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Aprendendo sobre o emprego do Poder Naval na Guerra das Malvinas

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Em 2012, a Guerra das Malvinas fará 30 anos. Neste conflito em que forças aeronavais britânicas e argentinas disputaram o domínio daquele arquipélago, muitas lições foram aprendidas, paradigmas foram quebrados e doutrinas foram revistas.

A conflito ocorreu bem perto do Brasil, e nosso país chegou a se envolver indiretamente em alguns acontecimentos.

A Guerra das Malvinas mostrou que o nosso continente, embora “pacífico”, não está livre de conflitos convencionais e que poderemos voltar a tê-los no futuro.

Por ter sido travada eminentemente em ambiente marítimo, aquela guerra ensina muito ao Brasil e deveria ser objeto de estudo obrigatório tanto para militares quanto civis.

O Poder Naval trouxe desde o início matérias sobre as Malvinas, justamente para colaborar na disseminação de informações em língua portuguesa sobre o conflito.

Seguem os links das matérias mais importantes já publicadas pelo Poder Naval e Poder Aéreo sobre o tema. Recomendamos a todos os novos leitores que querem compreender mais o papel das forças navais e aeronavais na realização de objetivos político-estratégicos:

NOTA DO EDITOR: Temos notado que a maioria dos leitores que frequenta os bate-papos da Trilogia de Defesa sabe muito pouco sobre a Guerra das Malvinas e fica repetindo velhos mitos sobre o conflito. Precisamos fazer a “lição de casa” para não sermos injustos e repertimos, no futuro, os mesmos erros dos nossos irmãos argentinos.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre a Guerra das Malvinas no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

4 COMMENTS

  1. Não sei os demais participantes, mas para mim a causa preponderante para a derrota argentina (dentre muitas outras) foi o fato de, depois de tomadas as ilhas, não investir em obras urgentes para aumentar a pista do Aeroporto de Port Stanley.

    Tivessem feito isto, os seus caças, principalmente os Super-Etendard, partiriam das ilhas e não do continente. Também os Mirrages e Daggers (supersônicos) poderiam interceptar os Harrier e Sea Harrier (subsônicos) facilmente.

    Aí a história teria sido diferente.

    Se bem que a grande falha foi não haver planejamento nenhum. Até o estoque de Exocets era ridículo (5 unidades). Se sabiam que iam à guerra, por que diabos não compraram mais? Fantasiaram que a Inglaterra ia deixar por isto mesmo e não iria cruzar o mundo para contra-atacar.

    Deu no que deu.

  2. Caro Observador,

    Concordo com todas as suas colocações. A propósito, você não acha que estrategicamente pensando, a Força Aérea e/ou a Marinha não deveriam investir tanto em Fernando de Noronha como em Trindade e Martim Vaz e até em São Pedro e São Paulo, cada ilha(ou arquipélago), de acordo com as suas condições/limitações, construindo pistas com extensões maximizadas, depósitos de combustíveis devidamente protegidos, enfim, enfraestrutura que permitisse, em caso de nessidade, utilizá-las com uma certa facilidade? Agora lembrei da guerra da lagosta que, se pudéssemos contar com uma base aérea(ou aeronaval) em Fernando de Noronha, teria facilitado a presença brasileira no local da contenda. Quanto as condições desfavoráveis de cada ilha oceânica brasileira citada acima, a engenharia está aí para resolver. É só ter disposição de gastar dinheiro porque estrategicamente compensa. Até o atol das Rocas não deve ser descartado. Perceba que os americanos tem uma base aérea na ilha de Ascensão, que é possessão britânica e foi muitíssima utilizada por estes na própria guerra das Malvinas/Falklands, e que essa ilha(Ascenssão) fica mais ou menos no paralelo de Recife-PE. Os ingleses ainda têm a ilha de Santa Helena no Atlântico Sul(onde Napoleão Bonaparte ficou preso em definitivo). Penso que o mínimo que podemos fazer é marcarmos forte presença militar nestas “bases” avançadas.
    Abraços

  3. Caro Guppy:

    Outro dia eu comentava em outro post que a Brasil tem, hoje, um verdadeiro inimigo interno, um verdadeiro “quinta coluna”.

    Este inimigo se chama “movimento ambientalista”.

    Mesmo que nossa classe política tivesse a intenção de nos proporcionar uma defesa eficiente (e como visto aqui, não temos), nós esbarraríamos nos paladinos da causa ambiental, os mesmos que dizem que a NOSSA Amazônia é um patrimônio da Humanidade, praticamente conclamando por uma administração internacional.

    Como se algum país tivesse um histórico de preservação ambiental melhor que o nosso. A Europa e a Costa Leste dos EUA eram cobertos por florestas. Alguém lá fala em recuperar o que foi destruído? Não! O negócio deles é preservar a natureza DOS OUTROS.

    Esta turma de fanáticos verdes NUNCA ia permitir a utilização de qualquer ilha oceânica para a construção de um aeródromo. por eles, se tiver que acabar com o Brasil para preservar a mãe natureza, que assim seja.

    Traidores.

    Mesmo que não houvesse tal movimento, restariam grandes dificuldades de engenharia. Em Fernado de Noronha é relativamente fácil; Em Trindade é possível, mas muito caro (o governo militar preparou o projeto e desistiu da construção pelo custo). Nas demais ilhas, é praticamente impossível. Seria mais prático e barato ter um PA do que um aeródromo fixo em Abrolhos e nas ilhas menores.

    Se TUDO isto fosse diferente, seria bom sim, ter uma base aeronaval em Fernando de Noronha e outra em Trindade.

    Quem sabe nosso Brasil não cria juízo…

  4. Caro Observador,

    Então, já que não conseguimos aproveitarmos militarmente(ou estrategicamente) o que a natureza nos deu (as ilhas oceânicas), penso que é melhor priorizarmos os submarinos convencionais e nucleares. Pena que as bases aéreas poderão fazer muita falta. Escuta, não dá para alguma instituição, FAB, MB, Escola Superior de Guerra, etc, criarem cenários hipotéticos de guerra envolvendo o Brasil e que mostrem claramente que SE tivéssemos instalações militares apropriadas nesses pontos ficaríamos numa posição muito mais vantajosa? Será que teremos que ter a “nossa” guerra das Falklands/Malvinas?

    Abraços

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