240613-DCNS - FREMM

A fragata multimissão FREMM encomendada para a Marinha Real Marroquina está realizando provas de mar ao largo da costa francesa, em preparação para a entrega ainda este ano. Em junho, o estaleiro naval DCNS concluiu com êxito uma terceira série de ensaios para testar o desempenho do sistema de combate do navio.

A tripulação e os especialistas da DCNS completaram os últimos ensaios ao largo da costa da Bretanha. Esta série de testes foi planejada para verificar o desempenho dos principais sensores do sistema de combate.

Cenários operacionais foram executados para verificar a consistência dos dados analisados ​​e apresentados pelos sensores do sistema de combate com os resultados obtidos durante as simulações de terra. Testes específicos incluíram sequências de engajamento usando mísseis antiaéreos Aster e mísseis anti-navio MM40, testes de direção de tiro para a arma principal de 76 mm e exaustivos testes do radar multifuncional. Outra capacidade testada do navio foi o controle de aproximação de helicópteros e o lançamento de diversos dispositivos rebocados.

“Esta terceira série de testes no mar representa um marco importante para o programa global e, mais particularmente para o sistema de combate do navio. Nossas equipes testaram exaustivamente o conjunto completo de hardware e software de sistema de combate que coloca as fragatas FREMM entre o mais versáteis e avançados no mercado mundial “, diz Gilles Raybaud, gerente do programa FREMM da DCNS para o Marrocos.

Para familiarizá-los com as operações de bordo, membros da tripulação que assumirão o navio quando ele entrar em serviço na Marinha Real Marroquina participaram nos ensaios. Trabalhando em conjunto com a tripulação da Marinha Francesa, os marroquinos participaram de atividades do passadiço ao controle de propulsão, serviço de quartos e exercícios de segurança e de gerenciamento de plataforma. Os membros da tripulação marroquina completaram o treinamento baseado em simulação em Lorient da DCNS e centros de Le Mourillon para familiarizá-los com os sistemas de gerenciamento da plataforma FREMM.
240613-DCNS - FREMM

O vice-almirante Laghmari, inspetor-geral da Marinha Real Marroquina, visitou a futura fragata FREMM Mohamed VI em Lorient, encontrando membros da tripulação marroquina que participaram dos ensaios, felicitando-os pelas tarefas já concluídas. Laghmari os encorajou a continuar a familiarizar-se com o novo navio antes da entrega, e indicou que estava plenamente satisfeito com o andamento do programa e os resultados dos testes de mar.

A primeira série de testes no mar, realizada em abril, demonstrou a conformidade integral dos sistemas de navegação de propulsão do navio com os requisitos de desempenho.

O programa FREMM francês envolve a construção de 12 navios – 11 para a Marinha Francesa e um para a Marinha Real Marroquina.

A DCNS entregou a Aquitaine, a primeira fragata multimissão FREMM, à Marinha Francesa em novembro de 2012.

Em acordo às provisões contratuais, o segundo navio da classe está programado para ser entregue à Marinha Real Marroquina no final de 2013. O navio será batizado Mohammed VI.

A DCNS está trabalhando atualmente em quatro fragatas FREMM em diferentes estágios de construção:

  • A terceira, Normandie, começará as provas de mar no final do ano e deve ser entregue em 2014 à Marinha Francesa;
  • A quarta, Provence, está quase completa, devendo ser lançada ao mar ainda em 2013;
  • A quinta e sexta unidades estão nos estágios iniciais de construção.

FREMM

Ficha técnica da FREMM

Estes navios de guerra fortemente armados estão sendo construídos pela contratada principal DCNS, para a implantação de sistemas de armas e sensores no “estado-da-arte”, incluindo o radar multifunção Herakles, mísseis de cruzeiro MdCN, mísseis antiaéreos Aster, mísseis antinavio Exocet MM40 e torpedos MU90.

Comprimento total: 142 m
Boca: 20 m
Deslocamento (aprox.): 6.000 toneladas
Velocidade Max: 27 nós
Tripulação: 108 (incluindo tripulação do helicóptero)
Alojamentos: 145 homens e mulheres
Alcance: 6.000 milhas náuticas (a 15 nós)

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

19 Responses to “DCNS prossegue com os testes de mar da fragata FREMM do Marrocos” Subscribe

  1. João Filho 10 de julho de 2013 at 15:52 #

    Maravilha. O programa FREMM francês envolve a construção de 12 navios – 11 para a Marinha Francesa e um para a Marinha Real Marroquina.
    Se o Brasil realmente fosse um pais serio, encomendaria 12 unidades para ontem…

  2. eduardo.pereira1 10 de julho de 2013 at 17:18 #

    Doze brinquedinhos deste dariao uma moral e tanto pra MB,muito bem armado ,veloz e atualizado com o estado da arte em eletronicos embarcados.

