é estar preparado para combater”. Ele disse também que o Atlântico Sul é o nosso “Mar Presencial”, que o Brasil precisa exercer a presença do Poder Naval em todo o Atlântico Sul.

Isso é necessário porque os países africanos da Costa Ocidental da África possuem instituições fracas e pequeno poder militar, com exceção da África do Sul, cuja Marinha opera em estreita colaboração com a MB. A China avança sobre a África vorazmente e 6% do petróleo mundial sai de Angola.

Além disso, duas Marinhas da OTAN estão presentes no Atlântico Sul, a Royal Navy com suas ilhas oceânicas e a US Navy, que divide a Ilha de Ascensão com o Reino Unido.

Para isso, o Poder Naval precisa apresentar as seguintes características:

  • Credibilidade
  • Meios adequados
  • Capacidade de operar os meios adequadamente
  • Firme determinação de empregá-los

O almirante citou Geoffrey Till e as hipóteses de conflitos marítimos: os decorrentes de recursos do mar, criminalidade marítima, exaustão de recursos do mar e envolvimento inadvertido.

O almirante Alvaro Augusto mostrou os diferentes empregos do Poder Naval e citou a Guerra das Malvinas, que segundo alguns, poderia ter sido evitada se os ingleses tivessem usado a Diplomacia Naval, para inibir a ação militar argentina.

Ele deu o exemplo também da Diplomacia Naval usada pelo Brasil, quando nossa Marinha resolveu enviar uma Força Tarefa com 2 cruzadores e 3 contratorpedeiros à Angola, para apoiar Portugal, em 1967.

Por problemas de manutenção nos navios, só chegaram a Luanda apenas um cruzador e um contratorpedeiro, o que decepcionou a população local. A presença não foi conforme a propaganda. O almirante frisou: “não se blefa com o Poder Naval!”.

Alvaro Augusto também citou a Guerra da Lagosta, quando o Brasil enviou sua Esquadra para o Nordeste em 1963, após a França resolver enviar um destróier para proteger pesqueiros franceses que pescavam Lagosta na plataforma continental brasileira. A presença da Esquadra Brasileira obrigou os franceses a negociar e retirar seus pesqueiros.

Citando o almirante russo Gorshkov, lembrou: “Esquadras evidenciam o real poder de combate do Estado” (The Sea Power of the State).
O almirante também destacou a importância dos Fuzileiros Navais para o estabelecimento do Controle de Áreas Marítimas, para a condução de operações fora da área que se deseja controlar: conquista de áreas terrestres que controlam áreas de trânsito ou onde estão localizadas bases inimigas; ataques às forças inimigas em suas bases; operações de bloqueio; e destruição dos meios navais inimigos em alto-mar. Em boa parte dessas operações, as Forças Anfíbias estariam aptas a desenvolver um papel de fundamental importância.

Ele deu como exemplo que uma unidade anfíbia dos EUA leva 2.200 Marines, enquanto todos os navios anfíbios brasileiros só podem levar no máximo 1.200 homens (1.500 no máximo). Mas fez a seguinte ressalva: “quem embarca fuzileiro como gado, depois não pode cobrar que o gado se comporte como fuzileiro”. E completou: “Também não se pode dar muito conforto para o fuzileiro, senão ele perde a rusticidade”, brincou.

Segurança Marítima

O almirante lembrou que a Estratégia Nacional de Defesa preconiza a intensificação das parcerias estratégicas com os países de Língua Portuguesa (CPLP).

Disse ainda que a o Golfo da Guiné rivaliza com a Somália em termos de pirataria e que existe um movimento de separação da Nigéria no Delta do Níger.

Por essas razões, é necessária a diplomacia naval brasileira na Costa Ocidental Africana, para fazer parecerias com aqueles países.

Quebra de Paradigma

O almirante Alvaro Augusto destacou que a Marinha do Brasil não possui um Poder Naval insignificante no Atlântico Sul, e que temos uma das poucas marinhas que operam aeronaves de asa-fixa em navio-aeródromo. Porém, não estamos conseguindo manter este Poder Naval.

