Vídeo: Marinha norueguesa usa própria fragata em teste de míssil

Vídeo: Marinha norueguesa usa própria fragata em teste de míssil

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A Marinha norueguesa testou na última quarta-feira (05) o Naval Strike Missile, mísisl anti-navios desenvolvido pela Kongsberg Defence & Aerospace (KDA). O alvo do experimento foi a fragata KNM Trondheim, da classe Oslo . O teste de fogo aconteceu próximo à ilha de Andøya, no norte da Noruega.

O vídeo mostra o impacto direto na lateral do navio, o alcance dos destroços lançados após a explosão, e os danos à fragata. A Trondheim vinha sendo usada como alvo para testes desde o seu descomissionamento em 2006, após encalhar e ter dois compartimentos inundados.

FONTE: Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

31 COMMENTS

  1. ótimo míssil,pelo que passou na tv ele tem alcance de 150km e voa a velocidades hipersônicas,alguém poderia me dizer se os EUA ou Inglaterra tem algum míssil anti-navio com velocidade hipersônica com alcance maior do que 250km?por que até hoje só li sobre misseis russos com essas características e tambem se algum navio dos EUA tem sistema de defesa anti missil que pode destruir uma salva de misseis a 3000km/h voando 5 metros da água fazendo curvas em S?como os Granit fazem?

  2. FERNANDO boa pergunta, eu acredito que deve estar nos planos do fabricante, mas só será fabricado a meu ver se houver interesse de alguma força aérea mundo a fora, caso a norueguesa não tenha interesse.

  3. Lembrando que a Marinha do Brasil assinou em dezembro de 2011 o contrato de desenvolvimento do MAN-SUP.

    Neste programa, pra terem uma ideia será desenvolvido subsistemas como o Compartimento de Vante (Eletrônica de Processamento de Sinais/Controle e Guiagem), o Compartimento de Ré (Atuadores e Superfícies de Controle) e todo Sistema de Telemetria.

    Participam deste projeto a Mectron, as empresas Avibras, Atech e Omnisys. O lançamento do primeiro protótipo está previsto para 2017.

  4. Um belo míssil que deve ser considerado com “carinho” por muitas marinhas de guerra. Tem um bom alcance em relação a sua massa.

    Se lançado de plataformas leves tem como vantagem a boa relação alcance/massa.

    Se lançado de plataformas pesadas pode muito bem realizar saturação do alvo dada a possibilidade de múltiplos disparos.

  5. Fernando,
    O NSM está sim sendo integrado a aeronave, tanto de asas fixas quanto helicópteros.

    Leonardo,
    Esse míssil é subsônico e não supersônico (acima de Mach1 e abaixo de Mach 5) e muito menos hipersônico ( acima de Mach 5)
    Existem alguns mísseis russos anti-navios mas são todos supersônicos (abaixo de Mach 5) e ainda não há nenhum míssil de cruzeiro hipersônico em operação em nenhum lugar do mundo.
    O Granit que você citou é dos mísseis supersônicos anti-navios russos o mais antigo e que está perto da obsolência, sendo propulsado por um motor turbojato. Há outros mais modernos com o Onix (SS-N-26) e o Sizzler (SS-N-27), que são o “estado da arte”.
    Um míssil supersônico não consegue manobrar muito bem e muito do que se diz é um exagero.
    Quanto aos navios americanos terem como interceptar mísseis “supersônicos” Mach 2,5 a 5 metros de altitude eles tem sim. Hoje os mísseis Standard SM-2 Block III A e B, o ESSM, o RAM, o RAM Block 2 e versões atualizadas do Phalanx têm essa proposta.
    Especificamente o míssil RAM foi concebido justamente para fazer frente a esse tipo de ameaça (míssil supersônico sea-skimming).
    Vale lembrar que um míssil supersônico Mach 3 como o Onix/Brahmos quando voa ao nível do mar não consegue ir além de Mach 1.5.
    Um abraço.

  6. No Ocidente não há nenhum míssil anti-navio supersônico em operação, salvo o Hsiung Feng III de Taiwan (que não fica geograficamente no Ocidente mas em termos militares faz parte da esfera ocidental).
    Também há um projeto em desenvolvimento no Japão (ASM-3) e um na Europa (Perseus).
    O programa americano LRASM B visava um míssil anti-navio supersônico mas foi cancelado em favor de um subsônico stealth (LRASM A).

  7. Caro Fernando,

    O NSM é um missil de 5ª geração furtivo. Vai ser integrado no F-35, do qual a Noruega faz parte do programa.

    E pelo visto é bem capaz, apesar do seu tamanho reduzido. :)

    []’s

  8. Tio Sam,
    Como eu disse não é comum um míssil fazer Mach 2.5 a 5 metros de altura mas existe.
    O SS-N-27 (3M-54E Klub) tem um estágio final de combustível sólido que chega a Mach 2.9 nos últimos 15/20 km.

  9. Bosco:

    Mesmo considerando que seja um míssil, é muita velocidade.
    O Eurofighter atinge mach 2 no nível 50, já ao nível do mar despenca
    para mach 1,2.

  10. Marcos,
    Mas um míssil de combustível sólido é capaz sim. Lembra do KEM, antitanque que atingia Mach 6 contra alvos a 6 km?

  11. Subsônico, porém leve, pequeno e furtivo, além de letal como acabamos de ver. Achei a explosão dele mais poderosa do que as de Exocet que vi em outros vídeos. Sua cabeça de guiamento é por imagem IR, 100% furtiva. Pode receber atualizações da plataforma lançadora através de datalink. Tem o mesmo peso que os Penguin, porém em uma estrutura menor.

