Em comemoração ao início oficial do projeto do submarino de propulsão nuclear brasileiro, a Marinha divulgou video em o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, reconstitui a história do Programa Nuclear naval desde seu início, em 1979, até os dias de hoje.

Ao longo dos 20 minutos, o Comandante resgatou a história do Programa Nuclear da Marinha, e destacou a importância estratégica de um submarino de propulsão atômica para a defesa do país. Também relembrou o acordo de cooperação assinado entre o Brasil e a França em 2008, e fez um apanhado do que foi realizado desde 2009 até 2012, quando foi iniciado oficialmente o projeto de construção do SN-BR.

Outros pontos altos foram os cometários sobre as obras atualmente em andamento – o estaleiro e a base naval em Itaguaí (RJ), inclusive com previsão de inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) para 19 de novembro deste ano.

O Comandante também ressaltou os benefícios do PROSUB para além das áreas militar e tecnológica – valorização da indústria nacional e movimentação da economia pela Base Industrial de Defesa, e a geração de empregos diretos e indiretos pelas obras previstas dentro do PROSUB. O video na íntegra pode ser assistido clicando no link abaixo:



Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná. Ganhou o Prêmio Sangue Novo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná com uma monografia sobre o PROSUB. Feliz proprietária de um SSN classe Virginia.

16 Responses to “Marinha comemora projeto do SN-BR e relembra história do Programa Nuclear” Subscribe

  1. ernaniborges 26 de julho de 2012 at 21:26 #

    À Marinha e ao Brasil, meus parabéns !

    Muitos criticam a demora e o seu valor monetário, mas esquecem o tudo que ele significa para a Nação.

    O primeiro é sempre mais difícil, demorado e custoso, mas esse passo é fundamental para nossa soberania e independência tecnológica.

    Não tivesse faltado, por tantos anos, os recursos necessários, tenho certeza que há muito ele estaria pronto e com tecnologia 100% nacional.

    Tivéssemos nós investido, ainda que minimamente, no desenvolvimento das tecnologias necessárias às outras Armas, hoje estaríamos bem mais próximos de conseguir o que a MB está realizando…

    Se nossas autoridades governamentais garantirem o mínimo necessário, alcançaremos o máximo que uma Nação pode alcançar !

  2. daltonl 26 de julho de 2012 at 23:55 #

    O Almirante diz que a França levou 30 anos para evoluir de um submarino de propulsão convencional para um de propulsão nuclear e que portanto, precisavamos “cortar etapas” .

    Oras, se o USS Nautilus entrou em serviço em meados da década de 50
    e o primeiro submarino de propulsão nuclear francês teve sua construção autorizada em 1963 e iniciado em 1964 sendo comissionado em 1971, depois de 2 anos de testes, de onde os 30 anos ?

    Estaria o Almirante exagerando, ou tentando diminuir nossa propria incapacidade ?

    Até entendo que o Almirante esteja “lutando” pelo bem da força e como tal, foi atrás de orçamento, mesmo tendo que bajular politicos, o que não é exclusividade nossa, todos o fazem, mas teve horas que o video ficou parecendo plataforma de partido politico.

    Mas enfim, teremos o submarino de propulsão nuclear mas e quando a primeira das novas fragatas terá sua construção iniciada ?

  3. giordani1974 27 de julho de 2012 at 8:54 #

    “…e destacou a importância estratégica de um submarino de propulsão atômica para a defesa do país.”

    Perdõem a minha ignorância, mas o sub vai ser armado com o quê? E vai ficar em apenas uma unidade? Se for apenas um, vai ser como o NAe frances? Que quando para no estaleiro para manutenção deixa a força sem cobertura aérea?

    Quanto ao tempo de construção do subnuc, pelo que Eu me lembro, o projeto(escopo talvez seja a melhor definição) é dos Anos 70. Se levarmos em conta até a entrada dele em operação, será de 60 anos…

  4. daltonl 27 de julho de 2012 at 10:28 #

    Giordani…

    torpedos pesados e misseis antinavios compreenderão o armamento e são mais do que o suficiente, a menos que, o governo tenha planos de bombardear Pearl Harbor com misseis de cruzeiro…digo, governo e não Marinha, pois o pessoal da Marinha é muito mais sensato, pelo que já
    pude perceber através até mesmio das tvs Senados da vida, o ranço ideologico ainda existe.

    Com certeza haverá mais do que um SSN, talvez até 6, o mesmo nr de SSNs dos franceses e apenas 1 a menos do que terá a Royal Navy, não contando aqui os 4 grandes SSBNs que cada um possui, enquanto nós em contrapartida teremos vários de propulsão convencional armados com torpedos e misseis antinavios assim como os nossos SSNs.

    abraços

  5. MSG 27 de julho de 2012 at 10:32 #

    “Perdõem a minha ignorância, mas o sub vai ser armado com o quê? E vai ficar em apenas uma unidade? Se for apenas um, vai ser como o NAe frances? Que quando para no estaleiro para manutenção deixa a força sem cobertura aérea?”

    Boas perguntas, giordani1974.
    Não sei se já foi tema em algum post ou discussão aqui no PN, mas quas serão características no subnuc? Sistemas de armas, deslocamento, tripulação, autonomia, etc?
    A MB fornece esses dados?