Ele disse que o modelo de manutenção dos navios de guerra brasileiros está exaurido e que a iniciativa privada precisa assumir algumas funções através de parcerias ou concessões para resolver o problema da manutenção. Em pergunta feita pelo Poder Naval depois da palestra, ele disse que descarta a simples “privatização” do AMRJ.

O almirante Alvaro Augusto encerrou dizendo que “não podemos pensar na Marinha do Futuro, anulando a Marinha do Presente”.

Ministro da Defesa

O Ministro da Defesa Nelson Jobim encerrou o seminário com a palestra “Nova Defesa” na qual destacou as mudanças realizadas na estrutura do Ministério e o Reaparelhamento das Forças Armadas. Para baixar a apresentação da palestra, clique aqui.

Jobim repetiu em linhas gerais o que disse em Lisboa, em palestra no Instituto Nacional de Defesa, que vê com reservas, quaisquer iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o Norte do Atlântico ao Atlântico Sul – sendo o sul, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil. Segundo ele, as questões de segurança das duas metades desse oceano são distintas.

Para Jobim, depois da Guerra Fria, a Otan passou a servir de instrumento de seu membro exponencial, os EUA, e dos aliados europeus. Por meio do novo conceito da aliança, divulgado em 1999, a força pode intervir em qualquer parte do mundo a pretexto de ações antiterror ou humanitárias, e de contenção às ameaças à democracia ou nas agressões ambientais.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com os editores e outros leitores sobre este tema, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

45 Comentários to “Poder Naval no Seminário da Amazônia Azul, na Escola Naval”

  1. Ricardo disse:

    Ta,

    Ta bonito no papel, mas e ai governo ? Cadê a verba para tocar isto…

    Governantes so sabem o bla bla bla, mas na hora H nada de verba…

    Bando de ….

  2. Joker disse:

    Excelente post! Explicativo, informativo e com pontos muito interessantes…

    “(…)Manter abertas as rotas de acesso à Antártica”

  3. Athos disse:

    Ricardo, vamos subir o nível.

    A base de subs nucleares esta em construção. 30 engenheiros navais brasileiros estão na França para absorver o aprendizado sobre o assunto.

    Isso tudo faz parte de um processo que vai demorar décadas.

    PS. Repararam que estamos meio que CERCADOS!

  4. Luiz Padilha disse:

    Reparei sim.:)

  5. M1 disse:

    Parada dura essa hein…
    É bom o Brasil fazer uma boa amizade do outro lado, na África.
    É bom o Brasil ajudar alguns países africanos a prosperarem também. Vamos precisar.

  6. Seal disse:

    No telão pode tudo.Muito bom o Seminário no retroprojetor,quero ver na prática.Se o Governo não se sensibilizar que o país precisa de instituições fortes para dizer não quando precisar,não adianta.

    Estranho que em décadas passadas,o Brasil quase entrou em guerra com a França por causa de lagosta,e hoje vemos vários interesses brasileiros(vide caso da Petrobrás invadida por tropas bolivianas,caso Oderbretch,Itaipu e outros) que foram ameaçados por esquerdistas latinos americanos,e o Presidente fala que tá tudo bem.

    “…Ele deu o exemplo também da Diplomacia Naval usada pelo Brasil, quando nossa Marinha resolveu enviar uma Força Tarefa com 2 cruzadores e 3 contratorpedeiros à Angola, para apoiar Portugal, em 1967.

    Por problemas de manutenção nos navios, só chegaram a Luanda apenas um cruzador e um contratorpedeiro, o que decepcionou a população local. A presença não foi conforme a propaganda. O almirante frisou: “não se blefa com o Poder Naval!”.

    E hoje,será que a disponibilidade de nossas fragatas e corvetas não estão igual a 1967 ???

  7. Mahan disse:

    Que operação foi essa em Angola em 67? Nunca ouvi falar. Poderia o Blog contar como aconteceu?

  8. Cronista disse:

    Parabéns pelo post! Este, sem dúvida, está entre os melhores!

  9. Vinicius Modolo disse:

    Caro Alexandre Galante.

