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Mina naval: o meio mais barato de negação do uso do mar

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USS GEORGE WASHINGTON (CVN73)

Na imagem, uma mina naval de exercício sendo detonada por explosivos durante treinamento de mergulhadores de combate na US Navy.

A ameaça das minas navais continua cada vez mais presente, pois são de fácil aquisição no mercado internacional e também podem ser produzidas de forma rudimentar. O estrago produzido por minas navais é inversamente proporcional ao seu custo.

Uma mina de fundo pode, por exemplo, colocar fora de operação um submarino nuclear cujo custo de aquisição é da ordem de bilhões de dólares.

Por essa razão, a Marinha do Brasil planeja adquirir navios caça-minas no estado-da -arte que deverão limpar a entrada e saída da base onde o primeiro submarino nuclear brasileiro vai operar.

Por enquanto, a Marinha vai mantendo uma Força de Minagem e Varredura com navios adquiridos na década de 1970, sem equipamentos adequados para enfrentar as ameaças mais modernas nesta modalidade de guerra.

28 COMMENTS

  1. A preocupação da Marinha em buscar meios para combater minas na entrada das bases dos submarinos é perfeitamente compreensível, outros meios de sabotagem devem ser investigados também acho isso urgente .
    Basta lembrar do episódio da explosão na base de Alcântara matando mais de 20 cientistas e técnicos brasileiros.

    http://www.aereo.jor.br/2008/12/19/vls-cinco-anos-de-uma-tragedia/

    Agora as minas nós as devemos ter e digo mais , sou a favor de adotarmos mini-submarinos para patrulhamento costeiro de áreas estratégicas com doutrina defensiva.

    http://www.naval.com.br/blog/2009/06/07/marinha-do-ira-incorpora-mini-submarino/#axzz2SkLC9Ew1

  2. Obrigado pela resposta Galante!
    Uma outra questão que me veio a cabeça é a seguinte, num navio caça minas não seria também de bom uso um helicóptero leve para busca visual aumentando assim a eficiência e a agilidade do caça minas?

  3. Nunes-Neto, não temos. O que soubemos é que a MB chegou a testar um sonar de varredura lateral nos navios varredores. Esse sonar pertencia à DHN, não à Força de Minagem e Varredura.

  4. Uma outra questão que levanto, é se aqui no Brasil temos ou não industrias que tenham condições de fornecer a MB, os sonares de alta resolução e os robôs submarinos no caso de modernização dos já veteranos caça minas aqui no Brasil?

  5. Galante,
    Creio que o sistema a laser + canhão com projétil de supercavitação foi cancelado no final do ano passado. Mas uma vítima da crise.

  6. No caso, as empresas aqui no Brasil que estão projetando radares e possivelmente os construindo, não teriam a capacidade de produzir os sonares de alta resolução?

  7. Alex,
    MInagem ofensiva hoje é feita mais por submarinos e aviões e creio que não existem mais navios especializados em minagem nas forças navais mais modernas.
    Na pior das hipóteses qualquer rebocador pode ser adaptado rapidamente com calhas para realizar minagem defensiva.
    Quanto a um navio de contra minagem em estado da arte pode-se citar os LCS quando usando módulos específicos para contra-medidas de minas.

  8. Os americanos usam grandes helicópteros pesados (MH-53E) com 3 motores dotados de dragas para a contra-minagem. Eles operam a partir de porta-aviões ou de navios de assalto.
    Especificamente usado para contra-minagem creio que a classe Avenger americana é ainda a mais moderna.

  9. Alguém poderia me informar quantos tipos de minas navais existem e quais modelos são consideradas mais efetivas contra barcos de superfície e quais são mais efetivos contra submarinos?
    Outra questão, elas são presas ao fundo ou são deixadas flutuando com espaçadores para evitar que haja toque entre elas?
    E no caso de serem presas ao fundo, é por este meio que se define a sua profundidade de flutuação?

  10. LDK,
    Há basicamente 4 tipos de minas.
    1- as que ficam à deriva, boiando na superfície. Geralmente não são mais usadas mas eram comuns na PGM e SGM.
    2- as ancoradas, que ficam presas por um cabo até um lastro no fundo. O comprimento do cabo é que define a profundidade
    3- as de fundo, que ficam sobre o leito submarino (algumas são lançadas como um torpedo e “pousam” no fundo do mar, são as “mobile mines”)
    4- as do tipo “torpedo cativo”, que ficam no fundo e liberam um torpedo guiado quando são estimuladas. Ex: Captor.

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/37/Types_of_Naval_mine_001.svg/220px-Types_of_Naval_mine_001.svg.png

    Quanto aos sistemas de espoleta, pode ser:
    1- contato
    2- pressão
    3- magnética
    4- acústica

    Há vasto material na internet, inclusive no Wiki, é só pesquisar “naval mine”.
    Um abraço.

  11. As mais efetivas contra navios são as que ficam à deriva e as “ancoradas” a poucos metros sumersa (cabo mais comprido), mas em águas rasas a de fundo também é bem efetiva contra navios.
    As mais efetivas contra submarinos são as de fundo, as tipo torpedo e as ancoradas mais profundamente (cabo mais curto)

  12. As minas que aparecem nas imagens do post ” Um bom disfarce para um navio mineiro” são de qual Tipo?

    Nas esquadras os contratorpedeiros,fragatas e submarinos são os meios que mais atraem a atenção, porém todos dependem dos humildes e discretos varredores para sua segurança.

    O “Poder naval” coloca em sua página principal a imagem de um de nossos varredores baseados na Base naval de Aratu ,Salvador, minha cidade natal.
    Grande homenagem do “Poder naval” a esses guerreiros veteranos.

    Saudações à todos.

    • Flávio, as minas que aparecem no post do navio mineiro disfarçado são minas de fundeio, que ficam ancoradas ao fundo por um cabo.

  13. o casco do navio tem de ser de madeira ??? ou pode ser um casco normal ?!?!
    estou enganado ou existe um sistema de torpedos que fica “estacionado” no leito do mar, e assim que detecta um navio/sub ele dispara o torpedo…

  14. L.D.K.,

    Digite “Força de Minagem e Varredura” no campo Busca no alto e a direita deste Blog e você terá várias matérias interessantes sobre o assunto.

    Abraços

  15. Só pra não ficar dúvidas, existem as minas de fundo e as de fundeio como o galante disso. As de fundeio são as que me referi no meu comentário da 1:25 como sendo “ancoradas”.
    Não usei o termo “fundeio” para não confundir com “fundo”.
    As de FUNDEIO ficam prezas por um cabo a um lastro que fica no leito submarino; as de FUNDO, ficam pousadas sobre o leito submarino.

    Wwolf,
    como disse no meu comentário das 1:25, existe a “mina” CAPTOR, que é um torpedo leve Mk-46 acondicionado dentro de uma cápsula que fica no leito submarino e que é liberado quando o sensor da bomba detecta acusticamente que há um submarino na área, e aí ele começa a procurar o alvo usando seu sonar.

  16. EXELENTE DIA PODRIAN DECIRME DONDE ENCUENTRO INFORMACIÓN RELATIVA A LA MINA NAVAL (MCF-100 DE CONTACTO) ME HA SIDO MUY DIFICIL ENCONTRAR INFORMACIÓN RELATIVA A ELLA EN CUANTO AL EMPLEO EN EL LITORAL BRASILEÑO

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