50 anos da ‘Guerra da Lagosta’

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vinheta-clipping-navalO governo brasileiro enviou ontem cinco navios da Marinha para patrulhar o litoral de Pernambuco.

A ação visa defender a região contra as embarcações francesas tripuladas por pescadores de lagosta e contra o Tartu, navio de guerra da França destinado a proteger os lagosteiros. O Brasil tenta surpreender os franceses, que devem chegar às águas sul-americanas nos próximos dias.

A decisão, tomada com o alto comando de Marinha, Aeronáutica e Exército, teve apoio do presidente João Goulart, que ainda espera uma saída diplomática para o caso.

Nota publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 25 de fevereiro de 1963

FONTE: Folha de São Paulo

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Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

11 Responses to “50 anos da ‘Guerra da Lagosta’” Subscribe

  1. GUPPY 25 de fevereiro de 2013 at 9:54 #

    Prezado Poggio,

    Sinto falta daquela matéria especial sobre a Guerra da Lagosta, de sua autoria, que havia aqui no Poder Naval e que foi retirada. Se o amigo pudesse disponibilizar novamente os frequentadores deste Blog ficariam muito bem informados dos desdobramentos e acontecimentos deste episódio.

    Abraços

  2. Fabio 25 de fevereiro de 2013 at 10:55 #

    tambem gostaria de saber dessa materia.

  3. MOSilva 25 de fevereiro de 2013 at 11:24 #

    Lições do passado para serem aplicadas no presente: um país sem meios de patrulha costeiros adequados sofrerá invasões de outros países. Parece que ainda não aprendemos a lição…
    SDS.

  4. Marcio 25 de fevereiro de 2013 at 12:15 #

    O episódio recebeu o nome de “Guerra da Lagosta” em razão do objeto de disputa entre as nações envolvidas.
    Entretanto, se fosse considerado o nível de discernimento do governo de um desses contendores sobre os temas de defesa, deveria ser lembrado como “Guerra do Camarão”.

  5. DANIEL 25 de fevereiro de 2013 at 12:52 #

    Quem quiser saber mais é só comprar o livro, A Guerra da Lagosta, é muito interessante o desfecho do episódio.

  6. Rafael M. F. 25 de fevereiro de 2013 at 14:06 #

    Há um incidente ainda menos conhecido, que foi o da Canhoneira Panther.

    Em 1905, Henrique Wolland desertou da canhoneira alemã SMS Panther e soldados alemães desembarcaram no litoral de Santa Catarina, com ordens de encontrá-lo e prendê-lo, em uma clara violação de soberania.

    Mesmo ameaçado com um conflito bélico com o Império Alemão. Rio Branco não se intimidou chegando a considerar enviar navios da Armada para meter a pique a Panther, conforme dito em telegrama a Joaquim Nabuco.

    O incidente terminou com um formal pedido de desculpas emitido pelo chanceler alemão, e a demissão do comamdante da Panther.

    Mas foi, acima de tudo uma evidência da astúcia e sa altivez do Barão do Rio Branco, e do corpo diplomático brasileiro em si.

    Bem diferente da escória de hoje.

    Foi um inciden

  7. Rafael M. F. 25 de fevereiro de 2013 at 14:18 #

    Aliás, as encrencas da Panther não param por aí: ela se envolveu em outro incidente no Marrocos em 1911, chamado “crise de Agadir”.

  8. Paulo Itamonte 25 de fevereiro de 2013 at 14:53 #

    Se perguntarem para o nosso antigo presidente semianalfabeto aonde foi que aconteceu a Guerra da Lagosta é capaz dele dizer que foi na terra do Bob Esponja. Bom, mas como hoje a França é nossa aliadíssima, amissíssima e parceríssima aliada estratégica, nós podemos dormir tranquilos que além deles nunca mais tentar nos atacar, se aparecer algum outro país malvado querendo nossa lagosta os franceses virão até aqui nos defender. Então, gastar dinheiro comprando meios para nossa Marinha para quê? Não precisa mais não. Vamos gastar é com a Copa do Mundo mesmo.

  9. X.O. 25 de fevereiro de 2013 at 15:39 #

    Nas relações internacionais nãoexiste amizade e sim interesse… essa é a melhor lição da Guerra da Lagosta, lição esta que acreidto válida até hoje.

  10. MOSilva 25 de fevereiro de 2013 at 19:34 #

    Aliás, se eu não estiver enganado, o Foch (R99) serviu de navio de apoio as operações francesas naquele evento.
    SDS.

  11. Guilherme Poggio 26 de fevereiro de 2013 at 8:06 #

    Era o Clemenceau

    No dia 11 de fevereiro de 1963 partiu de Toulon (França) um Força-Tarefa capitaneada pelo navio-aeródromo Clemenceau. Acompanhando o navio-aeródromo seguiam o cruzador De Grasse, os contratorpedeiros Cassard, Jaureguiberry e Tartu (classe T53), as corvetas Le Picard, Le Gascon, L’Agenais, Le Béarnais, Le Vendéen (todos classe T52), o navio-tanque Baise e o Aviso Paul Goffeny . A princípio, deveria ser somente mais uma comissão pela costa oeste da África para mostrar bandeira e realizar exercícios de rotina.

    Parágrafo extraído do texto “Operação Lagosta – a guerra que não aconteceu (2ª parte)”, publicado pelo Poder Naval em 2007

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