    Poderia indicar o documento e o local de onde retirou as figuras, principalmente a figura em que mostra a presença inglesa no Atlântico Sul.
    Preciso disso para referencia-las em um artigo para a faculdade. Se for de autoria do Poder Naval uso o site como referencia.

    Ele é melhor do qeu uma outro mostrada a algum tempo atrás aqui mesmo no blog, retirada de um doc do MD.

    Valeu

  10. MN-QS disse:

    Participei de um Seminário sobre a Amazônia Azul na EGN em 2004 e também me preocupei com esse “cerco” britânico. Teria-mos condições de enfrentar a GB em um possível confronto nos dias atuais, levando em consideração a distância da “ilhar mor” para as pequenas ilhas?

  11. Seal disse:

    E para que isso se concretize,nosso Almirante comandante da MB,está apostando na sua fé,como passou no telejornal da RG.

    O Almirante Moura Neto busca forças no Círio de Nazaré , em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, que é a maior manifestação religiosa Católica do Mundo e uma das mais tradicionais também,sendo celebrada desde 1793, na cidade de Belém do Pará.

    Busca a proteção para que o ambicioso Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil” (PAEMB), incluindo o do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear (PROSUB), não se tornem uma “churumela” (definição do Min. Jobim), como o Programa F-X2 da FAB.

  12. muscimol disse:

    ” Repararam que estamos meio que CERCADOS!”

    putz….se o Brasil esta cercado imaginem como se sentem 90% dos paises no planeta….que começa a ser pequeno para tanto bicho humano.

  13. Fernando Gasparini disse:

    E ainda alguns super especialistas do blog vem aki postar que a marinha nao entende nada de estrategia e não sabem oq fazem…
    Se nao temos a marinha sonhada hj o unico culpado foi falta de verba!

  14. SCintra disse:

    O comentário do seminário demonstra o quão consciente é nosso comando em termos estratégicos e quão inconsequente foi, e é prover as FA. Mas também tem uma coisa boa, sabem, e tem consciência, da inconsequência.
    Para amarrar politicos a essas compreensões sómente através de lei, e para isso tem que se apresentarem candidatos com esses conhecimentos, o que infelizmente ainda não ocorre, mas estamos caminhando, lento, lento. Mas “forum’s” desse naipe e blogs desse nos permitam avançar. O tema é profundo mas ainda pouco divulgado!

    Portugal, Espanha, lnglaterra tinham uma projeção marítima enorme, mas tinham os seus “tratados de Tordesilhas” e o fato do cerco é “meramente” coisa de pirata, que os latinos não entenderam a estratégia. E não é só para o Atlântico (sul), procurem traçar algo para o sul asiatico, meio do mediterrâneo. Quem está presente em Gilbraltar, bem na esquina. Não são a melhor marinha do mundo à toa, não tem quantidade, mas eficiência, e para isso: informação. Onde ficam as melhores vigilância urbanas?
    Na Guerra das Malvinas, comandos em terras argentinas, passavam informações dos deslocamentos dos aviões saindo das bases. Sabiam que estavam no ar, não sabiam para onde iriam, mas havia o alerta.

    Um dos comentários mais importantes desse seminário, será o sistema de coleta de informações que estão montando para vigilância, conforme mencionado pelo vice-almirante Elis Treidler Öberg. É caro, demorado, mas de tecnologia relativamente barata, para uma area de vigilãncia tão enorme. É um assunto muito interessânte que chega até às “bombas lógicas” recém menciondo nos blogs da trilogia.

    E um comentário também interessante, o porque de ter-se um PA, que muitos aqui tem opinião de sómente ter-se bases terrestres para aviões de cobertura marítima – que não conseguimos alcançar nem o pré-sal direito – sem condições de demonstrar projeção sobre Ascenção/ Santa Helena.

    Luiz / Galante bons assuntos.

  15. Raptor disse:

    De fato, isto é inegável, o pensamento estratégico militar brasileiro, esta passando por um verdadeiro renascimento.

    Parabéns a todos que vem por colaborar com o Brasil.

    E ao Galante pela maravilhosa cobertura jornalística.

