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A volta de um fantasma

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Livro de pernambucano diz que cruzador Bahia foi afundado por submarino alemão, em 1945

 

Renato Mota

vinheta-clipping-navalUm mistério de 68 anos ainda ronda os mares do Atlântico. O naufrágio do cruzador Bahia, em julho de 1945, que vitimou mais de 300 marinheiros, ainda é motivo de polêmica entre pesquisadores. Isso porque a versão oficial da época diz que o navio veio a pique depois de um acidente durante um treinamento, quando estava próximo aos Rochedos de São Pedro e São Paulo. Mas há quem acredite que, na verdade, o cruzador brasileiro foi atacado por submarinos alemães, que posteriormente renderam-se na Argentina.

A segunda versão é defendida pelo ex-oficial da Marinha e escritor pernambucano Paulo Afonso Paiva, que está lançando o romance O porto distante, uma ficção histórica que recria os últimos dias do Bahia. “Essa foi a maior tragédia da nossa história naval. Temos nosso próprio Titanic, e poucas pessoas conhecem esses acontecimentos”, afirma Paiva. O livro é resultado de dez anos de pesquisa sobre o incidente e o dia a dia dos marinheiros durante a Segunda Guerra, mas as peças que faltavam ao quebra-cabeça vieram só em 2010, com o lançamento do livro Ultramar Sul: a última operação secreta do Terceiro Reich, dos argentinos Jan Salinas e Carlos De Nápoli. “Eles tiveram acesso ao arquivo da marinha argentina que relata os interrogatórios dos comandantes dos submarinos”, conta Paiva.

A narrativa do que verdadeiramente aconteceu naquela manhã de 4 de julho de 1945 sempre foi confusa. As primeiras matérias jornalísticas da época só começaram a sair a partir do dia 10, já que na véspera tinham sido encontrados os primeiros sobreviventes. “Em consequência duma explosão, verificada nas proximidades dos rochedos de São Pedro e São Paulo, afundou o cruzador brasileiro Bahia”, foi a manchete do JC no dia. O que se sabia, até então, era que durante exercícios de guerra, por volta das 9h10, o navio teria sofrido uma grande explosão, que matou cerca de 100 marinheiros logo de cara, e teria afundado em cerca de 4 minutos. Dos 382 tripulantes, só 36 foram resgatados.

Segundo Paiva, o Bahia estava na região servindo de apoio para a comunicação entre os aviões americanos que voltavam da Europa. “A guerra contra a Alemanha já tinha terminado. O navio estava lá, como um pato, dando suporte à Quarta Frota dos EUA, que comandava as ações aqui. Na tripulação constavam, inclusive, quatro telegrafistas americanos”, explica o escritor. De fato, naquela manhã, estavam sendo realizados treinamentos, mas de acordo com Paiva, a possibilidade de que uma das metralhadoras anti-aéreas atingisse o próprio Bahia é remota. “Esse tipo de equipamento contava com uma proteção para que, durante um combate, o artilheiro não alvejasse o próprio navio por engano. Esse dispositivo até pode ser retirado, mas requer o trabalho de três pessoas, algo que não vale a pena”, completa o escritor.

Suspeitas de que o naufrágio não tenha ocorrido por acidente não são novas. Jornais da época já discorriam sobre possíveis causas para a tragédia, como próprio JC, do dia 17, que afirmou que alguns torpedos “mais modernos” não deixam rastros na água, o que explicaria o fato da tripulação do Bahia ter sido pega de surpresa. “Além disso, uma explosão do paiol de pólvora, como se discutiu na época, não faria um estrago tão grande, já que parte da energia se dispersaria”, afirma Paiva.

Entretanto, o inquérito definitivo sobre o naufrágio cabia ao comando da Quarta Frota Americana, na pessoa do almirante Jonas Howard Ingram, que em outubro daquele ano divulgou que “aquele cruzador fora sinistrado por uma rajada de metralhadoras do próprio cruzador Bahia, que, durante um exercício de rotina, atingira acidentalmente um grupo de bombas de profundidade localizados na popa do navio”. E essa é a versão oficial até hoje.

Mas se o motivo da explosão do Bahia era objeto de debate, as suspeitas aumentaram exponencialmente quando, dias depois do naufrágio, o submarino alemão U-530 chegou a Mar del Plata, na Argentina, e rendeu-se a autoridades locais. “A guerra tinha terminado havia dois meses. O que aquele submarino estava fazendo no mar ainda? Também não era segredo que a Argentina vinha acolhendo vários oficiais nazistas depois do conflito”, afirma o escritor.