    E fazendo coro com giordani1974, ficaremos com apenas uma unidade? Não há aquele ditado de quem tem um não tem nenhum?

    Vou além. Essa base nanal terá uma proteção especial – bateria de AAA, fuzileiros – pois será um lugar estratégico.

    Sds

  6. ricardo_recife 27 de julho de 2012 at 11:55 #

    Submarino Nuclear, certo. Mas e as fragatas de quase quarenta anos?

    Este sub tem tudo para ficar igual ao São Paulo, uma enorme baleia estacionada no estaleiro. Uma Marinha (com M) tem que primeiro ter fragatas, corvetas, submarinos convencionais, navios de patrulha oceânicos e fluviais, navios de desembarque e logísticos modernos e em grande quantidade. Depois submarinos nucleares e porta aviões.

    A marinha do Brasil está fazendo ao contrário.

    Abs,

    R.

  7. Mauricio R. 27 de julho de 2012 at 12:26 #

    Quem quer se mobiliar c/ submarinos de propulsão nuclear, não faz “parceria estratégica”, ainda mais c/ um país que até o momento somente desenvolveu 2 classes de SSN.
    E os vasos ora em serviço, nem a própria marinha desse país, põe a mão no fogo pelo design.
    Então se por qualquer motivo, não foi possível obter o know how necessário c/ que realmente entende do riscado, melhor desenvolver a própria tecnologia!!!
    Submarino de propulsão nuclear é algo mto sério, não admite “queima” de etapas de maneira alguma!!!

  8. MO 27 de julho de 2012 at 12:52 #

    nao discordo de vc no que fala, apenas o que descreve uma marinha te que ter … ai no meio o que vc colocou num eh bem assim, apenas este ponto …

  9. daltonl 27 de julho de 2012 at 13:14 #

    Mauricio…

    também tenho um pé atrás com esta estoria de parceria estrategica, mas não vejo um empecilho o fato dos franceses terem construido apenas 1 classe de SSN e duas de SSBN e estarem agora construindo uma classe de SSNs muito mais capazes e maiores do que os atuais.

    Não tendo condições de possuirem um grande nr de SSNs, assim como os britanicos, não justifica muitas classes.

    Os britanicos, incluindo o novo Astute, desenvolveram apenas 4 classes de SSNs e para o Astute tiveram que pdir uma ajuda aos EUA, ou seja, se para eles estava sendo dificil, imagine para nós, então, uma ajuda é sempre bemvinda, resta torcer para que seja realmente tudo o que o
    governo acredita.

    abs

  10. daltonl 27 de julho de 2012 at 13:24 #

    Tentando responder as perguntas acima…os nosso SSNs, serão armados com torpedos e misseis antinavios franceses…umas 20 armas no total, e serão submarinos grandes, estima-se que mais de 5000 toneladas de deslocamento submerso, na mesma faixa de deslocamento dos SSNs franceses que estão em construção no momento.

    Autonomia é uma questão de quanto tempo durarem os suprimentos a bordo, uns 2 meses antes do SSN ter que retornar a base.

    Estima-se que até 6 serão construidos…certo, no papel tudo é válido, mas é o que se planeja.

    Quanto a “proteção da base”, os fuzileiros a farão como já fazem mas não está previsto muito mais do que isso.

  11. Guilherme Poggio 27 de julho de 2012 at 13:35 #

    Daltonl

    Também está previsto a instalação de um grupamento/esquadrão de guerra de minas nas proximidades da base de submarinos.

  12. ernaniborges 27 de julho de 2012 at 20:32 #

    Boa noite a todos.

    “Quanto ao tempo de construção do subnuc, pelo que Eu me lembro, o projeto(escopo talvez seja a melhor definição) é dos Anos 70. Se levarmos em conta até a entrada dele em operação, será de 60 anos…”

    Na verdade nós não vamos construir uma “cópia” do sub nuclear francês.

    A França nos mostrará como se projeta um sub, e nós desenvolveremos o nosso, com seu apoio.

    Nosso projeto será único e planejado segundo nossas necessidades e possibilidades.

  13. ernaniborges 27 de julho de 2012 at 21:46 #

    Certamente, se fossemos “copiar” o Escorpène, não gastaríamos tanto tempo. Mas, na verdade, vamos projetar tudo, com o Know How francês, abreviando o tempo que seria necessário se partíssemos do zero.

  14. MO 27 de julho de 2012 at 22:18 #

    “nossa necessidades and possibilidades”

    Ai jizuis …

    Submarino (se sair antes de 2.362 DC) = Do Doce, quem eh de SSZ and colonias (by desciclopedia) sabe o que mean “do doce”

  15. ernaniborges 28 de julho de 2012 at 11:33 #

    Quando digo “nossa necessidade”, quero dizer “características que a MB considera importantes em um sub”; e

    Quando digo “nossa posibiidade” quero dizer “aquilo que formos capazes de transformar em realidade, dentre as características que a MB considera importante em um sub”.

    E decididamente acredito que somos capazes de ir muito além de um “Escorpène”.

  16. ernaniborges 28 de julho de 2012 at 11:35 #

    ERRATA: “nossa posibiidade” = “nossa possibilidade”

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