    Abs.

  16. Raptor disse:

    Concordo plenamente com a questão de rusticidade dos FN. Eles são Guerreiros e não poodles… Tratar Guerreiros como bibelos é tirar sua própria essência, válido tanto hoje, como foi ontem ou ate mesmo na antiguidade.

    Porém, é necessário investir mais (alouuuu GF) na formação mental dos soldados e equipamentos individuais no estado da arte… Na guerra moderna, é fundamental o domínio pelo soldado das tecnologias inerentes a estes equipamentos e INDISPENSÁVEL o trabalho colaborativo em rede… Fuzileiro sem contato com os demais e coordenação inteligente, é fuzileiro morto…

    Vai ter que investir mais e principalmente GARANTIR a constância do repasse dos recursos para a execução da END.

    Abs.

  17. lucas disse:

    Excelente materia a melhor e fatos veridicos entrevista muito esclarecedora. Agora em relação as ilhas britanicas que cercam o brasil isso não é preocupante ate porque essas ilhas não deve ter espaço para operações militares ou estrutura, a não ser as malvinas. Agora os navios ficando pelo caminho uma vegonha para o brasil que infelizmente não da a nescessaria estrutura para as forças. Tinha que ser 3 % do pib fixo para as forças porque no momento que precisar não vai ter disponiveis pra dissuadir possiveis inimigos depois não adianta reclamar. Basta ver o tempo que leva pra se fazer um navio de guerra. O governo brasileiro é o meu retrato: quando jogo game de estrategia no começo fico só produzindo recursos e não faço tropas de defesa os caras chegam e saqueia a minha cidade e vai embora sem eu esboçar nenhuma resistencia. O brasil é a mesma coisa, ja é o oitavo pib do planeta e não tem uma força dissuasoria a altura da sua economia so produz enrriquece e não pensa em se defender achando que todos são bonzinhos ou confiando na diplomacia. A hora que o inimigo aparecer não adianta chorar.

  18. lucas disse:

    acho que o brasil tem sim chances de derrotar os britanicos mas que eles não recebam ajuda dos eua. o que é bem dificil, se o brasil for atacado o brasil vence mas se precisar de atacar sem chance

  19. Nick disse:

    Parabéns ao Poder Naval pela matéria, muito elucidativa :)

    Mostra que precisamos de meios para Negar, Controlar e Projetar poder a partir do Mar. Temos tudo isso, mas a nível simbólico.

    Concordo com o Ricardo, cadê a verba, o dindin, a bufunfa, o orçamento???

    TEM de haver uma LEI a nível Federal que GARANTA um mínimo de Orçamento Operacional e de Investimento, sem possiblidades de TESOURA por parte do Ministério da FAZENDA ou do Ministério do PLANEJAMENTO.

    Sem isso, é só planos e mais planos.

    []‘s

  20. André disse:

    “O mar não é visto pela população”, que por sua vez não é visto pela classe política do Brasil que os representam. Os próprios debates dos candidatos e a END destacam isso. Nos debates os temas são sempre os mesmos e nunca a defesa nacional; e a END chamou atenção para essa negligência do povo brasileiro para o mar (e não é de hoje). O psdb quer atropelar o ministério da defesa criando o ministério da segurança, desestruturando a END. Isso evidencia a frase de Charles de Gaulle: “o Brasil não é um país sério”; o pior é que ele esta certo.

    Essa análise da introdução justifica o problema das forças armadas do país, com destaque para a marinha. Temos um povo que não se importa com o mar de riquezas bem á nossa frente: rica biodiversidade marinha (pesca, pesquisa), petróleo, paisagens deslumbrantes que estimulam o turismo marítimo e tráfego marítimo que responde por 95% do transporte de mercadorias do Brasil.

    Tudo isso á mercê de quem quiser e o Brasil não tem condições de negá-los. Athos, essas providências de base e submarino nuclear era para ontem! Demorou! O governo não faz mais do que a obrigação estruturar seu arsenal. Não adianta apenas pessoas entendidas no assunto se preocuparem com seminários como esse, mas também todos brasileiros e principalmente a classe política. Tem brasileiro que protesta contra o submarino nuclear e os políticos nem tocam no assunto (assim como a sociedade).