O comandante da Força Naval do Nordeste, o almirante Soares Dutra, em entrevista ao JC do dia 13 de julho de 1945, contou que “é possível(que o Bahia tenha sido torpedeado). Como é sabido, poucos dias depois do doloroso acontecimento apareceu um submarino alemão na Argentina, e pode haver ainda um segundo ou terceiro”, afirmou Dutra. Mais grave: outros navios teriam ainda entrado em conflito com tropas alemães poucos dias antes. “Dois dos nossos navios, em missão idêntica à do Bahia, através de seus aparelhos, localizaram um submarino e chegaram a atacá-lo com bombas de profundidade”, relata o almirante.

Clique na página do jornal para ampliar.

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FONTE: Jornal do Commercio

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

24 Responses to “A volta de um fantasma” Subscribe

  1. Rafael M. F. 26 de agosto de 2013 at 23:29 #

    Ih, eu tava falando do afundamento do Baêêêêa outro dia desse com alguém daqui, acho que foi o Fernando.

  2. daltonl 27 de agosto de 2013 at 10:47 #

    Mas será que de fato o Bahia estava equipado com os tais mecanismos
    que impediriam que o próprio armamento atingisse as cargas de profundidade, pois oficialmente, não estava.

    Quanto aos EUA estarem atrás de cooperação dos antigos nazistas , é fato, mas necessariamente eles não precisaram fazer muita coisa pois
    os alemães estavam fugindo dos soviéticos e muitos concordaram de bom grado trabalhar para os EUA.

    Quanto aos motivos do submarino alemão ter ido para a Argentina, ainda tenho em casa o livro U 977 escrito pelo próprio comandante,
    uma excelente leitura onde não apenas defendeu-se da acusação de ter transportado Hitler e outros chefes nazistas mas declarou sua vontade de viver na Argentina, compartilhada pela tripulação.

    A Argentina além de ter uma grande colônia germânica só no último mês de guerra fez uma declaração de guerra mais por pressões políticas
    dos aliados e foi bastante receptiva para com refugiados e mesmo criminosos de guerra.

    Mas para por fim de vez a polêmica só mesmo quando um Ballard da vida descer até o casco do Bahia :)

  3. Observador 27 de agosto de 2013 at 12:45 #

    Eu creio ser difícil acreditar na versão de que o cruzador foi a pique atacado por um submarino alemão.

    Para começar, a rendição da Alemanha foi assinada no dia 08 de maio, ou seja, quase um mês antes do naufrágio. A guerra acabara, o “Führer” estava morto, e os marinheiros alemães só sonhavam em voltar para casa e rever suas famílias.

    Além disto, ser um submarinista alemão no final da guerra era praticamente ser condenado à morte; os aliados estavam dizimando os submarinos alemães, que de caçadores passaram a ser caça.

    Neste contexto, faria sentido os tripulantes alemães de um submarino atacarem um navio aliado, ainda mais um navio de guerra, sujeitando-se a serem caçados implacavelmente e exterminados, tudo em nome de uma guerra perdida e encerrada?

    Acho difícil.

    É muito mais fácil acreditar em um erro humano. Há poucos dias tivemos um exemplo com o submarino indiano, que foi a pique devido ao manuseio errado de sua munição.

    Mas claro, a versão fantasiosa é muito mais sedutora.

    Como o Admiral daltonl falou, o único jeito de acabar com a discussão é mandar um submersível verificar os restos do navio.

    O problema é que o navio deve estar a uns cinco quilômetros da superfície.

    Quem sabe a “estória” não chega aos ouvidos do diretor de cinema David Cameron e ele não vai verificar…

  4. Antonio M 27 de agosto de 2013 at 13:02 #

    Eu até gostaria, com todo respeito às vítimas, que fosse verdade se fosse uma farsa o suícídio de Hitler. Se verdade que ele tivesse aceitado o “exílio” forjando o suícidio apenas confirmaria que não era tão louco assim, e sim um tirano recalcado que não teve coragem de ir até o fim com sua ideologia, que a tanto impôs para os seus seguidores.