  3. Fernando "Nunão" De Martini 10 de julho de 2013 at 17:18 #

    João Filho, o estaleiro (e com toda a razão) trabalha no sentido de manter a encomenda de 11 para a Marinha Francesa, mas a última revisão do Livro Branco indica uma intenção do Governo Francês de reduzir esse número para 8.

    Uma possibilidade de contornar o problema, caso essa redução se concretize, é o desenvolvimento de um navio menor e mais barato, com deslocamento entre as La Fayette e as FREMM.

    http://www.naval.com.br/blog/2013/05/17/com-reducao-de-encomenda-de-fremm-franca-pensa-em-novo-navio-menos-capaz/#axzz2YfxM1k00

    Quanto a doze escoltas do porte da FREMM para a MB, nem o Prosuper vai tão longe.

    São só cinco escoltas de 6.000t no programa, embora haja um planejamento de mais cinco fragatas serem contratadas cerca de dez anos depois das primeiras (caso as primeiras sejam contratadas, obviamente).

    Eduardo,

    Quanto ao “muito bem armado ,veloz e atualizado” eu concordo com o primeiro e o último item em relação às FREMM do modelo francês, mas quanto a velocidade elas terão que sofrer modificações para atender aos requisitos do Prosuper, segundo a própria DCNS.

    Isso está em declaração de executivo da DCNS (Eric Perrot) em matéria da revista Forças de Defesa número 6 (pág 77):

    “A nossa proposta contempla algumas pequenas modificações no sistema de propulsão para atender aos requisitos do PROSUPER. Esta modificação advém dos requisitos da Marinha do Brasil, que exige uma velocidade máxima maior do que aquela desenvolvida pelos seus equivalentes franceses.”

    Em outros itens, a proposta francesa se assemelha muito às FREMM destinadas à França, segundo o executivo, com algumas modificações para deixá-las mais adequadas ao emprego geral / multifuncional (as francesas são multifuncionais, porém com ênfase na guerra antissubmarino), mas isso não teve muito impacto no preço final, atendendo plenamente segundo ele às especificações da Marinha do Brasil.

  4. nunes neto 10 de julho de 2013 at 19:24 #

    Que inveja,até o Marrocos.

  5. marciomacedo 10 de julho de 2013 at 19:48 #

    Vamos pegar com Santo Expedito, o padroeiro das causas urgentes.

  6. João Filho 10 de julho de 2013 at 20:06 #

    Melhor ir com Joan Of Arc, a padroeira das causas perdidas, rsrs.

    Nunão, são só cinco escoltas de 6.000t no Prosuper, mais cinco dez anos (talvez) depois das primeiras?

    Muito pouco, para a costa gigantesca do Brasil…

  7. Fernando "Nunão" De Martini 10 de julho de 2013 at 20:15 #

    O programa é esse, João Filho.

    São 14 escoltas (9 fragatas e 5 corvetas) na Marinha do Brasil, hoje.

    Os planos ao longo de 10 anos após a assinatura do contrato são começar pela substituição de cinco fragatas mais desgastadas por cinco fragatas novas.

    Depois, ainda dentro dos primeiros 10 anos, as quatro fragatas restantes darão lugar a quatro corvetas novas (classe Barroso modificada, em projeto), o que está fora do escopo do Prosuper.

    Vão restar as atuais cinco corvetas, para serem substituídas por mais cinco fragatas novas (ou pelo que for possível quando isso ocorrer), depois da primeira década do contrato do Prosuper.

  8. João Filho 10 de julho de 2013 at 20:22 #

    Nunão, obrigado pela clarificacão. Seu erudismo esta se evidenciando, como sempre.

  9. Oganza 10 de julho de 2013 at 21:46 #

    Me desculpem os que gostam desse navio mas vou chutar o balde: pra mim esse navio é desdentado, míope, lento e feio, muito feio.

    Ele não possui um sistema de ponto decente, um sistema de reação rápida anti submarino de longo alcance, 16 Aster para a guerra moderna tb é pouco (e ele vai ter que dar conta de tudo, sozinho), a variedade de sensores acho reduzida tb e esse 76 mm me parece a espingarda de ar comprimido dos meus 12 anos. =/

    As coisas bacanas são: MdCN, NH90, VSNT, o alcance e a capacidade stealth… mas tudo por +ou- U$ 800 Milhões… muito caro, mas não sou em quem decide né?