    Como diz o Lucas: não adianta chorar depois!

  21. molleri disse:

    Tirando a palestra do Jobosta, deve ter sido uma excelente jornada.
    Deixem os profissionais trabalharem! Quem dá a missão dá os meios!

  22. Mauricio R. disse:

    Esse papo de “estamos cercados”, está parecendo falta de assunto p/ pressionar o inútil do MD a se mexer.
    Exceto pelas Falklands, agradeçam aos hermanos por isso e por Ascensão, o que de infra tem nas demais ilhas que justifique tanto alarde???

  23. Paulo disse:

    Muitos aqui devem lembrar de um navio europeu que começou a vazar ácido na costa do Rio Grande do Sul. Foi levado para o porto de Rio Grande e após muita discussão, a Justiça determinou que ele fosse rebocado até alto mar e afundado.
    Quando estava sendo levado para o local do afundamento, o rebocador foi interceptado por um rebocador europeu muito maior e “convencido” a entregar o navio, o que foi feito.
    Se não conseguimos nem garantir uma decisão judicial em nossas águas, o que dizer do resto?

  24. Paulo disse:

    O problema é que o País tem carências em todas as áreas e não só em defesa. Saúde, educação, saneamento, transporte, energia e muitas outras disputam os recursos. E como o cobertor é curto, o jeito é encolher as pernas.
    Mas por que esta crônica falta de verbas?
    O deputado Wellington Dias (PT-PI), quando era presidente da Comissão de Fiscalização da Câmara, estimou que o Brasil perde em média R$ 100 bilhões por ano devido à corrupção nos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal.
    Como isto foi publicado no Estadão uns 10 anos atrás, hoje pode-se dizer que este valor aumentou mais ainda.

  25. A7X disse:

    Parabéns ao blog por esta excelente matéria. Muita esclarecedora!

    Interessante a parte que fala sobre o uso de NAe pela MB. MAs será que essa função não poderia ser exercida por uma outra classe de navio, que seja mais barata e que esteja mais de acordo com a END?

    Um outro ponto que chama atenção é sobre o sistema de gerenciamento da Amazônia Azul.

    ________________________

    Athos disse:
    16 de outubro de 2010 às 23:06

    Podes crer…
    Parece até que os ingleses fizeram de sacanagem. hehehe

    Abs.

  26. Raptor disse:

    O problema com as ilhas dos ingleses no atlântico sul, não é que vamos entrar em guerra (não é admissível guerra entre os iguais da casa “Grega” – democracias não entram em guerra. Se resolve em tribunais de arbitragem). Adivinha porque a Argentina tomou um tombo em 80 e não consegue se recuperar até hoje…

    O único problema é a concorrência comercial no continente africano que contará com apoio destas bases. É preciso contornar isto… Eu colocaria algo no futuro distante, como bases flutuantes (de concreto modular mesmo – pelo menos, tecnologias no estado da arte em estruturas de concreto nacional e lobbys para isto é que não falta. Poderíamos nos tornar referência no assunto como são os EUA nos NAE’s) em águas territoriais de países irmãos do continente para auxílio na atividade petrolífera, comercial, científica, humanitária, de segurança e até mesmo, venda de energia de matriz nuclear em tempos de paz…

    Seria algo como 1 milhão de toneladas de diplomacia brasileira… risos. Ora bolas, estilo brasileiro. Bem nossa cara… Para guerra, apenas submarinos resolvem… E é um ótimo instrumento para auxílio prolongado aos irmãos africanos (ganho diplomático).

    Apenas divagações…

  27. Raptor disse:

    Se não tem cão (territórios) se caça com gato (se cria territórios artificiais)… É o tal jeitinho…kkkkkkk

  28. Raptor disse:

    E para aviação embarcada, não tem jeito de sair dos NAEs sejam dedicados ou multipropósitos (como na END)…

    Bases marinhas são alvos e não se movimentam, são rebocadas…

    Válido o mesmo para bases aéreas em ilhas pequenas, muda apenas o fato, de serem completamente imóveis….