    Queria ver fascistas, nazistas, neonazistas e o escambau seguirem um covarde e vendido ……

  5. MO 27 de agosto de 2013 at 15:02 #

    Segundo o inquerito o fantsma se chama projetil de 20 mm do oerlikton, que conterou negativo e acertou a carga de profundidade .. o resto .. bom .. eh coisa do face for dekf (kkkk)

    em tempo, este é lindo, um dos navios top 2013 em :SSZ =
    http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/08/mt-stena-primorsk-2cko8-primeira-escala.html

  6. Rafael M. F. 27 de agosto de 2013 at 23:21 #

    Triste fim de um guerreiro veterano de duas guerras – sim, o Bahia , junto com o Rio Grande do Sul, fizeram parte da Divisão Naval em Operações de Guerra – DNOG – sob o comando do Alte. Pedro Max de Frontin, em 1918.

    A propósito, recomendo o excelente “D.N.O.G. (Divisão Naval em Operações de Guerra), 1917-1918: uma página esquecida da história da Marinha Brasileira”, do Vice-Almirante Prado Maia. Ainda é possível encontrá-lo em alguns sebos.

  7. Carlos André 27 de agosto de 2013 at 23:55 #

    Bom, pelo menos essa fantasia é verossímil apesar de já ser velha. Duro e ouvir que o Encouraçado São Paulo foi abduzido por alienígenas quando rebocado para o desmonte.

  8. Paulo Paiva 23 de setembro de 2013 at 21:38 #

    Prezados companheiros
    O “Bahia” foi torpedeado pelo submarino U-530, no dia 4 de julho. Esse submarino se rendeu uma semana depois em Mar Del Plata. Documentos da Marinha Argentina liberados após 60 anos comprovam que o comandante do submarino “aloprou” e afundou o navio. Por quê fez isso e porque os americanos encobriram esse crime está descrito no meu livro “O Porto Distante”
    Quanto ao fato de que os conteradores só foram colocados nas metralhadoras antiaéreas após o pseudo incidente, não é verdade. As metralhadoras foram desenvolvidas na Alemanha em 1922. Em 1935, a fábrica suiça Oerlikon as aperfeiçoou e todas as armas saídas dali já vinham com conteradores. Tanto é que nunca houve um acidente, embora tenham sido usadas centenas de vezes durante a guerra. Alé de tudo, mesmo que isso fosse possível, bombas colocadas na pôpa uma vez explodias, arrancariam um pedaço da popa e não faria o navio soçobrar em 4 minutos!
    Estou enviando meu livro para vocês fazerem uma resenha, se possível. Está a disposição através do e-mail [email protected]
    Um abraço
    Paulo

  9. daltonl 24 de setembro de 2013 at 10:20 #

    Paiva…

    se o Bahia foi torpedeado pelo U-530 em 4 de julho, como ele chegou a
    Mar del Plata em apenas 6 dias ? Nem que ele tivesse a velocidade de
    um “alfa” nuclear soviético ele teria coberto mais de 4000 kms.

    Quanto aos conteradores, não se discute se vieram de fábrica e sim que poderiam por alguma razão terem sido removidos.

    O livro U-977 desmente muito do que foi atribuído a ele e também ao
    U-530.

    O Bahia era um cruzador apenas no nome…era fracamente blindado principalmente na popa além de ser um navio muito antigo, então não seria surpreendente afundar em poucos minutos depois de tamanha explosão.

    Mesmo que o Bahia tivesse sido torpedeado, seria de fato um crime?
    O Brasil declarou guerra ao Japão em junho, então, uma das teorias é
    que os comandantes alemães suspeitos, dos submarinos U 530 e 977
    teriam optado por unir-se à causa japonesa.

    abs

  10. Paulo Paiva 24 de setembro de 2013 at 11:35 #

    Prezado Dalton
    O submarino U-530 era da classe IX/40, de última geração, à época. Ele desenvolveu cerca de 21 nós, navegando nas superfície, para chegar em Mar Del Plata no dia 10 de julho. Não se esqueça que chegou sem nenhum torpedo, canhões e metralhadoras o que diminuiu seu peso em cerca de 50 toneladas. Além disso o Contratorpedeiro Babitonga detectou em 13 de julho, dois submarinos nas imediações dos Rochedos de São Pedro e São Paulo, dando-lhe caça durante cinco dias.
    Quanto ao “Bahia” ser velho, é uma verdade. No entanto, caso uma ou mais bombas de profundidades postas na pôpa fossem atingidas, metade da força da explosão se dissiparia nos ares. A outra metade arrancaria um pedaço da popa, mas não faria explodir a casa de máquinas e paióis, fazendo com que o barco soçobrasse em quatro minutos.
    De toda maneira, a controvérsia é salutar.
    Um abraço
    Paulo