    Será armamento padrão dos F-35A noruegueses, que poderão carregar até 2 deles em suas baias internas, além de 2 AMRAAMs. Podem ser lançados de helicópteros médios também, do qual o NH90 é plataforma de testes.

    E nós patinando aqui recebendo ToT de míssil da década de 70…

  12. Bosco
    o SS-Nx-27 «Sizzler» / 3M54E tem três estágios o primeiro supersônico para aceleração o segundo um estagio mais devagar para se dirigir ao alvo em baixa altitude e o terceiro supersônico de rasante na água supersônico.
    mas pra mim o mais imprecionante pela velocidade,alcance,peso da ogiva e o SS-N-12 / P500 Bazalt que sendo disparado em grandes salvas fica difícil pro inimigo se defender.ele tem alcance de 550km com uma ogiva de 1000kg, ela deve ser capaz de partir um porta aviões ao meio de atingir VELOCIDADE DE 3000KM/H.

  13. O míssil atinge a parte de trás do navio, onde fica o motor certo? Se um navio vira bola de fogo, vocês acham que os outros misseis vão atingir outro navio, ou vão desviar e atingir o navio mais quente em chamas?

  14. Reginaldo supondo que todos estejam em curso final e guiado somente pelo IR, dependendo do tempo de lançamento entre eles e a distância entre navios não haverá desvio de alvo, mas na circunstância de um tempo maior entre disparos pode haver sim um desvio de alvo, porém pelo tempo maior entre disparos também haverá chances de correção!

  15. Reginaldo,pare Reginaldo,pare(pica-pau)
    ou misseis russos pelo menos tem um sistema que atinge o alvo mais importante, geralmente o maior, e depois vão atingindo o segundo mais importante e assim todos os misseis não vão ao mesmo alvo,por que eles são guiados por radar próprio na fase final.

  16. Bosco disse:

    Meu caro, será que um hipotetico SS-N-27, naquele mach sugerido, é mais letal do que um subsônico stealth?

    Sds.

  17. Tio Sam,
    Boa pergunta! rsrsr
    Os projetistas do SS-N-27 não acreditaram na velocidade supersônica em tempo integral como a melhor maneira de reduzir o tempo disponível para a defesa e projetaram um míssil híbrido que tenta se aproximar furtivamente até onde dá e aí ataca supersonicamente.
    Se o estágio de ataque chega a 1000 m/s ele percorre a distância de 20 em 20 segundos apenas. É um tempo muito curto para qualquer sistema defensivo. O ideal é que o defensor consiga detectar e rastrear o míssil antes dele liberar seu estágio de ataque.
    Já o nível de discrição de um míssil stealth ainda não é do conhecimento público, mas fato é que pelo menos os americanos, noruegueses, etc, estão apostando no conceito.

    Leonardo,
    O primeiro estágio é um booster de propelente sólido e não leva o míssil a velocidade supersônica mas apenas e tão somente a uma velocidade em que a pequena asa do míssil comece a sustentá-lo. Método usado por vários mísseis mundo afora, como o Harpoon, Tomahawk, etc.

  18. LDK,
    Os primeiros mísseis guiados por calor das décadas de 50, 60 e 70 tinham sensores primitivos, softwares idem e capacidade de processamento pior ainda. Modernos mísseis guiados por calor não são programados para atingir o alvo de maior temperatura e possuem software avançado capaz de reconhecer o que é um alvo válido ou o que é um navio pegando fogo.
    Esse NSM tem um seeker de formação de imagem que vê o alvo e inclusive é capaz de escolher qual a parte do navio ele quer atingir, se os motores, se a superestrutura, se o COC, se as antenas, etc, e não se deixaria enganar por um navio pegando fogo só por ser o alvo mais quente.

  19. Correção:

    1- “mastro” e não “antenas”

    2- Me dirigi especificamente ao Reginaldo e não ao LDK no comentário das 17:38.

    Desculpem-me!

  20. Almeida,
    Não consta nada sobre um data-link em relação ao NSM, mas eu não duvido que tenha um tendo em vista seu grande alcance e o fato de ser subsônico.
    Concordo com você que ele deva ter pelo menos um up-link de banda estreita, apenas para a atualização de alvos, embora definitivamente não tenha um de down link de banda larga , com envio de imagem, já que ele é totalmente autônomo em relação à seleção de alvos se baseando inteiramente em sua “biblioteca” digital.

  21. Não sei se é precisamente o Harpoon, mas sua tragetória ao alvo é interessante: sobrevôo rasante e, perto do alvo, subida e descida abrupta. Uma triangulação, no sentido literal.

    Sds.

  22. Tio Sam,
    É o Harpoon mesmo. O chamado pop-up.
    Ele pode implementar essa manobra subindo abruptamente e descendo em seguida quase na vertical de modo a enganar os sistemas defensivos.
    Na maioria das vezes os canhões CIWS têm inclinação máxima menor que o ângulo de mergulho do míssil e simplesmente não conseguem engajá-lo.
    Manobras horizontais radicais são difíceis de serem implementadas estando o míssil sea-skimming (se for supersônico então, esqueça), mas uma manobra vertical é tão ou mais eficaz quanto.

  23. Muito obrigado por complementar Bosco, eu havia sido muito simplista em minha explicação, foi um pecado meu para com os colegas, desculpem-me!

  24. Bosco, acredite em mim, tem datalink sim. 😉

    E é como você falou, ele recebe atualizações apenas. Nem se cogitou por um uplink nele para que este não denunciasse sua posição. Mais simples, mais barato e mais eficaz.

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