    Abs.

  29. Galante disse:

    Raptor, a END na segunda edição foi alterada. Os NAe dedicados agora têm prioridade em relação aos de propósitos múltiplos.

  30. GUPPY disse:

    Belo post, belo post. Parabéns ao Poder Naval.

    Agora, sem querer enveredar pela área da política, começo a achar que as três forças devem planejar uma estratégia para lançar um candidato a presidente que seja ou esteja comprometido, que represente os interesses militares. Alguém tem que ser politicamente simpático e concorrer pra valer. Porque se depender dos dois que estão disputando o segundo turno, os problemas de verbas para tudo continuará. Bom, não seria nenhuma novidade na política brasileira um militar eleito presidente da República. Claro que hoje ó tempo é outro.

    Abraços

  31. Raptor disse:

    Valeu Galante!

    Não conhecia a alteração…

    Abs.

  32. RtadeuR disse:

    O Almirante Mauro Cesar destacou que o mar não é visto pela população, mesmo para aqueles que moram no litoral, por isso não há a devida percepção de sua importância.

    Ele também lembrou a integração da Marinha do Brasil com a Armada Argentina, a despeito da rivalidade histórica dos dois países.

    Por isso a Marinha do Brasil precisa de navio-aeródromo e de uma força de Fuzileiros Navais.

    Isso é necessário porque os países africanos da Costa Ocidental da África possuem instituições fracas e pequeno poder militar, com exceção da África do Sul, cuja Marinha opera em estreita colaboração com a MB. A China avança sobre a África vorazmente e 6% do petróleo mundial sai de Angola.

    “quem embarca fuzileiro como gado, depois não pode cobrar que o gado se comporte como fuzileiro”

    que vê com reservas, quaisquer iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o Norte do Atlântico ao Atlântico Sul – sendo o sul, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil. Segundo ele, as questões de segurança das duas metades desse oceano são distintas.
    ———————————–
    Frases importantes, entre outras, deste importante seminário, que já foi comentado no blog outras vezes , principamente quando o assunto é Malvinas.
    Bom, fica claro que no momento ainda não podemos tomar conta do tesouro sozinho, mesmo por que ele não é só nosso, um aquífero ou um poço de petróleo não escolhe fronteiras , ele passa por elas e pertence ao povo do país em que está. Atlântico sul tem que ser protegido em grupo pelos países à que ele pertence, América do Sul e África isso é fato.
    Eu vi um mapa logo ali acima que possui oito ilhas e todas elas com a mesma bandeira, interessante , eu não saberia explicar isso, desculpe a norância.
    Cuidado com os Cavalos de Tróia.
    Nada mais.

  33. RtadeuR disse:

    Brasileiros! Haja um brado
    Nesta terra do Brasil
    Antes a morte de honrado
    Do que a vida infame e vil

  34. Lucas disse:

    Espaço aéreo internacional? Acho que não tinha nenhum piloto na confecção desse seminário pois… Não existe espaço aéreo internacional…

  35. Galileu disse:

    Deem uma olhada nesse vídeo, belas imagens do USS Green Bay LPD
    http://www.youtube.com/watch?v=wvNFuMNCv3c

    Editor acho que não fugi do post, ams caso queira pode apagar!! aha

    abraço

  36. caipira disse:

    Digamos então que o termo “Amazônia Azul” foi uma sacada de marketing da MB.

    rsrs.

  37. Vader disse:

    Blábláblá, propaganda pra vender uma “nova marinha” (que possivelmente será semi-privatizada), e os ufanismos de Brasil “Super Hiper Thunder Power” de sempre.

    Os romanos tiveram a maior frota de todo o mundo antigo e não conseguiram controlar sequer o Mar Tirreno. Os piratas chegaram a ameaçar Roma por diversas vezes.

    Os espanhóis a seu tempo tinham a maior esquadra do mundo e não conseguiam controlar sequer o Caribe (Spanish Main), que pululava de Piratas, Corsários, Bucaneiros e aventureiros diversos.