  11. daltonl 24 de setembro de 2013 at 12:41 #

    Paiva…

    a velocidade na superfície é listada como19 nós ,mas mesmo concedendo 21 nós, você parte do princípio que o U-530 navegou na superfície fazendo 21 nós ininterruptamente durante 6 dias?

    O U-977 fez essa parte do caminho navegando na superfície apenas durante à noite e mesmo na superfície navegando lentamente para economizar combustível.

    Não faria sentido navegar na superfície durante o dia, aliás o próprio
    comandante do U 977 descreve que ambos submarinos navegaram grande parte do percurso submersos quando então a velocidade cai para menos de 10 nós.

    Quanto as bombas de profundidade, diria que não foram apenas uma ou mais, mas diversas que estavam estocadas no convés e é impressionante o relato do único oficial sobrevivente, que obviamente,
    você conhece melhor que eu, sobre a destruição causada pelo que
    oficialmente é a detonação de tantas cargas de profundidade em local vulnerável sem blindagem.

    Os americanos e também nós “escondendo” um crime ? Você deve ter suas conclusões…buscar apoio dos alemães contra os soviéticos na vindoura guerra fria…sim, pois em julho os soviéticos eram aliados e em breve declarariam guerra ao Japão.

    Afundar um navio de guerra aliado enquanto o Japão ainda estava em guerra mereceria esconder o fato? Os alemães fizeram coisa bem mais grave e pagaram por isso em Nurembergue.

    Mas, apesar de não acreditar no torpedeamento é sempre salutar conhecer outras opiniões.

    abs

  12. Paulo Paiva 25 de setembro de 2013 at 9:19 #

    Prezado Daltonl

    Sem querer ser dono da verdade, mas como aficionado pelo tema, vou retrucar alguns tópicos que v. exibiu:
    1) Sim, o U-530 navegou todo o tempo na superfície, conseguindo fazer 21 nós. Chegou em Mar Del Plata com os tanques de combustíveis a zero;
    2) Faz todo sentido navegar sempre à superfície. O Cmt do submarino queria sair dali o mais depressa possível;
    3) Mesmo que houvessem mais de uma bomba de profundidade na popa do “Bahia”, ao explodir metade da força da explosão iria pelos ares, arrancando uma parte da estrutura, mas não faria a praça de máquinas explodir nem o navio soçobrar em quatro minutos;
    4) O depoimento do único oficial sobrevivente, o Ten Lúcio Torres Dias não explica nada. Ele diz textualmente: “eu estava nas máquinas, quando houve a explosão”…
    5) O resultado do inquérito, feito por oficial brasileiro, deu que ” possivelmente foi resultado de torpedeamento”. No entanto, o Almirante Ingram, Comandante da IV Frota Americana – a qual a Marinha Brasileira estava subordinada – chancelou como “incidente de tiro”;
    6) Você pergunta porque os americanos encobriram o fato. Bem, foi uma troca. Ordens vieram do Pentágono. Explico isso no meu livro, o qual já mandei um exemplar para vocês.
    Estou me alongando sobre o assunto, devido ao grande interesse que tenho sobre o assunto, o qual pesquiso há muito tempo.
    Um abraço
    Paulo

  13. daltonl 25 de setembro de 2013 at 10:26 #

    Paiva…

    o blog é o local ideal para tais discussões, pessoalmente, amigos meus não tem a menor ideia sobre assuntos navais, inclusive um grande amigo está montando uma fragata da classe Perry e teimou que os containers de balsas salva-vidas eram cargas de profundidade. Ninguém é obrigado a saber…teimar é o problema. :)

    Mas, voltando ao assunto, também sem querer ser o dono da verdade, nunca soube de um navio ou submarino navegando à velocidade máxima durante tanto tempo. Não apenas o consumo de combustível
    seria desproporcional, mas forçaria as máquinas e no caso de um submarino navegar à luz do dia na superfície uma loucura especialmente quando o comandante do U 530 acreditava que a tal ordem para cessar as hostilidades fosse um truque dos aliados.