    Sou MAIS… MUITO MAIS os DD-115 Akizuki, com 32 dentes, completinhos e tudo que as FREMMs não tem, com paticamente o mesmo deslocamento e preço (e MUITO MAIS BONITO).

    Se os japas mudarem mesmo a constituição etc, etc… eu iria lá dar uma olhada, até os australianos já foram dar uma zapiada nos subs nipônicos :D

    https://en.wikipedia.org/wiki/Akizuki-class_destroyer_%282010%29

  10. Oganza 10 de julho de 2013 at 21:51 #

    Em tempo, uma coisa legal das FREMMs são os quase 20 torpedos MU90 transportados, é torpedo que não acaba mais.

  11. Mauricio R. 10 de julho de 2013 at 23:17 #

    Sou bem mais cético que o colega Ozawa, esses naviozinhos não me movem,não me entusiasmam; tem nada aí.
    Somente mais uma tranqueira francesa, cara prá chuchu, tanto p/ adquirir qnto mais ainda, p/ manter.
    Estamos mirando o alvo errado, plataformas estrangeiras mto além de nossas capacidades financeiras e técnicas em operá-las e principalmente mante-las como se deve.
    Deveríamos observar as tecnologias que nos interessam, procurar adquiri-las e aplica-las; a plataformas mais adequadas as nossas necessidades e possibilidades.

  12. Roberto Bozzo 10 de julho de 2013 at 23:32 #

    eu acho as italiana bem mais bonitas…

    Oganza disse:
    10 de julho de 2013 às 21:46

    Pelo que sei as Fremm podem levar 32 lançadores verticais, onde optou-se (os franceses) de colocar apenas 16 Aster e o restante de Scalp Naval… mas nada impede do operador instalar os 32 lançadores para o Aster.

  13. Roberto Bozzo 10 de julho de 2013 at 23:37 #

    complementando meu comentário anterior:
    a versão Fremm-ER terá as 32 células para defesa aérea utilizando o Aster 15 e 30, se um dia vier a ser realmente produzida.

  14. Oganza 10 de julho de 2013 at 23:41 #

    Mauricio R. o Ozawa sou eu? :D

    Mas concordo com você, já que tem ser da classe de 6000 t, os barquinhos (porque pra mim eles são isso mesmo) franceses são a pior alternativa. E das coisas que listei que são “bacanas”, é com relação a classe do armamento: míssil de cruzeiro, um heli decente, uma quantidade boa de torpedos…. etc… etc… mas é tudo equipamento, no caso deles, de “Boutique”, muito caro, cheio de nhem nhem, precisamos é de equipamento RAIMUNDÃO, coisa sem educação, grossa mesmo, coisa de Peão.

  15. MO 10 de julho de 2013 at 23:45 #

    Ué pq nao postaram o nome desta UQR Marreca ?

  16. Oganza 11 de julho de 2013 at 0:00 #

    Roberto Bozzo, mesmo com 32 vls, continua desdentada e até pior, pq ai ela só faz isso… Defesa Aérea.

    No caso dos Akizuki (os DD 118 pra frente), são 32 ESSM, 16 VL ASROC, 6 Tubos de Torpedos, 1 CIWS + 1 CIWS RAM, 8 SSM e de lambuja 1 Phased Array com capacidade FULL 360º, Sonar de casco, Towed Array… etc… etc… e o emplacamento é de grátis. Se é pra gasta essa dinherama, vamos gastar direito. :D

    Agora com relação as Fremm-ER: depois do ultimo Livro Branco deles, só se acontecer uma encomenda de um cliente externo, pq daquele mato não sai mais coelho não.

  17. Oganza 11 de julho de 2013 at 0:05 #

    MO, o nome da UQR é Mohamed VI.

  18. MO 11 de julho de 2013 at 13:25 #

    Tks Oganza

  19. Fernando "Nunão" De Martini 11 de julho de 2013 at 14:28 #

    MO, o nome está lá no texto, pouco abaixo de uma das fotos (se bem que não sei se foi colocado lá depois que vc reclamou, rsrsrs). Também está no primeiro dos links ao final da matéria, que coloquei agora para completar.

    Engraçado que estou me lembrando que, em nota anterior do fabricante que eu coloquei no ar (justamente a primeira da lista ao final) o nome Mohamed VI não estava no texto original, e recorri a notas anteriores para incluí-lo.

    Abs!

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