    Os pobres portugueses, com toda a projeção que tiveram, não conseguiam controlar sequer a Angra dos Reis e a Baía de Guanabara.

    Os ingleses, que tiveram um império onde o sol nunca se punha, e milhares de Ship-of-the-line cruzando os 7 mares, não conseguiram controlar os mares do globo. Aliás, pra sermos historicamente honestos jamais conseguiram controlar a contento nem mesmo o Canal Inglês.

    Os Estados Unidos, maior potência militar que já navegou pelos mares terrestres, intitulados por alguns deles mesmos e por muitos de fora de lá de “Polícia do Mundo”, não conseguem controlar todos os mares, com seus 12 Carrier Strike Group!

    Mas para o Brasil, ahhhhh… a Marinha do Brasil tem planos grandiosos:

    Quer fazer do “pequenino” Atlântico sul o “mare nostrum” dos pobres da América do Sul e África… O parquinho, a piscininha do terceiro-mundo…

    Ai ai ai, é muita ingenuidade mesmo… ou muita má-fé…

    Sabem o que é isso tudo? “Reserva de mercado”: é a Marinha do Brasil pedindo: “pelo amor de Deus, não acabem com nossos sonhos grandiosos, dêem um jeito, não nos mandem embora, pelo contrário, contratem mais e mais…”

    Tenham Santa Paciência. E o pior de tudo é ver tanto nego inteligente babando com essa bossa desafinada…

    Repito uma e dez milhões de vezes, ainda que seja o último cara “do contra” do Poder Naval, o sujeito chato que tem que meter o dedo na ferida:

    O Brasil não precisa E não tem a menor condição de manter uma de Força de Projeção Naval!

    O Brasil precisa é fazer a lição de casa primeiro: negar o uso do mar ao inimigo!

    Oras, a Rússia não tem nem nunca teve força de projeção, e vejam se alguém mexe com ela! No auge da Guerra Fria ninguém, nem mesmo o todo-poderoso Tio Samuel, se arriscava a colocar seus preciosos NAes próximos de um Classe Akula ou o que o valha!

    A Austrália, um país isolado e cercado de irmãos menores, com muito mais costas e mares a proteger que o Brasil, tão ricos quanto o nosso, abriu mão de ter uma Força de Projeção de Poder! Não, não estamos falando da Guiné Equatorial ou do Uruguai: estamos a falar da riquíssima AUSTRÁLIA! E ainda mais perto da Antártida que nós!

    Controle de área e de rotas marítimas? Oras, pare um submarino nuclear ao lado, ou faz surgir um convencional no meio de uma frota “suspeita” pra ver se nego é bobo de atravessar de novo pela mesma rota! Bollocks…

    E tem mais: controle de área pode se fazer com esquadra de superfície sim, mas NÃO COM PORTA-AVIÕES!

    Agora, o mais interessante foi “quando o Brasil tiver uma frota mercante significativa” ahahahaha… Não temos a frota mercante, mas a Marinha já quer protegê-la… Não lhes parece começar a construir a casa pelo telhado? :)

    Ah Srs. Almirantes, tenham dó da nossa inteligência… Isso é um completo disparate… Então, como somos muito precavidos, vamos desde já começar a construir uma frota estelar para quando nossa frota mercante interplanetária começar a cruzar os anos-luz da galáxia… pois leva muitos anos para ficar pronta… :)

    Auxiliar a diplomacia a dizer “não”? Tá de sacanagem pô! É a diplomacia quem tem que auxiliar a Marinha a dizer: “por aqui não passarás!”

    Sinto muito, mas não dá. Respeito muito a Marinha do Brasil. Como a mais antiga das instituições brasileiras merece todo nosso respeito. E mais ainda seus militares.

    Mas alguns almirantes precisam mesmo cair na real. Precisam enxergar que é a Marinha que serve ao Brasil, e não o Brasil que serve à Marinha. Senão criaremos um monstro, um leviatã que será difícil de abater depois.