    Além do depoimento do comandante do U-977 que declara que ambos submarinos chegaram à Argentina navegando submersos à maior parte do tempo, eles conversaram sobre o assunto quando internados, há declarações do próprio comandante do U-530 sobre o assunto também.

    Colo aqui um trecho que você deve conhecer mas gostaria de saber sua opinião retirado do U-boat Archive U-530:

    “He said that until he reached latitude 20° south he traveled at 7-1/2 knots on the surface, recharging batteries, and 2 knots submerged. Once reaching that latitude he stepped his surface speed up to 9 knots.

    Outra passagem interessante:

    “He stated that immediately upon receiving the surrender orders (which he considered false) they quit their attack zone and that at that time they were approximately 1000 miles east-northeast of Puerto Rico. They ran for some time underwater, for fear of aerial attack, and throughout the whole voyage ran underwater during the daylight hours. He stated that they passed between the Rocks of Saints Peter and Paul and the island of San Fernando Naronha and that on 17 June they crossed the Equator.”

    Ou seja muito antes do Bahia afundar ele havia cruzado a estação 13
    onde o Bahia viria a estar no dia 4 de julho.

    abraços

  14. Ivan 25 de setembro de 2013 at 11:34 #

    Prezados Paulo Paiva e Dalton,

    Desculpem a ousadia de um antigo infante e velejador de laser na juventude, mas tenho um questionamento.

    Poderia a Corrente do Brasil, quente e oceânica, que desce da linha do Equador até o Uruguay, justamente na mesma direção do U-530, ter influenciado na velocidade do mesmo no trajeto?

    O mapa, é claro: :)
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cc/Ocean_surface_currents.jpg

    Esta corrente, como certamente vcs sabem melhor do que este leitor ‘enxirido’, tem movimento paralelo a costa brasileira de norte para sul, até cruzar o Rio da Prata onde encontra a fria Corrente das Malvinas.

    Cordiais saudações,
    Ivan, do Recife.

  15. daltonl 25 de setembro de 2013 at 12:20 #

    Ivan…

    nunca soube de um submarino pegando carona em tais correntes para conseguir impulso extra, mesmo submarinos equivalentes ao U-530 cuja velocidade máxima submerso era de apenas 7 nós acho que pouca coisa ganhariam em matéria de velocidade.

    Já a as marinhas mercantes utilizam-se de correntes para principalmente
    poupar combustível.

    abs

  16. MO 25 de setembro de 2013 at 13:24 #

    cuma Dalton … kkkkk e ela tinha cargas de profundidade pelo navio todo … kkkkk

  17. Paulo Paiva 25 de setembro de 2013 at 14:10 #

    Ivan
    Embora eu não seja entendido em Náutica (sou apenas um curioso sobre o “Bahia”, acho que usar a corrente seria um adendo a mais. Estou a disposição através do e-mail [email protected]
    Grato,
    Paulo

    Danton (Dalton, o Danton não esta neste debate, a dispeito ser membro tbm)
    Nunca se soube de um submarino pegando carona em corrente, mas também nunca se soube de um torpedeamento de um navio, depois de uma guerra. Quanto ao fato do Cmt do U-977 (o outro submarino) ter dito que “só a noite é que navegavam à superficie”, isso nada tem a ver com o U-530. Ele diz que navegaram de dia imerso, para corroborar o álibi criado.
    Quanto ao fato do diário do U-530 ter anotado que havia passado pelos Rochedos de São Pedro e São Paulo antes do dia 4 de julho, esse diário (apócrifo) foi escrito pelo próprio Cmt do submarino na Base de Mar Del Plata.
    Suas considerações me são bem úteis. Nunca tinha conseguido antes debater com um cara que conhece do assunto. Divirjo, mas agradeço suas colocações que me são muito úteis.
    Um abraço
    Paulo

  18. Ivan 25 de setembro de 2013 at 18:44 #

    Ka ka ka ka ka…

    O editor do NAVAL é ‘carne de pescoço’ mesmo.
    Não perdoa nem mesmo erro de digitação, se eu “conterar negativo” e acertar uma tecla errada serei lançado ao mar, no meio dos tubarões.

    (Pelo menos já estou acostumado com eles aqui na terrinha…) :)

    Cordiais saudações.
    Ivan, do Recife.

  19. daltonl 25 de setembro de 2013 at 19:13 #

    Paiva…

    só quero deixar registrado que em nenhum momento quis desmerecer o seu trabalho que de uma forma ou outra honra os homens que morreram a bordo do Bahia.

    Certamente a estória de bravos artilheiros tentando interceptar 2 torpedos que atingiram o mesmo local, disparados por um cruel comandante nazista, que deveria ter entrado para o recorde da viagem mais rápida feita por um submarino convencional, que logo depois ejetou os torpedos restantes e tudo isso acobertado pelos EUA, a nação
    mais odiada do planeta, tudo isso é melhor que um erro crasso cometido por tripulantes e um submarino que não queria retornar para a Alemanha e arrastou-se lentamente Atlântico abaixo.

    Tenho em casa livros polêmicos que me renderam boas horas de leitura
    e certamente o seu livro também renderá.

    Exemplos:

    O Assassinato de Rudolph Hess…o autor “prova” que o homem em
    Spandau era um dublê. Mais tarde descobri que falsificações foram feitas, de qualquer forma, muita coisa no livro teve proveito;

    Elvis não morreu…a escritora inclusive se baseou entre outras coisas
    que o nome do meio de Elvis, Aron, foi grafado como Aaron com 2 as
    uma das provas de que o enterrado em Graceland seria um boneco;

    O mais absurdo…o Filadelfia Experimento…um destroyer, USS Eldridge
    teletransportou-se de Norfolk para Filadelfia…virou um filme inclusive
    “baseado em fatos reais”…comprei de segunda mão bem baratinho;

    O incidente em Roswell e o assassinato de Kennedy ocupou meu tempo, inclusive meu dinheiro pois fui até Dallas muitos anos atrás para tentar “resolver o mistério”…não consegui.

    E Custer…queria ser Presidente então sacrificou seu comando para
    ter glória e conquistar os eleitores…

    Boa sorte com o livro !

  20. daltonl 25 de setembro de 2013 at 19:34 #

    Ah…lembrei de uma situação que vivi pessoalmente e talvez alguém
    com tempo se interesse em ler.

    Anos atrás convidamos um casal que se dizia pertencer a um “grupo”
    que tinha como objetivo desmascarar o mito da ida do homem à lua.

    Eles lançaram-me um desafio: nunca em todos os anos de pesquisa
    seja na internet, livros, etc, eles haviam visto na mesma foto, o solo
    lunar, o astronauta e a Terra.

    Argumentei que uma foto assim seria difícil, até pelo ângulo, mas não
    tive sucesso.

    Depois que eles foram embora, não levei mais do 20 minutos para encontrar não uma, mas três fotos, que eles NUNCA haviam visto
    antes incluindo o modulo lunar também.

    Enviei por e-mail e dois dias depois recebi como resposta que após
    análise das fotos pelo “grupo” constatou-se que eram…montagem.

    E o interessante é que essas pessoas não tinham má fé…de fato acreditavam e acreditam até hoje que os EUA não enviaram astronautas
    à Lua, se bem que, tenho dúvidas que se a União Soviética tivesse enviado seus cosmonautas, eles acreditariam.

    Mas enfim, o que entendo mesmo é de Viagem ao fundo do mar, quem sabe um dia escreva um livro, porque deve ser apaixonante escrever um livro sobre um assunto que nos apaixona :)

  21. MO 25 de setembro de 2013 at 19:47 #

    O Dalton faltou o Atlas do MEC dizendo que tem um estado la que se chama Acre …..

  22. daltonl 25 de setembro de 2013 at 19:47 #

    MO…

    a estória das cargas de profundidade é verídica…ele andou montando um “fletcher” que corretamente tinha cargas de profundidade nas calhas
    e também nos projetores laterais e de algum modo achou parecido…não foi fácil convence-lo que no caso da Perry eram balsas :)

  23. MO 25 de setembro de 2013 at 19:48 #

    kkkk adaptação eh uma coisa a dispeito do formato e escala agora esta da Perry … Gizuiz !!!

  24. MO 25 de setembro de 2013 at 19:53 #

    Por falar em livro, estou lendo Caça Submarino Gurupá – CS 4, João Palma Netto, sugiro, caso nao tenha lido, não eh nenhum Norman Friedman, mas eh legalzim

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