    Ah sim, e quanto a estarmos “cercados”, ahahaha, pessoal, qualé, caiam na real e não se dêem tanta importância assim: entre as ilhas de Ascenção e Tristão da Cunha dá pra passar os doze Carrier Strike Groups americanos alinhados lado a lado sem um navio enxergar o outro e ninguém nem desconfiará… Quem vê vocês falarem pensa que é só “um tirin” como diria o mineiro… :)

    Enfim, uma tristeza e uma decepção. O post só vem a confirmar o que eu sempre desconfiei: há uma parte da Marinha do Brasil que realmente acha que serve a outro país. Provavelmente ao USA.

    E infelizmente cada vez menos o pessoal para pra pensar. Todos levados pela onda “Brasil-Superpotência”… Quero é ver se um dia chegarmos a este patamar não faremos igualzinho aos que hoje criticamos…

    Em tempo: parabéns ao Padilha e Galante pela excelente cobertura do tema. Excelente trabalho jornalístico.

    Saudações a todos.

  38. Vader disse:

    Bem, por artes de Gramunhão o comentário que levei uma hora pra redigir caiu na caixa de spam…

    Apesar de ser “chato”, dá pra liberar, pls?

    Obrigado.

  39. Vader disse:

    Ah sim, esqueci:

    O interessante é que na própria estratégia da Marinha para os “primeiros dias de um conflito” o nosso A-12 é nada mais que um ALVO. Uma isca. Um pretexto para usar, aí sim, a força de “negação do uso do mar ao inimigo”.

    Pobres militares que operam na Força Aeronaval. Deve ser um pouco frustrante, pra dizer o mínimo, você estar embarcado numa isca flutuante, assim considerada pelos próprios comandantes…

    Absolutamente ridículo. Ou será que estes almirantes acham que uma força que esteja decidida a agredir a esquadra vai permitir ao Opalão se retirar do TO para aí sim “começar a guerra”? Vai dar tempo, vai fazer um anúncio formal e dar 12 horas de vantagem ao nosso NAe?

    Não. Não dá pra entender. É inacreditável. Ou é muita ingenuidade ou é muita má-fé mesmo.

    Sds.

  40. Farragut disse:

    Caro Vader,

    o debate honesto precisa de comentários “chatos” como os seus.

    Gostaria de acrescentar que a gestão de pessoas é fundamental para um projeto de força como o ora apresentado. Não existe aviador naval ou submarinista nuclear em pó nas prateleiras dos supermercados. Como recrutar as quantidades pretendidas? Como retê-las? Isto tratando de atividades onde o voluntariado é premissa inegociável. O que dizer das unidades de superfície, onde pouquíssimos querem servir em detrimento de um “chão” tranquilo com carpete felpudo, portas de vidro e ar condicionado?

  41. Jaguar disse:

    Excelente Materia

  42. Farragut disse:

    PM do Reino Unido apresenta revisão da Defesa ao Parlamento neste momento. Livro Branco seguirá.

  43. RtadeuR disse:

    Estava lendo na internet que uma determinada prefeitura municipal tinha sido invadida por ladrões durante a madrugada e foram furtados computadores e outros papéis que continham planos e informações para melhorar a administração e a qualidade de vida da cidade e seu povo.
    Ora, será que nem sequer podemos planejar, será que não podemos sonhar, não podemos trabalhar, nem dar os primeiros passos? Até isso não se pode?
    O Livro dos Livros diz que o medo não nos permite viver, nos torna vivos mortos, me lembro do filme A Lenda, cuja mensagem ali é exatamente esta. Nem a luz do sol não podemos ter direito. Medo, medo de fazer parte do time em tese mais fraco. Não vou nem citar viradas históricas.
    Os mais entendidos dizem que um conflito hoje se ganha com : INFORMAÇÃO, SEGREDO, SURPRESA, VELOCIDADE, FURTIVIDADE, AGRESSIVIDADE e eu acrecento FÉ.

    Parabéns aos que tem coragem de sonhar e dar o primeiro passo .

  44. Farragut disse:

    É muito interessante ver o debate no parlamento britânico, ver um chefe de governo por mais de uma hora respondendo todo tipo de perguntas sobre segurança e defesa, discordando sem desqualificar seus oponentes.

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